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quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Emprego no exterior nem sempre é golpe; veja como se proteger


Da Redação
Em São Paulo



Segundo o Ministério das Relações Exteriores, cerca de 4 milhões de brasileiros estão morando em outros países e a mudança de endereço se deve às oportunidades de trabalho. Esse contingente ultrapassa a população da Paraíba, estimada em 3,6 milhões pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Para quem quer se juntar a esse time, saber identificar se as ofertas de emprego no exterior são confiáveis é o primeiro passo antes de reservar a passagem e fazer as malas.

O que o MTE aconselha
Converse com outras pessoas que já tenham vivido essa experiência
Exija um contrato de trabalho que possibilite a identificação completa das pessoas envolvidas
Mantenha uma cópia do contrato e deixe outra com alguém de confiança no Brasil
Antes de assinar documentos em uma língua que não compreenda, peça ajuda para tradução
Recuse promessas para ingressar em outros países de forma irregular
Verifique a idoneidade e a seriedade das agências de colocação de trabalhadores
Informe-se nas embaixadas ou consulados estrangeiros sobre a necessidade de "visto" para trabalho ou residência
Normalmente, o imigrante autorizado a trabalhar terá os mesmos direitos do trabalhador local
O MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) publicou até uma cartilha sobre o assunto, com conselhos para evitar que brasileiros caiam em armadilhas: "Em muitos casos, essas promessas [de trabalho] se revelam falsas, e os migrantes, principalmente mulheres, acabam envolvidos em redes de tráfico de pessoas, prostituição, trabalho forçado e violência", diz o documento do ministério.

Um das principais orientações do MTE é consultar os consulados do país de destino para obter mais informações sobre eventuais programas oficiais de trabalho.

Québec
O Canadá, por exemplo, recruta profissionais graduados e tecnólogos com conhecimentos de francês para a Província de Québec, que sofre com baixas taxas de natalidade (1,3% ao ano). O candidato não sai do país já com uma vaga certa, mas Soraia Tandel, agente de imigração do governo da Província, diz que em geral o brasileiro consegue um posto em menos de três meses.

"Mais de 3.000 brasileiros já participaram do programa, que está aberto a todas as profissões. Mas algumas têm carência maior e por isso incentivamos mais: bioquímico, químico, engenheiro, matemático, físico, assistente social e nutricionista", diz.

Para se candidatar é preciso preencher formulários, que estão na Internet, mandar uma lista de documentos e pagar uma taxa de US$ 390, que, segundo Tandel, refere-se à análise de toda a papelada.

Se a documentação do brasileiro for aceita, ele passará por uma entrevista, em São Paulo (SP) e em francês. "Ele [o candidato] vai desempregado, mas tem direito a mil horas de aulas de francês gratuitas e ao acompanhamento de uma pessoa de RH [Recursos Humanos], que o ajuda a conseguir a vaga", afirma a diretora. O selecionado pode então pedir visto de residente permanente e, se aceito, depois de três anos vivendo no país, tem direito à cidadania canadense.

'Vou e fico'
Paula* já passou pela entrevista e agora espera conseguir o visto permanente. Como ela ainda não foi aceita, prefere não se identificar, porque está trabalhando no Brasil, na área de informática, e ainda não avisou à empresa de seus plano de imigração. Ela conta que nessa etapa de obtenção do visto deve gastar cerca de R$ 2.000, com taxas e consulta médica.

Mas diz que o custo vale a pena, porque quer construir a sua carreira no Canadá, mesmo sabendo que deve começar em um posto inferior ao que tem hoje. "Isso vai ocorrer porque ainda não domino plenamente o francês e não tenho experiência no mercado de trabalho canadense, o que para eles conta muito."

Então, por que imigrar? "É um conjunto: pela segurança, pela qualidade de vida e também porque sempre tive a vontade de morar fora. Vou e fico. Minha família me apóia. Eles vão ter de segurar a saudade", diz.

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