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sexta-feira, 22 de julho de 2011

De volta ao palco


Desde 2001 sem atuar em uma peça, Fábio Assunção estrela Adultérios, espetáculo de que é também um dos produtores, e fala sobre o relacionamento com Karina Tavares: “Sou casado, moro com minha mulher e minha filha”

POR Sonia Vieira/ Foto: Bob Wolfenson/Divulgação

Bob Wolfenson/Divulgação
“Sou um admirador do trabalho de Woody Allen. Acho que tudo o que ele faz tem originalidade e personalidade.” É assim que Fábio Assunção resume a QUEM sua admiração pelo texto de Adultérios, assinado pelo cineasta americano, que o ator leva ao palco a partir de sexta-feira (8), em São Paulo. “Namoro esse texto desde que fui convidado para integrar o projeto, pelo diretor Alexandre Reinecke, há alguns anos. Não pude fazer na época e, no começo deste ano, o projeto voltou para mim.”

Na coletiva da peça, na sexta-feira (1º), em São Paulo, ele falou sobre a vida em família e disse que voltará à TV. “Vou fazer As Brasileiras, começo a gravar no dia 11. Serei um apresentador de programa de denúncias, então vai ser engraçado. Vou fazer a peça em São Paulo e gravar no Rio, vou ficar na ponte aérea”, afirmou Fábio, que disse que não terá problemas para ver a caçula, Ella Felipa, de seu casamento com Karina Taveres.

“Eu moro junto, sou casado, moro com a minha mulher e minha filha. Outro dia saiu em algum lugar que eu fiz uma visita na maternidade, dei uma passada lá. Não é isso, sou casado. Não saio por aí tendo filho, ela é minha mulher”, comentou. “Acho que Ella se parece comigo, mas vejo o formato do rosto da Karina também”, disse Fábio, que contou que o primogênito, João, de seu relacionamento com Priscila Borgonovi, está animado com a irmãzinha. “O João está adorando, pega no colo, beija, ele está pirado. Estou realizado, mas tudo pode acontecer”, disse o ator.

DESAFIO
Um dos grandes desafios para Fábio foi interpretar dois personagens diferentes durante os ensaios. “Eu e o Norival Rizzo vamos atuar nos dois papéis: um dia interpreto o roteirista de cinema Jim Swain, no outro dia o homeless (sem teto) americano Fred”, diz o ator, que estava longe das peças teatrais desde 2001, quando fez Quem Tem Medo de Virginia Woolf?. O texto, que se passa em Nova York, conta a história do encontro entre o roteirista, que pretende terminar o relacionamento com a amante, e o desabrigado, que acaba se tornando seu conselheiro.

"Fazer teatro é um grande acontecimento", diz Fábio Assunção
01 de julho de 2011 18h32 atualizado às 22h17


Ator volta aos palcos em 8 de julho, quando 'Adultérios' estreia em São Paulo. Foto: Francisco Cepeda/AgNews

Ator volta aos palcos após 11 anos em 8 de julho, quando 'Adultérios' estreia em São Paulo
Foto: Francisco Cepeda/AgNews


Heloísa de Oliveira
Direto de São Paulo

Afastado dos palcos há 11 anos - sua última peça foi Quem Tem Medo de Virgínia Woolf, de 2000, dirigida por João Falcão -, Fábio Assunção prepara-se para estrear, dia 8 de julho, no Teatro Frei Caneca, em São Paulo, o espetáculo Adultérios (cujo título original é Central Park West), do nova-iorquino Woody Allen. Durante um descontraído bate-papo com a imprensa, nesta sexta-feira (1), Fábio declarou que não sente o peso de voltar ao tablado após tanto tempo.

"Ter ficado 11 anos sem fazer teatro não é uma grande questão como colocam. Durante esse tempo, trabalhei muito, fiz televisão e cinema. Alguns textos chegaram até mim, mas decidi focar em outras coisas. Considero fazer teatro um grande acontecimento, pois não é algo que faço toda hora, mas, quando faço, é com muito prazer. Eu me envolvo e mergulho na alma do personagem", explicou o ator, que, após apresentar duas cenas da peça ao lado de seus colegas de elenco - o veterano Norival Rizzo e a atriz, bailarina e coreógrafa Carol Mariottini -, abandonou o figurino e voltou à sala vestido com calça e sapatos pretos e a camiseta do Corinthians.

Bem humorado e simpático, o ator brincou com os jornalistas: "escolhi minha melhor roupa para hoje", sob gritos de apoio e vaias. Norival e o diretor, Alexandre Reinecke (Toc Toc e Trair e Coçar é Só Começar), também entraram na brincadeira e escolheram as camisetas da Portuguesa e Ponte Preta, respectivamente, para a entrevista.

A trama Adultérios se passa em Nova York, à beira do Rio Hudson, e narra o inusitado encontro entre o roteirista de cinema Jim Swain, de recente sucesso, e o mendigo Fred. Jim está à espera de sua amante, Bárbara, para terminar o relacionamento. Fred, esquizofrênico e extremamente inteligente, acusa Jim de roubar uma de suas histórias para escrever o roteiro de um novo filme. Em meio a uma divertida e tensa discussão, os dois se vêem cada vez mais próximos, até que Fred acaba se tornando um conselheiro sobre a relação de Jim e Bárbara.

Uma das grandes sacadas da peça está na alternância entre Fábio e Norival na interpretação dos dois papéis masculinos. Segundo Heinecke, a ideia surgiu logo que o texto chegou às suas mãos. "Considero essa decisão como um desafio para nós três. Isso sem contar que a contribuição dada por cada ator enriqueceu ainda mais os personagens", afirmou. "São personagens complementares e, portanto, interpretá-los foi benéfico para nós, pois, ao fazer um, passávamos a entender mais o outro. Além disso, quando trocamos os papeis, a peça muda completamente. É como se fossem dois espetáculos, com ritmo e astral muito diferentes", acrescentou Fábio.

Dirigir uma peça de Woddy Allen e, especificamente, Adultérios, era uma vontade antiga do diretor, que sempre pensou em Fábio como parceiro na nova empreitada. "Fábio foi a primeira pessoa para quem mostrei o texto, mas, na época, infelizmente tivemos problemas com direitos autorais e o projeto ficou parado. Por sorte, no meio de 2010, após um ano e meio de negociações, consegui os direitos e convidei Fábio novamente", contou Heinecke. Para o diretor, a peça guarda semelhanças com o novo longa de Allen, Meia Noite em Paris. "Ambos os protagonistas são escritores que se sentem menos brilhantes do que gostariam de ser. A diferença é que, no filme, isso é explícito e, na peça, é implícito."

Além de retornar aos palcos, Fábio comemora a boa fase pessoal e profissional. Prestes a inaugurar sua própria produtora e a voltar à televisão em um episódio da série As Brasileiras, com direção-geral de Daniel Filho, o ator ainda arranja tempo para interpretar outro papel, o de pai coruja. "Eu faço tudo o que for preciso, até troco fralda e dou mamadeira", contou Fábio, que tem dois filhos: o primogênito João, de 7 anos, fruto da relação com a empresária Priscila Borgonovi, e a recém-nascida Ella Felipa, de um mês, do casamento com a publicitária Karina Tavares.

Serviço
Temporada: de 8 de julho a 25 de setembro
Local: Teatro Shopping Frei Caneca (Rua Frei Caneca, 569 - 6º Andar)
Horários: sextas (21h30), sábados (20h e 22h); domingos (19h)
Preços: sextas: R$ 50; sábados: R$ 70; domingos: R$ 60
Duração: 60 minutos
Lotação: 600 lugares
Classificação etária: 12 anos
Ingressos: www.ingressorapido.com.br/prefeitura





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