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domingo, 6 de novembro de 2011

Duas novas sondas de perfuração para o pré-sal do Brasil




Escrito por PreSalt.com republish from Sources
Sáb, 05 de Novembro de 2011 05:22

5 de Novembro de 2011 - por PreSalt.com - Fonte: Agencia Petrobras

Duas novas sondas de perfuração a serem locadas na Bacia de Santos, no Brasil, foram batizadas nesta sexta-feira (4/11), na Coreia do Sul. Parte de um lote de 12 sondas afretadas pela Petrobras (SAO:PETR3,SAO:PETR4,NYSE:PBR,NYSE:PBRA), as unidades ODN I e ODN II são preparadas para águas ultraprofundas e vão entrar em operação no início de 2012. “Estamos comprometidos com o aumento da produção de petróleo no Brasil e esses dois navios são importantes para alcançarmos nossos objetivos”, afirmou o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli de Azevedo.

Também participaram da cerimônia realizada no estaleiro DSME (Daewoo Shipbuilding & Marine Engineering - SEO:042660,FRA:DSW,PINK:DWOTF)

o diretor de Exploração e Produção (E&P), Guilherme Estrella, o gerente executivo de Projetos de Desenvolvimento da Produção do E&P, Tuerte Rolim, e o presidente da Odebrecht Óleo e Gás, Roberto Ramos.

As sondas são parte relevante na execução das ações que vão garantir o crescimento da produção de petróleo e gás natural prevista na estratégia da companhia para atingir 4,9 milhões de barris de petróleo por dia em 2020. O presidente Gabrielli enfatizou que a indústria de petróleo e gás continua demandando novas embarcações. Há oportunidades para construtores em áreas como o Golfo do México, Oeste da África e no Ártico. Mas o Brasil será o maior demandante. “Precisamos de 65 sondas como essas, 94 FPSOs e 568 barcos de apoio entre outros equipamento até 2020. A maior parte será construída no Brasil”, afirmou Gabrielli.


Governos aproveitam mal royalties do petróleo

Estados e municípios produtores não conseguem transformar dinheiro em benefícios para a população. E, para piorar, corrupção aumenta

Cecília Ritto, do Rio de Janeiro
Senadores durante a votação do projeto de distribuição dos royalties do pré-sal

Senadores durante a votação do projeto de distribuição dos royalties do pré-sal ( Moreira Mariz/ Agência Senado )

“Cria-se a falsa justiça federativa. As pessoas acham que a justiça estaria sendo feita ao distribuir de forma igualitária os recursos. Na verdade, não daremos salto de desenvolvimento econômico dando um quinhão para cada um”, afirma Cláudio Paiva

A discussão sobre o destino dos royalties e participações especiais oriundos da exploração do petróleo limita-se, por enquanto, a uma batalha pelos recursos. Apesar de essa gorda contribuição aos orçamentos dos estados e municípios não ser uma novidade no Brasil, as formas de utilizar o dinheiro permanecem a critério de governantes, e, portanto, sujeitas a interferências de ideologia, proposta de governo e uso eleitoreiro.

O caso de Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, é emblemático nesse sentido. E o exemplo não é dos melhores. Como produtor de petróleo, Campos recebeu 10 bilhões de reais nos últimos dez anos. Os recursos são, em tese, uma compensação pelos impactos causados pela exploração do petróleo, uma indústria com grandes implicações ambientais. Tanto dinheiro, no entanto, não serviu para resolver questões básicas da cidade, e o município até hoje tem abastecimento de água precário e não tem cobertura ou tratamento completos de esgoto. Na habitação, o cronograma de obras está atrasado e algumas construções estão paralisadas. Na área da saúde, o número de profissionais é insuficiente. A pesquisa "Pobres Cidades Ricas", coordenada pelo professor Cláudio Paiva, do departamento de economia da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), mostra que dobrou a verba para a saúde, sem que com isso aumentasse o acesso da população ao serviço.

O levantamento tem como base dados de 2009, mas, de lá para cá, pouco mudou. Nesses dois anos, Paiva foi muitas vezes a Campos e detectou a permanência de problemas anteriores à bonança do petróleo. A bonança, na verdade, foi para os políticos. A conclusão de Paiva é de que houve aumento dos casos de malversação dos recursos públicos, fiscalização propositalmente falha e corrupção. E isso não é um problema apenas de Campos. O levantamento de Paiva cita informações do pesquisador Sérgio Gobetti, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que mostra o aumento nos gastos dos 141 municípios chamados de “dependentes do petróleo”. As cidades gastaram quase 44% a mais em educação e 45% em saneamento - os municípios são obrigados a investir 15% dos recursos em saúde e 25% em educação. O estudo de Paiva, no entanto, mostra que o aumento do repasse de verbas para essas áreas não significou melhorias no serviço prestado.

As cidades dependentes do petróleo aumentaram em 160% os gastos com a prefeitura e com a câmara municipal. As despesas com a máquina pública cresceram cerca de três vezes mais do que o dinheiro destinado à saúde e à educação, segundo a pesquisa. Esses mesmos municípios têm uma arrecadação tributária 30% menor do que aqueles que não recebem royalties do petróleo. Esse é o caso de Quissamã, no Rio de Janeiro, que arrecada 8 milhões de reais e recebe 250 milhões de receita do petróleo. “É muito dinheiro e vai crescer os olhos da corrupção”, diz o professor da Unesp, fazendo um alerta para a quantidade de dinheiro que será injetada nos municípios com o pré-sal.

A estimativa de receita para 2020 é da ordem de 59 bilhões de reais (segundo o Plano de Negócios da Petrobrás) ou 79 bilhões de reais (pelo projeto de Lei do senador Vital do Rêgo). É muito dinheiro para pouca discussão sobre como investi-lo. “Cria-se a falsa justiça federativa. As pessoas acham que a justiça estaria sendo feita ao distribuir de forma igualitária os recursos. Na verdade, não daremos salto de desenvolvimento econômico dando um quinhão para cada um”, afirma Paiva. A solução para ele seria a criação de um fundo nacional que concentrasse a maior parte dos recursos e promovesse um salto qualitativo no desenvolvimento, para tornar possível a redução das desigualdades nacionais.

Pulverização – A redução da distância entre os diferentes entes federativos se daria, na visão de Paiva, pelo investimento em educação, infraestrutura, ciência e tecnologia. É esse o grande desafio da abundância prometida ao Brasil nos próximos anos. A regra número um para que o dinheiro do petróleo não termine no ralo é evitar a pulverização dos recursos. O projeto do senador Vital do Rêgo, aprovado no Senado Federal, vai justamente na contramão desse pensamento.

O projeto de lei proposto por Rêgo é abrangente quando se trata da finalidade do dinheiro do petróleo. Se sancionado pela presidente Dilma Rousseff, o substitutivo define que, no mínimo, 40% da verba sejam investidos em educação, até 30% vão para projetos de infraestrutura social e econômica, e 30% para saúde, segurança, programas de erradicação da miséria e pobreza, cultura, esporte, pesquisa, ciência e tecnologia, defesa civil e para o meio ambiente.

Todo mundo recebe. Mas todos ficam com pouco. Ou seja, contempla-se todas as pastas, mas a população, sem uma diretriz e prioridades claras, ficou em último lugar.

Fundo – Os senadores Cristovam Buarque (PDT-DF) e Aloysio Nunes (PSDB-SP) são autores de um projeto que define a destinação do dinheiro em bases semelhantes à proposta pelo professor Paiva. Toda a verba arrecadada iria para um fundo que começaria a ter os seus rendimentos resgatados a partir de 2020. A partir daí, o dinheiro seria investido em educação e em financiamento de pesquisas.

Os juros e a correção monetária seriam divididos pelo número de crianças em cada estado. A ideia é dar um destino mais seguro ao dinheiro e tentar fazer com que ele dure por mais tempo. Pelo projeto de Rêgo, é improvável que os recursos sejam capazes de reverter algum dos vários problemas brasileiros. “O projeto do senador Vital do Rêgo não desagradou ninguém, mas também não construirá nada para o futuro do Brasil”, afirma Buarque.

Marcelo Crivella (PRB-RJ), um dos senadores empenhados em derrubar a proposta de Vital do Rêgo e em manter a maior parte dos recursos com os estados produtores, considera o conceito defendido por Buarque o mais adequado. “A liberdade para estados e municípios investirem a verba ficou ampla porque os senadores sofreram pressão dos prefeitos, que querem poder usar o dinheiro como bem entenderem. Investir pouquinho em muita coisa não muda a vida das pessoas”, critica.

O senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) também alerta para o risco de os investimentos ficarem dispersos e não apresentarem resultados. “Quem prioriza tudo acaba não priorizando nada. O projeto de Buarque e Nunes reconhece que o recurso é finito e olha preocupado para as futuras gerações”, defende Ferraço.

Pelo substitutivo de Rêgo, levarão os recursos aqueles que tiverem mais força política e fizerem mais pressão para abocanhar uma fatia do dinheiro do petróleo. O resultado é um gasto rápido e pouco efetivo em termos de melhorias para a população. “Da maneira que ficou, pode ser aplicado em tudo, até em ONGs do Ministério do Esporte”, diz Cristovam Buarque, aproximando a fartura de dinheiro aos casos de corrupção que culminaram com a queda do ministro Orlando Silva. O pedetista explica a disputa pelos royalties e participação especial da seguinte forma: uma briga entre os estados e municípios e não uma discussão entre presente e futuro.

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26/10/2008 free counters

segunda-feira, 25 de abril de 2011

#dilma : Analistas financeiros aumentam projeção de inflação para 2011 pela sétima semana seguida


25/04/2011 - 9h19

Stênio Ribeiro
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano deve fechar em 6,34%, de acordo com pesquisa feita pelo Banco Central (BC) com analistas financeiros e divulgada hoje (25) no boletim Focus.

Os entrevistados aumentaram a expectativa de inflação pela sétima semana seguida e o índice já é superior aos 5,6% estimados pelo BC no Relatório Trimestral de Inflação divulgado no final de março. A perspectiva de inflação para 2012 permaneceu em 5%.

O Índice de Preços ao Consumidor medido pela Fundação Instituto de Pesquisa Aplicada (IPC-Fipe) também aumentou um pouco e passou de 5,54%, na pesquisa anterior, para 5,57%, com evolução também de 4,75% para 4,76% na perspectiva de inflação para 2012. O IPC-Fipe se refere somente ao mercado de São Paulo.

O boletim Focus manteve a perspectiva de 4,80%, este ano, para o reajuste dos preços administrados ou monitorados por contrato (combustíveis, energia, telefonia fixa, educação, saúde e outros) e a projeção para 2012 continua em 4,5%.

Houve pequena evolução também com relação aos preços no atacado como mostram os dois índices medidos pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) passou de 7% para 7,01% e o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) aumentou de 7,04% para 7,06%. Ambos apontam para 5% no ano que vem.

Edição: Lílian Beraldo







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26/10/2008 free counters

quinta-feira, 21 de abril de 2011

O próprio DNPM avisou: tem ouro no Rio Madeira



ouro13042011aRondônia foi considerada durante muitos anos a maior Província Estanífera do País. Essa história começou em meados de 1952

MONTEZUMA CRUZ

Não se deve creditar totalmente aos garimpeiros a descoberta das “fofocas” de ouro ao longo do Rio Madeira. Em 1977 uma matéria deste repórter no jornal Folha de S. Paulo revelava que a Construtora Andrade Gutierrez já estava de olho nos aluviões para faiscar o metal. Sete anos depois veio a CR Almeida, igualmente interessada e que escreveu um capítulo de violência no Garimpo de Periquitos, na BR-364, rumo ao Acre.

Não foram apenas os garimpeiros os donos da notícia. O próprio Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) alardeava o Projeto Noroeste de Rondônia, pouco preocupado em esconder a vinda de empresas construtoras para pesquisar a região.

Situado na porção norte ocidental do Território Federal de Rondônia, esse projeto compreendia 60,1 mil km² de águas e subsolo ricos em ouro, cassiterita, paládio, pirita, manganês, wolframita e outros minerais. Daí para a corrida dos garimpeiros foi um pulo, já que a lavra de cassiterita fora proibida por uma portaria do ex-ministro das Minas e Energia, Antonio Dias Leite, em 1970.

Rondônia foi considerada durante muitos anos a maior Província Estanífera do País. Essa história começou em meados de 1952, quando alguns garimpeiros de diamantes encontraram um minério preto e pesado no Rio Machadinho. Imaginavam que fosse rutilo, era cassiterita.

Joaquim Pereira da Rocha via um rebuliço de gente no seu Seringal União e, mais que depressa, combinava uma conversa com o geólogo Donald Campbell. Após analisar o material coletado, Campbell constatava a riqueza ali existente. Rapidamente, a informação corria léguas na floresta, despertando outros seringalistas.

Seu Rocha começava a receber em suas terras centenas de garimpeiros vindos do Amazonas, Ceará, Maranhão, Pará, Pernambuco e Piauí. Só no Seringal União ele comandava quatrocentos homens que dormiam em redes amarradas no alto dos barracões, para não serem surpreendidos por onças.

Começava a cata do minério de estanho, que em seguida originava a lavra mecanizada. Oito anos após a descoberta, em 1960, o preço do minério e os lucros compensadores atraíram para cá grandes grupos exploradores nacionais e multinacionais: Companhia de Mineração Jacundá, Brascan (Brasil-Canadá), Oriente Novo S/A, Brumadinho (Itaú), Taboca S/A, Brasiliense S/A e Mibrasa (Phibro-Cesbra).

O negócio prosperava. Em 1976, por exemplo, a Mineração Paranapanema gastou mais de 220 mil litros de gasolina e 4,12 milhões de litros de óleo diesel para fazer funcionar suas máquinas, motores, veículos e casa de força. A maior parte da produção destinava-se à fabricação de folhas de flandres pela Companhia Siderúrgica Nacional, em Volta Redonda (RJ).

A lavra era muito onerosa, porque ainda não havia energia elétrica. Iniciada em 1982, a Hidrelétrica do Rio Jamari só funcionou 14 anos depois, quando essas poderosas empresas já encerravam as atividades, deixando, além dos desempregados, crateras cheias de lama.







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26/10/2008 free counters

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

‘Estado’ lança serviço pioneiro na web


Estadão Broadcast vai fornecer conteúdo financeiro em tempo real a partir desta 2ª-feira

28 de fevereiro de 2011 | 7h 36
Economia & Negócios

SÃO PAULO - O Grupo Estado lança nesta segunda-feira, 28, o Estadão Broadcast, um sistema pioneiro de informações em tempo real voltado especialmente para investidores individuais. São notícias, análises, cotações, ferramentas e gráficos integrados em um único lugar.

O Estadão Broadcast é uma iniciativa única na internet brasileira, ao oferecer conteúdo financeiro em tempo real com assinatura paga acessível para o pequeno e o médio investidor, com o suporte da Agência Estado. O serviço sai por R$ 49,90 ao mês. Junto com o Estadão Digital, o preço é de R$ 69,90 ao mês; com as versões impressa e online do jornal, o Estadão Broadcast custa R$ 99,90 mensais.

O novo produto seleciona as informações da Agência Estado que interessam ao pequeno e médio aplicador e que não são encontradas abertamente na internet, como as notícias do AE Conjuntura e Finanças e uma tabela em tempo real de índices internacionais de ações. Atende, ainda, às necessidades de estudantes e profissionais de economia.

Além do conteúdo, a tecnologia usada no Estadão Broadcast também foi planejada para esse público específico. O acesso será via web, ou seja, o usuário não precisará baixar nenhum programa no computador. Basta conectar-se à internet, acessar o site e fornecer a senha.

Evolução. "O lançamento do produto é uma evolução natural do trabalho da Agência Estado", afirma o diretor geral da empresa, Daniel Parke. "O sistema de informações em tempo real da AE é líder no mercado brasileiro, com um market share entre 42% e 45%. Mas, no caso do AE Broadcast, 98% dos usuários são profissionais de instituições financeiras. Agora nós temos um produto didático, com um tutorial que explica cada ferramenta e foi pensado para a pessoa física que investe em ações.".

"É a porta de entrada para um serviço de informação profissional a respeito do mercado financeiro. Reforça a iniciativa do Grupo Estado de levar informação econômica que não existe na internet para o grande público", afirma Pedro Doria, editor-chefe de Conteúdos Digitais do Grupo Estado.

O Estadão Broadcast utiliza a mesma plataforma de informações e dados do AE Broadcast, compartilhando do rigor, experiência, qualidade e informações que a Agência Estado confere aos seus produtos e serviços. Futuramente, a nova ferramenta poderá oferecer outras funções, como execução e acompanhamento de ordens de compra e venda de ações junto às corretoras da BM&FBovespa.

Além das notícias e análises, o Estadão Broadcast oferece cotações em tempo real e tabelas para acompanhamento e estatísticas do mercado. Os usuários terão acesso a dados detalhados dos papéis negociados. A ferramenta identifica as melhores ofertas de compra e de venda a cada momento e informa quais corretoras estão negociando em determinado instante. Há também gráficos com estudos por volume, índice de força relativa e outros. Por fim, há uma tabela de índices mundiais.

O foco principal do produto é o mercado de ações. No entanto o conteúdo também abrange mercado de balcão, juros, commodities e moedas.







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26/10/2008 free counters

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Crise: Carrefour estuda se dividir em três


  • 2 de fevereiro de 2011 12:04 am


A rede de supermercados francesa Carrefour anunciou nesta segunda-feira (01/02) planos de iniciar a transação de novos ativos no mercado financeiro, em data ainda a ser definida. Segundo informações extraoficiais reveladas pelo jornal “Le Figaro“, a estratégia envolveria a cisão do conglomerado em três e a entrada nas bolsas de valores de duas novas empresas independentes: a rede popular Dia e a gestora de patrimônio imobiliário Carrefour Property.

O objetivo da estratégia seria elevar o valor do Grupo Carrefour nas bolsas de valores. Em comunicado distribuído à imprensa na manhã de ontem, em Paris, a empresa confirmou em parte as informações do diário francês e afirmou estar desenvolvendo estudos que levem à “otimização de sua performance e a valorização de seus ativos”. A iniciativa seguiria sugestão do banco BNP Paribas e as pressões dos investidores Colony Capital e Groupe Arnault, proprietários de 14% do capital e de 20% do direito a voto da holding.

A expectativa é de que, dividido em três, o conglomerado supermercadista recupere valor. Desde março de 2007, quando Colony e Arnault ingressaram no capital do número 2 do setor supermercadista mundial, as ações do grupo caíram de 53 para 34 euros (redução de quase 36%). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Época Negócios


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26/10/2008 free counters

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Site da MasterCard é atacado por hackers após romper com #WikiLeaks


Início do conteúdo


A MasterCard informou, porém, que o ataque virtual não afeta a capacidade de seus clientes usarem seus cartões

ZURIQUE -

Um grupo anônimo de hackers afirmou nesta quarta-feira,8, que lançou uma série de ataques online para fechar sites da MasterCard e de um banco na Suíça. As duas instituições romperam nos últimos dias sua relação com o site WikiLeaks, que tem divulgado documentos diplomáticos secretos dos Estados Unidos.

A MasterCard informou, porém, que o ataque virtual não afeta a capacidade de seus clientes usarem seus cartões.

O grupo de hackers, autodenominado Anon_Operation, informou em uma mensagem no site Twitter que "o www.mastercard.com está derrubado" e que o site da gigante do setor de cartões de crédito não podia ser acessado em Genebra.

O braço bancário do serviço postal suíço, PostFinance, confirmou nesta quarta-feira que seu site estava sofrendo um ataque virtual, desde que fechou uma conta bancária do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, na segunda-feira. O banco argumentou que Assange havia fornecido um endereço falso em seu cadastro. As tentativas de entrar no site do Postfinance.ch nesta quarta-feira geravam mensagens de erro. A Visa informou na terça-feira que suspendeu todos os pagamentos para o WikiLeaks.

O banco suíço afirma que qualquer depósito pertencente a Assange e o dinheiro que estava na conta podem ser transferidos para uma conta determinada por ele. Assange se entregou à polícia britânica na terça-feira, pois era procurado por acusações de estupro e outros crimes na Suécia. Ele não teve direito a pagar fiança e segue preso.

Há também informações de que hackers estejam atacando o site e o e-mail da advogada que representa as duas mulheres suecas que acusam Assange. "Nosso e-mail e site foram alvos de hackers na noite passada e nesta manhã", disse nesta quarta-feira a advogada Claes Borgstroem, que representa as mulheres. Segundo ela, aparentemente são as mesmas pessoas que atacaram o site da promotoria sueca, que ficou fechado na terça-feira, mas voltou a funcionar nesta quarta-feira.

O WikiLeaks busca divulgar documentos secretos de governos e empresas. Desde a semana passada, está divulgando um lote de cerca de 250 mil documentos diplomáticos secretos dos EUA.

As informações são da Dow Jones.





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26/10/2008 free counters

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

NIA Inflationary Depression Update





Monday, December 06, 2010

Date: December 3rd, 2010
User: VisionVictory
Title: NIA Inflationary Depression Update
Description: Why it's possible to have massive inflation with rising unemployment.




Date: November 24th, 2010
User: InflationUS
Title: The Day the Dollar Died
Description: The first 12 hours of a U.S. dollar collapse!




November 8th, 2010
User: InflationUS
Title: NIA's Food Price Projections Featured by Glenn Beck
Description: Start watching at 7:30 into the video.

VIA:

http://inflation.us/videos.html

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terça-feira, 23 de novembro de 2010

TAM testa com sucesso 1º voo experimental com biocombustível



Rio de Janeiro, 23 nov (EFE).- A companhia aérea TAM, a maior do Brasil, realizou com sucesso o voo experimental de um avião movido a biocombustível, o primeiro teste feito na América Latina, anunciou a empresa nesta terça-feira.

A aeronave, um Airbus A320 com capacidade para 174 passageiros que a companhia usa para voos internos, voou na segunda-feira durante 45 minutos sobre o Oceano Atlântico graças a um combustível vegetal baseado em pinhão manso ("Jatropha curcas").

O voo de teste, que decolou e aterrissou no Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim, no Rio de Janeiro, foi autorizado pela Agência Europeia de Segurança na Aviação (Easa, na sigla em inglês) e pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

O presidente da TAM, Líbano Barroso, declarou que o primeiro voo com biocombustível concretiza a vontade da companhia de participar de projetos ecológicos que permitam, no futuro, iniciar uma cadeia produtora de biodiesel que funcione de forma estável no Brasil.

Nesse sentido, na próxima fase do projeto será iniciada uma plantação de pinhão manso em pequena escala na qual se realizarão estudos da viabilidade, que servirão para definir a implantação de uma cadeia em grande escala no Brasil.

"A produção do biocombustível como matéria-prima brasileira trará grandes benefícios econômicos e sociais para o país, além de contribuir para a redução da emissão de gases poluentes derivados do setor da aviação", assegurou Barroso.

Segundo o comunicado, a biomassa utilizada para produzir o biocombustível é de produção brasileira, obtida em projetos de agricultura familiar e de grandes plantações do interior do país.

Após a colheita, as sementes de pinhão manso são tratadas para obter óleo semirrefinado, material que posteriormente é tratado, transformado em bioquerosene e misturado com querosene convencional em partes iguais.

Segundo estudos da Universidade Tecnológica de Michigan, nos Estados Unidos, os biocombustíveis produzidos com pinhão manso podem reduzir as emissões de carbono entre 65% e 80%.

No Brasil, um dos países incentivadores do biocombustível para o setor da aviação na América Latina, existem 60 mil hectares de cultivo de pinhão manso, de acordo com a associação de produtores. EFE





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26/10/2008 free counters

terça-feira, 9 de novembro de 2010

#LULA #DILMA FMI diz que PIB de 7,5% no Brasil não é sustentável


RICARDO LEOPOLDO E RAQUEL LANDIM - Agencia Estado

SÃO PAULO - O diretor para o Hemisfério Ocidental do Fundo Monetário Internacional (FMI), Nicolas Eyzaguirre, disse hoje que seria oportuno que o Brasil evite o superaquecimento da economia no próximo ano. "Um crescimento de 7,5% do PIB (Produto Interno Bruto) na atual conjuntura não é sustentável", afirmou. Ele ressaltou que, com mudanças estruturais na economia, a fim de garantir um aumento da produtividade no médio prazo, pode ser que o PIB potencial do Brasil cresça. Muitos especialistas, entre eles o ex-presidente do Banco Central (BC) Affonso Celso Pastore estimam que o PIB potencial do País, atualmente, está em torno de 4%.

Otimista com as perspectivas de expansão do Brasil e o bom momento registrado pela economia, Eyzaguirre ressaltou que o principal desafio do País é manter o crescimento em bases sustentáveis por vários anos. "É preciso ter cuidado, porém, com o superaquecimento, pois ele pode trazer efeitos negativos. Entre eles, um avanço muito grande do consumo, o que pode elevar bem o déficit em transações correntes ao longo dos próximos anos", comentou.

Na avaliação de Eyzaguirre, o próximo governo deveria prestar atenção especial com o uso de "ferramentas" de administração de política econômica. Entre outras, ele fez menção especial à questão fiscal. "É bom não colocar combustível demais no foguete", disse, em referência aos gastos públicos que podem gerar uma expansão exagerada da economia.

Em palestra no evento Brazil Summit 2010, organizado pelo The Economist Group, Eyzaguirre comentou que não há problemas caso o Brasil registre nos próximos anos um déficit das contas externas inferior a 4% do PIB. Ele fez a afirmação logo após Pastore estimar que essa variável deve atingir 2,5% do PIB (US$ 50 bilhões) em 2010, avançando para uma marca entre 3,6% e 3,7% do PIB em 2011 (de US$ 75 bilhões a US$ 77 bilhões).

Eyzaguirre também destacou que o crescimento exagerado do nível de atividade pode trazer um problema preocupante, que é o risco do surgimento de uma bolha de crédito. Segundo ele, tal fato poderia surgir a partir de um expressivo aumento do consumo das famílias. No entanto, ele ponderou que o Brasil não passa por tal problema neste momento.

Controle de capitais

Nicolás Eyzaguirre disse ainda que não se opõe à adoção de controles de capitais por países que desejam evitar problemas cambiais a partir do forte ingresso de recursos externos. Ele ressaltou, porém, que tal postura deveria ser implementada após a adoção de várias "ferramentas" de política econômica, como a fiscal, a monetária e a cambial.

O diretor do FMI destacou que, durante sua experiência pessoal como autoridade do governo chileno, viu seu país adotar medidas de controle de capitais nos anos 90. Ao contrário de muitos analistas internacionais, ele elogiou a postura do governo brasileiro de ter permitido a valorização do real ao mesmo tempo em que viabilizou o crescimento da economia com inflação sob controle. "Se a moeda estivesse desvalorizada, o País poderia ser alvo de investidores para atacá-la através de ataques especulativos."

Eyzaguirre observou que, entre os principais desafios com os quais o Brasil precisa lidar no curto prazo, está o "vento a favor" de hoje em função dos altos preços das commodities e da excessiva liquidez internacional. Para isso, o executivo do FMI notou que é importante "administrar a política econômica", para preservar o crescimento sustentável do longo prazo.











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26/10/2008 free counters

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

#dilma #lula Dívida pública com bancos cresce 74,36% até agosto


Fernanda Bompan
SÃO PAULO - Em seu último ano de governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve deixar para seu sucessor uma dívida com os bancos muito maior que a registrada ao final de 2009. Segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC), em agosto, a dívida bancária federal estava em R$ 3,869 bilhões, contra R$ 2,219 bilhões em dezembro de 2009, uma alta de 74,36%. Para especialistas, a principal consequência para as contas públicas é que, mantidos os altos gastos, o governo tende a continuar sua dependência dos bancos a fim de financiar o endividamento.

O professor da Escola de Negócios e Direito da Anhembi Morumbi, Marcello Gonella, explica que a relação entre banco e governo é "interdependente", isto é, o banco precisa emprestar e com o governo o retorno é mais lucrativo por conta dos altos juros (a taxa básica de juros, Selic, está a 10,75%). Do lado oposto, a instituição financeira ao comprar títulos financia as despesas públicas. "É lógico que isso depende do crescimento econômico", diz. "A consequência disso é que o governo fica atrelado a um relacionamento com o banco, de modo que ao emitir mais títulos, aumenta a dívida e paga mais juros. O resultado é que, no final, nós acabamos pagando a conta."

Na relação com o Produto Interno Bruto (PIB), contudo, essa dívida mantém o patamar de 0,1% desde 2008 - quando terminou com dívida líquida total de R$ 1,153 trilhão (ou 38,4%) e com dívida bancária de R$ 2,205 bilhões. Gonella afirma que essa relação é interessante para o governo porque indica estabilidade, no caso do endividamento bancário, ou redução, no caso da dívida total. "Só que se observarmos o endividamento público no decorrer de cada ano, notamos que há crescimento sem horizonte de diminuição", alerta.

Segundo os números recentes do BC, a dívida líquida do setor público no acumulado de 2010 se manteve estável até agosto, ao fechar em 41,4% do PIB, comparado ao registrado no mês anterior. No entanto, ela registrou crescimento, ao passar de R$ 1,406 trilhão para R$ 1,417 trilhão. A dívida bruta do governo geral (governo federal, INSS, governos estaduais e municipais) atingiu R$ 2,034 trilhões (59,4% do PIB), comparativamente a R$ 2,027 trilhões (59,6% do PIB) em julho.

Com relação à dívida bancária, os números do BC indicam que, principalmente no caso dos governos estaduais, houve aumento nos saldos, ao passar de R$ 12,546 bilhões em dezembro de 2009 para R$ 16,338 bilhões em agosto. O endividamento bancário dos governos municipais teve ligeira alta na mesma base de comparação, ao passar de R$ 6,460 bilhões para R$ 6,463 bilhões. Da mesma forma ocorreu com as estatais, ao passar de R$ 2,751 bilhões a R$ 2,947 bilhões.

Para o conselheiro da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), José Ronoel Piccin, a dívida bancária é mais um item que demonstra o crescimento da dívida pública. "Apesar de estarmos longe, se tudo continuar como está, corremos o risco de chegar ao ponto que atingiram os países europeus, uma crise fiscal. Para evitar isso, é necessário a redução dos gastos públicos para controlar a dívida total", diz. Gonella também afirma que é preciso conter os gastos de modo a quitar os juros, os quais registram uma média de R$ 150 bilhões ou R$ 200 bilhões por ano e que tendem a crescer.

Setor público

Com relação à economia do governo para o pagamento dos juros da dívida pública, o setor público não financeiro registrou superávit primário de R$ 5,2 bilhões em agosto, informou o Banco Central. No ano até agosto, o superávit primário alcançou R$ 47,8 bilhões (2,07% do PIB), avanço de 9,89% ao comparar com o mesmo período do ano passado (R$ 43,5 bilhões ou 2,14% do PIB). No acumulado em doze meses, o superávit alcançou R$ 68,8 bilhões (2,01% do PIB).

De acordo com o relatório Focus, divulgado pelo Banco Central, o mercado financeiro espera que a dívida líquida do setor público termine a 40,75% do PIB neste ano, e projeta que a relação fique em 39,50% do PIB. Os analistas consultados pelo BC aguardam expansão de 7,55% em 2010 e de 4,5% no próximo ano.

Para 2010, a expectativa do Tesouro Nacional é de que a dívida pública federal suba entre R$ 103 bilhões e R$ 233 bilhões, de modo a atingir até R$ 1,73 trilhão.

Ambos especialistas acreditam que o próximo governo, já no primeiro dia de mandato, terá de controlar a política fiscal expansionista, independentemente de quem for eleito - a candidata do PT, Dilma Rousseff, ou o candidato do PSDB, José Serra.

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26/10/2008 free counters

domingo, 17 de outubro de 2010

#DILMA #LULA Governo dá as cartas em Belo Monte

Valter Cardeal, da Eletrobrás, e Adhemar Palocci, da Eletronorte, negociam fornecedores, construtores e os sócios da concessionária
Renée Pereira e David Friedlander, de O Estado de S. Paulo

SÃO PAULO - Às vésperas de assinar os últimos contratos para tirar a Hidrelétrica de Belo Monte do papel, o governo assumiu o controle total do empreendimento. Os homens do Planalto no comando da operação são Valter Cardeal, diretor da Eletrobrás e pessoa de confiança da presidenciável Dilma Rousseff, e Adhemar Palocci, diretor da Eletronorte e irmão do ex-ministro Antônio Palocci.

Desde o leilão, em abril, eles articulam a formação final da empresa que vai explorar a hidrelétrica por 35 anos. Nas mãos deles, está a escolha dos fornecedores de equipamentos, que envolve contratos de R$ 6 bilhões, e a contratação das empreiteiras para construir a usina, orçada pelo governo em algo como R$ 16 bilhões. Ao todo, Belo Monte custará perto de R$ 25 bilhões.

A usina foi apresentada pelo Planalto como um projeto privado, ficando fora das regras de licitações de obras públicas. Na prática, porém, o governo entregou a concessão para si mesmo. Hoje, o único papel das oito empresas privadas, que ao lado da estatal Chesf formaram o consórcio Norte Energia e venceram o leilão, é participar de encontros semanais para tomar conhecimento das decisões do governo.

Comandados por Cardeal e Palocci, os encontros ocorrem todas as quintas-feiras, sempre à tarde. O lugar não é fixo: às vezes ocorrem nos escritórios da Eletrobrás em Brasília ou no Rio de Janeiro e, de vez em quando, em um prédio da Vila Olímpia, em São Paulo. José Aílton Lima, diretor da Chesf e presidente do consórcio, também participa, mas é o que menos interfere.

Do outro lado da mesa, os representantes da Queiroz Galvão, JMalucelli, Serveng, Contern, Galvão Engenharia, Mendes Júnior, Cetenco e Gaia apenas ouvem o resumo da semana. Antes do leilão, todos eles tinham pré-acordos com fornecedores. Após a disputa, foram avisados que deveriam esquecer os arranjos e deixar tudo por conta da Eletrobrás. "Quem lidera o processo são a Eletrobrás, Eletronorte e Chesf, sócias das empresas privadas", diz Cardeal.

Essa submissão, que até agora fazia parte do jogo, começou a incomodar. Nos últimos dias, segundo fontes ligadas ao processo, representantes das empresas têm se queixado de que Cardeal e Palocci escondem deles informações estratégicas e suspeitam estar sendo passados para trás. O Estado conversou com várias fontes ligadas à operação, que contaram a mesma história em detalhes, mas pediram para não ser identificados. Cardeal nega: "Não existe atrito nenhum".

O ponto de discórdia está na definição de quem vai construir Belo Monte, terceira maior hidrelétrica do mundo. Como investidoras no empreendimento, as empresas do consórcio Norte Energia - quase todas da área de engenharia e construção - esperavam repartir entre elas as imensas obras civis da usina. Por contrato, elas têm preferência para trabalhar na obra, desde que ofereçam o melhor preço.

Elas pensaram que já estava tudo certo quando, semanas atrás, Cardeal e Palocci começaram a falar da necessidade de ter ao menos uma grande empreiteira na obra. "Reafirmo que nossas sócias têm absoluta condição de fazer a obra. E elas farão.", afirma Cardeal. "O que pode ocorrer é que uma ou outra empresa venha a somar. Algumas já nos procuraram, mas ainda não apresentaram proposta." Executivos da Camargo e Odebrecht, no entanto, disseram ao Estado já ter apresentado suas propostas.

As duas lideraram um consórcio para disputar Belo Monte, mas desistiram na reta final alegando que o preço desejado pelo governo, de R$ 19 bilhões, era inviável. Diziam que a obra custaria cerca de R$ 30 bilhões. A desistência provocou dúvidas sobre a realização do leilão, que tinha só um outro grupo interessado, liderado pela Andrade Gutierrez.

Foi nesse momento que o governo se mobilizou para montar o consórcio Norte Energia. Segundo fontes que participaram do processo, o próprio Cardeal, selecionou as empresas que, na sua visão, tinham credenciais para construir a usina.

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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

#lula : Brasil, o parceiro "bonzinho"


Alberto Tamer - Alberto Tamer
O Estado de S. Paulo - 30/09/2010

O ministro da Fazenda denuncia a existência de uma guerra cambial, o diretor-gerente do FMI e o presidente do Banco Central brasileiro dizem que não é bem isso, mas todos concordam que as desvalorizações de moeda preocupam muito. Estão deixando de ser apenas uma questão cambial, se transformam em política comercial. China, Europa e EUA querem exportar mais para sair da crise e voltar a crescer.

Guerra ou não guerra, chamem como quiser, é uma questão de retórica. O que está havendo mesmo - e o ministro tem razão - é uma disputa de mercados sustentada não apenas na redução de custos, mas na desvalorização da moeda. Sem as armas do incentivo fiscal, os países desenvolvidos - a China age como um deles - estão desalojando competidores no mercado global. Nós.

Na dificuldade de reduzir custos e aumentar consumo interno, resta-lhes derrubar o valor da moeda. Ganha a guerra comercial - aqui sim, uma guerra - quem está mais preparado para derrubar o valor do dinheiro; perde quem estiver menos. Nós, de novo. Os EUA podem e estão simplesmente "criando" dólares e derrubando a cotação da sua moeda; a China tem mais de US$ 2 trilhões de reservas para manter o yuan desvalorizado. Nós temos US$ 270 bilhões e....o pobre Fundo Soberano, com US$ 18 bilhões. Não dá para competir.

Protesto inútil. O ministro Guido Mantega, o presidente do BC, Henrique Meirelles, e o FMI estão certos, sim, em vocalizar alertas, mas ninguém vai se preocupar muito com suas acusações de guerra comercial e cambial. Os países desenvolvidos têm outros problemas, querem e estão se aproveitando fartamente do crescimento isolado dos emergentes.

Cada um por si. Ninguém está interessado em "superar crises mundiais". Todos querem, isso sim, sair das suas próprias crises porque vivem ainda à sombra de nova recessão. Como? Ora, na falta de mercado interno, exportando mais! Por que não?

Alguém tem de ficar para trás. Nós.

É uma nova realidade. Tudo indica que estamos diante de uma nova realidade: o câmbio passou a ser personagem importante na economia mundial. Não segue mais as regras do mercado. É orientado pelos governos. Os EUA criam dólares, a China tem mais de US$ 2 trilhões para defender sua moeda, que atrela à americana, e os países da eurozona estão felizes com a sua crise grega que conteve a alta do euro.

O que o Brasil pode fazer. O governo - Banco Central e Tesouro Nacional - terão pouco êxito para conter a excessiva valorização do real. Podem continuar comprando dólares, podem taxar mais a entrada de capitais, sem muito resultado em face da agressividade cambial que se vive hoje. Vai ser difícil conter a entrada de dólares enquanto os juros internos continuarem oferecendo rendimento insuperável. Tem o IOF...

Tem, não. Tinha. O IOF sobre a entrada de capitais, adotado em outubro do ano passado, teve mais um efeito de receita do governo do que alcançar o objetivo de conter a entrada de mais recursos. Rendeu R$ 16 bilhões só neste ano. Uma prova de que os investidores continuaram vindo é que a receita do IOF, até agosto, aumentou 34%.

Defender, defender. Se não se pode agora atacar a causa, a saída é atenuar os efeitos da desvalorização do dólar sobre as exportações brasileiras. Aqui, o Brasil não pode enfrentar Estados Unidos, China e a eurozona, mas pode - e deve - defender os setores mais atingidos.

Eles praticam protecionismo cambial, que temos pouco espaço para enfrentar. Ao Brasil resta adotar rapidamente uma política seletiva de defesa comercial. Ou isso ou continuarão rindo da gente, dizendo que nunca antes no mundo tiveram um parceiro tão dócil e amigável..













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terça-feira, 28 de setembro de 2010

#DILMA : Jornal britânico diz que economia pode ter 'rumo incerto' em eventual governo Dilma



Redação SRZD | | 28/09/2010

O jornal britânico "Financial Times", um dos mais tradicionais periódicos econômicos da Europa, publicou uma reportagem sobre a eleição brasileira nesta terça-feira. De acordo com o texto, o programa de governo da candidata presidencial petista Dilma Rousseff vem apresentando "ambiguidade" no que diz respeito à política econômica em um eventual governo. Por conta disso, avalia o "FT", o rumo do setor é "incerto", em especial sobre o déficit público.

"Essa ambiguidade que tornaria difícil prever que rumo será dado à economia sob o governo Dilma Rousseff", diz o texto, que tem o título: "Lula se revela um político difícil de suceder". Segundo o jornal, pessoalmente a candidata vem demonstrando de que o Estado vai ter uma participação maior na economia.



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26/10/2008 free counters

Superávit do governo central atinge R$ 4 bilhões em agosto


Apesar do bom resultado, o governo ainda não conseguiu atingir a meta intermediária de superávit para o ano até o segundo quadrimestre, de 30 bilhões

O governo central – composto por Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – registrou superávit primário, economia para pagar os juros da dívida pública, de 4 bilhões de reais em agosto, informou o Tesouro nesta terça-feira. O resultado foi muito superior ao de julho, de 842 milhões de reais.

Para o resultado do mês passado, o Tesouro contribuiu com superávit de 9,501 bilhões de reais, a Previdência com déficit de 5,415 bilhões de reais, e o Banco Central com déficit de 85,5 milhões de reais.

Apesar do bom resultado, o governo ainda não conseguiu atingir a meta intermediária de superávit para o ano até o segundo quadrimestre, de 30 bilhões de reais. No acumulado do ano, o superávit atingiu 29,7 bilhões de reais.

Em comparação a julho, houve redução de gastos com pessoal, de 2,883 bilhões de reais, e com custeio, de 5,852 bilhões de reais. Os gatos com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) também registraram queda de 332,8 milhões de reais.

O ingresso de dividendos - com destaque para 3 bilhões de reais do do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), 1,4 bilhão de reais referente à antecipação de dividendos da Eletrobras e 1,1 bilhão de reais da Caixa Econômica Federal - também contribuiu para o resultado.



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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

#lula : Especialistas divergem sobre situação de minoritários da Petrobras


Para ex-presidente da CVM, oferta beneficiou os pequenos acionistas.
Na opinião de Adriano Pires, minoritários foram 'maltratados'.

Ligia Guimarães Do G1, em São Paulo


Um dia após o início da oferta pública de ações da Petrobras, especialistas consultados pelo G1 ainda têm opiniões distintas sobre a situação dos acionistas minoritários após a capitalização da estatal. Enquanto há quem acredite que os investidores têm sido "maltratados" durante o processo que resultará na injeção de cerca de R$ 120 bilhões na companhia, advogados que atuam no setor consideram que tais acionistas não serão prejudicados.


A capitalização (ou aumento de capital) é um processo comum entre as companhias de capital aberto que por algum motivo precisam de mais dinheiro. A Petrobras emitiu novas ações no mercado para arrecadar dinheiro e financiar seu plano de investimentos de US$ 224 bilhões até 2014 - sem aumentar seu endividamento, que já é alto.

De acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o governo investiu US$ 43 bilhões na companhia, o que fez a participação do governo na estatal subir de 40% para 48%. Antes da operação, as participações somadas da União (32,1%) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES ) (7,7%) totalizavam 39,8%.

Petrobras capitalizaçãoO presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente José Alencar, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, abrem o pregão na Bovespa na cerimônia de início da oferta de ações da estatal. (Foto: Vanessa Carvalho/NEWS FREE/AE)

Com a fatia maior do governo na estatal, fica menor o percentual dos acionistas minoritários. O principal receio é que a fatia de dividendos destinada a esse grupo seja "encolhida".

Para o ex-presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) advogado Luiz Leonardo Cantidiano, a diluição já era esperada, mas não torna a operação menos atrativa. "Eu acho que em todo aumento do capital, se o minoritário não acompanha ele é diluído. Não havia uma precisão (de quanto seria a diluição), tudo dependia da reação do mercado", afirmou.

Na avaliação de Cantidiano, que prestou consultoria ao governo durante o processo de capitalização, tudo ocorreu dentro das regras exigidas pela lei. "A diluição não pode ser olhada isoladamente, porque você passa a participar de uma empresa muito maior. Se eu tinha 10% de uma empresa que vale mil e passo a 5% de uma empresa que vale 3 mil, eu tenho mais do que tinha antes", exemplifica.

O advogado João Felipe Figueira de Mello, do escritório Leoni Siqueira Advogados, concorda. "O rateio já era esperado. Eu acho que já estavam regras bem definidas", disse. Mello também não vê irregularidades em um dos pontos mais polêmicos da capitalização, que foi a definição do preço do barril para a cessão onerosa.

Coube ao Presidente da República definir o valor do barril, sendo que o governo é um dos principais atores no processo de capitalização, o que para muitos analistas configura um conflito de interesse.

"A estatal pegou os laudos de especialistas para avaliar o valor da reserva e preferiu fazer uma média ponderada dos dois (de preço do barril). Crítica sempre há nesse caso com relação a isso, um terceiro laudo também. Um terceiro laudo também poderia ser contestado", diz o advogado.

Já na opinião de Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, os acionistas minoritários foram "maltratados" durante todo o processo de capitalização.

"A gente está vendo que o governo transformou a Petrobras em um projeto político dele. O minoritário vai continuar sendo maltratado. O governo não está preocupado com a rentabilidade da ação. Tanto é verdade que as ações só fizeram cair", disse.

Pires diz que a participação dos acionistas minoritários de última hora na adesão à oferta foi uma surpresa. "Apesar disso tudo o minoritário surpreendeu no fim do processo. Pode ter sido o raciocínio de que já perdi dinheiro o ano inteiro, vou comprar ação para ver se ela sobe nos próximos meses", afirmou.

Apesar das críticas, ele considera que a operação ainda foi um bom negócio para quem aderiu à oferta. "Foi bom, claro que foi bom. Até porque como ele (o investidor) perdeu muito dinheiro esse ano pode dar uma recuperada. Eu acho que a ingerência do governo pode mudar a característica da ação, que hoje é comprada para o longo prazo, para usar na faculdade dos filhos, por exemplo. Com o aumento do risco, muita gente pode passar a especular com esses papéis".

(Com informações da BBC)

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26/10/2008 free counters

#dilma #lula : História da dívida externa do Brasil


O primeiro empréstimo externo do Brasil foi obtido em 1824, no valor de 3,7 milhões de libras esterlinas e ficou conhecido como "empréstimo português", destinado a cobrir dívidas do período colonial e que na prática significava um pagamento a Portugal pelo reconhecimento da independência. Depois disso o Brasil, independente, passou a ter mais e mais dividas como em 1906, no valor de 12 milhões de libras, com o “Convênio de Taubaté”, um acordo feito com os governadores de MG, RJ e SP, que, a partir de empréstimos tomados no exterior, comprariam e estocariam o excedente da produção de café.

A continuidade do pagamento da dívida externa é muito questionada no Brasil por alguns grupos e estudiosos, alegando que os encargos governamentais com pagamentos de dívidas comprometem o orçamento das áreas sociais.

Em 21 de fevereiro de 2008 o Banco Central do Brasil informou que o Brasil possui recursos suficientes para quitar a sua dívida externa. Pois o país registrou reservas superiores à sua dívida externa do setor público e do setor privado. Foi a primeira vez na história do País que o Brasil deixou de ser devedor líquido. Com o aumento mais forte dos ativos externos do País, a posição credora do Brasil no exterior ficou em 6,983 bilhões de dólares em janeiro de 2008 [2].

A dívida externa para junho de 2010, somou US$225 bilhões, elevando-se US$6,8 bilhões em relação à posição estimada para o mês anterior[3].


Dívida externa brasileira sobe para US$ 225 bilhões em junho

Em maio, o BC estimava a dívida em US$ 218,329 bilhões.
Reservas internacionais cresceram e atingiram US$ 253 bilhões.

Do G1, com informações do Valor Online


A dívida externa brasileira subiu em junho para US$ 225,172 bilhões, conforme estimativas divulgadas nesta segunda-feira (26) pelo Banco Central (BC). Em maio, o BC estimava a dívida brasileira com o exterior em US$ 218,329 bilhões. Em março, último dado fechado pela autoridade monetária, a dívida externa somou US$ 211,532 bilhões.

A autoridade monetária também informou que as reservas internacionais cresceram US$ 3,3 bilhões na comparação com maio, e chegaram a US$ 253 bilhões.

No mês, o BC comprou US$ 1,9 bilhão no mercado de câmbio à vista. As receitas de juros somaram US$ 309 milhões, enquanto as demais operações externas, que incluem principalmente as variações de preços e de paridades, elevaram o estoque em mais US$ 1 bilhão.
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domingo, 26 de setembro de 2010

Ouro supera pela primeira vez na história os 1.300 dólares



France Presse


O ouro estabeleceu nesta sexta-feira (24/9) um novo recorde histórico ao superar pela primeira vez os 1.300 dólares, depois de um novo ataque de fragilidade do dólar.

O preço do metal de refúgio dos investidores atingiu os 1.300,07 dólares às 13h18 GMT no London Bullion Market, o mercado a varejo da capital britânica que serve de referência.


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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Carga tributária penaliza a todos, sobretudo os mais pobres


Complexa, confusa, pesada, pouco transparente e injusta.
Esta é a estrutura tributária brasileira.

Beatriz Ferrari
Impostos sobre o consumo respondem por 47% da arrecadação

Impostos sobre o consumo respondem por 47% da arrecadação (Noel Hendrickson)

População desconhece quanto paga exatamente em impostos que incidem sobre o consumo

Brasileiros de todas as classes sociais e regiões do país sabem que pagam impostos quando consomem. A conclusão está exposta no livro O Dedo na Ferida: Menos Imposto, Mais Consumo (Editora Record, 196 páginas), do cientista social e sócio-diretor do Instituto Análise, Carlos Alberto Almeida. Tal como em seu best-seller A Cabeça do Brasileiro, o autor expõe no livro as conclusões de pesquisa realizada em todo o país. A que deu origem a O Dedo na Ferida foi realizada no ano passado e revela que, apesar de a população estar ciente de que é tributada ao adquirir bens e serviços, a maioria desconhece a proporção dos impostos embutidos nos preços finais. Os que se arriscam a adivinhar, tendem a ser generosos com o governo e respondem que o volume de impostos é bem menor do que realmente é. Neste sentido, o livro se propõe a jogar luz sobre uma grave deficiência do complexo sistema tributário nacional: o fato de muitos impostos que pesam sobre a economia serem invisíveis ao contribuinte.

O expressivo desconhecimento da população sobre o quanto é tributada no consumo de bens de serviços – 47% da arrecadação provém daí – tem razão de ser. A estrutura tributária brasileira é tão embaralhada que é praticamente impossível saber com precisão quanto se paga de imposto em cada produto. A principal explicação é que, além dos chamados impostos indiretos (PIS, COFINS, IPI, ICMS etc.), que incidem sobre o consumo e cujo impacto no preço final é mais fácil de estimar, existem diversas outras taxas que se diluem nos custos das empresas e acabam sendo transferidas em maior ou menor grau ao consumidor. Está dada a receita para umas das maiores cargas tributárias do mundo, equivalente a 33% do PIB.

A consequência direta do desconhecimento por parte da população do quanto transfere de sua renda aos cofres do governo é a ignorância sobre o tamanho do estado. Para Enlinson Carvalho de Mattos, professor de Finanças Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), um sistema tributário mais transparente possibilitaria ao contribuinte ser um fiscal da utilização dos recursos arrecadados via impostos. “Um sistema mais transparente geraria, portanto, mais cobrança dos governos pelo bom uso do dinheiro público. É como se a população passasse a exigir a contrapartida pelo dinheiro que entregou ao estado”, afirma.

Além de pouco transparente, a estrutura tributária do país pesa sobre o setor produtivo – e indiretamente sobre os consumidores – por sua complexidade. “As empresas brasileiras gastam uma fortuna só para cumprir obrigações acessórias. Isso acaba virando um ônus que é repassado ao consumidor”, explica o consultor tributário Clóvis Panzarini.

Distorção social – Complexa, confusa, pesada, pouco transparente. E também injusta. A estrutura tributária brasileira, por possuir grande quantidade de impostos que incidem sobre o consumo, tem a característica de ser “regressiva”. Em outras palavras, ela tributa igualmente os desiguais. O sistema acaba por penalizar os mais pobres, que têm de arcar, com uma renda menor, com a mesma quantidade de impostos embutidos nos preços dos produtos.

Um estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) revela que uma família que ganha até dois salários mínimos tem 45,8% de sua renda corroída pelos impostos indiretos. Essa proporção diminui consideravelmente conforme a renda da família aumenta. “Os impostos sobre consumo e serviços não levam em conta a capacidade contributiva das pessoas”, explica Letícia do Amaral, advogada tributarista e vice-presidente do Instituto de Planejamento Tributário (IBPT).

Para calibrar o peso tributário conforme a capacidade contributiva, a solução seria migrar a incidência da carga tributária mais para a renda e menos para o consumo, sugere Maria Helena Zockun, economista e coordenadora de pesquisas da Fipe. A despeito de ser complicada politicamente, a professora defende a urgência de uma reforma. “É complicada porque é transparente. O contribuinte sabe quanto está pagando e o político não quer que ele saiba. Por isso não acontece nada”, lamenta.

A acadêmica argumenta que a regressividade da carga tributária e sua transparência são temas que só serão levados a sério em campanhas eleitorais quando as classes populares tomarem consciência de seu papel como contribuintes. “Enquanto o eleitor não souber, isso não pesa no voto. E enquanto não pesa no voto, não pesa na decisão política”, conclui.

Tamanho do estado - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem defendido publicamente a pesada carga tributária brasileira – de 33,58% do PIB, uma das mais altas do mundo. Sua justificativa é de que ela constitui condição fundamental para que o país possua um estado atuante. “Todos os países desenvolvidos, que têm sistema de bem-estar social, têm carga tributária bem mais elevada, em cerca de 50% do PIB”, comparou Lula, em julho.

Sua candidata à sucessão presidencial, Dilma Rousseff, repete o raciocínio. Em plena campanha, a ex-ministra tem afirmado que a carga tributária brasileira é razoável. Seu principal adversário, o tucano José Serra, diz o contrário: “Não concordo com a afirmação de Dilma que diz que a carga tributária é razoável: ela não é razoável”, afirmou o candidato no início de agosto. Segundo ele, a ex-ministra, ao falar sobre impostos, põe lado-a-lado o país com a Noruega e a Suécia, quando, na verdade, deveriam ser criados parâmetros de comparação com nações em desenvolvimento.

Durante esta semana, VEJA.com vai analisar o peso da carga tributária no país, ouvindo especialistas e as campanhas presidenciais, para saber, afinal, que Brasil os candidatos pretendem construir nos próximos quatro anos.

Você também pode participar, dizendo o que pensa sobre o assunto. Deixe sua opinião na área de comentários desta página e participe da enquete a seguir.

Observação: VEJA.com identificou 972 votos de um mesmo endereço de IP (identidade de um computador na internet) na resposta "Plenamente. Impostos elevados permitem que o estado esteja no centro da economia" das 18:34:02 do dia 7 de setembro às 14:09:54 do dia 8 de setembro. Cada voto foi realizado em um intervalo de 10 a 30 segundos. Os dados sugerem que houve algum tipo de manipulação para alterar o resultado da enquete.



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sábado, 4 de setembro de 2010

Brazil's GDP growth to top 7% this year: officials



2010-09-04 09:33:07

RIO DE JANEIRO, Sept. 3 (Xinhua) -- Brazilian Finance Minister Guido Mantega said Friday the country's gross domestic product (GDP) would grow at least seven percent this year, the highest in 24 years if achieved.

In a separate statement, Central Bank President Henrique Meirelles said the Brazilian economy would grow 7.3 percent this year.

In the first half of 2010, Brazil's year-on-year GDP growth reached a record high of 8.9 percent, surpassing that of most other countries in the world.

Officials said the high growth rate did not lead to overheating.

The government set an inflation target of 4.5 percent for this year, with a margin of two percentage points. From January to July, Brazil reported an average inflation rate of 3.1 percent.

Brazil's GDP contracted by 0.2 percent last year due to the global finanical crisis.



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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Estrangeiros retiraram R$ 604,1 mi da Bolsa em agosto

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São Paulo - A Bovespa registrou saída de R$ 604,115 milhões em recursos estrangeiros em agosto. O saldo negativo corresponde a R$ 34,444 bilhões em compras e R$ 35,048 bilhões em vendas. De janeiro a agosto, a Bolsa paulista acumula déficit de R$ 34,608 milhões em capital externo.

Apesar disso, no último dia do mês (31), os investidores estrangeiros ingressaram com R$ 318,052 milhões na Bovespa. Naquele pregão, o Ibovespa fechou em alta de 1,38%, aos 65.145,45 pontos, impulsionada pela recuperação das suas ações líderes, Petrobras e Vale, mas agosto encerrou em clima de melancolia para a Bovespa. No mês, a perda foi de 3,51%, o que resulta numa desvalorização de 5,02% no ano. O volume financeiro acelerou na reta final, registrando R$ 6,43 bilhões.


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