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sábado, 5 de fevereiro de 2011

Lisboa: Manifestação de apoio aos egípcios

As manifestações continuam no Cairo (foto AP)

Por Redacção

Meia centena de pessoas reuniu-se este sábado na Praça do Município em Lisboa para manifestar o seu apoio ao povo egípcio, que durante os últimos dias luta contra o regime do Presidente Hosni Mubarak. Uma manifestação que, à semelhança dos protestos vividos no Cairo, foi convocada através das redes sociais.

«A ideia é mostrar que Lisboa está com os manifestantes pró-democracia, livre, laica e inclusiva da Praça Tahrir. Nós não pretendemos aqui ter grandes análises políticas de como é que os mecanismos deveriam funcionar. Agora, há um primeiro passo que é claríssimo: há um regime que tem de cair», disse uma das criadoras da página do evento no Facebook, Joana Manuel, citada pela Renascença.

No movimento de solidariedade para com o povo egípcio, os manifestantes seguravam folhas com uma mensagem em inglês, português e árabe: «Tahrir Square, Praça da Libertação».
www.abola.pt





Aldeia de tendas e toldos de protesto no centro do Cairo

Uma verdadeira aldeia de tendas foi erguida no centro da praça Tahrir, no centro do Cairo, onde a chuva não afastou hoje os contestatários ao regime de Hosni Mubarak, que enfrentaram grandes filas para entrar no local.



Sami Daoud, um jovem de 24 anos que afirma passar os dias na praça mas ir dormir a casa porque mora perto, disse à agência Lusa que "o regime está quase a quebrar".

"Cada vez mais vemos ministros e membros do partido de Mubarak na televisão. Quando começámos com isto eles nunca apareciam, nunca deram importância. Agora estão sempre com apelos para isto e para aquilo, sempre a reagir ao que se passa aqui. Eles estão muito perto de cair, vê-se que agora são eles que tem medo de nós", argumentou.

Esta sexta-feira terminou o prazo dado por partidos da oposição para que o Presidente egípcio se retirasse no poder, mas enquanto isso não acontecer os opositores de Mubarak não mostram sinais de desistência.

No centro da praça, a rotunda está ocupada com centenas de tendas e toldos.

Debaixo do seu toldo, Ahmed, um jovem que afirmou não sair da praça há três dias, indicou que mesmo as pessoas que não podem cá estar em permanência ajudam a assegurar que há sempre pessoas a representá-las no protesto permanente, trazendo água, comida e tudo o que é preciso para estar sempre alguém no local.

Hoje, nem apelos repetidos do general Hassan El Rawini, do comando central do Exército egípcio, que passou horas a tentar convencer os manifestantes a abandonar as barricadas e abrir caminho para os militares poderem limpar a praça, demoveu milhares de pessoas de ali se concentrarem.

Hoje, os controlos militares foram também mais apertados, com as pessoas a entrarem a um ritmo muito mais lento, numa tentativa de reforçar ainda mais a segurança, para além das já em vigor: centenas de soldados, blindados do Exército e barricadas com arame farpado.

Durante o dia de hoje, não se verificaram nos acessos à praça escaramuças com apoiantes pro-Mubarak, como tem acontecido nos dias anteriores.

Apesar da chuva, que hoje caiu pela primeira vez nos últimos dias, os manifestantes tentam aguentar a sua posição.

Os altifalantes dos dois palcos montados na praça só se calam de madrugada, quando é preciso dormir. No resto do tempo, os microfones estão sempre abertos para quem quer que se queira inscrever para falar.

Há alguns líderes políticos que falam, mas quem domina os palcos improvisados são "pessoas que querem falar, às vezes rezar, às vezes recitar poesia", afirmou Sami.


Com Lusa


/sic.sapo.pt/




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