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terça-feira, 25 de maio de 2010

Faça uma passeata com seus amigos do Twitter


Chamem de vida inútil, mas o site japonês IS Parade transforma o Twitter em um desfile, com direito à música e efeitos sonoros. A multidão (se a passeata for um sucesso) pode ser mobilizada através de um perfil [como na imagem acima, de um desfile com os seguidores da @RevistaEpoca] ou de uma hashtag. No último caso, seria possível organizar uma passeata virtual pela lei Ficha Limpa, por exemplo. Não teria sido uma forma visual mais agradável para acompanhar o #ForaSarney [IS forasarney Parade]?

Vamos fazer um desfile para conseguir mais 300 seguidores hoje e amanhã (é o que falta para 37 mil). Quer ajudar? Recomende o @RevistaEpoca para seus amigos e use a hashtag #EPOCAdesfile para aparecer na nossa passeata.



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26/10/2008 free counters

U2 pulls out of Glastonbury after Bono injured

LONDON — U2's debut gig at Britain's iconic Glastonbury festival has been canceled because of lead singer Bono's back injury.

Concert promoters Live Nation said Tuesday that the North American leg of U2's tour will be postponed until 2011.

Festival organizers said Bono called founder Michael Eavis to tell him. In a statement on Glastonbury's Web site, Eavis said it "was obvious from our telephone conversation that U2 are hugely disappointed."

A replacement headlining act has not been announced. The festival, which runs June 23-27, attracts more than 175,000 people.

Bono, whose real name is Paul Hewson, underwent emergency spine surgery Friday in Munich. He has been released from hospital but doctors recommend at least two months rest.



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26/10/2008 free counters

Na véspera do aniversário de Sean, avó apela ao pai para falar com neto







  • Ministério da Justiça aceita pedido para fazer intermediação nos EUA



  • G1

    "Como você sabe, na próxima terça-feira, 25 de maio, é o aniversário do Sean. Nós gostaríamos de falar com ele. Você pode permitir esse telefonema, por favor?", essa é a mensagem encaminhada pela avó do menino, Silvana Bianchi, ao pai, David Goldman, nos Estados Unidos, implorando para falar com o neto, Sean Goldman, que completa dez anos.

    Sean foi entregue ao pai americano depois de uma luta judicial no Brasil por sua guarda. O pai biológico iniciou a briga com a família brasileira depois que a mãe de Sean, a estilista Bruna Bianchi, morreu após o parto de sua segunda filha.

    Nesta segunda-feira (24), o advogado da família, Carlos Nicodemos, soube que foi acolhido o pedido feito ao governo federal que faça gestões diplomáticas junto ao governo americano para que os avós tenham permissão para ver o neto. O pedido foi encaminhado à Secretaria Nacional dos Direitos Humanos, que faz parte da estrutura do Ministério da Justiça.

    "Nosso pedido é por uma intervenção entre a Autoridade Central brasileira e americana para que os avós conquistem esse direito. Agora, trabalhamos no campo diplomático navegando pela Convenção de Haia", explica o advogado.

    A Autoridade Central, ligada à SEDH, é responsável pelo controle das adoções internacionais, além de analisar e acompanhar outros processos envolvendo crianças e adolescentes em conjunto com a Advocacia-Geral da União (AGU), a Interpol e a Justiça Federal com autoridades correspondentes em outros países.

    O órgão defende a aplicação da Convenção de Haia e a Convenção sobre Restituição de Menores no Brasil. O Brasil é um dos signatários da Convenção de Haia, cujo tratado internacional estabelece a rapidez dos trâmites administrativos e judiciais para assegurar o bem estar de crianças e adolescentes.

    "Estou há cinco meses sem poder ver meu neto e há dois sem notícias. Ele está completamente blindado. Já mandei 13 cartas, tentei e-mails, telefonemas e foi tudo em vão. Espero que pelo menos amanhã, que é o primeiro aniversário em que ele ficará longe da gente, depois de 10 anos de convivência, o pai permita que o Sean fale com os avós por telefone", implora Silvana.

    Em abril, a Justiça de Nova Jersey (EUA) negou um pedido da família para encontrar o garoto. Depois da morte da mãe do menino, Bruna Bianchi Lins e Silva, em 2008, o padrasto João Paulo Lins e Silva chegou a conseguir a guarda, mas em dezembro de 2009 o Supremo Tribunal Federal brasileiro determinou que Sean fosse entregue ao pai e levado para os Estados Unidos.


'Não vamos abandonar o Sean'







'Não vamos abandonar o Sean'

Para o avô de afeição, criança, que é alvo de litígio familiar e imbróglio diplomático, vive um cárcere privado nos EUA

10 de abril de 2010 | 10h 34

Há um ano, o advogado carioca Paulo Lins e Silva, de 65 anos, em cujo sobrenome vislumbra-se um centenário clã de juristas, recusou o convite feito por este caderno para conceder uma entrevista sobre Sean Goldman, de 9 anos, primogênito de sua nora Bruna Bianchi, falecida em 2008, e por sua vez enteado de seu filho, o também advogado João Paulo Lins e Silva, a quem a Justiça havia concedido a paternidade socioafetiva. ‘Dr. Paulo’ usou de e-mail, telefone e boa educação ao explicar que não havia chegado o momento de se manifestar sobre o caso. A guarda da criança, nascida nos Estados Unidos, estava sendo reivindicada pelo pai biológico, o americano David Goldman, que invocava a Convenção de Haia ao afirmar que a família Bianchi sequestrara seu filho. Insistimos na entrevista. Afinal, como um dos maiores especialistas em Direito de Família e Sucessões, e isso não só no Brasil, mas no plano internacional, lidava com caso tão espinhoso, envolvendo parentes e amigos de longa data? Lins e Silva manteve o silêncio: "Quando puder, falarei. Não agora".

Os desdobramentos do caso o Brasil conhece: a batalha jurídica deslocou-se do Rio para o Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, a chefe do Departamento de Estado americano, Hillary Clinton, entrou em campo defendendo David, o Brasil chegou a ser ameaçado de retaliação comercial caso o menino não voltasse ao convívio paterno, redes de televisão se fartaram com os contornos dramáticos da história, até que, em 22 de dezembro do ano passado, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, suspendeu a liminar obtida dias antes por Silvana Bianchi, a avó materna, que garantia a permanência do neto no Brasil. Na véspera de Natal, Sean foi devolvido ao pai biológico, acossado por holofotes, flashes e curiosidade popular.

"Meu neto foi devolvido aos Estados Unidos como uma mercadoria", afirmou nesta quinta-feira Paulo Lins e Silva, agora disposto a desabafar, mas sempre agarrado à tese de que o desfecho do conflito nada tem de jurídico - "é político", repete em tom grave e pausado. Na entrevista que se segue, Lins e Silva é capaz de confissões muito pessoais, como a de que Sean foi quem resolveu, primeiro, chamá-lo de "avô", ou que foi ele próprio quem ensinou o neto a andar a cavalo, no haras de sua propriedade. Como também fez questão de afirmar que seu filho, João Paulo, não pretende abandonar a batalha jurídica em torno da criança, tal como a avó, Silvana. "Vamos até onde for possível", reitera. Mas, eis que volta o dilema: Paulo, o avô por afeição, quer mover o mundo para recuperar o neto. Lins e Silva, o advogado, sabe que é dever brigar até o fim, porém avalia: "Dificilmente Sean voltará. Vocês já viram os EUA recuarem? Por acaso viram os dois pilotos americanos respondendo no Brasil por aquele acidente aéreo terrível?" E, num dos momentos em que mais se comoveu na conversa, Lins e Silva afirma: "David recolheu os celulares de Sean. Tirou o laptop que eu comprei para o menino. Proíbe-o de falar português, escrever e-mails e se comunicar pelo Skype. Não temos autorização para visitas. Meu neto está vivendo um cárcere privado nos Estados Unidos. Aqui no Brasil, já haveria motivo suficiente para mandado de prisão".

Como o sr. consegue lidar com essa disputa, como advogado e parte interessada?

Acompanho tudo desde outubro de 2004, quando meu filho, João Paulo, começou a namorar a Bruna. Ela trouxe o Sean para o Brasil, com autorização do David, em maio daquele ano. O menino tinha completado 4 anos de idade. Eu conhecia a família da Bruna há tempos: seus pais eram amigos dos meus pais. E me lembro que meu filho comentou que havia um litígio pela guarda da criança entre ela e o ex-marido. Depois, soube do desfecho disso: Bruna conseguiu ganhar no STJ, em 2007, por 3 a 2, com um voto muito humano da ministra Nancy Andrighi, ressaltando que não houve sequestro e a criança estava adaptada ao Brasil. A ministra inclusive baseava-se nos artigos 12 e 13 da Convenção de Haia. Ficamos felizes quando eles se casaram no final daquele ano, e mais ainda quando ela engravidou. Mas uma coisa eu achava estranha: o pai do menino não telefonava, não entrava em contato, não participava. Minha nora teve uma menina, Chiara, que vem de Clara, pois a família tem origem italiana. Lamentavelmente, por falha médica, Bruna veio a falecer no dia seguinte ao parto.

Foi erro médico mesmo?

Sim. Tem processo em juízo aqui no Rio contra o médico e a casa de saúde. Ela morreu por perda de sangue: houve um hiato entre o parto e a vinda do médico, que demorou quase seis horas para dar o socorro. Bruna morreu por hemorragia, coisa que não acontece hoje... Enfim, nasceu a Chiara e o Sean passou a ser nosso companheiro. Sempre foi ligado a mim, à minha mulher e ao meu filho. Dizia coisas assim: "Não me deixem, gosto muito de vocês".

Tinha medo de que o levassem?

Desde 2005. Ele contava: "Lembro de papai (David) e mamãe brigando, gritando, caindo armário. O João Paulo ama tanto a mamãe..." Foi o Sean que perguntou ao meu filho se poderia chamá-lo de "pai". E me chamou de "vovô", não pedi. Tenho um haras, crio cavalo manga-larga marchador. Sean era meu companheiro. Eu o ensinei a montar. E assim as famílias se integraram. Hoje moro no mesmo prédio e andar que meus cossogros: Silvana e Raimundo no 301; eu, minha mulher e meu filho, no 302. Aluguei o apartamento vizinho depois da morte da minha nora, justamente para que pudéssemos ter um ambiente estruturado, familiar.

Os pais de d. Silvana, avó materna de Sean, eram ligados aos seus pais, certo?

Sim, melhores amigos. Haroldo Lins e Silva, meu pai, foi o pioneiro das leis de família no Brasil. E era irmão do Evandro Lins e Silva, que foi ministro do Supremo. Então havia esse vínculo, mas a integração familiar enraizou-se na figura do Sean. Porque, nos EUA ele não tinha família. O pai não trabalhava, só a mãe. David foi manequim, se qualifica às vezes como corretor de imóveis, outras como piloto de barco. Mas vivia praticamente mantido pela mulher. E Sean não sentia o apego de ter avó, avô, tio, pai, irmã. No dia da morte da Bruna, lembro do Sean na casa de saúde com a Chiara no colo... Os dois ficaram muito unidos. Hoje, com o irmão vivendo longe, Chiara, que está com 1 ano e 7 meses, entra no quarto de Sean e pergunta por ele. Quer brincar com ele, isso é terrível. Bom, voltemos ao momento da morte da Bruna. Até por necessidade de abrir o inventário da mulher, meu filho pediu em juízo a guarda do Sean. Ele é herdeiro de Bruna. E como o pai biológico não via o filho há quase cinco anos, achávamos que nunca iria procurá-lo.

Houve um erro original da Bruna ao vir com o Sean para o Brasil sem autorização?

David consentiu, até os levou ao aeroporto. Mas, vejam, era um casal em crise, que não tinha relações sexuais há mais de quatro anos. Desde que a criança nasceu não se relacionavam. Disso David não fala, desconversa. No aeroporto, ela disse que voltaria. Mas, chegando aqui, pensou e telefonou para ele: "David, não quero mais. Nosso casamento acabou. Vem para cá, damos a passagem e vamos dialogar os termos de um divórcio". Ele se recusou.

Mas diz que várias vezes veio ao Brasil ver o filho. Mostra até carimbos em passaporte.

Veio oito vezes, mas não o procurou. E quando diz que ligava, é mentira. Tanto que, na própria defesa dele, no pedido de guarda da criança, David afirma que não visitou por orientação do advogado.

O sr. diria que não houve obstáculo, que foi decisão do advogado do David, é isso?

Se o advogado dele dissesse "pule pela janela", ele pularia? Ora, se meu advogado diz "não veja seu filho", eu troco de advogado! David não foi impedido: isso está escrito e assinado na defesa dele.

O que queria David? Teria um plano?

Ele mobilizou a Autoridade Central brasileira para caracterizar que o menino estava aqui por infração à Convenção de Haia. Mas como, se a ministra tinha decidido no ano anterior que não houve infração e que a criança deveria ser mantida aqui? Sean vivia no Brasil há quase cinco anos, sem contato com o pai biológico, amparado por duas famílias integradas. O Brasil foi submisso em relação às pressões dos EUA. A decisão do caso não foi judicial, foi política.

E por quê?

Primeiro, porque a Justiça Federal não tem habilitação para decidir matérias de direito de família, embora a Constituição diga que, quando há tratados internacionais envolvidos, a competência é da vara federal. Mas um magistrado que julga todos os dias contrabando, evasões fiscais, dívidas de INSS, peculato, crimes de colarinho branco, não pode de repente ter condições de saber o que é melhor para uma criança. E a Justiça de família já tinha dado a guarda ao João Paulo, quando o advogado de David arguiu que a competência era da Justiça Federal.

Havia também o argumento de que o sr. é muito influente na Justiça do Rio.

Não sou influente em justiça alguma. Se fosse, ganhava todos os processos do meu escritório, e isso não é verdade. O que a minha família tem é uma tradição de 150 anos no Direito. E uma relação de seriedade, de respeito, com muita gente. O tribunal daqui deferiu a guarda para o João Paulo porque era natural. Iria deferir para quem, o pai presente ou o pai ausente? Hoje, em todo o mundo, a Justiça decide pelo afetivo, não pelo biológico. O juiz pergunta: quem reconheceu esta criança, quem trocou suas fraldas, quem deu papinha, quem viajava com ela, quem a levou ao altar... Isso é o que conta em qualquer lugar do mundo.

E por que esse entendimento sumiu?

Começamos a sentir a interferência do então embaixador americano no Brasil, Clifford Sobel. Ele era visto entrando e saindo do gabinete do presidente do STF, ministro Cesar Asfor. Escrevia cartas ao presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, na época, o desembargador Murta Ribeiro. Não parava de telefonar para tudo que é presidente de tribunal.

Como avalia o apoio de Hillary Clinton pela batalha do pai biológico?

David é do Estado de New Jersey e nota-se lá grande interesse político pelo caso. Reparem que o deputado republicano Chris Smith, que veio com David ao Brasil, é candidato à reeleição. O senador Frank Lautenberg, do Partido Democrata, o mesmo de Hillary, também se engajou. Todos querendo tirar dividendos políticos de uma história que mexe com a opinião pública. Criaram um blog, o "Bring Sean Home", que dispara milhares de e-mails. Apoiadores de David lotavam as caixas postais de ministros, juízes e desembargadores do Rio e de Brasília. Eles recebiam 10, 15 e-mails por dia.

Era uma interferência indevida?

O Chris Smith, no dia da decisão no STJ, estava dentro da sala de julgamento. E falava o tempo todo. Nesse dia, era março de 2009, propusemos um acordo. David teria o direito de visitar quantas vezes e a hora que quisesse o menino. David se levantou, falou com o Chris Smith e só então respondeu. "Não, quero levar Sean para os EUA e vocês é que visitam quando quiserem." E agora não está cumprindo, não é? Bom, quando teve direito de visita, David só apareceu quatro vezes. Começou vindo meia hora pela manhã, meia hora à tarde. Em outras oportunidades, informava que ia visitar e não aparecia. Aí o consulado americano telefonava dizendo que tinha havido um imprevisto. Imprevisto nenhum! David era visto almoçando e jantando no Country Club do Rio de Janeiro, com o embaixador, com diplomatas... Sobel, ao que parece, é pré-candidato ao Senado americano.

Por que alguém inicialmente desinteressado, como diz o senhor, depois lutaria anos pela guarda do filho?

Hoje essa ONG que David criou virou um grande business. O interesse dele não é afetivo, é material. Sempre foi. Exigiu da família de Bruna, na corte de New Jersey, US$ 150 mil para liberar o direito da família dela de vender uma casa tinham nos EUA. E a família pagou. Reparem que o primeiro ato do David em entrevista coletiva, ao voltar com o filho para os EUA, ao lado da advogada americana, foi pedir mais US$ 500 mil.

Como forma de suposto ressarcimento.

Não precisa ser jornalista nem advogado, até o leigo já percebe o interesse. Além da ONG, que recebe doações, David vendeu direitos de cobertura para a NBC.

E para filme?

Que já está sendo rodado! Vem aí filme, livro, vocês se preparem que até o final do ano ou o início do próximo vão anunciar. Está todo mundo faturando.

Após o embarque para os EUA, a rede NBC divulgou foto do menino sorridente ao lado do pai, no avião. Tem como ser falso?

Foi tudo arquitetado: a NBC fretou um avião para buscar o Sean e pagou o hotel Marriott, no Rio, onde se hospedaram o David, o deputado, uma pessoa ligada ao senador e até o Arturo Valenzuela, que trabalha com Hillary. Montaram um verdadeiro quartel-general ali. David fez o percurso do aeroporto para o hotel acompanhado por batedores cedidos pelo governo brasileiro, eu nunca vi isso! E, de repente, um processo que estava parado desde julho na Justiça Federal é julgado em dezembro. Então entramos com habeas corpus no STF e o ministro Marco Aurélio Mello pediu que fosse ouvida a criança. O que aconteceu? O ministro Gilmar Mendes, que nem era o relator, já que o nomeado era o ministro Peluso, avoca a decisão para si e manda devolver o menino. O ministro Marco Aurélio diria depois, em uma entrevista, que despachou-se a criança como se fosse uma coisa.






Sean tinha idade para ser ouvido?

A idade oficial no Brasil para ser ouvido é 12 anos. Sean tem 9, vai fazer 10 no mês que vem. Mas a jurisprudência permite que o juiz ouça crianças até com 3, 4 anos. Vocês não têm ideia de como estava o menino na véspera de ir embora... Gritava, chorava, segurava nas pernas da gente. De repente, ficou fora de si. Parado, não falava mais.

Haveria em jogo uma suposta ameaça de retaliação comercial por parte dos EUA, caso Sean não fosse devolvido.

Sim, que alcançaria 3.400 produtos brasileiros. Pois eu soube, nos EUA, que tudo não passou de blefe, pois a isenção sobre esses produtos já havia sido decidida antes do Sean ir para lá. Esta semana vi o ministro Celso Amorim falando no Senado, dizendo que pressiona os EUA na questão do algodão... Pressiona nada. Meu neto é que foi trocado como se fosse algodão, sapato, num clima de teatro. Vejam que a decisão do ministro Gilmar era a de que se entregasse o menino até o meio-dia de 24 de dezembro. Ora, vivemos em um país cristão e escolhem o Natal? Por quê?

Então não foi coincidência?

Pura pressão: o contrato que a NBC tinha com a empresa que alugou o avião expirava em 24 horas. Foi tudo comercialmente decidido. Hoje Gilmar Mendes não toca no assunto, mas comentou, logo depois, enquanto fazia um passeio de bicicleta: "Resolvi logo esse negócio porque estava dando muito trabalho". Isso é expressão de um ministro?

O sr. acha que David conseguiu atrair a simpatia da imprensa brasileira?

De alguns setores da imprensa brasileira, sim. Pela pressão exercida pelo blog e por influência da mídia americana. Mas da maioria dos jornalistas, não. Sentiram a brutalidade que foi pegar uma criança na véspera do Natal e entregar. É a lei do mais forte. Os americanos só não pararam uma esquadra aqui na baía da Guanabara. Só faltou isso.

O sr. menciona o David andando com batedores no Brasil, porém ele acusa a sua família de fazer espetáculo no momento da entrega de Sean no consulado americano...

Não tínhamos noção do que fazer, ninguém nos orientou. Podíamos ter fugido, desaparecido com essa criança. Mas temos nome e respeito pelo Poder Judiciário. Tanto que estamos recorrendo, com esperança de que meu filho vá ganhar a causa.

A luta continua?

João Paulo não abandonou, e não abandonará, o Sean. Esta semana, em uma entrevista para um jornal de São Paulo, o advogado do David, ao ser perguntado sobre a continuação do litígio, disse: "Não vai adiantar nada". É um desrespeito com nosso Judiciário. Continuamos província. O Brasil, com essa potencialidade econômica imensa no exterior, continua submisso. Mas o caso não está encerrado no Brasil, aqui a decisão foi liminar. E a entrega do menino foi de um açodamento total porque deputados, senadores, o Itamaraty e o próprio Marco Aurélio Garcia não paravam de ligar para o STF. É como se dissessem "libera logo esse pacote de sapatos!"

A avó de Sean tem dificuldade para vê-lo?

Ela esteve duas vezes nos EUA, mas sem sucesso. A criança está vivendo um verdadeiro cárcere privado. Se fosse aqui, já tinha mandado de prisão na rua. Lá, não, virou trunfo político: Sean vai eleger deputado, senador, até o prefeito de Tinton Falls, onde o David mora, está de olho na reeleição. E fala mal de mim para o mundo inteiro. Presidi a Federação Interamericana de Advogados, em Washington, e a União Internacional de Advogados, em Paris. Pois ele envia e-mails aos diretores e membros dessas instituições me chamando sequestrador. Sofri com isso, foi uma coisa que me abalou.

Como está d. Silvana?

Silvana está morrendo por dentro. Quem a conheceu anos atrás, olha e pensa que é uma senhora de 80. Perdeu a filha, agora o neto. Sean saiu do Brasil com duas linhas de telefone, que demos para ele. E um laptop. Eu paguei por esse computador lá, presente para o meu neto. Pois foi subtraído, tanto quanto os celulares. Sean está proibido de falar português. Em uma das viagens, Silvana teve uma reunião com David e o psicólogo americano que cuida do Sean. O psicólogo disse que seria salutar o menino ver a avó. Mas David não deixou. E o advogado dele diz: "Os avós irão vê-lo oportunamente". Quando? Quando tiver 21 anos?

Quantas vezes vocês contataram Sean?

Silvana trocou palavras quatro vezes por telefone, 30 segundos cada vez. Ela não pode se expressar em português diante dele, não pode falar da Chiara, nem manifestar saudade. É uma coisa absurda, virou Guantánamo! Se amanhã a liminar do ministro Gilmar Mendes for derrubada e se decidir que a criança deve ser ouvida, como pedir isso? A quem pedir? David mudou inclusive o telefone da casa em que vive. Tenho dúvidas se Sean volta. Por acaso os EUA mandaram de volta, para depoimento, os dois pilotos americanos que causaram o acidente da Gol que matou não sei quantos? E os cinco cubanos que estão sendo julgados por lá, os famosos "Cuban Five", voltam? Nunca.

Qual seria o mal menor?

Mal menor seria a ampliação da visitação do menino para os avós e o pai afetivo. Que isso fosse homologado e Sean tivesse o direito de passar férias aqui, e voltar. Uma coisa em alto nível. Temos muita confiança no nosso advogado, Sergio Tostes. Ele é craque, um profissional lapidado em Harvard. E temos esperança de que a decisão judicial, não a política, nos seja favorável. Por que as autoridades do governo brasileiro se calam? Porque sabem que foram submissas. Mas minha convicção na Justiça é uma condição de fé, de tradição. Aprendi isso com meu pai, meu avô, meu bisavô e ensino aos meus filhos. Não vamos mudar.



'Só pode estar brincando', reage Silvana, avó de Sean




(E ELE CONTINUA "ARRECADANDO")

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Segundo advogada, pai quer permitir encontro de filho com Silvana.
Brasileira voltou ao Rio após ouvir um não da justiça em Nova York.

Do G1, no Rio


"Ela só pode estar brincando", reagiu a avó materna do menino Sean Goldman, Silvana Bianchi, após saber da declaração da advogada americana que representa o pai David Goldman, que ganhou a guarda da criança na Justiça brasileira. Segundo Patricia Apy, seu cliente quer permitir o acesso da família brasileira ao filho, desde que sob a orientação de um psicólogo.

Declarando-se surpresa, Silvana Bianchi, que chegou ao Rio dos Estados Unidos na noite de domingo (4), depois de tentar durante dez dias ver o neto, comentou:

“Não dá para levar a sério uma pessoa dessa. Ela sabia que eu estava voltando, ela esteve comigo na quinta, na Corte. Ela esteve lá e defendeu que a nossa presença ia interferir nas relações de pai e filho”, declarou a avó.

Em Nova York, a advogada declarou nesta segunda (5): "Nós dissemos a Silvana e ao marido dela em janeiro que haveria um processo para lidar com a relação com a família materna, que é complexo porque David está conhecendo Sean”, disse Apy. “Este é um processo em que eles também devem estar envolvidos”, completou.

A família de Sean no Brasil acrescentou que nunca pediu nada ao pai do garoto que fosse além de vê-lo. E que, se a advogada permite essa visita, que diga quando ela poderia ser realizada, que a família embarcaria imediatamente para os EUA.

Foto: Bill Kostroun / AP

David Goldman e o filho Sean assistem a jogo de basquete entre New York Knicks e Detroit Pistons no Madison Square Garden, em Nova York (Foto: Bill Kostroun / AP)


Filho de David Goldman com a brasileira Bruna Bianchi, Sean nasceu nos Estados Unidos, onde viveu por quatro anos. Em 2004, Bruna levou o filho para passar férias no Brasil e decidiu ficar. Ligou para David, pediu o divórcio e avisou que Sean permaneceria com ela.


Bruna tinha a guarda da criança, se casou novamente com o brasileiro João Paulo Lins e Silva, mas morreu em 2008, depois do parto da filha.

Pai do menino Sean quer permitir visita de família brasileira, diz advogada


Segundo Patricia Apy, pai quer que relação seja mediada por psicólogo.
Avó de Sean voltou ao Brasil após Justiça negar pedido para ver o neto.

Da Associated Press



A advogada Patricia Apy, que representa David Goldman, pai do menino Sean, disse nesta segunda-feira (5), nos Estados Unidos, que seu cliente quer permitir o acesso da família brasileira ao filho, desde que sob orientação de um psicólogo.


“Nós dissemos à Silvana [Bianchi, avó de Sean] e ao marido dela em janeiro que haveria um processo para lidar com a relação com a família materna, que é complexo porque David está conhecendo Sean”, disse Apy. “Este é um processo em que eles também devem estar envolvidos”, completou.


David Goldman e o filho Sean assistem a jogo de basquete entre New York Knicks e Detroit Pistons no Madison Square Garden, em Nova York (Foto: Bill Kostroun / AP)


Filho de David Goldman com a brasileira Bruna Bianchi, Sean nasceu nos Estados Unidos, onde viveu por quatro anos. Em 2004, Bruna levou o filho para passar férias no Brasil e decidiu ficar. Ligou para David, pediu o divórcio e avisou que Sean permaneceria com ela.


Bruna tinha a guarda da criança, se casou novamente com o brasileiro João Paulo Lins e Silva, mas morreu em 2008, depois do parto da filha.

David Goldman conquistou na Justiça brasileira a guarda definitiva do filho em dezembro do ano passado, após uma arrastada batalha judicial. A avó de Sean retornou na noite do domingo (4) ao Brasil, após dez dias nos EUA, dizendo que nem mesmo teve a chance de ver o neto ( veja reportagem em vídeo ao lado ).


Ela e o marido, que segundo a AP já haviam comprado uma casa em New Jersey, onde o garoto vive com o pai, chegaram a encontrar David Goldman e um psicólogo.


Segundo a advogada de Goldman, como o encontro não resultou numa permissão imediata para visitar Sean, os avós deram entrada a um pedido de emergência na Justiça para ver o neto.




Um juiz negou o pedido na semana passada justificando que o caso não podia ser qualificado como uma emergência – e agendou uma nova audiência para tratar do assunto em maio.


“Eu disse a ele [Sean] que faria qualquer coisa para visitá-lo”, disse a avó. “Eu disse que sentia muito a falta dele e ele me perguntou: ‘Quando você vem me ver?’”


O advogado da família nos EUA, Jonathan Wolfe, disse que o casal recorreu à Justiça porque as outras tentativas para ver o neto falharam. Para o advogado, os avós são a ligação de Sean com a mãe [Bruna Bianchi, que morreu em 2008], a pequena irmã e a cultura na qual viveu por 5 anos.


“É uma situação triste e uma situação terrível para este menino”, disse o advogado. “Você não pode simplesmente apagar este lado da família dele.”

Segundo a advogada do pai de Sean, o garoto está se adaptando bem à nova vida com o pai e tem ido bem na escola.


De acordo com Patricia Apy, David Goldman não quer dar entrevistas sobre o assunto e também teria pedido que os avós do garoto não falassem mais sobre o caso na mídia.

David Goldman conquistou na Justiça brasileira a guarda definitiva do filho em dezembro do ano passado, após uma arrastada batalha judicial. A avó de Sean retornou na noite do domingo (4) ao Brasil, após dez dias nos EUA, dizendo que nem mesmo teve a chance de ver o neto ( veja reportagem em vídeo ao lado ).


Silvana afirmou que vai se reunir com os advogados que cuidam do caso nesta segunda-feira à noite, e eles irão orientá-lo sobre o que fazer na situação. Ela disse que irá aguardar a conversa com eles para decidir se retorna aos Estados Unidos.

Silvana e o marido, que segundo a AP já haviam comprado uma casa em New Jersey, onde o garoto vive com o pai, chegaram a encontrar David Goldman e um psicólogo.


Segundo a advogada de Goldman, como o encontro não resultou numa permissão imediata para visitar Sean, os avós deram entrada a um pedido de emergência na Justiça para ver o neto.

Um juiz negou o pedido na semana passada justificando que o caso não podia ser qualificado como uma emergência – e agendou uma nova audiência para tratar do assunto em maio.


“Eu disse a ele [Sean] que faria qualquer coisa para visitá-lo”, disse a avó. “Eu disse que sentia muito a falta dele e ele me perguntou: ‘Quando você vem me ver?’”


O advogado da família nos EUA, Jonathan Wolfe, disse que o casal recorreu à Justiça porque as outras tentativas para ver o neto falharam. Para o advogado, os avós são a ligação de Sean com a mãe [Bruna Bianchi, que morreu em 2008], a pequena irmã e a cultura na qual viveu por 5 anos.


“É uma situação triste e uma situação terrível para este menino”, disse o advogado. “Você não pode simplesmente apagar este lado da família dele.”

Segundo a advogada do pai de Sean, o garoto está se adaptando bem à nova vida com o pai e tem ido bem na escola.


De acordo com Patricia Apy, David Goldman não quer dar entrevistas sobre o assunto e também teria pedido que os avós do garoto não falassem mais sobre o caso na mídia.







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26/10/2008 free counters

Família pede ao governo dos EUA para falar com Sean em seu aniversário






Publicação: 24/05/2010 21:30 Atualização: 24/05/2010 23:23

David Goldman conseguiu a guarda do filho na véspera do Natal de  2009 - (Edilson Rodrigues/CB/D.A Press)
David Goldman conseguiu a guarda do filho na véspera do Natal de 2009
O advogado Carlos Nicodemos afirmou que o Brasil encaminhou nesta segunda-feira (24/5) a autoridades norte-americanas um pedido de intervenção para que o pai de Sean Goldman, David Goldman, permita à família materna manter contato com o menino, que completa 10 anos nesta terça-feira (25/5).

"O pedido é baseado nos princípios da Convenção de Haia", explicou Nicodemos. O pai de Sean nega o direito de acesso ao menino para os avós maternos, o que, segundo o advogado, fere a Convenção. A resposta do governo dos EUA deve sair em 30 dias.

Na véspera do Natal de 2009, Goldman conseguiu embarcar com o filho para os EUA. Silvana Bianchi, avó do garoto, reclama que não consegue falar com Sean desde o início de março.

Também nesta segunda-feira, o Ministério Público denunciou por homicídio culposo os médicos Nadir Farah e Eduardo Pessoa Farah pela morte de Bruna Bianchi, mãe de Sean. Ela morreu em 2008, depois de dar à luz a filha de seu segundo casamento.

De acordo com a certidão de óbito, Bruna morreu em consequência de hemorragia pós-parto, atonia e rotura uterina.


'Não vamos abandonar o Sean'







'Não vamos abandonar o Sean'

Para o avô de afeição, criança, que é alvo de litígio familiar e imbróglio diplomático, vive um cárcere privado nos EUA

10 de abril de 2010 | 10h 34

Há um ano, o advogado carioca Paulo Lins e Silva, de 65 anos, em cujo sobrenome vislumbra-se um centenário clã de juristas, recusou o convite feito por este caderno para conceder uma entrevista sobre Sean Goldman, de 9 anos, primogênito de sua nora Bruna Bianchi, falecida em 2008, e por sua vez enteado de seu filho, o também advogado João Paulo Lins e Silva, a quem a Justiça havia concedido a paternidade socioafetiva. ‘Dr. Paulo’ usou de e-mail, telefone e boa educação ao explicar que não havia chegado o momento de se manifestar sobre o caso. A guarda da criança, nascida nos Estados Unidos, estava sendo reivindicada pelo pai biológico, o americano David Goldman, que invocava a Convenção de Haia ao afirmar que a família Bianchi sequestrara seu filho. Insistimos na entrevista. Afinal, como um dos maiores especialistas em Direito de Família e Sucessões, e isso não só no Brasil, mas no plano internacional, lidava com caso tão espinhoso, envolvendo parentes e amigos de longa data? Lins e Silva manteve o silêncio: "Quando puder, falarei. Não agora".

Os desdobramentos do caso o Brasil conhece: a batalha jurídica deslocou-se do Rio para o Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, a chefe do Departamento de Estado americano, Hillary Clinton, entrou em campo defendendo David, o Brasil chegou a ser ameaçado de retaliação comercial caso o menino não voltasse ao convívio paterno, redes de televisão se fartaram com os contornos dramáticos da história, até que, em 22 de dezembro do ano passado, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, suspendeu a liminar obtida dias antes por Silvana Bianchi, a avó materna, que garantia a permanência do neto no Brasil. Na véspera de Natal, Sean foi devolvido ao pai biológico, acossado por holofotes, flashes e curiosidade popular.

"Meu neto foi devolvido aos Estados Unidos como uma mercadoria", afirmou nesta quinta-feira Paulo Lins e Silva, agora disposto a desabafar, mas sempre agarrado à tese de que o desfecho do conflito nada tem de jurídico - "é político", repete em tom grave e pausado. Na entrevista que se segue, Lins e Silva é capaz de confissões muito pessoais, como a de que Sean foi quem resolveu, primeiro, chamá-lo de "avô", ou que foi ele próprio quem ensinou o neto a andar a cavalo, no haras de sua propriedade. Como também fez questão de afirmar que seu filho, João Paulo, não pretende abandonar a batalha jurídica em torno da criança, tal como a avó, Silvana. "Vamos até onde for possível", reitera. Mas, eis que volta o dilema: Paulo, o avô por afeição, quer mover o mundo para recuperar o neto. Lins e Silva, o advogado, sabe que é dever brigar até o fim, porém avalia: "Dificilmente Sean voltará. Vocês já viram os EUA recuarem? Por acaso viram os dois pilotos americanos respondendo no Brasil por aquele acidente aéreo terrível?" E, num dos momentos em que mais se comoveu na conversa, Lins e Silva afirma: "David recolheu os celulares de Sean. Tirou o laptop que eu comprei para o menino. Proíbe-o de falar português, escrever e-mails e se comunicar pelo Skype. Não temos autorização para visitas. Meu neto está vivendo um cárcere privado nos Estados Unidos. Aqui no Brasil, já haveria motivo suficiente para mandado de prisão".

Como o sr. consegue lidar com essa disputa, como advogado e parte interessada?

Acompanho tudo desde outubro de 2004, quando meu filho, João Paulo, começou a namorar a Bruna. Ela trouxe o Sean para o Brasil, com autorização do David, em maio daquele ano. O menino tinha completado 4 anos de idade. Eu conhecia a família da Bruna há tempos: seus pais eram amigos dos meus pais. E me lembro que meu filho comentou que havia um litígio pela guarda da criança entre ela e o ex-marido. Depois, soube do desfecho disso: Bruna conseguiu ganhar no STJ, em 2007, por 3 a 2, com um voto muito humano da ministra Nancy Andrighi, ressaltando que não houve sequestro e a criança estava adaptada ao Brasil. A ministra inclusive baseava-se nos artigos 12 e 13 da Convenção de Haia. Ficamos felizes quando eles se casaram no final daquele ano, e mais ainda quando ela engravidou. Mas uma coisa eu achava estranha: o pai do menino não telefonava, não entrava em contato, não participava. Minha nora teve uma menina, Chiara, que vem de Clara, pois a família tem origem italiana. Lamentavelmente, por falha médica, Bruna veio a falecer no dia seguinte ao parto.

Foi erro médico mesmo?

Sim. Tem processo em juízo aqui no Rio contra o médico e a casa de saúde. Ela morreu por perda de sangue: houve um hiato entre o parto e a vinda do médico, que demorou quase seis horas para dar o socorro. Bruna morreu por hemorragia, coisa que não acontece hoje... Enfim, nasceu a Chiara e o Sean passou a ser nosso companheiro. Sempre foi ligado a mim, à minha mulher e ao meu filho. Dizia coisas assim: "Não me deixem, gosto muito de vocês".

Tinha medo de que o levassem?

Desde 2005. Ele contava: "Lembro de papai (David) e mamãe brigando, gritando, caindo armário. O João Paulo ama tanto a mamãe..." Foi o Sean que perguntou ao meu filho se poderia chamá-lo de "pai". E me chamou de "vovô", não pedi. Tenho um haras, crio cavalo manga-larga marchador. Sean era meu companheiro. Eu o ensinei a montar. E assim as famílias se integraram. Hoje moro no mesmo prédio e andar que meus cossogros: Silvana e Raimundo no 301; eu, minha mulher e meu filho, no 302. Aluguei o apartamento vizinho depois da morte da minha nora, justamente para que pudéssemos ter um ambiente estruturado, familiar.

Os pais de d. Silvana, avó materna de Sean, eram ligados aos seus pais, certo?

Sim, melhores amigos. Haroldo Lins e Silva, meu pai, foi o pioneiro das leis de família no Brasil. E era irmão do Evandro Lins e Silva, que foi ministro do Supremo. Então havia esse vínculo, mas a integração familiar enraizou-se na figura do Sean. Porque, nos EUA ele não tinha família. O pai não trabalhava, só a mãe. David foi manequim, se qualifica às vezes como corretor de imóveis, outras como piloto de barco. Mas vivia praticamente mantido pela mulher. E Sean não sentia o apego de ter avó, avô, tio, pai, irmã. No dia da morte da Bruna, lembro do Sean na casa de saúde com a Chiara no colo... Os dois ficaram muito unidos. Hoje, com o irmão vivendo longe, Chiara, que está com 1 ano e 7 meses, entra no quarto de Sean e pergunta por ele. Quer brincar com ele, isso é terrível. Bom, voltemos ao momento da morte da Bruna. Até por necessidade de abrir o inventário da mulher, meu filho pediu em juízo a guarda do Sean. Ele é herdeiro de Bruna. E como o pai biológico não via o filho há quase cinco anos, achávamos que nunca iria procurá-lo.

Houve um erro original da Bruna ao vir com o Sean para o Brasil sem autorização?

David consentiu, até os levou ao aeroporto. Mas, vejam, era um casal em crise, que não tinha relações sexuais há mais de quatro anos. Desde que a criança nasceu não se relacionavam. Disso David não fala, desconversa. No aeroporto, ela disse que voltaria. Mas, chegando aqui, pensou e telefonou para ele: "David, não quero mais. Nosso casamento acabou. Vem para cá, damos a passagem e vamos dialogar os termos de um divórcio". Ele se recusou.

Mas diz que várias vezes veio ao Brasil ver o filho. Mostra até carimbos em passaporte.

Veio oito vezes, mas não o procurou. E quando diz que ligava, é mentira. Tanto que, na própria defesa dele, no pedido de guarda da criança, David afirma que não visitou por orientação do advogado.

O sr. diria que não houve obstáculo, que foi decisão do advogado do David, é isso?

Se o advogado dele dissesse "pule pela janela", ele pularia? Ora, se meu advogado diz "não veja seu filho", eu troco de advogado! David não foi impedido: isso está escrito e assinado na defesa dele.

O que queria David? Teria um plano?

Ele mobilizou a Autoridade Central brasileira para caracterizar que o menino estava aqui por infração à Convenção de Haia. Mas como, se a ministra tinha decidido no ano anterior que não houve infração e que a criança deveria ser mantida aqui? Sean vivia no Brasil há quase cinco anos, sem contato com o pai biológico, amparado por duas famílias integradas. O Brasil foi submisso em relação às pressões dos EUA. A decisão do caso não foi judicial, foi política.

E por quê?

Primeiro, porque a Justiça Federal não tem habilitação para decidir matérias de direito de família, embora a Constituição diga que, quando há tratados internacionais envolvidos, a competência é da vara federal. Mas um magistrado que julga todos os dias contrabando, evasões fiscais, dívidas de INSS, peculato, crimes de colarinho branco, não pode de repente ter condições de saber o que é melhor para uma criança. E a Justiça de família já tinha dado a guarda ao João Paulo, quando o advogado de David arguiu que a competência era da Justiça Federal.

Havia também o argumento de que o sr. é muito influente na Justiça do Rio.

Não sou influente em justiça alguma. Se fosse, ganhava todos os processos do meu escritório, e isso não é verdade. O que a minha família tem é uma tradição de 150 anos no Direito. E uma relação de seriedade, de respeito, com muita gente. O tribunal daqui deferiu a guarda para o João Paulo porque era natural. Iria deferir para quem, o pai presente ou o pai ausente? Hoje, em todo o mundo, a Justiça decide pelo afetivo, não pelo biológico. O juiz pergunta: quem reconheceu esta criança, quem trocou suas fraldas, quem deu papinha, quem viajava com ela, quem a levou ao altar... Isso é o que conta em qualquer lugar do mundo.

E por que esse entendimento sumiu?

Começamos a sentir a interferência do então embaixador americano no Brasil, Clifford Sobel. Ele era visto entrando e saindo do gabinete do presidente do STF, ministro Cesar Asfor. Escrevia cartas ao presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, na época, o desembargador Murta Ribeiro. Não parava de telefonar para tudo que é presidente de tribunal.

Como avalia o apoio de Hillary Clinton pela batalha do pai biológico?

David é do Estado de New Jersey e nota-se lá grande interesse político pelo caso. Reparem que o deputado republicano Chris Smith, que veio com David ao Brasil, é candidato à reeleição. O senador Frank Lautenberg, do Partido Democrata, o mesmo de Hillary, também se engajou. Todos querendo tirar dividendos políticos de uma história que mexe com a opinião pública. Criaram um blog, o "Bring Sean Home", que dispara milhares de e-mails. Apoiadores de David lotavam as caixas postais de ministros, juízes e desembargadores do Rio e de Brasília. Eles recebiam 10, 15 e-mails por dia.

Era uma interferência indevida?

O Chris Smith, no dia da decisão no STJ, estava dentro da sala de julgamento. E falava o tempo todo. Nesse dia, era março de 2009, propusemos um acordo. David teria o direito de visitar quantas vezes e a hora que quisesse o menino. David se levantou, falou com o Chris Smith e só então respondeu. "Não, quero levar Sean para os EUA e vocês é que visitam quando quiserem." E agora não está cumprindo, não é? Bom, quando teve direito de visita, David só apareceu quatro vezes. Começou vindo meia hora pela manhã, meia hora à tarde. Em outras oportunidades, informava que ia visitar e não aparecia. Aí o consulado americano telefonava dizendo que tinha havido um imprevisto. Imprevisto nenhum! David era visto almoçando e jantando no Country Club do Rio de Janeiro, com o embaixador, com diplomatas... Sobel, ao que parece, é pré-candidato ao Senado americano.




Por que alguém inicialmente desinteressado, como diz o senhor, depois lutaria anos pela guarda do filho?

Hoje essa ONG que David criou virou um grande business. O interesse dele não é afetivo, é material. Sempre foi. Exigiu da família de Bruna, na corte de New Jersey, US$ 150 mil para liberar o direito da família dela de vender uma casa tinham nos EUA. E a família pagou. Reparem que o primeiro ato do David em entrevista coletiva, ao voltar com o filho para os EUA, ao lado da advogada americana, foi pedir mais US$ 500 mil.

Como forma de suposto ressarcimento.

Não precisa ser jornalista nem advogado, até o leigo já percebe o interesse. Além da ONG, que recebe doações, David vendeu direitos de cobertura para a NBC.

E para filme?

Que já está sendo rodado! Vem aí filme, livro, vocês se preparem que até o final do ano ou o início do próximo vão anunciar. Está todo mundo faturando.

Após o embarque para os EUA, a rede NBC divulgou foto do menino sorridente ao lado do pai, no avião. Tem como ser falso?

Foi tudo arquitetado: a NBC fretou um avião para buscar o Sean e pagou o hotel Marriott, no Rio, onde se hospedaram o David, o deputado, uma pessoa ligada ao senador e até o Arturo Valenzuela, que trabalha com Hillary. Montaram um verdadeiro quartel-general ali. David fez o percurso do aeroporto para o hotel acompanhado por batedores cedidos pelo governo brasileiro, eu nunca vi isso! E, de repente, um processo que estava parado desde julho na Justiça Federal é julgado em dezembro. Então entramos com habeas corpus no STF e o ministro Marco Aurélio Mello pediu que fosse ouvida a criança. O que aconteceu? O ministro Gilmar Mendes, que nem era o relator, já que o nomeado era o ministro Peluso, avoca a decisão para si e manda devolver o menino. O ministro Marco Aurélio diria depois, em uma entrevista, que despachou-se a criança como se fosse uma coisa.

Sean tinha idade para ser ouvido?

A idade oficial no Brasil para ser ouvido é 12 anos. Sean tem 9, vai fazer 10 no mês que vem. Mas a jurisprudência permite que o juiz ouça crianças até com 3, 4 anos. Vocês não têm ideia de como estava o menino na véspera de ir embora... Gritava, chorava, segurava nas pernas da gente. De repente, ficou fora de si. Parado, não falava mais.

Haveria em jogo uma suposta ameaça de retaliação comercial por parte dos EUA, caso Sean não fosse devolvido.

Sim, que alcançaria 3.400 produtos brasileiros. Pois eu soube, nos EUA, que tudo não passou de blefe, pois a isenção sobre esses produtos já havia sido decidida antes do Sean ir para lá. Esta semana vi o ministro Celso Amorim falando no Senado, dizendo que pressiona os EUA na questão do algodão... Pressiona nada. Meu neto é que foi trocado como se fosse algodão, sapato, num clima de teatro. Vejam que a decisão do ministro Gilmar era a de que se entregasse o menino até o meio-dia de 24 de dezembro. Ora, vivemos em um país cristão e escolhem o Natal? Por quê?

Então não foi coincidência?

Pura pressão: o contrato que a NBC tinha com a empresa que alugou o avião expirava em 24 horas. Foi tudo comercialmente decidido. Hoje Gilmar Mendes não toca no assunto, mas comentou, logo depois, enquanto fazia um passeio de bicicleta: "Resolvi logo esse negócio porque estava dando muito trabalho". Isso é expressão de um ministro?

O sr. acha que David conseguiu atrair a simpatia da imprensa brasileira?

De alguns setores da imprensa brasileira, sim. Pela pressão exercida pelo blog e por influência da mídia americana. Mas da maioria dos jornalistas, não. Sentiram a brutalidade que foi pegar uma criança na véspera do Natal e entregar. É a lei do mais forte. Os americanos só não pararam uma esquadra aqui na baía da Guanabara. Só faltou isso.

O sr. menciona o David andando com batedores no Brasil, porém ele acusa a sua família de fazer espetáculo no momento da entrega de Sean no consulado americano...

Não tínhamos noção do que fazer, ninguém nos orientou. Podíamos ter fugido, desaparecido com essa criança. Mas temos nome e respeito pelo Poder Judiciário. Tanto que estamos recorrendo, com esperança de que meu filho vá ganhar a causa.

A luta continua?

João Paulo não abandonou, e não abandonará, o Sean. Esta semana, em uma entrevista para um jornal de São Paulo, o advogado do David, ao ser perguntado sobre a continuação do litígio, disse: "Não vai adiantar nada". É um desrespeito com nosso Judiciário. Continuamos província. O Brasil, com essa potencialidade econômica imensa no exterior, continua submisso. Mas o caso não está encerrado no Brasil, aqui a decisão foi liminar. E a entrega do menino foi de um açodamento total porque deputados, senadores, o Itamaraty e o próprio Marco Aurélio Garcia não paravam de ligar para o STF. É como se dissessem "libera logo esse pacote de sapatos!"

A avó de Sean tem dificuldade para vê-lo?

Ela esteve duas vezes nos EUA, mas sem sucesso. A criança está vivendo um verdadeiro cárcere privado. Se fosse aqui, já tinha mandado de prisão na rua. Lá, não, virou trunfo político: Sean vai eleger deputado, senador, até o prefeito de Tinton Falls, onde o David mora, está de olho na reeleição. E fala mal de mim para o mundo inteiro. Presidi a Federação Interamericana de Advogados, em Washington, e a União Internacional de Advogados, em Paris. Pois ele envia e-mails aos diretores e membros dessas instituições me chamando sequestrador. Sofri com isso, foi uma coisa que me abalou.

Como está d. Silvana?

Silvana está morrendo por dentro. Quem a conheceu anos atrás, olha e pensa que é uma senhora de 80. Perdeu a filha, agora o neto. Sean saiu do Brasil com duas linhas de telefone, que demos para ele. E um laptop. Eu paguei por esse computador lá, presente para o meu neto. Pois foi subtraído, tanto quanto os celulares. Sean está proibido de falar português. Em uma das viagens, Silvana teve uma reunião com David e o psicólogo americano que cuida do Sean. O psicólogo disse que seria salutar o menino ver a avó. Mas David não deixou. E o advogado dele diz: "Os avós irão vê-lo oportunamente". Quando? Quando tiver 21 anos?

Quantas vezes vocês contataram Sean?

Silvana trocou palavras quatro vezes por telefone, 30 segundos cada vez. Ela não pode se expressar em português diante dele, não pode falar da Chiara, nem manifestar saudade. É uma coisa absurda, virou Guantánamo! Se amanhã a liminar do ministro Gilmar Mendes for derrubada e se decidir que a criança deve ser ouvida, como pedir isso? A quem pedir? David mudou inclusive o telefone da casa em que vive. Tenho dúvidas se Sean volta. Por acaso os EUA mandaram de volta, para depoimento, os dois pilotos americanos que causaram o acidente da Gol que matou não sei quantos? E os cinco cubanos que estão sendo julgados por lá, os famosos "Cuban Five", voltam? Nunca.

Qual seria o mal menor?

Mal menor seria a ampliação da visitação do menino para os avós e o pai afetivo. Que isso fosse homologado e Sean tivesse o direito de passar férias aqui, e voltar. Uma coisa em alto nível. Temos muita confiança no nosso advogado, Sergio Tostes. Ele é craque, um profissional lapidado em Harvard. E temos esperança de que a decisão judicial, não a política, nos seja favorável. Por que as autoridades do governo brasileiro se calam? Porque sabem que foram submissas. Mas minha convicção na Justiça é uma condição de fé, de tradição. Aprendi isso com meu pai, meu avô, meu bisavô e ensino aos meus filhos. Não vamos mudar.


'Só pode estar brincando', reage Silvana, avó de Sean




(E ELE CONTINUA "ARRECADANDO")

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Segundo advogada, pai quer permitir encontro de filho com Silvana.
Brasileira voltou ao Rio após ouvir um não da justiça em Nova York.

Do G1, no Rio


"Ela só pode estar brincando", reagiu a avó materna do menino Sean Goldman, Silvana Bianchi, após saber da declaração da advogada americana que representa o pai David Goldman, que ganhou a guarda da criança na Justiça brasileira. Segundo Patricia Apy, seu cliente quer permitir o acesso da família brasileira ao filho, desde que sob a orientação de um psicólogo.

Declarando-se surpresa, Silvana Bianchi, que chegou ao Rio dos Estados Unidos na noite de domingo (4), depois de tentar durante dez dias ver o neto, comentou:

“Não dá para levar a sério uma pessoa dessa. Ela sabia que eu estava voltando, ela esteve comigo na quinta, na Corte. Ela esteve lá e defendeu que a nossa presença ia interferir nas relações de pai e filho”, declarou a avó.

Em Nova York, a advogada declarou nesta segunda (5): "Nós dissemos a Silvana e ao marido dela em janeiro que haveria um processo para lidar com a relação com a família materna, que é complexo porque David está conhecendo Sean”, disse Apy. “Este é um processo em que eles também devem estar envolvidos”, completou.

A família de Sean no Brasil acrescentou que nunca pediu nada ao pai do garoto que fosse além de vê-lo. E que, se a advogada permite essa visita, que diga quando ela poderia ser realizada, que a família embarcaria imediatamente para os EUA.

Foto: Bill Kostroun / AP

David Goldman e o filho Sean assistem a jogo de basquete entre New York Knicks e Detroit Pistons no Madison Square Garden, em Nova York (Foto: Bill Kostroun / AP)


Filho de David Goldman com a brasileira Bruna Bianchi, Sean nasceu nos Estados Unidos, onde viveu por quatro anos. Em 2004, Bruna levou o filho para passar férias no Brasil e decidiu ficar. Ligou para David, pediu o divórcio e avisou que Sean permaneceria com ela.


Bruna tinha a guarda da criança, se casou novamente com o brasileiro João Paulo Lins e Silva, mas morreu em 2008, depois do parto da filha.

Pai do menino Sean quer permitir visita de família brasileira, diz advogada


Segundo Patricia Apy, pai quer que relação seja mediada por psicólogo.
Avó de Sean voltou ao Brasil após Justiça negar pedido para ver o neto.

Da Associated Press



A advogada Patricia Apy, que representa David Goldman, pai do menino Sean, disse nesta segunda-feira (5), nos Estados Unidos, que seu cliente quer permitir o acesso da família brasileira ao filho, desde que sob orientação de um psicólogo.


“Nós dissemos à Silvana [Bianchi, avó de Sean] e ao marido dela em janeiro que haveria um processo para lidar com a relação com a família materna, que é complexo porque David está conhecendo Sean”, disse Apy. “Este é um processo em que eles também devem estar envolvidos”, completou.


David Goldman e o filho Sean assistem a jogo de basquete entre New York Knicks e Detroit Pistons no Madison Square Garden, em Nova York (Foto: Bill Kostroun / AP)


Filho de David Goldman com a brasileira Bruna Bianchi, Sean nasceu nos Estados Unidos, onde viveu por quatro anos. Em 2004, Bruna levou o filho para passar férias no Brasil e decidiu ficar. Ligou para David, pediu o divórcio e avisou que Sean permaneceria com ela.


Bruna tinha a guarda da criança, se casou novamente com o brasileiro João Paulo Lins e Silva, mas morreu em 2008, depois do parto da filha.

David Goldman conquistou na Justiça brasileira a guarda definitiva do filho em dezembro do ano passado, após uma arrastada batalha judicial. A avó de Sean retornou na noite do domingo (4) ao Brasil, após dez dias nos EUA, dizendo que nem mesmo teve a chance de ver o neto ( veja reportagem em vídeo ao lado ).


Ela e o marido, que segundo a AP já haviam comprado uma casa em New Jersey, onde o garoto vive com o pai, chegaram a encontrar David Goldman e um psicólogo.


Segundo a advogada de Goldman, como o encontro não resultou numa permissão imediata para visitar Sean, os avós deram entrada a um pedido de emergência na Justiça para ver o neto.




Um juiz negou o pedido na semana passada justificando que o caso não podia ser qualificado como uma emergência – e agendou uma nova audiência para tratar do assunto em maio.


“Eu disse a ele [Sean] que faria qualquer coisa para visitá-lo”, disse a avó. “Eu disse que sentia muito a falta dele e ele me perguntou: ‘Quando você vem me ver?’”


O advogado da família nos EUA, Jonathan Wolfe, disse que o casal recorreu à Justiça porque as outras tentativas para ver o neto falharam. Para o advogado, os avós são a ligação de Sean com a mãe [Bruna Bianchi, que morreu em 2008], a pequena irmã e a cultura na qual viveu por 5 anos.


“É uma situação triste e uma situação terrível para este menino”, disse o advogado. “Você não pode simplesmente apagar este lado da família dele.”

Segundo a advogada do pai de Sean, o garoto está se adaptando bem à nova vida com o pai e tem ido bem na escola.


De acordo com Patricia Apy, David Goldman não quer dar entrevistas sobre o assunto e também teria pedido que os avós do garoto não falassem mais sobre o caso na mídia.

David Goldman conquistou na Justiça brasileira a guarda definitiva do filho em dezembro do ano passado, após uma arrastada batalha judicial. A avó de Sean retornou na noite do domingo (4) ao Brasil, após dez dias nos EUA, dizendo que nem mesmo teve a chance de ver o neto ( veja reportagem em vídeo ao lado ).


Silvana afirmou que vai se reunir com os advogados que cuidam do caso nesta segunda-feira à noite, e eles irão orientá-lo sobre o que fazer na situação. Ela disse que irá aguardar a conversa com eles para decidir se retorna aos Estados Unidos.

Silvana e o marido, que segundo a AP já haviam comprado uma casa em New Jersey, onde o garoto vive com o pai, chegaram a encontrar David Goldman e um psicólogo.


Segundo a advogada de Goldman, como o encontro não resultou numa permissão imediata para visitar Sean, os avós deram entrada a um pedido de emergência na Justiça para ver o neto.

Um juiz negou o pedido na semana passada justificando que o caso não podia ser qualificado como uma emergência – e agendou uma nova audiência para tratar do assunto em maio.


“Eu disse a ele [Sean] que faria qualquer coisa para visitá-lo”, disse a avó. “Eu disse que sentia muito a falta dele e ele me perguntou: ‘Quando você vem me ver?’”


O advogado da família nos EUA, Jonathan Wolfe, disse que o casal recorreu à Justiça porque as outras tentativas para ver o neto falharam. Para o advogado, os avós são a ligação de Sean com a mãe [Bruna Bianchi, que morreu em 2008], a pequena irmã e a cultura na qual viveu por 5 anos.


“É uma situação triste e uma situação terrível para este menino”, disse o advogado. “Você não pode simplesmente apagar este lado da família dele.”

Segundo a advogada do pai de Sean, o garoto está se adaptando bem à nova vida com o pai e tem ido bem na escola.


De acordo com Patricia Apy, David Goldman não quer dar entrevistas sobre o assunto e também teria pedido que os avós do garoto não falassem mais sobre o caso na mídia.

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U.S., Iraqi forces detain 30 policemen near Baghdad

BAGHDAD, May 25 (Xinhua) -- U.S. and Iraqi security forces detained 30 policemen in an overnight raid on their police station in an area west of Baghdad, a local police source said on Tuesday.

A joint U.S. and Iraqi force raided the al-Walid police station at about 3:00 a.m. (2400 GMT) at the edge of Abu Ghraib area, some 25 km west of Baghdad on the provincial border between Baghdad and Iraq's western province of Anbar, detaining 30 policemen, including two police officers, and seized unlicensed weapons, the source told Xinhua on condition of anonymity.

The raid was based on intelligence reports which said that the policemen were collaborating with insurgents in the area who hide their weapons in the building of the police station after they carry out attacks against U.S. and Iraqi forces, the source said.

"Most of the personnel of the police station originally were paramilitary members of local Awakening Council group, and they have joined the Iraqi police more than a year ago," the source added.

Since the raid in the early morning, U.S. troops and Iraqi security forces launched a search operation in some houses of the area, while U.S. helicopters were flying over the area, he said.

"The attacked area is now under the control of the Iraqi Army and no policeman could be seen in the streets since the raid," he added.

Iraqi government has joined many of the Sunni Awakening Council groups in its security forces in return for their role in fighting al-Qaida militants in the troubled Sunni areas.

The Awakening Council group, also known as Sons of Iraq, consists of armed groups, including some powerful anti-U.S. Sunni insurgent groups, who turned their rifles against the al-Qaida network after the latter exercised indiscriminate killings against both Shiite and Sunni Muslim communities.



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Louisiana Oil Spill, Day 34: Anger Mounts as Clean-Up Lags


NEW ORLEANS -- Thirty-four days after the Deepwater Horizon explosion, Louisiana officials have lost patience with BP, the Coast Guard and the Army Corps of Engineers. "I don't have a crystal ball," said Craig Taffaro, St. Bernard Parish president. "But if I were a betting man, I would be betting that [BP's] plan is to let us die, then come back and do $75 million of cleanup, then close the book."

That sum -- $75 million -- is the federally mandated cap for oil-spill clean-up expenditure. BP has promised to address the long-term needs of everyone affected by the spill, especially commercial fishermen. The potential expense involved is incalculable, far beyond $75 million, and many people in south Louisiana do not believe such whatever-it-takes pronouncements of full responsibility.

At a press conference Monday in Galliano, La., Sen. Mary Landrieu (D-La.) assured the public: "If you made $50,000 last year and you can't work this year, BP is going to write you a check for $50,000. If your business made a million dollars last year and you can't make that million dollars this year, BP is going to make your business whole. There is no question . . . who will pay these bills to the individuals, to businesses, to the parishes, state government and to [the] federal government. Those bills will be paid in full."

Serious doubts remain, however, spurred in part by BP's current legal maneuvering to have all spill-related cases litigated in Houston, instead of Louisiana.

Also in attendance at the press conference were Secretary of the Interior Ken Salazar, Homeland Security Secretary Janet Napolitano, Gov. Bobby Jindal of Louisiana, and Sens. David Vitter (R-La.), Sheldon Whitehouse (D-R.I.), Dick Durbin (D-Ill.) and Lisa Murkowski (R-Alaska). The presence of these out-of-state solons is an apt indicator of growing national concern.

Jindal, disgusted with the lack of progress and organization, said, "In Terrebonne Parish, [where] oil is moving through their waters, boom and workers sat for days waiting for their orders to be deployed." Jindal went on to state that on May 3, he asked the federal government for supplies including "3 million feet of absorbent boom and 5 million feet of hard boom."

To date, only 815,569 feet of hard boom has arrived, and 135,320 feet of that hasn't been deployed, he said.

In addition to such practicalities, Jindal noted a more heart-wrenching problem. "On Cat Island . . . I saw pelicans that were oiled so bad they couldn't fly," he said. "The brown pelican, our state bird, was only recently removed from the endangered species." Jindal also noted that the affected Louisiana coastline is longer "than the coastline of Maryland and Delaware combined."

Tired of waiting for action, on Sunday officials of Jefferson Parish (parishes are Louisiana's equivalent of counties) commandeered some 35 idle boats and put crews to work laying boom and skimming oil. "We're going to use our emergency powers, " said a parish official, Deano Bonano.

Jindal echoed such sentiments. "We know we've got to take action," he said. "We've got to have to take matters in our own hands if were going to win this fight to protect our coast." Jindal once again called for quick issuance of permits to build the protective sand berm, linked with the reinforcement of existing barrier islands. "The sand boom at Fourchon is actively holding back oil," he said.

If federal permits are not issued, Louisiana officials seem prepared to start work without them. State Attorney General Buddy Caldwell has informed Robert van Antwerp, head of the U.S. Army Corps of Engineers, of his opinion that "the federal government does not have the legal authority to deny a state the right to conduct such emergency response actions or to prevent or mitigate natural resource damages to its territory and the property of its citizens."

All who spoke at the press conference laid heavy blame on BP and pledged to hold it accountable for unlimited financial responsibility.

But a different perspective – as posted in a video clip on BP's Web site – was expressed by commercial fisherman Mike Voisin, a founding member of the Louisiana Seafood Promotion and Marketing Board : "We're concerned that our brand has taken a big hit . . . BP has stepped up to the table and they have put significant dollars into a fund to help us overcome that. I think they've responded aggressively, appropriately and on point. I personally am saddened that BP is getting a black eye from this, because they have been a good player in terms of the environment here in south Louisiana; they're part of who we we are. The oil and gas community, the seafood community, we work hand and glove out there. Half of my family is in the oil and gas business, half is in the seafood business . . . We'll work together to overcome this, as communities always do."

The prevailing sense in south Louisiana, however, is that locals are doing all the meaningful work with little help from BP and the federal government. And every wasted second heightens the catastrophic losses. Pointing to the oil that is now fouling Barataria Bay, charter boat captain Theophile Bourgeois summed it up in one sentence: "This is the grim reaper."

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26/10/2008 free counters