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terça-feira, 3 de maio de 2011

Reinado de Assad na Síria está acabando, diz ministro israelense



JERUSALÉM (Reuters) - O uso da força pelo presidente sírio Bashar al-Assad contra seu próprio povo está precipitando sua queda, disse o ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, acrescentando que Israel não deveria temer mudanças em Damasco.

"Creio que Assad está se aproximando do momento no qual perderá a autoridade. A brutalidade crescente o está pressionando contra a parede, quanto mais pessoas são mortas, menor é a chance de Assad sair dessa", disse Barak à TV Channel 10.

"Não acho que Israel deveria se alarmar com a possibilidade de Assad ser substituído. O processo em curso no Oriente Médio traz grandes promessas e inspiração no longo prazo para nossos filhos e netos", afirmou na noite de segunda-feira.

Autoridades israelenses vinham mantendo silêncio sobre os levantes na Síria, e a mídia local relatou que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu instruiu seus ministros a não discutirem o assunto em público para evitar acusações de interferência.

Grupos de direitos humanos dizem que pelo menos 560 civis foram mortos pelas forças de segurança de Assad desde que os tumultos na cidade de Deraa, no sul sírio, irromperam em 18 de março.

O governo sírio, criticado pelo Ocidente por sua repressão ao levante, culpou "grupos terroristas armados" pela violência. O país de 20 milhões de habitantes é governado de maneira autoritário pelo partido Baath desde 1963.

Barak disse que as mudanças no Oriente Médio estão pondo fim a regimes autocráticos, mas levarão tempo para produzir democracias estáveis.

"No curto prazo, ninguém espera que democracias ocidentais surjam aqui", afirmou.

O ministro disse que, mesmo que Assad ordenasse às tropas que não usem a força para sufocar as manifestações, provavelmente é tarde demais para que ele se mantenha no poder por um período longo.

"(Mesmo) se ele parar de matar pessoas, não vejo a fé nele sendo restaurada. Não sei se ele irá encerrar seu papel em um mês ou dois, ele pode se recuperar, mas não acho que será o mesmo, acho que seu destino irá na mesma direção daquele de outros líderes árabes", disse Barak.

Ao contrário do Egito, a Síria nunca fez as pazes com Israel após a guerra de 1973, mas cumpriu rigorosamente seus compromissos de não-agressão, estabelecendo um status quo de segurança que convém às duas partes.

Agrada muito menos a Israel o fato de que a Síria apoia dois de seus inimigos mais ativos -- o Hezbollah libanês e o Hamas, que governa a Faixa de Gaza.






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