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segunda-feira, 14 de março de 2011

AIEA: Japão pede envio de especialistas nucleares


14 de março de 2011 13h45


VIENA, 14 Mar 2011 (AFP) -O Japão pediu oficialmente à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que envie uma equipe de especialistas para ajudar na atual crise nuclear, anunciou nesta segunda-feira o diretor-geral desse organismo da ONU, Yukiya Amano.

"Hoje, o governo do Japão pediu à agência que enviemos missões de especialistas. Estamos discutindo os detalhes com o Japão", afirmou Amano aos representantes dos Estados membros durante uma reunião de informação técnica a portas fechadas na sede da AIEA em Viena.

A AIEA fez uma oferta formal ao governo japonês imediatamente depois do terremoto e tsunami de sexta-feira passada, que provocaram graves danos à usina nuclear de Fukushima 1, 250 km a nordeste de Tóquio.






http://exame.abril.com.br :

Mais de 400 reatores nucleares funcionam atualmente em 30 países

Segundo o relatório da Agência Internacional de Energia Atômica, Japão é o terceiro país que mais tem usinas nucleares no planeta

AFP/Jiji Press

Reator da usina nuclear de Fukushima

Reator da usina nuclear de Fukushima: uma das 25 maiores do mundo

Viena - Pelo menos 437 reatores nucleares estão em operação em usinas de 30 países, segundo o último relatório anual da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea).

O documento, cujos dados foram atualizados em 1º de janeiro de 2010, calcula a potência total de geração de energia desses reatores em 370.187 megawatts.

Além disso, outros 55 reatores, com um potencial conjunto de 50.855 megawatts, estavam em construção em 2009.

Os Estados Unidos são o país com o maior número de reatores (104, além de um em construção), seguido por França (59, mais um em construção) e Japão (54, com outro em construção).

A usina japonesa de Fukushima Daiichi, localizada a 270 quilômetros a nordeste de Tóquio, onde três de seus seis reatores foram danificados por causa do devastador terremoto da última sexta-feira, tem um potência de 4.700 megawatts e é uma das 25 maiores do mundo.

Segundo o relatório da Aiea, os 54 reatores em operação no Japão foram responsáveis por 24,9% da energia elétrica usada pela população em 2008, enquanto nos Estados Unidos essa porcentagem foi de 19,7%.

Em seguida estão Rússia (31 reatores operacionais e 9 em construção), Coreia do Sul (20/6), Reino Unido (19), Índia (18/5), Canadá (18), Alemanha (17), Ucrânia (15/2) e China (11/20).

A França é o país de maior dependência de energia nuclear, que em 2008, com 419,8 terawatts por hora, cobriu 76,2% das necessidades energéticas do país.

Na Bélgica esse percentual foi de 54,8%, contra 47,4%, 42% e 41,7% de Ucrânia, Suécia e Eslovênia, respectivamente.

A Espanha aparece na lista da Aiea com 8 reatores operacionais, de uma potência conjunta de 7.450 megawatts, que em 2008 geraram uma média de 56,5 terawatts/hora, o equivalente a 18,3% da eletricidade produzida no país.

No continente americano, além de EUA e Canadá, apenas Argentina (dois reatores operacionais e um em construção), Brasil e México (dois operacionais cada um) contam com usinas nucleares.

Dessa forma, a energia nuclear gerada em território nacional representou, em 2008, 6,2% da provisão para os argentinos e 4% para os mexicanos, enquanto as usinas Angra 1 e 2 foram reponsáveis por 3,1% do fornecimento para os brasileiros.


Agência Internacional de Energia Atómica

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Agência Internacional de Energia Atómica

Flag of IAEA.svg
Bandeira da AIEA
Tipo Agência especializada
Acrônimo AIEA
Comando Yukiya Amano
Status ativa
Fundação 1957
Sede Viena, Áustria
Website www.iaea.org
Small Flag of the United Nations ZP.svg Organização das Nações Unidas

A Agência Internacional de Energia Atómica (português europeu) ou Atômica (português brasileiro) (AIEA), foi estabelecida como uma organização autônoma no seio das Nações Unidas em 29 de julho de 1957.

A 8 de dezembro de 1953, o então Presidente dos Estados Unidos Dwight D. Eisenhower apresentou prosposta no sentido de ser criada uma organização internacional "devotada exclusivamente aos usos pacíficos da energia atômica", e que foi aprovada pela Assembléia Geral das Nações Unidas em 1954. Em 1957 foi completado o seu estatuto. O seu objetivo é a promoção do uso pacífico da energia nuclear e o desencorajamento dos usos para fins militares de armas nucleares.

A AIEA tem a sua sede em Viena, (Áustria), e tem 137 Estados membros, cujos representantes se encontram anualmente para uma Conferência Geral onde elegem 35 membros para o Conselho de Governadores. Este Conselho reúne-se cinco vezes por ano e prepara as decisões que serão ratificadas pela Conferência Geral. A 49ª Conferência Geral decorreu de 26 a 30 de setembro de 2005 na sede.

A AIEA constitui um fórum intergovernamental para a cooperação científica e técnica do uso pacífico da tecnologia nuclear.

Sede da AIEA desde 1979 em Viena, Áustria.

Foi dirigida pelo sueco Hans Blix entre 1981 e 1997, que ficou famoso por causa da oposição às alegações de que no Iraque se desenvolviam programas nucleares com fins militares. O detentor do cargo máximo da AIEA desde 1 de dezembro de 2009 é Yukiya Amano, do Japão.

Com o incremento da proliferação nuclear na década de 1990, as tarefas da AIEA passaram a incluir as inspecções e investigações de suspeitas violações do Tratado de Não-Proliferação Nuclear sob mandato das Nações Unidas; contudo, caso encontre indícios de uso militar em programas que inspeciona, apenas poderá reportá-los ao Conselho de Segurança das Nações Unidas, que detém o exclusivo de medidas coercivas.

A AIEA mantém, como um dos seus instrumentos, o International Nuclear Information System (INIS), uma base de dados sobre a utilização pacífica da energia nuclear.

[editar] Ver também

[editar] Bibliografia

  • MELLO, Celso D. de Albuquerque. Curso de Direito Internacional Público, 14 edição revista e ampliada, Vol 1, Rio de Janeiro, editora Renovar, 2002.
  • ZAJEC, Olivier. Os países que não podem ter. Le Monde Diplomatique Brasil em 20/07/2010. Disponível em: http://diplomatique.uol.com.br/artigo.php?id=687. Acesso em: 20 de julho de 2010.

[editar] Ligações externas

Precedido por
Wangari Maathai
Nobel da Paz
2005
com Mohamed ElBaradei
Sucedido por
Muhammad Yunus e Banco Grameen


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