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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Força, Fábio (Por Lucio Mauro Filho)







Por Lucio Mauro Filho


Eu não tenho nenhuma intimidade com o Fábio Assunção, nunca trabalhamos juntos, mas sempre que nos encontramos eu sinto uma vibração boa, de quem a gente admira, respeita e, mesmo a distância, quer bem. E os colegas que temos em comum sempre me confirmam essa vibração, pois todos têm muito carinho e respeito por ele. Quando surgiram os fatos que tornaram pública a situação do Fábio, rapidamente me interessei em acompanhar o caso, de longe, torcendo muito por um final feliz. Me interessei por ser também uma pessoa pública, mas principalmente por ser também um ser humano comum, a mercê de todas essas tentações, lícitas ou ilícitas, que a vida nos oferece.


O que aconteceu com o Fábio pode acontecer com qualquer um. Ator, lixeiro, dona de casa ou até mesmo um Presidente da Republica. E os modos, ou o porquê das pessoas ultrapassarem o limite da segurança física e mental são diversos, cada história é uma história. As drogas, os estimulantes, os afrodisíacos, existem desde que o mundo é mundo. E a percepção da sociedade em relação ao assunto já deu várias reviravoltas, talvez por que a questão da droga nunca tenha sido discutida de fato, com a amplitude que o tema pede.


Neste momento, é interessante que figuras públicas como os ex-presidentes, César Gaviria, Ernesto Zedillo e Fernando Henrique Cardoso, estejam empenhados em discutir novas formas de lidar com a questão das drogas, através da Comissão Latinoamericana Sobre Drogas e Democracia. É um passo importante, pois a sociedade tende a achar que a questão é menos importante, assim como o pai que faz vista grossa para o filho que está se drogando. A questão envolve economia, segurança publica, saúde, liberdades individuais e tantas outras questões. E quando uma celebridade aparece no Fantástico para falar do assunto, como fez o Fábio, é porque realmente a droga não escolhe ninguém e mesmo as pessoas com acesso a boa educação e cultura estão sujeitas a experimentar, usar e abusar dela. Portanto, o assunto é da hora. É hora sim de discutir e procurar meios de esclarecer cada vez mais o que a droga representa para a sociedade, como devemos lidar com ela e principalmente, com quem está prisioneiro dela.


Vivo me cobrando uma posição à respeito da descriminalização das drogas. Confesso que ainda não cheguei a uma conclusão. Tenho dois filhos e penso que daqui a pouco terei que introduzir o assunto lá em casa. Às vezes penso que com as drogas liberadas, os pais vão descobrir com mais rapidez se seus filhos estão fazendo uso de substancias entorpecentes e sendo assim, será mais fácil entrar no assunto e se posicionar a respeito. Mas é uma visão muito simples para um tema tão abrangente.


Ver o depoimento do Fábio foi para mim um grande momento de reflexão. E confesso, fiquei emocionado de ver um cara que como eu é pai, artista e acima de tudo ser humano, abrindo sua intimidade em prol de alguma coisa que ele parecia estar tentando saber o que é e mesmo assim o fez, com dignidade, coragem e peito aberto. Parabéns Fábio. Você mostrou que é um cidadão de respeito, que merece toda a admiração que seus colegas e seu público tem por você. Estejamos todos alertas!


E não esqueçamos de discutir.


Lucio Mauro Filho, ator e roteirista

14 de setembro de 2009







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Gripe A pode se espalhar por uma semana além dos sintomas

_Saúde

segunda-feira, 14 de setembro de 2009, 18:15 | Online



A nova pesquisa indica que o contato com pacientes da gripe suína deve ser evitado por mais tempo

AP e DJ


Gripe A pode se espalhar por uma semana além dos sintomas
VIENA - Novos estudos mostram que um número considerável de portadores do vírus A H1N1 é capaz de disseminar o vírus da doença popularmente conhecida como gripe suína durante uma semana ou mais depois da manifestação dos primeiros sintomas, revela uma nova pesquisa. O período é superior ao que os especialistas acreditavam inicialmente.

Veja também:

especial ESPECIAL: Entenda a gripe suína

especial ESPECIAL: Perguntas e respostas sobre a gripe

A nova pesquisa indica que o contato com pacientes da gripe suína deve ser evitado por mais tempo e que, até o momento, a tosse é o sintoma mais preciso com relação ao tempo durante o qual um enfermo é capaz de espalhar o vírus.

A pesquisa foi comentada na tarde desta segunda-feira durante uma conferência sobre microbiologia na Califórnia.

Mais cedo, um especialista da Organização Mundial de Saúde (OMS) informou que aproximadamente 40% das pessoas que morreram ou adoeceram com gravidade após contraírem a gripe A H1N1 eram jovens e saudáveis.

Entre os casos mais sérios entre os que contraíram o vírus, 40% "seriam do contrário considerados saudáveis", notou o especialista da OMS Sin Lun Tam, em uma conferência sobre doenças pulmonares. O encontro ocorre até quarta-feira, em Viena.

Entre os que adoeceram gravemente do vírus, mais de metade tinha menos de 20 anos, disse o especialista. O maior índice de mortes ocorreu entre as pessoas com idades entre 25 e 49 anos.

Sin Lun Tam apontou ainda que entre 15% e 30% dos contaminados pelo vírus que deram entrada em hospitais precisaram de cuidados intensivos. Segundo ele, a origem da doença ainda é desconhecida.

Na Austrália e nos Estados Unidos, as crianças eram o grupo com maior hospitalizações pela doença, segundo a OMS. Ao menos 3.205 pessoas já morreram em todo o mundo pela gripe A H1N1 desde os primeiros casos em abril, informou a entidade na sexta-feira.








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Obama assina ordem que estende embargo a Cuba por mais um ano


segunda-feira, 14 de setembro de 2009, 18:30 | Online



PATRICIA ZENGERLE - REUTERS


WASHINGTON - O presidente norte-americano, Barack Obama, assinou uma ordem nesta segunda-feira que estende a lei usada para impor o embargo comercial dos EUA a Cuba, apesar dos pedidos de opositores para que Obama seguisse o abrandamento das sanções à ilha comunista com o objetivo de colocar fim ao embargo.

"O presidente determinou que é de interesse nacional dos EUA em continuar por mais um ano o exercício de certos poderes sob o Ato de Comércio com o Inimigo em respeito a Cuba", informou a Casa Branca.

Obama anunciou em abril que iria aliviar restrições comerciais, impostas a Cuba há quase meio século após a revolução comunista de Fidel Castro.

No início deste mês, Washington aliviou as sanções. Entre as mudanças, o Departamento do Tesouro disse que autorizaria o envio ilimitado de remessas por norte-americanos com parentes em Cuba e a visita de norte-americanos à ilha quantas vezes e quando quiserem.

O grupo de direitos Anistia Internacional pediu a Obama que não assinasse a extensão, alegando que o embargo interfere nos direitos humanos de cubanos.

Presidentes norte-americanos têm assinado extensões anuais da lei desde 1970.

(Reportagem adicional de Matt Spetalnick)








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Cesare Battisti quer viver no Brasil, ser escritor e um dia voltar à Itália







06/09 - 00:36 , atualizada às 05:16 06/09 - Ansa

BRASÍLIA - O ex-ativista Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua na Itália e que em janeiro passado recebeu o status de refugiado do Ministério da Justiça brasileiro, disse acreditar que um dia poderá "voltar à Itália como um cidadão livre".

Em entrevista escrita à ANSA, Battisti afirma que -- após o julgamento de seu caso pelo Supremo Tribunal Federal (STF) -- espera ficar no Brasil, "fazendo exatamente o que fazia primeiro no México, depois na França, e também aqui antes de ser preso. Quero retomar minhas atividades de escritor e roteirista".

Questionado sobre a possibilidade de retornar à Itália, ele esclarece que gostaria de retornar um dia se fosse anistiado pelo regime italiano. "A Itália é meu país natal, lá estão meus parentes. Não duvido que um dia eu possa voltar à Itália como um cidadão livre".

Condenado na Itália à prisão perpétua por quatro homicídios cometidos na década de 1970, quando integrava o grupo Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), Battisti permaneceu foragido por quase 30 anos. Ele se refugiou no México e na França, onde foi beneficiado pelo asilo outorgado pelo ex-presidente Francoise Mitterand, antes de vir ao Brasil, onde foi preso em 2007.

Desde janeiro passado, após ter recebido do ministro Tarso Genro o status de refugiado político, o ex-militante de esquerda aguarda a decisão do Supremo, que deve analisar seu caso na próxima quarta-feira.

Com otimismo, Battisti afirma que "este tempo prolongado tem servido para que os ministros do STF tenham estudado com maior profundidade o caso e, assim, compreendido porquê não fui responsável pelos quatro assassinatos".

Revelando que está em seu terceiro romance desde que foi detido, o italiano fala também sobre o regime carcerário e sobre seu companheiro de cela, "que é bem tranquilo, o que me permite continuar a escrever quase todos os dias".

Embora as normas do presídio sejam rígidas, "felizmente, posso contar com o apoio externo para cuidar de minha saúde, principalmente, pela hepatite B e diabetes", conta Battisti, que tem recebido a solidariedade de associações sociais e políticas da Itália e também de brasileiros, que enviam cartas, livros e ajudas materiais.

Sobre a distensão nas relações entre Itália e Brasil ocasionada por seu caso, o italiano diz não acreditar que "existe tensão diplomática", pois "a amizade que liga estes dois países é forte demais para não resistir a uma simples questão de soberania nacional", enfatiza no texto de três páginas, escrito à mão e em português, da penitenciária da Papuda, em Brasília.

A Itália, por sua vez, considera que o parecer do STF ainda é imprevisível. Na última semana, um dos advogados do Estado italiano recordou, em declarações à ANSA, que este caso é de "grande complexidade" e, portanto, o Supremo deverá demorar mais de um dia para tomar sua decisão.









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Para Gilmar Mendes, interferência no caso Battisti é legítima





_Política

segunda-feira, 14 de setembro de 2009, 16:23 | Online



Avaliação é uma resposta às críticas do ministro da Justiça, Tarso Genro, de que extradição causaria conflito

ANNE WARTH - Agencia Estado


SÃO PAULO - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, disse hoje considerar legítima a interferência do Poder Judiciário na decisão do governo que conferiu status de refugiado político ao militante italiano Cesare Battisti. A avaliação é uma resposta às críticas do ministro da Justiça, Tarso Genro, que afirmou que o direito de conceder refúgio político é uma prerrogativa do Executivo e que o pedido de extradição da Itália, se aceito pelo STF, causaria conflito entre os Poderes.




"O controle da legitimidade de atos de outro Poder e o controle da constitucionalidade de leis já pressupõem um tipo de controle e de aferição de legitimidade. Há inevitavelmente uma interferência, só que uma interferência legítima", afirmou, na abertura da Semana Nacional de Conciliação da Justiça, no Fórum Trabalhista Rui Barbosa, em São Paulo.

Battisti foi condenado na Itália à prisão perpétua sob acusação de envolvimento em quatro assassinatos. Ele está preso no Brasil desde 2007. O julgamento do pedido de extradição pelo STF começou no dia 9. O relator do caso, ministro Cezar Peluso, se manifestou pela anulação do asilo político a Battisti e foi favorável ao pedido de extradição. Quatro ministros votaram a favor da extradição e três contra. O ministro Marco Aurélio Mello pediu vistas e interrompeu o julgamento.

Mendes decidiu aguardar o retorno do julgamento para proferir seu voto. "Depende agora do voto do ministro Marco Aurélio, que pediu vistas. Só depois eu vou me pronunciar", disse



"O que o labirinto nos ensina não é onde está a saída, mas quais os caminhos que não levam a lugar nenhum."


Atuais ministros do Brasil



Entenda o caso Cesare Battisti

Em janeiro de 2009, governo brasileiro concedeu status de refugiado político ao italiano e a decisão desagradou a Itália, que pede a extradição de Battisti. Tire suas dúvidas

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TAGS (palavras-chave): Caso Battisti


_Política

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009, 15:41 | Online



Entenda a polêmica do caso Cesare Battisti


SÃO PAULO - O governo brasileiro concedeu status de refugiado político ao italiano Cesare Battisti em janeiro deste ano. A decisão provocou reações da Itália, que pediu a extradição do ex-ativista de esquerda acusado de quatro crimes no país. Com o status de refugiado político, Cesare não pode ser extraditado.

A decisão, tomada pelo ministro da Justiça, Tarso Genro, fez com que a Itália chamasse de volta o seu embaixador no Brasil para consultas. Hoje, o ministro negou que haja uma "crise" entre os países.

Veja a cronologia do caso:

1976: Surgia o grupo guerrilheiro radical de esquerda Proletários Armados Pelo Comunismo (PAC). Fundado em oposição às Brigadas Vermelhas, conta com inúmeros dissidentes das brigadas. Seus principais líderes e idealizadores são Sebastiano Masala e Arrigo Cavallina.

1978: Sequestro e assassinato (9/5/1978) do líder democrata-cristão Aldo Moro pelo grupo guerrilheiro Brigadas Vermelhas. Nesta época, Cesare Battisti integra o Proletários Armados Pelo Comunismo (PAC). Após o assassinato de Aldo Moro a opinião pública italiana volta-se em peso contra os grupos armados.

1979: Cesare Battisti é preso em Milão pela morte de um joalheiro

1981: Condenado na Itália a 12 anos e 10 meses de prisão por "participação em bando armado" e "ocultação de armas". No mesmo ano, ele foge para França.

1982: Fuga para o México. Durante sua estadia no país é colaborador de diversos jornais, funda a revista literária Via Libre, e organiza a primeira Bienal de Artes Gráficas no México.

1985: Doutrina Miterrand: o presidente francês François Mitterrand se compromete a não extraditar os ex-ativistas de extrema esquerda italiana sob a condição de que abandonem a luta armada.

1991: A França nega o pedido italiano de extradição.

1993: Battisti é condenado à prisão perpétua pela Justiça de Milão por quatro "homicídios hediondos", contra um guarda carcerário, um agente de polícia, um militante neofascista e um joalheiro.

2001: Battisti pede naturalização francesa

2002: A Itália pede a extradição de Battisti ao governo francês.

2004:

- Justiça francesa decide pela extradição, o que desencadeia protestos de intelectuais, artistas e políticos franceses de esquerda. A sentença tem apoio do presidente Jacques Chirac. Inicia-se uma longa discussão jurídica sobre a extradição, alimentada por recursos de advogados.

- Battisti é libertado e mantido sob vigilância.

- Ao não se apresentar à polícia, Battisti cai na clandestinidade. Seu novo esconderijo será o Brasil.

- Recurso de Battisti é rejeitado e a ordem de extradição para a Itália torna-se definitiva.

2005: O Conselho de Estado da França dá sinal verde à extradição. No início de agosto, os advogados dele recorrem à Corte Europeia de Direitos Humanos.

2006: A anulação feita em 2004 do pedido de naturalização francesa, que havia recebido uma decisão favorável ainda em 2003, é cancelada.

2007: Battisti é preso no calçadão de Copacabana, no Rio de Janeiro.

2008: Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) rejeita por 3 votos a 2 o pedido de refúgio de Battisti. A defesa do italiano recorre ao ministro da Justiça, Tarso Genro, para tentar obter o status de refugiado, o que lhe garantiria o direito de viver livremente no Brasil

2009-

Janeiro

- Dia 13: Tarso concede refúgio político a Battisti. Autoridades italianas reagem com indignação

- Dia 16: Gilmar Mendes pede parecer ao procurador-geral sobre o caso

- Dia 17: Presidente da Itália, Giorgio Napolitano, envia carta a Lula dizendo-se 'espantado'

- Dia 22- Lula é alvo de protesto na Itália. "Bin Laden, peça asilo no Brasil", dizia um dos cartazes

- Dia 23: Em carta, Lula diz ao presidente italiano que decisão está amparada na Constituição

- Dia 26: Procurador opina e recomenda que pedido de extradição seja arquivado

- Dia 27: Itália chama embaixador de volta a Roma para discutir o caso


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Muitas pedras da Lua trazidas por Apollo estão perdidas


Washington presenteou 135 países com as rochas trazidas pelas duas missões lunares de 1969 e 1972

AP


AMSTERDÃ - Atenção, países do mundo: Vocês sabem onde estão suas pedras da Lua?

A descoberta de uma pedra da lua falsa no museu nacional da Holanda deveria ser um alerta para os mais de 130 países que receberam presentes dos voos Apollo 11, em 1969, e Apollo 17, três anos depois.

Cerca de 270 pedras recolhidas pelos astronautas americanos foram entregues a outros países pela administração Nixon. Mas de acordo com especialistas e pesquisadores consultados pela Associated Press, o paradeiro de algumas dessas pequenas pedras é desconhecido. "Eu não tenho dúvida de que muitas pedras da lua foram perdidas ou roubadas e estão agora em coleções particulares", disse Joseph Gutheinz, da Universidade do Arizona.

O Rijksmuseum, mais conhecido por abrigar pinturas holandesas do século XVII, anunciou no mês passado que sua pedra (do tamanho de uma ameixa) havia sido testada e foi descoberto que era apenas um pedaço de madeira petrificada, provavelmente do Arizona. O museu disse ter recebido a pedra do governo de um ex-primeiro-ministro.

A verdadeira pedra holandesa está em um museu de história natural, mas a identificação errada levantou questões sobre quão bem os países têm protegido seus presentes de Washington.

Pedras da Lua genuínas, embora não tenham nenhum valor mineral, podem alcançar valores de seis dígitos no mercado negro de colecionadores.

Das 135 pedras do Apollo 17 presenteadas para nações e seus líderes, apenas cerca de 25 foram encontradas pelo site CollectSpace.com. Isso não significa que as outras estejam perdidas, apenas que os arquivos são incompletos.









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40% dos infectados pela gripe suína eram jovens saudáveis


segunda-feira, 14 de setembro de 2009, 13:03

O maior índice de mortes ocasionadas pela doença ocorreu entre as pessoas com idade entre 25 e 49 anos

AE - Agência Estado


- VIENA - Aproximadamente 40% das pessoas que morreram ou adoeceram após contraírem a gripe suína eram jovens e saudáveis, afirmou nesta segunda-feira, 14, um especialista da Organização Mundial de Saúde (OMS). Segundo Sin Lun Tam, entre os casos graves, mais de metade dos pacientes tinha menos de 20 anos. O maior índice de mortes ocorreu entre as pessoas com idade entre 25 e 49 anos. Ele apontou ainda que entre 15% e 30% dos contaminados pelo vírus que deram entrada em hospitais precisaram de cuidados intensivos.

Veja também:

especial ESPECIAL: Entenda a gripe suína

especial ESPECIAL: Perguntas e respostas sobre a gripe

Na Austrália e nos Estados Unidos, as crianças eram o grupo com maior índice de internações pela doença, segundo a OMS. Ao menos 3.205 pessoas já morreram em todo o mundo pela gripe suína, informou a entidade na sexta-feira. As informações são da Dow Jones.









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OMS diz que 40% das mortes pela gripe são de pessoas saudáveis

OMS diz que 40% das mortes pela gripe são de pessoas saudáveis

Mapa

Viena, 14 set (EFE).- Um especialista da Organização Mundial da Saúde afirmou nesta segunda-feira que 40% dos casos graves e das mortes causadas pela nova gripe corresponde a pessoas saudáveis, e a taxa de mortalidade é ligeiramente mais alta nas idades entre 25 e 49 anos.

Na abertura do congresso anual da Sociedade Respiratória Europeia (ERS, em inglês), em Viena, um especialista da OMS confirmou que ,em muitas partes do mundo, a nova gripe já desbancou a gripe sazonal.

O especialista advertiu que, embora, em geral, a nova gripe não seja muito agressiva, chama a atenção o fato de que grande parte das mortes causadas, assim como os casos mais graves, foi registrada em pessoas que eram saudáveis antes de contrair o vírus A (H1N1).

Além disso, destacou o fato de que o grupo de mais risco seja o de adultos.

"Inclusive a taxa de mortandade é ligeiramente superior no grupo de entre 25 e 49 anos, e 40% dos casos graves e das mortes afetam pessoas que seriam consideradas saudáveis", afirmou.

"Ainda não sabemos com exatidão de onde veio este vírus. Até agora, o A (H1N1) praticamente não sofreu mutação. Isso é uma sorte. As cepas são muito homogêneas. As complicações pulmonares são registradas com mais frequência do que na gripe comum sazonal", ressaltou.

De acordo com os dados da OMS, que parou de contabilizar o número de contagiados e só registra o número de mortes e casos graves, o maior número de pacientes internados por causa da doença nos Estados Unidos e na Austrália é entre os menores de 20 anos.

Até a próxima quarta-feira, cerca de 20 mil especialistas participam do congresso da ERS, a maior conferência mundial de medicina pulmonar.

O fórum concentra grande parte de sua atenção nas doenças crônicas das vias re






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Após teste, Glaxo diz que vacina para a gripe é eficaz



14/09 - 15:23 - EFE

EFE - v1

Londres, 14 set (EFE).- A farmacêutica britânica GlaxoSmithKline (GSK) informou hoje que os primeiros testes com sua vacina contra o vírus da nova gripe demonstraram eficácia após a primeira dose.

Em comunicado, a companhia explicou que os resultados da experiência, que está sendo feita na Alemanha com 130 voluntários saudáveis de entre 18 e 60 anos, indicam que a vacina oferece uma "forte resposta imunitária".

Segundo a empresa, essa resposta "excede o critério de imunogenicidade" - propriedade de uma substância com capacidade de produzir uma resposta imune -, definido pelas autoridades reguladoras internacionais para uma vacina contra uma pandemia de gripe.

Mais de 98% dos participantes do estudo, que receberam a vacina com um coadjuvante (aditivo acrescentado a uma vacina para melhorar a resposta do sistema imunológico à mesma), mostraram uma reação imunitária adequada três semanas após sua aplicação.

Quando o grupo de teste recebeu a vacina sem coadjuvante, 95% de seus membros deram essa mesma resposta imunitária.

"Esta prova oferece dados estimulantes sobre o possível uso de uma dose de nossa vacina contra a pandemia", afirmou o presidente da GSK, Jean Stephenne.

"Compartilhamos esses dados com autoridades reguladoras e Governos que estão tomando decisões-chave sobre assistência sanitária nesse momento", explicou Stephenne.

A farmacêutica está realizando outros 15 experimentos com mais de nove mil pessoas em Europa, Canadá e Estados Unidos.

Após ser detectado o primeiro caso da gripe no México, em março passado, as empresas farmacêuticas, pressionadas pela demanda dos Governos, se lançaram a uma corrida para fabricar uma vacina que combata o vírus da doença.

Em 11 de junho último, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou pandemia da gripe em nível global. EFE pa/rr








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Unifesp inicia estudo com voluntários para tratamento da gripe H1N1

14/09/09 - 15h57 - Atualizado em 14/09/09 - 15h57


Candidatos devem ter 18 anos de idade ou mais e apresentar sintomas.
Pacientes receberão medicação e serão acompanhados por especialistas.

Do G1, em São Paulo


O Núcleo de Pesquisa em Geriatria Clínica e Prevenção (NUPEQ) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) convocou nesta segunda-feira (14) voluntários para um estudo clínico sobre tratamento da gripe A (H1N1). Os voluntários receberão medicação e serão acompanhados por equipe médica especializada. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da instituição, informa a Unifesp.

Para participar, o candidato deve ter febre igual ou superior a 38°C (com início súbito desse sintoma), mal-estar, dores musculares e tosse. O início dos sintomas deve ter ocorrido nas últimas 48 horas. Os interessados devem ter 18 anos de idade ou mais. Para se inscrever, entrar em contato pelo telefone






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O Brasil melhorou?



13.09.09

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por Cláudia Trevisan, Seção: Brasil 13:08:10.

O Brasil se tornou uma das coqueluches dos mercados internacionais e não há seminário no qual o país não receba elogios de economistas encarregados de aconselhar os endinheirados do mundo. Cada vez que escuto essas análises, me pergunto o quanto a vida real dos milhões de brasileiros realmente melhorou. Estive em São Paulo há um mês e a sensação é a de que todos os dramas cotidianos continuavam intactos: a escandalosa desigualdade de renda, a pobreza gritante e a violência que paira sobre todos.

Sei que a renda aumentou e a desigualdade diminuiu, mas a distância que estamos de um patamar minimamente decente é tão grande que o país não poderia se dar ao luxo de não ter um sentido de urgência para enfrentar essas questões.

Na semana passada estive em Dalian, cidade do nordeste da China, para cobrir o encontro de verão do Fórum Econômico Mundial _que realiza sua reunião mais célebre em Davos, na Suíça, durante o inverno europeu. O Brasil foi um dos destaques positivos do relatório sobre competividiade da instituição, que basicamente mede a capacidade dos países de crescerem de maneira sustentável e eficiente e, assim, melhorarem a renda e a qualidade de vida de seus habitantes.

O Brasil subiu impressionantes oito posições e foi apontado como uma das nações que devem sofrer menos com a crise atual, ao lado de China e Índia, que tiveram melhoras mais modestas no ranking, de apenas uma posição. Mesmo com o salto, o Brasil está em 56º lugar em um universo de 133 países pesquisados, atrás da China (29º) e da Índia (49º). Entre os BRICs, só a Rússa aparece em pior posição, 63ª.

Mas o que chama atenção na performance brasileira são os setores onde o país NÃO melhorou ou avançou muito pouco: educação primária, saúde e segurança, essenciais para mudar a maneira como a população experimenta sua vida cotidiana. Todas são áreas básicas, sem as quais o Brasil não poderá ir muito longe, por mais sofisticado que seja seu sistema financeiro e seu mercado de capitais.

No quesito saúde e educação primária, o Brasil permaneceu na mesma posição em que estava no ano passado, a 79ª em um universo de 133, atrás de países como México (65), Malásia (34), Tailândia (61) e Colômbia (72). Entre os BRICs, o Brasil está atrás da China (45) e da Rússia (51), ganhando apenas da Índia (101). O país aparece em 93º lugar no item segurança, dentro do qual o “crime organizado” nos coloca em 111º.

Como disse a economista Jennifer Blanke, uma das autoras do trabalho, o Brasil melhorou em áreas mais sofisticadas e avançou pouco ou nada nas mais elementares. O país ficou em 91º nos chamados “requisitos básicos”, que englobam instituições, infraestrutura, estabilidade macroeconômica e saúde e educação primária. É a pior posição entre os integrantes dos BRICs _a China aparece 36º lugar, a Rússia em 64º e a Índia em 79º.

“É difícil avançar no resto sem melhorar a qualidade da educação primária”, disse Blanke. O país também não avançou no quesito “educação superior”, ainda que registre posição mais alta, 58ª, a mesma que ocupava no ano passado.

No item “ética e corrupção” amargamos a 125º posição, o que deixa apenas sete países em situação pior. A ineficiência do poder público é outro flanco aberto, no qual estamos na 120º posição.

Os terrenos onde o Brasil avançou são importantes, mas estão a anos luz de distância dos moradores da favela de Heliópolis, em São Paulo, ou da Rocinha, no Rio. No item “mercados financeiros”, o país escalou 13 posições, para o 51º lugar, enquanto o uso de tecnologia subiu 10 pontos, para a 46ª posição.

Outra área em que o Brasil saltou 13 posições foi a “estabilidade macroecômica”, que inclui o tamanho da dívida pública em relação ao PIB, déficit público e inflação. Mas mesmo com a melhoria, nós estamos na 109ª posição, com apenas 24 países em situação pior.









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26/10/2008 free counters

FÁBIO ASSUNÇÃO ENTREVISTA FANTASTICO,



Você vai ver agora uma entrevista corajosa, reveladora e exclusiva. Patrícia Poeta conversou em São Paulo com o ator Fábio Assunção. Dez meses depois de se afastar das novelas, ele falou pela primeira vez sobre o que aconteceu. Sem rodeios, abertamente.

A entrevista aconteceu no sábado, 12 de setembro, em São Paulo, às 10h da manhã. Fábio Assunção está ansioso. A partir desta segunda começa a gravar as primeiras cenas da microssérie "Dalva e Herivelto", sobre a vida, os escândalos e o amor de dois grandes astros da era do rádio, Dalva de Oliveira e Herivelto Martins. E já é por causa de Herivelto que Fábio está de bigode.

“Eu tô me reencontrando com a musica através do Herivelto Martins, eu estou me preparando, fazendo aulas de canto e violão”, conta o ator.

O papel marca a volta de um dos atores mais queridos e talentosos da TV brasileira. Em 18 anos de profissão, foram 12 novelas, oito filmes e várias minisséries de sucesso.

Em novembro do ano passado, Fábio deixou a novela "Negócio da China", na qual era protagonista, alegando problemas de saúde. Hoje, depois de dez meses de afastamento, o ator de 38 anos se considera pronto para falar de peito aberto sobre o que aconteceu.

Patrícia Poeta - O que aconteceu, Fábio? Por que você se afastou?

Fábio Assunção - Olha, eu me afastei porque... Eu acho bom falar sobre isso. Eu nunca falei sobre isso. Não porque eu tenha nada pra esconder, mas é que isso foi uma coisa tão íntima. Eu me tornei dependente químico. E isso foi uma coisa que.. É muito difícil você administrar dependência química com qualquer coisa que você faça na vida.

Pra gente entender melhor: há quanto tempo você vinha enfrentando o problema?

Já há alguns anos. Mas eu acho que nos últimos três ou quatro anos foi que a coisa começou a ficar mais difícil, mais complicada.

Você tinha dificuldade de trabalhar?

Eu acho que o problema maior era respeitar meus compromissos e horários. Chegou uma hora que eu fiquei perdido, eu não sabia mais se era terça-feira, se era quinta-feira, se era sábado. Eu tinha medo de marcar um jantar. Sei lá, se eu tinha uma gravação de manhã, eu falava "De manhã, será que vai acontecer? Será que...". Porque esse processo de droga é uma coisa... É muito duro você dizer que não vai fazer mais uma coisa e você fazer. "Chega, agora não faço mais! Agora acabou" e dois dias depois você está fazendo de novo!

Quantas vezes você tinha tentado começar um tratamento, ou fez um tratamento e acabou não funcionando?

Eu tinha feito, quando acabou o “Paraíso Tropical”, eu fui pra fora do Brasil, pra uma clinica que tem fora do Brasil. Fui uma vez.

Em Miami?

Não, no Arizona. Perto de Phoenix. E fiquei lá 40 dias, aí voltei, as coisas não deram certo. Aí eu voltei pra lá de novo, pra mesma clinica, e fiquei dois meses.

Melhorou?

Melhorou. Mas eu voltei, aí fiquei um tempo bem, e depois as coisas começaram a não ir bem de novo.

“Está preso na Policia federal, em São Paulo, um homem detido ontem num flat quando oferecia cocaína para o ator Fábio Assunção”, noticiou o Jornal Nacional em 25 de janeiro de 2008.

Logo depois do incidente, Fábio desistiu de ser Dodi na novela “A Favorita” e o papel foi para Murilo Benício. Meses depois, aceitou ser Heitor em “Negócio da China”.

Eu fiquei a fim de fazer a novela. Mas aí eu tomei a minha rasteira total. A coisa veio forte, e veio de um jeito que foi muito difícil pra mim. E me pegou mesmo e aí eu dancei.

E demorou pra você aceitar que, sim, você tinha um vicio, que você precisava se cuidar, parar pra se cuidar?

Demorou, demorou. E, aliás, eu acho que isso é o primeiro passo pra lutar contra isso, é você assumir que você tem um problema e pedir ajuda.

Você sentia medo do que as pessoas pudessem achar?

Pô, totalmente. Sentia medo de se julgado, de ser criticado, de até ser visto como uma referência negativa. Eu acho que esses medos todos fazem com que você só aumente o seu problema. Eu acho que ano passado o que aconteceu, de certa forma, foi maravilhoso, porque quando eu tive a minha doença exposta eu pude ficar livre. Eu falei, "bom, agora que todo mundo sabe, eu vou assumir isso então", eu tirei um peso das costas.

Aí você decidiu virar a página. "Agora vou fazer um tratamento mesmo pra valer, vou parar", e como é que foi esse tratamento?

Olha, esse tipo de tratamento é como se você atravessasse um deserto. Um momento de solidão, é difícil. Mas nada é mais difícil que viver com droga, então qualquer tratamento é mais fácil do que a vida que você tava tendo.

Quanto tempo você ficou lá?

Cinco meses. Eu fiquei quatro meses numa clínica muito fechada, e depois eu terminei meu tratamento no último mês, final, numa outra clínica onde eu podia receber visita. Eu tenho um filho, João, de 6 anos, que é um encanto na minha vida, entendeu? Que é uma pessoa que eu não fingi pra ele que nada tava acontecendo. Ele via que eu não tava bem. Aí eu disse pra ele que eu tava indo pra uma clínica pra aprender a dormir, a acordar e a comer na hora certa. E ele entendeu.

Eu acho que a pergunta que todo mundo se fez é por que o Fábio Assunção, esse cara bonito, bem sucedido, famoso, querido por tantas pessoas acabou sendo atraído por drogas? Você tem essa resposta?

Tenho, eu acho que o espírito da gente, ele não tá muito interessado se você tem tudo, ou se você não tem tudo, se você faz sucesso. Eu fui, sei lá, eu fui brincar com uma coisa que eu não tinha dimensão de o quanto perigosa ela é. Porque eu acho que a gente tem um lado às vezes que é autodestrutivo, entendeu? Eu me coloquei em risco várias vezes, risco de saúde, risco de vida, risco de ter problemas legais. Eu me sinto abençoado porque, quando eu estive na clínica, conheci pessoas que tem sequelas, pessoas que acabaram se envolvendo em acidentes, coisas que não se pode mais reverter. Então eu acho que passei por essa tempestade e me sinto muito bem, me sinto feliz...

Nesse período de tratamento, como ficaram os relacionamentos? Os amigos se afastaram de você ou ficaram do seu lado? O que aconteceu?

Eu tive alguns amigos que foram embora. Mas eu não tenho nenhum ressentimento em relação a isso. Esse momento só me ensinou o verdadeiro significado da amizade.

E quem deu mais forca pra você nesse desafio de largar o vício?

Bom, a Karina, totalmente.

Sua namorada, né?

É. Não tem nem o que dizer assim, não arredou o pé um minuto.

Karina que inclusive está acompanhando a entrevista hoje aqui, né?

Meus pais, meus pais nessa época da clinica se aproximaram muito de mim.

Você hoje se sente completamente curado?

Não! De jeito nenhum, de jeito nenhum e não quero me sentir. Porque eu acho que esse lado, esse lado da doença eu não posso fingir que isso não existe, esse diabinho, eu não posso achar que ele não existe, eu tenho que ter o respeito por ele. Mas assim eu estou encantado de como a recuperação é uma coisa genial. Eu hoje poder marcar os meus compromissos e eu estar lá, isso me da uma sensação de vitória. Pô, eu tô conseguindo!

Em algum momento pintou alguma tentação? De querer voltar atrás?

Não é querer voltar atrás, isso jamais. Eu peguei um caminho agora que não tem volta pra mim, entendeu? Eu não vou dar mais brecha pra que minha vida volte a ser aquele inferno que era antes.

O que significa pra você estar voltando pra TV esta semana?

Significa prazer! Prazer de estar voltando a trabalhar. Mesmo com tudo isso que aconteceu, eu tô voltando muito positivo, trabalhando com pessoas que confiam em mim.

Agora pra gente encerrar, eu vou pedir pra você mandar uma mensagem pros telespectadores, que acompanharam a sua história, que torceram por você, que torceram pela sua recuperação.

Eu espero que o que eu estou construindo nesse momento seja bom pra quem tá precisando. Às vezes tem umas pessoas na rua, umas pessoas mais velhas, que vêm me dar um puxão de orelha, entendeu? É serio, eu levo umas broncas, tem umas senhoras que vêm me dar bronca. “Menino, você volta direito”. É uma coisa sempre positiva, divertida. Natural, natural os puxões de orelha que eu levei valeram também. Foi muito bom, está sendo muito bom.

Obrigada pela confiança de falar comigo sobre um assunto tão pessoal, mas que ao mesmo tempo é enfrentado por tantos brasileiros, obrigada também pela franqueza, pela coragem de falar sobre esse assunto. E pode ter certeza que, nós do Fantástico e o pessoal de casa, todos nós vamos estar torcendo por você mais ainda.

Maravilha, Patrícia. Obrigada você pela oportunidade. Eu nunca tinha falado sobre o assunto. E isso também não é uma coisa que eu pretendo continuar falando, porque eu também não quero ser representante de nada. Assim, se o que eu tô fazendo agora é um incentivo pra pessoas que estão vivendo isso, eu acho genial essa oportunidade.


FÁBIO ASSUNÇÃO FANTASTICO.

KARINA TAVARES

KARINA TAVARES

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