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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Wild Hurricane Facts as Season Gets Super Stormy


By OurAmazingPlanet Staff

posted: 15 September 2010 04:14 pm ET






With three storms swirling in the Gulf and Atlantic today (Sept. 15), there are many questions spinning in peoples’ minds about hurricanes — just how many can there be at one time and can they ever run into each other and form a super-hurricane?

Here, a few facts about some crazy hurricane occurrences.

What's the highest number of hurricanes there have ever been at one time in the Atlantic Basin?

Four hurricanes are the most storms that have occurred simultaneously, and that has happened on two occasions.


The first occasion was Aug. 22, 1893, and one of these eventually killed 1,000 to 2,000 people in Georgia and South Carolina. The second occurrence was Sept. 25, 1998, when Georges, Ivan, Jeanne and Karl all persisted to Sept. 27, 1998 as hurricanes. Georges ended up taking the lives of thousands in Haiti.

In 1971, from Sept. 10 to 12, there were five tropical cyclones (the name that encompasses hurricanes and tropical storms) at the same time; however, while most of these ultimately achieved hurricane intensity, there were never more than two hurricanes at any one time.

What is the highest number of hurricanes that have occurred in a single season?

Fourteen hurricanes formed in 2005, including a rare December hurricane known as hurricane Epsilon after the fifth letter of the Greek alphabet. Nominally, the Atlantic hurricane season ends on Nov. 30 (and begins on June 1).

The 2005 hurricane season saw a whopping 27 named storms (including hurricanes and tropical storms) and was the first time U.S. hurricane experts have run out of traditional names for storms in the history of weather-record keeping, forcing the move to naming storms after the letters of the Greek alphabet. The final storm of the season was Tropical Storm Zeta.

Can hurricanes run into each other and become one giant storm?

During the 1995 hurricane season, Hurricanes Humberto and Iris flirted with each other before Iris ditched Humberto and merged with Tropical Storm Karen.

Such mergers are governed by the Fujiwhara Effect. When two swirling storm vortices approach each other, the smaller storm will orbit around, and sometimes be consumed by, the larger one. The effect is greatest when the storms are within 900 miles (1,450 kilometers) of each other and are at tropical storm strength (defined as a storm with winds of 39 mph, or 63 kph) or stronger.

Which tropical cyclone lasted the longest?

Hurricane Ginger in 1971 lasted for 28 days, but hurricane researchers note that hurricanes that occurred before the weather satellite era (before 1961) could have lasted longer than current estimates.

What is the farthest a tropical cyclone has traveled?

Hurricane Faith in 1966 spun around the Atlantic for 6,850 miles (12,700 km).

Can hurricanes ever spin "backwards"?

All hurricanes rotate counterclockwise in the Northern Hemisphere, owing to Earth's rotation about its axis, which causes the planet to slip under the wind, effectively curving it in one direction. In the Southern Hemisphere, a cyclone rotates clockwise, however. Hurricanes, typhoons and cyclones are the same types of systems — the names are different depending on where they form.

Until 2004, no hurricanes had ever been recorded in the Atlantic Ocean south of the equator. Then hurricane Catarina slammed into Brazil, providing a rare glimpse at a "backward" Atlantic hurricane.



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26/10/2008 free counters

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Florianópolis decreta emergência após ressaca que atingiu 74 casas


17 de maio de 2010 21h36 atualizado às 22h01


A ressaca destruiu partes de casas em praia de Florianópolis Foto:  Fabrício Escandiuzzi/Especial para Terra

A ressaca destruiu partes de casas em praia de Florianópolis
Foto: Fabrício Escandiuzzi/Especial para Terra


Fabrício Escandiuzzi
Direto de Florianópolis

A prefeitura de Florianópolis decretou situação de emergência na tarde desta segunda-feira em decorrência da forte ressaca que deixou mais de 20 desalojados na região da praia da Armação, no sul da cidade.

Na última semana, o avanço do mar e as ondas fortes consumiram toda a areia e causaram estragos em várias casas. De acordo com as informações divulgadas pela Defesa Civil, 74 residências e 1,8 mil pessoas foram afetadas.

O prefeito Dário Berger (PMDB) se reuniu com técnicos da Defesa Civil, procuradoria-geral e representantes da associação dos pescadores antes de anunciar a decisão de decretar emergência por "erosão marítima".

Nas próximas semanas, será avaliada uma ação emergencial para tentar conter o avanço do mar. Além dos prejuízos nas casas de moradores e veranistas, um dos principais acessos à praia ameaça desabar a qualquer instante.

Além de Florianópolis, a cidade de Barra Velha também decretou emergência devido à ressaca. Com o decreto, chega a 26 o número de cidades catarinenses em estado de emergência em decorrência dos fenômenos naturais dos últimos dias. O número de afetados em todas as localidades supera 266 mil pessoas. Segundo a Defesa Civil, 415 ainda estão desabrigados.



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26/10/2008 free counters

terça-feira, 27 de abril de 2010

Dezessete meses após tragédia, desabrigados continuam sem casa em Santa Catarina


Logo  Terra

Florianópolis - Dezessete meses após a enchente que matou 135 pessoas em Santa Catarina, mais de 300 famílias ainda permanecem morando em abrigos provisórios. Em Blumenau, uma dos locais mais afetados pela tragédia, nenhuma casa ainda foi entregue pelo Poder Público desde que os deslizamentos de terra causaram 24 mortes e uma série de estragos na cidade.

Atualmente, 1080 desabrigados permanecem vivendo nas sete 'moradias provisórias' montadas em galpões ou prédios onde funcionaram escolas e fábricas.

"Posso dizer que isso aqui é um Big Brother sem câmeras", resume Adair de Souza, 49 anos, viúva, mãe de sete filhos e moradora do abrigo do bairro Garcia. "Só que todo mundo está no puxadinho e ninguém vai ganhar um milhão e meio de reais."

No prédio onde hoje vive Adair, funcionava uma escola. A edificação foi adaptada para se transformar no maior abrigo de Blumenau. Somente ali vivem pouco mais de 300 pessoas, sem esconderem a ansiedade pela resolução do problema habitacional.

Além das placas de identificação do governo federal e da prefeitura local, quadros com regras sobre o funcionamento das moradias são as primeiras coisas notadas numa visita. Os avisos estipulam, por exemplo, que as visitas devem ser comunicadas previamente aos coordenadores, além do horário de silêncio e de atividades sociais.
Campo vigiado

O acesso, até mesmo à imprensa, é controlado rigorosamente. Mesmo depois de autorizado, o visitante é vigiado de perto pelos educadores sociais que trabalham nas moradias. Alguns dos desabrigados somente concordam em conceder entrevistas do lado de fora, de preferência longe das moradias provisórias.

Em alguns dos abrigos, conteinêres foram adaptados como banheiros coletivos e moradores ainda dividem áreas como cozinha e espaço para lavar roupa. Todos os fogareiros, doados pela Cruz Vermelha, são identificados pelo número do quarto da família.

Na moradia provisória montada no bairro Itupava Seca, outras 136 pessoas permanecem alojadas, sendo 56 delas crianças. Dividindo um espaço de 20 metros quadrados com o marido e três filhos depois de perder tudo o que tinha, Elizângela Rosa Corrêia, 31 anos, afirma ter se acostumado com a vida no local. "Já foi muito pior. No começo era horrível, uma bagunça e muita briga entre os moradores", disse. "Cheguei com a roupa do corpo e tive muitas doações. Agora a gente está esperando, pois nos falaram que até agosto devemos ter as nossas casas."
Há inclusive crianças que nunca tiveram uma casa que não fosse o abrigo. É o caso de Anelice, de apenas seis meses, moradora caçula da moradia provisória do bairro Garcia. A mãe Solange de Oliveira Santos disse ter esperanças de passar o final de ano em sua nova casa. "Tem o lado bom de viver aqui, mas estamos aguardando essa história da liberação das casas pela Caixa (Econômica Federal)", disse. "Falaram que no começo do segundo semestre a gente consegue uma casa."

Cadastro de famílias começou em março

Diferentemente do Rio de Janeiro, onde algumas famílias moradoras das áreas de risco receberam apartamentos dez dias após a tragédia, em Santa Catarina a solução ainda parece longe do fim. Somente no último dia 24 de março a prefeitura de Blumenau abriu oficialmente a avaliação cadastral. Isso ainda não significa um novo lar, e sim, que as vítimas da catástrofe estariam inscritas no programa Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal. Até esta semana, 107 famílias já se inscreveram. A previsão é a de que entre junho e setembro os desabrigados sejam totalmente atendidos pelos programas sociais.

Apesar da abertura dos cadastros, a adoção de uma série de critérios, como renda de até 3 salários e tempo de residência na cidade, vem preocupando os moradores dos abrigos.
A moradora Adair disse que sua documentação foi negada pelo fato de a sua pensão e salário do filho mais velho superarem o limite em R$ 100. Ela já admite reconstruir tudo no antigo terreno, mesmo com as interdições da Defesa Civil. "Minha casa veio abaixo e o que vou fazer agora? Disseram que não tenho direito por causa da renda do meu filho", afirma. "Estamos pensando em reconstruí-la no mesmo local, mesmo com o risco. Não quero passar a minha vida toda num abrigo."

Tragédia social

Na avaliação do major Márcio Luiz Alves, que era diretor estadual da Defesa Civil na época do desastre, a burocracia e falta de projetos de prevenção deixaram uma triste herança ao Poder Público. Ele revela que muitos recursos do próprio Governo Federal não chegaram a ser liberados para aplicação em Santa Catarina. 'Muitos ainda estão em avaliação, mesmo se tratando de um desastre", disse. "Se percorrermos os municípios atingidos veremos que nada foi feito na questão habitacional e na prevenção de novas tragédias."

Para Alves, as centenas de pessoas vivendo em moradias provisórias e a recuperação lenta nas localidades atingidas ainda levarão um tempo para serem sanadas. "A tragédia social é o que ficou de mais caro para Santa Catarina", afirma. "Temos pessoas sem moradia, outras que continuam em áreas de risco e aquelas que necessitam de assistência social e psicológica. Ainda não conseguimos mensurar o tamanho do prejuízo de Santa Catarina com as chuvas de 2008."

26/04/2010
Governo gasta R$ 3,3 milhões para avaliar popularidade de programas
Amanda Costa
Do Contas Abertas

O Palácio do Planalto pagou R$ 3,3 milhões no ano passado por estudos que medem a popularidade dos programas de governo. As pesquisas, qualitativas e quantitativas, encomendadas pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom), avaliaram a eficiência das peças publicitárias sobre programas federais. Entre os alvos das pesquisas encontram-se projetos com forte apelo eleitoral, como o Bolsa Família, o Minha Casa, Minha Vida e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que tem oficialmente como “mãe” a pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff.

Mais de 30 políticas públicas ou programas vinculados ao Poder Executivo Federal já foram avaliados, desde março de 2009, quando a Secretaria de Comunicação Social da Presidência firmou contrato com a empresa Instituto de Pesquisas e Opinião. O maior custo das pesquisas foi com a análise dos “Hábitos de Informação”, que se dispõe a conhecer como o brasileiro se informa e forma opinião (veja tabela). O estudo custou R$ 330,4 mil e ainda está em fase final de conclusão, motivo pelo qual o relatório ainda não foi divulgado.

O mesmo tema foi pauta para outras pesquisas, mas de forma regionalizada. Para examinar os hábitos de informação dos brasileiros nas regiões Sudeste e Centro Oeste, o governo desembolsou R$ 312,1 mil. Nas regiões Norte e Nordeste, o estudou saiu por R$ 269,3 mil; quase o dobro da pesquisa na região Sul, ao custo de R$ 167,7 mil.

A segunda pesquisa mais cara mediu a percepção da população sobre a Copa de 2014. O valor pago para a realização da pesquisa chegou a R$ 315,8 mil. A campanha de publicidade do PAC também foi avaliada no ano passado e custou R$ 161,9 mil. O relatório do estudo, divulgado em maio do ano passado, apontou que a sociedade ainda tem muitas dúvidas com relação à concretização das ações do programa. Entre as associações negativas à propaganda em torno do PAC, destacou-se a percepção dos interesses políticos do governo, vinculados às eleições.

Foram destacadas no relatório que mediu a percepção da população em torno do PAC algumas frases das pessoas ouvidas na pesquisa, que foi elaborada pela Meta Pesquisas de Opinião. “É preciso mostrar quem fez o quê. Tem um pouco de maquiagem” foi uma das frases mais lembradas pelas classes C e D de Goiânia. “É uma ferramenta para tentar eleger o sucessor do atual presidente, onde ele pegou tudo que o governo já faz normalmente e botou uma sigla. E agora nós temos o PAC”, afirmaram às classes A e B de Fortaleza. De acordo com o relatório, a desconfiança de que não será cumprido o que foi veiculado na propaganda foi um dos fatores negativos mais destacados.

No entanto, nem tudo são cravos. A propaganda em torno do PAC também recebeu elogios. Os aspectos positivos da publicidade estiveram atrelados, principalmente, à disposição do governo federal em estabelecer parcerias com os governos estadual e municipal, o que foi identificado pelos entrevistados pela pesquisa como elemento indispensável ao desenvolvimento do país.

Segundo a Secom, os levantamentos são realizados para orientar as ações de comunicação, por meio da avaliação das campanhas publicitárias junto à população e da percepção geral da população das políticas públicas e dos programas e ações do governo federal. A ideia é avaliar e aprimorar a política pública de comunicação do Poder Executivo.

Ainda de acordo com a Secom, em cada pesquisa são avaliados diversos programas de governo e políticas públicas. As pesquisas avaliam, principalmente, se a população está bem informada sobre ações do poder público em diversas áreas, como meio ambiente, segurança, educação, saúde, previdência, economia, juventude, etc. Estas, segundo a secretaria, são políticas públicas sob responsabilidade do Poder Executivo Federal e como tal devem ter sua comunicação avaliada.

Desde fevereiro, a Secom divulga o resultado das pesquisas de comunicação que realiza. Estão disponíveis para consulta alguns relatórios de análise das pesquisas feitas em 2009 como, por exemplo, nove pesquisas qualitativas e oito quantitativas. Foram objetos de estudo também temas como salário mínimo, programa Luz para Todos, gripe A H1N1, Olimpíadas de 2016 e pré-sal.

O cientista político e professor da Universidade de Brasília (UnB) Antônio Flávio Testa vê com ceticismo a publicidade governamental em favor da sociedade. “Nada é feito para o cidadão, mas sim em seu nome. O jogo comercial e político da publicidade institucional é muito poderoso e envolve muitos interesses”, observa. “A psicologia publicitária atual é enganosa, pois mostra uma realidade fictícia. Não mobiliza a população conscientemente. Fica apenas o autoelogio do governo. O país precisa de uma comunicação crítica que gere consciência cidadã, o que não acontece”, afirma.

27/04/2010
Governo duplica gastos com publicidade em ano eleitoral
Amanda Costa
Do Contas Abertas

Para manter a sociedade informada sobre os atos do poder público, o governo federal gastou R$ 196,8 milhões em publicidade apenas nos primeiros três meses deste ano. A cifra é quase o dobro dos R$ 108,4 milhões aplicados em campanhas no mesmo período do ano passado. O orçamento publicitário do governo para 2010 chega a R$ 700,4 milhões, dos quais um terço refere-se a anúncios diretamente vinculados à Presidência da República, que leva R$ 199,2 milhões da fatia de campanhas.

Das 54 instituições federais com verbas para publicidade neste ano, no âmbito do Orçamento Geral da União (OGU), 35 pastas utilizaram os recursos nos primeiros três meses do ano. Quase R$ 155,2 milhões foram aplicados em publicidade de utilidade pública, com o intuito de informar, orientar, prevenir e alertar a população sobre temas específicos. Outros R$ 41,7 milhões foram desembolsados em campanhas institucionais, que se dedicam a divulgar informações sobre atos, obras, programas, metas e resultados de governo.

Entre os órgãos da administração direta, quem mais fez uso da sua verba de comunicação foi o Fundo Nacional de Segurança e Educação de Trânsito (Funset), ligado ao Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) que, por sua vez, é vinculado ao Ministério das Cidades. O Funset, que é destinado à segurança e educação de trânsito, utilizou R$ 63 milhões da sua verba de publicidade para este ano, estimada em R$ 120 milhões.

Em seguida, quem mais utilizou a verba de comunicação foi a Presidência da República, com R$ 49,9 milhões aplicados em campanhas. Foram R$ 8,2 milhões para publicidade de utilidade pública e R$ 41,7 milhões destinados às campanhas institucionais. O orçamento de publicidade institucional é exclusivo da Presidência da República.

O Fundo Nacional de Saúde (FNS), vinculado ao Ministério da Saúde, ocupou o terceiro lugar entre os órgãos que mais fizeram uso da verba de publicidade. O FNS é o gestor financeiro dos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS). O órgão usou R$ 42,1 milhões em publicidade. O orçamento previsto para propaganda neste acho chega a R$ 120,2 milhões.

Durante o ano passado inteiro, o governo federal aplicou R$ 495,1 milhões em anúncios publicitários. Segundo dados do Ibope Monitor, o valor é superior a todo o investimento publicitário feito por grandes empresas, em 2009, como a Coca Cola (R$ 492,9 milhões), o Grupo Pão de Açúcar (R$ 412,4 milhões), as telefônicas Vivo (R$ 456,3 milhões) e Claro (R$ 452,7 milhões) e a automobilística Peugeot Citroen (R$ 368,3 milhões).

Os números do Ibope Monitor, no entanto, não são plenamente comparáveis aos do governo. Isso porque os dados governamentais são reais e equivalem ao que foi efetivamente pago, enquanto que no levantamento do Ibope, considera-se o que saiu de propaganda e, então, multiplica-se pelo valor das tabelas de preços dos veículos. Mas é usual grandes anunciantes obterem descontos perto de 50%.

Não estão incluídos no cálculo do governo os valores relativos à publicidade legal e à propaganda mercadológica. Também não fazem parte do levantamento os gastos das empresas estatais e sociedades de economia mista, como o Banco do Brasil e a Petrobras.

O secretário-executivo da Secretaria de Comunicação da Presidência, Ottoni Fernandes Jr., atribuiu, na última passada, o aumento do gasto publicitário do governo e de estatais, em 2009, a um aumento expressivo de campanhas do Ministério das Cidades. Isso também explicaria o crescimento dos desembolsos dos órgãos vinculados ao OGU neste primeiro trimestre, já que o campeão de gastos foi o Funset, que é vinculado às Cidades.

O cientista político e professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em São Paulo, Fernando Azevedo ressalta que um dos princípios que rege as democracias modernas é a transparência e a prestação de contas do governo perante o cidadão. “Nesse sentido, a publicidade é um instrumento da boa transparência governamental e pode englobar coisas como divulgação dos investimentos e custeios da máquina pública, campanhas de esclarecimento e educacional, obras realizadas, etc.”, afirma.

Por outro lado, Azevedo não descarta a possibilidade de autopromoção de autoridades públicas em anos eleitorais. “A tendência é que os governos ampliem seus investimentos nessa área porque a divulgação governamental beneficia o partido ou a coalizão partidária que controla o governo. Isso aconteceu esse ano no plano federal, mas também no plano estadual, governo Serra em São Paulo, por exemplo, e municipal, com Kassab na Prefeitura de São Paulo. Isso comprova que governos gastam mais em publicidade em anos eleitorais”, diz.

Para o cientista político, a linha entre a divulgação governamental e a promoção política é muito tênue. “Como os governos em sua comunicação institucional veiculam basicamente informações positivas – as negativas, como inflação, déficit público e outros dados do gênero em geral são divulgadas por órgãos técnicos por meio de comunicados, e não sob o formato publicitário –, é muito difícil separar a informação ao cidadão da publicidade de promoção governamental, fato indiretamente do governante e do partido”, avalia.



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26/10/2008 free counters

segunda-feira, 29 de março de 2010

Tremor de terra atinge norte de SC e danifica 150 imóveis, segundo a Defesa Civil


Luiz Nunes
Especial para o UOL Notícias
Em Florianópolis

Um tremor de terra foi registrado na madrugada dessa segunda-feira (29) em dois municípios do norte de Santa Catarina. Ao menos 150 imóveis ficaram danificados, segundo a Defesa Civil, que classificou o episódio como uma acomodação de terra, descartando que tenha havido um terremoto na região.

“O tremor não foi fraco. Para uma acomodação de solo, foi forte. Mas é uma exceção”, explica o diretor da Defesa Civil em Santa Catarina, major Márcio Luiz Alves. O major afirma que, se fosse um terremoto, jamais afetaria uma área tão restrita.


Os impactos foram registrados entre 0h e 4h. “A gente acordou com o barulho. A cama tremeu e a casa inteira balançou”, conta a manicure Silvana Bertoncel, moradora do bairro Três Rios do Norte, em Jaraguá do Sul. Na cidade vizinha, Schroeder, a terra também se movimentou.

A aposentada Rose Erger acordou fora da cama. “Caí em cima do meu neto, que dormia no chão”, explica. Os órgãos de Defesa Civil de ambos os municípios foram acionados e os técnicos avaliaram os imóveis que apresentaram rachaduras. Nenhuma casa foi interditada, mas todas estão sob atenção.

Segundo o major Márcio Luiz Alves, essas movimentações se dão, geralmente, devido à chuva, por características do solo, por erosão ou quando há o rompimento de alguma tubulação subterrânea. “Geralmente [o movimento] é quase imperceptível, ao contrário do que aconteceu nesses dois municípios”, esclarece.

De acordo com a Defesa Civil, esta não é a primeira vez que o tremor é registrado no Estado. Outras ocorrências já aconteceram na mesma região e também no meio oeste de Santa Catarina.





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26/10/2008 free counters

domingo, 7 de março de 2010

Inmet emite alerta de ciclone subtropical no Sul


Rio de Janeiro, 7 mar (EFE).- O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) declarou estado de alerta nos estados da região Sul do país diante da possível chegada na segunda-feira de um "sistema de baixa pressão" (ciclone subtropical) com ventos acima de 80 km/h.

Segundo o Inmet, o fenômeno pode passar pelos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul e nas fronteiras com Argentina, Uruguai e Paraguai.

Os meteorologistas calculam que o sistema de baixa pressão que se está formando no oceano Atlântico pode alcançar esses estados entre 0h de segunda-feira e 0h de terça-feira (horários de Brasília).

De acordo com os avisos meteorológicos especiais divulgados hoje pelo Inmet, as atuais condições meteorológicas "são favoráveis à ocorrência de ventos fortes, com rajadas superiores a 80 km/h", assim como de fortes chuvas.

"Entre segunda-feira e terça-feira, um sistema de baixa pressão (ciclone) próximo ao litoral de Santa Catarina mantém o tempo instável, com condições de chuva na faixa leste do estado, especialmente no litoral, com valores entre 60 e 80 milímetros em 48 horas, que pode ser mais intensa e persistente no sul", alertou o Centro de Informações de Recursos Ambientais e de Hidrometeorologia de Santa Catarina.

"Por essa razão, a atenção continua dirigida à possibilidade de inundações e deslizamentos no litoral", acrescenta a nota, que também adverte sobre uma possível grande agitação no mar com ondas de até quatro metros de altura próximas à costa.

Em setembro passado, um vendaval que passou por Santa Catarina e parte da Argentina formou três tornados com ventos superiores a 100 km/h que deixaram quatro mortos e 138 feridos.

Em maio de 2008, um ciclone subtropical que passou pelo Rio Grande do Sul deixou um morto e 300 pessoas desabrigadas.




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26/10/2008 free counters

quinta-feira, 4 de março de 2010

Santa Catarina tem aldeias de casas subterrâneas com mais de mil anos



O Globo Operários em escavações para localização das aldeias -  Divulgação

SÃO PAULO - Arqueólogos da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos-RS) e da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) estudam aldeias de casas subterrâneas localizadas no município de São José do Cerrito, no Planalto Catarinense. Segundo os estudiosos, as construções possivelmente serviam de moradia para antigos habitantes da região. A datação feita da aldeia remete ao ano 800, ou seja, há mais de mil anos.

A olhos leigos, segundo os arqueólogos, há pouca coisa a ser vista: apenas imensos buracos abaixo do nível do solo. O maior tem 7 metros de profundidade e 20 metros de diâmetro.

- Queremos entender o método construtivo desses engenheiros do planalto - diz o padre jesuíta Pedro Ignácio Schmitz, da Unisinos-RS, coordenador da pesquisa, que começou a escavar a região em 2007.

Somente na localidade de Boa Parada, numa área de um quilômetro de diâmetro, foram encontradas 27 estruturas. Todas elas estão 400 metros equidistantes do centro, próximas a matas de pinheiros que forneciam alimentos (pinhão) e pequenos córregos de água. Dessas, três estruturas foram feitas da forma inversa, acima do solo. Para os arqueólogos, esses locais são denominados danceiros, ou seja, uma espécie de praça pública utilizada para diversos rituais.

- A história que se conta do Brasil é muito relacionada à chegada dos europeus, como se os habitantes anteriores não tivessem história. O trabalho da arqueologia é justamente mostrar a riqueza de uma ocupação anterior, que não se expressa em documentos escritos, mas em vestígios como esses - salienta Marcus Vinicius Beber, arqueólogo da Unisinos.

De acordo com estudiosos, há ainda aproximadamente 200 estruturas subterrâneas no município. A próxima etapa das pesquisas será na localidade de Rincão dos Albinos, também em São José do Cerrito.







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26/10/2008 free counters

domingo, 22 de novembro de 2009

Que tal doar o auxílio-moradia a desabrigados?








Ruth de Aquino
Revista Época
RUTH DE AQUINO
é diretora da sucursal de ÉPOCA no Rio de Janeiro
raquino@edglobo.com.br

Uma coisa é um senador receber por mês R$ 3.800 como auxílio-moradia – mesmo morando em apartamento funcional, residência oficial ou imóvel próprio. É ilegal. Outra coisa é não pedir o auxílio-moradia, mas ganhar assim mesmo, por um “equívoco”. E a terceira coisa é não saber – não ter ideia – que há um ano esse valor é depositado em sua conta corrente. Dá um total de R$ 45 mil. Não sei o que é mais embaraçoso, mais difícil de explicar ao brasileiro comum.

O erro não aconteceu apenas com o presidente do Senado, José Sarney, como foi revelado pelo jornal Folha de S.Paulo. Os senadores João Pedro (PT-AM), Cícero Lucena (PSDB-PB) e Gilberto Gollner (DEM-MT) também recebiam o auxílio-moradia, apesar de viver em apartamentos funcionais cedidos pelo Senado. Todos prometeram cancelar. Sarney, que vive em imóvel próprio, mas tem direito a residência oficial, prometeu devolver.

Seria interessante que essa quantia pudesse ser doada a dezenas de milhares de brasileiros que perderam suas casas devido às chuvas e enchentes. Não seria um uso nobre e adequado para algo que se chama auxílio-moradia?

Dois casos revelam enorme cara de pau. Os senadores Gerson Camata (PMDB-ES) e Valdir Raupp (PMDB-RO) recebem auxílio-moradia do Senado de R$ 3.800, mesmo tendo casa própria. O.k. Só que suas mulheres, deputadas, também recebem auxílio-moradia de R$ 3 mil da Câmara. Não é sensacional? Vamos todos fazer uma vaquinha para ajudar deputados e senadores a morar com estilo em Brasília.

Sarney pediu desculpas na quinta-feira por ter “passado informação errada” aos jornalistas. Ele tinha garantido dois dias antes que jamais recebera o auxílio-moradia. Depois admitiu que estava enganado. Ele afirmou que não teria sido adequadamente informado por sua equipe de assessores.

Sugestão aos parlamentares: verifiquem quanto entra
em sua conta. Melhor que pedir desculpas depois

“Eu nunca pedi auxílio. Por um equívoco, a partir do meio de 2008, verificaram que realmente estavam depositando na minha conta. Mas eu já mandei dizer que retirassem, porque nunca requeri e tinha a impressão que não estava recebendo. Eu dei uma informação errada e peço desculpas”, disse.

Aos 79 anos, Sarney é um dos políticos mais experientes, hábeis e poderosos do Brasil, muito admirado pelos pares por suas qualidades de articulador. Foi aliado de FHC, hoje é aliado de Lula. Raramente se altera. Ex-presidente da República, é imortal da Academia Brasileira de Letras pelos poemas e livros que cometeu. Também foi imortalizado em seu Estado.

Para nascer, no Maranhão, há a maternidade-referência Marly Sarney. Sarney dá nome a vilas, escolas. Os maranhenses pesquisam na Biblioteca José Sarney. O Tribunal de Contas foi batizado de Palácio Roseana Sarney. Existe a Ponte José Sarney. Avenida, rodoviária, fórum levam o sobrenome da família. Tamanha homenagem em vida reflete a popularidade do senador em seu Estado e no país.

Quem o senador punirá por ter enfiado em sua conta-corrente – e, segundo ele, a sua revelia – um dinheiro a que não tinha direito? As desculpas de Sarney não apontam autor, o sujeito é indeterminado. Quem “estavam depositando”, quem “verificaram”, quem “vão retirar” o benefício irregular? Ficamos sem saber de quem partiu o equívoco. Quem, afinal, teria sido mais realista que o rei?

Estamos, felizmente, no Brasil, onde a imprensa pode se manifestar com liberdade – e não na Venezuela censora de Chávez, onde jornalistas que criticam o regime são perseguidos e onde o escritor peruano Vargas Llosa é retido por uma hora no aeroporto. Por isso, aí vai uma sugestão aos políticos: verifiquem suas contas-correntes. Conversem com seus assessores para entender quanto os senhores estão ganhando por mês e a troco de quê. Essa barafunda de verbas indenizatórias e auxílios e benefícios não ajuda a polir a imagem do Congresso.

A transparência – um esforço louvável – fará vir à tona mais e mais casos. Não tem jeito. Melhor mesmo é não ter de pedir desculpas.




Resultados 110 de aproximadamente 1.048 para desabrigados. (0,10 segundos)
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A chuva que caiu durante todo o final de semana deixou 15 famílias desabrigadas em São Gabriel. O bairro Mato Grosso, que fica às margens do Rio Vacacaí, ...

Cerca de 280 pessoas estão desabrigadas em São Sebastião do Caí

Diário de Canoas - ‎15/11/2009‎
Ao todo, já são contabilizadas um total de 57 famílias desabrigadas em São Sebastião do Caí, o que equivale a uma média de 280 pessoas, alojadas no Ginásio ...

Parentes ajudam os desabrigados e vizinhos temem mais desapropriações

Jornal Cruzeiro do Sul - ‎há 16 horas‎
Leila Gapy Notícia publicada na edição de 21/11/2009 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 5 do caderno A - o conteúdo da edição impressa na internet é ...

Fortes chuvas deixam milhares de desabrigados no Reino Unido

SRZD - ‎20/11/2009‎
Fortes chuvas atingem, nesta sexta-feira, o Reino Unido, deixando milhares de pessoas desabrigadas, casas sem energia elétrica e destruindo pontes. ...

Temporal deixa 1.127 desalojados e 322 desabrigados no RS

Diário de Canoas - ‎16/11/2009‎
São Sebastião do Cai tem o maior número de desalojados (transferidos para casas de parentes e amigos) e desabrigados (recolhidos em prédios públicos): 800 ...

Chuvas deixam cerca de 800 pessoas desalojadas no RS

Terra Brasil - ‎15/11/2009‎
Segundo a Defesa Civil, o município registrou 10 mil pessoas afetadas, 250 desabrigados, 550 desalojados, além de 60 residências danificadas. ...

Mais de 3 mil pessoas retornam a suas casas após chuvas no Rio

Terra Brasil - ‎18/11/2009‎
Já em Tanguá, na região Metropolitana II, 196 permanecem desalojados e 60 desabrigados. Em Valença, ainda contabilizam 148 desalojados e 19 desabrigados. ...

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Lula acumula: -Aposentadoria por invalidez,aposentadoria de Aposentadoria por invalidez, Pensão Vitalícia de "perseguido político" isenta de IR, salário de presidente de honra do PT, salário de Presidente da República. Você sabia???

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