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quinta-feira, 21 de abril de 2011

#acre Quero Laura Capriglione narrando os sucessos humanistas do Acre marinista-petista


Eu não quero, como jornalista, ficar me metendo na redação alheia, não sou do tipo que faz isso. Como leitor, no entanto, tenho uma sugestão. A Folha tem de enviar Laura Capriglione para o Acre para nos mostrar como andam o tráfico de drogas e a prostituição infantil naquele estado, no 13° ano da gestão petista-marinista. Sim, não e só o PT que manda por ali. O estado também é um campo de provas das utopias da rainha da floresta. A mais nova contribuição daquele notável modelo de gestão é uma droga nova, vinda da Bolívia, chamada oxi. Já sabemos como Laura analisa o drama social em estados governados por “reacionários”. Vamos ver agora como a prostituição de crianças de oito anos pode ser analisada à luz de um governo progressista, que ama a natureza. O poema do czar naturalista, de Drummond, pode ser um bom emblema do Acre. É aquele do soberano que caçava homens e que ficou espantado quando lhe contaram que se caçavam borboletas. No Acre marinista-petista, é melhor ser borboleta do que ser uma menina pobre de oito anos. É melhor ser uma seringueira. Vá lá, minha musa, vá lá…

Por Reinaldo Azevedo





Traficantes de órgãos compram crianças na Amazônia

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marino25022011aSenadora Marinor Brito (PA) pede criação de CPI para investigar tráfico de seres humanos em diversos pontos da Amazônia e do Brasil. Criança no Pará é leiloada por R$ 5

CHICO ARAÚJO
chicoaraujo@agenciaamazonia.com.brEste endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

BRASÍLIA – Crianças e adolescentes de várias cidades da Amazônia são aliciadas e, posteriormente, vendidas a quadrilhas internacionais, inclusive com participação de brasileiros. Seus corpos utilizados no mercado clandestino de retirada de órgãos. “É um comércio criminoso, real”, denuncia a senador Marinor Brito (PSOL-PA).

Em Belém (PA), por exemplo, há casas especializadas no comércio de garotas. “Promove-se um bingo com cartela a R$ 5. Quem preencher uma quina no cartão, leva uma menina”, descreve. Em Macapá e Oiapoque, no Amapá, as menores chegam a ser comercializadas por 300 euros por turistas estrangeiros que cruzam a fronteira pela Guiana Francesa. Marinor afirma que, em muitos casos, há agentes do Estado envolvidos nesses negócios, “e por isso não se investiga a fundo”.

O tráfico de pessoas faz cerca de 2,5 milhões de vítimas e movimenta mais de US$ 32 milhões anuais, segundo dados do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Undoc). No Brasil ainda não há um cálculo de quanto esse tipo de comércio movimenta. O Brasil é signatário da Convenção das Nações Unidas contra o Crime Organizado Transnacional, mas, segundo Marinor, o País não se esforça de forma eficaz para coibir o tráfico de seres humanos.

De acordo com Marinor, o tráfico que acontece na Amazônia não está apenas vinculado as redes de prostituição, mas a outras práticas criminosas de violações aos direitos humanos. “Esse esquema criminoso também desloca as pessoas, geralmente adolescentes, para a comercialização de órgão”. Para mapear essa situação que envergonha o Brasil, a senadora Marinor Brito vai protocolar no Senado um pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a situação. A proposta da CPI, segundo Marinor, é fazer um raio-x do tráfico nacional e internacional de pessoas no Brasil, suas causas, consequências, rotas e responsáveis.

“Existem várias redes que atuam nesse mercado. Por exemplo, a garota se prostitui e contrai doenças venéreas, há um comércio bem articulado da venda de medicamentos”, explica Marinor. A estratégia dessas quadrilhas, seja de prostituição ou de tráfico de pessoas, é sempre manter as pessoas na condição de escravos.

Marinor explica que o tráfico de pessoas não sai apenas do Brasil. “Há a entrada de pessoas de outras nacionalidades, e esses estrangeiros vem para cá com a finalidade de atender o trabalho escravo”. Segundo os cálculos da senadora, o Brasil teria atualmente cerca de 25 mil trabalhadores vivendo em condições análogas á de escravo.

Dados alarmantes

Para justificar a criação da CPI do Tráfico Humano, Marinor Brito traz como exemplo as ocorrências verificadas em seu Estado, o Pará. Ali, de acordo com dados da CPI da Pedofilia do Senado, a prostituição e o tráfico de menores está disseminado em 143 municípios. As estatísticas do Centro Integrado de Atenção a Vítimas de Violência, de Belém (PA), são chocantes: a cada dia, dois menores são vítimas de algum tipo de violência. De 2004 a 2008 foram registrados 3.558 casos de violência, dos quais 3.057 contra menores.

No Pará, a maior incidência de casos ocorre nas cidades de Belém, Breves, Curralinho, Ilha do Marajó e Portel. No Amapá, as cidades com os maiores índices são Macapá e Oiapoque. “Ali [no Amapá] os crimes abrangem principalmente o tráfico de pessoas”, conta Marinor. De acordo com a senadora, o número de vítima pode ser ainda bem maior porque as vítimas não têm como denunciar por falta de delegacias. “Para pôr fim a essa vergonha, a CPI constitui instrumento fundamental”, lembra Marinor, ao ressaltar que a sociedade brasileira exige medidas urgentes dos poderes constituídos.









Combate aos crimes transfronteiriços é tema de palestra no último dia de Congresso
17/04/2011 - 10h05

Da Redação

Dando continuidade ao ciclo de palestras do 1º Congresso Internacional “A Violência, o Tráfico e as Mulheres, Enfrentamento e Desafios”, o coordenador do Grupo Especial de Segurança de Fronteira (Gefron), coronel PM Antônio Mário da Silva Ibanez Filho, palestrou neste sábado (16.04) o tema “O Gefron no combate aos crimes transfronteiriços Brasil x Bolívia”, para o público que acompanhava o último dia do evento.

Na palestra, o coronel Ibanez, que está há quase dois anos coordenando o Gefron, apresentou informações que motivaram a criação do Grupamento, as consequências que ocorreram após a sua criação e os resultados obtidos pelos trabalhos realizados na faixa de fronteira.

De acordo com levantamento feito pelo Gefron, em quatro anos, o grupamento apreendeu mais de uma tonelada e meia de entorpecentes. Outros produtos apreendidos pelos policiais são armas e munições. De 2007 a 2010, o grupamento apreendeu 51 armas e 48.441 munições. O Gefron também apreendeu uma grande quantia de dinheiro. Em três anos, mais de R$ 607 mil foram apreendidos pelo grupo. Os policiais apreenderam ainda mais 778 mil dólares, 11 mil em moeda guarani e mais de 4 mil pesos boliviano.

Durante a palestra, Ibanez falou sobre a crescente utilização de mulheres e adolescentes do sexo feminino na prática do tráfico internacional de drogas e em outros crimes nos 28 municípios da região de fronteira de Mato Grosso. O coordenador destacou também os dados estatísticos envolvendo a mulher nos crimes transfronteiriços. Segundo o Gefron, Mato Grosso registrou em 2009 o total de 15 mulheres presas por envolvimento com o tráfico de drogas. Em 2010 o número aumentou para 17.

O coordenador do Gefron disse ainda que o objetivo da sua palestra foi deixar registrada a preocupação dos organismos de segurança quanto o aumento do envolvimento da mulher no tráfico de drogas, bem como em outros crimes na região de fronteira. “Este fato é preocupante na medida em que as ações criminosas vêm tentando inserir a mulher em práticas delituosas na tentativa de ludibriar a fiscalização”, explicou o coordenador.

O militar ressaltou que a mulher não é vitima apenas do trafico de drogas na região de fronteira. “A mulher figura como vítima de violência doméstica, prostituição, dentre tantas outras práticas criminosas”.

Para combater está prática, o Gefron tem se especializado nas ações de combate aos crimes de fronteira. “Recentemente todo o Grupo foi submetido a um nivelamento para o Policiamento Especializado em Fronteira (Pefron) realizado em Belém do Pará”, explicou coronel Ibanez.

Além da capacitação, os policiais da fronteira realizam sistematicamente operações volantes nas zonas rurais e também na zona urbana dos 28 municípios que foram a faixa de fronteira em Mato Grosso. “O Gefron vem atuando em zona urbana em conjunto com os policiais locais de cada município na tentativa de minimizar o crescimento da prática delituosa e proporcionar uma maior sensação de segurança para todos os moradores da faixa de fronteira”, explicou Ibanez.

Para finalizar, coronel Ibanez falou sobre a importância do evento. “Entendemos que tudo que se puder fazer na intenção de aperfeiçoar os esforços no combate ao crime e aumentar a sensação de segurança à todas as comunidades da faixa de fronteira são válidas. O Gefron não poderia estar de fora deste contexto”, finalizou o coronel.

GEFRON

O Grupo Especial de Fronteira é uma força integrada pelos órgãos de segurança do Estado cuja missão é apoiar os órgãos federais responsáveis pela segurança na fronteira do Brasil com a Bolívia. O Gefron trabalha em uma faixa de 983 quilômetros de fronteira, sendo 233 de região alagada. São ao todo cinco pontos de fiscalização (Porto Esperidião, Vila Cardoso, Matão, Avião Caído e Barreira do Limão). Além disso, os oficiais também trabalham em mais 10 pontos ao longo da fronteira em esforço conjunto com técnicos do Indea e Ministério da Agricultura.




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