[Valid Atom 1.0]
Mostrando postagens com marcador DR. FLÁVIO GIKOVATE. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador DR. FLÁVIO GIKOVATE. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Não precisa casar. Sozinho é melhor


O psiquiatra decreta a morte do amor romântico e diz que
a vida de solteiro é um caminho viável para a felicidade


Duda Teixeira

"Para os meus pacientes, eu sempre digo: se você tiver de escolher entre o amor ea individualidade, opte pelo segundo."

Com 41 anos de clínica, o médico psiquiatra Flávio Gikovate acompanhou os fatos mais marcantes que mudaram a sexualidade no Brasil e no mundo. Por meio de mais de 8.000 pessoas atendidas, assistiu ao impacto da chegada da pílula anticoncepcional na década de 60 e a constituição das famílias contemporâneas, que agregam pessoas vindas de casamentos do passado. Suas reflexões sobre o amor ao longo de esse tempo foram condensadas no seu 26º livro, Uma História de Amor... com Final Feliz. Na obra, a oitava sobre o tema, Gikovate ataca o amor romântico e defende o individualismo, entendido não como descaso pelos outros e sim como uma maneira de aumentar o conhecimento de si próprio. Tendo sido um dos primeiros a publicar um estudo no país sobre sexualidade, atuou em diversos meios de comunicação, como jornais e revistas e na televisão. Atualmente, possui um programa na rádio, em que responde perguntas feitas por ouvintes. Aos 65 anos, ele atendeu a reportagem de Veja em seu consultório no elegante bairro dos Jardins, em São Paulo.

"Os solteiros que estão mal são os que ainda sonham com o amor romântico. Pensam que precisam de outra pessoa para se completar. Como Vinicius de Moraes, acham que que 'é impossível ser feliz sozinho'. Isso caducou. Daí, vivem tristes e deprimidos."


Veja -
O senhor diria para a maioria das pessoas que o casamento pode não ser uma boa decisão na vida?
Gikovate - Sim. As pessoas que estão casadas e são felizes são uma minoria. Com base nos atendimentos que faço e nas pessoas que conheço, não passam de 5%. A imensa maioria é a dos mal casados. São indivíduos que se envolveram em uma trama nada evolutiva e pouco saudável. Vivem relacionamentos possessivos em que não há confiança recíproca nem sinceridade. Por algum tempo depois do casamento, consideram-se felizes e bem casados porque ganham filhos e se estabelecem profissionalmente. Porém, lá entre sete e dez anos de casamento, eles terão de se deparar com a realidade e tomar uma decisão drástica, que normalmente é a separação.

Veja - Ficar sozinho é melhor, então?
Gikovate - Há muitos solteiros felizes. Levam uma vida serena e sem conflitos. Quando sentem uma sensação de desamparo, aquele "vazio no estômago" por estarem sozinhos, resolvem a questão sem ajuda. Mantêm-se ocupados, cultivam bons amigos, lêem um bom livro, vão ao cinema. Com um pouco de paciência e treino, driblam a solidão e se dedicam às tarefas que mais gostam. Os solteiros que não estão bem são geralmente os que ainda sonham com um amor romântico. Ainda possuem a idéia de que uma pessoa precisa de outra para se completar. Pensam, como Vinicius de Moraes, que "é impossível ser feliz sozinho". Isso caducou. Daí, vivem tristes e deprimidos.

Veja - Por que os casamentos acabam não dando certo?
Gikovate - Quase todos os casamentos hoje são assim: um é mais extrovertido, estourado, de gênio forte. É vaidoso e precisa sempre de elogios. O outro é mais discreto, mais manso, mais tolerante. Faz tudo para agradar o primeiro. Todo mundo conhece pelo menos meia-dúzia de casais assim, entre um egoísta e um generoso. O primeiro reclama muito e, assim, recebe muito mais do que dá. O segundo tem baixa auto-estima e está sempre disposto a servir o outro. Muitos homens egoístas fazem questão que a mulher generosa esteja do lado dele enquanto ele assiste na televisão os seus programas preferidos. Mulheres egoístas não aceitam que seus esposos joguem futebol. Consideram isso uma traição. De um jeito ou de outro, o generoso sempre precisa fazer concessões para agradar o egoísta, ou não brigar com ele. Em nome do amor, deixam sua individualidade em segundo plano. E a felicidade vai junto. O casamento, então, começa a desmoronar. Para os meus pacientes, eu sempre digo: se você tiver de escolher entre amor e individualidade, opte pelo segundo.

Veja - Viver sozinho não seria uma postura muito individualista?
Gikovate - Não há nada de errado em ser individualista. Muitos dos autores contemporâneos têm uma postura crítica em relação a isso. Confundem individualismo com egoísmo ou descaso pelos outros. São conceitos diferentes. Outros dizem que o individualismo é liberal e até mesmo de direita. Eu não penso assim. O individualismo corresponde a um crescimento emocional. Quando a pessoa se reconhece como uma unidade, e não como uma metade desamparada, consegue estabelecer relações afetivas de boa qualidade. Por tabela, também poderá construir uma sociedade mais justa. Conhecem melhor a si próprio e, por isso, sabem das necessidades e desejos dos outros. O individualismo acabará por gerar frutos muito interessantes e positivos no futuro. Criará condições para um avanço moral significativo.

"As colunas e programas de rádio que eu faço não me trazem clientes. Às vezes, só atrapalham. Em 1982, aceitei trabalhar com o Corinthians. Era a democracia corinthiana. Foi um balde de água fria na clínica."


Veja -
Por que os casamentos normalmente ocorrem entre egoístas e generosos?
Gikovate - A idéia geral na nossa sociedade é a de que os opostos se atraem. E isso acontece por vários motivos. Na juventude, não gostamos muito do nosso modo de ser e admiramos quem é diferente de nós. Assim, egoístas e generosos acabam se envolvendo. O egoísta, por ser exibicionista, também atrai o generoso, que vê no outro qualidades que ele não possui. Por fim, nossos pais e avós são geralmente uniões desse tipo, e nós acabamos repetindo o erro deles.

Veja - Para quem tem filhos não é melhor estar em um casamento? E, para os filhos, não é melhor ter pais casados?
Gikovate - Para quem pretende construir projetos em comum – e ter filhos é o mais relevantes deles – o melhor é jogar em dupla. Crianças dão muito trabalho e preocupação. É muito mais fácil, então, quando essa tarefa é compartilhada. Do ponto de vista da criança, o mais provável é que elas se sintam mais amparadas quando crescem segundo os padrões culturais que dominam no seu meio-ambiente. Se elas são criadas pelo padrasto, vivem com os filhos de outros casamentos da mãe, mas estudam em uma escola de valores fortemente conservadores e religiosos, poderão sentir algum mal-estar. Do ponto de vista emocional, não creio que se possa fazer um julgamento definitivo sobre as vantagens da família tradicional sobre as constituídas por casais gays ou por um pai ou mãe solteiros. Estamos em um processo de transição no qual ainda não estão constituídos novos valores morais. É sempre bom esperar um pouco para não fazer avaliações precipitadas.

Veja - Que conselhos você daria para um jovem que acaba de começar na vida amorosa?
Gikovate - É preciso que o jovem entenda que o amor romântico, apesar de aparecer o tempo todo nos filmes, romances e novelas, está com os dias contados. Esse amor, que nasceu no século XIX com a revolução industrial, tem um caráter muito possessivo. Segundo esse ideal, duas pessoas que se amam devem estar juntas em todos os seus momentos livres, o que é uma afronta à individualidade. O mundo mudou muito desde então. É só olhar como vivem as viúvas. Estão todas felizes da vida. Contudo, como muitos jovens ainda sonham com esse amor romântico, casam-se, separam-se e casam-se de novo, várias vezes, até aprender essa lição. Se é que aprendem. Se um jovem já tem a noção de não precisa se casar par ser feliz, ele pulará todas essas etapas que provocam sofrimento.

Veja - As mulheres são mais ansiosas em casar do que os homens? Por quê?
Gikovate - As mulheres têm obsessão por casamento. É uma visão totalmente antiquada, que os homens não possuem. Uma vez, quando eu ainda escrevia para a revista Cláudia, o pessoal da redação fez uma pesquisa sobre os desejos das pessoas. O maior sonho de 100% das moças de 18 a 20 anos de idade era se casar e ter filho. Entre os homens, quase nenhum respondeu isso. Queriam ser bons profissionais, fazer grandes viagens. Essa diferença abismal acontece por razões derivadas da tradição cultural. No passado, o casamento era do máximo interesse das mulheres porque só assim poderiam ter uma vida sexual socialmente aceitável. Poderiam ter filhos e um homem que as protegeria e pagaria as contas. Os homens, por sua vez, entendiam apenas que algum dia eles seriam obrigados a fazer isso. Nos dias que correm, as razões que levavam mulheres a ter necessidade de casar não se sustentam. Nas universidades, o número de moças é superior ao de rapazes. Em poucas décadas, elas ganharão mais que eles. Resta acompanhar o que irá acontecer com as mulheres, agora livres sexualmente, nem sempre tão interessadas em ter filhos e independentes economicamente.

Veja - Como será o amor do futuro?
Gikovate - Os relacionamentos que não respeitam a individualidade estão condenados a desaparecer. Isso de certa forma já ocorre naturalmente. No Brasil, o número de divórcios já é maior que o de casamentos no ano. Atualmente, muitos homens e mulheres já consideram que ficarão sozinhos para sempre ou já aceitam a idéia de aguardar até o momento em que encontrarão alguém parecido tanto no caráter quanto nos interesses pessoais. Se isso ocorrer, terão prazer em estar juntos em um número grande de situações. Nesse novo cenário, em que há afinidade e respeito pelas diferenças, a individualidade é preservada. Eu estou no meu segundo casamento. Minha mulher gosta de ópera. Quando ela quer ir, vai sozinha. E não há qualquer problema nisso.

Veja - Quando duas pessoas decidem morar juntas, a individualidade não sofre um abalo?
Gikovate - Não necessariamente elas precisarão morar juntas. Em um dos meus programas de rádio, um casal me perguntou se estavam sendo ousados demais em se casar e continuarem morando separados. Isso está ficando cada dia mais comum. Há outros tantos casais que moram juntos, mas em quartos separados. Se o objetivo é preservar a individualidade, não há razão para vergonha. O interessante é a qualidade do vínculo que existirá entre duas pessoas. No primeiro mundo, esse comportamento já é normal. Muitos casais moram até em cidades diferentes.

Veja - É possível ser fiel morando em casas ou cidades diferentes?
Gikovate - A fidelidade ocorre espontaneamente quando se estabelece um vínculo de qualidade. Em um clima assim, o elemento erótico perde um pouco seu impacto. Por incrível que pareça, essas relações são monogâmicas. É algo difícil de explicar, mas que acontece.

Veja - Com o fim do amor romântico, como fica o sexo?
Gikovate - Um dos grandes problemas ligados à questão sentimental é justamente o de que o desejo sexual nem sempre acompanha a intimidade efetiva, aquela baseada em afinidade e companheirismo. É incrível como de vez em quando amor e sexo combinam, mas isso não ocorre com facilidade. Por outro lado, o sexo com um parceiro desconhecido, ou quase isso, é quase sempre muito pouco interessante. Quando acaba, as pessoas sentem um grande vazio. Não é algo que eu recomendaria. Hoje, as normas de comportamento são ditadas pela indústria pornográfica e se parece com um exercício físico. O sexo então tem mais compromisso com agressividade do que com amor e amizade. Jovens que têm amigos muito chegados e queridos dizem que transar com eles não tem nada a ver. Acham mais fácil transar com inimigos do que com o melhor amigo. Penso que, com o amadurecimento emocional, as pessoas tenderão a se abster desse tipo de prática.

"As razões que levavam as mulheres a ter necessidade de casar não se sustentam mais. Nas universidades, o número de moças é superior ao de rapazes. Em poucas décadas elas ganharão mais
que eles."


Veja -
As desilusões com o primeiro casamento têm ajudado as pessoas a tomar as decisões corretas?
Gikovate - No início da epidemia de divórcios brasileira, na década de 70, as pessoas se separavam e atribuíam o desastre da união a problemas genéricos. Alguns diziam que o amor acabou. Outros, o parceiro era muito chato. Não se davam conta de que as questões eram mais complexas. Então, acabavam se unindo à outras pessoas muito parecidas com as que tinham acabado de descartar. Hoje, os indivíduos estão mais críticos. Aceitam ficar mais tempo sozinhos e fazem autocríticas mais consistentes. Por causa disso, conseguem evoluir emocionalmente e percebem que terão que mudar radicalmente os critérios de escolha do parceiro. Se antes queriam alguém diferente, hoje a tendência é buscarem uma pessoa com afinidades.

Veja - O senhor já escreveu colunas para jornais, revistas, atuou na televisão e agora tem um programa na rádio. O senhor se considera um marqueteiro?
Gikovate - Sempre gostei de trabalhar com os meios de comunicação. Psicologia não é assunto para especialistas, mas de todo mundo. Faço essas coisas também porque é uma forma de entrar em contato com um público diferente do que eu encontro normalmente. Na rádio, respondo perguntas de gente tacanha, que jamais teriam condição de pagar uma consulta. Estão em um outro patamar financeiro. Mas o que dizem, é ouro puro. As colunas e programas de rádio que eu faço não me trazem clientes. Às vezes, só atrapalham. Em 1982, aceitei trabalhar com o Corinthians. Era a democracia corinthiana. Foi um balde de água fria na clínica. Imagine só, o Corinthians! Não foi o tipo de notícia que meus pacientes gostaram de ouvir. Eu fiquei lá dois anos. Meu pai ficava chocado com essas coisas, porque naquele tempo médico de bom nível não fazia essas coisas. Não estava nem aí. Quando eu me interesso por alguma coisa, eu vou. No mais, se eu fosse um simples marqueteiro, não teria durado 41 anos.

Veja - Apesar de todo esse tempo de clínica, o senhor atuou sozinho, longe das universidades. Por quê?
Gikovate - O mundo acadêmico está cheio de papagaios, que repetem fórmulas prontas. Citam sempre outros pensadores, mas nunca vão a lugar algum. Não têm coragem para disso. Esse universo, do qual eu acabei me afastando, é extremamente conservador. Não são eles que produzem as novas idéias. Muitos fingem que eu não existo. Diziam à pequena que eu era um cara muito pragmático, que levava em conta muito os resultados, o que é verdade. Os que mais gostam do que eu faço não são da minha área. São os filósofos, como o Renato Janine Ribeiro e a Olgária Matos. De minha parte, eu sempre fugi dos rótulos. Não me inscrevi membro da Sociedade de Psicanálise. Não sou membro de qualquer sociedade dogmática. Não sou sócio de nenhum clube. Sou uma pessoa de mente aberta. Nunca quis discípulos. Os meus discípulos, se um dia existirem, pensarão por conta própria. Se tiverem um monte de opiniões diferentes das minhas, seria ótimo.








LAST

Sphere: Related Content
26/10/2008 free counters

domingo, 12 de setembro de 2010

Flavio Gikovate, o "terapeuta" de Antony em Passione




Pioneiro na democratização do divã, o psiquiatra supera todos os profissionais pop de sua área ao atuar como ele mesmo na novela das oito

Leo Pinheiro
Marcello Antony e Flavio Gikovate em "Passione": o ator é Gerson, o psiquiatra é ele mesmo

Marcello Antony e Flavio Gikovate em "Passione": o ator é Gerson, o psiquiatra é ele mesmo (João Miguel Jr/TV Globo)

Nunca pensei nas atividades de divulgação como algo que viesse a consolidar minha carreira. Sempre achei que é dever das pessoas que têm acesso a algum tipo de conhecimento compartilhá-lo com o maior número possível de pessoas. Sempre me insurgi contra qualquer modelo de elitismo intelectual, de modo que sempre me propus a escrever e falar de modo claro, tentando transmitir o que aprendi

O psiquiatra Flavio Gikovate tem agenda de celebridade. Aos 67 anos, é visto com tanta frequência na televisão, em talk-shows e nas páginas de jornais e revistas quanto no confortável e concorrido consultório que mantém no bairro dos Jardins, em São Paulo. Faz em média entre 40 e 50 consultas por semana, comanda ao vivo para a CBN, aos domingos, o programa No Divã do Gikovate, grava um talk show no auditório da Livraria Cultura uma vez por mês, faz de 20 a 30 palestras por ano. Ele é um dos pioneiros no que chama de “democratização do divã”, junto com Paulo Gaudêncio e José Gaiarsa, Eduardo Mascarenhas e, por que não lembrar, Marta Suplicy. Mas agora, às vésperas de lançar Sexo, seu 30º livro, Gikovate passa por uma experiência inédita mesmo entre os profissionais mais pop de sua área. A partir deste sábado, poderá ser visto na novela das oito da TV Globo.

Amigo do novelista Sílvio de Abreu, autor de Passione, o psiquiatra foi convidado para interpretar a si mesmo no folhetim. Ele aparecerá de duas a três vezes por semana, atendendo o personagem Gerson, vivido por Marcello Antony. Nesta entrevista, ele confessa que se preocupa com a avaliação que será feita de seu trabalho diante das câmeras. Mas acredita que o público é inteligente o bastante para separar a ficção da realidade, e não crê que será avaliado como ator. “Isso seria um grande engano”, diz Gikovate, para quem Passione é sua primeira e última experiência na dramaturgia.

Gikovate costuma dizer que a exposição ao grande público não lhe traz novos pacientes. Ao contrário, afirma, essa atitude já lhe trouxe alguns problemas com a clientela do consultório. Ele diz que a motivação de participar da novela é a mesma que permeia toda a sua carreira: divulgar sua profissão para o maior número de pessoas possível. “É certo que uma novela como essa atinge um público que jamais atingi. De tudo o que fiz na divulgação do meu trabalho, esse convite do Sílvio é a cerejinha do sundae”.

O psiquiatra despista quando perguntado sobre detalhes da trama que envolve o filho de Bete Gouveia (Fernanda Montenegro). Diz que, apesar de não ser muito fã de televisão, tornou-se telespectador assíduo de Passione para conhecer Gerson aos poucos, junto com o público. Ele jura que ainda não sabe qual o segredo mais bem guardado por Sílvio de Abreu até agora: o desvio de caráter de Gerson que pôs fim a seu casamento com Diana (Carolina Dieckmann). Afirma que, na novela, agirá como um terapeuta de verdade, que conhece seu paciente e seus problemas ao longo das sessões.

Apesar da tensão na hora do “gravando”, Gikovate diz que está se divertindo muito. “Nunca pensei em atender na ficção, mas ser eu é o que faço o tempo todo. Não acho que necessite de ensaio para ser eu mesmo”, conta aos risos.

Com 44 anos de carreira e livros publicados que venderam mais de um milhão de exemplares, o que o levou a aceitar o convite para atuar na novela das oito?
Acabo de publicar o livro de número 30 e que se chama Sexo. O Sílvio de Abreu é meu amigo, e uma pessoa que admiro muito pelo talento e integridade. O convite dele me soou como um desafio interessante, pois ainda não tinha feito nada parecido. Integrar ficção e realidade é uma possibilidade de mostrar ao público que a psicoterapia não é nada que deva ser visto como assustador ou negativo.

Renato Rocha Miranda/TV Globo

Marcello Anthony e Carolina Dieckmann no início de 'Passione': ainda um casal

Não seria por vaidade?
A vaidade é parte da nossa sexualidade e está presente em todos nós. Com os anos tenho me acostumado a ser uma pessoa conhecida e reconhecida em muitos dos ambientes por onde circulo. Não sinto prazer especial nisso e jamais me senti desconfortável por ser pessoa que passa despercebida ao caminhar, por exemplo, pelas ruas de Nova York. Tenho minha vaidade, mas ela está mais que tudo direcionada para minha produção intelectual. Tenho muito orgulho dos meus livros e também de ter tido a coragem de perder o medo de me expor com o objetivo de divulgar idéias que acho relevantes.
Sei que a exposição atual é de uma dimensão muito maior do que as que já tive e continuo tendo. Penso que posso me aborrecer um pouco com a falta de sossego e não creio que venha a me alegrar com o fato de ser olhado como um E.T. Porém, é parte do jogo e, como disse, em dose menor, estou bastante habituado. Fiz programa diário de tevê entre 1991 e 1993 e já sei como é isso. Já trabalhei no futebol na época da democracia corintiana entre 82 e 84 e, ali no Corinthians, a exposição também é grande. Não é o meu barato, mas não me incomodo.

O que o seduz e o que o assusta no horário nobre da TV?
Uma novela como essa atinge um público que jamais atingi. Até agora, a eventual sedução foi bem menor do que o medo. Mas não desisti. Fui uma criança muito medrosa e, talvez por isso, aprendi a enfrentá-lo. Jamais abandonei um projeto que me parecesse importante, e principalmente útil, por causa do medo.

Acha que sua participação pode ajudar pessoas com problemas emocionais?
Acredito que tudo o que faço no rádio, nos meus livros, nos programas de TV de que participo pode ajudar as pessoas a pensar um pouco mais em si mesmas, e a iniciar um processo de autocrítica que pode ser muito criativo e útil. Numa época em que todo mundo só tem se preocupado com a aparência física, vale a pena qualquer iniciativa que lembre a elas que é importante também se preocupar com a subjetividade. Minha única pretensão é ajudar as pessoas a pensar que dentro da nossa casca existe um miolo.

Não tem medo de ser julgado por esse novo público pela sua competência como ator e não como terapeuta?
Tenho 67 anos, e minha experiência como médico é inquestionável. Nunca pensei nas atividades de divulgação como algo que viesse a consolidar minha carreira. Além disso, minhas experiências prévias sempre indicaram que elas não perturbaram o bom andamento do meu trabalho cotidiano. Sempre achei que é dever das pessoas que têm acesso a algum tipo de conhecimento compartilhá-lo com o maior número possível de pessoas. Sempre me insurgi contra qualquer modelo de elitismo intelectual, de modo que sempre me propus a escrever e falar de modo claro e direto, tentando transmitir o que aprendi. Não creio que serei avaliado como ator, pois isso seria grande engano.

Fez alguma aula de interpretação, teve que decorar textos ou ensaiou as cenas em frente ao espelho?
Não acho que necessite de ensaio para ser eu mesmo. O que o Sílvio quer de mim é que eu seja o terapeuta que sempre fui, embora com as limitações de tempo e a necessidade de seguir um determinado roteiro, já que estou contracenando com um ator. Tenho uma certa liberdade em minhas falas, e não creio que terei problemas maiores de seguir o roteiro. Agora, é claro que agradarei a algumas pessoas e desagradarei a outras. Ninguém que tem identidade e personalidade definida é capaz de só agradar. Não me preocupo muito com a avaliação das pessoas. É claro que prefiro agradar a desagradar. Porém, respondo mesmo é à minha consciência e estou muito tranquilo que posso ser útil à comunidade e também contribuir para divulgar melhor a minha profissão.

Já foi divulgado que o problema do Gerson pode ser pedofilia, um assunto muito em voga ultimamente. Este problema tem solução, a doença tem cura?
Em nome do realismo do meu trabalho, tenho preferido não saber quais os detalhes do problema do Gerson. Eles me serão revelados ao longo das “consultas”. De todo modo, sei - e todos sabem, porque o Sílvio já disse - que se trata de um tema relacionado a sexo. Não é obrigatório que se pense em termos de doença e de cura, pois “curar”, na origem, quer dizer cuidar. O mais importante é poder ajudar a pessoa a avançar emocionalmente e, se possível, superar suas dificuldades. O papel do médico é ajudar a seus pacientes da melhor forma possível.

A personagem Diana flagrou o marido conferindo uma cena no computador que considerou inaceitável. Caso o problema de Gerson não seja pedofilia, qual outra patologia você acha que pode ser?
Não tenho palpites. Prefiro esperar para ver do que se trata e ver o que posso fazer para ajudar o Gerson.

Um de seus livros mais famosos – Dá para ser feliz... apesar do medo – afirma que por medo do amor a maioria das pessoas boicota seus relacionamentos. Acha possível que o Gerson tenha se deixado flagrar para evitar um contato mais íntimo com a Diana?
Muitos dos nossos comportamentos destrutivos têm a ver com o medo da felicidade, o medo de que algo de ruim aconteça quando estamos muito felizes. Porém, não penso que tenha sido esse o caso. Acho que ele pode ter se deixado flagrar até para que desencader um processo que o levaria a um tratamento e à tentativa de solucionar seus conflitos.

É possível ter um bom e duradouro relacionamento a dois?
Acho que existem muito poucos relacionamentos de ótima qualidade que duram a vida inteira. Porém, eles existem, de modo que não é obrigatório que terminem. As pessoas boicotam, sim, a felicidade e têm muito medo da felicidade sentimental. Mas todo medo que nos parece irracional e ilógico, como este, foi feito para ser enfrentado.




๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑


LAST

Sphere: Related Content
26/10/2008 free counters

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Flavio Gikovate

Amigo é bem diferente de "conhecido". Amizade é sentimento forte, base para relações fundadas em afinidades de caráter, gostos e interesses

O amigo é aquela criatura em quem confiamos plenamente. É delicioso passar horas conversando sobre tudo porque não necessitamos nos censurar

É óbvio que o legal é que o parceiro sentimental seja o melhor amigo. Porém, a maioria dos casados dizem que não seriam amigos de seus pares

Muitos fatores interferem nos erros de escolha do parceiro sentimental. Um deles é o desejo sexual, que costuma privilegiar os cafajestes.

Outro fator que gera erros na escolhas sentimentais é a baixa auto-estima: quem não gosta do próprio jeito de ser se encantará pelo oposto.


๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑


LAST

Sphere: Related Content
26/10/2008 free counters

domingo, 15 de agosto de 2010

Flavio Gikovate

Na próxima terça (17/8) estarei no Happy Hour da GNT às 19 hs. O assunto é "sexo casual", tema bastante abordado no meu novo livro: "SEXO"

๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑


LAST

Sphere: Related Content
26/10/2008 free counters

sábado, 31 de julho de 2010

#Flavio_Gikovate

Na próxima terça, dia 3/8, tem gravação do Divã do Gikovate na livraria Cultura do Conjunto Nacional. Será às 19 horas e a entrada é franca

๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑


LAST

Sphere: Related Content
26/10/2008 free counters

terça-feira, 22 de junho de 2010

Flávio Gikovate

Se mesmo quando queremos muito, mudamos algo em nós com enorme dificuldade, como acreditar que seremos capazes de modificar a pessoa amada?
Gostar da pessoa por ela ser de um dado jeito e depois tentar de tudo para modificá-la não faz o menor sentido!

Amor adulto, maduro, implica reciprocidade. Muitas pessoas se iludem, aceitam a falta de correspondência porque esperam que ela virá depois.

๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑


LAST

Sphere: Related Content
26/10/2008 free counters

Flávio Gikovate

Aquelas criaturas que demonstram ser seguras e um tanto superiores são mesmo é mentirosas. A escolha real é entre ser inseguro ou mentiroso!

๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑


LAST

Sphere: Related Content
26/10/2008 free counters

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Flávio Gikovate

Existem histórias de amor com final feliz. São poucas e implicam a morte da forma imatura e infantil de amar e não a morte dos que se amam.

๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑


LAST

Sphere: Related Content
26/10/2008 free counters

Flávio Gikovate

A ingratidão tem sua lógica: quem dá é o rico e quem recebe o pobre. Daí a inveja! Poucos são os que aceitam ajuda com dignidade e gratidão.

๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑


LAST

Sphere: Related Content
26/10/2008 free counters

Flávio Gikovate

Como não existe um sentido pré-estabelecido para a vida, cabe a nós elaborar um projeto pessoal. Tentar realizá-lo será o "nosso" sentido.

๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑


LAST

Sphere: Related Content
26/10/2008 free counters

Flávio Gikovate

Para continuar a evoluir é preciso manter o "cérebro poroso": trocar, sem dó, nossos pontos de vista por outros que nos pareçam melhores.

๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑


LAST

Sphere: Related Content
26/10/2008 free counters

Flávio Gikovate

Curiosa a valorização das pessoas por tudo que implica sofrimento e dificuldade. O fácil pode ser bom e o sofrido pode não valer nada.

๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑


LAST

Sphere: Related Content
26/10/2008 free counters

Flávio Gikovate

Minha auto-estima depende de eu ser disciplinado: capaz de cumprir tudo o que eu combinar comigo mesmo: exercícios, alimentação, sono, etc.
Minha auto-estima depende do juízo que eu faço de mim. Minha vaidade se abastece da avaliação que as outras pessoas fazem de mim.


๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑


LAST

Sphere: Related Content
26/10/2008 free counters

Flávio Gikovate

Na questão da auto-estima não há espaço para "mutretas" ou qualquer tipo de auto-enganação: ou eu cumpro o combinado ou ela afunda mesmo.

๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑


LAST

Sphere: Related Content
26/10/2008 free counters

Flávio Gikovate

O ciúme nasce junto com o amor: o bebê não quer dividir a mãe com ninguém! Sua intensidade não mede a do amor e sim o gráu de dependência.

๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑


LAST

Sphere: Related Content
26/10/2008 free counters

Flávio Gikovate

Muita gente é delicada e generosa socialmente e grosseira e egoísta na intimidade. O caráter se mede mesmo é pela conduta dentro de casa.

๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑


LAST

Sphere: Related Content
26/10/2008 free counters

Flávio Gikovate

Amor adulto, maduro, implica reciprocidade. Muitas pessoas se iludem, aceitam a falta de correspondência porque esperam que ela virá depois.

๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑


LAST

Sphere: Related Content
26/10/2008 free counters

Flávio Gikovate

Pessoas mais egoístas gostam de evocar os sofrimentos do passado, pois supõem que eles lhe dão direito a receber mais benefícios no presente

๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑๑۩۞۩๑


LAST

Sphere: Related Content
26/10/2008 free counters

quarta-feira, 1 de abril de 2009

‘A mentira é um instrumento da inteligência’


por diretodafonte

O psiquiatra Flavio Gikovate analisa o que há de verdade nas brincadeiras sobre o 1º de Abril

Se a mentira fosse filha do diabo, como diz o ditado, não teria um dia só para ela no calendário – como acontece de novo amanhã, 1º de abril. Ela também é filha, muitas vezes, da generosidade, da prudência. Mentir pode ser uma questão de polidez, diplomacia ou até sobrevivência. Se alguém discordar, que tente passar um um dia inteiro dedicado a dizer apenas verdades.

“As pessoas nem sempre gostam de ouvir a verdade”, avisa o psiquiatra Flávio Gikovate. Há um limite entre a mentira funcional e a outra, usada como autodefesa, em benefício próprio. Procurado pela coluna, para explicar quando ela vale ou não, Gikovate – que apresenta um polêmico programa em que dá consultas-relâmpago por telefone, na rádio CBN – lembrou que a sinceridade pode, às vezes, ser uma coisa maldosa, agressiva. Deve ser verdade. Ele garante que já atendeu “mais de 8.000 pessoas” em seu consultório.

O diabo é o pai da mentira? Não. A mentira é um instrumento da inteligência humana.

Em média, quantas vezes você mente por dia? Não vale mentir (risos)... Sou um mentiroso modesto. Na minha vida pessoal, não minto. E não minto nunca para meus pacientes. Sou adepto de uma posição nova da medicina, de se falar tudo. É claro que eu nunca diria a um burro que ele é burro. Mas, tampouco, diria que ele prima pela inteligência.

É possível ser 100% sincero? A sinceridade muitas vezes é agressiva. Quem diz que é sincero e fala tudo o que pensa acaba sendo maldoso, agressivo. Usa a honestidade com intuitos às vezes duvidosos. Socialmente, eu nunca vou revelar por que recuso determinados convites, por exemplo. Não é polido.

Quem mente não é necessariamente mau caráter? Mais ou menos. A mentira surge cedo na vida, um óbvio sinal de inteligência da criança. Lá pelos quatro anos, ela já mente para livrar-se de punição. Quando a criança começa a mentir, é sinal que a cabecinha está funcionando de um jeito interessante. Na vida adulta, boa parte das mentiras também tem a finalidade de livrar a pessoa da encrenca. Mas outras mentiras são contadas para levar vantagem. Aí é conto do vigário. Estas estão ligadas à deslealdade e a uma grande falta de caráter.

Quando a mentira faz bem? Quando é piedosa. Os médicos nem sempre contam para o doente terminal o real estágio da doença. Tampouco o presidente precisa dizer que uma crise é tão grave quanto realmente é. O Lula estava absolutamente certo quando falou que não pode dizer para um doente que ele entrou pelo cano. As pessoas não gostam de ouvir a verdade.

Então a pessoa que é totalmente sincera – se é que isso existe – acaba sendo grosseira... Ser muito sincero é algo rígido. Do ponto de vista moral, é preciso ter jogo de cintura. A falha de caráter não se mede pela mentira em si, mas pela intenção.

Dizem que a mentira se transforma em mitomania. O que é isso? A mitomania é a mania de mentir desnecessariamente. O mitômano costuma mentir por vaidade, para se engrandecer.

Mas a mitomania não é uma doença? Tenho 42 anos de profissão e atendi 8.000 pessoas. Até hoje nunca atendi a um mitômano. Tem que acabar com essa história de inconsciente. Isso foi uma das pragas que a psicanálise trouxe. Ao botar a culpa no inconsciente, o indivíduo está tentando se safar. Mitomania é autoafirmação.

Qual a melhor maneira de dizer uma verdade inconveniente? De um jeito fofinho, acolchoando a verdade com alguns elogios. Se a pessoa tem seis defeitos e uma qualidade, é melhor começar sempre pela qualidade. Faço isso em tempo integral.

Os pacientes mentem para você? Muito raramente. Mas tem também o inverso. Alguns pacientes eu perdi por que falaram muitas verdades na primeira consulta e depois não tiveram coragem de olhar na minha cara na semana seguinte. Nunca mais apareceram.

Como você sabe quando o paciente está mentindo? É impossível saber. Se a pessoa quiser me enganar, vai enganar.

Há quem critique o seu programa na rádio CBN, onde você “atende” a ouvintes ao vivo. A José Angelo Gaiarsa também fazia isso, mas na TV. Funciona? Se você aparece um pouco, sempre vai ter um monte de gente dando tiro. O rádio é o lugar certo para isso, não a TV. Programas como o meu existem no mundo inteiro. Na TV, ao vivo, a pessoa vai mentir. Nunca uma mulher falaria na TV sobre as fixações sexuais do marido, por exemplo.

Ser um psiquiatra muito conhecido não prejudica a relação com o paciente? Faço coisas púbicas desde 1977. Em 1976 já escrevia em jornal. Sempre achei que isso traz mais benefício que malefício. Meus clientes nunca reclamaram. Comecei a ir para a mídia quando já estava com consultório cheio. Foi uma forma de retribuição social.

E um pouco de vaidade, não? Claro. Se eu dissesse que não, seria mentiroso. Como não sou mentiroso (risos)... Na Bíblia está escrito: “Vaidade das vaidades, tudo é vaidade...”

PEDRO VENCESLAU

Sphere: Related Content
26/10/2008 free counters

sábado, 21 de junho de 2008

DR. FLÁVIO GIKOVATE

DR. FLÁVIO GIKOVATE


  • Flávio Gikovate é médico formado pela USP no ano de 1966.

  • Desde 1967 trabalha como psicoterapeuta, tendo atendido mais de 8000 pacientes. Se dedica principalmente às técnicas breves de psicoterapia.

  • Em 1970 foi Assistente Clínico no "Institute of Psychiatry" da Universidade de Londres.

  • É autor de 25 livros sobre os aspectos principais dos conflitos íntimos das pessoas normais, especialmente os relacionados com a vida afetiva e sexual. Seus livros — alguns editados também em língua espanhola — já venderam mais de 600.000 exemplares ao longo dos últimos 30 anos.

  • Colaborador de várias revistas e jornais de grande circulação. Em particular, assinou uma coluna semanal sobre comportamento no jornal Folha de São Paulo, entre 1980 e 1984 e entre 1987 e 1999 uma página mensal na Revista "Claudia".

  • Participou como convidado de praticamente todos os programas da televisão brasileira. Entre 1991 e 1993, coordenou programas diários na Rede Bandeirantes de Televisão: numa primeira fase, o Canal Livre, ao qual se seguiu, Falando de Verdade.
  • Conferencista muito solicitado para as atividades dirigidas ao público em geral, bem como para os quadros gerenciais em empresas, para profissionais de psicologia e de várias especialidades médicas.

Sphere: Related Content
26/10/2008 free counters