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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

03/09/09 - 10h54 - Atualizado em 03/09/09 - 10h54

Egito desmente convergência de nova gripe e gripe aviária em humano

Comunicado do Ministério da Saúde não dissipa apreensão.
Caso foi divulgado pela Sociedade Internacional de Doenças Infecciosas.

Luis Fernando Correia Especial para o G1




O Ministro da Saúde do Egito se apressou em desmentir o caso de uma possível coinfecção pelos vírus H5N1, das aves, e H1N1, da nova gripe, em um paciente internado na cidade portuária de Safaga, na costa do Mar Vermelho.

Segundo o ministro egípcio, o homem de 38 anos de idade é portador do vírus influenza A (H1N1) e também de uma cepa de vírus comum da gripe. Ainda segundo o ministro, a alta hospitalar está prevista para daqui 2 dias.

Mas, em vez de acalmar os ânimos, o comunicado trouxe mais preocupações.

Em primeiro lugar, por que não divulgar qual o outro subtipo de vírus está associado ao H1N1? Além disso, os egípcios também não divulgaram quais testes foram utilizados para o diagnóstico. Essa informação ajudaria a dar credibilidade ao informe.

Situações como essa – autoridades desautorizando subordinados técnicos – muitas vezes têm caráter político, o movimento do ministro egípcio levanta mais suspeitas do que explica.

Quase ao mesmo tempo, o Instituto Nacional de Saúde dos EUA e a Universidade de Maryland divulgaram um estudo que demonstra a superioridade biológica do influenza A (H1N1) sobre os vírus comuns da gripe esperados para este ano.

Em modelo animal, o H1N1, quando infectava um animal “em parceria” com outro tipo de vírus de gripe, não permitia que o outro vírus fosse transmitido adiante.

Mas qual a importância disso tudo e por que tanta polêmica?

O H1N1 tem alta transmissibilidade e baixa virulência: “passa” facilmente e mata pouco. Já o vírus H5N1, o da gripe aviária, tem baixa transmissibilidade e alta virulência. A preocupação dos especialistas é que os dois se combinem e apareça um vírus com alta transmissibilidade e alta virulência.

Até o momento, não existem indícios dessa combinação. Mas infecções por dois tipos de vírus são situações ideais para que essa combinação ocorra, daí a preocupação com o relato egípcio.

A pandemia do H1N1 está em curso e ainda conhecemos pouquíssimo sobre esse novo vírus. Os sistemas de monitoração de viroses estão funcionando no mundo todo e acompanhando cada novo indício.








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