*Valter Pomar é membro do Diretório Nacional do PT | ||
Em 2003, ele foi muitas vezes elogiado pelos tucanos, pelos banqueiros e pela mídia como a “parte sensata” do governo, aquele que defendia que Lula desse continuidade a algumas políticas herdadas do governo FHC.
Já seus críticos diziam que o ministro da Fazenda era corresponsável pela pior parte do governo, a dos juros altos e do discurso econômico conciliador com a herança maldita.
A crise de 2005 ajudou a resolver o dilema. Ceifou muitos e acabou ceifando também Palocci, em grande medida devido a um ato que ele nega ter cometido.
A queda de Palocci facilitou a mudança na política econômica do governo, preparando o terreno para a vitória de Lula em 2006, para o PAC e para o discurso desenvolvimentista. Mudanças que foram essenciais para a vitória de Dilma em 2010.
Ironicamente, durante a campanha de 2010, Palocci ganhou espaço e tornou-se posteriormente uma das principais figuras do futuro governo. Logo ele, que para muitos representava o oposto do pensamento e da prática da presidenta.
Novamente, tucanos, banqueiros e mídia repetiram a cantilena de elogiar Palocci. Novamente, setores da esquerda o atacaram como um dos responsáveis por inflexões ortodoxas. Mas, ironicamente, sua importância no governo o torna alvo da oposição que o elogiava. E, novamente, suas decisões pessoais ajudaram aqueles que o atacavam.
Veremos, nos próximos dias, as explicações de Palocci. Mas, para muita gente, não há explicação que resolva. E o melhor desfecho seria o mesmo da outra vez.
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