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quarta-feira, 24 de setembro de 2008

GASTRONOMIA : VEJA LISBOA





Melhores mesas
Os campeões de 13 categorias. A melhor carta de vinhos, o chef do ano e onde encontrar os melhores vinhos






Restaurantes
* Preços apurados até abril de 2007

O melhor brasileiro O melhor francês
A melhor cervejaria O melhor indiano
O melhor para petiscar O melhor italiano
O melhor chinês O melhor japonês
Os melhores contemporâneos Os melhores peixes e frutos do mar
100 Maneiras Beira Mar
Eleven Porto de Santa Maria
A melhor carta de vinhos O melhor português
VírGula O Galito
Valle flôr O Poleiro
O melhor restaurante de praia O melhor variado
Fortaleza do Guincho O chef do ano
Porto de Santa Maria
Os jurados

Chakall
Chef de cozinha nascido na Argentina. Visitou mais de noventa países, em busca de novos sabores. Em Portugal, há quase dez anos está à frente da empresa de catering Cozinha Divina. Também dá aulas de culinária e participa de eventos e programas da especialidade.
Born in Argentina, Chakall visited more than 90 countries, looking for new and interesting flavours. Resident in Portugal for almost 10 years now, he runs his own catering company, Cozinha Divina, besides giving classes and taking part in haute-cuisine events and shows.

Duarte Calvão
Jornalista do Diário de Notícias, participa do júri de diversos concursos nacionais e é autor do livro A Cozinha de Joachim Koerper e co-autor do livro Cascais 100 Maneiras. Recebeu da Academia Portuguesa de Gastronomia o diploma de Cultura e Literatura Gastronómica 2001.
A journalist in the daily paper Diário de Notícias, Calvão regularly takes part as a juror in several national cuisine contests and is the author of A Cozinha de Joachim Koerper [Joachim Koerper's cuisine], having also co-authored Cascais 100 Maneiras. In 2001, he was awarded a diploma for Gastronomic Culture and Literature by the Portuguese Gastronomic Academy.

José Avillez
Em 2005, recebeu o título de "chef do futuro", da Academia Internacional de Gastronomia. Foi sócio de um restaurante em Cascais. Hoje colabora com revistas especializadas e administra a empresa Life-Style Cooking, que oferece cursos, jantares, serviço de catering e consultoria.

In 2005, Avilez was awarded the "Chef of the Future" Prize, by the International Gastronomic Academy. Formerly, he was a partner in a Cascais restaurant. Today, he contributes to specialized magazines and runs Life-Style Cooking, a company offering courses, dinners, catering services and gastronomic consulting.

João Paulo Martins
Crítico de vinhos, há treze anos publica o guia Vinhos de Portugal – Notas de Prova. Escreve para a Revista de Vinhos, colabora com o jornal Público e dirige um suplemento anual do semanário Expresso. É membro do júri do Concurso Mundial de Bruxelas e costuma orientar cursos de provas.

A distinguished wine critic, Martins has been for the last 13 years publishing a famous guide on Portuguese wine. He also writes for wine magazines, contributes to papers like Público and directs an annual supplement at Expresso, a weekly paper; in addition, he is one of the jurors of the Brussels World Wine Contest, and ministers wine-tasting courses.

Mafalda Pinto Leite
Freqüentou o Natural Gourmet Institute, em Nova York, e passou por vários restaurantes nos Estados Unidos. Em Londres trabalhou como pastry chef no Monte's Restaurant, gerido por Jamie Oliver. Comandou ainda o test kitchen do Books for Cooks. Hoje assina as receitas da revista Blue Cooking.
Mrs. Mafalda attended the Natural Gourmet Institute at New York and worked in several American restaurants. In London, she worked as a pastry chef at Jaime Oliver's Monte's Restaurant. She also runs Books for Cooks' test kitchen. In addition, she creates recipes for Blue Cooking magazine.

Maria João de Almeida
Colaborou com os guias Rotas dos Vinhos de Portugal, do semanário Expresso, entre outra publicações. Criou em 2004 a página Mordomias, do mesmo jornal. Desde 2006 coordena a página Apetites, da revista Única. É ainda membro do júri de concursos da especialidade.

Mrs. Almeida has contributed to several publications, among them wine guides like "Rotas dos Vinhos de Portugal", published by the weekly paper Expresso, where she also started a feature titled "Mordomias" in 2004. Since 2006, she has edited "Apetites", a weekly page in Única magazine. In addition, she constantly takes part as a juror in culinary contests.

Maria de Lourdes Modesto
Autora do best-seller Cozinha Tradicional Portuguesa e de outras obras de culinária, assina uma coluna no jornal Diário de Notícias e também colabora com outras publicações.

Mrs. Modesto is the author of the best-selling book Cozinha Tradicional Portuguesa [Portuguese Traditional Cuisine] as well as of other culinary works; she has also a regular newspaper feature int Diário de Notícias and contributes to several other publications.

Paulina Mata
Engenheira química, é professora na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. Tem grande interesse pela gastronomia molecular. Participa de movimentos como o A Cozinha é um Laboratório, da Ciência Viva, e dá formação na área para chefs de cozinha.
A chemical engineer by profession, Mrs. Mata lectures at the New University of Lisbon's Science and Technology Institute, being particulary interested in molecular gastronomy. She takes part in movements like "A Cozinha é um Laboratório" [A Kitchen is a Lab], giving courses for chefs in this particular field.

Paulo Amado
Está à frente da empresa Edições do Gosto. Produz as publicações Revista Portuguesa de Hotelaria e Restauração e Inter Magazine, além de um site especializado. Organiza o concurso Chefe Cozinheiro do Ano e o Congresso Nacional dos Profissionais de Cozinha.
Mr. Amado runs Edições do Gosto, a publishing house issuing hotelary and gastronomy magazines, as well as a specialised website. The company also organizes the "Chef of the Year" annual contest, and the National Chapter of Cuisine Professionals.

Virgílio Nogueiro Gomes
Especializou-se em gestão de hotelaria. É professor em várias escolas de hotelaria e especialista em história da alimentação. Colabora com jornais e revistas sobre temas relacionados à especialidade.
Mr. Gomes specialized in hotelary and nutritional history and also taught various hotelary courses. He is also a contributor to several newspapers and magazines on gastronomy.

Veja também

Quadro: Os eleitos, por especialidade

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26/10/2008 free counters

Estação de Santa Apolónia








The Station of Santa Apolónia in Lisbon is the oldest railroad station of the city and is located close to Alfama [GCWGM1]. Currently served by CP, is a starting point of diverse national trains (Alpha Pendular, Intercidades...) as well as international (Sud-Express Lisboa-Paris and Lusitânia Lisboa-Madrid Comboio-Hotel). It is constructed in the place where the convent of Santa Apolónia existed. It was inaugurated in 1 of May of 1865 with a single floor. In 1908 the project for its magnifying is approved. The linking to the line of Cascais was never made.

The main departure point to other international destinations and to the north of Portugal, the Estação de Santa Apolónia is situated in the parish of São Vicente de Fora, on the right bank of the Tagus. An old part of the city featuring the Panteão Nacional (National Pantheon) [GC14NKQ] that in 1916, began to house the tombs of famous Portuguese individualities and the Igreja de São Vicente de Fora, built from a temple commissioned by Afonso Henriques. Another attraction of the parish is the Feira da Ladra (Flea Market), practically as old as Lisbon, where one can buy and sell a bit of everything. It takes place on Tuesdays and Saturdays in Campo de Santa Clara. The recently requalified riverside area contrasts with the other side of the neighbourhood that stretches along the hill, featuring some of the city most trendiest bars, restaurants and decoration stores.


Fotografia de JOSHUA BENOLIEL- Estação de Santa Apolónia, Outubro de 1911



entre correntes de ar, numa estação
de caminho de ferro, parte alguém
e alguém está a chegar e tudo sem
se avistarem por entre a multidão.

fica o destino à solta, mas refém
de ironias do acaso e da emoção
e descuidos do tempo e da razão
nos trilhos apressados de ninguém
.(...)

(Vasco Graça Moura)





Português

A Estação de Santa Apolónia em Lisboa é a mais antiga estação ferroviária da cidade e situa-se perto do bairro da Alfama [GCWGM1]. Actualmente servida pela CP é ponto de partida de diversos comboios tanto a nível nacional (Alfa Pendular, Intercidades...) como a nível internacional (Sud-Express Lisboa-Paris e Lusitânia Comboio-Hotel Lisboa-Madrid). Está construída no local onde existiu o convento de Santa Apolónia. Foi inaugurada em 1 de Maio de 1865 com um só andar. Em 1908 é aprovado o projecto para a sua ampliação. A sua ligação à linha de Cascais nunca se chegou a realizar.

Principal ponto de partida de Lisboa para outros destinos internacionais e para o norte de Portugal, a Estação de Santa Apolónia situa-se na freguesia de São Vicente de Fora, do lado direito da margem do Tejo. Zona antiga da cidade, tem como principais pontos de referência o Panteão Nacional [GC14NKQ] que, em 1916, passou a albergar os túmulos das mais destacadas personalidades portuguesas, e a Igreja de São Vicente de Fora, construída a partir de um templo mandado edificar por D. Afonso Henriques. Outra das atracções da freguesia é a Feira da Ladra, quase tão antiga quanto Lisboa, onde se pode comprar e vender de tudo um pouco. Realiza-se às terças e Sábados no campo de Santa Clara. A zona ribeirinha, recentemente qualificada, contrasta na sua sofisticação com o outro lado do bairro que se estende pela colina, alojando alguns dos bares, restaurantes e lojas de decoração mais trendy da cidade.




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26/10/2008 free counters

Candidato a Vereador dá uma surra na esposa em Niterói

Rio - A dona de casa Alda Cândida Lorena, de 45 anos, prestou queixa do marido, o candidato a vereador Luis Márcio da Silva, 42 anos, na 79ªDP em Jurujuba, Niterói.

A vítima contou que foi agredida por ele, no fim da noite desta terça-feira.

O agressor é o candidato a vereador por Niterói, o Marcinho Eletricista. A agressão foi motivada por ter ele ligado para o celular dela, às 23h30 e ela não ter atendido.

Ele correu para casa e queria saber por que não tinha atendido o celular. Houve discussão e agressão.

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26/10/2008 free counters

Mostra “Einstein” chega ao Brasil



Exposição segue até o dia 14 de dezembro no Parque do Ibirapuera

Da Redação

Começa nesta quarta-feira (24) e segue até o dia 14 de dezembro a mostra “Einstein”, no Pavilhão Engenheiro Armando de Arruda Pereira, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. A exposição apresenta a vida do físico por meio de 10 seções. Mais do que trazer a contribuição dele na física, a mostra também exibe a luta de Albert contra o racismo.

De acordo com o site VIAJE AQUI, a mostra “Einstein” é organizada pelo Instituto Sangari, em parceria com o American Museum of Natural History, de NY, e já passou por lugares como Chicago, Boston, Los Angeles, Dallas e Istambul. Além da carreira do físico, a exposição traz também objetos pessoais de Einstein, como fotos e manuscritos.

Para a exposição no Brasil, o espaço foi ampliado para que a área “Einstein no Brasil” pudesse ser encaixada. Nesse local, a mostra apresenta a viagem do físico pela América Latina, com fotos e trechos de seu diário pessoal.

Os ingressos para acompanhar a exposição são vendidos a R$15,00 (inteira) e R$7,00 (meia). A mostra funciona de terça a sexta-feira das 9 às 21 horas; sábados, domingos e feriados das 10 às 21 horas

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26/10/2008 free counters

Jogador de futebol vítima de emboscada morre em hospital no Rio

O jogador de futebol Thiago Jotta da Silva, 25, que foi vítima de uma emboscada na última quinta-feira (18), não resistiu aos ferimentos e morreu nesta quarta no hospital Salgado Filho, no Rio.

Thiago foi torturado e recebeu três tiros. A ex-noiva do atleta, Alyne Padula Viana, e a tia dela, Márcia Padula Viana, foram presas no domingo sob suspeita de envolvimento no crime.

O fim do noivado teria motivado o crime. Na ocasião da prisão, o delegado adjunto da 44ª Delegacia Policial (Inhaúma), Rodrigo Freitas, informou que ambas negaram ter participado da cilada.

Silva, ex-jogador da categoria de base do Vasco da Gama, jogava pelo Estácio de Sá Futebol Clube.

Crime

Segundo a polícia, na quinta-feira, o carro onde estavam Silva e Alyne foi interceptado por outro veículo na região de Bonsucesso. As investigações apontaram que a ex-noiva seguiu para o outro veículo, onde estava a tia, enquanto o policial militar Alexsandre de Freitas --companheiro de Márcia-- e um outro homem entraram no carro onde estava o atleta.

A Polícia Civil do Rio informou que na ocasião, apesar de ferido, o jogador contou no hospital que foi levado algemado para um campo de futebol, onde foi torturado. Em seguida, o jogador foi levado para Inhaúma e acabou baleado durante tentativa de escapar dos criminosos.

Para a polícia, os agressores pensavam que Silva havia morrido no local. O PM e as duas mulheres tiveram a prisão temporária decretada para as investigações.

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26/10/2008 free counters

Novo caveirão resistirá a metralhadora antiaérea, diz secretaria

Os novos caveirões --o blindado das tropas de elite da polícia do Rio-- que a Secretaria de Segurança do Rio receberá semana que vem são resistentes a tiros de metralhadoras antiaéreas calibre 30, segundo o órgão.

Este tipo de armamento é considerado mais potente pela polícia, mas tem sido encontrado em operações policiais em favelas. Ano passado, foram ao menos sete e, este ano, duas apreendidas por policiais e que, segundo eles, estavam em poder de traficantes.

A blindagem dos 12 caveirões atuais, que ficam em poder do Bope (Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar) e da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil), só resistem a, no máximo, tiros de fuzil, de acordo com a Secretaria de Segurança.

A secretaria receberá na próxima segunda-feira (1º) o primeiro dos nove caveirões que comprou de uma fabricante paulista ao custo de R$ 403 mil cada. A empresa, que venceu licitação pública no início do ano, pediu para não ser identificada por questões de segurança, conforme informou nesta tarde a secretaria.

Barricadas

Um dos principais diferenciais dos novos blindados são os pára-choques que conseguem destruir barricadas que, segundo a polícia, costumam ser montadas por traficantes de drogas para obstruir a passagem dos caveirões.

"É indispensável a presença de blindados mais ágeis. Não só por causa da rapidez, mas pela dificuldade de acesso imposta pelos tipos de terrenos em que operamos. Há também os obstáculos criados pelos criminosos, que tentam impedir o nosso trabalho", disse o delegado da Core, Rodrigo de Oliveira.

Ar-condicionado

Além de mais equipado, o novo modelo também será mais espaçoso e confortável. Segundo a secretaria, tem ar-condicionado e capacidade para receber mais policiais --20, oito a mais que a capacidade atual.

Os veículos começarão a circular a partir da semana que vem, segundo a Secretaria de Segurança.

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26/10/2008 free counters

Rio compra "caveirão do ar" por R$ 8 mi; helicóptero será usado em operações

O governo do Rio anunciou nesta quarta-feira a aquisição de um helicóptero Huey 2, da empresa Bell Helicopter, por R$ 8 milhões. O equipamento tem capacidade para seis atiradores, é blindado e pode transportar um total de 15 pessoas.

Apelidado de "caveirão do ar" por policiais, o aparelho ficará à disposição da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil) e será utilizado em operações planejadas pela Secretaria de Segurança, segundo o governo.

Divulgação
Rio compra helicóptero por R$ 8 mi; o "caveirão do ar" é blindado, tem capacidade para seis atiradores e ficará à disposição da Core
Rio compra helicóptero por R$ 8 mi; o "caveirão do ar" é blindado, tem capacidade para seis atiradores e ficará à disposição da Core

Em novembro do ano passado o policial civil Eduardo Mattos estava a bordo de um helicóptero da Polícia Civil e participava de uma operação na região do morro do Adeus. Ele foi baleado na cabeça e morreu.

O governo do Rio informou que a compra ocorreu como um espécie de resposta às tentativas dos criminosos em atingir os helicópteros em operação pela polícia.

Águia de aço

A Segurança Pública informou que o Huey 2 é totalmente à prova de tiros, inclusive nas pás da hélice. O aparelho sairá dos Estados Unidos voando até chegar ao Brasil. Dois pilotos do Core já testaram o aparelho.

Segundo a fabricante o Huey 2 é específico para situações de conflito. Dependendo da adaptação do aparelho, ele também pode ser utilizado para transporte de tropas e é indicado em condições de resgate no deserto. A empresa já vendeu mais de 150 unidades para dez diferentes países do mundo.

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26/10/2008 free counters

Avião israelense aterrissa em Tel Aviv após ameaça de bomba

Um avião israelense aterrissou em segurança em um aeroporto nos arredores de Tel Aviv nesta quarta-feira após uma ameaça de bomba ser feita, segundo militares de Israel, sem maiores detalhes.

Caças israelenses acompanharam o avião ao aeroporto Ben Gurion a partir do momento em que ele entrou no espaço aéreo israelense. Após a aterrissagem, o avião foi vistoriado sem que uma bomba fosse encontrada, segundo o Exército.

O avião, da companhia El Al Israel Airlines, havia saído de Paris e,egundo o Canal 2 de TV, o avião é um Boeing 767.

A segurança nos aeroportos em vôos com destino a Israel é conhecida por sua rigorosidade, pois companhias aéreas de Israel são consideradas como alvos primeiros de possíveis ataques.

Os últimos incidentes conhecidos de bombas que explodiram em aviões da companhia em questão foram em 1986. Em junho desse ano, uma bomba em uma maleta explodiu em um avião quando ele ainda estava no solo em Madri, e em abril, uma bomba dentro de um rádio explodiu durante um vôo de Londres, mas causou poucos danos.

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26/10/2008 free counters

IBGE mostra que 46% dos jovens brasileiros vivem na pobreza


Do UOL Notícias
Em São Paulo
Os jovens representam a faixa da população que mais sofre com a pobreza no Brasil. Enquanto 30% dos brasileiros são considerados pobres (pessoas que vivem com rendimento mensal familiar de até 1/2 salário mínimo "per capita"), entre as pessoas de 0 a 17 anos este percentual é de 46%. Os jovens que vivem com rendimento mensal familiar de mais de 5 salários mínimos são apenas 1,7%. Os dados estão na Síntese de Indicadores Sociais, pesquisa realizada pelo IBGE.

A região Nordeste tem os maiores índices de pobreza. Este quadro se repete também entre os jovens: 68,1% são considerados pobres - destes, 36,9% vivem apenas com 1/4 de salário mínimo de rendimento mensal familiar. As regiões Sul e Sudeste apresentam os melhores números para as pessoas da mesma idade: 30% e 32%, respectivamente.

Como um todo, a representação das pessoas com idade entre 0 e 24 anos diminuiu nos últimos dez anos. As crianças, adolescentes e jovens representavam 50% da população em 1997 e, em 2007, eram 43,4% do total.

A queda na taxa de fecundidade é um importante fator para explicar a diminuição. Em 2007, a média era de 1,95 filho por mulher, enquanto há dez anos a taxa era de 2,54 filhos. Com isso, a faixa etária de 0 a 6 anos, separadamente, foi a que mais diminuiu neste período. O grupo representava 13,6% da população e agora é apenas 10,5% do total.

Proporção de domicílios com crianças de 0 a 6 anos com serviços de saneamento, segundo rendimento (%)

  • Total -------------------------------------- 54,5
  • Até 1/2 salário minímo ------------------ 38,4
  • Mais de 5 salários ---------------------- 70,3
Síntese de Indicadores Sociais, IBGE

As crianças e adolescentes de até 14 anos estão presentes em 47,7% das famílias brasileiras. Apenas 54,5% dos domicílios que abrigam estas famílias possuem todos os serviços de saneamento simultaneamente. Nos últimos dez anos, a infra-estrutura das residências melhorou, mas o IBGE ressalta que "boa parte dos óbitos infantis tem causas ligadas à falta de saneamento básico, como, por exemplo, a diarréia. Portanto, a melhora do nível de saneamento tem impacto direto sobre as taxas de mortalidade infantil".

Freqüência escolar
A freqüência de crianças, adolescentes e jovens na escola vem crescendo desde 1997. O estudo analisou cada faixa etária separadamente. A menor freqüência escolar se concentra entre 0 e 3 anos: apenas 17,1% já estão em algum estabelecimento de educação. O número é maior no Sudeste (22,1%) e menor no Norte (7,5%). Entre famílias brasileiras pobres e ricas (com mais de 3 salários mínimos de rendimento mensal familiar "per capita") a diferença é maior: 10,8% das crianças pobres de 0 a 3 anos vão à escola, contra 43,6% de crianças consideradas ricas.

O IBGE explica que, "embora não seja etapa obrigatória do ensino no Brasil, a educação infantil vem sendo reconhecida como um direito da criança, opção da família e dever do Estado". O estudo lembra que a meta do Plano Nacional de Educação do Ministério da Educação de atender a 50% das crianças de 0 a 3 anos de idade até 2010, está longe de ser alcançada.

Quando considerado o grupo de 4 a 6 anos de idade, a taxa de freqüência escolar sobe para 77,6%, número próximo à meta do ministério de colocar 80% das crianças desta faixa etária na escola até 2010.

Já entre as crianças e adolescentes de 7 a 14 anos (idade correspondente ao ensino fundamental), o ensino está praticamente universalizado com 97,6% deles na escola. O IBGE lembra, entretanto, que o alto índice nem sempre se traduz em qualidade. "Entre as 24,8 milhões de crianças de 8 a 14 anos de idade, foi encontrado 1,3 milhão (5,4%) que não sabe ler e escrever. Isto não significa que estas crianças não estejam estudando: 1,1 milhão delas, ou seja, 84,5%, freqüentavam estabelecimento de ensino", afirma o estudo.


No caso dos adolescentes entre 15 e 17 anos (idade do ensino médio), a freqüência escolar cai para 82,1%. A situação econômica é um empecilho para os jovens seguiram no estudo: entre os 20% mais pobres, 76,3% seguem na escola; entre os 20% mais ricos, esse índice sobe para 93,6%.

Escola x emprego
A necessidade de ajudar na renda da família faz os jovens, tradicionalmente, abandonarem os estudos e procurarem um trabalho.

Antes de completar 18 anos, muitos já dividem estudo e trabalho. Mas o abandono do estudo começa a ficar mais evidente assim que a idade aumenta. Entre 18 e 19 anos, apenas 25,8% dos jovens têm como atividade exclusiva o estudo; no grupo de 20 a 24 anos, apenas 10,1%. Do outro lado, o número de jovens que apenas trabalham e não estudam é de 32,3% entre 18 e 19 anos e de 50,4% entre 20 e 24 anos.

Importante ressaltar que, entre 16 e 17 anos, o número dos que se mantém estudando cresceu desde 1997. Os que apenas trabalham com esta idade eram 16,5% naquele ano e agora são 10,2%; já aqueles que cuidam dos afazeres domésticos representavam 11,1%, mas caíram para 8,3% em 2007.

O estudo do IBGE revela que o abandono dos estudos para se dedicar ao trabalho nem sempre traz um bom retorno financeiro. "Quase 1/4 dos jovens de 16 a 24 anos de idade ganhava no máximo 1/2 salário mínimo. No Nordeste, 45,8% recebiam até 1/2 salário mínimo", afirma. Aqueles que ganhavam mais de um salário eram pouco menos da metade: apenas 49,7%. E estes valores não significam uma jornada de trabalho reduzida, já que 70,1% destes trabalhadores cumpriam jornadas de 40 horas ou mais por semana.

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26/10/2008 free counters

Ecuador embarga empresa brasileña


Redacción BBC Mundo

Rafael Correa, presidente de Ecuador
Correa tomó la medida en vísperas de un referendo para aprobar una nueva Constitución.
El presidente de Ecuador, Rafael Correa, ordenó al ejército que tome los bienes de la empresa de construcción brasileña Odebrecht por problemas en torno a la reparación de una planta hidroeléctrica

A los directivos de la corporación se les prohibió la salida del país.

La medida se toma en vísperas de que se efectúe un referendo para aprobar una nueva Constitución apoyada por Correa.

Se espera que el presidente gane por amplio margen la consulta del domingo que le dará amplios poderes y mayor control al ejecutivo sobre la economía.

Embargo

El presidente emitió un decreto para ordenar el embargo de los proyectos de Odebrecht, valorados en unos US$800 millones y que incluyen un pequeño aeropuerto regional, dos plantas hidroeléctricas, y obras de irrigación rural.

La militarización responde al cierre, por daños estructurales, del segundo embalse de Ecuador, construido por la empresa brasileña, un año después de inaugurado.

Pensamos que Odebrecht es una gran empresa, pero obviamente no podemos prejuzgar las quejas del gobierno de Ecuador
Celso Amorim, canciller de Brasil

Por medio del decreto, Correa declaró "la emergencia nacional, con el propósito de superar la emergencia provocada por el progresivo proceso de disminución de eficiencia en la prestación del servicio de energía eléctrica originado en la central hidroeléctrica".

El gobierno ecuatoriano exige una gran suma de dinero a Odebrecht por las pérdidas causadas por la paralización del embalse.

La prensa ecuatoriana informó la semana pasada que se había llegado a un acuerdo de compensación de casi US$30 millones, y que la empresa aceptó cubrir los costos de reparación.

El corresponsal de la BBC en Sao Paulo, Tim Hirsch, dice que no ha quedado claro qué fue lo que ocasionó la reacción del gobierno de Ecuador.

Buenas relaciones

Correa tiene buenas relaciones con Brasil, pero frecuentemente recurre a medidas nacionalistas para generar apoyo popular.

El canciller de Brasil, Celso Amorim, dijo en Nueva York - donde asiste a la Asamblea General de la ONU- que su país está monitoreando la situación.

Bruno Garcez, enviado especial de la BBC a Nueva York, informa que, en palabras de Amorim, el tema será "discutido y resuelto" en los próximos días.

"Pensamos que Odebrecht es una gran empresa, pero obviamente no podemos prejuzgar las quejas del gobierno de Ecuador", afirmó el canciller.

"Entendemos que Odebrecht ha hecho ofertas que nos parecen razonables, por lo menos a primera vista", concluyó.

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26/10/2008 free counters

Desarticulada una red pirata de televisión digital con 60.000 clientes


Se calcula que han ganado cerca de 500 millones.- Operaban en Alicante, Murcia y Almería con clientes británicos.- La operación se inicia a partir de una denuncia de Sogecable

AGENCIAS 24/09/2008


La Guardia Civil ha desarticulado una red internacional dedicada a la comercialización fraudulenta de señales de canales privados de televisión del Reino Unido. Se estima que la cantidad defraudada en la captación y distribución de señales de estos canales sin el pago de derechos ni impuestos puede rondar los 500 millones de euros. Se calcula que contaba con unos 60.000 abonados que pagaban 22 euros al mes por acceder al sistema de televisión de pago, o bien, cuotas anuales de entre 200 y 220 euros, dependiendo de los canales contratados.


Las investigaciones se iniciaron a raíz de la denuncia presentada por un representante legal de Sogecable, tras detectar que determinadas emisiones de canales británicos en Alicante incluían contenidos cuya titularidad de los derechos audiovisuales en nuestro país correspondía en exclusiva a dicha plataforma digital.

La operación, denominada 'CIMITARRA', ha sido llevada a cabo en las provincias de Alicante, Murcia y Almería. En la operación han sido detenidos 14 integrantes de la red -ocho españoles, tres británicos, un bileorruos, un rumano y

un ruso- y se han llevado a cabo 22 registros. La organización operaba de forma encubierta empleando tres empresas con cobertura legal. Adquirían los derechos de emisión de varios canales del Reino Unido para la distribución de la señal a suscriptores en territorio británico. La red desarticulada declaraba un número muy inferior de suscriptores a los que realmente tenía y además distribuía ilegalmente la señal en territorio español, sin disponer de los derechos para ello.

Tras investigar la infraestructura utilizada por la organización, se pudo comprobar que en una nave situada en un polígono industrial de Algorfa (Alicante) disponían de potentes antenas parabólicas y decodificadores, contratados en Reino Unido e Irlanda.

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26/10/2008 free counters

Chávez amplia su flota militar en su visita a China

El presidente venezolano anuncia en Pekín la compra de 24 aviones de entrenamiento y reconocimiento

AGENCIAS - Pekín - 24/09/2008


Segunda jornada de Chávez en China

El presidente de China, Hu Jitao, recibe a su homólogo venezolano, Hugo Chávez, en Pekín- EFE

El presidente venezolano, Hugo Chávez, ha anunciado hoy en Pekín la compra de aviones de "entrenamiento y reconocimiento" que "hacen mucha falta" a Venezuela. La transacción, sin embargo, no ha sido confirmada por el Gobierno chino, que recibe al venezolano en una visita que trata diversos temas, entre ellos, la firma de varios acuerdos petroleros.


    Hugo rafael Chávez Frías

    Hugo Chávez

    A FONDO

    Nacimiento:
    28-07-1954
    Lugar:
    (Sabaneta)
    Hu Jintao

    Hu Jintao

    A FONDO

    Nacimiento:
    23-07-1959
    Lugar:
    (Chongqing)

    Enlace Ver cobertura completa

    China

    China

    A FONDO

    Capital:
    Pekín.
    Gobierno:
    República comunista.
    Población:
    1,294,629,555 (2004)
    Venezuela

    Venezuela

    A FONDO

    Capital:
    Caracas.
    Gobierno:
    República.
    Población:
    26,414,815 (2008)

"Estamos negociando y acordando la compra", ha señalado el presidente venezolano al finalizar su encuentro y cena con el presidente chino, Hu Jintao. Chávez ha asegurado a los periodistas que la compra ya ha sido acordada, pero descartó dar detalles por no tenerlos "a la mano". De confirmarse, la transacción podría exasperar a Washington, contra quien intenta crear una alianza alternativa con enemigos de los Estados Unidos como Rusia, Cuba e Irán.

Hace unas semanas Chávez especificó que su visita a la capital china incluiría en su agenda la compra de 24 reactores de combate. Otras fuentes han señalado también su interés por sistemas de defensa anti-misiles y submarinos diésel, que probablemente negociará en Rusia, a donde viajará este jueves. El pasado lunes una flota rusa partió hacia Venezuela para llevar a cabo ejercicios militares conjuntos en noviembre y diciembre.

Más petróleo

La quinta visita de Chávez a China ha incluido la firma de acuerdos para que Venezuela, el quinto productor de crudo en el mundo, envíe a Pekín el 4% de su producción petrolera anual. Caracas aumentará sus actuales envíos de 250.000 barriles diarios hasta los 500.000 el año próximo.

Ambos gobiernos estudian la construcción de tres refinerías adicionales en suelo chino para enviar "hasta un millón de barriles" en 2012, lo que convertiría a Venezuela en el principal exportador de petróleo al país asiático, desbancando a Arabia Saudí.

Pekín explicó ayer que Venezuela era uno de los principales destinos de su inversión en América Latina, una inversión que hoy se duplicó hasta los 12.000 millones de dólares del fondo común entre ambos países, un 66,6% del cual lo aporta China. Este fondo está destinado a desarrollo e infraestructuras en Venezuela, como el sistema de riego diluvio El Palmar o los metros de Valencia y Maracaibo, entre otros.

Venezuela se arma

Chávez ha explicado que Venezuela cuenta con tres aviones Bronco ligeros de ataque de tecnología norteamericana, pero debido al bloqueo de Washington al traspaso de tecnología de defensa, no pueden mantenerlos ni repararlos. Además ha mencionado los Tucano brasileños, también de tecnología estadounidense. "Me vine a Pekín, me vine a Moscú, y allá tenemos nosotros ya un escuadrón mejores que los F-16", ha puntualizado.

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26/10/2008 free counters

El testigo clave del 'caso del maletín' dice que Chávez envió 5 millones de dólares a Cristina Fernández



El empresario Guido Antonini declara como testigo en el juicio por el llamado 'valijagate'.- Dice que no sabía de la existencia de ningún dinero y que la maleta no era suya

AGENCIAS - Miami - 24/09/2008


El juicio en Miami por el caso valijagate, sobre el hallazgo en el aeropuerto de Buenos Aires de una maleta con 800.000 dólares (546.000 euros) supuestamente destinados por el Gobierno venezolano a la campaña de la presidenta argentina, Cristina Fernández, ha vivido hoy un episodio clave. El empresario venezolano-estadounidense Guido Antonini, el hombre al que le fue intervenida la maleta, ha declarado que había otra maleta con 4,2 millones de dólares en el mismo vuelo en el que él fue sorprendido. Eleva, por tanto, a 5 millones de euros (3,41 millones de euros) el dinero que supuestamente envió Hugo Chávez a la campaña de la presidenta.



Antonini Wilson, principal testigo de la Fiscalía Federal de EE UU, ha comparecido hoy por vez primera en el juicio por el caso del maletín que se celebra en Miami. Antonini fue retenido en agosto de 2007 en el aeropuerto Jorge Newbery de Buenos Aires con una maleta que contenía 800.000 dólares. El dinero fue decomisado por los agentes de la aduana y el empresario marchó libre y viajó a Florida, donde reside. Posteriormente, la fiscalía estadounidense reveló que tenía pruebas de que el dinero procedía de la empresa estatal Petróleos de Venezuela SA y que su destino era la campaña electoral de Cristina Fernández, que posteriormente se convirtió en presidenta de Argentina.

Según su testimonio, Antonini se enteró posteriormente de la existencia de la segunda maleta, con 4,2 millones de dólares. Fue en una conversación en un hotel con Diego Uzcátegui Matheus, entonces gerente de PDVSA América, filial de la empresa estatal -el hijo de Uzcátegui, Daniel, viajaba en el mismo avión que Antonini. Según ha declarado, Uzcátegui le preguntó qué había sucedido en el aeropuerto y dónde estaba la otra maleta "con la plata". "¿Qué otra plata?", preguntó Antonini, a lo que Uzcátegui habría respondido que se refería a los 4,2 millones de dólares que iban en otro maletín.

Antonini ha declarado que desconocía la existencia del dinero, tanto el que había en la maleta que él portaba como el de la otra valija, y que cogió la maleta que se le interceptó sólo porque era la última pieza del equipaje cuando se bajaban del avión, sin conocer su contenido. "Ese dinero no era mío, no me pertenecía", ha dicho tajante. No obstante, en el momento de su retención en el aeropuerto, firmó u papel diciendo lo contrario, aunque, ha dicho, sólo lo hizo para que le soltaran rápidamente.

El caso del maletín, descubierto en agosto pasado y que ha enturbiado bastante las relaciones entre la Casa Blanca y la Rosada, salpicó al entonces presidente argentino, Néstor Kirchner -esposo de Cristina Fernández-, que destituyó a un Claudio Uberti, alto cargo de su Gobierno que viajaba en el avión. También el presidente venezolano, Hugo Chávez, se vio implicado y denunció que el caso era una "conspiración". Meses más tarde, en diciembre, el caso se complicó cuando el FBI detuvo en Miami a tres empresarios venezolanos (Moisés Maionica, Franklin Durán y Carlos Kauffmann) y un uruguayo (Rodolfo Wanseele), acusados de actuar en territorio estadounidense como agentes de Chávez para silenciar a Antonini.

Durante la vista, Antonini, ha evitado mirar a su compatriota Franklin Durán, presente como acusado y ha declarado que viajó en el ya célebre vuelo sólo por invitación de Claudio Uberti. Preguntado por el fiscal Thomas Mulvihill por la razón de la invitación, Antonini ha explicado que Uberti quería pulir con él detalles de un negocio en Argentina.

Al finalizar su primer día de testimonio, Antonini ha abandonado el tribunal en compañía de su abogada, Theresa Van Vliet, en medio de una nube de periodistas de Argentina, Estados Unidos y Venezuela. Antonini no afronta cargos en el juicio en Miami -sólo está acusado Kauffmann, ya que Maimonica y Durán se declararon culpables- pero en Argentina está acusado de lavado de dinero e intento de contrabando y se ha solicitado su extradición, mientras Venezuela dictó una orden para su captura

Tensión entre Washington y Buenos Aires

La maleta que enfrenta a EE UU y Argentina

Un escándalo de tráfico de dinero de Chávez para la presidenta Fernández arruina la relación con Washington

ALEJANDRO REBOSSIO - Buenos Aires - 22/09/2008


Las relaciones entre EE UU y Argentina están en un punto crítico y muy desgastadas por un supuesto caso de financiación irregular de la campaña de la presidenta Cristina Fernández, que, por si fuera poco, involucra también al presidente Hugo Chávez, el enemigo declarado de Washington en Suramérica. El caso se está juzgando en un tribunal en Miami y algunos de los imputados han declarado que Chávez envió 800.000 dólares (555.000 euros) para la campaña de Kirchner.

    Hugo rafael Chávez Frías

    Hugo Chávez

    A FONDO

    Nacimiento:
    28-07-1954
    Lugar:
    (Sabaneta)
    Cristina Fernández de Kirchner

    CRISTINA FERNÁNDEZ DE KIRCHNER

    A FONDO

    Nacimiento:
    19-02-1953
    Lugar:
    (La Plata, provincia de Buenos Aires)
    Argentina

    Argentina

    A FONDO

    Capital:
    Buenos Aires.
    Gobierno:
    República.
    Población:
    39,144,753 (2004)
    Estados Unidos

    Estados Unidos

    A FONDO

    Capital:
    Washington.
    Gobierno:
    República Federal.
    Población:
    290.000.000 (2004)

Venezuela insiste en que es un "caso preparado" por la Casa Blanca

EE UU defiende la independencia del juez de Miami que investiga el caso

El proceso ha irritado tanto al Gobierno argentino que la presidenta exigió al Congreso de Buenos Aires que condenara a EE UU por poner en marcha una "operación basura" para desprestigiarla. Desde que se produjo esta declaración, a principios de año, todo fue a peor entre la Casa Blanca y la Rosada.

El detonante del peor conflicto diplomático en décadas entre ambos países fue una maleta. Era el 4 de agosto de 2007. Faltaban menos de tres meses para las elecciones presidenciales de Argentina, en las que triunfó Cristina Fernández de Kirchner. Un avión alquilado por la petrolera estatal Energía Argentina SA (Enarsa) y procedente de Venezuela aterrizaba en Buenos Aires. Uno de sus pasajeros, un empresario venezolano que también tiene nacionalidad estadounidense, intentó introducir una maleta con unos 800.000 dólares sin declararlos en la aduana argentina. Pero lo pillaron.

En el vuelo venían el hijo del gerente de Petróleos de Venezuela (PDVSA) para las Américas, Daniel Uzcátegui; el encargado informal de los negocios con Venezuela, el argentino Claudio Uberti -hombre de confianza del ministro de Planificación kirchnerista, Julio de Vido-, y el empresario de doble nacionalidad Guido Alejandro Antonini Wilson.

Una joven policía, que meses después acabó en la portada de Playboy catapultada por la popularidad del asunto, pasó por el escáner los equipajes y observó algo raro en el de Antonini. El empresario le respondió que llevaba "libros y papelitos", pero la agente abrió la maleta y vio dinero. Había 790.550 dólares en efectivo. Antonini no fue detenido pese al intento de contrabando de dinero y, según testigos del caso, visitó ese mismo día la sede del Gobierno. El dinero quedó en manos de las autoridades argentinas pero Antonini salió del país y se refugió en su casa de Florida.

Cuatro días después del hallazgo del maletín, Chávez declaró que el caso había sido "preparado", y más tarde sus ministros hablaron de "conspiración", pero el entonces presidente argentino, Néstor Kirchner, reaccionó en plena campaña electoral diciendo que iba a combatir la corrupción y echó a Uberti por aceptar la petición de Daniel Uzcátegui de subir a Antonini al avión. Por presión de Kirchner, también renunció Diego Uzcátegui, padre de Daniel, de su puesto en PDVSA.

En diciembre, el caso del maletín se puso al rojo vivo cuando el FBI detuvo en Miami a tres empresarios venezolanos (Moisés Maionica, Franklin Durán y Carlos Kauffmann) y un uruguayo (Rodolfo Wanseele) acusados de actuar en territorio estadounidense como agentes encubiertos del Gobierno venezolano con la misión de silenciar a Antonini. El fiscal norteamericano Thomas Mulvihill difundió grabaciones del FBI de conversaciones entre los detenidos y Antonini que aseguraban que el dinero era para la campaña de Cristina Fernández. La revelación supuso un duro golpe en los primeros días de Gobierno de la presidenta Fernández, que arremetió contra Washington y advirtió de que no se dejaría presionar.

Entre enero y abril, tres de los detenidos en Miami (Maionica, Kauffmann y Wanseele) se declararon culpables y a principios de mes comenzó el juicio contra el otro supuesto espía detenido, Durán. Como testigo, Maionica declaró hace unas semanas que los Gobiernos de Argentina y Venezuela "habían acordado que el caso se cerrara para evitar que Antonini pudiera conversar sobre el verdadero destino del dinero decomisado". Desde Caracas, el presidente Chávez tachó de "traidor" a Maionica.

El FBI también difundió una grabación en la que Antonini dice que el maletín no era suyo, sino del ex funcionario argentino Uberti y en la que se escucha a Durán amenazarlo: "Si no gana [las elecciones] Cristina [porque se difunde el destino del dinero], te van a pegar duro".

En Argentina, el jefe de Gabinete de Fernández, Sergio Massa, contraatacó hace 10 días diciendo que Antonini era un "delincuente" y reclamó a EE UU su extradición. El Ministerio de Exteriores argentino emitió un comunicado acusando de operaciones "políticas" a la justicia norteamericana y al FBI. El secretario de Estado de EE UU para Latinoamérica, Tom Shannon, reaccionó de inmediato contra Argentina y defendió "la independencia judicial".

Mañana está previsto que declare Antonini en Miami. Este momento clave del juicio coincidirá con la visita de la presidenta Fernández a Nueva York con motivo de la Asamblea General de la ONU. La diplomacia bonaerense trabaja a contrarreloj para evitarle un disgusto a la presidenta, pero será difícil.

Las fechas cruciales del 'valijagate'

- Agosto de 2007.

Un hombre con nacionalidad venezolana y estadounidense, Guido Antonini, es detenido en un aeropuerto de Buenos Aires al intentar introducir ilegalmente 800.000 dólares. Presuntamente, el dinero había sido enviado por el Gobierno venezolano para financiar la campaña electoral de la presidenta argentina, Cristina Fernández. Antonini queda libre y se refugia en Miami.

- Diciembre de 2007.

Tres venezolanos y un uruguayo son detenidos en Florida acusados de ser agentes del Gobierno de Caracas. Presuntamente, estos hombres fueron enviados para impedir que Antonini involucrara a los Ejecutivos venezolano y argentino en el escándalo. Guido Antonini ya había decidido colaborar con la justicia estadounidense y graba sus conversaciones con estas personas. El 19 de diciembre, el Congreso argentino, controlado por el kirchnerismo, aprueba una resolución de "repudio al agravio provocado a la nación y a su presidenta" por Estados Unidos.

- Enero-abril de 2008.

Tres de los implicados, los venezolanos Moisés Maionica y Carlos Kaufmann y el uruguayo Rodolfo Wanselee, se declaran culpables de los cargos que le imputa la fiscalía estadounidense. El cuarto, Franklin Durán, decide afrontar el juicio.

- Septiembre de 2008.

Comienza el juicio en Florida. Maionica declara que los Gobiernos de Argentina y Venezuela habían pactado cómo cerrar el aso con la mayor discreción. Chávez acusa a Maionica de "traidor". El siguiente paso es la declaración de Antonini, prevista para este martes.


Guido Antonini, de implicado a testigo clave contra Caracas

ALFREDO MEZA - Caracas - 22/09/2008


El nombre de Guido Alejandro Antonini Wilson no significaba nada para los venezolanos antes de que en agosto de 2007 fuera sorprendido en un aeropuerto de Buenos Aires intentando introducir ilegalmente casi 800.000 dólares en efectivo en un maletín. En Venezuela rige un estricto control de cambio que impide a sus ciudadanos adquirir divisas libremente y gastar en viajes más de 5.000 dólares anuales. En Argentina, el pasajero debe declarar si lleva más de 10.000 dólares en efectivo.

    Venezuela

    Venezuela

    A FONDO

    Capital:
    Caracas.
    Gobierno:
    República.
    Población:
    26,414,815 (2008)
    Estados Unidos

    Estados Unidos

    A FONDO

    Capital:
    Washington.
    Gobierno:
    República Federal.
    Población:
    290.000.000 (2004)
    Argentina

    Argentina

    A FONDO

    Capital:
    Buenos Aires.
    Gobierno:
    República.
    Población:
    39,144,753 (2004)

Antonini representa a la 'boliburguesía' que se enriqueció con el chavismo

El escándalo, bautizado valijagate, ocupó las primeras páginas de los diarios argentinos y venezolanos y Antonini se hizo famoso. Poco acostumbrado a los flases, Antonini se refugió en su casa de Miami a esperar que amainara el escándalo. Pero, poco a poco, los detalles de su vida comenzaron a revelarse: viajaba por negocios por toda Latinoamérica, es hijo de un próspero comerciante asentado en La Victoria, en el centro de Venezuela, y ha corrido varias carreras de coches exclusivas de la jet-set.

No era un multimillonario, pero vivía muy bien. Su casa, valorada en un millón de dólares, está en una de las áreas más ricas de Florida. Podía vivir así porque en los últimos años había ganado mucho dinero. Fue, por ejemplo, intermediario en la compra por parte del Gobierno de Chávez de la empresa uruguaya Umissa Kits de viviendas prefabricadas para paliar el déficit habitacional de Venezuela.

Antonini supo aprovechar las oportunidades que otros escrupulosos empresarios dejaron pasar y jamás se le escuchó opinar sobre la gestión chavista. Su discreción le abrió muchas puertas y su fortuna se hizo más abultada.

Antonini ha representado como nadie a los boliburgueses, un término con el que los antichavistas califican a todos los hombres de negocios que se han hecho millonarios durante el decenio de Hugo Chávez en el poder. A este grupo pertenecen los venezolanos que hoy están en el banquillo en Miami, en el juicio relacionado con la maleta incautada en Argentina. Son Moisés Maionica, Carlos Kauffmann y Franklin Durán.

Maionica, un abogado de empresas de 36 años, y Kauffmann, dueño de la petrolera Venoco, se declararon culpables de actuar como agentes de Venezuela en Estados Unidos. Durán es el único que decidió enfrentar las consecuencias del juicio. Los tres, según sostiene la fiscalía estadounidense, fueron enviados a Florida por el Gobierno venezolano para callar a Antonini. La operación, según se desprende de los documentos expuestos en el juicio, contaba con la venia del Gobierno del ex presidente Néstor Kirchner (esposo de la actual presidenta Cristina Fernández), quien prometió enterrar el caso siempre que Antonini, de tener que enfrentar un proceso, lo hiciera en Argentina. La petrolera estatal venezolana, PDVSA, pagó los gastos relacionados con la operación.

Todos esos intríngulis quedaron al descubierto porque Antonini, temeroso de las consecuencias que el valijagate tuviera en Estados Unidos, decidió colaborar con el FBI en la investigación y grabó todas las reuniones que mantuvo con los enviados de Chávez. Son 220 cintas. En una de ellas, por ejemplo, el funcionario del Estado venezolano Franklin Durán cuenta cómo hizo su fortuna: "Especulé con papeles [bonos de deuda pública]. Compramos papeles al 43% de su valor, a 700 bolívares por dólar. Un banco, BanCoro, nos prestó 9,5 millones de dólares para adquirirlos. Y los vendimos a 3.300 bolívares el dólar, al 110% de su valor. Estaba Tobías Nóbrega de ministro de Finanzas. (...) Nosotros pusimos sólo 500.000 dólares y nos ganamos 100 millones. Así nos hicimos ricos".

Maionica, en cambio, vendió al Consejo Nacional Electoral en 2004 un sistema de identificación biométrica por casi 54 millones de dólares. Obtuvo una jugosa comisión, pero también la amistad del entonces presidente de la Junta Nacional Electoral, Jorge Rodríguez, quien era el vicepresidente de Venezuela cuando estalló el escándalo del maletín. Hoy Maionica aspira a permanecer en Estados Unidos una vez que sea sentenciado. Ha puesto al descubierto demasiados desaguisados como para regresar a Venezuela.

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26/10/2008 free counters

O personagem de Fábio Assunção


Conheça Heitor



O personagem de Fábio Assunção é um homem romântico, apaixonado pela ex-mulher, Lívia (Grazi Massafera).

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26/10/2008 free counters

Políticos envolvidos em escândalos tentam 'volta por baixo' e se candidatam a vereador


Publicada em 24/09/2008 às 11h40m

Fabrício Calado Moreira e João Carlos Moreira, Diário de S.Paulo

SÃO PAULO - Ex-deputados federais envolvidos em escândalos e que não conseguiram se reeleger tentam retornar à política em um cargo menor. Os petistas Luiz Carlos da Silva, o Professor Luizinho, de Santo André, e Angela Guadagnin, de São José dos Campos. Ex-deputados federais, os dois se viram envolvidos no caso do mensalão e não conseguiram a reeleição nas eleições de 2006.

Angela não fazia parte do esquema que destinava dinheiro a parlamentares aliados do governo Lula. O que pesou contra ela foi a coreografia que fez no plenário da Câmara, ao comemorar a absolvição do mensaleiro João Magno (PT-MG).

Três anos depois da performance conhecida como a "dança da pizza", ela faz uma campanha discreta para tentar se eleger vereadora em São José dos Campos, onde obteve 15 mil votos em 2006. Angela fala pouco com a imprensa e centra o corpo a corpo principalmente junto aos servidores públicos.

Já o Professor Luizinho teve a cassação recomendada, mas se livrou em plenário da acusação de receber R$ 20 mil do mensalão. Segundo Luiz Turco, coordenador de sua campanha a vereador em Santo André, o assunto não é lembrado na disputa eleitoral. "A campanha está bem, bastante tranqüila", diz.

Cassado tenta retorno

Primeiro vereador cassado na Câmara, Vicente Viscome ficou preso de 1999 a 2005, por envolvimento na Máfia dos Fiscais. Livre, ele se diz vítima de armação. "Fui injustiçado, o povo acha isso e tenho certeza que as urnas vão mostrar", afirma Viscome, que concorre a vereador pelo PT do B.

Se eleito, promete fiscalizar as secretarias que recebem verba do Executivo e quer apresentar projeto de lei para construção de casas para os guardas civis municipais.

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26/10/2008 free counters

Equador ameaça não pagar BNDES após expulsar Odebrecht

_América Latina

quarta-feira, 24 de setembro de 2008, 12:31 | Online




Presidente afirma que empréstimo foi dado à empresa para obras, mas aparece como dívida equatoriana

Agências internacionais


QUITO - O presidente do Equador disse nesta quarta-feira, 24, que está avaliando se deve ou não pagar o empréstimo de cerca de US$ 200 milhões, concedido pelo banco estatal brasileiro BNDES, relacionado à construtora Odebrecht, companhia que ele expulsou do país na terça. Correa ordenou que a Odebrecht suspendesse as operações no Equador e enviou tropas militares para confiscar o terreno ocupado pela construtora, onde estão sendo desenvolvidos projetos no valor de US$ 800 milhões.



O presidente equatoriano afirmou que revisou na noite de terça-feira o relatório final das principais dívidas externas do país com a finalidade de determinar quais empréstimos serão quitados. "Nós estamos pensando seriamente em não pagar o crédito do BNDES, o Banco de Desenvolvimento do Brasil, que foi concedido através da Odebrecht para construção da hidrelétrica San Francisco", declarou Correa durante entrevista televisiva. A quantia de quase US$ 200 milhões tem "inúmeras irregularidades... o dinheiro foi dado à companhia, mas aparece como um empréstimo do Brasil ao Equador".

Desde que assumiu a Presidência em janeiro de 2007, Correa tem preocupado investidores com a ameaça de não pagar alguns débitos estrangeiros que ele considera que foram estabelecidos sob termos injustos por governos anteriores. O presidente equatoriano normalmente aprecia bons relacionamentos diplomáticos com o vizinho Brasil, mas freqüentemente utiliza medidas nacionalistas para fomentar suporte interno. Ele enfrenta um referendo no próximo domingo sobre a nova constituição que, se aprovada, pode intensificar seus poderes sob as instituições econômicas e políticas do país.

Os projetos da construtora no Equador incluem um pequeno aeroporto regional, a instalação de duas hidrelétricas e um projeto de irrigação rural. Correa ordenou, por meio de um decreto, o embargo dos bens da empresa brasileira Odebrecht e proibiu que funcionários da empresa deixem o país. Segundo a BBC, o ministro de Setores Estratégicos, Derlis Palacios, disse que a medida significa a expulsão da empresa do país. "Sim, é uma expulsão", afirmou Palacios, ao ser questionado sobre o alcance da medida do presidente equatoriano.

Correa ordenou a militarização imediata das obras que estão sob responsabilidade da Odebrecht, entre elas uma outra hidrelétrica, uma rodovia e um aeroporto. O governo equatoriano exige o pagamento de uma indenização por parte da empresa devido a falhas no funcionamento e da posterior paralisação da central hidrelétrica San Francisco, construída pela empreiteira.

De acordo com o governo, a San Francisco apresentou falhas e deixou de funcionar um ano depois de serem concluídas as obras. A hidrelétrica é a segunda maior do país e sua paralisação estaria colocando em risco o abastecimento de energia no Equador. Por meio do decreto, Correa declarou "emergência nacional" para prevenir uma diminuição dos serviços de energia e para "evitar um estado de comoção interna diante da possibilidade de apagões de luz generalizados no território nacional", diz o texto. A hidrelétrica está fechada desde 6 de junho, quando técnicos apontaram erros estruturais na obr

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26/10/2008 free counters

As contas do marido de Marta Suplicy


A paixão que abala o PT
Marta Suplicy assume o namoro com Luiz Favre na
frente de 380 pessoas em teatro em São Paulo e o
romance vira drama político dentro do PT

Neuza Sanches

Beto Tchernobiscky / Jayme de Carvalho Jr

Com um tailleur preto de verniz prensado, ela corre em direção a uma amiga como se fosse uma adolescente: “Querida! Estou aqui pra ver o seu trabalho”, diz. “Este é o Luiz”, completou, apresentando o novo namorado. A protagonista da cena é a prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, 56 anos. Ela e seu novo gatão, o argentino Luiz Favre, 51 anos, foram no domingo 12 às 18h30, ao Teatro Renaissance, no bairro nobre dos Jardins, em São Paulo. A amiga prestigiada é Leilah Assumpção, responsável pelo texto da peça Intimidade Indecente, com Irene Ravache e Marcos Caruso. Depois de ser apresentada a Favre, Leilah lembrou a Marta: “Eu o conheço da sua campanha a prefeitura”.

Foi assim que Marta Suplicy assumiu publicamente que tem um novo amor. Com ela estavam também a amiga Cosette Alves, com o marido João Sayad, secretário da Fazenda de São Paulo. Sentou-se entre Cosette e Favre na quarta fileira do centro do teatro com 380 lugares. E não hesitou em mostrar que estava bem acompanhada. Pelo contrário. O casal ficou várias vezes de mãos dadas e trocou frases-relâmpago, um no ouvido do outro, durante o espetáculo. Marta não escondia sua felicidade. Na fileira da frente estavam Mônica Montoro e sua mãe, Lucy Montoro. Assim que a filha e a mulher do falecido governador de São Paulo Franco Montoro chegaram ao local, Marta fez questão de cumprimentá-las. “Chegamos momentos antes de começar a peça e só deu tempo para os cumprimentos. No final, perguntei se ela tinha gostado e a Marta respondeu que sim”, conta Mônica Montoro.

Marta adorou a peça, que fala do amor na maturidade e dos momentos de crise, encontros e desencontros nessa fase. Assim que as cortinas se fecharam e as luzes da platéia iluminaram o público, Marta e seus acompanhantes seguiram para os bastidores. Queriam cumprimentar os protagonistas.

“O romance foi uma surpresa pra mim e acho que a Marta teve
coragem em tomar essa decisão. Espero que tudo dê certo para eles’’
Esther Grossi, deputada federal do PT e amiga da prefeita







João Mussolim
A socialite Cosette Alves, João Sayad, Favre e Leilah (da esq. para a dir.). Todos conversaram depois da peça durante 20 minutos sobre o que o casal de namorados mais gostou do que viram na ribalta

“Adorei a cena em que a Irene Ravache descreve o órgão sexual feminino. O texto trata tudo com respeito e orgulho”, observou Marta, sexóloga e autora de 12 livros, em conversa com Leilah, Ravache e Caruso no camarim. Favre, porém, limitou-se aos cumprimentos formais. Entre sorrisos, improvisou uma frase a Leilah Assumpção: “A peça é boa, gostei muito”.
Marta Suplicy curte sua faceta solteira. Afinal, saiu da casa dos pais aos 19 anos para se casar e só agora, 36 anos mais tarde, experimenta a sensação de estar sozinha. Mora hoje numa casa alugada por R$ 4 mil por mês na rua Campo Verde, nos Jardins, desde que deixou há 24 semanas o lar onde mora sua família. Já tem hábitos como o de deixar sua bolsa e pasta de executiva com papelada da prefeitura na sala de estar, ir para seu quarto e se jogar na cama com a satisfação de quem encerrou um dia de batente e terá a noite inteira para aproveitar.

Às amigas mais afoitas em acompanhar a nova vida da prefeita, Marta deixa claro que não tem intenção de se casar tão cedo. “Ela quer aproveitar a nova vida que tem”, afirma Leilah. “O casamento não faz parte de seus planos”, garante a amiga. “Ela está feliz solteira”, concorda outra amiga que não quis se identificar. O fato é que Marta não tem pressa. Ainda não definiu quem será o advogado que lidará com a burocracia do divórcio. Já pediu alguns palpites para o filho André, com formação acadêmica em Direito. Não decidiu também se voltará a usar o nome de solteira, Marta Tereza Smith de Vasconcellos. Há tempo para resolver. Pela lei brasileira, seu divórcio poderá sair em dois anos, prazo mínimo de separação geográfica do casal, estabelecido pela Justiça.

ABALO POLÍTICO Favre morava havia mais de uma década em Paris, quando Marta se candidatou à prefeitura. Por indicação de Luiz Inácio Lula da Silva, ele organizou uma viagem da petista para a França. Nesse encontro, aproximou-se da candidata e de seu marido, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP). Mas a amizade com Marta se estreitou no primeiro turno da eleição passada. Durante a campanha, a morte da irmã Irene, que teve câncer e foi a Paris para ser operada, os aproximou ainda mais. Favre, que estava em Paris, deu todo apoio à família.

“Ela quer aproveitar a vida de solteira.
O casamento não faz parte de seus planos’’
Leilah Assumpção, escritora e amiga de Marta Suplicy




João Mussolim
Leilah Assumpção (à esq.), Irene Ravache (ao centro) e Marta Suplicy: a prefeita de São Paulo levou seu namorado Luiz Favre ao camarim da atriz para dar os cumprimentos e apresentá-lo aos artistas




No decorrer da campanha, ele ainda se ofereceu para ajudar Marta. Ela aceitou. Veio, então, para o Brasil. E acabou se hospedando na casa do casal Suplicy. Por lá, ele ficou alguns meses. A aproximação dos dois foi acompanhada de perto pelos três filhos de Marta – Eduardo, o Supla, 35, André, 31, e João, 26 anos –, que não engoliram a amizade entre Marta e Favre e muito menos o fato de ver o pai, Eduardo, se retorcendo de ciúmes. Supla chegou a ameaçar sair de casa, caso Favre não deixasse de morar lá. Favre se mudou, então, para o apartamento da irmã falecida de Marta, em Pinheiros, hoje fechado. “Eu sabia que ele tinha ido morar no apartamento da irmã de Marta”, conta Suplicy à Gente.

“Eu sabia que ele tinha ido morar no apartamento da irmã de Marta’’
Eduardo Suplicy, sobre Favre, que morou ano passado
no apartamento de Irene, irmã falecida da prefeita

De lá, Luiz Favre só saiu quando voltou à terra de François Mitterrand com a vitória de Marta nas eleições. Só retornou ao Brasil na sua posse, em janeiro, acompanhado da mulher Sophia e do filho de seis anos. “Conversei longamente com ela e com a criança em francês durante a posse”, lembra a deputada Esther Grossi (PT-RS). “O romance foi uma surpresa pra mim e acho que a Marta teve coragem em tomar essa decisão. Espero que tudo dê certo para eles.” Mas o namoro entre Marta e Favre ficou evidente aos olhos de Eduardo Suplicy em 6 de abril. Naquela sexta-feira, Marta, Lula e o presidente da legenda, José Dirceu, foram se encontrar com o primeiro-ministro socialista Lionel Jospin, em sua visita ao Brasil. Houve uma recepção na casa de Marta e Suplicy. Mas, ao lado de Marta, o anfitrião foi Favre.


Jayme de Carvalho Jr
Lula e Marta: os dois buscaram conselhos dentro do PT para saber o que cada um deveria fazer diante do namoro. Marta assumiu e Lula se calou

A partir daí Suplicy tornou público seu sofrimento pessoal em entrevistas a jornais, revistas, rádios e televisão. Foi então que a separação do casal se transformou num drama político dentro do PT. José Dirceu, presidente nacional do partido, e Lula chegaram a consultar advogados para saber o que fazer nessa situação. Marta fez o mesmo. Há três semanas, ela conversou com o ex-marido Suplicy e comunicou aos filhos que estava apaixonada. Falou também com os caciques do PT. “Não sou padre e nem juiz de paz para ser comunicado de um casamento. Não tenho que ser comunicado sobre a vida pessoal de uma mulher de 56 anos”, desconversa Lula. O discurso orquestrado, pouco comum aos componentes do PT, contaminou a cúpula do partido, que tenta a todo custo acabar com o imbróglio para poupar Lula. “Eu não falo sobre a vida pessoal”, afirma José Dirceu. Da mesma opinião compartilha o deputado José Genoíno: “De vida pessoal de Marta e Favre eu não tenho nada a dizer”.

Luiz Favre é o codinome de Felipe Warmus, desde os
tempos de militância clandestina nos anos 70




Jjayme de Carvalho Jr
José Dirceu e Favre em jantar na casa de Marta Suplicy, na segunda-feira 6, com a presença do compositor e cantor Zezé Di Camargo: tudo estava preparado para apresentar Favre como namorado, mas Marta decidiu esperar um pouco mais.

Se o casamento sair no ano que vem, Marta será a quinta mulher de Favre. Ele tem quatro filhos e já foi casado com as francesas Sophia e Marie, a norte-americana Alexandra e a brasileira Marília Andrade, uma das herdeiras da empreiteira Andrade Gutierrez e que já foi uma das donas do jornal Gazeta de Pinheiros. Com ela, escreveu um livro, pela extinta editora Busca Vida, contra a burocracia chinesa e sobre o massacre na Praça da Paz Celestial. Luiz Favre é gráfico e consultor de empresas em Paris, assessorando companhias de informática e de lixo. Seu nome, porém, não é o de nascimento. É um codinome adotado na militância clandestina da década de 70. Apesar de Marta tratá-lo como Luiz, ele é Felipe Warmus. Nasceu num subúrbio argentino e é filho de judeus pobres, que viveram em cortiço. Warmus existiu menos de duas décadas, quando surgiu Favre, militante estudantil em Buenos Aires. Por conta disso, ele teve de fugir de lá e interromper os estudos para não ser preso. Foi para Paris com o nome de guerra e assim permaneceu.

Favre é um militante político de carteirinha. Já morou em São Paulo, na década de 80. Freqüentava a organização clandestina Liberdade e Luta (Libelu), de orientação trotskista. Foi nessa época que ele conheceu Lula, então líder do movimento grevista no ABC Paulista. Foi ex-membro da Organização Comunista Internacionalista, na França, e queria reativar a IV Internacional Socialista, desmontada com a morte de Leon Trotsky (1879-1940).

Favre nasceu num subúrbio argentino e viveu em cortiço.
Hoje é gráfico e consultor de empresas em Paris

Hoje, Favre se distanciou da política. Está distante também da militância petista. Apesar de ser identificado como assessor de relações exteriores do PT e um ávido colaborador da Secretaria de Relações Internacionais do partido, dirigida pelo deputado Aloízio Mercadante (PT-SP), um dirigente nacional informa que Favre não tem ligação oficial alguma com o PT há mais de 12 anos, quando foi membro da Secretaria. O namorado argentino de Marta dá palpites aqui e ali, sem remuneração alguma do partido, como fez na campanha da prefeita de São Paulo. “Ele não tem nada a ver com o diretório nacional do PT há mais de uma década”, afirma Marcus Sokol, um dos dirigentes petistas e candidato ao cargo de José Dirceu. O fato é que o governo petista da maior cidade do País tem, cada vez mais, algo a ver com o gatão da Marta.

Com Liane Faccio, de São Paulo, e Cecília Maia, de Brasília

O desejo, segundo Marta

Quando a mulher perde o desejo sexual pelo marido que a desapontou, a resposta sexual não pode ocorrer. (...) É bom chamar a atenção para a capacidade, extraordinária, que as pessoas têm de se aterem ao ruim. Não se permitir viver uma experiência nova, ou algo que não seja desagradável.

À medida que o casal vai descobrindo que possui valores similares em áreas importantes, vão-se desenvolvendo sentimentos muito mais fortes um pelo outro do que só da atração.

Pode ocorrer quando um homem não se valoriza, não tem amor por si mesmo, procurar uma mulher para, através da identificação projetiva, colocar nela este não gostar de si. Ele projeta seu lado negativo nela.

Para se viver uma situação de amor é preciso existir um ego mais desenvolvido, que tenha relação com todas as partes do objeto, boas e más. Em pessoas com esse desenvolvimento, o objeto continua bom, apesar de frustrador. Permite ver o outro com falhas e necessitando de cuidados; o outro não é visto como alguém para ser usado: objeto descartável.


Marido de Marta Suplicy tem privilégios em aeroporto brasileiro

Na última quinta-feira (31-01-08), todos os passageiros do vôo da TAP que chegava ao Brasil, vindo de Lisboa, puderam constatar os privilégios que desfruta a ministra do Turismo, Marta Suplicy (PT-SP). Logo na aterrissagem do avião, uma das assessoras de Marta Suplicy (ela viajou acompanhada por três delas) sacou do celular, falou ao telefone e comunicou a Marta que o argentino Felipe Belisario Wermus, vulgo Luis Favre, seu marido, estava no “finger” (a passarela sanfona que liga o avião à ala de desembarque internacional). A assessora não procurou ser discreta, falou alto, de modo a ser ouvida por todos os passageiros do entorno. Na ala internacional só podem entrar passageiros e policiais federais e da Receita Federal.

Como Felipe Belisario Wermus não é sequer brasileiro, quanto menos policial federal ou agente da Receita Federal, como conseguiu se intrometer na ala internacional e ir até o “finger” para recepcionar Marta Suplicy. É mais um caso de privilégio inexplicável no Brasil, e neste caso concedido a um estrangeiro.


As contas do marido de Marta Suplicy em Cayman

Dicionário Jurídico:


Dica: clique duas vezes na palavra para buscar sua definição


Correio Forense - 18 de Julho de 2008

Felipe Belisario Wermus, argentino por nascimento e cidadão francês por adoção, é personagem central das eleições para a Prefeitura de São Paulo. Você o conhece, prezado leitor, mas por outro nome Luís Favre -codinome pelo qual Felipe é chamado nos bastidores da esquerda brasileira. Companheiro da candidata do PT à prefeitura, Marta Suplicy, Favre é seu braço direito, melhor amigo, amado, confidente, conselheiro-chefe, estrategista-mor, tesoureiro-oculto. Favre é o principal baluarte de Marta. É também seu ponto mais fraco.


A Polícia Federal e o Ministério Público de São Paulo têm informações explosivas sobre o companheiro de Marta Suplicy. A suspeita é a de que um senhor chamado Felipe Belisário Wermus seria o principal elo entre o PT e um esquema internacional de arrecadação de dinheiro a partir dos serviços de coleta de lixo nas capitais brasileiras. Esse esquema teria funcionado em prefeituras controladas pelo PT, como São Bernardo, Belo Horizonte, Brasília, Goiânia, Campinas e São Paulo. A Vega, multinacional francesa de serviços, seria o elo empresarial do esquema.

A PF suspeita que a Vega controle um grupo de empreiteiras que ganham licitações superfaturadas para a coleta de lixo. Em média, 10% de superfaturamento, sendo 5% para as empreiteiras, e 5% para o caixa do PT. Esse dinheiro era todo repassado ao doleiro Toninho da Barcelona, que o depositava em contas em paraísos fiscais controladas por um tal Felipe Belisario Wermus. Esse dinheiro voltava ao Brasil também por intermédio de Barcelona.

As autoridades têm os bancos e os números das contas no exterior, publicadas abaixo. O esquema teria sido montado antes da eleição presidencial de 2002. Se Delúbio Soares e Marcos Valério montaram o Caixa Dois do PT no governo Lula, estamos diante da suspeita de que Luís Favre, hoje favorito para se tornar o primeiro-companheiro de São Paulo, caso Marta seja eleita, tenha montado o Caixa Zero.

Vamos aos fatos:

A PRISÃO DE DOLEIRO

Foi doleiro Antônio Oliveira Claramunt, o Toninho da Barcelona, quem começou a revelar essa história. Ele foi preso em 2004, numa daquelas operações da Polícia Federal de caça-doleiros, a Farol da Colina. Revelou que trocou dólares por reais, entre 1998 e 2002, para diversos dirigentes petistas, entre eles o deputado federal José Dirceu, então presidente do partido. Que fez remessas de dólares para inúmeros empresários e figurões paulistas, como o advogado Márcio Thomaz Bastos (ministro da Justiça por ocasião da sua prisão). E prometeu fazer revelações sobre o assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel, do PT, e o suposto esquema de cobrança de propina de empresas de ônibus da cidade.

Em seguida Claramunt pediu proteção de vida à PF e silenciou, aguardando pela negociação de uma delação premiada para o Ministério Público. Eis que estoura um caso bem maior, o do mensalão de Dirceu, Delúbio e Marcos Valério. E Claramunt fica meio esquecido numa cela da PF em São Paulo. E a cada dia que passa, é tomado pelo medo de ser vítima de uma queima de arquivo.

Foi nesse contexto que Claramunt se abre com seu companheiro de cárcere. Ato contínuo, escreve cartas para sua mulher, em hebraico (ele é judeu), revelando tudo o que sabia do esquema do lixo do PT. E fornecendo, inclusive, os números de duas contas que Felipe Belisário Wermus mantinha em paraísos fiscais.

MEMÓRIAS DO CÁRCERE

Evaldo Rui Vicentini era o companheiro de cárcere de Antônio Claramunt. Velho militante comunista, ex- tesoureiro do PCB (hoje PPS) em São Paulo, Vicentini fora preso sob a acusação de participar de um outro esquema de evasão de divisas. Se diz inocente. Ele acabou se transformando no principal confidente do doleiro. Conversei com Vicentini logo depois que ele saiu da cadeia, em 2005. Ele me revelou uma história escabrosa sobre o companheiro de Marta Suplicy. Mas como na ocasião ele não tinha documentos, só o testemunho oral, meu chefe na revista IstoÉ, onde eu trabalhava, preferiu não publicar. Eis os principais pontos da história contada por Claramunt a Vicentini:

a) Claramunt enviava dinheiro do Caixa Dois do PT para paraísos fiscais no exterior. O contato dele no Brasil era Luis Favre. Ele criou duas contas no exterior para Favre, ambas com seu nome verdadeiro, Felipe Belisário Wermus. O dinheiro era repassado para o Trade Link Bank, agência Miami, e de lá repassado a Wermus.

b) Esse dinheiro vinha de superfaturamento da coleta de lixo em prefeituras administradas pelo PT. O superfaturamento era de 10%, metade para o PT, metade para as empreiteiras. Vicentini citou na ocasião as prefeituras de São Bernardo, São Paulo, Belo Horizonte, Goiânia, Recife, e Brasília, todas petistas (Brasília não é prefeitura mas, no caso da coleta de lixo, funciona como se fosse).

c) Uma empresa francesa, a Vega (que chegou ao Brasil com o nome de Vega Sopave), era a chefe do esquema. Todas as concorrências dessas prefeituras do PT eram vencidas ou pela Vega ou por um consórcio de empresas laranjas da Vega.

d) A Veja Ambientales, holding latino-americana da Vega no Brasil e que pertence ao grupo franco-argentino Arcelor, tem sede no Uruguai. É administrada por uma empresa chamada Pozadas, Pozadas & Vecino. O procurador da Vega Ambientales é o Sr. Jorge Altamira. Mais uma coincidência: Jorge Altamira é o codinome de Saul Belisario Wermus, irmão de Favre, e conhecido dirigente de uma facção trotsquista argentina fundada por J.Posadas.

Vicentini também revelou essa história, em detalhes, a uma companheira de partido, a deputada Denise Frossard, PPS-RJ, que a repassou para o Ministério Público.

CARTAS DO DOLEIRO À MULHER

Em agosto de 2005, quando o escândalo do mensalão estava em seu ápice, os repórteres Ugo Braga e Lúcio Lambranho, do Correio Braziliense, publicaram uma reportagem relevante, Os dois descobriram que, além de fazer confidências ao companheiro de cárcere, Antônio Claramunt enviou uma série de cartas e bilhetes à sua mulher Patrícia, todas em hebraico, que compunham um precioso mosaico. Os repórteres conversaram com os guardiões das correspondências, que deveriam ser reveladas caso o doleiro fosse assassinado. Na época, em meio a dólares em cuecas, a matéria acabou não chamando a atenção. Eis as principais informações:

1) O esquema começava com a cobrança de propinas ou superfaturamento de contratos, como os de coleta de lixo ou obras públicas, nas cidades administradas pelo PT -Santo André, Campinas, Ribeirão Preto, São Paulo, Recife, Porto Alegre. E cresceu a partir de 2003 com operações nos fundos de pensão ligados às empresas estatais.

2) O dinheiro dado "por fora" ao partido era encoberto com a emissão de notas fiscais frias de empresas ligadas ao esquema -Avencar Turismo Ltda., KLT Agência de Viagens, Appolo Câmbio e Lumina Empreendimentos Ltda. São as mais citadas.

3) Estas notas eram entregues pelos doleiros -além de Toninho Barcelona faziam parte Raul Henrique Sraur e Richard André Waterloo -às empresas achacadas, que com elas poderiam justificar a saída contábil da propina de seus caixas mundo afora. A partir daí, iniciava-se uma cadeia financeira que podia ser percorrida ao longo de um único dia -operações chamadas day trade -via computadores de quem a operava. No máximo, começava num dia e acabava no outro. Geralmente o dinheiro da propina era arrecadado em espécie.

4) Os reais eram depositados pelo então tesoureiro do partido, Delúbio Soares, receptor de toda a bolada, nas contas de laranjas dos doleiros. Que de pronto disparavam ordens de pagamento no exterior. No caso do PT, eles criaram uma trilha própria. Usavam duas empresas off-shores, chamadas Lisco Oversears e Miro Ltd., para mandar dinheiro de contas numeradas respectivamente no JP Morgan e no Citibank, ambos de Nova York.

5) Debitado da Lisco e da Miro, a bolada seguia para uma conta corrente da Naston Incorporation Ltd., off-shore sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, paraíso fiscal caribenho. A Naston é uma sociedade célebre entre doleiros, pois pertence a Barcelona e a Alberto Youssef, dois dos mais conhecidos do mercado.

AS CONTAS NUMERADAS DE FAVRE

6) Da offshore Naston, os dólares eram enviados recursos do PT por estas duas contas numeradas: 60.356356086 e 60.356356199 do Trade Link Bank (braço do Banco Rural, nas Ilhas Cayman). Essas contas seriam operadas por "dois" cidadãos, Felipe Belizario Wermusdit, de passaporte francês, e Felipe Belizario Wermus, de passaporte argentino. Segundo Toninho da Barcelona, são a mesma pessoa, Luis Favre.

7) A conta operada pelo passaporte francês remetia dinheiro para a Trade Link. O passaporte argentino era usado para remeter dinheiro para a conta Empire State Scorpus, em Luxemburgo. A conta Empire State tinha uma subconta no Panamá, que passava pela offshore OBCH Ltda, que seria administrada por um cubano naturalizado panamenho chamado Aníbal Contreras, amigo de José Dirceu.

8) As trocas de dólares por reais, que oscilavam entre US$ 30 mil e US$ 50 mil, eram realizadas no gabinete do então vereador Devanir Ribeiro (amigo de Lula dos tempos do ABC, hoje deputado federal e autor da tese do terceiro mandato) e integram outro braço do esquema petista. Nesse caso, o partido mantinha volumes consideráveis de dólares em dinheiro vivo, escondido em cofres ou malas ou cuecas, e acionava a casa de câmbio quando precisava convertê-los em reais. Em geral, quem ligava para a casa de câmbio Barcelona era o assessor legislativo da Câmara de Vereadores, Marcos Lustosa Ribeiro, filho do deputado Devanir Ribeiro. No início de 2002, as trocas eram esporádicas e ocorriam a cada dez ou 15 dias. No meio do ano, já estavam em ritmo alucinado, sendo quase diárias, e somavam cerca de R$ 500 mil por semana, segundo Toninho Barcelona.

A FORÇA E A FRAQUEZA DE MARTA

O doleiro Antônio Claramunt ameaçou dar as provas ao Ministério Público mas acabou não fechando acordo da delação premiada. Convocado à CPI dos Correios, ficou de boca fechada. Teria fechado acordo sim, mas com o PT. Mas o fato é que a Polícia Federal e o Ministério Público passaram a ter em mãos todos os detalhes necessários para prosseguir com as investigações. E apuraram muito, de lá para cá, de acordo com minhas fontes.

Mas o que ninguém seja ingênuo: enquanto Luiz Inácio Lula da Silva for presidente, não deverá haver qualquer operação da PF que envolva Favre. A não ser que a facção tucana na PF consiga fazer algo escondido do diretor da Federal Luiz Fernando Corrêa. Ou que Marta Suplicy ganhe a eleição deste ano para a Prefeitura e decisa enfrentar Dilma Roussef.

De qualquer forma, Felipe Belisário Wermus, dit Luis Favre, está de volta à ribalta política. É o principal baluarte (emocional, político e financeiro) da candidata do PT, Marta Suplicy. É também seu ponto mais fraco.

CONEXÃO PARIS

Nos anos 80, Favre era dirigente em Paris da Quarta Internacional, organização mundial dos seguidores do falecido líder comunista Leon Trotsky. Homem de confiança de Leonel Jospin -mais tarde eleito primeiro-ministro da França- Favre foi enviado ao Brasil para convencer as facções locais a se dissolverem no jovem PT. Acabou amigo íntimo dos chefes trotsquistas de então, como Luiz Gushiken, bancário e sindicalista, e o estudante Antônio Palocci, fiel escudeiro de Gushiken. Foram esses dois, Gushiken e Palocci, principalmente eles, que pavimentaram o caminho de Favre dentro do PT.

Hoje Favre goza da confiança de François Hollande, presidente do Partido Socialista francês. Juntos, Favre e Hollande estão articulando à ascensão de Lula à presidência da Internacional Socialista, quando ele deixar o Palácio do Planalto. O ex-primeiro-ministro da Espanha, Felipe Gonzalez, já teria concordado. Faltaria apenas acertar os ponteiros com o ex- chanceler da Alemanha, Gerhard Schröder.

MARTA É A QUINTA

Favre é amigo de Lula há 21 anos. Ele chegou até a hospedar por seis meses, em seu apartamento em Paris, Lurian Lula da Silva, a primogênita do presidente. Aos 58 anos, Favre tem um passado de aventuras.

Nasceu num cortiço em Buenos Aires, numa família de operários peronistas de origem judaica. Só completou o ginásio. Até os 20 anos, trabalhou como contínuo, gráfico e metalúrgico. Detido oito vezes pelo regime militar, exilou-se em Paris.

De pele morena, cabelos grisalhos e olhos azuis, Favre é, para as mulheres, o protótipo do homem bonito, charmoso e experiente. Já foi companheiro da filha de um grande empreiteiro argentino, de uma americana e de uma brasileira, Marília Andrade, herdeira da construtora Andrade Gutierrez. Generosa, Marília chegou a pagar uma cirurgia plástica para Luriam Lula da Silva. Depois de Marília, Favre viveu com uma francesa. Marta é a quinta. Mas sonha ser a última.

Marta e Favre vivem publicamente juntos desde 2000. Ela assumiu o romance assim que foi eleita prefeita paulistana. Então largou o marido, o senador Eduardo Suplicy, e colocou Favre definitivamente para dentro de casa. Na época, era a casa da família Suplicy. Casaram-se há três anos.

O franco-argentino (agora também brasileiro) gosta de bons vinhos, restaurantes caros e roupas de grife. Ele e Marta costumam quitar suas compras em dinheiro vivo. Favre não tem uma ocupação profissional muita cristalina. Além de conselheiro da mulher, até uns tempos atrás, quando indagado, se apresentava como dono de uma gráfica em Paris. Diz ele que essa é sua principal fonte de renda. Também representou por muitos anos a JCD, uma das maiores empresas de out doors e street media do mundo.

QUERO UM CARGO NO GOVENO

Nos primeiros meses de 2002, com a primeira campanha presidencial de Lula dando seus primeiros passos em comerciais de tevê, Favre pilotou uma sala dentro do comitê central do partido. Ele era consultado sobre a qualidade de peças de propaganda e sua viabilização. Marta nunca o deixou na mão.

Com a vitória de Lula, a prefeita exigiu um cargo para o companheiro na administração federal. Ora pedia com charme, ora levantava a voz. Na armação do governo, em meados dezembro, Marta sacou da bolsa Louis Vuitton o nome do amado para nada menos que a presidência do BNDES. A expressão de espanto no rosto de Lula foi tão grande que a então prefeita recuou antes que ouvir a resposta. Mais modesta, em seguida cogitou alguma diretoria da Caixa Econômica Federal. Noutra ocasião, falou na importância de Favre ter um gabinete no Palácio do Planalto, onde seria intérprete oficial de Lula.

Os petistas, aliviados, descobriram que a lei não permite a nomeação de estrangeiros para o governo. Até a eleição de Lula, Favre vinha sendo obrigado a voltar à França a cada três meses para renovar seu visto de turista no Brasil. Em janeiro de 2003, ele solicitou ao Ministério da Justiça um visto permanente de trabalho no País. Alegou "união estável" com Marta. Com a forcinha do ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, o visto saiu no início de março. Aí Marta voltou à carga pela nomeação do marido.

"Marta sabe mandar e Favre é a pessoa que ela mais ouve", diz um amigo comum. Dentro do PT, a pressão foi forte . "Ela elevou a tensão junto ao presidente ao insuportável", revela um petista que trabalha no Planalto. "Lula deu ordens para atendê-la imediatamente temendo que suas emoções passionais a levassem a romper com o partido. Aí, sim, seria um desastre".

O PASSAPORTE AZUL QUASE SAIU

Naquele início de 2003, sentada na cadeira de prefeita paulistana, Marta tinha enorme poder sobre Lula. O presidente ainda se preocupava com algumas dívidas de campanha, que Marta e Favre ficaram de acertar. Coube a Luiz Gushiken, então ministro da Comunicação de Governo e membro do finado "núcleo-duro" do poder, puxar para si o problema.

Gushiken inventou para Favre um cargo de Assessor de Comunicação Internacional do governo. Arrumou um DAS-5 para ele, salário de R$ 5.800 mensais na época. Não era muito. Mas pelo menos ele estaria com um pé no poder federal, com cartão de visitas oficial, acesso aos gabinetes. Ah, o mais importante: Gushiken também ofereceu um passaporte especial de cor azul, o mesmo a que os Ministros de Estado têm direito. Favre estava com um pé e meio no governo.

Só não pisou com os dois sapatos porque foi acusado, na véspera da nomeação, de ter recebido US$ 300 mil para facilitar concessões de linhas de ônibus pela prefeitura de São Paulo. O autor da denúncia, Gelson Camargo dos Santos, acabara de ser preso por estelionato, falsificação de documentos e formação de quadrilha. Lula, que ainda nutria algum recato em relação à proximidade com suspeitos, disse a Marta que Favre precisava se livrar do escândalo antes de ser nomeado.

Na época, numa conversa ao telefone, Favre me disse o seguinte: "Achei melhor adiar por uns dias minha ida a Brasília". E acrescentou: "Agora vou ter que esclarecer essas histórias absurdas". Simulava confiança, obviamente: "Não há nada de concreto, é só um estelionatário dizendo que eu estaria envolvido num esquema".

O INIMIGO DIRCEU

José Dirceu festejou as boas novas. Ele e Favre já foram amigos. Isso faz muito tempo. Mas durante a campanha presidencial, os dois brigavam quase todos os dias. Dirceu reclamava que o Favre se intrometia em tudo. "Ele queria decidir até o que um deputado federal pode ou não falar na TV", queixou-se. Hoje há queixas semelhantes na campanha para a Prefeitura paulistana.

Abertas as urnas, Dirceu e Favre quase trocaram empurrões no alto do palanque da festa da vitória, na Avenida Paulista. Em seu território, Favre quis resolver quem podia ou não chegar perto de Lula. Durante um Carnaval em São Paulo, os dois apenas apertaram as mãos no camarote da prefeita Marta -e depois não conversaram. De lá para cá, ele não mudou. Ao contrário. Só aumentou sua característica de resolver

A Justiça do Direito Online


DOSSIÊ LUIS FAVRE SUPLICY

Garoto de programa das peruas burguesas, ele, agora, é exclusivo da Má. O Mal afirma que um jornal suiço documentou que um certo gigolô internacional tem grande influência na prefeitura de SP

Um homem que usa dois nomes e não é artista, é muito suspeito. Mas também é conhecido como pistolinha de ouro, para os íntimos.

A dialética entende que as críticas (antiteses) são fundamentais para que ocorra o processo histórico, sem as quais tudo ficaria estagnado. Teses x antiteses = síntese = processo dialético da História.

Não importa de quem venha. O CH tem seu passado collorido, mas jamais foi levado às barras dos tribunais pelas acusações que faz tanto à direita quanto ao centro (PT é centro e já foi esquerda). Esquerda de verdade é PSTU e PCO.

Merece ser lido diariamente...


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DOSSIÊ LUIS FAVRE SUPLICY (texto longo)






Marido de Marta vai ganhar R$ 20.000,00 por mês sem trabalhar
Por Coluna do Cláudio Humberto 26/09/2003 às 17:59


O argentino Wermus (nome real de Luís Favre), que nunca trabalhou na vida e se especializou em dar o golpe do baú, vai ganhar R$ 20.000,00 por mês do Duda Mendonça. Duda Mendonça? Não é o marqueteiro do Lula?



Sem qualificação
“Favre” ganhou emprego com Duda Mendonça porque não pôde assumir a subchefia de Assuntos Federativos da Casa Civil, para a qual fora nomeado em maio. Ele não tem a qualificação mínima exigida: curso superior.




URL:: http://www.claudiohumberto.com.br


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Marta criou o jeito...
Já não se fazem petistas como antigamente. Depois que a prefeita Marta Suplicy viajou à Suíça para conhecer creches e aproveitou para passar o fim-de-semana num charmoso hotel francês, em companhia do argentino Luís Favre (pivô de sua superação), agora é a vez do deputado Tilden Santiago (PT-MG) descolar um passeio na Europa por conta do Erário.
Brasília, 01 de junho de 2001

En français
Dois vereadores de oposição ao PT, em São Paulo, Gilberto Natalini (PSDB) e Carlos Apolinário (PMDB), resolveram iniciar os seus discursos, sempre, com citações em francês.
Esperam, assim, ganhar um pouco da atenção da prefeita Marta Suplicy, tão encantada com o jeito e as pessoas da pátria adotiva de Luís Favre.
Brasília, 04 de junho de 2001

Rega-bofe privado
A prefeita Marta Suplicy ofereceu jantar em sua casa – a cargo do sofisticado buffet de Charlô Whately, bem ao gosto dos trabalhadores que a elegeram – para homenagear Zezé di Camargo e Luciano, pela música que presentearam ao PT. Chamaram a atenção a presença de Lula e a ausência do ex-marido, senador Eduardo Suplicy, igualmente presidenciável. A desfeita pode ser explicada: tem gente que jura ter visto no rega-bofe o argentino Luis Favre, pivô da sua ruidosa separação.
Brasília, 09 de agosto de 2001

Casório em São Paulo
As relações entre Marta Suplicy e o milongueiro Luís Favre foram reveladas nesta coluna, no início de março passado, e logo desmentidas pela prefeita e seus militantes. Ela ainda estava casada com o bom senador Eduardo Suplicy (PT-SP). Após ameaçar processar o colunista, Marta anuncia casamento com Favre em 2002. Será sua quinta mulher.
Brasília, 11 de agosto de 2001

É um especialista
O namorado de Marta Suplicy, Luís Favre, tem lábia de vendedor de livros e é insinuante como um dançarino de tango. Assim – dizem seus amigos – ele conquistou a milionária petista Marília Andrade, herdeira da empreiteira Andrade Gutierrez, em cujo apartamento parisiense ele viveu muitos anos. O mesmo apartamento que hospedou Lurian, filha de Lula.
Brasília, 11 de agosto de 2001

Hóspede espaçoso
O romance entre Luis Favre e Marta Suplicy começou na sua campanha à prefeitura paulistana, no período em que ele ficou hospedado na casa da candidata por dois meses. Os filhos de Marta descobriram o romance e o expulsaram de casa. Ficaram solidários ao pai, senador Eduardo Suplicy, que, como sempre acontece, foi o último a saber.
Brasília, 12 de agosto de 2001

Marta Favre
Feminista e liberada, será que a prefeita Marta vai devolver ao senador Eduardo Suplicy, seu ex-marido, o sobrenome que a celebrizou?
Brasília, 12 de agosto de 2001

Amor inimputável
Além de faturar a prefeita Marta Suplicy, o argentino Luis Favre passou a embolsar ótimo salário como seu “assessor internacional”. Ela mudou a lei para permitir a contratação de estrangeiros – ou seja, ele. O que não mudou foi a imunidade de estrangeiros em processos civis por improbidade administrativa, por exemplo. O milongueiro é inimputável.
Brasília, 13 de agosto de 2001

Conspiração burguesa
Num seminário que reuniu jornalistas militantes do partido, no final da semana, o PT considerou que não passa de uma “conspiração burguesa” a repercussão da notícia do casamento da prefeita Marta Suplicy com o argentino Luis Favre. Não ficou claro se a “burguesa” é a dita cuja.
Brasília, 13 de agosto de 2001

Marta.com/censura
Para conhecer as pessoas, sobretudo “democratas de palanque”, é preciso dar-lhes poder: quando esta coluna é acessada pelos computadores da Prodam (empresa de processamento de dados da prefeitura de São Paulo), as notícias sobre a prefeita Marta Favre saem com as letras embaralhadas. É a censura virtual do petismo.
Brasília, 15 de agosto de 2001

Lula, o alcoviteiro
Os petistas andam incomodados com a versão alcovita de Lula, no namoro da prefeita Marta com Luis Favre. Além de vingar-se do senador Eduardo Suplicy, que ousou lançar-se candidato a presidente, Lula dá uma mão àquele que, casado com a herdeira da empreiteira Andrade Gutierrez, hospedou sua filha Lurian na casa parisiense da milionária.
Brasília, 15 de agosto de 2001

Lição ao vivo
O jornal “Hoje”, da Globo, ofereceu chance de ouro, nesta segunda, para a prefeita Marta Favre melhorar a baixa popularidade. Convidada a trombetear o seu curioso projeto de habitação, que esconde sem-teto em hotéis, quem brilhou foi a prefeita de Florianópolis, Ângela Amin, campeã de aprovação, que mostrou como se faz um programa habitacional sério.
Brasília, 21 de agosto de 2001

Verba secreta
A prefeita Marta Favre visitava nesta terça a administração regional da Capela do Socorro, a maior e mais pobre de São Paulo, quando deixou escapar que terá R$ 200 milhões, em 2002, para novos investimentos. Quando um repórter perguntou como o dinheiro será aplicado, ela reagiu:
- Isso é secreto. Aliás, eu não deveria ter falado, nem você escutado.
Brasília, 22 de agosto de 2001

Ele dá trabalho...
Luis Favre sabe mesmo viver a vida. Antes de tornar-se consorte (ou “conazar”?) da prefeita, conforme esta coluna revelou primeiro, ele foi casado com a milionária petista Marília Andrade, herdeira da empreiteira Andrade Gutierrez, em cujo apartamento parisiense viveu durante anos – tendo nele hospedado Lurian, filha de Lula com Miriam Cordeiro.
Brasília, 27 de agosto de 2001

...mas não trabalha
Antes de Marília Andrade, a terceira mulher de Luis Favre era sobrinha do maestro e compositor americano Leonard Bernstein, falecido em 1990, a quem acompanhava, sobretudo, nas turnês européias (claro), com aquela pose de latin lover. Procura-se uma testemunha de um só dia de trabalho na vida de “monsieur” Favre.
Brasília, 27 de agosto de 2001

Vaias para ela
A prefeita Marta Suplicy/Favre continua amargando a repercussão negativa do seu romance com o argentino Luis Favre, aquele que não precisa dar duro para ganhar a vida. Há semanas a sua caixa de correio eletrônico está congestionada de críticas e com informações esclarecedoras sobre o arremedo de latin lover que a conquistou.
Brasília, 30 de agosto de 2001

O NYT acertou
O deputado José Genoíno (PT-SP) divulgou a nota “O New York Times errou”, dizendo que a prefeita Marta Favre não está sob investigação, como informou o importante jornal americano. Para ele não contam, claro, a CPI dos contratos sem licitação com empresas de lixo, o leite superfaturado, os escabrosos acordos com empresas de ônibus etc etc.
Brasília, 07 de setembro de 2001

Alma do negócio
A prefeitura petista de São Paulo promove licitação (sic) para a agência que vai trombetear as “realizações” da prefeita Ma7rta Favre/Suplicy. A verba, fixada em R$ 20 milhões para não dar na vista, será gasta em apenas seis meses. Estão previstas despesas anuais de R$ 40 milhões, na área. Em cinco anos, R$ 200 milhões serão torrados em publicidade.
Brasília, 15 de setembro de 2001

Divisão petista
O clima é de beligerância entre Marta Favre/Suplicy e o presidente da Câmara Municipal de São Paulo, José Eduardo Cardozo, ambos do PT. Ele integra a imensa maioria de paulistanos que rejeitam a administração da prefeita. E é forte candidato ao Senado, em 2002.
Brasília, 15 de setembro de 2001

O nome do gigolô
Durante entrevista coletiva, Paulo Maluf atribuiu as críticas de um jornal suíço à influência de um certo “gigolô internacional ligado ao PT”. Os repórteres exigiram que ele revelasse a fonte da informação, mas não perguntaram quem era o “gigolô”. Ou já sabiam ou ficaram com medo.
A propósito, Maluf se referia a Luis Favre, namorado da prefeita Marta.
Brasília, 16 de setembro de 2001

Arrumadinho paulistano
Para vencer a licitação (sic) da prefeitura paulistana, a agência Agnelo Pacheco associou-se a três outras, que trabalharam na campanha de Marta Favre-Suplicy, contratou Celso Marcondes, ex-sócio de Paulo Okamoto (conhecido “mala” de Lula) na agência Terra, e deu emprego a Gladys, esposa do segurança do presidente de honra do PT.
Brasília, 17 de setembro de 2001

Ele tem a chave
Quando chegou na companhia da namorada para a votação do PT, domingo, o milongueiro Luis Favre exibia no cinto, onde alguns carregam celulares, para quem quisesse ver, algo mais significativo: o aparelho de controle remoto que abre o portão da casa da prefeita Marta, ex-Suplicy.
Brasília, 18 de setembro de 2001

Sempre o outro
O senador Eduardo Suplicy foi ao ato pela paz, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, mas nem subiu no palanque de autoridades. Foi logo embora. É que, lá, a ex-mulher estava em companhia do rival Luis Favre.
Brasília, 25 de setembro de 2001

Nova jogada
Ninguém sabe como se sustenta Luis Favre, namorado da prefeita de São Paulo, exceto pelos casos que teve (viveu no apartamento de Paris da milionária petista Marília Andrade, herdeira da Andrade Gutierrez, durante anos), mas ele afirmou à revista “IstoÉ Gente” desta semana que vai se estabelecer como “empresário de comunicação”.
Brasília, 29 de setembro de 2001

Beleza pura
Os franceses estão mesmo em casa, em São Paulo. A JCDecaux, multinacional com sede em Paris, disputa o mercado de painéis luminosos de propaganda, na cidade, e deu a partida com um trunfo fortíssimo: sua executiva é nada menos que d. Ana Maria, filha de Jorge Wilheim, secretário de Planejamento de Marta Favre/Suplicy.
Brasília, 30 de setembro de 2001

Tente outra
O leitor Vinícius C. Monteiro lembra que o namorado argentino da prefeita de São Paulo não pode virar “empresário de comunicação”, como afirmou à revista “Gente”: isso é privativo de brasileiros natos ou naturalizados há mais de 10 anos, segundo o artigo 222 da Constituição. É melhor Luis Favre continuar no seu trabalho atual. Qual é mesmo?
Brasília, 03 de outubro de 2001

L'Origan de gambá
As aparições da prefeita Marta com seu latin lover a tiracolo, em São Paulo, têm feito mais sucesso do que se supõe. Menos pela novidade, que já não é, e mais – bem mais – pela inhaca que exala do namorado, própria da falta de banho e de roupas limpas. Após viver em Paris, Luís Favre parece haver adquirido a folclórica aversão francesa ao sabonete.
Brasília, 07 de outubro de 2001

O amor é lindo
A prefeita de São Paulo mandou agilizar o processo de divórcio, mas já avisou que não pretende deixar de usar o sobrenome que a celebrizou. Não se chamará Marta Favre, depois de se casar novamente. É mais fácil o namorado milongueiro mudar o seu, para Luís Suplicy.
Brasília, 29 de outubro de 2001

Ele é casado
Amigas da prefeita Marta Suplicy estão injuriadas e preocupadas com uma descoberta recente: o milongueiro Luís Favre, que arrebatou o coração da estrela do PT, continua casado na França.
Brasília, 29 de novembro de 2001

Lava-jato nele
No jantar de Marta Suplicy em homenagem ao namorado, hoje, um grupo de amigas da prefeita planeja presentear o milongueiro Luís Favre com sabonetes e outros produtos para banho. Para ver se ele se toca.
Brasília, 01 de dezembro de 2001

Liberdade virtual
Ainda casado pelas leis francesas, o namorado da prefeita Marta Suplicy faz questão de afirmar que está livre, embora não desimpedido. E tenta refletir isso até no provedor escolhido para seu e-mail: luis.favre@free.fr.
Brasília, 03 de dezembro de 2001

A liberdade de imprensa...
Depois do PT gaúcho, que quis proibir a divulgação de gravação comprometedora sobre as relações do governo estadual com bicheiros, agora foi a vez do argentino Luis Favre, namorado da prefeita de São Paulo e “assessor internacional” do PT. Ele tentou impor censura prévia a esta coluna, através de liminar, proibindo notícias a seu respeito.
Brasília, 05 de dezembro de 2001

...sem medo de ser feliz
Em despacho que é uma verdadeira aula de direito, o juiz José Guilherme de Souza, da 6ª Vara Cível de Brasília, negou a liminar a Luís Favre, estranhando a pretendida censura desta coluna enquanto o seu namoro tem sido objeto de notícias em toda mídia. Imaginem essa gente com maioria no Congresso, poder de polícia e Medida Provisória à mão...
Brasília, 05 de dezembro de 2001

O passado condena
O ex-ministro João Sayad, atual secretário de Finanças de Marta Favre, e Henri Reichstul, de saída da Petrobras, eram donos do Banco SRL, acusado de há cinco anos lesar mais de três mil pernambucanos, que entraram na Justiça por crime contra o sistema financeiro e apropriação indébita. Os clientes ficaram sem as ações e as linhas telefônicas prometidas, além de perder o dinheiro investido. Os donos, ó, nem aí...
Brasília, 18 de dezembro de 2001

A forma de Suplicy
Durante o encontro do PT no hotel Recife Palace, de cinco estrelas, no sábado, o senador Eduardo Suplicy desfilou na recepção – pelas 19h – vestindo apenas uma sunga azul e calçando tênis brancos. Não se sabe se a idéia era afrontar o milongueiro Luiz Favre, namorado de sua ex-mulher, ou apenas mostrar que continua com corpinho do filho Supla.
Brasília, 18 de dezembro de 2001

Teatrinho paulistano
Como o jogo é para profissionais, o mercado publicitário paulistano acompanha, divertido, a implicância da prefeita Marta Suplicy contra as empresas de outdoors. É que todo mundo já sabe das ligações do milongueiro Luís Favre, namorado da prefeita, com poderosa empresa francesa do ramo, interessada na “licitação” (sic) que se anuncia.
Brasília, 25 de dezembro de 2001

Cravo e ferradura
Depois de curtir o Natal em Paris ao lado dos pombinhos Marta Suplicy e Luís Favre, Cosette Alves e o maridão João Sayad, secretário de Finanças de São Paulo, foram para o sul da França encontrar o ministro José Serra e sua mulher, Mônica. As duas mulheres são muito amigas.
Brasília, 29 de dezembro de 2001

Estúpido Cupido
Para a Grande Família Suplicy-Favre. Êta gente namoradeira!
Brasília, 31 de dezembro de 2001

Namorado de Marta usa nome falso
Está sujeito a processo por falsidade ideológica o namorado da prefeita de São Paulo, Marta Suplicy. Com profissão desconhecida e um histórico de casamentos com mulheres ricas, como Marília Andrade, herdeira da empreiteira Andrade Gutierrez, o nome verdadeiro do argentino não é Luís Favre, como ele divulga, mas Felipe Belisario Wermus. Ele deixou seu país nos anos 70 por motivos políticos e adotou o nome falso.
Brasília, 01 de janeiro de 2002

Cai a máscara
O namorado da prefeita de São Paulo não se chama “Luis Favre”, como diz, mas Felipe Belisario Wermus, como esta coluna revelou ontem. Ele militava na Quarta Internacional/Centro Internacional de Reconstrução (QI/CIR), nos anos 70, quando fugiu do seu país. É irmão do conhecido porralouca José Saul Wermus, que também usa nome falso (“Jorge Altamira”), dirigente do Partido Obrero argentino, igualmente trotskista.
Brasília, 02 de janeiro de 2002

Wermus: fora da lei
O namorado de Marta Suplicy não está sujeito apenas a processo por falsidade ideológica (seu nome não é “Luis Favre”, mas Felipe Belisario Wermus). O Estatuto do Estrangeiro (artigo 107) o proíbe de se imiscuir em assuntos políticos no Brasil. Tem visto de turista, mas é “assessor internacional” do PT. Turista pendura máquina fotográfica no pescoço, e não crachá de militante, como em recente encontro do partido em Olinda (PE).
Brasília, 03 de janeiro de 2002

Falsidade ideológica
Ao tentar liminar que impedisse esta coluna de publicar notícias a seu respeito, o namorado da prefeita de São Paulo desrespeitou a Justiça brasileira: na ação, afinal recusada, o argentino usou o nome falso, “Luís Favre”, e não o de batismo, Felipe Belisario Wermus, aqui revelado.
Brasília, 04 de janeiro de 2002

Bolso forrado
Ao contrário dos demais servidores municipais, a prefeita paulistana Marta Suplicy (PT) deve estar ganhando muito bem. Ela e o namorado, Felipe Belisario Wermus (que se diz chamar “Luis Favre”), pagaram R$ 30.400 pelas passagens de ida e volta para Paris, na primeira classe da Varig. Sem desconto, promoção ou uso de milhagem.
Brasília, 09 de janeiro de 2002

Desvendando o mistério
Duas amigas de Marta Suplicy tentam descobrir, em Paris, na maior moita, se o milongueiro que namora a prefeita está mesmo “livre e desimpedido”, com jura, ou se continua casado, como suspeitam. Elas querem saber se ele se casou na França usando o nome de batismo, Felipe Belisario Wermus, ou o “Luiz Favre”, que adotou no Brasil.
Brasília, 15 de janeiro de 2002

São Paulo submersa
A prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, a Madame Favre (ou seria Wermus, verdadeiro sobrenome do namorado?), gastou em propaganda, no ano de 2001, exatos 79,4% mais que o previsto. E cortou 51% dos recursos reservados para obras contra enchentes. Deu no que deu.
Brasília, 25 de janeiro de 2002

Dois pesos
A Polícia Federal foi implacável com o franco-angolano Antônio Sérgio Tavares, do programa “Big Brother Brasil”, dando-lhe prazo de oito dias para deixar o País. Estrangeiro, ele trabalhava ilegalmente. Já no franco-argentino Felipe Belisario Wermus (que usa o nome “Luís Favre”), namorado de Marta Suplicy e tradutor de Lula do PT, a PF não mexe.
Brasília, 06 de fevereiro de 2002

Je vive de bec
Finalmente, o consorte de Marta Suplicy arrumou ocupação. Temporário, e na França. Felipe Belisario Wermus (que se apresenta como “Luiz Favre”) traduziu a conversa entre os presidenciáveis Lionel Jospin e Lula.
Brasília, 14 de abril de 2002

O nome do jerico
Assessores de Luiz Inácio da Silva já colocam na conta do namorado de Marta Suplicy a desastrada participação do candidato do PT num comício de Lionel Jospin, nas eleições francesas. A turma espalha que tudo foi idéia de Felipe Belisario Wermus (que se diz chamar “Luís Favre”).
Brasília, 24 de abril de 2002

Por um triz
Para alívio do senador Eduardo Suplicy, dos seus filhos e de setores mais conseqüentes do PT, deteriora-se o relacionamento da prefeita Marta com o namorado Felipe Belisário Wermus, que se apresenta como “Luiz Favre”.
Brasília, 13 de maio de 2002

Namorado-problema
O Ministério Público investiga até que ponto Felipe Belisário Wermus (que se diz chamar “Luís Favre”) está envolvido na decisão da namorada, Marta Suplicy, de pagar R$ 2,5 milhões de propaganda com recursos da Saúde. Ele é amigo de Agnelo Pacheco, dono da conta publicitária da prefeitura.
Brasília, 21 de maio de 2002

PT quer a cabeça de Duda
O marqueteiro Duda Mendonça está na alça de mira de uma poderosa facção do PT, que atribui a ele a “descaracterização” e a queda de Lula nas pesquisas. Nesse grupo se destaca Felipe Belisario Wermus (o argentino que diz chamar-se “Luiz Favre”), namorado da prefeita de São Paulo, Marta Suplicy. A facção não perdoa a “vida pregressa” do marqueteiro, que já fez campanhas para Paulo Maluf e Celso Pitta. Na direção nacional do partido, Duda conta com o apoio de quem interessa: o próprio candidato.
Brasília, 01 de julho de 2002

Mala vida boa
Habituada a jornadas de até 18 horas diárias, a equipe de Duda Mendonça (marqueteiro do PT) está impressionada com a disposição para o trabalho do mala argentino Felipe Belisario Wermus (“Luiz Favre”). Imposto à campanha de Lula pela poderosa namorada Marta Suplicy, ele nunca chega ao trabalho antes do meio-dia e sempre vai embora antes do pôr-do-sol.
Brasília, 25 de julho de 2002

Reação a Favre
A proximidade de Lula com o argentino Felipe Belisario Wermus (ou “Luís Favre”), namorado de Marta Suplicy, já provoca reações na esquerda do PT. Reações que são e serão solenemente ignoradas pelo presidente eleito, que se considera amigo de Favre, seu tradutor nas viagens internacionais.
Brasília, 10 de novembro de 2002

Comigo não, violão
O namorado da prefeita Marta Suplicy, argentino Felipe Belisário Wermus, que se apresenta como “Luís Favre” e tem fama de conquistador, estava ao lado de Lula da Silva no dia da vitória. Os dois são amigos. Wermus o abraçou, eufórico:
- Agora não sei se vou ficar em São Paulo ou vou para Brasília!
Lula reagiu com sarcasmo:
- Eu já sou casado, meu caro...
Brasília, 13 de novembro de 2002


Cai fora, hermano
Atendendo a cúpula do PT, a Secretaria de Governo paulistana pediu ao namorado da prefeita Marta Suplicy, Felipe Belisário Wermus (que se apresenta como “Luiz Favre”), que evite circular no Palácio das Indústrias, sede da prefeitura, onde afinal ele não tem cargo. Pelo menos oficialmente.




Brasília, 22 de dezembro de 2002






Casal Botox
Os pesquisadores da universidade Ludwig, em Munique, Alemanha, desconhecem o casal Marta Suplicy-Luiz Favre, mas deviam estar pensando nele ao descobrir que o botox, além de eliminar rugas, também tira o bodum. A prefeita de SP usando botox no rosto, e o marido, no sovaco, serão felizes para sempre...
Brasília, 22 de janeiro de 2003

Eterna lua-de-mel
Após viajar com o namorado argentino Francisco Belisario Wermus (“Luís Favre”) para Bariloche e Punta del Este no dia 23 de dezembro, já no dia 21 de janeiro a prefeita paulista Marta Suplicy, cansada do batente, embarcou para Davos, onde passou incógnita, já que o Fórum Econômico Mundial não é para prefeitos. De lá seguiu para Paris, onde fica até o dia 5.
Brasília, 01 de fevereiro de 2003

Quem paga?
A oposição a Marta Suplicy quer saber quem pagou suas 32 passagens aéreas para o exterior, sempre em primeiríssima classe. Deve ser a prefeitura, claro. Não se sabe tampouco quem paga a conta do namorado Felipe Belisário Wermus (vulgo “Luís Favre”), sem ocupação conhecida.
Brasília, 11 de fevereiro de 2003


Ah, bom
O argentino Felipe Belisário Wermus, que se apresenta como “Luís Favre” e namora Marta Suplicy, brincava com jornalistas, em recente evento do PT, e um deles finalmente fez a pergunta que não quer se calar: “como o senhor se mantém?” Wermus ficou pálido e disse que é dono de gráfica em Paris.




Brasília, 19 de março de 2003






Sob suspeita
O governo ainda não formalizou a “boquinha” do namorado argentino da prefeita Marta Suplicy, Felipe Belisário (“Luiz Favre”), no Ministério da Fazenda, porque a Abin checa uma grave denúncia envolvendo seu nome.
Brasília, 28 de março de 2003

Caixinha paulistana
O namorado da prefeita Marta Suplicy chefiaria o esquema de corrupção entre a prefeitura de São Paulo e empresas de ônibus. Gelson Camargo dos Santos, empresário do setor, preso por estelionato, contou à polícia que Felipe Belisario Wermus (“Luís Favre”) recebeu US$ 300 mil de Leonardo Capuano, ex-dono da viação Cidade Tiradentes, para uma “caixinha”.
Brasília, 29 de março de 2003

Ficou para depois
Estava marcado para ontem um almoço de Felipe Belisario (“Luís Favre”) com o ministro Luís Gushiken, para acertar sua participação na Secretaria de Comunicação de Governo. Foi cancelado. Provocaria indigestão.
Brasília, 29 de março de 2003

Só sob pressão
Um assessor do Palácio do Planalto revela, em caráter reservado, que o presidente Lula não deseja nomear Felipe Belisario (“Luís Favre”), mas teme que a prefeita Marta Suplicy cumpra a ameaça de abandonar o PT.
Brasília, 30 de março de 2003

Boa coisa não é
José Dirceu (Casa Civil) não aprova a nomeação do namorado argentino da prefeita Marta Suplicy. Um assessor dele, parecendo reproduzir a frase ouvida no andar de cima, pergunta: “será bem intencionado um sujeito que se chama Felipe Belisario e se apresenta com o nome de Luís Favre?”
Brasília, 31 de março de 2003

Força de amigo
Marta Suplicy vive um inédito inferno astral. Além da greve e das vaias, ela enfrenta turbulências no relacionamento com o argentino Felipe Belisário Wermus, aquele que diz chamar-se “Luís Favre”. Por isso, ao saber dos dramas da amiga, o presidente Lula lhe deu uma “força”, semana passada.
Brasília, 13 de abril de 2003

Novos negócios
E ainda falam mal do namorado da prefeita Marta. Na reta final de sua gestão, Felipe Belisário Wermus, vulgo "Luís Favre", já investe no futuro. Tem ido a Paris freqüentemente, segundo consta, envolvido de corpo e alma na abertura de filial de uma grande rede do varejo. Assim, tipo Mappin.
Brasília, 01 de maio de 2003

Sobrou para Zé Dirceu
Antônio Palocci se livrou do namorado de Marta Suplicy: Felipe Belisário Wermus, vulgo “Luis Favre”, foi nomeado por José Dirceu o novo aspone da subchefia de “Assuntos Federativos” da Casa Civil do Planalto. O Diário Oficial trata “Favre” pelo nome verdadeiro, há muito revelado na coluna.
Brasília, 03 de maio de 2003

Arranjo
Com a nomeação do novo aspone Felipe Belisário Wermus, vulgo “Luís Favre”, o governo Lula virou alcoviteiro de paixões tardias.
Brasília, 04 de maio de 2003

Gatão de meia-idade
Felipe Belisário Wermus, vulgo "Luis Favre", recebe salário como aspone da do Planalto, mas passa as manhãs malhando na casa da namorada, Marta Suplicy. E detesta ser interrompido. Mantendo-se a 1.100 km do local de "trabalho", pelo menos ele não cria maiores problemas para o governo.
Brasília, 27 de junho de 2003

Um ‘fantasma’ no Planalto
O argentino Francisco Belisário Wermus, vulgo “Luís Favre”, está na lista de funcionários do governo Lula, disponível no Sistema de Informações Organizacionais do Governo Federal (Siorg), na internet, mas, além de nunca ser visto no local de trabalho, suas atribuições e o seu salário são um mistério. Ele conseguiu o emprego por ser namorado da prefeita de São Paulo, Marta Suplicy. A cúpula do PT apostava na separação do casal quando eles anunciaram que vão se casar.
Brasília, 14 de julho de 2003

Amigo de fé
O namorado da prefeita de São Paulo, Felipe Belisário Wermus, vulgo “Luiz Favre”, gosta dos amigos: um deles, Celso Marcondes, foi nomeado para a Anhembi, empresa pública municipal. Outro, Ciro Leão, tem uma agência, a F-3 Propaganda, que é a favorita para prestar serviços à mesma Anhembi.
Brasília, 20 de julho de 2003

Caça fantasma
O namorado da prefeita Marta Suplicy foi nomeado assessor do ministro Luís Gushiken (Comunicação), mas ninguém o conhece na Secom. Pudera: chama-se Felipe Belisario Wermus, e se apresenta como "Luís Favre".
Brasília, 22 de julho de 2003

Pura nitroglicerina
Ciente de que vingança é prato servido frio, o ex-prefeito paulistano Paulo Maluf imitou o PT e há meses colocou cães perdigueiros vasculhando a vida, os negócios e os segredos da prefeita Marta Suplicy e do namorado, Felipe Belisário Wermus, aquele que se apresenta como "Luís Favre".
Brasília, 23 de julho de 2003

Dupla cocoricó
Aspone do Palácio do Planalto, o argentino Felipe Belisário Wermus (vulgo “Luís Favre”) já sabe o que fazer com as galinhas que sejam arremessadas contra sua namorada Marta Suplicy: levá-las para a Granja do Torto.
Brasília, 17 de agosto de 2003

Em dúvida
Lula ainda não sabe se vai ao casamento de Marta Suplicy com o argentino Felipe Belisário Wermus, vulgo “Luís Favre”: d. Marisa não gosta da prefeita e ele se preocupa com Eduardo Suplicy, que ainda sofre com a separação.
Brasília, 06 de setembro de 2003

Lua de milho
O humorista Ciro Botelho, de São Paulo, já descobriu o local escolhido por Marta Suplicy e Felipe Belisario Wermus (vulgo "Luís Favre") para a lua de mel: praia de Porto de Galinhas, em Pernambuco. Claro.
Brasília, 16 de setembro de 2003

Suplicy presidente
Às vésperas do casório da ex-mulher com Felipe Belisário Wermus (vulgo “Luís Favre”), o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) se dedica a outro projeto de vida. Circula em Brasília num carro com o adesivo “Suplicy presidente”.
Brasília, 19 de setembro de 2003





É pra valer?
A propósito: ao casar-se com a prefeita Marta Suplicy, o argentino Felipe Belisario Wermus usará seu nome verdadeiro ou o vulgo, “Luís Favre”?
Brasília, 20 de setembro de 2003

Estranho casório
O recém-casado Felipe Belisario Wermus (vulgo "Luís Favre") faltou ao primeiro dia de trabalho com Duda Mendonça e talvez à lua-de-mel. Ontem, vestido a caráter (esportivamente), ele tomou o café da manhã com um amigo, no hotel Blue Tree Towers, da av. Faria Lima, em São Paulo.
Brasília, 23 de setembro de 2003

Presente que faltou
Enquete entre leitores do site claudiohumberto.com.br indicou que Marta Suplicy e ”Luís Favre” não ganharam o que mereciam, de presente de casamento: duas galinhas pretas, para 66% dos 1.377 votantes.
Brasília, 25 de setembro de 2003

Alpinista
Felipe Belisario Wermus (“Luís Favre”) abriu o coração em Caras: “Casar com Marta foi como alcançar o topo do Everest.” Com gancho ou picareta?
Brasília, 27 de setembro de 2003




As contas do marido de Marta Suplicy em Cayman

Eis os números, para inicio de conversa: as contas 60.356356086 e 60.356356199, do Trade Link Bank nas Ilhas Cayman. São controladas por Luis Favre, marido de Marta Suplicy. Eis a história: por HUGO STUDART.

Felipe Belisario Wermus, argentino por nascimento e cidadão francês por adoção, é personagem central das eleições para a Prefeitura de São Paulo. Você o conhece, prezado leitor, mas por outro nome Luís Favre – codinome pelo qual Felipe é chamado nos bastidores da esquerda brasileira. Companheiro da candidata do PT à prefeitura, Marta Suplicy, Favre é seu braço direito, melhor amigo, amado, confidente, conselheiro-chefe, estrategista-mor, tesoureiro-oculto. Favre é o principal baluarte de Marta. É também seu ponto mais fraco.

A Polícia Federal e o Ministério Público de São Paulo têm informações explosivas sobre o companheiro de Marta Suplicy. A suspeita é a de que um senhor chamado Felipe Belisário Wermus seria o principal elo entre o PT e um esquema internacional de arrecadação de dinheiro a partir dos serviços de coleta de lixo nas capitais brasileiras. Esse esquema teria funcionado em prefeituras controladas pelo PT, como São Bernardo, Belo Horizonte, Brasília, Goiânia, Campinas e São Paulo. A Vega, multinacional francesa de serviços, seria o elo empresarial do esquema.

A PF suspeita que a Vega controle um grupo de empreiteiras que ganham licitações superfaturadas para a coleta de lixo. Em média, 10% de superfaturamento, sendo 5% para as empreiteiras, e 5% para o caixa do PT. Esse dinheiro era todo repassado ao doleiro Toninho da Barcelona, que o depositava em contas em paraísos fiscais controladas por um tal Felipe Belisario Wermus. Esse dinheiro voltava ao Brasil também por intermédio de Barcelona.

As autoridades têm os bancos e os números das contas no exterior, publicadas abaixo. O esquema teria sido montado antes da eleição presidencial de 2002. Se Delúbio Soares e Marcos Valério montaram o Caixa Dois do PT no governo Lula, estamos diante da suspeita de que Luís Favre, hoje favorito para se tornar o primeiro-companheiro de São Paulo, caso Marta seja eleita, tenha montado o Caixa Zero.

Vamos aos fatos:

A PRISÃO DE DOLEIRO

Foi doleiro Antônio Oliveira Claramunt, o Toninho da Barcelona, quem começou a revelar essa história. Ele foi preso em 2004, numa daquelas operações da Polícia Federal de caça-doleiros, a Farol da Colina. Revelou que trocou dólares por reais, entre 1998 e 2002, para diversos dirigentes petistas, entre eles o deputado federal José Dirceu, então presidente do partido. Que fez remessas de dólares para inúmeros empresários e figurões paulistas, como o advogado Márcio Thomaz Bastos (ministro da Justiça por ocasião da sua prisão). E prometeu fazer revelações sobre o assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel, do PT, e o suposto esquema de cobrança de propina de empresas de ônibus da cidade.

Em seguida Claramunt pediu proteção de vida à PF e silenciou, aguardando pela negociação de uma delação premiada para o Ministério Público. Eis que estoura um caso bem maior, o do mensalão de Dirceu, Delúbio e Marcos Valério. E Claramunt fica meio esquecido numa cela da PF em São Paulo. E a cada dia que passa, é tomado pelo medo de ser vítima de uma queima de arquivo.
Foi nesse contexto que Claramunt se abre com seu companheiro de cárcere. Ato contínuo, escreve cartas para sua mulher, em hebraico (ele é judeu), revelando tudo o que sabia do esquema do lixo do PT. E fornecendo, inclusive, os números de duas contas que Felipe Belisário Wermus mantinha em paraísos fiscais.

MEMÓRIAS DO CÁRCERE

Evaldo Rui Vicentini era o companheiro de cárcere de Antônio Claramunt.. Velho militante comunista, ex- tesoureiro do PCB (hoje PPS) em São Paulo, Vicentini fora preso sob a acusação de participar de um outro esquema de evasão de divisas. Se diz inocente. Ele acabou se transformando no principal confidente do doleiro. Conversei com Vicentini logo depois que ele saiu da cadeia, em 2005. Ele me revelou uma história escabrosa sobre o companheiro de Marta Suplicy. Mas como na ocasião ele não tinha documentos, só o testemunho oral, meu chefe na revista IstoÉ, onde eu trabalhava, preferiu não publicar. Eis os principais pontos da história contada por Claramunt a Vicentini:
a) Claramunt enviava dinheiro do Caixa Dois do PT para paraísos fiscais no exterior. O contato dele no Brasil era Luis Favre. Ele criou duas contas no exterior para Favre, ambas com seu nome verdadeiro, Felipe Belisário Wermus. O dinheiro era repassado para o Trade Link Bank, agência Miami, e de lá repassado a Wermus.
b) Esse dinheiro vinha de superfaturamento da coleta de lixo em prefeituras administradas pelo PT. O superfaturamento era de 10%, metade para o PT, metade para as empreiteiras. Vicentini citou na ocasião as prefeituras de São Bernardo, São Paulo, Belo Horizonte, Goiânia, Recife, e Brasília, todas petistas (Brasília não é prefeitura mas, no caso da coleta de lixo, funciona como se fosse).
c) Uma empresa francesa, a Vega (que chegou ao Brasil com o nome de Vega Sopave), era a chefe do esquema. Todas as concorrências dessas prefeituras do PT eram vencidas ou pela Vega ou por um consórcio de empresas laranjas da Vega.
d) A Veja Ambientales, holding latino-americana da Vega no Brasil e que pertence ao grupo franco-argentino Arcelor, tem sede no Uruguai. É administrada por uma empresa chamada Pozadas, Pozadas & Vecino. O procurador da Vega Ambientales é o Sr. Jorge Altamira. Mais uma coincidência: Jorge Altamira é o codinome de Saul Belisario Wermus, irmão de Favre, e conhecido dirigente de uma facção trotsquista argentina fundada por J.Posadas.

Vicentini também revelou essa história, em detalhes, a uma companheira de partido, a deputada Denise Frossard, PPS-RJ, que a repassou para o Ministério Público.

CARTAS DO DOLEIRO À MULHER

Em agosto de 2005, quando o escândalo do mensalão estava em seu ápice, os repórteres Ugo Braga e Lúcio Lambranho, do Correio Braziliense, publicaram uma reportagem relevante, Os dois descobriram que, além de fazer confidências ao companheiro de cárcere, Antônio Claramunt enviou uma série de cartas e bilhetes à sua mulher Patrícia, todas em hebraico, que compunham um precioso mosaico. Os repórteres conversaram com os guardiões das correspondências, que deveriam ser reveladas caso o doleiro fosse assassinado. Na época, em meio a dólares em cuecas, a matéria acabou não chamando a atenção. Eis as principais informações:

1) O esquema começava com a cobrança de propinas ou superfaturamento de contratos, como os de coleta de lixo ou obras públicas, nas cidades administradas pelo PT – Santo André, Campinas, Ribeirão Preto, São Paulo, Recife, Porto Alegre. E cresceu a partir de 2003 com operações nos fundos de pensão ligados às empresas estatais;

2) O dinheiro dado 'por fora' ao partido era encoberto com a emissão de notas fiscais frias de empresas ligadas ao esquema – Avencar Turismo Ltda., KLT Agência de Viagens, Appolo Câmbio e Lumina Empreendimentos Ltda. São as mais citadas;

3) Estas notas eram entregues pelos doleiros – além de Toninho Barcelona faziam parte Raul Henrique Sraur e Richard André Waterloo – às empresas achacadas, que com elas poderiam justificar a saída contábil da propina de seus caixas mundo afora. A partir daí, iniciava-se uma cadeia financeira que podia ser percorrida ao longo de um único dia – operações chamadas day trade – via computadores de quem a operava.. No máximo, começava num dia e acabava no outro. Geralmente o dinheiro da propina era arrecadado em espécie;

4) Os reais eram depositados pelo então tesoureiro do partido, Delúbio Soares, receptor de toda a bolada, nas contas de laranjas dos doleiros. Que de pronto disparavam ordens de pagamento no exterior. No caso do PT, eles criaram uma trilha própria. Usavam duas empresas off-shores, chamadas Lisco Oversears e Miro Ltd., para mandar dinheiro de contas numeradas respectivamente no JP Morgan e no Citibank, ambos de Nova York;

5) Debitado da Lisco e da Miro, a bolada seguia para uma conta corrente da Naston Incorporation Ltd., off-shore sediada nas Ilhas Virgens Britânicas, paraíso fiscal caribenho. A Naston é uma sociedade célebre entre doleiros, pois pertence a Barcelona e a Alberto Youssef, dois dos mais conhecidos do mercado.
AS CONTAS NUMERADAS DE FAVRE

6) Da offshore Naston, os dólares eram enviados recursos do PT por estas duas contas numeradas: 60.356356086 e 60.356356199 do Trade Link Bank (braço do Banco Rural, nas Ilhas Cayman). Essas contas seriam operadas por 'dois' cidadãos, Felipe Belizario Wermusdit, de passaporte francês, e Felipe Belizario Wermus, de passaporte argentino. Segundo Toninho da Barcelona, são a mesma pessoa, Luis Favre.

7) A conta operada pelo passaporte francês remetia dinheiro para a Trade Link. O passaporte argentino era usado para remeter dinheiro para a conta Empire State Scorpus, em Luxemburgo. A conta Empire State tinha uma subconta no Panamá, que passava pela offshore OBCH Ltda, que seria administrada por um cubano naturalizado panamenho chamado Aníbal Contreras, amigo de José Dirceu.

8) As trocas de dólares por reais, que oscilavam entre US$ 30 mil e US$ 50 mil, eram realizadas no gabinete do então vereador Devanir Ribeiro (amigo de Lula dos tempos do ABC, hoje deputado federal e autor da tese do terceiro mandato) e integram outro braço do esquema petista. Nesse caso, o partido mantinha volumes consideráveis de dólares em dinheiro vivo, escondido em cofres ou malas ou cuecas, e acionava a casa de câmbio quando precisava convertê-los em reais. Em geral, quem ligava para a casa de câmbio Barcelona era o assessor legislativo da Câmara de Vereadores, Marcos Lustosa Ribeiro, filho do deputado Devanir Ribeiro. No início de 2002, as trocas eram esporádicas e ocorriam a cada dez ou 15 dias. No meio do ano, já estavam em ritmo alucinado, sendo quase diárias, e somavam cerca de R$ 500 mil por semana, segundo Toninho Barcelona.

A FORÇA E A FRAQUEZA DE MARTA

O doleiro Antônio Claramunt ameaçou dar as provas ao Ministério Público mas acabou não fechando acordo da delação premiada. Convocado à CPI dos Correios, ficou de boca fechada. Teria fechado acordo sim, mas com o PT. Mas o fato é que a Polícia Federal e o Ministério Público passaram a ter em mãos todos os detalhes necessários para prosseguir com as investigações. E apuraram muito, de lá para cá, de acordo com minhas fontes.

Mas o que ninguém seja ingênuo: enquanto Luiz Inácio Lula da Silva for presidente, não deverá haver qualquer operação da PF que envolva Favre. A não ser que a facção tucana na PF consiga fazer algo escondido do diretor da Federal Luiz Fernando Corrêa. Ou que Marta Suplicy ganhe a eleição deste ano para a Prefeitura e decisa enfrentar Dilma Roussef.

De qualquer forma, Felipe Belisário Wermus, dit Luis Favre, está de volta à ribalta política. É o principal baluarte (emocional, político e financeiro) da candidata do PT, Marta Suplicy. É também seu ponto mais fraco.

CONEXÃO PARIS

Nos anos 80, Favre era dirigente em Paris da Quarta Internacional, organização mundial dos seguidores do falecido líder comunista Leon Trotsky. Homem de confiança de Leonel Jospin –mais tarde eleito primeiro-ministro da França— Favre foi enviado ao Brasil para convencer as facções locais a se dissolverem no jovem PT. Acabou amigo íntimo dos chefes trotsquistas de então, como Luiz Gushiken, bancário e sindicalista, e o estudante Antônio Palocci, fiel escudeiro de Gushiken. Foram esses dois, Gushiken e Palocci, principalmente eles, que pavimentaram o caminho de Favre dentro do PT.

Hoje Favre goza da confiança de François Hollande, presidente do Partido Socialista francês. Juntos, Favre e Hollande estão articulando à ascensão de Lula à presidência da Internacional Socialista, quando ele deixar o Palácio do Planalto. O ex-primeiro-ministro da Espanha, Felipe Gonzalez, já teria concordado. Faltaria apenas acertar os ponteiros com o ex- chanceler da Alemanha, Gerhard Schröder.

MARTA É A QUINTA
Favre é amigo de Lula há 21 anos. Ele chegou até a hospedar por seis meses, em seu apartamento em Paris, Lurian Lula da Silva, a primogênita do presidente. Aos 58 anos, Favre tem um passado de aventuras.

Nasceu num cortiço em Buenos Aires, numa família de operários peronistas de origem judaica. Só completou o ginásio. Até os 20 anos, trabalhou como contínuo, gráfico e metalúrgico. Detido oito vezes pelo regime militar, exilou-se em Paris.

De pele morena, cabelos grisalhos e olhos azuis, Favre é, para as mulheres, o protótipo do homem bonito, charmoso e experiente.. Já foi companheiro da filha de um grande empreiteiro argentino, de uma americana e de uma brasileira, Marília Andrade, herdeira da construtora Andrade Gutierrez. Generosa, Marília chegou a pagar uma cirurgia plástica para Luriam Lula da Silva. Depois de Marília, Favre viveu com uma francesa. Marta é a quinta. Mas sonha ser a última.

Marta e Favre vivem publicamente juntos desde 2000. Ela assumiu o romance assim que foi eleita prefeita paulistana. Então largou o marido, o senador Eduardo Suplicy, e colocou Favre definitivamente para dentro de casa. Na época, era a casa da família Suplicy. Casaram-se há três anos.

O franco-argentino (agora também brasileiro) gosta de bons vinhos, restaurantes caros e roupas de grife. Ele e Marta costumam quitar suas compras em dinheiro vivo. Favre não tem uma ocupação profissional muita cristalina. Além de conselheiro da mulher, até uns tempos atrás, quando indagado, se apresentava como dono de uma gráfica em Paris. Diz ele que essa é sua principal fonte de renda. Também representou por muitos anos a JCD, uma das maiores empresas de out doors e street media do mundo.

QUERO UM CARGO NO GOVENO
Nos primeiros meses de 2002, com a primeira campanha presidencial de Lula dando seus primeiros passos em comerciais de tevê, Favre pilotou uma sala dentro do comitê central do partido. Ele era consultado sobre a qualidade de peças de propaganda e sua viabilização. Marta nunca o deixou na mão.

Com a vitória de Lula, a prefeita exigiu um cargo para o companheiro na administração federal. Ora pedia com charme, ora levantava a voz. Na armação do governo, em meados dezembro, Marta sacou da bolsa Louis Vuitton o nome do amado para nada menos que a presidência do BNDES. A expressão de espanto no rosto de Lula foi tão grande que a então prefeita recuou antes que ouvir a resposta. Mais modesta, em seguida cogitou alguma diretoria da Caixa Econômica Federal. Noutra ocasião, falou na importância de Favre ter um gabinete no Palácio do Planalto, onde seria intérprete oficial de Lula.
Os petistas, aliviados, descobriram que a lei não permite a nomeação de estrangeiros para o governo. Até a eleição de Lula, Favre vinha sendo obrigado a voltar à França a cada três meses para renovar seu visto de turista no Brasil. Em janeiro de 2003, ele solicitou ao Ministério da Justiça um visto permanente de trabalho no País. Alegou 'união estável' com Marta. Com a forcinha do ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, o visto saiu no início de março. Aí Marta voltou à carga pela nomeação do marido.

Marta sabe mandar e Favre é a pessoa que ela mais ouve', diz um amigo comum. Dentro do PT, a pressão foi forte . 'Ela elevou a tensão junto ao presidente ao insuportável', revela um petista que trabalha no Planalto. 'Lula deu ordens para atendê-la imediatamente temendo que suas emoções passionais a levassem a romper com o partido. Aí, sim, seria um desastre'.

O PASSAPORTE AZUL QUASE SAIU

Naquele início de 2003, sentada na cadeira de prefeita paulistana, Marta tinha enorme poder sobre Lula. O presidente ainda se preocupava com algumas dívidas de campanha, que Marta e Favre ficaram de acertar. Coube a Luiz Gushiken, então ministro da Comunicação de Governo e membro do finado 'núcleo-duro' do poder, puxar para si o problema.

Gushiken inventou para Favre um cargo de Assessor de Comunicação Internacional do governo. Arrumou um DAS-5 para ele, salário de R$ 5.800 mensais na época. Não era muito. Mas pelo menos ele estaria com um pé no poder federal, com cartão de visitas oficial, acesso aos gabinetes. Ah, o mais importante: Gushiken também ofereceu um passaporte especial de cor azul, o mesmo a que os Ministros de Estado têm direito.. Favre estava com um pé e meio no governo.

Só não pisou com os dois sapatos porque foi acusado, na véspera da nomeação, de ter recebido US$ 300 mil para facilitar concessões de linhas de ônibus pela prefeitura de São Paulo. O autor da denúncia, Gelson Camargo dos Santos, acabara de ser preso por estelionato, falsificação de documentos e formação de quadrilha. Lula, que ainda nutria algum recato em relação à proximidade com suspeitos, disse a Marta que Favre precisava se livrar do escândalo antes de ser nomeado.

Na época, numa conversa ao telefone, Favre me disse o seguinte: 'Achei melhor adiar por uns dias minha ida a Brasília'. E acrescentou: 'Agora vou ter que esclarecer essas histórias absurdas'. Simulava confiança, obviamente: 'Não há nada de concreto, é só um estelionatário dizendo que eu estaria envolvido num esquema'.

O INIMIGO DIRCEU

José Dirceu festejou as boas novas. Ele e Favre já foram amigos. Isso faz muito tempo. Mas durante a campanha presidencial, os dois brigavam quase todos os dias. Dirceu reclamava que o Favre se intrometia em tudo. 'Ele queria decidir até o que um deputado federal pode ou não falar na TV', queixou-se. Hoje há queixas semelhantes na campanha para a Prefeitura paulistana.

Abertas as urnas, Dirceu e Favre quase trocaram empurrões no alto do palanque da festa da vitória, na Avenida Paulista.. Em seu território, Favre quis resolver quem podia ou não chegar perto de Lula.

Durante um Carnaval em São Paulo, os dois apenas apertaram as mãos no camarote da prefeita Marta – e depois não conversaram. De lá para cá, ele não mudou. Ao contrário. Só aumentou sua característica de resolver tudo.






Jornalista revela as contas do marido de Marta Suplicy em paraíso fiscal e Polícia Federal suspeita de lavagem de dinheiro




Segundo o jornalista Hugo Studart, Felipe Belisario Wermus, também chamado de Luis Favre, está enroscado até o pescoço com as autoridades brasileiras. Caso as suspeitas se confirmem, será um duro golpe para Marta Suplicy, a não ser que ela repita o bordão já tão conhecido: “Eu não sabia de nada, companheiros”.

Eis os números, para inicio de conversa: as contas 60.356356086 e 60.356356199, do Trade Link Bank nas Ilhas Cayman. São controladas por Luis Favre, marido de Marta Suplicy. Eis a história:

Felipe Belisario Wermus, argentino por nascimento e cidadão francês por adoção, é personagem central das eleições para a Prefeitura de São Paulo. Você o conhece, prezado leitor, mas por outro nome Luís Favre – codinome pelo qual Felipe é chamado nos bastidores da esquerda brasileira. Companheiro da candidata do PT à prefeitura, Marta Suplicy, Favre é seu braço direito, melhor amigo, amado, confidente, conselheiro-chefe, estrategista-mor, tesoureiro-oculto. Favre é o principal baluarte de Marta. É também seu ponto mais fraco.

A Polícia Federal e o Ministério Público de São Paulo têm informações explosivas sobre o companheiro de Marta Suplicy. A suspeita é a de que

um senhor chamado Felipe Belisário Wermus seria o principal elo entre o PT e um esquema internacional de arrecadação de dinheiro a partir dos serviços de coleta de lixo nas capitais brasileiras. Esse esquema teria funcionado em prefeituras controladas pelo PT, como São Bernardo, Belo Horizonte, Brasília, Goiânia, Campinas e São Paulo. A Vega, multinacional francesa de serviços, seria o elo empresarial do esquema.

A PF suspeita que a Vega controle um grupo de empreiteiras que ganham licitações superfaturadas para a coleta de lixo. Em média, 10% de superfaturamento, sendo 5% para as empreiteiras, e 5% para o caixa do PT. Esse dinheiro era todo repassado ao doleiro Toninho da Barcelona, que o depositava em contas em paraísos fiscais controladas por um tal Felipe Belisario Wermus. Esse dinheiro voltava ao Brasil também por intermédio de Barcelona.

As autoridades têm os bancos e os números das contas no exterior, publicadas abaixo. O esquema teria sido montado antes da eleição presidencial de 2002. Se Delúbio Soares e Marcos Valério montaram o Caixa Dois do PT no governo Lula, estamos diante da suspeita de que Luís Favre, hoje favorito para se tornar o primeiro-companheiro de São Paulo, caso Marta seja eleita, tenha montado o Caixa Zero.

Vamos aos fatos:
A PRISÃO DE DOLEIRO
Foi doleiro Antônio Oliveira Claramunt, o Toninho da Barcelona, quem começou a revelar essa história. Ele foi preso em 2004, numa daquelas operações da Polícia Federal de caça-doleiros, a Farol da Colina. Revelou que trocou dólares por reais, entre 1998 e 2002, para diversos dirigentes petistas, entre eles o deputado federal José Dirceu, então presidente do partido. Que fez remessas de dólares para inúmeros empresários e figurões paulistas, como o advogado Márcio Thomaz Bastos (ministro da Justiça por ocasião da sua prisão). E prometeu fazer revelações sobre o assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel, do PT, e o suposto esquema de cobrança de propina de empresas de ônibus da cidade.

Em seguida Claramunt pediu proteção de vida à PF e silenciou, aguardando pela negociação de uma delação premiada para o Ministério Público. Eis que estoura um caso bem maior, o do mensalão de Dirceu, Delúbio e Marcos Valério. E Claramunt fica meio esquecido numa cela da PF em São Paulo. E a cada dia que passa, é tomado pelo medo de ser vítima de uma queima de arquivo.

Foi nesse contexto que Claramunt se abre com seu companheiro de cárcere. Ato contínuo, escreve cartas para sua mulher, em hebraico (ele é judeu), revelando tudo o que sabia do esquema do lixo do PT. E fornecendo, inclusive, os números de duas contas que Felipe Belisário Wermus mantinha em paraísos fiscais.

Leia a matéria completa no site de Hugo Studart

Hugo Studart
Jornalista e historiador, fundador da Editora Conteúdo Digital e do site Jornalismo.com.br. Como jornalista, atuei como repórter, editor ou colunista em veículos como Jornal do Brasil, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo, revistas Veja, Manchete, IstoÉ-Dinheiro e IstoÉ. Colaborei com colunas ou artigos em veículos como as revistas Dados & Idéias (da Gazeta Mercantil), Exame, Imprensa, Playboy, Interview, República, Primeira Leitura e Brasil História. Ganhei diversos prêmios de jornalismo, como o Prêmio Esso e o Abril. Como acadêmico, fui professor na Universidade Católica de Brasília, e no IESB. Tenho três livros publicados. O mais recente, A lei da selva – estratégia, imaginário e discurso dos militares sobre a Guerrilha do Araguaia (2006), foi agraciado com o Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, menção honrosa, e foi finalista do Prêmio Jabuti de 2007, categoria Livro Reportagem.



Mais Luis Favre

MÍDIA SEM MÁSCARA, 8 DE MAIO DE 2003

Carlos Ilich Santos Azambuja

- Felipe Belisario Wermus, argentino de nascimento, é dirigente (ou foi, como ele diz) do grupo trotskista Quarta Internacional/Centro Internacional de Reconstrução (QI/CIR), organização constituída em 1981, na França, com a finalidade de coordenar internacionalmente uma corrente do trotskismo.

O grupo trotskista francês Corrente Socialista Internacionalista é a seção majoritária e, portanto, detém a hegemonia dentro da QI/CIR. Felipe Belisario Wermus é (ou foi, como ele diz), da direção dessa Corrente.

A QI/CIR possui seções trotskistas vinculadas em mais de 50 países, entre os quais o Brasil (corrente O Trabalho na Luta pelo Socialismo, que atua dentro do PT).

Felipe Belisario Wermus esteve no Brasil, pela primeira vez, em 1973. Depois, viveu aqui algum tempo, nos anos 80, e posteriormente em Paris, onde era radicado, tendo como companheira a brasileira Marilia Furtado de Andrade (filha de Gabriel Andrade, um dos sócios da empresa Andrade Gutierrez) também trotskista e, na época, dirigente de O Trabalho na Luta pelo Socialismo. Diz-se amante da música clássica, das artes culinárias, cinéfilo e político.

Comenta-se que quando das eleições presidenciais de 1989, Felipe Belisario Wermus teria sido o intermediário no recebimento e administração dos recursos financeiros repassados ao Partido dos Trabalhadores por várias empresas, inclusive a Andrade Gutierrez.

Felipe Belisario Wermus, apesar de estrangeiro, é, desde 1986, assessor da Secretaria Nacional de Relações Internacionais do PT. Viveu no Brasil com visto de turista, tendo participado da campanha eleitoral da atual prefeita de São Paulo (entrevista ao jornal Diário de São Paulo, 09/12/2001).

Fui pesquisar para ver se isso é possível. Resultado: a Lei 6.815 de 19 de agosto de 1980 define a situação jurídica do estrangeiro no Brasil. O artigo 9º diz que o visto de turista poderá ser concedido ao estrangeiro que venha ao Brasil em caráter recreativo ou de visita, e o artigo 107 diz que o estrangeiro admitido no território nacional não pode exercer atividade de natureza política.

Muito bem. Em 5 de setembro de 2001, o deputado Jose Genoino Neto, então presidente em exercício do Partido dos Trabalhadores, remeteu uma carta à sucursal do Rio de Janeiro do jornal “The New York Times” solicitando a retificação de uma notícia divulgada na edição de 2 de setembro de 2001, sobre a prefeita de São Paulo, dona Marta. Ao final, a carta do presidente em exercício do PT diz o seguinte: “Registro ainda que tanto a prefeita Marta Suplicy, Luiz Favre e o senador Eduardo Suplicy são militantes dignos, honestos e civilizados e merecem a total confiança do PT” (o teor dessa carta está disponível no site do PT).

Felipe Belisario Wermus no dia 11/12/2001, fez uma visita de cortesia ao gabinete do vereador Ítalo Cardoso, do Partido dos Trabalhadores, presidente da Câmara Municipal de São Paulo. Por coincidência, nesse dia, estava na pauta da Casa um projeto de lei polêmico, que autoriza a prefeitura a contratar estrangeiros para cargos na administração municipal. Segundo alguns vereadores, esse projeto teria sido elaborado unicamente para permitir a contratação de Felipe Belisario Wermus como assessor da prefeita Marta Suplicy.

Jose Saul Wermus, também trotskista, atual Secretário-Geral do Partido Obrero, da Argentina, e membro da direção da corrente trotskista internacional denominada Comitê de Ligação pela Reconstrução da IV Internacional, é irmão de Felipe Belisario Wermus. No Brasil, o Partido da Causa Operária, tornado legal pela Justiça Eleitoral, integra essa corrente internacional. Assim, como seu irmão, Jose Saul Wermus também “adotou” um outro nome, pelo qual, aliás, é mais conhecido no âmbito do trotskismo internacional: “Jorge Altamira”.

Mas, afinal, quem é realmente essa figura, irmão de “Jorge Altamira”, que há cerca de 15 anos assessora a Direção Nacional do Partido dos Trabalhadores e é militante do partido, segundo o deputado Jose Genoino? É o cidadão que se apresenta com o nome de “Luiz Favre”, atual marido de Dª Marta e mais novo membro do governo Lula.

(Artigo publicado no jornal “Ombro a Ombro” em janeiro de 2002)

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