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quinta-feira, 22 de abril de 2010

Aniversário de Brasília tem 24 crianças desaparecidas


Postos de saúde atenderam 54 pessoas que passaram mal durante a festa.
Manifestantes invadiram prédio da nova sede da Câmara Legislativa.

Robson Bonin Do G1, em Brasília


Balanço parcial da Polícia Civil mostra que a festa dos 50 anos de Brasília registrou nesta quarta-feira (21) quatro casos de esfaqueamento e uma ocorrência de espancamento na Esplanada dos Ministérios. A festa contabilizou ainda 24 crianças desaparecidas e os 12 postos de saúde espalhados pela área do evento atenderam 54 pessoas que passaram mal.

A polícia ainda deve divulgar o balanço de prisões e das demais ocorrências registradas, como roubos a pedestres e furto de veículos.

Invasão
Por volta das 20h desta quarta, um grupo com cerca de 50 estudantes do movimento que protesta contra os escândalos de corrupção no DF invadiu o prédio da nova sede da Câmara Legislativa do DF. O grupo é o mesmo que ocupou a sede antiga do Legislativo em dezembro de 2009, durante a fase mais aguda do escândalo no DF.

Em nota, a empresa responsável pela obra da nova Câmara, informou que está avaliando a situação e ainda não recorreu à Justiça para pedir a reintegração de posse.

De acordo com a assessoria de imprensa, o engenheiro responsável pela obra vai negociar diretamente com os manifestantes. A ideia é tentar a desocupação pacificamente. Por enquanto, a Polícia Milita não foi acionada. Se até a manhã desta quinta a situação continuar a mesma, a empresa fará nova avaliação. Como a obra não foi entregue, o prédio continua sob responsabilidade da construtora.

Festa
Apesar dos episódios violentos, o aniversário de 50 anos de Brasília teve a participação de quase um milhão de pessoas e surpreendeu quem esperava um clima de constrangimento. Havia o temor de que o escândalo político no DF e a ameaça de uma intervenção federal pudessem prejudicar a festa.

Artistas nacionais comandaram a festa. A dupla sertaneja Pedro Paulo e Matheus abriu as apresentações por volta de 16h30. A banda Paralamas do Sucesso deu continuidade ao evento, que teve ainda Nando Reis, Daniela Mercury e Zélia Duncan. O cantor Milton Nascimento será a última apresentação. A celebração do aniversário de Brasília vai ser encerrada por volta de 1h desta quinta, quando será realizada uma queima de fogos de 30 minutos de duração.

Ao longo de todo o dia, integrantes da organização da festa já comemoravam o sucesso do evento. A cantora Daniela Mercury comandou o show durante boa parte da noite, fazendo inclusive apresentações ao lado de artistas locais e não escondeu a alegria com o resultado das comemorações: “Fizemos muito esforço para esta festa acontecer. Me emocionei muito o tempo todo. É uma festa para Brasília reconhecer a si mesma. Brasília merece.”

Paralamas
Segunda atração nacional a animar a festa dos 50 anos de Brasília, a banda Paralamas do Sucesso fez uma leve crítica aos escândalos políticos que tomaram conta da capital federal nos últimos meses. O vocalista do grupo, Herbert Vianna, levantou a multidão de cerca de 600 mil pessoas na Esplanada dos Ministérios ao homenagear a cidade: “Independente de governo, Brasília vai ser sempre a nossa capital”. Foi a primeira declaração com contornos políticos desta quarta-feira (21).

Público assiste a shows na Esplanada dos Ministérios pelos 50  anos do aniversário de BrasíliaPúblico assiste a shows na Esplanada dos Ministérios na festa dos 50 anos de Brasília. Herbert Vianna, do Paralamas do Sucesso, e Pedro Paulo e Matheus já se apresentaram. (Foto: Robson Bonin/G1)

Governador
O novo governador do Distrito Federal, Rogério Rosso (PMDB), deveria assistir aos shows do aniversário de 50 anos da capital no camarote do governo que foi montado ao lado do palco, na Esplanada dos Ministérios. O confronto com manifestantes em um dos eventos desta quarta, no entanto, fez Rosso desistir.

Seria a primeira aparição do governador, eleito para o mandato-tampão de oito meses, em um evento de massa no DF. Pela manhã, Rosso teve o carro cercado por manifestantes contrários ao escândalo do mensalão do DEM de Brasília, que marca o DF desde novembro de 2009, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Caixa de Pandora.

O cerimonial e a segurança do governador do DF chegaram a fazer uma varredura no camarote para preparar a chegada de Rosso, prevista para as 19h. Por volta de 20h30, no entanto, os agentes que aguardavam o governador foram comunicados de que ele havia desistido de comparecer. Apenas um dos filhos da vice-governadora, Ivelise Longhi, apareceu no camarote. “Os manifestantes fizeram com que ele [o governador] desse uma acalmada na agenda”, disse ao G1, um dos seguranças de Rosso.

Apesar de todo o procedimento adotado para esperar Rosso, a assessoria disse que o governador não esteve na Esplanada porque queria "se preservar". A assessoria disse ainda que Rosso avaliou “que não era importante aparecer na festa”, que ele “não queria aparecer em palco” e que “seu objetivo era trabalhar”.




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