[Valid Atom 1.0]
Mostrando postagens com marcador Cesare Battisti. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cesare Battisti. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

#dilma #LULA Terrorista italiano Cesare Battisti vai trabalhar em livraria no Rio





Publicidade
DE BRASÍLIA
Livre há quase oito meses, o italiano Cesare Battisti, que vive no Rio de Janeiro, prepara-se para começar a trabalhar em uma livraria e lançar, em abril, seu 18° livro "Ao Pé do Muro".
O roteiro faz parte da tentativa do italiano, que recebeu asilo político no Brasil e causou estremecimento na relação diplomática do país com a Itália, de refazer a vida e afastar a ideia de que ainda vive como um clandestino.
Battisti pede julgamento 'verdadeiro' a presidente da Itália
Edison Vara - 26.jan.2012/Reuters
Battisti durante lançamento do seu livro no Fórum Social em Porto Alegre, RS
Battisti durante lançamento do seu livro em Porto Alegre
Battisti visitou nesta terça-feira a Comissão de Direitos Humanos da Câmara e o gabinete do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP). Manteve-se quase o tempo inteiro calado. Trocou poucas frases com jornalistas e só foi enfático ao negar que tenha conhecimento de uma ação do Ministério Público pedindo a revisão de seu asilo. "Não conheço".
Ele afirmou ainda que a passagem pelo Congresso era para "agradecer" o apoio dos deputados pela liberdade e justiça. Foi recebido por técnicos da comissão e entregou um livro.
Sua mais recente obra, "Ao Pé do Muro", segundo interlocutores, é de ficção e fala em prisão, liberdade, justiça. Ele buscou inspiração nos cerca de três anos de vida clandestina no Brasil e foi concedido ao longo dos quatro anos na prisão. O livro deve ser lançado entre 10 e 12 de abril em Brasília.
Segundo o ex-senador José Nery (PA), que o acompanhou na visita, Battisti quer distância de polêmicas. "Foi uma decisão soberana que concedeu o refúgio político e ele espera ter tranquilidade para tocar a vida".
O futuro local de trabalho de Battisti ainda é mantido em reservado, mas a livraria é no Rio de Janeiro.
Ex-integrante do PAC (Proletários Armados pelo Comunismo), condenado à prisão perpétua por quatro assassinatos ocorridos nos anos 1970 na Itália, não tem problemas com a lei brasileira --já tirou até RG e CPF.



Battisti volta a Brasília pela primeira vez e visita Congresso

TERRORISTA italiano foi recebido por parlamentares e disse que pretende ser um 'cidadão comum'

07 de fevereiro de 2012 | 16h 46
Eduardo Bresciani, do estadão.com.br
O ex-ativista italiano Césare Battisti, que desfruta no Brasil da condição de asilado político, desfilou nesta terça-feira, 7, pelos corredores da Câmara e do Senado para agradecer o apoio recebido de parlamentares durante os anos em que esteve preso e com sua situação sub judice no Supremo Tribunal Federal. Escritor, ele prepara o lançamento de seu 18º livro e procurou a todo tempo enfatizar seu desejo de viver como "cidadão comum". É a primeira vez que ele retorna a Brasília desde que deixou o presídio da Papuda em junho de 2011.
O ex-senador José Nery (à esq.), o Domingos Dutra (centro) e o ex-ativista Cesare Battisti - Ed Ferreira/AE - 07/02/2012
Ed Ferreira/AE - 07/02/2012
O ex-senador José Nery (à esq.), o Domingos Dutra (centro) e o ex-ativista Cesare Battisti
Battisti começou o périplo pela comissão de Direitos Humanos da Câmara. Em conversa descontraída com os deputados Domingos Dutra (PT-MA), Erika Kokay (PT-DF) e Chico Alencar (PSOL-RJ) contou estar morando no Rio de Janeiro e falou sobre seus planos para brincar o carnaval. Depois, o ex-ativista esteve no Senado onde foi recebido por Randolfe Rodrigues (PSOL-AP). Tentou encontrar-se ainda com Eduardo Suplicy (PT-SP) e Inácio Arruda (PC do B-CE), mas não obteve sucesso.
O ex-senador José Nery (PSOL-PA) acompanhou o italiano durante seu passeio pelo Congresso. Diz ter ouvido diversas vezes de Battisti o desejo de manter distância da política. O italiano falou ainda sobre uma oferta de emprego recebida no Rio de Janeiro, onde reside atualmente. "Ele é escritor, está morando no Rio de Janeiro e disse ter um convite para trabalhar em uma livraria. Ficou evidente que ele tem consciência que precisa buscar meios de sobrevivência".
Nery disse estar no semblante de Battisti a principal mudança em relação aos tempos do cárcere. "Quando nós o visitávamos na cadeia percebíamos o stress, o mal estar que aquela condição causava, agora ele está melhor, com saúde, com tranquilidade."

LAST







Sphere: Related Content
26/10/2008 free counters

sábado, 3 de dezembro de 2011

#TERRORISMO : Battisti diz que deseja 'anistia' da população italiana



Publicidade
DA ANSA
O ex-militante de esquerda italiano Cesare Battisti afirmou que deseja uma "anistia" da população italiana em entrevista ao jornal francês "Le Monde".
Ao ser questionado sobre o que desejava em sua vida, ele respondeu: "uma reconciliação com o povo italiano".
Embaixador italiano vê 'momento crítico' na relação entre Brasil e Itália
Ministro italiano diz desejar que visto a Battisti seja anulado
Procuradoria questiona visto e pede deportação de Battisti
Fernando Bizerra Jr. - 09.jun.2011/Efe
Procuradoria questiona visto e pede deportação de Cesare Battisti
Procuradoria questiona visto e pede deportação de Battisti
Ele disse que se quer "uma anistia" e que outros países já fizeram isso.
O ex-militante italiano afirmou ainda que quer "virar a pagina" desse episódio.
"Assumo minhas responsabilidades políticas e militares, mas, atenção, não matei ninguém", voltou a dizer Battisti, que retornou a declarar sua inocência.
O italiano comentou ainda que deseja uma mudança na Itália sobre a questão de anistia, mas que não vê mudança com a saída do ex-primeiro-ministro Sílvio Berlusconi do governo. "Ficam os mesmos partidos e as mesmas pessoas."
Battisti foi condenado à prisão perpétua na Itália por quatro assassinatos cometidos na década de 1970, quando integrava o grupo de extrema-esquerda Proletários Armados pelo Comunismo.
Ele mora atualmente no Brasil, onde entrou em 2004. O italiano foi preso em 2007 e, dois anos depois, o governo brasileiro concedeu-lhe o status de refugiado político.
Ele foi mantido preso até junho deste ano, quando o STF (Supremo Tribunal Federal) validou a decisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de mantê-lo no país.

Cesare Battisti quer 'anistia' da Itália e retorno à França
03 de dezembro de 2011 20h45 atualizado às 21h49


O ex-militante de esquerda italiano Cesare Battisti, condenado em seu país por assassinatos ocorridos nos anos 1970, espera que a Itália declare um dia "uma anistia". Segundo o jornal francês Le Monde, ele deseja ainda voltar à França, de onde fugiu para o Brasil em 2004, para escapar da extradição. Em 2010, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu não extraditar o italiano, que atualmente vive em São Paulo.
"O que desejo? Uma reconciliação com o povo italiano. É necessária uma anistia, outros países conseguiram", disse o ex-ativista italiano, condenado à revelia, em 1993, à prisão perpétua pela autoria direta ou indireta de quatro assassinatos ocorridos nos anos 1970, crimes dos quais se declara inocente.
Segundo Battisti, "a renúncia do (ex-primeiro-ministro Silvio) Berlusconi não mudará nada. Os mesmos partidos e políticos estarão no poder." "A Itália não quer encerrar o expediente porque foram eles mesmos que criaram este monstro Battisti", acrescentou o ex-militante, hoje escritor de romances policiais.
"Gostaria de voltar a Paris. Foi ali que cresci intelectualmente, ali me formei. Não descarto isso", disse Battisti, que hoje vive no município paulista de Cananéia. Ele foi capturado no Rio de Janeiro em 2007, e permaneceu em um presídio de Brasília até a sua libertação, no último dia 9 de junho.
Ao citar seus anos de militante no pequeno grupo extremista Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), Battisti, 56 anos, assumiu sua "responsabilidade política e militar", mas insistiu em que nunca matou ninguém. Disse ter "um olhar crítico" sobre seu passado, sem, no entanto, arrepender-se.
"Houve falhas cometidas, é evidente. Pretender mudar a sociedade por meio das armas é uma estupidez (...) Mas naquela época, todo mundo tinha armas! Havia guerrilheiros no mundo inteiro. A Itália vivia uma situação pré-revolucionária", disse. Battisti afirmou ainda que deixou o PAC nos dois meses que se seguiram à morte de Aldo Moro, em maio de 1978: "Foi durante esse intervalo que aconteceu um dos assassinatos cuja autoria foi atribuída a mim."
Caso Battisti
Ex-integrante da organização de extrema-esquerda Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), Cesare Battisti foi condenado pela Justiça italiana à prisão perpétua por quatro assassinatos, ocorridos no final da década de 1970. O italiano nega as acusações. Depois de preso, Battisti, considerado um terrorista pelo governo da Itália, fugiu e se refugiou na América Latina e na França, onde viveu exilado por mais de 10 anos, sob proteção de uma decisão do governo de François Miterrand. Quando o benefício foi cassado pelo então presidente Jacques Chirac, que determinou a extradição de Battisti à Itália, o ex-ativista fugiu para o Brasil em 2004. Encontrado, ele ficou preso no País a partir de 2007.
O então ministro da Justiça, Tarso Genro, sob o argumento de "fundado temor de perseguição", garantiu ao italiano o status de refugiado político, o que em tese poderia barrar o processo de extradição que o governo da Itália havia encaminhado à Suprema Corte brasileira. Ainda assim, o caso foi a julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) no final de 2009, quando os magistrados decidiram que o italiano deveria ser enviado a seu país de origem, mas teria de cumprir pena máxima de 30 anos de reclusão, e não prisão perpétua como definido pelo governo da Itália. Na mesma decisão, no entanto, os ministros definiram que cabia ao presidente da República a decisão final de extraditar ou confirmar o refúgio a Battisti.
No dia 31 de dezembro de 2010, último dia de seu governo, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu não extraditar Battisti à Itália, com base em parecer da Advocacia-Geral da União (AGU) que levantava suspeitas de que a ida do ex-ativista a seu país de origem poderia colocar em risco a sua vida. Segundo o documento, a repercussão do caso e o clamor popular tornariam o futuro de Battisti "incerto e de muita dificuldade" na Itália.
Três dias depois da decisão de Lula, a defesa de Battisti entrou com um pedido de soltura no STF, mas o governo italiano pediu ao Supremo o indeferimento da petição alegando "absoluta falta de apoio legal". Na ocasião, o presidente do STF, Cezar Peluso, negou a libertação imediata e determinou que os autos fossem encaminhados ao relator do caso, ministro Gilmar Mendes. No dia 3 de fevereiro, o governo italiano encaminhou STF um pedido de anulação da decisão de Lula, acusando-o de não cumprir tratados bilaterais entre os dois países.
Os recursos foram julgados no dia 8 de junho de 2011. Primeiro, O plenário decidiu que o governo da Itália não tinha legitimidade para contestar a decisão de Lula. Em seguida, o STF determinou a liberdade imediata do italiano por entender que não cabe ao Supremo contestar a decisão "soberana" de um presidente da República. Com o fim da sessão, o alvará de soltura de Battisti foi encaminhado para a penitenciária da Papuda, em Brasília, de onde ele saiu nos primeiros minutos do dia 9 de junho, após quatro anos preso.
LAST







Sphere: Related Content
26/10/2008 free counters

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Tarso Genro : Governador acusa jornal de manipular discurso e nega "censura ao jornalismo investigativo"


Redação Portal IMPRENSA | 24/10/2011 11:40
O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT-RS), negou as acusações de que estaria "atacando o jornalismo investigativo", publicadas em um editorial no jornal Zero Hora, e acusou o Grupo RBS de "querer interditar o debate, fazendo-o através da manipulação da informação", noticia o Jornal do Brasil.

O editorial reage a um discurso proferido por Genro no Congresso do Ministério Público do Rio Grande do Sul em que, segundo o Jornal do Brasil, ele teria atacado práticas do jornalismo investigativo "que denunciam, julgam e condenam, pretendendo substituir as instituições republicanas que têm essas atribuições". O ZH acusa Genro de "censurar o jornalismo investigativo".

Em resposta ao texto, o governador nega as acusações e reafirma que não acredita no controle estatal da informação, segundo o portal Carta Maior.

"Não proponho, em absoluto, qualquer controle da informação por parte do Estado. Nem a sonegação de informações relevantes, para que os processos e as investigações tenham ampla publicidade pela mídia (...). Nem se trata de alegar a existência de uma 'conspiração' dos meios de comunicação contra a democracia e o devido processo legal. Trata-se de compreender que já vivemos um período da sociedade da informação em que os poderes de fato, no capitalismo tardio, estão se sobrepondo aceleradamente ao poder das instituições formais do Estado", explicou o político. Ele diz que o jornal manipulou sua fala no Congresso, e que "sequer versava sobre alguma empresa de comunicação em particular ou sobre alguma investigação jornalística".

Sobre a acusação de que estaria tentando se proteger de futuras denúncias, o governador afirmou que isto seria "jogo sujo". "O que faz reduzir a corrupção é a punição pelo Estado e não o justiçamento paralelo da mídia, nem as investigações dos repórteres, que obviamente podem ser feitos e devem ser feitos. Mas o produto destas investigações é matéria jornalística e é, portanto, mercadoria-notícia, não prova de crime".

LAST












Sphere: Related Content
26/10/2008 free counters

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Procurador: com visto cassado, deportação de Battisti será acelerada





Folha
Foto
CONDENADO POR QUATRO ASSASSINATOS, ELE CURTE A VIDA NO BRASIL
O procurador Hélio Heringer, responsável pela ação civil pública que pede a anulação do visto de trabalho concedido ao terrorista italiano Cesare Battisti, afirmou a esta coluna, que, caso seu pedido seja acolhido, o único desfecho seria a deportação do ex-ativista. A ação, que será julgada pela 20ª Vara Federal, foi protocolada no último dia 13 e não tem data para ser encerrada. Segundo Heringer, a intenção do Ministério Público Federal não é fazer com que seja revogada a decisão de não extraditar Battisti, tomada pelo ex-presidente Lula e acolhida pelo Supremo Tribunal Federal, mas sim contestar a concessão de um visto de trabalho a ele, já que os crimes por ele cometidos são considerados comuns e isto contraria o Estatuto do Estrangeiro. “Eu propus a ação, a questão é técnica, então tem que fazer valer a Lei. Essa ação será o registro de que ele está em situação ilegal no país. Mas esse pedido não tem a ver com o pedido de extradição que correu contra ele por 4 anos e foi deferido pelo STF”, disse. Por ser uma ação sem provas a juntar, sua tramitação é considerada simples, mas em caso de recurso pode se arrastar pelas quatro instâncias do poder Judiciário Brasileiro por alguns anos. O procurador defende que a análise a ser feita pelo juiz responsável pelo julgamento do pedido é de mérito migracional, pois, como o próprio STF considerou, a natureza dos crimes cometidos por Battisti na Itália é comum e não política, ou seja, passiva de extradição. “Ele não pode ser extraditado, mas no entanto a situação dele como imigrante deve ser analisada por causa dos requisitos que nosso país tem para a permanência de um estrangeiro. O visto não é válido, pois ele cometeu crimes dolosos sujeitos a extradição, como já foi dito pelo Supremo, pois os crimes são comuns. Ele seria deportado, o que não é uma medida punitiva”, explicou. Se o pedido for acolhido, o terrorista terá oito dias para deixar o país por vontade própria rumo ao México ou à França, onde viveu legalmente, ou mesmo para qualquer outro país que o receba.










LAST

Sphere: Related Content
26/10/2008 free counters

domingo, 16 de outubro de 2011

Embaixada dos EUA manda no trânsito do DF


16/10/2011 | 01:00


A título de “segurança” para os pedestres e usuários de seus serviços, a Embaixada dos Estados Unidos em Brasília fez algo que daria cadeia se patrocinado pelo embaixador brasileiro em Washington: bloqueou uma via pública. Fechou com cones de concreto um contorno na L4 Sul, na Av. das Nações, que dá acesso para a embaixada. O GDF gastou R$ 16,5 milhões na obra interditada pela paranóia dos americanos.

Enviar por e-mail Imprimir Twitter
16/10/2011 | 01:00

What else...

A Embaixada informa que acertou o bloqueio com o Detran num “projeto mais abrangente para atender à grande demanda” de visitas ao prédio.

Enviar por e-mail Imprimir Twitter
16/10/2011 | 01:00

Tá bom

Na via onde só passa carro, a resposta dos americanos atropela: “O bloqueio (...) foi necessário para (...) não colocar em risco os pedestres”.

Enviar por e-mail Imprimir Twitter
16/10/2011 | 01:00

Lá, não!

O Itamaraty informou que a embaixada pode atuar junto às autoridades. Mas não respondeu se o mesmo pode ser feito pelo Brasil nos EUA.

Pensando bem...

Para um país que dá asilo ao terrorista Cesare Battisti, todo cuidado tomado pela Embaixada dos EUA é pouco.
claudiohumberto








LAST

Sphere: Related Content
26/10/2008 free counters

sábado, 15 de outubro de 2011

Cesare Battisti vive em Cananeia


Manuel Alves Fernandes

Créditos: Alberto Marques

Créditos: Alberto Marques
Condenado à prisão perpétua na Itália, sem direito a banho de sol, o que não faltará ao ativista italiano Cesare Battisti, 56 anos de idade, pelos próximos anos, serão dias ensolarados.

Ele ganhou do Supremo Tribunal Federal (STF), que rejeitou o pedido de extradição apresentado pelo Governo Italiano, o direito de permanecer no Brasil. Depois que saiu da cadeia em Brasília, veio para São Paulo. Ficou dois dias na casa do advogado Luis Eduardo Greenhalg. Mas, diante da pressão da imprensa, recebeu um convite de Magno de Carvalho, que conheceu de visitas que este lhe fez na cadeia, para morar na casa de praia do sindicalista, em Cananéia.

DegredoEm quase 500 anos de existência de Cananéia como núcleo urbano, Battisti é a segunda figura histórica dessa cidade frequentada por veranistas, no Litoral Sul de São Paulo, a passar por uma situação de degredo. Ele não pode sair do Brasil, do contrário, corre risco de ser extraditado.

Em 1502, por conveniência religiosa e política, mestre Cosme Fernandes, bacharel português, judeu convertido, foi desterrado e deixado em Cananéia, tornando-se o primeiro europeu a se estabelecer no Brasil, por volta de 1502.

O bacharel viveu degredado em Cananéia, condenado por crimes praticados em Portugal. Casou com Ariró, filha do cacique dos carijós e virou um “rei branco” com seis mulheres e 220 escravos.

É tido como fundador de Cananéia, lugar descoberto, curiosamente, por outro italiano: o navegador Américo Vespucci.

Battisti, que conhece essa história e já se familiarizou com as ruas estreitas e de casarões antigos de Cananéia, começa a se tornar popular na “pequena aldeia de pescadores”, onde diz que foi muito bem recebido pela população.

Caminha pelas areias da praia, frequenta os bares e restaurantes, entre eles a “Toca da Onça” que pertenceu a João Cassiano, o “seu Janjão”, de frente para a Matriz. É conhecido por César. “Ninguém me incomoda, todos me tratam bem, mesmo fingindo que não me conheciam, me contaram depois que sabiam quem eu era”.

Recebeu a reportagem de A Tribuna e da TV Tribuna na casa de Magno de Carvalho, cercado por reproduções de fotos Karl Marx, Che Guevara e Lenin. Na sala há uma TV sob uma placa de madeira entalhada, colocada por Magno: “Novela e Big Brother aqui, nunca“.

LiberdadeDurante uma hora e meia respondeu, sem restrições, às perguntas deste e da jornalista Paula Araújo (TV Tribuna). Pelos quatro crimes e a condenação, Battisti é considerado por muitos um criminoso comum ou um terrorista político. E não falta quem condene o STF e o governo do ex-presidente Lula por considerar que a decisão foi um erro que levou a uma espécie de perdão dos crimes a que Cesare Battisti foi condenado na Itália.

Mas, ele se considera inocente e “bode espiatório” de uma espécie de armação criada pelos verdadeiros autores do crime ou pelo interesses do governo italiano.

Nos quatro anos de prisão,em que ficou no Complexo da Papuda, em Brasília, garante que foi respeitado.

“Basta dizer que no dia da votação no plenário (no STF), cada vez que um ministro decidia a meu favor, a ala onde eu estava explodia de aplausos. Todo mundo gostava muito de mim. E eu gostava muito de todo mundo. Presos que nunca tinham lido um romance, passaram a ler. Todo mundo lia na hora do banho de sol. A gente comentava livros”.

Em Cananéia, já recebeu a visita de duas filhas que residem na França e de cuja mãe se separou. E tem uma namorada que reside no Rio de Janeiro, que identificou apenas como “Joice”.

Sobrevive da ajuda financeira que recebe de amigos solidários, principalmente franceses e do escritor Gabriel Garcia Marques. “ Além de cozinhar não sei fazer outra coisa, a não ser escrever”, revela.

Como é viver em liberdade, na praia de Cananéia, depois de tanto tempo fugindo?

Nasci na Itália, perto do litoral. Então gosto demais do mar. Mas principalmente o que mais gostei daqui é do povo. Tem uma comunidade de pescadores muito forte, muito importante, isso faz que o caráter da cidade e do povo ainda não esteja poluído pelo turismo agressivo. Aqui é um lugar com vida sadia, pela maneira de viver, a maneira de se alimentar, de falar e de se relacionar com a gente. Cheguei aqui dois dias depois que saí da cadeia. E me sinto livre. A única coisa que me está faltando é autonomia econômica. Essa liberdade é a liberdade de poder falar o que quero por exemplo. De poder encontrar as pessoas que eu quero e de poder andar, sem dar a volta a cada cinco metros, como na cela.

O que faz atualmente?Estou lendo bastante. Mas não estou escrevendo porque não consigo escrever, a minha cabeça não está pronta para isso. Passo um tempo lendo, volto a sair, dou outro passeio, cuido da correspondência com centenas de pessoas que me ajudaram, que são amigos no mundo inteiro. Cuido de manter contato com esses grupos de solidariedade que se formaram não só aqui no Brasil mas de todo o mundo, até nos EUA tem. Estou agradecendo pessoas que me ajudaram muito, desde o grande escritor como Gabriel Garcia Marques, a toda essa gente que, sem me conhecer pessoalmente, se solidariza comigo. Isso toma muito tempo porque no email. São dezenas de emails por dia. Não consigo responder a todo mundo, mas estou tentando fazer isso. Mas nas histórias que escrevo os elementos são sempre sociais. São histórias de ficção, um pretexto para desenvolver um tema social. Como eu ainda não tenho esse engajamento social e cultural, não tem matéria para eu escrever sobre o Brasil. Mas eu estou querendo escrever o que vivo aqui nesse país. Tenho um livro escrito em francês que está em tradução com a Editora Martins Fontes, que talvez saia em dezembro. Chama-se “Ao Pé do Muro”.

De que trata ?

Tem sempre um caráter biográfico. Sou personagem, mas à distância. O que mais interessa é falar do dia a dia da cadeia, da história pessoal de alguns presos. Cada história dessa é uma janela aberta no Brasil. Aproveito pra falar do Brasil que ainda não conheço, que conheço através das palavras destas pessoas. Eles falam de um sentimento muito forte. E no mesmo tempo pego a história deles, a razão pela qual estão presos. Não comento, não julgo nada Pego assim tal e qual e assim as histórias pessoais deles, as histórias do crime cometido, do suposto crime cometido, são coisas tão fortes.

Você tem uma formação marxista, desde a infância. Mantém essa visão nas suas obras?

Acho que nunca acabamos de ser marxistas, porque Marx ainda é uma utopia. Mas eu gosto de utopia, então sigo sendo marxista, agora ter alguma coisa de Marx, já não são coisas atuais, porque ele mesmo falou que escrevia para ser superado. E acho que uma sociedade comunista não se constrói sobre a miséria e sim sobre a riqueza. E agora estamos perto de um mundo que se aproxima sempre mais do bem estar, sempre mais de uma justiça social mais ou menos onde existe um certo equilíbrio, que restabelece o respeito ao indivíduo. O comunismo ainda está por vir. O que aconteceu, que se falou que era comunismo, nada tem a ver com o comunismo. Mesmo se, talvez, tenham existido boas intenções, mas não era possível construir o comunismo na época muito atrasada economicamente, com muita injustiça social, onde ainda o problema era a fome.

Você escreve em francês essa obra e está sendo traduzida para o português?

Os últimos três livros escrevi em francês porque esqueci o italiano. São mais de 30 anos fora da Itália. Os contatos com italianos são raros. Então, não consegui mais escrever em italiano. E isso foi depois que deixei Paris, vindo para o Brasil. Tudo isso foi um trauma forte para mim. Escrevi o primeiro livro que se chama, aqui no Brasil "Minha fuga sem fim". O segundo é "Ser bambu". E o terceiro é esse "Ao pé do muro" que vai sair daqui a pouco.

"Ser bambu" , ser flexível?
Sim. Ser flexível, pois a felicidade é um sonho para esse personagem que seria o eu narrante. O que lhe falta é a flexibilidade. Ele bate sempre de frente, e por isso paga um preço alto. Ele sonha de ser flexível para não pagar um preço tão alto, mas continua a bater sempre de frente.

Aqui você está se sentindo bambu?

Espero que o Brasil vá me ensinar a ser bambu.

Como você domina bem português?

Eu acho que eu não domino o português tão bem. Aprendi o português na rua e na prisão. E agora com os amigos e companheiros que solidarizaram comigo. São muitos. Quase em todo o estado tenho grupos de apoio e então já estou enriquecendo meu vocabulário de português e brasileiro, eu diria. Mas ainda falta muito, eu vou ter que fazer um curso de português para poder começar a escrever em português, porque é impossível viver em um país, pensar como pensa esse país e escrever em outra língua.

Você pensa em mais tarde pedir a naturalização?

Por que não? Eu gosto do país, gosto do Brasil. Gosto do papel que está tendo internacionalmente o Brasil hoje. Eu estou, não falo isso por oportunismo mas eu sinto orgulho desse país pelo que hoje o Brasil está fazendo no mundo. Então por que não? Gostaria de ser brasileiro. Mas ainda é cedo para falar disso.

Você está afastado da família há tempos?Sim, mas minhas filhas me visitaram algumas vezes na cadeia. Mas não é a mesma coisa. O verdadeiro encontro foi aqui, há 15 dias, nesta casa. Foi uma coisa muito forte, uma grande surpresa mista e a uma gratidão imensa. É difícil de dizer. A filha mais nova eu deixei em Paris. Tinha 8 anos; agora tem 16 anos. (Emocionado) Foi uma felicidade conhecer minha filha. Mas no mesmo tempo parecia que nunca a gente ficou separado. A gente falou, imediatamente, como se tivesse me ausentado uma semana. Isso foi muito bom. Elas felizmente são duas pessoas muito simples. Foi muito fácil me relacionar com elas. Fácil demais.

Você sai na rua aqui normalmente, vai à praia, sem medo?

Faço a vida como de qualquer outro habitante de Cananéia, ou seja, vou fazer minhas compras. Virei caiçara. É impossível viver de outra maneira, tem que viver como eles. Aqui não temos esse anonimato, onde a gente pode se trancar no apartamento da metrópole. Felizmente aqui não existe isso, então a gente tem que viver como vive qualquer outro. Então eu vou fazer as compras, preparo a minha comida, passo o tempo aí conversando com algum amigo.

Já fez amigos?

Aqui? Caramba aqui eu acho que nunca na minha vida fiz tantos amigos e tão rapidamente como aqui em Cananeia.

É verdade que alguns sabiam da sua situação e mesmo assim o receberam bem e depois disseram que sabiam de tudo, é isso mesmo?

É. Eu acho que uma boa parte da gente que me encontrou por aqui, dos amigos também, sabia quem era eu. Por educação, por delicadeza não falavam disso aí. Depois quando saiu já nos jornais, que todo mundo sabia, eles conversavam "não, mas eu sabia desde o início". E foi muito engraçado porque alguns deles, aqui, me parabenizaram... uma coisa muito forte foi uma. Um carro me parou na rua, e o motorista me chamou "sr Cesare", eu voltei. No carro estava uma senhora e um senhor. E ela falou: "não, não, fique tranqüilo, nós sabemos quem é você e estamos orgulhosos que você more na nossa cidade"...

Me apertaram a mão, eu fiquei muito emocionado porque, com essa propaganda negativa que se fez a gente fica um pouco desconfiado. Mas pelo menos aqui em Cananéia não pegou essa propaganda, essa criação do monstro não pegou não. O italiano mesmo nem liga para isso aqui. Nem sabe quem sou. Não liga, não tem nenhum interesse para isso. Agora, tem muitos grupos que apóiam. Que me apoiavam e continuam a me apoiar. Ou seja, nessas manifestações que aparecem na televisão são apenas dez a quinze pessoas em frente à embaixada brasileira. Ao lado tem 500 pessoas que estão se manifestando a meu favor. Só que a televisão não tem interesse. O caso é usado para esconder muitas outras coisas, para distrair a atenção pública.

Você está emocionado?

Estou falando de coisas que mexem muito comigo, com meus sentimentos, com o emocional. Estou emocionado porque estou falando a um povo de um país que me acolheu, que me deu essa chance e não é fácil. A "agradeço" é uma palavra que não quer dizer nada. Eu gostaria de agradecer com os fatos, com outras coisas, talvez por isso estou emocionado, ou seja, gostaria que o país que me acolheu me conhecesse mais e que me desse a possibilidade de eu poder contribuir em algo.

Essa emoção se deve ao fato de que, quando saiu da cadeia, estava com medo de como seria recebido?

Quando saí da cadeia eu contava com muitos grupos de solidariedade que se formaram neste país que foi uma maravilha, uma coisa muito surpreendente, porque eu cheguei ao Brasil e não conhecia. E chegaram pessoas de todos os lados me visitar na cadeia se se formaram grupos de solidariedade, de ajuda de todo tipo desde econômica, à política, e à psicológica. E não são relações políticas, são simplesmente relações de pessoa a pessoa.

Saiu da cadeia com a roupa do corpo?
Saí. A pouca coisa que eu tinha deixei lá, porque os outros presos precisam. E saí com muitos livros, mas só porque era francês ou espanhol. Os livros em português eu deixei para os presos.

Diante de toda a situação que passou, tanto na cadeia quanto ter que enfrentar os grupos contrários, teria feito algo diferente?

Alguma coisa, talvez não teria feito de maneira tão imprudente, como eu fiz. Por exemplo, não teria escrito algumas coisas sobre a situação italiana, dessa maneira, porque eu estava na França, estava refugiado na França, me achava em segurança. Eu estava tentando ajudar os camaradas companheiros que ficavam presos na Itália. Isso talvez incomodou muito.

Incomodou muito quando eu comecei a ser conhecido como escritor. Então eu comecei a aparecer na mídia nacional e internacional. Acredito que esse foi meu problema, porque senão não se explica por que na França, onde havia centenas de exilados políticos, a Itália que nunca se interessou pelos outros, só se interessou comigo. Eu não ninguém, não tinha nenhuma importância, mais que os outros, pelo contrário bem menos que os outros, na Itália dos anos 80.

Você é acusado de cometer quatro homicídios, e disse que não fez isso. Por que acusaram?

A coisa mais estranha é que a Itália fez um pedido de extradição de 500 páginas, coisa que parece quase feito de propósito para que ninguém, ninguém lesse esse pedido. E na realidade ninguém leu, todo mundo fala nisso e ninguém leu.

Por quê?

Porque se alguém tivesse se dado ao trabalho de ler esse pedido, a pessoa não teria dúvida nenhuma que se trata de atividade política, que se trata de ativismo político. Porque está no pedido, ou seja: o pedido de extradição que já está feito para me prejudicar, porque senão não seria pedida a extradição.

Qual a principal acusação?

Esse processo ainda assim é uma defesa para mim, porque está claro que eu sou acusado de associação subversiva , de luta armada contra os poderes do Estado.

E o processo?
Eu fui processado, a primeira vez em 1980. E fui condenado a doze anos e seis meses por associação subversiva e falsidade. Os fatos específicos, como esses quatro homicídios, no mesmo processo foram condenados os responsáveis desses homicídios. Eu fui exilado no México. Oito anos depois fazem outro processo porque o promotor de Justiça precisava se desculpar e desculpar outros colaboradores. Todos jogaram (a responsabilidade) sobre quem não estava la, que era eu. Mas não tem uma prova técnica, nada. Não existe nada sobre isso aí. E eu sempre me coloquei contra atentado à vida humana, em todos os meus escritos, em tudo que eu produzi até agora, em tudo que escrevi e falei até agora. Isso é uma constante.

Contesta a condenação?

É um absurdo. Nunca acreditei que esse segundo processo, onde me acusam de quatro homicídios, fosse tomado a sério sequer pelas autoridades italianas. Fui condenado por uma lei de exceção, leis aplicadas retroativamente. É uma loucura de colaboradores de justiça se contradizendo um com outro. Tem um colaborador (deleção premiada) que me acusa de ter feito uma determinada coisa que não fiz. Depois pegam outro, volta a colaborar, e esse outro se auto-acusa por essa mesma coisa. E aí modifica, cada vez vai modificando o processo instrutório. É uma loucura!! Ninguém, lendo essa coisa aí, tomaria a sério essa sentença, ninguém.

O senhor não conseguiu se defender?

E como ia me defender? Me parecia tão absurda uma coisa dessas que, sinceramente, ou ingenuamente, eu achava que ninguém ia pretender me cobrar isso aí. Tem centenas de refugiados no mundo inteiro, e se sabe que esses processos não têm valor nenhum. Então, nunca dei importância a esse processo aí.

Pela sua linha de raciocínio você está se considerando o um 'bode expiatório' desse quadro todo?Acho que fui usado mesmo sim. Eu fui usado por razões que ainda não me explicam. E a Itália, não sei por que, começou a criar esse monstro aí que eu não sou. E depois de certo ponto, mesmo querendo, não podia voltar pra trás. Teve que continuar fazendo isso aí, dizendo que Cesare Battisti é um criminoso comum. Mas, quando aconteceram esses homicídios eu não estava mais na organização. Eu saí por essa razão, porque quando a organização tomou uma linha dura, eu junto com quase todos os que fundaram a organização, eram muitos, saímos da organização.

Você disse que julgam Cesare Battisti como um monstro. Quem é Cesare Battisti?

Cesare Battisti está aqui. Tenta viver, tenta se engajar socialmente, acredita na justiça. E acredita que não é com a violência que se consegue obter a justiça. Hoje no Brasil não é através da violência que vamos fazer uma sociedade mais justa.

O Cesare que acredita na justiça, que tem aquelas utopias, tem o sonho de um dia, quem sabe, conseguir visitar novamente a Itália?

Claro. Eu gostaria de voltar à Itália porque nasci na Itália e ainda tenho lá irmãos e irmãs. Gostaria de voltar, passar aí um mês, dois. Agora morar acho que não. Já é muito tempo (fora). Já tenho problemas para me expressar em italiano por exemplo. Mandei um e-mail para minha cunhada outro dia. E ele me respondeu: "Como pode um escritor escrever tão mal o italiano"? Estou esquecendo a língua. Minhas relações já não estão na Itália, estão mais em outros países e agora no Brasil. Eu hoje estou 'tão saboreando' a liberdade de estar aqui no Brasil que não penso nisso agora.

Sofreu, depois que saiu da cadeia, alguma pressão de grupos contrários?

Não. Eu soube de algum grupo de extrema direita que fez alguma reação. Mas nunca vi ninguém, não tive nenhum contato com essas pessoas.
Tamanho da letra
Terça-feira, 6 de setembro de 2011 - 08h05

A Tribuna.com.br





Exibir mapa ampliado

Cesare Battisti

13/10/2011
às 19:56 \ Política & Cia

Ainda existe vergonha na cara “neste país”: Ministério Público pede a deportação do assassino Battisti


Battisti, algemado, sendo conduzido pela Polícia Federal, ainda quando estava preso em Brasília: procurador acha que visto de permanência é ilegal (Foto VEJA)
Amigos, nem tudo está perdido: ainda existem autoridades com vergonha na cara “neste país”.
O Ministério Público Federal no Distrito Federal pediu hoje na Justiça, por meio de ação civil pública, a anulação do visto de permanência do ex-terrorista italiano Cesare Battisti no Brasil. Solicitou, também, que o assassino julgado e condenado por quatro homicídios na Itália seja deportado para a França, o México (os dois últimos países onde viveu antes de chegar ao Brasil) ou para algum outro país que concorde em recebê-lo.
O Ministério Público goza de autonomia para tomar essa iniciativa porque não é subordinado nem ao Judiciário, que deixou nas mãos do então presidente Lula a decisão de extraditar ou não o criminoso para a Itália, nem ao Executivo. O procurador da República Hélio Heringer, que usou perfeitamente essa autonomia, considerou, na ação, que a concessão do visto a Battisti é ilegal e contraria o Estatuto do Estrangeiro (lei n º 6.815, de 19 de agosto de 1980).
Caso não tem a ver com a extradição
Ou seja, sua iniciativa não tem nada a ver com a decisão do Supremo Tribunal Federal, que considerou Battisti passível de extradição para a Itália — cujo governo quer vê-lo pagar por seus crimes em uma de suas penitenciárias de segurança máxima –, mas deixou nas mãos de Lula a decisão de entregar ou não o criminoso para Roma.
Lula, pressionado pela esquerda do PT, ONGs e outros grupos, foi empurrando o caso com a barriga até que, no último dia de seu mandato, a 31 de dezembro passado, com o entusiástico apoio do então ministro da Justiça, Tarso Genro, decidiu que o assassino poderia ficar no Brasil.
Em seguida, o Ministério da Justiça concedeu a Battisti visto de permanência no Brasil, bem como o direito de trabalhar no país.
O procurador Hélio Heringer entrou no caso sem abordar a questão da extradição. Argumenta, com poderosos fundamentos, que a legislação brasileira proíbe a que se conceda visto de permanência a estrangeiro condenado ou processado em outro país por crime doloso, passível de extradição.
O procurador argumenta que o Supremo Tribunal Federal, ao longo do julgamento do pedido de extradição, acabou concluindo claramente que os quatro assassinatos cometidos por Battisti nos anos 1970 são de natureza comum, e não política.
São, portanto, passíveis de extradição. Sendo passíveis de extradição, mesmo não tendo ela sido concedida por Lula, esses crimes caem no caso da lei nº 6.815. O visto de Battisti, portanto, é ilegal. Ele não pode permanecer no país. Mesmo que não seja entregue à Itália, precisa ser deportado.

Battisti voltará
para a cadeia
em seis meses

O terrorista e assassino italiano Cesare Battisti está com os dias de popstar contados. O promotor Walter Silva Pinto avalia que, dentro de seis meses, ele poderá ser deportado para a Itália, onde é condenado pela morte de quatro pessoas. É o prazo que processos de cassação de visto leva para ser julgado. O MPF do DF quer fazer valer o Estatuto do Estrangeiro, que barra no Brasil condenados no país de origem.

Enviar por e-mail Imprimir Twitter
15/10/2011 | 00:00

Cumpra-se a lei

Pela lei, Battisti não poderia ter visto de trabalho no Brasil por ter cometido crimes comuns na Itália, os mesmos reconhecidos pelo STF.

Enviar por e-mail Imprimir Twitter
15/10/2011 | 00:00

Cerco federal

Autor do livro “O caso Cesare Battisti – A palavra da Corte”, Silva Pinto elogiou a decisão do procurador Hélio Heringer de cassar o visto.

Enviar por e-mail Imprimir Twitter
15/10/2011 | 00:00

Abobados

Com advogados ligados ao PT e asilado pela decisão do amigão Lula, Battisti leva vida de petista da alta: de jatinho a hotel de luxo.


LAST

Sphere: Related Content
26/10/2008 free counters

Ainda existe vergonha na cara “neste país”: Ministério Público pede a deportação do assassino Battisti



Battisti, algemado, sendo conduzido pela Polícia Federal, ainda quando estava preso em Brasília: procurador acha que visto de permanência é ilegal (Foto VEJA)
Amigos, nem tudo está perdido: ainda existem autoridades com vergonha na cara “neste país”.
O Ministério Público Federal no Distrito Federal pediu hoje na Justiça, por meio de ação civil pública, a anulação do visto de permanência do ex-terrorista italiano Cesare Battisti no Brasil. Solicitou, também, que o assassino julgado e condenado por quatro homicídios na Itália seja deportado para a França, o México (os dois últimos países onde viveu antes de chegar ao Brasil) ou para algum outro país que concorde em recebê-lo.
O Ministério Público goza de autonomia para tomar essa iniciativa porque não é subordinado nem ao Judiciário, que deixou nas mãos do então presidente Lula a decisão de extraditar ou não o criminoso para a Itália, nem ao Executivo. O procurador da República Hélio Heringer, que usou perfeitamente essa autonomia, considerou, na ação, que a concessão do visto a Battisti é ilegal e contraria o Estatuto do Estrangeiro (lei n º 6.815, de 19 de agosto de 1980).
Caso não tem a ver com a extradição
Ou seja, sua iniciativa não tem nada a ver com a decisão do Supremo Tribunal Federal, que considerou Battisti passível de extradição para a Itália — cujo governo quer vê-lo pagar por seus crimes em uma de suas penitenciárias de segurança máxima –, mas deixou nas mãos de Lula a decisão de entregar ou não o criminoso para Roma.
Lula, pressionado pela esquerda do PT, ONGs e outros grupos, foi empurrando o caso com a barriga até que, no último dia de seu mandato, a 31 de dezembro passado, com o entusiástico apoio do então ministro da Justiça, Tarso Genro, decidiu que o assassino poderia ficar no Brasil.
Em seguida, o Ministério da Justiça concedeu a Battisti visto de permanência no Brasil, bem como o direito de trabalhar no país.
O procurador Hélio Heringer entrou no caso sem abordar a questão da extradição. Argumenta, com poderosos fundamentos, que a legislação brasileira proíbe a que se conceda visto de permanência a estrangeiro condenado ou processado em outro país por crime doloso, passível de extradição.
O procurador argumenta que o Supremo Tribunal Federal, ao longo do julgamento do pedido de extradição, acabou concluindo claramente que os quatro assassinatos cometidos por Battisti nos anos 1970 são de natureza comum, e não política.
São, portanto, passíveis de extradição. Sendo passíveis de extradição, mesmo não tendo ela sido concedida por Lula, esses crimes caem no caso da lei nº 6.815. O visto de Battisti, portanto, é ilegal. Ele não pode permanecer no país. Mesmo que não seja entregue à Itália, precisa ser deportado.
Leia mais sobre o caso no site de VEJA.



Coluna do

Cumpra-se a lei

Pela lei, Battisti não poderia ter visto de trabalho no Brasil por ter cometido crimes comuns na Itália, os mesmos reconhecidos pelo STF.


15/10/2011 | 00:00

Cerco federal

Autor do livro “O caso Cesare Battisti – A palavra da Corte”, Silva Pinto elogiou a decisão do procurador Hélio Heringer de cassar o visto.


15/10/2011 | 00:00

Abobados

Com advogados ligados ao PT e asilado pela decisão do amigão Lula, Battisti leva vida de petista da alta: de jatinho a hotel de luxo.










LAST

Sphere: Related Content
26/10/2008 free counters

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Cesare Battisti ; Brasil aceita formar comissão de conciliação para debater caso Battisti



Publicidade
MÁRCIO FALCÃO
DE BRASÍLIA
O governo brasileiro atendeu aos apelos da Itália e aceitou formar uma comissão de conciliação para discutir por vias diplomáticas o caso do italiano Cesare Battisti. A medida é uma forma de tentar evitar que a decisão do Brasil de não extraditar Battisti seja julgada pela Corte Internacional de Justiça, com sede em Haia (Holanda).
O acerto foi feito na semana passada pelo ministro Antonio Patriota (Relações Exteriores) e o colega italiano Franco Frattini durante conversa na reunião da Assembleia Geral da ONU, em Nova York.
A comissão estava prevista na Convenção sobre Conciliação e Solução Judiciária entre o Brasil e a Itália, assinada em 1954 pelos dois governos. O grupo será composto por um italiano, um brasileiro, além de um indicado de um país neutro. A ideia é que se encontre uma solução jurídica amigável. Um relatório será produzido após quatro meses de análise do caso. Cada país terá ainda mais três meses para se pronunciar sobre o documento.
Segundo o acordo, no entanto, "o relatório, seja no tocante à exposição dos fatos, seja com relação às considerações jurídicas, não terá caráter de sentença arbitral".
Ex-integrante do PAC (Proletários Armados pelo Comunismo), ele foi condenado à prisão perpétua por quatro assassinatos ocorridos nos anos 1970 na Itália.
O acordo ainda prevê que se a comissão não conseguir formar um consenso, o caso será encaminhado para Haia. "Se uma das partes não aceitar as propostas da Comissão de Conciliação ou não se pronunciar a respeito [...] qualquer delas poderá solicitar que a controvérsia seja submetida à Corte Internacional de Justiça."
O Brasil ainda não indicou seu representante e também não há previsão de quando isso vai ocorrer. A Itália teria indicado o jurista internacional Mauro Politi.
Para a oposição, o governo manobra para atrasar o julgamento em Haia e também teria agido para evitar que a presidente Dilma Rousseff tivesse que enfrentar um protesto em Bruxelas, na Bélgica, durante visita marcada na próxima semana.
O líder do PSDB, Alvaro Dias (PR), tinha sido convidado pelo Parlamento Europeu para participar de uma reunião com familiares das vítimas de Battisti no dia da visita de Dilma. "Eu acho que é uma estratégia de protelação para que a presidente vá para Bruxelas sem constrangimento e depois fica tudo como está."











LAST

Sphere: Related Content
26/10/2008 free counters

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

video : Former terrorist Cesare Battisti lives in the brazilian coast














LAST

Sphere: Related Content
26/10/2008 free counters