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domingo, 9 de novembro de 2008

Dor sem hora para acabar



Libertada de um apartamento onde era submetida
a abusos e tortura, Lucélia virou ícone da luta contra
a violência infantil mas continua sem uma família


Ana Beatriz Magno

Ana Araujo

INFÂNCIA COMPROMETIDA
Lucélia Rodrigues aguarda adoção em um abrigo para menores abandonados de Goiânia: medo de reencontrar a madrasta

Lucélia Rodrigues da Silva, 13 anos, mostra quatro buracos talhados com alicate nas laterais da língua, aperta as mãos suadas pelo nervosismo e fala sobre a marca do ferro de passar eternizada nas nádegas. A platéia de operários silencia. Um homem de macacão azul pergunta à menina sobre o futuro. A tutora da garota pega o microfone, conta que uma pop star gospel ficou comovida com o martírio da criança e revela que a empresária da artista vai adotá-la. Lucélia ri. Foi seu único sorriso na manhã da terça-feira 21 de outubro diante de um auditório apinhado de curiosos, na sede da fábrica de rosquinhas Mabel, em Aparecida de Goiânia. A firma é uma das maiores produtoras de biscoito do país. Tem 2 500 funcionários, fabrica toneladas de biscoito por dia e pertence ao deputado federal Sandro Mabel (PR-GO), o mesmo que há três anos freqüentou o noticiário durante o escândalo do mensalão. A menina desconhece o passado do político. O político conhece o passado da menina. Enquanto Mabel se desdobrava para driblar as acusações de mensaleiro, Lucélia era brutalizada pelas mãos de uma empresária a quem sua mãe biológica a entregara em troca de algumas cestas básicas. Durante horas, ela respondeu às perguntas da platéia, revivendo os piores momentos de seu martírio. O que Lucélia fazia numa fábrica de biscoitos?

"Trouxe a garota para ela dar uma arejada", explica a pedagoga Maria Cecília Machado, diretora do Centro de Valorização da Mulher (Cevam), mistura de pronto-socorro e esconderijo de vítimas de violência. Em março passado, a polícia libertou Lucélia de uma masmorra doméstica. Sílvia Calabresi Lima, a empresária que prometera encher a criança de amor, carinho e mimos, encheu o corpo de Lucélia de hematomas. Durante quinze meses, a empresária arrancou as unhas da menina no batente das portas, socou seus dentes, obrigou-a a comer baratas, ração e fezes de cachorro. "Ela dizia que era o meu remedinho e que era para eu tomar porque o diabo morava em mim", lembra a garota, encontrada pela polícia amordaçada e amarrada no teto de um cubículo. Sílvia está presa. Lucélia saiu do cativeiro para as páginas dos jornais, sensibilizou o país e virou uma espécie de celebridade – um ícone da luta contra a violência infantil. Tanto que, na convenção do PT que antecedeu as eleições municipais, em Goiânia, Lucélia estava lá, ao lado dos candidatos, vestida com uma camisa do partido, festejada como "companheira" Lucélia. Mas o que Lucélia fazia num comício?

Fotos Ana Araujo e Sergio de Pinho/DM

ABUSO EM SÉRIE
A menina narra seu sofrimento a uma platéia de operários e participa de um comício do PT

O juiz da Infância de Goiânia, Maurício Porfírio Rosa, mandou abrir uma sindicância para saber como e por que a menina, sob a guarda e a responsabilidade do estado, deixou o abrigo e faltou à escola para participar de uma reunião política. Maria das Dores Dolly, que trabalha há cinco anos no Cevam, autora de vários projetos sociais reconhecidos e premiados, explica: "De fato, levei Lucélia ao encontro. Foi uma mancada. A gente passou rapidamente pela convenção. Entregaram uma camiseta a ela, e ela vestiu. Dei bobeira". O Cevam – uma organização não-governamental sem fins lucrativos que acolhe setenta crianças, mulheres e adolescentes vítimas de violência – é uma referência no estado. "O mais importante agora é que temos de encontrar uma família para Lucélia. Ela não pode mais ficar aqui. Sete meses é muito tempo. Abrigo não é casa", completa. Lucélia, ainda assim, acredita que sua história está perto de produzir um capítulo feliz. Em agosto, a pastora e cantora evangélica Ana Paula Valadão, 32 anos, estrela de shows gospel, estava em Goiânia, soube do caso da menina e pediu para conhecê-la. Com autorização da Justiça, Lucélia foi levada a Belo Horizonte, cidade-sede da Igreja Batista da Lagoinha, fundada pelo pai de Ana Paula. A garota voltou de lá convencida de que, finalmente, encontrara um lar.

"Ao abraçar aquela menina eu não queria mais soltar. Foram momentos tão preciosos para mim, tocando alguém que já sofreu tanto, ministrando o amor de Jesus ao seu coraçãozinho. Ali, pudemos orar por ela, pois há muito a curar em sua alma. Cremos realmente que o Senhor a libertou", escreveu depois Ana Paula em seu blog. "Vou ter uma família", planeja Lucélia, enquanto cantarola o Rap da Família, uma das composições musicais da pastora Ana Paula – "Que bom é ter uma família/ família abençoada por Deus/ Papai, mamãe e filhos todos sempre unidos buscando a Deus". Em sua passagem pela capital mineira, a menina ficou hospedada na casa de Ezenete Rodrigues, também pastora e principal assessora da cantora gospel. "Ela disse para mim que ia me adotar. Eu me converti em Jesus. Preciso corrigir meu gênio", diz a garota. A promessa de adoção, ao que parece, não é tão certa assim – e nem poderia, já que existe um longo caminho judicial antes de o processo começar. "Se eu pudesse, adotaria todas as crianças sofridas do mundo", desconversa Ezenete. O que então Lucélia foi fazer em uma igreja de Belo Horizonte?

Lailson Santos

ESTRELA GOSPEL
A pastora Ana Valadão passou uma temporada com Lucélia: por enquanto, apenas para gravar um clipe

"Aqui, ela foi tocada por Jesus e conheceu nosso trabalho religioso", explicou Ezenete. A pastora Ana Paula colocou em seu site uma foto sua abraçando Lucélia e gravou um clipe gospel com a participação da menina, que será lançado em breve. "Aqui em Goiânia é muito difícil esquecer. Tenho medo de encontrar Sílvia. Fico pensando nisso o tempo todo. A dor não sai de dentro de mim. Por isso, eu queria muito ir para Belo Horizonte. Queria ser pastora. Queria ser outra pessoa", diz a garota, já crente de que sua tragédia não é fruto apenas da perversão humana dos adultos. "A culpada fui eu. Eu, que não estava tocada por Jesus." No abrigo, Lucélia recebe visitas, presentes, mensagens de solidariedade, mas, ao menos oficialmente, ninguém ainda se dispôs a adotar a menina. Na semana passada, o juiz Maurício Rosa autorizou Lucélia a comemorar seu aniversário de 13 anos em companhia das pastoras evangélicas mineiras. Foi uma promessa feita a ela depois da gravação do clipe. Outra notícia boa é que a Justiça condenou a madrasta torturadora a pagar uma indenização de 300.000 reais à garota. Coincidência ou não, os pais de Lucélia, aqueles que a trocaram por comida, já se candidataram a receber a filha de volta. "Essa menina viveu vários ciclos de abandono. Foi abandonada pela mãe. Tinha uma expectativa com a madrasta e de novo foi abandonada. Depois que ela foi libertada do cativeiro, a sociedade também a abandonou. E agora, caso essa perspectiva de adoção não se confirme, há um enorme risco de frustração, e mais uma vez ela pode reviver o abandono", diz a psicóloga Ivânia Ghesti-Galvão, doutora pela Universidade de Brasília.





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26/10/2008 free counters

Uma em cada dez pessoas atendidas em campanha contra o câncer terá que operar


Ação promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia ocorreu em 22 estados

Da Redação, com informações da Agência Brasil

Uma em cada dez pessoas atendidas nesta manhã (8) no Parque da Cidade, em Brasília, na décima Campanha Nacional de Prevenção do Câncer da Pele recebeu recomendação médica para fazer cirurgia. A mobilização, promovida pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), ocorreu em 22 estados e no Distrito Federal.

O público foi atendido por cerca de 1,5 mil dermatologistas, que colaboraram para conscientizar a população sobre a importância do cuidado com a pele no clima tropical brasileiro.

De acordo com a presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia no DF, Carmélia Reis, foram registrados este ano 55 mil novos casos de câncer de pele nos homens e 59 mil ocorrências em mulheres em todo país. Do total, 2,9 mil causaram a morte.

A dermatologista recomenda que as pessoas procurem um médico para diagnóstico precoce assim que verificarem pequenas manchas na pele. Geralmente são de cor castanha, as áreas coçam ou sangram e verrugas aumentam de tamanho. Só o médico pode avaliar cada caso, alerta a especialista.

O uso de protetor solar deve também ser indicado pelo dermatologista, que receitará o mais adequado para cada pessoa. Quem tem pele e olhos claros corre mais riscos ao se expor ao sol. A médica alerta que a radiação solar está presente mesmo se o céu estiver nublado. Os cuidados devem envolver também o uso de óculos escuros.

Outra dica importante, de acordo com Carmélia Reis, é revestir vidros de carros com películas, dentro das normas estabelecidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A medida, segundo ela, oferece proteção parcial contra a ação dos raios solares mais nocivos à pele.

A especialista lembra que, embora em quantidade menor, quem passa muito tempo exposto à luminosidade da tela do computador também recebe radiação prejudicial à pele.





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26/10/2008 free counters

Sete anos depois, ladrão arrependido envia carta de desculpas e dinheiro à vítima


Do UOL Tablóide
Em São Paulo
O dono de uma loja de comida indiana de Bristol, no sudoeste da Inglaterra, recebeu uma carta de desculpas e 100 libras (cerca de R$ 340) de um ladrão que roubou esse estabelecimento em 2001.

  • Reprodução

    Já pensou se os Irmãos Metralha resolverem devolver todo o dinheiro que já roubaram?

O dono do estabelecimento, Imran Ahmed, de 27 anos, não conseguiu acreditar quando leu a surpreendente carta, informa hoje a rede publica britânica "BBC".

O texto do arrependido ladrão começa com as seguintes palavras: "Queridos senhores, escrevo esta carta para consertar algo que fiz no passado".

O ex-ladrão lembra que roubou 400 cigarros da loja e ressalta que envia 100 libras como indenização por esse crime.

"Naquela época", diz a carta, "consumia muitas drogas e minha vida era uma confusão. Agora, não tomo mais drogas e me esforço para levar uma vida decente e honesta".

Em comoventes linhas, o ex-ladrão explica que, como parte de sua recuperação, tenta corrigir os erros cometidos no passado.

"Lamento o dano que lhe causei no passado e, sinceramente, lhe apresento minhas desculpas", conclui a carta.

Ahmed comentou que a mudança de atitude do enigmático remetente é algo "muito bom" e adiantou que doará as 100 libras para uma organização beneficente de luta contra as drogas.

Fonte: EFE



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26/10/2008 free counters

Médico fala sobre riscos da cirurgia da obesidade

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26/10/2008 free counters

El hijo de Bin Laden, retornado a Egipto al no admitirse su petición de asilo




Omar Osama Bin Laden llegó el lunes al aeropuerto de Barajas, procedente de El Cairo (Egipto) acompañado de su actual pareja

J. A. RODRÍGUEZ - Madrid - 08/11/2008


Omar Osama Bin Laden, el cuarto de los 19 hijos del jefe de Al Qaeda, ha sido devuelto a Egipto después de Interior no admitiera su petición de asilo. El hijo del terrorista más buscado ha partido pasadas las 15.00 de este sábado desde el aeropuerto de Barajas rumbo a El Cairo a bordo de un avión comercial. Omar Bin Laden, que se autodefine como "el hijo pacifista" del terrorista y repudia el terrorismo de su padre, y su esposa llegaron el pasado lunes procedentes de la capital egipcia a Madrid, donde pidieron asilo y han permanecido en la sala de tránsito e inadmitidos del Aeropuerto de Barajas.


Apenas 48 horas de la petición del hijo del terrorista más buscado, Interior negó la solicitud de asilo de Omar Osama. Alfredo Pérez Rubalcaba ha explicado este sábado que la decisión del Gobierno obedece a que su caso no figura entre los supuestos previstos dentro de la legislación y por tanto "se le ha denegado el asilo y se le ha denegado por segunda vez el recurso". ACNUR también apoya el rechazo al no creer que peligre su vida en Arabia Saudí. Según la legislación internacional en materia de asilo y refugio, basada en la Convención de Ginebra, el hijo de Bin Laden tendría que haber demostrado "que su integridad física o su vida corren peligro" fuera de España para conseguir la petición de asilo.

Por su parte, la abogada de Bin Laden ha subrayado que se le ha denegado a su patrocinado la petición de asilo "con excusas ridículas" y "por motivos políticos", según informa la agencia EFE. La intención de su representante legal era intentar que al menos le dejaran ir al país que éste solicitara, en vez de viajar a Egipto, donde, según ha dicho, "le esperan los sauditas para llevárselo a Arabia Saudí".

Segundo intento

Ésta no era la primera vez que Omar Bin Laden pedía permiso para permanecer en un país europeo. Ya había solicitado con anterioridad, en abril de este año, asilo político en la Embajada de Reino Unido en El Cairo, pero las autoridades británicas se lo denegaron al entender que sería "una considerable inquietud pública".

Omar Bin Laden nació en Arabia Saudí, hijo del ahora terrorista más buscado y la siria Najwa Ghanem. Estuvo durante 10 años con su padre en el exilio en Sudán y, posteriormente, vivió en Afganistán, donde hasta el año 2000 fue incluso entrenado en un campo de terroristas. Cuando sucediron los ataques del 11-S, el hijo de Bin Laden se encontraba en Arabia Saudí.

Su nombre completo es Omar Bin Osama Bin Muhammad Bin Awad Bin Laden y en declaraciones públicas se ha mostrado dispuesto a refutar las ideas occidentales sobre los árabes y sobre que todos los hijos de Osama Bin Laden son terroristas. El hijo de Bin Laden se casó con Jane Felix-Browne, quien ya tiene tres hijos y cinco nietos, en Egipto en septiembre de 2006.




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26/10/2008 free counters

'Lady BMW' cayó en las garras del gigoló



REPORTAJE: CHANTAJE A UNA EMPRESARIA


Susanne Klatten, heredera de la empresa automovilística alemana, fue extorsionada por un amante que le amenazó con difundir grabaciones de sus escarceos sexuales

JUAN GÓMEZ 08/11/2008


Helg Sgarbi tiene un don para las mujeres. Más exactamente, para las millonarias. Oficial del Ejército suizo, licenciado en Derecho, conserva a sus 43 años un aspecto juvenil y cultiva un encanto indefenso que conmueve a mujeres maduras y poderosas. Mujeres como Susanne Klatten, de 46 años, heredera de la empresa automovilística BMW, cuyo patrimonio se estima en 8.000 millones de euros. Esta madre de familia, rubia, delgada y discreta, célebre por su timidez, ha declarado a la policía italiana que Sgarbi, "un hombre fascinante de ojos azules, alto y delgado", le pareció enseguida "muy triste y digno de que lo ayudaran". Nada más conocerlo en el bar de un hotel de la ciudad austríaca de Innsbruck, sintió una "gran cercanía". Era el 17 de agosto de 2007 y, sin que ella lo supiera, acababa de caer en la trampa de una red de chantajistas.

Johanna Quandt
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Johanna Quandt- REUTERS


Un 'gurú', cómplice del 'novio', grababa desde una habitación contigua los encuentros entre éste y la rica empresaria

Meses más tarde, Ernano Barretta, acaudalado gurú de una secta local de los Abruzos, en Italia, reconoció, en una conversación grabada por la policía, cuál fue "el mayor error" de su vida: Susanne Klatten, lady BMW, la mujer a la que habían pedido 50 millones de euros a cambio de no divulgar vídeos de su adulterio, no cedía. "¿Tienes idea de quién es? ¡Es demasiado poderosa! ¡La mujer más rica de Alemania!".

Desde que, hace una semana, salió a la luz el chantaje de Sgarbi y Barretta, la heredera de BMW y el gigante químico Altana es, además, la protagonista pública de una historia de infidelidad, engaños, extorsión y lavado de cerebro con cuyo argumento, de puro rocambolesco, costaría arreglar una ficción verosímil.

El gigoló Helg Sgarbi mantuvo relaciones íntimas con Klatten durante ocho semanas. Ahora se sabe que ella sólo fue el pez más gordo que picó el anzuelo de Barretta, del que Sgarbi era el cebo por convicción religiosa.

Ernano Barretta, ex mecánico, charlatán milagrero, es el gurú de la pequeña secta a la que son adeptos Sgarbi y su esposa, Gabriele (de 39 años). Barretta, de 63 años, tiene el refugio Valle Grande, un hotel en Pescosansonesco (Italia), donde sus discípulos trabajaban para él. Además de prestarle servicios sexuales a su capricho, los creyentes debían proporcionar a Barretta determinadas cantidades de dinero. Cuando Sgarbi, abandonados ya su apellido de soltero y su trabajo en el banco Credit Suisse, no pudo satisfacer las demandas financieras, el líder le encargó la caza de millonarias para su extorsión.

La denuncia presentada por Klatten contra su ex amante Sgarbi destapó la trama urdida por el grupo sectario de Barretta entre Zúrich y la localidad italiana de Pescosansonesco para chantajear a mujeres maduras y millonarias. Haber caído en ella le costó a Klatten más de siete millones de euros y, ahora, la publicación mundial de su torpeza. Apenas un año después de que un documental desvelara el pasado nazi de la fortuna familiar, su infidelidad asesta otro grave estacazo a la proverbial discreción de uno de los clanes industriales más poderosos del mundo, los Quandt, del que Klatten forma parte.

Todo empezó el 17 de agosto de 2007 en Innsbruck. El galán Sgarbi abordó a Susanne Klatten. La reconoció por alguna de las escasas fotos que existen de ella en Internet. Empezó así la inopinada amistad entre Susanne Klatten, casada y madre de tres hijos, modelo de discreción y sobriedad, y el sectario cazafortunas Helg Sgarbi. Unos días más tarde se reunieron en la habitación 629 del Holiday Inn de Múnich-Schwabing. Nada de lujos asiáticos: el precio medio para dos personas en este hotel de cuatro estrellas, sin minibar ni suplemento confort, es de 109 euros. Desde la habitación contigua, Barretta grababa con una cámara oculta el apasionado encuentro sexual. Esta excursión al adulterio de clase media fue sufragada, sin duda, por Sgarbi. Klatten no sospechaba que, ya desde el primer día, el delincuente había reservado la habitación 630 para que su compinche Barretta manejara desde allí la cámara de vídeo.

Fueron ocho semanas de "relación sentimental", en palabras de Klatten. Una serie de citas en el Holiday Inn, todas grabadas; una excursión alpina que les proporcionó "días inolvidables" y una salida a Francia. El galán no tuvo que esforzarse demasiado para obtener la simpatía de Klatten, que demostró un natural generoso para su patrimonio, estimado en 8.000 millones de euros.

Cierto día, Sgarbi narró la más grave de sus lastimosas historias. Le contó a su amante que había atropellado a un niño en Estados Unidos. Para mayor desgracia, era el hijo de un mafioso. Le hacía falta mucho dinero para evitar que le asesinaran como venganza. La mujeraccedió a prestárselo y le citó el 11 de septiembre de 2007, de nuevo en el Holiday Inn de Múnich, pero esta vez en el garaje, donde sólo pasaron de mano en mano siete millones de euros. Barretta se entusiasmó cuando Sgarbi le entregó aquel "metro cúbico" de billetes de 500 euros.

El 9 de octubre, Susanne Klatten decidió acabar con los encuentros. Así se lo dijo a Sgarbi. Pero éste le envió un mes después un DVD con "imágenes explícitas" de sus citas. Pedía 49 millones de euros y amenazaba con distribuir grabaciones comprometedoras en las empresas, fundaciones y organizaciones en las que ella tiene parte. Si bien es de suponer que alguien tan rico como Klatten siempre cuenta con que puedan quererlo por su dinero, el chantaje enfureció a la empresaria. Klatten quedó en enero pasado con Sgarbi para entregarle el dinero y, antes de que llegara al lugar convenido, el donjuán estaba en manos de la policía austriaca. Diez meses después, medio mundo conoce los detalles de la historia.

La acaudalada Susanne Klatten, nacida Quandt en 1962, está casada con Jan Klatten y, tras la muerte de su padre en 1982, controla el 50,1% de Altana y el 12,5% de BMW; junto con su madre y su hermano Stefan, entre los tres son dueños del 47% del grupo automovilístico. El jueves pasado, Klatten anunció su intención de hacerse con el resto de Altana por 910.000 millones de euros. Sólo los dividendos de estos dos grupos empresariales añaden cada año cientos de millones de euros a su patrimonio. El año pasado, Altana pagó 2.400 millones de euros a su propietaria. La revista norteamericana Forbes, famosa por las listas de personas ricas, incluyó en enero pasado a Susanne Klatten en un reportaje titulado Los multimillonarios de los que usted nunca ha oído hablar. Aparte de su fortuna, el rasgo que mejor ha definido durante décadas a la familia Quandt es la discreción. La riqueza no es nada nuevo para ellos, tampoco los divorcios y las infidelidades; la publicidad, sí.

Rüdiger Jungbluth, autor de La caja fuerte de BMW (Ed. Lid, 2006), es uno de los escasos periodistas que ha entrevistado a los dos herederos de BMW, Stefan y Susanne, hijos de Herbert Quandt y de la mujer con la que éste casó en terceras nupcias, hasta ese momento su secretaria, Johanna Brunn -que hoy cuenta con 82 años-. La impresión de primera mano que obtuvo sobre Klatten se corresponde con lo poco que se sabía de ella antes de su aventura con Sgarbi: "Extraordinariamente disciplinada, extraordinariamente cuidadosa, dedicada al trabajo y del todo reacia a participar en lo que llaman jet-set". De estos rasgos de carácter y de su biografía, que él conoce bien, el periodista Jungbluth deduce que las experiencias de esta semana "deben de estar siendo horribles para ella".

Jungbluth, que reconoce "cierta simpatía" por la heredera, cuenta cómo, una vez obtenido su máster de negocios en una prestigiosa escuela de Lausana, Klatten quiso familiarizarse con su empresa. Bajo el seudónimo de Susanne Kant, trabajó como becaria en la planta de BMW de Ratisbona. Allí conoció al ingeniero Jan Klatten, su actual marido. Desde la boda, en 1990, Klatten se ha dedicado a la administración de sus empresas. Paga los impuestos en Alemania y hace donaciones periódicas a la Unión Demócrata Cristiana (CDU), el partido de la canciller Angela Merkel.

La discreción de los miembros más jóvenes de la familia responde también a que pasaron su adolescencia durante los años de plomo del terrorismo de izquierdas alemán. Jürgen Ponto, banquero asesinado por la Baader-Meinhof en 1977, era buen amigo de Herbert Quandt.

"Vivimos con total normalidad, como muchas otras familias", decía Johanna Quandt en el documental El silencio de los Quandt. Según se mire. Precisamente la retransmisión de ese documental, hace ahora un año, puso a la familia Quandt en boca de millones de alemanes. La dramática cinta muestra las estrechas relaciones entre el patriarca Günther Quandt y el régimen nazi, con el que también colaboró el propio Herbert. Los negocios de su antecesor habían vivido durante la dictadura de Adolf Hitler unos años excelentes debido al rearme y a la utilización de trabajadores esclavos en AFA (después Varta), la empresa familiar por aquel tiempo, que llegó a contar con un campo de concentración propio para una planta de Hannover. La reacción de los Quandt ante la difusión de estos hechos históricos fue tardía y, para sus críticos, poco convincente. El montaje del documental contrapone el llanto de un superviviente con la frialdad algo obtusa de Sven Quandt. El hermanastro de Susanne y primer hijo varón de Herbert exhibe tranquilamente su falta de conmiseración por las miles de víctimas de las inhumanas condiciones de trabajo en fábricas de su padre durante el nazismo. El devastador efecto permite al espectador explicarse por qué Susanne y Stefan prefieren no abrir la boca.

La fortuna de los Quandt se remonta a principios del siglo pasado y a la industria textil prusiana. Herbert Quandt, casi ciego por una enfermedad de retina, pasó sin muchos problemas la desnazificación impuesta por los aliados. Su militancia dentro del NSDAP de Hitler y los horrores del campo de concentración de Hannover no impidieron que retomara sus actividades industriales después de la guerra, igual que hizo su hermanastro Harald, a quien un providencial encierro británico le alejó del suicidio de su madre, Magdalena, que se había divorciado de Günther para casarse años más tarde con el ministro nazi de Propaganda, Josef Goebbels. Antes de suicidarse por miedo al avance del Ejército Rojo hacia Berlín, el matrimonio Goebbels asesinó a sus seis hijos comunes, hermanastros de Harald.

La compra de BMW en 1959 fue el golpe maestro de Herbert, que legó el consorcio a su última esposa y a los dos hijos que tuvo con ella. Susanne y Stefan Quandt nunca han concedido una entrevista regular a periodistas de ningún medio. De su imagen modesta y estilo de vida se dice que se corresponden con la legendaria tacañería familiar. La dueña del 12,5% de BMW conduce un Mini, el automóvil más pequeño de los que fabrica su empresa.

En un pueblo italiano de Los Abruzos, Ernano Barretta llevaba hasta el pasado junio un tren de vida bien distinto. Barretta, autoproclamado "instrumento divino"; su esposa, Beatrice Batschelet (60), y sus hijos Marcello (31) y Clelia (35), convivían en un ostentoso hotel de su propiedad conocido en la región como El Principado. Los Barretta usaban 10 automóviles de las marcas más caras: Lamborghini, Rolls-Royce, Ferrari y Porsche. En Pescosansonesco no rigen los mismos criterios que en la casa de Klatten. Ochenta policías italianos allanaron el recinto en la Operación Secta en junio y se incautaron de 1,7 millones de euros repartidos en escondrijos diversos. Mientras, su peón Sgarbi, el gigoló por encargo, vivía con suma modestia.

Los italianos descubrieron que la extorsión a Klatten no fue la primera: la fortuna y las posesiones del charlatán -decía que podía caminar sobre las aguas y que era el representante de Dios en la tierra- provienen de al menos otras cuatro víctimas de las maquinaciones de Barretta y los encantos de Sgarbi. Como primera reacción a su encarcelamiento, Barretta sostuvo que el chantaje a Klatten fue una venganza por el abuelo de Sgarbi, que, según él, era judío y pasó por un campo de concentración.

Según el portavoz de los Quandt, Klatten decidió denunciar a Sgarbi cuando se percató de que la relación sólo tenía un trasfondo criminal y de que fue exclusivamente venal desde el principio. Lo interesante de esta explicación es que puede inferirse que Klatten había partido de un supuesto amoroso cuando conoció al agente de la secta de Barretta. Diversos medios se han lanzado a buscar explicaciones a su inusitado comportamiento. Tanto el periódico suizo Tagesanzeiger como el alemán Bild consultaron a sendos psicólogos. Comparan a Sgarbi con el libertino vizconde de Valmont. Se habla del sexo, del hipotético enamoramiento de Klatten, de la soledad del poderoso...

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26/10/2008 free counters

Cuba hace frente al tercer huracán de la temporada


El Paloma toca la isla con vientos de hasta 195 kilómetros por hora - Las autoridades evacuan a cientos de miles de personas y suspenden el tráfico aéreo y ferroviario

MAURICIO VICENT - La Habana - 09/11/2008

La pesadilla en Cuba continúa. El centro y el oriente del país están en estado de alerta máxima por la llegada del peligroso huracán Paloma, tan sólo dos meses después de que los ciclones Ike y Gustav arrasaran la isla de un extremo a otro dejando siete muertos y pérdidas valoradas en 8.600 millones de dólares, un duro golpe para la frágil economía cubana. Paloma tocó tierra a las 7.30 de la tarde del sábado (1.30 de la madrugada del domingo, hora española peninsular), por la costa sur de Camaguey, a unos 600 kilómetros al este de La Habana. En ese momento, el ciclón tenía fuerza tres en la escala escala Saffir-Simpson, de un máximo de cinco, y sus vientos sostenidos eran de 195 kilómetros por hora.

    Cuba

    Cuba

    A FONDO

    Capital:
    La Habana.
    Gobierno:
    República comunista.
    Población:
    11,423,952 (est. 2008)

A su paso por tierra firme, Paloma se está debilitando y ha pasado a fuerza 2, pero aún así se teme que provoque grandes daños, pues la zona fue severamente castigada por Ike el pasado mes de septiembre. Este ciclón, de menor categoría que Paloma, derribó en Camaguey 10.000 viviendas y causó daños parciales en más de 100.000. En las provincias orientales de Las Tunas, Holguin y Granma, más de 200.00 casas sufrieron daños graves y eso sin hablar de las pérdidas en la agricultura, que fueron inmensas y afectaron al 50% de las cosechas.

Cientos de miles de cubanos ya han sido evacuados y se han suspendido todos los vuelos nacionales y la circulación de trenes, además de desmovilizarse a todos los estudiantes becados en zonas rurales. Cuando todavía miles de personas siguen sin techo, las labores de recuperación que se realizaban para enfrentar las secuelas del anterior ciclón se han detenido. Ahora se corre el riesgo de que Paloma devaste las infraestructuras que resistieron el paso de Ike o que se habían empezado a reconstruir en las últimas semanas con mucho esfuerzo.

Fidel Castro advirtió ayer en el diario Granma que muchos cultivos con los que se contaba para capear la escasez de alimentos este invierno - la comercialización de productos agrícolas cayó un 80 % tras el paso de Ike-, "volverán a perderse". La situación, que ya es grave, podría empeorar más e incrementarse el desabastecimiento. El líder comunista, adelantándose a los acontecimientos, fijo su posición ante posibles donativos de Estados Unidos tras el paso de Paloma: no será aceptada ninguna ayuda de Washington mientras no termine el embargo. Un mensaje claro al presidente electo de Estados Unidos, Barack Obama: "Que cese el bloqueo contra Cuba es lo que demanda nuestro pueblo (...) Si ese país vuelve a caer en tal error [de mantener el embargo], podría permanecer otro medio siglo aplicando esa política inútil en relación a Cuba", enfatizo Castro. La Habana, de momento, no corre peligro, pero la situación en el oriente de Cuba es de extrema tensión.





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26/10/2008 free counters

Esquivar los peligros nocturnos de los correos ebrios


ALEX WILLIAMS (NYT) 08/11/2008

Mail Goggles, el nuevo servicio del correo electrónico de Google, Gmail, trata de acabar con algo que pocos sabían que existía: los correos electrónicos nocturnos en estado de embriaguez.


El programa experimental pide a cualquier usuario que active el servicio que resuelva cinco sencillos problemas matemáticos antes de enviar correos electrónicos entre las diez de la noche y las cuatro de la mañana durante los fines de semana.

Por lo visto, esa franja horaria se corresponde con el lapso de tiempo que transcurre entre la copa número uno y la copa número cuatro, cuando enviar un correo electrónico a una ex pareja o a un compañero de trabajo puede resultar especialmente arriesgado.

Durante años, los jueces han obligado a los conductores que han infringido la ley de alcoholemia a instalar sistemas de análisis del aliento informatizados conectados al sistema de arranque de sus coches para evitar que pongan en marcha sus vehículos cuando están bajo los efectos del alcohol.

Pero en una era en la que gran parte de nuestra rutina de comunicación se lleva a cabo a través de nuestros dedos, ¿nos estamos volviendo tan dependientes de nuestros teclados que realmente necesitamos recurrir al equivalente tecnológico del seguro en las armas de fuego?

Tras varias entrevistas realizadas a personas que confiesan beber y teclear al mismo tiempo -en ocasiones con consecuencias lamentables- parece que la respuesta es sí.

Kate Allen Stukenberg, directora de una revista en Houston, dice que "lo peor de Mail Goggles es que sólo se pueda utilizar con Gmail" porque mucha gente necesita protección en el móvil, dada la extendida práctica de enviar mensajes de texto en estado de embriaguez.

De hecho, el propio servicio Mail Goggles surgió a raíz de la vergüenza. Un ingeniero de Gmail llamado Jon Perlow diseñó el programa después de haber enviado su buena parte de misivas nocturnas lamentables, incluyendo una súplica para retomar una relación con una antigua novia, según cuenta en el blog de Gmail de la empresa.

"Por desgracia, todos hemos pasado por eso", comenta Jeremy Bailenson, director del Laboratorio de Interacción Humana y Virtual de la Universidad de Stanford.

Las denominadas marcaciones ebrias pueden remontarse a la aparición del propio teléfono, pero hoy en día, comenta, el borde del abismo está mucho más cercano en una era en la que la gente lleva a todas partes, incluyendo bares y fiestas, asistentes personales digitales que contienen cientos de números de contacto, lo que incluye a clientes, rivales laborales y jefes.

Y los mensajes de correo electrónico pueden ser especialmente potentes porque constituyen lo que los científicos sociales denominan comunicación "asincrónica". La gente puede responder a mensajes relacionados con su trabajo horas después de haber salido de la oficina; un hecho arriesgado si deciden abrir su correo después de llegar a casa dando tumbos desde el bar.

"Si has perdido completamente las habilidades motoras, probablemente Mail Goggles no sea necesario", comenta en un mensaje de correo electrónico Ryan Doge, un asiduo a los blogs de citas que vive en Brooklyn. "Pero hay un punto peligroso de intoxicación en el que estás lo suficientemente lúcido para manejar el teclado, pero lo suficientemente borracho para creer que declararle tu amor vía Facebook a esa chica de tu clase de primero de Bachillerato es la mejor idea del mundo".




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26/10/2008 free counters

El cine, en YouTube



El portal comenzará a ofrecer películas de una de las grandes productoras de Hollywood

DAVID CORRAL - Madrid - 07/11/2008



Cámaras, luces, acción y YouTube. Aproximadamente en un mes el portal de vídeos ofrecerá largometrajes, según desvela CNET News. Google se encuentra en negociaciones con una de las grandes productoras de Hollywood, aunque su nombre aún no ha transcendido.


La puesta en escena del portal en el mundo del cine será aproximadamente en un mes, según declaraciones efectuadas por dos directivos que se encuentran al tanto de las negociaciones: "No es inminente, pero va a suceder. Si todo va bien, dentro de los próximos 30 a 90 días", recoge CNET News. El modelo de negocio que ofrece Google sería la financiación mediante publicidad para poder visionar los largometrajes en streaming.

No todas las productoras están a favor de volcar contenidos en esta plataforma, aunque algunas productoras como Lionsgate ya ofrecieron la posibilidad de brindar distintos cortos en YouTube. El interés de Google por ofrecer este tipo de contenidos no es nuevo e incluso lo reconocen públicamente : "Estamos en negociaciones con una gran variedad de empresas de entretenimiento. Nuestro objetivo es ofrecer la máxima variedad para nuestros usuarios, socios y anunciantes."

Aproximadamente hace un mes Google también cerró un acuerdo con la productora CBS para ofrecer tanto series clásicas como actuales, entre ellas Sensación de Vivir o Dexter. A la variedad de contenidos se une YouTube en alta definición y el cambio del límite de tamaño que se incrementó de 100 Mb a 1Gb. Las palomitas amenazan con ensuciar demasiados teclados.





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26/10/2008 free counters

'Holografías', pantallas táctiles...


Las cadenas de EE UU usan las tecnologías punteras y ponen en práctica las ideas más novedosas en las retransmisiones electorales para captar audiencia

BARBARA CELIS - Nueva York - 09/11/2008



Gráficos voladores, infografías que comparten el espacio junto al presentador, números que se mueven alrededor de los comentaristas, pantallas táctiles tipo iPhone, entrevistados que parecen estar ahí y en realidad son virtuales... La noche electoral estadounidense no sólo generó emociones desbordantes sino innovaciones tecnológicas punteras aplicadas a la televisión y con las que las diferentes cadenas trataron de capturar audiencias aprovechando el protagonismo que adquiere la televisión frente a los comicios cada cuatro años.

    Estados Unidos

    Estados Unidos

    A FONDO

    Capital:
    Washington.
    Gobierno:
    República Federal.
    Población:
    303,824,640 (est. 2008)

La NBC desplegó la imagen más galáctica con el sistema Brainstorm

Fox creó cubos en 3D para ver a los presentadores de otros estudios

El 'holograma' de CNN no ha conseguido la buena prensa esperada

Las cadenas han tratado de igualar con una orgía de novedades visuales la importancia histórica de unas elecciones para las que llevaban meses preparándose. La NBC fue probablemente la que desplegó la imagen más galáctica. Utilizando el llamado sistema Brainstorm 3D, hasta ahora exclusivo de Hollywood, consiguió que sus periodistas interactuaran físicamente con los datos electorales en un estudio con fondos virtuales que emulaban el Capitolio estadounidense y donde los números y los gráficos aparecían y desaparecían frente a ellos a velocidades de vértigo.

Lo más surrealista

La cadena Fox creó cubos en 3D en cuyas diversas paredes se mostraban pantallas en las que se veía a otros presentadores situados en diferentes estudios. Las pantallas táctiles fueron utilizadas prácticamente por todas las cadenas, aunque las de la CNN, de gran tamaño, fueron las más llamativas. Fue esa cadena la que protagonizó el gran momento de surrealismo tecnológico de la noche: la entrevista que el periodista Wolf Blitzer le hizo en directo a la reportera Jessica Yellin, que apareció en Washington bajo forma de holograma cuando en realidad estaba en Chicago.

En medio del recuento de votos, la CNN pidió a sus espectadores que miraran con atención lo que iba a ocurrir: conectó en directo con Yellin, quien, emulando a Obi-Wan Kenobi en La guerra de las galaxias, se materializó desde Chicago en su versión virtual en medio del estudio neoyorquino de la CNN. "Eres un holograma fantástico", le dijo sonriente Blitzer mientras la reportera, rodeada de un trémulo halo de luz, hacía bromas comparándose con la princesa Leia (de la misma película).

Horas después, el periodista Anderson Cooper teletransportaba desde esa misma ciudad hasta su estudio a will.i.am, el músico que le hizo la canción al Yes we can de Obama.

En realidad, el supuesto holograma, que ha sido objeto de mofa entre los mejores comediantes del país, -desde Jon Stewart a Jay Leno- no ha conseguido la buena prensa que la CNN esperaba: la mayoría de las publicaciones dedicadas a la tecnología han atacado el invento, entre otras cosas porque en realidad no es un holograma aunque así lo haya querido llamar la cadena.

Un holograma es la reproducción de una imagen en tres dimensiones. Se construye utilizando luces de láser que graban una película fotosensible y que al recibir la luz adecuada proyectan la imagen en tres dimensiones y permiten verla a quien está frente a ella. Según explicó la CNN a través de David Bohrman, su vicepresidente, la técnica utilizada en este caso se basa en el uso de una sala redonda con fondos neutros verdes donde se han colocado 35 cámaras de alta definición situadas a 15 centímetros de distancia cada una, a la altura de los ojos y ocupando un espacio de 220 grados alrededor del sujeto. Después esa imagen se retransmite por satélite y se reconstruye por ordenador. Se hace lo mismo con la información meteorólogica: los espectadores ven un mapa detrás del hombre del tiempo pero en realidad no hay nada. Tras él hay una pantalla verde -el chroma key- sobre la que se puede mostrar cualquier cosa, en este caso una persona.

"Los presentadores del tiempo llevan años utilizando la pantalla verde pero eso se hace con una sola cámara. Ahora lo podemos hacer con 35 cámaras a la vez por lo que puedes enviar a una persona", explicó Chuck Hurley, quien dirigió la operación para la CNN. Y al igual que hacen los hombres del tiempo, que hablan de nubes y claros utilizando como referencia una pequeña pantalla que el espectador no puede ver, el periodista que entrevistaba a los hologramas tampoco podía verlos, su única referencia era un círculo en el suelo y un pequeño monitor que retransmitía su imagen real. Si hubieran sido realmente hologramas Blitzer no hubiera mirado hacia el vacío sino hacia la imagen tridimensional.

La cadena no desveló el coste de la tecnología utilizada, proporcionada por la empresa israelí SportVU, que está creando nuevas fórmulas para grabar partidos de fútbol con efecto de la película The Matrix, es decir, con perspectiva de 360 grados en las repeticiones de las jugadas. No obstante, el encargo de la CNN ha retrasado el lanzamiento de esa aplicación que aún no tiene fecha de estreno.





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