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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Dúvidas sobre como investir na Previdência Privada?


Publicado: Terça-feira, 23 de agosto de 2011 por Camila Bertolazzi

Especialistas dão dicas sobre o dinheiro do futuro!

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Na tentativa de assegurar um futuro com a poupança mais recheada, cada vez mais brasileiros estão de olho nos benefícios da Previdência Privada

Por Camila Bertolazzi

Já não é novidade: a população brasileira está envelhecendo. Segundo dados do Censo 2010, todas as faixas etárias até 25 anos têm peso menor na população do que em 2000, ao passo que os demais grupos ampliaram sua participação. A faixa da pirâmide etária de pessoas com mais de 65 anos aumentou de 5,9% em 2000 para 7,4% em 2010.

O envelhecimento é reflexo do baixo crescimento populacional, aliado a menores taxas de natalidade e fecundidade. A previsão do IBGE é que a quantidade de idosos dobre nos próximos trinta anos, em números proporcionais a população como um todo. Com menos jovens contribuindo e mais idosos dependentes, o rombo da Previdência Social tende a aumentar geometricamente a cada ano.

Em resumo, a Previdência é uma espécie de seguro social composta por contribuições mensais do trabalhador, que garantem a renda do contribuinte e de sua família em casos de doença, acidente, gravidez, prisão, morte e velhice. Ela oferece vários benefícios que juntos garantem um futuro assegurado.

Atualmente, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio 2009 (PNAD/IBGE), 81,73% dos idosos brasileiros são protegidos pela Previdência Social, ou seja, aproximadamente 18 milhões de pessoas. São quase R$ 260 bilhões por ano, sendo que grande parte é paga aos ex-militares e servidores públicos.

Mas além da Previdência pública administrada pelo governo e da qual todo trabalhador brasileiro é automaticamente segurado, no Brasil são permitidos sistemas previdenciários privados também denominados de previdência complementar - através de organizações não-governamentais e instituições financeiras -, que funcionam como uma opção para aqueles que querer garantir uma renda maior do que a garantida pelo sistema público.

“Algumas pessoas são previdentes e se preparam para situações adversas que podem acontecer ao longo da vida, principalmente na velhice. Sabem que para isso é necessário abrir mão de algumas coisas no presente, para ter uma reserva que garanta uma vida segura e tranquila no futuro”, afirma Afonso Guido, proprietário da União Contábil.

Segundo o advogado Rogério Gimenez, ambas são meios de garantir frutos para o futuro; a diferença é que “na pública você obrigatoriamente tem que seguir determinados requisitos e só poderá utilizar de seus rendimentos depois de um período necessário, já na privada há a opção de escolha deste tempo, por exemplo”, explica.

Na tentativa de assegurar um futuro com a poupança mais recheada, cada vez mais brasileiros estão de olho nos benefícios da Previdência Privada. Pensando nisso, a equipe do Itu.com.br entrevistou o contador Afonso Guido que ajudará a esclarecer algumas dúvidas sobre o assunto.

> Quem pode investir?

Qualquer pessoa pode investir. O ideal é fazer uma simulação com a sua idade atual, e a idade que pretende receber o retorno desse investimento. Portanto quanto mais cedo você começar a investir, menor será o investimento necessário para receber a sua aposentadoria no futuro. O que é necessário se entender, é que nenhum produto, nem mesmo os planos de previdência privada, garante qualquer valor para o futuro. Os profissionais de investimentos e sites de previdência fazem simulações baseadas em retornos passados incluindo alguns parâmetros de referência de futuro chegando-se a um valor acumulado aproximado.

> Quanto investir?

A recomendação básica para o bom investimento é: defina o seu objetivo, diversifique seus investimentos. Para estimar quanto investir, deverão ser levados em conta os recursos de outros fundos e programas eventualmente disponíveis, como: planos de previdência do empregador, o saldo do FGTS, o PIS/PASEP/CNIS, e a renda mensal da aposentadoria do INSS. Tenha em conta que a expectativa de vida está aumentando e você pode vir a ser um centenário. Seu patrimônio lhe garantirá vida digna tão longa?

> Como investir?

O primeiro passo antes de investir é consultar um corretor de uma seguradora de sua confiança.

> Quais são as opções dentro da Previdência Privada?

PGBL - Plano Gerador de Benefícios Livres: oferece planos específicos para cada tipo de investidor. A carteira de investimentos desses planos varia desde 100% de renda fixa, até 49% com renda variável, para quem deseja um investimento de maior risco. A grande vantagem dos PGBLs é a flexibilidade, já que o investidor pode transferir seu dinheiro para outro plano ou, até mesmo, outra instituição.

VGBL - Vida Gerador de Benefícios Livres: é o mais indicado a autônomos e profissionais liberais, e também oferece possibilidades de acordo com o perfil do investidor.

A principal diferença entre os dois tipos de planos está na forma como é cobrado o imposto de renda. O PGBL é adequado a quem faz a declaração completa do Imposto de Renda, e suas contribuições podem ser deduzidas no limite de 12% da renda bruta anual. Mas a alíquota progressiva do imposto incide sobre o total resgatado. O VGBL se aplica melhor para quem faz a declaração simplificada do Imposto de Renda. As contribuições a estes planos não são descontadas da base de cálculo do IRPF, mas no momento do resgate, a alíquota progressiva incidirá somente sobre os rendimentos.

> Quais os custos de um plano de Previdência Privada?

As seguradoras cobram as taxas de carregamento (sobre cada contribuição) e administração (anual). A primeira é cobrada para pagar os custos operacionais do plano de previdência privada. A taxa de administração, também chamada de taxa de gestão, é o valor pago à instituição sobre o capital acumulado para administrar os recursos do plano de aposentadoria. No PGBL, por exemplo, o participante paga de taxa de carregamento entre 1% e 5% da contribuição. Já a taxa de administração fica entre 1,5% e 5% ao ano.

> Quais são os riscos de investir na Previdência Privada?

Existe o risco de falência da instituição responsável pelo plano de Previdência Privada. Para evitar que o contribuinte acabe prejudicado, existe uma determinação que obriga a seguradora de previdência a separar os recursos dos planos do dinheiro da própria instituição. A Superintendência de Seguros Privados (Susep) é o órgão responsável pela fiscalização das empresas que oferecem planos de Previdência Privada. O participante ainda corre o risco de ter prejuízos em relação aos investimentos realizados pelos planos. Isso pode acontecer, por exemplo, se um título de uma empresa não for honrado ou quando uma ação perde seu valor. Diante de qualquer dúvida em relação à saúde financeira da instituição ou do plano, lembre-se de que o contribuinte pode se beneficiar da Portabilidade.

> Quando pode-se suspender as contribuições?

O participante pode suspender ou cancelar o pagamento das contribuições após o vencimento do prazo de carência. Nesse caso, para alguns tipos de contrato, como a taxa de carregamento cobrada é maior nos primeiros anos, a despesa com os custos pode reduzir o valor acumulado.

Mas há ainda quem prefira investir em poupança. Sobre isso, consultamos o advogado Rogério Gimenez. “Antes do ano de 2010, sem dúvida a poupança era mais vantajosa, pois era isenta do recolhimento de imposto de renda. Mas desde o ano passado, quem tem cinquenta mil reais ou mais na poupança, tem que recolher imposto de renda, portanto, deixou de ser tão vantajosa. Se você está planejando uma aposentadoria e não tem pressa para resgatar este valor, vale mais a pena a previdência. Agora se você apenas quer poupar um dinheiro a curto ou médio prazo, o mais vantajoso ainda é a poupança. Ou seja, tudo depende do objetivo do contribuinte para auferir o fim desejado”.

Opções não faltam para investir, mas antes de optar por qualquer uma delas, a dica é não esquecer dos seus objetivos; são eles de curto, médio ou longo prazo?


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