Uso do acessório é infração média; motorista pode ser multado e ter carro apreendido.
Polícia Militar diz que uso desse equipamento tem crescido nos últimos meses.

Nem sempre que uma sirene soa nas ruas de São Paulo é sinal de que policiais estão por perto. Motoristas de carros particulares estão equipando o veículo com sirenes que emitem o mesmo som e chegam a confundir quem está por perto já que não podem ser identificados.
O acessório mede aproximadamente 30 cm, tem o formato que lembra um megafone e é vendido indiscriminadamente em lojas especializadas em equipamentos para carro, localizadas principalmente na Rua Duque de Caxias, no centro da capital.
O comércio desse tipo de sirene é tão comum que dá até para fazer pesquisa de preços e pechinchar, graças à concorrência. A mesma sirene pode sair por R$ 150 em uma loja, sem direito a instalação, e chegar a R$ 250 em outra poucos metros adiante, de onde o motorista já pode sair buzinando. Também dá para comprar uma buzina com o hino do Corinthians, mas como a demanda está pequena, dizem os vendedores, é preciso fazer encomenda.
As sirenes são instaladas diretamente na bateria e não comprometem a buzina que vem de fábrica no veículo. Os vendedores sabem que esse tipo de acessório não deve ser usado à toa e até dão dicas para o motorista não enfrentar problemas. “É só não buzinar perto de policiais, de delegacia e de quartel”, orienta o vendedor identificado apenas como Roberto.
O vendedor até conta para os clientes como é se passar por veículo da polícia. “O carro do nosso patrão tem uma sirene dessas. Teve um dia em que pegamos a Marginal e, quando ligamos ela, os carros abriram caminho na hora”, conta.

O taxista Leomar Nascimento, de 46 anos, é um dos motoristas que dão passagem quando ouvem a sirene. "Sei que, muitas vezes, é algum espertinho se passando por polícia, mas tem de abrir caminho de qualquer jeito porque sei que também pode ser um carro da polícia descaracterizado", diz.
Em 15 anos de trabalho no trânsito de São Paulo, Nascimento diz que tem percebido o aumento no número de carros que usam esse tipo de sirene. "Mas é algo muito difícil de controlar, né?", indaga.
Um dos fabricantes desse tipo de sirene entrevistado pelo G1, e que não quis se identificar, reconhece que não há um controle muito rígido sobre a comercialização do acessório. "A gente revende para a rede referenciada, mas o que fazem com a sirene depois que ela sai da fábrica, não temos como saber", diz. "Nós não trabalhamos com o consumidor final, mas é comum donos de carro blindado nos procurarem porque têm interesse em instalar a sirene".
De acordo com o artigo 229 do Código de Trânsito Brasileiro, é infração média usar indevidamente no veículo aparelho de alarme ou que produza sons e ruído que perturbem o sossego público.
É com base nesse artigo que a Polícia Militar fiscaliza e pune os motoristas infratores com multa e apreensão do carro. O objetivo é evitar que situações como a descrita pelo vendedor Roberto se tornem freqüentes na capital paulista, principalmente em horário de pico, quando tudo o que o motorista quer é ter o mesmo privilégio da polícia no trânsito.
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Andar arrumadinho? Entrar na melhor boate? Apreciar uma boa bebida? Nada disso. Para o advogado Eduardo Gomes (de gorro cinza), de 23 anos, e seus amigos, a “balada” no sábado (28) em Campos do Jordão era ali mesmo, na rua. Sentados em um banco e com um violão em mãos, os jovens cantavam, riam e chamavam a atenção de quem curtia os agitos do Capivari, a região mais badalada da cidade.
Uma das atrações da tarde deste sábado (28) em Campos do Jordão foi a exposição de carros antigos. No 2o Passeio de Carros Clássicos, vinte “raridades” deixaram a capital paulista e subiram a serra, reunindo dezenas de admiradores e curiosos. Todos paravam ao lado dos veículos, alguns da década de 20, para tirar fotos. Um dos mais disputados foi o Crysler, modelo Phaeton, de 1928. Além da beleza, marcava pela conservação.
Ao lado dele, outras “jóias”, como um Lafer (1982), um Ford Roadster V8 (1932), e o Corvette Stingray branco (1975) da artista plástica Cecília Natal. Na verdade, o veículo é do marido dela, mas a diversão é garantida para toda a família. “Eu adoro. A gente usa em São Paulo só para passear”, contou. Pausas para fotos e perguntas já viraram costume. “Aonde vamos somos parados”, afirmou Cecília.
O inverno chegou e o G1 resolveu mostrar um pouco do que acontece em uma das cidades mais charmosas de São Paulo: Campos do Jordão, a 181 km da capital. As casinhas em forma de chalé, as montanhas, o chocolate cremoso e, sobretudo, o frio, deram a Campos o apelido de ”Suíça brasileira”. E é aqui que vamos ficar por uma semana para falar sobre badalação, turismo, comportamento, comércio e curiosidades em geral.


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