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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

#SUS : Vigilância interdita setores de hospital em Campo Largo


20/12/2011 às 18:58:54 - Atualizado em 20/12/2011 às 19:08:54

AEN
A Vigilância Sanitária Estadual interditou nesta terça-feira (20) os setores de pediatria, lavanderia, central de materiais e posto de enfermagem do Centro Médico Municipal de Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba. A ação, realizada em conjunto com a vigilância municipal, foi motivada por um caso de intoxicação de uma criança por "chumbinho", um inseticida com o princípio ativo aldicarbe, irregularmente vendido como raticida.

A criança, de 3 anos, foi atendida no setor de pediatria por ter ingerido naftalina. Após lavagem gástrica, deveria ter sido administrado carvão ativado para neutralizar os efeitos da naftalina. No entanto, houve a troca do carvão pelo chumbinho. O paciente começou a apresentar sintomas de intoxicação e foi encaminhado ao Hospital Waldemar Monastier, onde foi adequadamente medicado e sobreviveu.

O caso gerou um processo de investigação sobre a origem do produto irregular. Foi confirmado por exame laboratorial que a substância administrada ao paciente no Centro Médico era aldicarbe, o que gerou uma inspeção no estabelecimento. Foram encontradas diversas irregularidades, culminando na interdição dos quatro setores.

Nesta terça-feira (20), as vigilâncias estadual e municipal, junto com a polícia civil (Nucrisa e delegacia do consumidor), fizeram uma blitz em estabelecimentos de venda de produtos agropecuários de Campo Largo para investigar o comércio irregular do "chumbinho". "Não foi encontrada a substância, porém foram constatadas diversas irregularidades, como venda de produtos alimentícios junto com venenos, inseticidas irregulares e produtos vencidos", informou Paulo Costa Santana, chefe da Vigilância Sanitária Estadual.

CHUMBINHO - O chumbinho possui como ingrediente ativo a substância tóxica chamada aldicarbe - um inseticida, acaricida e nematicida comercializado no País sob a forma exclusiva de agrotóxico. No Paraná, sua venda é proibida pela Secretaria de Agricultura. A substância é comercializada irregularmente para matar ratos. Existem relatos de graves intoxicações. A ingestão do produto pode até mesmo levar à morte.

Segundo dados do Sinan (Sistema de Informação de Agravos de Notificação do Ministério da Saúde), entre 2010 e 2011 foram registrados 245 casos de intoxicação por chumbinho em humanos no Paraná. Dez pessoas morreram. A maioria dos casos (129) ocorreu na Região Metropolitana de Curitiba.

A Vigilância Estadual vai intensificar a ação de fiscalização da venda irregular desse produto em conjunto com os municípios. Denúncias podem ser feitas nas vigilâncias municipais e na Ouvidoria Estadual do SUS - 0800 644 4414






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26/10/2008 free counters

#SUS: HGF tem 86 pacientes no corredor



OI PESSOAL ESTA É A GIOVANA D 2 MESES D IDADE, FILHA DO MEU SOBRINHO JA FAZ 33 DIAS Q ELA ESTA INTERNADA E OS MÉDICOS NÃO CONSEGUEM DECIFRAR QUAL A DOENÇA Q ELA TEM JA FIZERAM VARIOS EXAMES E ATÉ AGORA ELES NÃO SABEM DIZER O QUE É, POR FAVOR C VC É MÉDICO OU CONHECE ALGUÉM Q POSSA AJUDAR DEIXE UMA MSG AQUI, PEÇO TBM Q VCS POSSAM ESTAR ORANDO POR ELA, COMPARTILHEM ESTA FOTO, E AJUDEM ESTA CRIANÇA Q ESTA COM TODO O CORPO SEM PELE, OBRIGADO DESDE JA.



20.12.2011

Clique para Ampliar
RAFA ELEUTÉRIO
A emergência do hospital atende por mês, aproximadamente, cinco mil pessoas
Segundo a direção, muitos pacientes não são do perfil da unidade, que deveria atender à alta complexidade
Um novo ano se aproxima, mas a situação do Hospital Geral de Fortaleza (HGF) continua crítica. A unidade ultrapassou em 87,7% a capacidade dos 98 leitos ofertados na emergência. Ontem pela manhã, 86 pacientes estavam instalados nos corredores. O fato já se tornou, inclusive, motivo de piada entre os usuários, que ironicamente batizaram o corredor de "piscinão".

O agricultor Francisco Rodrigues de Sales, 63, veio do município de Alto Santo, situado a 230 Km de Fortaleza, acompanhar a esposa que no início do mês sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Logo que chegaram à unidade foram bem atendidos, mas sempre numa maca no corredor, onde permanecem até o presente momento.

Desconforto
A agricultora Maria Joelma de Sousa, 42, se reveza com Francisco e conta que ficou com medo que transferissem sua amiga para outro hospital por causa da superlotação. "É muita gente. Quando penso que a emergência está ficando vaga, de repente ela lota". Outro problema que relata é com relação aos acompanhantes, que não têm onde ficar. Muitos passam a noite numa cadeira de plástico.

Situação semelhante vive a professora Eurenice dos Santos, 36, do município de Palhano, situado a 127 Km de Fortaleza. Na última sexta-feira, a sua mãe, de 77 anos, sofreu um AVC. Como o hospital da cidade não tinha médico, teve de ir para Russas, onde foi encaminhada para o HGF. Chegaram às 19h e realizaram todos os exames necessários, mas tudo numa maca no corredor.

Somente após sofrer novo AVC, no último domingo, conseguiu vaga em um leito. Eurenice afirma que medicamentos e exames não faltam e que o atendimento também é bom, o problema é o desconforto do doente em ficar no corredor. "A pessoa já está debilitada e ainda tem que ficar numa maca nesta situação. É muito ruim".

O motorista Osmundo Carlos Pedrosa, 45, lamenta que seja preciso chamar a imprensa para que o poder público atente para a situação. Ele defende que o número de leitos deveria aumentar, já que os existentes não estão dando conta. "A quantidade de gente que vem do Interior é enorme, por isso quando chegam ficam nessas condições pelos corredores. É triste".

Osmundo acrescenta que os médicos e enfermeiros até se compadecem, mas nada podem fazer, pois a iniciativa tem que partir da direção, que não toma nenhuma providência.

Deficiência
O coordenador geral da emergência do HGF, Romel Araújo, afirma que a emergência do setor terciário sofre pela falência da atenção primária e secundária, que não está fazendo o seu papel. O médico esclarece que os municípios com gestão plena têm obrigação de organizar o sistema de saúde na atenção primária, secundária e terciária. O problema é que eles não fazem e acabam sendo encaminhados para o HGF.

Segundo afirma, cinco hospitais são responsáveis por sustentar a saúde no Ceará: Hospital Geral de Fortaleza (HGF), Hospital São José, Instituto Dr. José Frota (IJF) e Hospital Infantil Albert Sabin (Hias). Araújo enfatiza que o número de leitos de clínica médica em Fortaleza é irrisório se levado em conta uma população de quase dois milhões e 600 mil habitantes. Além disso, não são resolutivos.

Essa semana, o governo estadual liberou R$ 13 milhões ao HGF, sendo R$ 11 milhões do tesouro do Estado e R$ 2 milhões oriundos do governo Federal. A verba é para pagar fornecedores, recursos humanos e compra de materiais de insumos para fechar o orçamento deste ano.

A emergência do HGF realiza mensalmente de quatro a cinco mil atendimentos. Somente em novembro, mais de cinco mil pessoas foram atendidas. A maioria, destaca Araújo, não é do perfil do hospital, que só deveria atender pacientes de alta complexidade. "Temos mais leitos clínicos nos corredores dos hospitais terciários do que em hospitais secundários", dispara o coordenador geral da emergência do Hospital Geral.

Romel Araújo destaca que se os gestores municipais não se organizarem e tornarem o sistema de saúde resolutivo, daqui há dez anos estes mesmos problemas acontecerão.

Alerta87% acima da capacidade. Neste momento, o Hospital Geral de Fortaleza (HGF) ultrapassou o limite de atendimento dos seus 98 leitos da emergência

LUANA LIMAREPÓRTER


Grávida de trigêmeos passa 12 horas à espera de atendimento em MG

Motivo da demora foi a falta de UTI Neonatal em Araguari e região.
Médico informou que um já estaria morto, segundo a mãe da grávida.

Do G1 Triângulo Mineiro
Comente agora
Quase 12 horas de espera. Este foi o tempo que uma grávida de trigêmeos, com 29 semanas, esperou para ser transferida para um hospital com UTI Neonatal disponível. A mulher chegou à Santa Casa de Araguari, no Triângulo Mineiro, já em trabalho de parto por volta das 6h da manhã. A grávida foi atendida, mas o médico responsável disse que não faria o parto, pois só havia um leito de UTI Neonatal disponível no hospital.

Durante todo o dia a família tentou conseguir os leitos. Chamou a Polícia Militar e depois procurou Ministério Público. Por volta das 17h30, a grávida foi levada de ambulância para um hospital particular em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, a 250 quilômetros de Araguari.
Segundo a mãe da grávida, o médico que deu início ao atendimento em Araguari teria dito que um dos bebês já estaria morto.
A secretária de Saúde de Araguari, Iolanda Coelho, informou que na Santa Casa são oito leitos de UTI Neonatal credenciados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e todos estão ocupados. Disse ainda que a grávida foi atendida por um obstetra que, ao verificar a necessidade do parto, acionou a Secretaria de Saúde que, por sua vez, acionou o SUS Fácil e a Central de Regulação.
Como em Uberlândia também não havia leitos, foram tentados outros municípios, até que houve a liberação em Patos de Minas.
A secretária disse também, que o médico responsável informou sobre a paciente e que os bebês teriam condições de aguardar pela transferência. Porém, Iolanda Coelho não soube o que teria levado um dos bebês à morte.

Pacientes esperam até 14 horas por atendimento na rede pública no DF

No HRT, reclamação também era pela falta de materiais médicos.
Em nota, Secretaria de Saúde negou demora no atendimento.

Do G1 DF
Pacientes disseram que esperaram até 14 horas depois de fazer a ficha na recepção para serem atendidos no Hospital Regional do Guará (HRGu), na madrugada desta quarta-feira (23).

No Hospital Regional de Taguatinga (HRT), também durante a madrugada, havia pessoas que afirmaram estar aguardando desde as 8h desta terça-feira.

Ao questionar a demora de 14 horas, o lavador José Irineu disse que recebeu a informação de que o atendimento estava lento. “O que eles justificaram para todo mundo era que o médico estava devagar. Só isso”, contou. No quadro de escala havia dois clínicos de plantão.
O pintor Sebastião da Silva disse que chegou meia-noite ao Hospital do Guará. “Fiz a ficha da minha filha e vi as pessoas das 10h [de terça-feira] serem atendidas.” Idosos não receberam tratamento prioritário. “Fiquei mais de dez horas esperando”, informou uma senhora.
Por meio de nota, a Secretaria de Saúde informou que o HRGu contava com três clínicos de plantão na noite desta terça-feira (22) e afirmou que a ficha mais antiga estava com horário das 22h.
Na emergência do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), depois de longa espera, algumas pessoas tiveram o procedimento interrompido por falta de material.
“O pessoal entrou para ser atendido com o pé quebrado e eles tiveram que sair para comprar gesso. Você paga hospital particular para ter isso. Agora ter que pagar o material no hospital do governo realmente é um absurdo”, opina a aposentada Adriana Alves.
Segundo a Secretaria de Saúde, foi feita solicitação de compra de gesso para abastecer toda a rede e o fornecedor tem 10 dias para entregar o material.
A dona de casa Silmair Oliveira acompanhava o marido com o pé sangrando. Ela contou que o paciente não recebeu nem curativo. “O médico está aqui, mas disse que não tem como fazer.”
A recepção do pronto-socorro também estava cheia. Ninguém informou quantos médicos estavam de plantão.
A dona de casa Irisnéia Ribeiro foi orientada pelo médico a ir para casa, mesmo grávida de nove meses, com a bolsa rompida e sangrando. “Me mandaram ir embora, mesmo eu estando desse jeito. Não vou, tenho que ficar, não tenho condições de ir.”
A Secretaria de Saúde informou que o bebê da dona de casa nasceu às 10h23 desta quarta, de parto normal e que mãe e filho passam bem. De acordo com a assessoria, durante toda a noite foram realizados cinco partos normais, uma cesariana e duas curetagens no Hospital Regional de Taguatinga. Três ginecologistas estavam escalados no plantão das 19h às 7h da manhã.

Marco Maia não descarta aumento da verba de gabinete

BRASÍLIA - Ao fazer um balanço das votações da Câmara em 2011, o presidente da Casa, deputado Marco Maia (PT-RS), reconheceu a necessidade de reajuste salarial aos servidores da Casa, justificando que eles estão há cerca de cinco anos sem aumento. Ele defendeu uma política automática de reposição das perdas inflacionárias. Ao mesmo tempo, ressaltou que há uma crise internacional e que, por isso, a presidente Dilma Rousseff disse ser contra qualquer reajuste nesse momento.
- Os funcionários de gabinete da Câmara dos deputados são funcionários e trabalhadores como qualquer outro servidor da Câmara. Estão na sua grande maioria há cinco anos sem nenhum reajuste salarial e são aqueles servidores que tem um salário menor. Esses nós vamos tratar de forma especial para tentar, em algum momento, garantir que haja uma recomposição miníma desses salários. Mas essa questão não esta tomada ainda, é uma questão que nós temos que tomar à luz do orçamento, à luz do que será a política de reajustes do governo Federal para o próximo ano e dialogando com esta realidade - disse Marco Maia.
Os parlamentares reclamam que, sem esse aumento, não podem elevar a remuneração dos seus chefes de gabinete, por exemplo. Mas ele explicou que depende de uma brecha no Orçamento para viabilizar a mudança, o que não foi feito pelo relator-geral da pela orçamentária, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP).
Prioridades nas votações em 2012
Marco Maia prometeu votar no primeiro semestre de 2012 as propostas polêmicas que não foram votadas esse ano. Ele prometeu que, em fevereiro, será cumprido o acordo de votar o projeto que cria a Previdência Complementar do Servidor Público. Além disso, ele garantiu que em março a Câmara quer votar a questão dos royalties, argumentando que a Câmara não deve demorar demais para analisar o assunto.
O presidente destacou ter sido um ano muito positivo com cerca de 650 projetos aprovados na Casa, somando projetos votados em plenário e nas sessões deliberativas das comissões.
Entre as prioridades de 2012, Maia ainda disse que o Código Florestal terá sua votação final também em março.
-O novo Código Florestal é sem dúvidas uma das grandes conquistas da sociedade brasileira durante esse ano de 2011 e que terá uma finalização já no início de 2012 - disse o deputado.
Para 2012, Maia ainda quer rediscutir a proposta que acaba com o fim do fator previdenciário como mecanismo de cálculo das aposentadorias. Ele jpa queria ter votado o fim do fator no segundo semestre de 2011, mas isso não ocorreu.
A reforma política é também um dos temas que o deputado pretende solucionar logo no início do ano, devido as eleições municipais que ocorrem nos estados no segundo semestre.
- Esse é um tema que tem muito a ver com o futuro dos nossos municípios e com o futuro dos estados. Nós vamos buscar ainda no primeiro semestre, no mês de fevereiro os acordos e os ajustes necessários para votar essa matéria o mais rapidamente possível. Eu não trabalho com a perspectiva de deixar essa matéria para ser votada no final do ano.
Trabalho das comissões
Dentre as comissões gerais reunidas para discussão de assuntos importantes, o deputado destacou a discussão sobre o salário minimo, violência no campo, crise internacional, o regime e criação da Fundação de Previdência Complementar para os servidores públicos federais (FUNPRESP) e a a regulamentação da emenda 29, que segundo ele a partir dessa discussão saiu percebeu-se a necessidade de regulamentação da emenda.
- Foi uma oportunidade impar, onde pudemos ouvir as opiniões do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e ao mesm tempo as contribuições da sociedade em relação ao tema da saúde no Brasil. A comissão geral deu a certeza da necessidade de regulamentar a emenda constitucional.
Entre as principais matérias apreciadas em Plenário o presidente citou a prorrogação da chamada DRU (Desvinculação das Receitas da União), a PEC da Música e a regulamentação da Emenda 29, entre outras. No caso das medidas provisórias, que são enviadas pelo executivo, o presidente destacou que 33 viraram lei, e dessas, 27 foram transformadas em projetos de lei de conversão (PLV), ou seja, sofreram alguma alteração na Câmara.








DEPUTADO FEDERAL MARCO MAIA - PT/RS

www.marcomaia.com.br/
Marco Maia recebe convite para participar da 29ª Festa Nacional da Uva ... Marco Maia prestigia a posse da nova ministra do STF Rosa Weber. A solenidade ...






Emenda 29 impede 'maquiagem' em contas do SUS

Valor destinado à Saúde atualmente não seria o suficiente para melhorar problemas no país
Hospitais públicos ainda necessitam de verbas  / Pedro França/Agência Senado Hospitais públicos ainda necessitam de verbas Pedro França/Agência Senado

O SUS (Sistema Único de Saúde) é descrito pelo governo como a maior rede pública de saúde do mundo. Ao instituí-lo, a Constituição de 1988 foi, de fato, audaciosa. Determinou que cada brasileiro teria todas as suas necessidades de saúde atendidas gratuitamente - de uma mera aspirina a um complexo transplante de coração.

Para tentar cumprir a lei, o governo federal, os estados e as prefeituras destinaram à saúde R$ 110,5 bilhões em 2008. Com tal montante, seria possível construir e equipar mais de 2.200 hospitais de médio porte.

A saúde no Brasil
Apesar da grandeza, esse valor não é suficiente. Faltam remédios nos hospitais; a espera por consulta chega a meses; por cirurgia, a anos; médicos recebem salários irrisórios; faltam profissionais no interior do país e na periferia das cidades grandes; aparelhos médicos passam semanas parados por falta de conserto; epidemias de dengue causam mortes todo verão; doentes brigam nos tribunais para serem tratados.

No ano 2000, para garantir os recursos do SUS, a Constituição recebeu uma emenda - a Emenda 29 - fixando o mínimo que cada esfera do poder público deveria aplicar. A União precisaria investir em saúde o valor do ano anterior mais o crescimento do PIB (produto interno bruto). Os Estados, 12% de seus impostos. E as prefeituras, 15%.

Brecha na lei 
A Emenda 29, porém, nunca conseguiu acabar com as mazelas do SUS. A razão: não foi regulamentada até hoje. A Constituição ficou com uma brecha por não dizer o que são gastos em saúde pública. Assim, os governantes usam subterfúgios para atingir os mínimos constitucionais. Usam os cofres do SUS para pagar a despoluição de rios, a varrição das cidades, a merenda das escolas e até o plano de saúde dos funcionários públicos. Sem a regulamentação da emenda 29, os governantes interpretam que tudo isso tem impacto na saúde e pode ser pago pelo SUS.

Em 2008, o Rio Grande do Sul informou ter aplicado em saúde 12,39% das receitas. Uma auditoria do SUS descobriu que, cumprida a Emenda 29 ao pé da letra, aplicou apenas 4,37%. Pelas últimas contas do Ministério da Saúde, a rede pública perdeu R$ 9 bilhões anuais com subterfúgios desse tipo nas três esferas de governo.

O projeto que regulamenta a Emenda 29 chegou ao Congresso em 2003. O texto diz, claramente, o que é saúde pública e o que não é. Limpeza urbana, merenda e plano de saúde não são. Após anos de tramitação arrastada no Senado e na Câmara e de promessas eleitorais, a regulamentação finalmente acaba de ter a votação derradeira. Os senadores a aprovaram duas semanas atrás. Para valer, depende apenas do aval da presidente Dilma Rousseff.

O texto desagradou aos defensores da saúde pública. Apesar de reconhecerem que as "maquiagens" acabarão, eles se queixam de que o SUS não terá um reforço financeiro tão grande quanto o exigido pelas dificuldades do dia a dia. Os R$ 9 bilhões hoje perdidos nas "maquiagens" não chegam perto dos R$ 45 bilhões extras anuais que o Ministério da Saúde calcula como o necessário para dar qualidade ao SUS.

No Congresso, o projeto chegou a ganhar dois dispositivos que dariam mais musculatura ao SUS. O primeiro previa a criação de um imposto para a saúde - nos moldes da extinta CPMF, que até 2007 respondeu por 35% do orçamento do Ministério da Saúde. O segundo dispositivo determinava que a União também teria uma porcentagem a aplicar no SUS - 10% das receitas. Hoje, destina o equivalente a 7%. Nenhum dos dois dispositivos vingou.

“É decepcionante. O subfinanciamento do SUS vai continuar”, diz Luiz Augusto Facchini, presidente da Abrasco (Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva).

Faltou pressão da sociedade. Segundo Facchini, as classes média e alta veem o SUS como um sistema de pobres. Esquecem que a vacinação, o programa de Aids, os transplantes, o controle de epidemias e a fiscalização de alimentos e remédios são feitos pelo SUS.



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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

#SUS Caminhoneiro morre após esperar 10 horas por leito em UTI no RS


Motorista sofreu acidente grave e foi socorrido para unidade sem UTI.
G1 pediu posição da secretaria de Saúde sobre caso e aguarda retorno.

Do G1, em São Paulo
Comente agoraO motorista de um caminhão que sofreu um acidente grave no Rio Grande do Sul morreu na madrugada desta terça-feira (13) após esperar mais de 10 horas por um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O acidente ocorreu RS-153, próximo à cidade de Sinimbu, no início da tarde. O motorista de 26 anos teria perdido o controle do caminhão e caído para fora do veículo, antes dele despencar em um penhasco.


O jovem teve traumatismo craniano e foi levado com gravidade para o Hospital Vera Cruz, na cidade de mesmo nome.

O diretor-administrativo do hospital, Gilson Carlos Jaeger, diz que, assim que o motorista chegou na unidade, foi solicitado à Central de Regulação de Leitos do Estado a liberação de uma vaga na UTI para ele. O Hospital Vera Cruz não tem UTI. O leito mais próximo seria nas cidades de Santa Cruz do Sul ou Porto Alegre, diz o diretor.

O caminhoneiro teve de esperar por mais de 10 horas e a vaga só foi liberada à 1h30 desta terça-feira (13) em um hospital de Passo Fundo, a cerca de 230 quilômetros de Vera Cruz e cujo deslocamento demoraria entre três e quatro horas de ambulância, informou Jaeger.

“Mas ele (o caminhoneiro) não resistiu. Morreu antes que houvesse a liberação da vaga”, afirma o diretor do hospital.

O G1 tentou contato com a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Saúde para pedir informações sobre a demora na liberação de um leito na UTI e ninguém atendeu aos telefonemas, tanto no telefone fixo quanto no celular de plantão. A reportagem enviou um email questionado a pasta sobre o caso e aguarda retorno.




13/12/2011 07h25 - Atualizado em 13/12/2011 07h25

Idoso morre por falta de atendimento médico na Região Serrana do Rio

Ele foi levado para um hospital de Duas Barras, mas ficou sem atendimento.
Prefeitura informou que plantonista saiu antes da chegada de outro médico.

Do Bom Dia Rio

Um idoso de 80 anos morreu por falta de atendimento médico em Duas Barras, na Região Serrana do Rio. O idoso passou mal no domingo (11) e, ao procurar o hospital da cidade, não encontrou médicos para atendê-lo. Ele ficou deitado em uma maca, aguardando atendimento, mas morreu antes da chegada de um médico.

O caso chocou a população de Duas Barras. O hospital é o único que presta atendimento de emergência no município. A Secretaria de Saúde admitiu que a unidade ficou sem médico durante três horas no domingo, pois a plantonista teria abandonado o trabalho antes da chegada de um substituto. O caso foi parar na polícia.

“Tinha mais umas quatro, cinco pessoas graves e não teve ninguém para atender. Teve que ficar aguardando até o médico que estava em Cachoeira chegar em Duas Barras para poder atender essas pessoas”, contou Maria Auxiliadora de Matos, amiga da família.

Um boletim de ocorrência foi registrado na 152ª DP (Duas Barras). A prefeitura prometeu apurar o caso e o hospital informou que a plantonista que abandonou o trabalho tem contrato temporário.

“Nós vamos fazer apuração mais detalhada para tomar as medidas cabíveis, inclusive denúncia ao Cremerj. Ela abandonar um plantão deixando o hospital desprovido assim, sem médico, com paciente internado é uma situação muito grave”, disse o secretário de Saúde de Duas Barras, Nacyr Chicayban.




 
8/12/2011 15h23 - Atualizado em 08/12/2011 17h59

Bebê morre após receber medicação errada em hospital em Pedreira, SP

Enfermeira aplicou dipirona em vez de Dramin em menina de 8 meses.
Profissional deve ser afastada durante as investigações.

Do G1 SP, com informações da EPTV

Uma menina de 8 meses morreu em um pronto-socorro em Pedreira, no interior de São Paulo, após receber medicação diferente da prescrita pelo médico na tarde de quarta-feira (7). A Secretaria Municipal da Saúde confirma que a enfermeira que cuidava do bebê errou na aplicação do remédio. Uma sindicância foi aberta nesta quinta (8) para apurar o caso.
Segundo a secretária da Saúde, Ana Goulart, o hospital vai aguardar o laudo conclusivo do Instituto Médico-Legal (IML) para saber se a morte do bebê está ligada ao fato de o medicamento ter sido aplicado de forma errada. A profissional deverá ser afastada durante as investigações.
Segundo relato da família, Camily Euzébio da Costa passou mal e foi levada para o hospital, que fica no bairro Vila Canesso. O médico que a atendeu receitou a aplicação de Dramin, mas a enfermeira ministrou dipirona no bebê. Cerca de uma hora depois, a criança morreu, de acordo com os parentes.
O advogado da família, Luiz Carlos de Freitas, diz que somente após o laudo do IML será decidido com que tipo de ação entrará na Justiça contra o pronto-socorro e os responsáveis pelo erro.
O laudo preliminar do IML de Mogi Guaçu aponta que a garota morreu após uma parada cardíaca. O resultado, no entanto, não aponta se a causa da morte foi o remédio aplicado. O resultado conclusivo deve sair em 30 dias. O corpo da garota deverá ser enterrado na capela do Cemitério Municipal de Pedreira.

Hospital de MT abre sindicância para investigar caso de grávida queimada

HGU abriu procedimento e ouvirá profissionais envolvidos no parto.
Mulher teve perna queimada durante cesariana em Cuiabá.

Leandro J. Nascimento Do G1 MT

Hospital Geral em Cuiabá (Foto: Leandro J. Nascimento/G1)Equipe médica que participou do parto será ouvida.
(Foto: Leandro J. Nascimento/G1)
Uma sindicância foi instaurada no Hospital Geral Universitário (HGU), em Cuiabá, para investigar as causas que provocaram a queimadura na perna esquerda da estudante Gilmara Divina Medeiros Santana, de 24 anos, que foi submetida a uma cesariana na tarde do dia 30 de setembro, para dar à luz o primeiro filho. Em até 30 dias o procedimento deve ser concluído.

De acordo com o chefe do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia do HGU, médico José Meirelles Filho, os profissionais que participaram do procedimento na sala de cirurgia com a estudante e dos outros dois partos realizados no mesmo dia devem ser ouvidos. "No mesmo dia, tivemos outras cesarianas que não tiveram intercorrências. A sindicância vai avaliar como ocorreu o acidente", destacou o médico, em entrevista ao G1.


Segundo Meirelles, uma das suspeitas a ser averiguada é se a placa de um aparelho utilizado durante o parto provocou as queimaduras na jovem. "Nas cesarianas é utilizado o bisturi elétrico e usamos uma placa com o intuito de não provocar choque na paciente. Isso é usado como rotina e temos uma suspeita que pode ter sido isso. É o mesmo aparelho que no dia foi usado outras duas vezes anteriores", ressaltou Meirelles.
O responsável pelo departamento destaca ainda que outras hipóteses foram levantadas. "Pode ser também o contato com o metal da mesa. Estamos investigando por meio desta sindicância", pontuou o médico. Segundo Meirelles, esta foi a primeira situação desta natureza registrada na unidade hospitalar que, mensalmente, realiza em média 90 cesarianas e 150 partos normais.
Segundo Meirelles, o Hospital Geral Universário acompanhará a recuperação da paciente. Na tarde desta quinta-feira (06), Gilmara Divina Medeiros Santana foi submetida a uma primeira avaliação médica após ter deixado o hospital com a perna queimada. "Agora, são duas preocupações. Dar assistência e a sindicância", complementou o médico.
grávida queimada (Foto: Leandro J. Nascimento/G1)Grávida sofreu queimaduras na perna durante o parto. (Foto: Leandro J. Nascimento/G1)
Falta de assistência
A família da jovem questionou a falta de informações do hospital acerca do ocorrido. Sobre a acusação, o responsável pelo setor de obstetrícia diz que a família não foi informada sobre o que provocou as queimaduras em Gilmara porque o próprio hospital não dispunha de detalhes do caso.
"Ficamos supreso [com o ocorrido] porque nunca tinha acontecido antes. Ficamos naquela suspeita de se foi queimadura, reação alérgica ao iodo [usado no parto]", complementou.
Apuração
A sindicância prevista para ser encerrada em até 30 dias pode definir se houve imperícia ou negligência por parte dos profissionais que participaram da cirurgia de Gilmara. "A primeira coisa é confirmar. Passaremos as informações para as chefias para rever os protocolocos [que serão adotados]", concluiu.
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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

#SUS Idoso morre depois de esperar 4 dias por vaga na UTI, no Sul de MG



13/11/2011 16h48 - Atualizado em 13/11/2011 19h46

Vítima tinha 62 anos e aguardava vaga na Santa Casa de Campanha.
Leito só foi conseguido neste domingo em um hospital em Passos.

Do G1 MG, com informações da EPTV
Comente agora
Idoso estava internado na Santa Casa de Campanha. (Foto: Reprodução EPTV)Idoso estava internado na Santa Casa de Campanha.
(Foto: Reprodução EPTV)
Um idoso de 62 anos morreu na madrugada deste domingo (13) na Santa Casa de Campanha, na Região Sul de Minas Gerais, depois de ficar esperando quatro dias por uma vaga em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), pelo Sistema SUS Fácil. Ele havia sido internado no domingo (6) e desde quarta-feira (9) o hospital tentava com o sistema uma vaga de UTI em algum hospital da região.
A família da vítima disse que o hospital fez todo o possível para conseguir a internação, mas segundo o médico responsável, a causa da morte foi uma doença rara conhecida como Síndrome de Guillain Barré. A enfermidade atinge o sistema nervoso e paralisa os membros, o pescoço e os músculos.
Segundo o coordenador do SUS Fácil, Cláudio Lima Alves, o sistema recebeu o pedido de internação às 16h30 de sexta-feira (11) e, desde então, eles tentavam uma vaga nas UTIs de 154 cidades da região e na Central de Leitos de Belo Horizonte. O SUS Fácil só conseguiu uma vaga neste domingo, no Hospital São José, em Passos, também no Sul do estado.

Eletricista espera há quase 10 dias por vaga no Hospital de Queimaduras

Homem recebeu descarga da rede de alta tensão durante o trabalho.
Sem tratamento adequado, há o risco de ter de amputar os braços.

Do G1 GO, com informações da TV Anhanguera

Um homem está internado no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) com os braços queimados há quase dez dias. Ele sofreu queimaduras de segundo e terceiro graus. Os ferimentos são tão graves que ele pode ter de amputar os braços.
O eletricista Luís Antônio Francischini, de 46 anos, precisa com urgência de tratamento especializado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Queimaduras de Goiânia, mas não há vaga para internação.

A assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde disse que conta com apenas duas vagas em UTI para internação pelo SUS no Hospital de Queimaduras de Goiânia. Alegou ainda que casos de queimaduras que exigem leito de UTI não são frequentes. Ainda segundo a assessoria, a central de vagas do município tenta negociar com o hospital uma nova vaga para esse paciente.

A família está transtornada com a demora em conseguir tratamento adequado. De acordo com Vanessa Francischini, filha de Luís, os ferimentos são graves e o tratamento recebido no Hugo não é o adequado.
“Um cirurgião falou que ele precisa de uma cirurgia urgente, que era para ele estar na UTI fazendo cirurgia. Ninguém resolve nada, falam que não tem vaga”, relata a jovem.
Segundo a família, Luís Antônio trabalhava como eletricista há 12 anos em uma companhia elétrica da cidade de Tangará da Serra, em Mato Grosso. Ele teria recebido uma descarga elétrica de 34 mil volts da rede de alta tensão, quando prestava atendimento no sistema público de iluminação.
O acidente aconteceu no dia 24 de outubro. Como a cidade não tinha hospital especializado em queimaduras, a irmã do eletricista decidiu levá-lo para a capital goiana na expectativa de conseguir uma vaga no hospital que é referência no estado. Ela não contava com o problema da falta de vagas.
“Já solicitaram essa vaga também e estamos só esperando. Já foram lá de novo, mas não tem a vaga. Todo dia é isso. Não tem vaga. Está esperando sair um paciente e não sai”, conta a irmã de Luís, Lúcia de Fátima Francischini.
A família já entrou com um pedido no Ministério Público de Goiás, solicitando a vaga no Hospital de Queimaduras. A irmã do paciente diz não ter condições de pagar o tratamento particular, que segundo ela, custaria em média R$ 80 mil.
“A gente pede ajuda, encarecidamente. Pelo amor de Deus, quem estiver nos ouvindo, que possa ajudar com essa vaga, que saia urgente lá para ele”, desespera-se.
“A gente não sabe mais o que fazer”, diz Vanessa, chorando.





Famílias reclamam de atendimento em hospital da Grande Vitória

Muitos pacientes estão internados nos corredores e faltam vagas na UTI.
Sesa disse que todos são atendidos, mas não há previsão de transferência.

Do G1 ES

Pacientes nos corredores e falta de vagas na UTI. Esta é a situação com a qual muitas pessoas se deparam ao chegar ao Hospital São Lucas, em Vitória. O sistema de saúde público da Grande Vitória tem deixado muitos pacientes e familiares revoltados, por conta das condições de internação e atendimento prestados pelas unidades de saúde. Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesa), informou que todos os pacientes estão sendo atendidos e medicados, e que a transferência para outras unidades está sendo providenciada. Mas ainda não há prveisão de quando.
A mãe da enfermeira Ana Paula Klein, que tem 60 anos, está há três dias internada no corredor do hospital. De acordo com a filha, ela sofre de problema nas artérias e pode ter um dos dedos do pé amputados. "No momento ela está medicada, mas ainda sente muita dor", disse.
A enfermeira procurou a Justiça, que determinou que a mãe dela seja internada imediatamente em uma UTI. O Estado pode ser multado em R$ 3.000 por dia, caso a ordem não seja cumprida. "A sensação é de impunidade, de revolta, de angustia. Eu só espero um retorno da Secretaria Estadual de Saúde", afirmou.

O comerciante Wantuil de Oliveira também se indignou com o atendimento do hospital. O irmão dele sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) e precisava de atendimento imediato e especializado, mas também acabou sendo internado no corredor. "Só depois de muito tempo ele foi transferido para a enfermaria", explicou o irmão.
Outro paciente, Alessandro Correa, de 34 anos, também está a espera de uma vaga na UTI. Segundo a mãe, ele sofreu uma aneurisma e precisa de uma vaga urgente, mas não consegue. "Não sei mais o que fazer", disse a mãe, emocionada.



Paciente com leptospirose no DF tem piora por falta de UTI, diz família

Filhas recorreram à Justiça para conseguir vaga; estado do homem é grave.
Secretaria afirma que paciente recebeu todos os cuidados necessários.

Do G1 DF

A família de um homem de 52 anos que está internado em estado grave com leptospirose no Distrito Federal reclama da demora no atendimento da rede pública de saúde. As filhas do paciente dizem que a vaga na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) só foi conseguida depois de determinação judicial, em hospital particular com convênio com o SUS. Elas afirmam ainda que a ambulância do Samu para transporte do paciente não chegou.
Por meio de nota, a Secretaria de Saúde informou que o paciente recebeu todos os cuidados necessários, desde sua admissão no Hospital Regional de Sobradinho.
"Devido à gravidade do quadro, sendo o paciente classificado com o risco vermelho e diagnóstico de leptospirose, o paciente foi removido pela ambulância do HRS - acompanhado por médico - para uma Unidade de Terapia Intensiva/UTI de um hospital da rede conveniada", diz a nota.
As filhas do paciente contam que ele começou a passar mal no dia 17. Na quinta-feira (20), foi levado para o Hospital de Sobradinho. “Ele mora numa área que tem um córrego. No domingo ele passou por uma área descalço, por uma enxurrada de água da chuva. O médico falou que foi exatamente isso aí que causou a doença”, diz Viviane Oliveira, filha do paciente.
No dia seguinte à internação, o quadro se agravou e foi recomendada a internação do paciente em uma UTI.  Sem vaga na rede pública, foi preciso uma liminar da Justiça para conseguir prioridade na transferência.
“Os médicos do Hospital de Sobradinho foram bem atenciosos, correram atrás dessa UTI para ele, mas, infelizmente, a gente só conseguiu às 23h. Ele ficou 12 horas sofrendo muito. Hoje o quadro dele está grave, com falência múltipla dos órgãos”, conta Viviane Oliveira.
A remoção do paciente teria sido dificultada pela falta de ambulância, afirma Rosena Pimentel, outra filha do paciente. “Tentaram de todas as formas. Contaram o Samu e não chegou nunca. A gente correu atrás, foi aí que descobriram uma ambulância do hospital e colocaram ele, mesmo não sendo UTI móvel.”
A leptospirose é uma doença infecciosa que pode ser contraída pelo contato com a água da chuva contaminada pela urina do rato. Lugares que têm saneamento básico deficiente ou muito lixo facilitam o contágio após as chuvas.





Salários baixos e condições de trabalho precárias de médicos comprometem saúde pública no DF, diz sindicato

09/11/2011 - 15h05
Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Apesar de estarem no topo da tabela de remuneração da categoria no país, médicos do Distrito Federal que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) consideram os salários baixos e reclamam das condições precárias de trabalho. Para o presidente do Sindicato dos Médicos de Brasília, Marcos Gutemberg Fialho da Costa, o atual quadro se deve a uma situação estrutural.
“São péssimas condições de trabalho, sem cadeira ou mesa ergonômica, com sala insalubre e sem ventilação. Pacientes ficam no chão e o médico tem que medicar. Você não tem segurança, nem mesmo física – há uma demanda enorme de pacientes que ficam aguardando por horas e, quando entram, às vezes, ocorre até agressão”, completou.
Em entrevista à Agência Brasil, ele confirmou a situação registrada pela equipe de reportagem em hospitais regionais de cidades como Gama, Santa Maria e Taguatinga, onde, devido ao número insuficiente de profissionais, os médicos não conseguem atender pacientes nos pronto-socorros. “Temos anos de falta de reposição de colegas que se aposentaram. A coisa chegou ao gargalo”, disse.
Dados da Secretaria de Saúde indicam que 5.110 médicos trabalham na rede pública do DF. O déficit atual, calculado pelo sindicato, passa de mil profissionais. O salário-base, com jornada de 20 horas semanais, é R$ 4.143,57.
Para Costa, é preciso realizar concursos públicos que ofereçam condições atraentes aos candidatos, para que médicos aprovados em processos seletivos não desistam do cargo. “Os médicos que hoje permanecem são os que estão há algum tempo no sistema e que realmente gostam de fazer medicina pública. Esses continuam. Mas os que entram com uma perspectiva de situação mais favorável na iniciativa privada não vão ficar.”
A coordenadora da Faculdade de Medicina da Universidade de Brasília (UnB), Celeste Aída Silveira, explicou que o atual currículo do curso engloba disciplinas como práticas da saúde e saúde e sociedade, que incluem atividades práticas em centros de saúde já no primeiro semestre. A ideia, segundo ela, é antecipar o contato dos alunos com a realidade da rede pública de saúde no DF.
“Isso serve até para eles sentirem e não ficarem tão temerosos de entrar nessa linha. Assim, eles já sabem que as condições não são ideais, que há restrições de ambiente de trabalho, de disponibilidade de exames e de medicamentos. Tenho observado que essa nova orientação tem melhorado a tendência dos estudantes [de trabalhar no setor público]”, contou.
A maioria dos alunos, de acordo com dados da própria faculdade, busca, ao iniciar a vida profissional, conciliar o trabalho na rede pública e no setor privado.
É o caso de Artur Souza Rosa, 20 anos, aluno do 3º semestre de medicina na UnB. Ele pretende trabalhar no SUS, mas sonha mesmo em abrir uma clínica particular e tentar dividir o tempo entre o atendimento no setor público e no privado. “A maior dificuldade e o que acaba desestimulando profissionais da área é a falta de material, de leitos, de espaço e de tantas outras coisas [nos hospitais públicos]. Deveríamos, aqui em Brasília, ser referência para o resto do país, mas estamos longe disso.”
O aluno do 5º semestre Rodrigo Sousa Bresani, 25 anos, contou que escolheu a profissão pelo impacto social e pelo estímulo de parentes que são médicos. A avaliação do estudante é que a rede pública de saúde no DF não funciona e tem muito a melhorar. “O sucateamento, a falta de medicamentos e os salários baixos da rede pública com certeza desestimulam os alunos que escolhem o curso pensando no retorno financeiro. O sistema público precisa de estabilidade, apoio e dedicação.”
Em entrevista à Agência Brasil, o secretário adjunto de Saúde, Elias Fernando Miziara, lembrou que os médicos do SUS, no DF, recebem gratificações por trabalhos prestados em centros de saúde e em emergências e que dificilmente a remuneração se resume ao salário-base indicado pelo sindicato. “Temos um setor privado que está remunerando melhor, mas entendemos que é uma questão de tempo para esse mercado se esgotar”, disse.
Miziara reconheceu a precariedade das condições de trabalho a que são submetidos os profissionais de saúde de rede pública. “De fato, existem problemas. Pegamos essa rede absolutamente depauperada [afetada por redução de recursos financeiros]. Não é só a questão de móveis, mas de equipamentos e medicamentos com falta generalizada.”




Da Redação
A falta de equipamentos faz os pacientes do SUS esperarem mais de cem dias para fazer uma radioterapia. A situação é mais crítica nas regiões Norte e Nordeste. O dado integra relatório do TCU (Tribunal de Contas da União), que realizou uma auditoria na política nacional de atenção oncológica.
"Temos vazios de atendimento também no Centro-Oeste e em regiões do Sul e do Sudeste", afirma o secretário nacional de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães.

Intervalo - O relatório do Tribunal de Contas aponta ainda que, em média, o paciente leva mais de 70 dias entre a detecção do tumor e o início da quimioterapia e somente 35,6% conseguem o tratamento até 30 dias após o diagnóstico, indicação de urgência apropriada para o tratamento.

Atarde Online

Diagnóstico de linfoma chega tarde no SUS

Por AE
São Paulo, (AE) - Uma pesquisa em São Paulo com pacientes que sofrem de câncer no sistema linfático (linfoma) revela que apenas 18,4% daqueles que se tratam pelo Sistema Único de Saúde (SUS) conseguem receber um diagnóstico da doença em seu estágio inicial. Nos hospitais
particulares, essa porcentagem mais que dobra: 39% das pessoas chegam cedo aos centros especializados, o que aumenta a chance de cura.

Para os especialistas, a diferença tem a ver com a demora enfrentada na rede pública na hora de marcar consultas e passar pelos exames necessários para identificar a doença.

Os dados são de um estudo coordenado pelo diretor da Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (ABHH), Carlos Chiattone, apresentado hoje no congresso Hemo-2011. “Esse é um linfoma altamente curável, chega a 80% com tratamentos tradicionais. Receber pacientes em estágio avançado é inaceitável. Não é questão de recurso financeiro, mas de gestão do sistema”, avalia.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


LAST







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26/10/2008 free counters

Paciente SUS espera até 100 dias para uma radioterapia

secretário nacional de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães.

Da Redação
A falta de equipamentos faz os pacientes do SUS esperarem mais de cem dias para fazer uma radioterapia. A situação é mais crítica nas regiões Norte e Nordeste. O dado integra relatório do TCU (Tribunal de Contas da União), que realizou uma auditoria na política nacional de atenção oncológica.
"Temos vazios de atendimento também no Centro-Oeste e em regiões do Sul e do Sudeste", afirma o secretário nacional de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães.

Intervalo - O relatório do Tribunal de Contas aponta ainda que, em média, o paciente leva mais de 70 dias entre a detecção do tumor e o início da quimioterapia e somente 35,6% conseguem o tratamento até 30 dias após o diagnóstico, indicação de urgência apropriada para o tratamento.

Atarde Online

Diagnóstico de linfoma chega tarde no SUS

Por AE
São Paulo, (AE) - Uma pesquisa em São Paulo com pacientes que sofrem de câncer no sistema linfático (linfoma) revela que apenas 18,4% daqueles que se tratam pelo Sistema Único de Saúde (SUS) conseguem receber um diagnóstico da doença em seu estágio inicial. Nos hospitais
particulares, essa porcentagem mais que dobra: 39% das pessoas chegam cedo aos centros especializados, o que aumenta a chance de cura.

Para os especialistas, a diferença tem a ver com a demora enfrentada na rede pública na hora de marcar consultas e passar pelos exames necessários para identificar a doença.

Os dados são de um estudo coordenado pelo diretor da Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (ABHH), Carlos Chiattone, apresentado hoje no congresso Hemo-2011. “Esse é um linfoma altamente curável, chega a 80% com tratamentos tradicionais. Receber pacientes em estágio avançado é inaceitável. Não é questão de recurso financeiro, mas de gestão do sistema”, avalia.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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26/10/2008 free counters

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

#SUS : Ministério fornecerá remédio a Filipe, mas avisa que processo é demorado


Campo Grande News
O Ministério da Saúde informou hoje que está trabalhando em regime de urgência para atender a decisão judicial que determinou o fornecimento, pelo SUS (Sistema Único de Saúde), do medicamento Clorafabine ao menino Filipe Coppo Nogueira Wolff, de 3 anos, vítima de uma doença rara. Mas já avisou: o processo de importação é demorado e pode levar até quatro meses.
É a primeira vez que a Justiça manda fornecer esse medicamento, informou o Ministério. Em nota enviada a imprensa, o órgão afirma que o processo de importação deve se iniciar na sexta-feira, dia 11. A decisão é provisória e pode ser derrubada, mas o Ministério não falou em recorrer.
De acordo com a nota, o Ministério trabalha para cumprir a decisão o mais breve possível e, ao mesmo tempo, cumprir regras brasileiras de segurança sanitária e as etapas necessárias para a importação do fármaco. “O Clorafabine é importado e não tem registro na Anvisa [Agência Nacional de Vigilência Sanitária]”, diz o texto.
Por isso, prossegue o texto, é necessário que seja realizado um complexo processo de importação para que seja permitida a entrada do medicamento no Brasil, o que geralmente leva em torno de 90 a 120 dias. “O Ministério da Saúde recebeu a determinação Judicial no dia 1º de novembro, com prazo concedido para entrega de medicamento em 4 de novembro”, informa a nota enviada ao site.
Ainda de acordo com o Ministério, a impossibilidade de cumprir o prazo está sendo manifestada à Justiça.
O Ministério informou que, só no ano passado, gastou R$ 132,5 milhões com ações judiciais para fornecimento de medicamentos e foi citado em 3,4 mil ações judiciais com pedidos para fornecer remédios.
Em que pé está-A informação do Ministério é de que, neste momento, está sendo aguardada a cotação oficial do fornecedor exclusivo do Clorafabine, o laboratório Genzyme, para aquisição do medicamento. Cada dose custa é US$ 5.095,32.
Para o tratamento de Filipe, serão necessários 20 frascos do medicamento, totalizando o montante de US$ 101.886,40, acentua o Ministério.
O menino, na verdade, precisa de 30 doses, mas a família já conseguiu uma doação, de R$ 50 mil, para as 10 primeiras, vindas do pecuarista Antônio Moraes. A importação já foi feita, mas a medicação ainda não chegou.
Os problemas de Filipe para iniciar o tratamento são maiores ainda. Antes de começar a receber o Clorafabine, ele precisará ir para os Estados Unidos, para uma consulta com o especialista que pesquisa o uso do medicamento, usado originalmente para leucemia, para tratar a doença que o menino tem. Filipe sofre de histiocitiose de células Langer Hans, doença que afeta vários órgãos, de forma semelhante ao câncer.
A ida aos Estados Unidos está indefinida, por causa da demora no processo de concessão do visto pela Embaixa estadunidense em Brasília.



Orçamento aprova relatório preliminar com mais R$ 3,4 bilhões para saúde

10/11/2011 15:33,  Por Agência Câmara
Apesar da pressão, o deputado Arlindo Chinaglia não incluiu valores ou percentuais para reajuste do Judiciário e das aposentadorias. Principal novidade do texto são as emendas de iniciativa popular, que serão definidas em audiência pública nas câmaras de vereadores.
Reinaldo FerrignoChinaglia centralizou os recursos das emendas populares na área da saúde.
A Comissão Mista de Orçamento aprovou nesta quinta-feira (10), após três horas de debate, o parecer preliminar da proposta orçamentária para 2012 (PLN 28/11). O texto traz as regras para apresentação das emendas parlamentares, além das despesas que terão tratamento prioritário por parte do relator-geral, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP). A votação manteve o cerne do parecer original apresentado pelo deputado há 20 dias, mas as negociações mantidas nesta semana provocaram mudanças, reforçando significativamente a dotação das ações de saúde, que ganhou mais R$ 3,4 bilhões.
A ampliação tem duas fontes. Primeiro, os parlamentares decidiram que os recursos destinados às emendas de iniciativa popular (R$ 2,209 bilhões) vão financiar somente ações de estruturação da rede do Sistema Único de Saúde (SUS). Depois, elevaram o limite das emendas individuais de R$ 13 milhões, proposto por Chinaglia, para R$ 15 milhões para cada parlamentar, sendo que a diferença (R$ 2 milhões) será usada somente em ações de saúde. Multiplicado por 594 parlamentares, entre deputados e senadores, isso representa mais R$ 1,188 bilhão para a área.
As ações e os serviços públicos de saúde haviam sido contemplados com R$ 79,6 bilhões no projeto do Orçamento. O piso constitucional, dado pela Emenda 29/00, é de R$ 79,9 bilhões. Com o acréscimo aprovado nesta quinta, esse valor chegará a, pelo menos, R$ 83 bilhões.
Reajustes
O parecer aprovado também preservou a visão do relator de não antecipar valores na discussão de reajustes para o funcionalismo público e para os aposentados e pensionistas da Previdência que ganham acima do salário mínimo. Dois destaques, de autoria do DEM e do PSDB, tentaram incluir valores ou percentuais de ganho real, mas foram derrubados com apoio da base aliada. A reunião foi acompanhada o tempo todo por representantes das duas categorias, que criticaram a decisão da comissão.
No caso do Judiciário, a ideia do autor da emenda, deputado Pauderney Avelino (DEM-AM), era obrigar Chinaglia a reservar R$ 1,467 bilhão para garantir as duas primeiras parcelas de reajuste dos servidores em 2012, de um total de seis, a serem pagas em três anos. Chinaglia pediu a rejeição do destaque. Para ele, o aumento, pelo seu impacto fiscal significativo, precisa ser mais negociado.
Brizza CavalcanteServidores e aposentados pressionaram, mas percentual de reajuste não foi incluído no texto.
Em relação às aposentadorias, o relator incluiu no parecer a possibilidade de reforçar a dotação do INSS para elevar o reajuste dos aposentados e pensionistas que ganham acima de um salário mínimo.
Participação popular
As emendas de iniciativa popular são a principal novidade do texto do relator. Por meio delas, 4,9 mil municípios com população de até 50 mil habitantes poderão indicar emendas para o Orçamento da União em valores de R$ 300 mil a R$ 600 mil, dependendo da população.
Veja a relação dos municípios beneficiados.
A indicação será feita em audiência pública nas câmaras de vereadores, com participação da prefeitura e da população. A emenda deverá ser enviada por Sedex à Comissão de Orçamento, com data de postagem até o dia 10 de dezembro. Não há garantia de execução, pois elas se inscrevem entre as despesas discricionárias – que podem ou não ser executadas pelo Executivo. Por sugestão do deputado Alex Canziani (PTB-PR), as emendas poderão financiar ações executadas por consórcios públicos. Nesse caso, os valores dos municípios se somam.
No parecer original, Chinaglia havia proposto um conjunto de ações que poderiam ser financiadas pelas emendas. A centralização na saúde foi uma decisão política tomada pelos líderes na comissão, em uma reunião que antecedeu a discussão do parecer.
O pano de fundo foi o questionamento dos parlamentares sobre a novidade. Temia-se que as emendas provocassem uma falsa expectativa na população de liberação garantida, com prejuízo, no caso de não execução, para a imagem do parlamentar atuante no local. A sugestão de centralizar na saúde partiu de Chinaglia, que assim preservou a novidade e atendeu os deputados.
Valor das emendas
Também foi ideia do relator reservar R$ 2 milhões, do valor das emendas individuais, para a saúde. Não é a primeira vez que isso acontece (veja quadro ao lado). A diferença foi o contexto de decisão. O aumento do limite das emendas de R$ 13 milhões para R$ 15 milhões foi definido pelos líderes na comissão com a objeção do PSDB, do PT, do PSC e da liderança do governo no Congresso. Rogério Marinho (RN), líder dos tucanos na comissão, chegou a dizer que o valor deveria ser reduzido, e não aumentado.
Chinaglia sugeriu então que o acréscimo fosse para a saúde, proposta que prevaleceu. Coube ainda ao relator acomodar o aumento de despesa provocado pelo novo valor. As emendas individuais vão somar R$ 8,91 bilhões em 2012 – R$ 1,188 bilhão acima do previsto. A diferença será coberta pela redução dos recursos para as 27 bancadas estaduais e as comissões temáticas do Congresso. O vice-líder do governo no Congresso, Gilmar Machado (PT-MG), ressaltou, porém, que o Executivo era contra o aumento.
Prazo de apresentação
Com a aprovação do parecer preliminar, a proposta orçamentária entra na fase mais importante: a definição das despesas pelos relatores setoriais e a apresentação de emendas – esta última tem prazo do dia 14 e até o dia 23.
Reportagem – Janary Júnior
Edição – Daniella Cronemberger

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26/10/2008 free counters

#SUS: Criança consegue vaga no SUS, 20 dias após o acidente



Gabriel Silva fará cirurgia no fêmur fraturado, na próxima sexta-feira (11).
Ele quebrou o membro e não encontrava local específico para tratamento.

Do G1 GO, com informações da TV Anhanguera
Gabriel Silva, de 10 anos, que fraturou o fêmur há 20 dias, conseguiu na tarde desta quinta-feira (10), uma vaga para realizar a cirurgia no membro. De acordo com o coordenador de controle, avaliação e regulação da Secretaria de Saúde de Aparecida, Leonardo Reis, o procedimento será feito na próxima sexta-feira (11), às 10h, no Hospital Ortopédico de Goiânia (HOG).

Caso

Depois de cair de um cajueiro, em Aparecida de Goiânia, o menino esperava por uma cirurgia para voltar a caminhar, pois, ele estava impossibilitado de se movimentar por causa da fratura. De acordo com familiares de Gabriel, eles teriam procurarado o Hospital de Urgências de Aparecida de Goiânia (Huapa) e a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), mas os dois lugares pediram a eles que esperassem.

Gabriel, que fica maior parte do tempo em cima da cama, reclama das constantes dores. “Incomoda e dói demais. À noite é quando mais sinto dor. Tem dia que sinto febre e hoje não senti porque tomei remédio”, relata a criança.

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26/10/2008 free counters

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

#SUS Bebê sofre corte no rosto em parto feito em Manaus


Agência Estado

Uma bebê teve o rosto cortado por bisturi no parto, ocorrido na madrugada de ontem (08), na maternidade Instituto da Mulher Dona Lindu , em Manaus. A recém-nascida levou nove pontos. "Ela chora muito, o corte está bem vermelho, ela está na UTI e deveria sair ainda hoje", disse a irmã da mãe da menina, Ruth Caldas da Silva. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (Susam), hoje foi aberta uma sindicância para apurar o que ocorreu. O bebê teria saído da UTI na tarde de hoje e não corre risco de vida.

A mãe da bebê, Constância Caldas da Silva, de 24 anos, contou à irmã que estava com dores de parto quando chegou ao hospital na noite de domingo. Mesmo informando ao médico, identificado como Daniel, que estava tendo o segundo filho e o primeiro teria sido de cesariana, ela teria esperando cerca de oito horas com dores até o médico realizar a cesariana.

"Minha irmã contou que o médico chegou com ela ainda na sala de cirurgia e disse que sua bebê não ia ser mostrada a ela porque estaria na UTI por ter sido cortada no parto, mas não explicou mais nada", contou. Segundo Ruth, até agora não houve mais nenhum contato com o médico ou nenhum outro sobre o estado da bebê, embora ela tenha mamado hoje pela manhã. "Não entendemos porque ninguém explica porque foi um corte tão grande, com nove pontos, se é profundo, se vai deixar cicatriz. Estamos cheios de dúvidas e não temos informação nenhuma", reclamou Ruth.

Nome: CNES: CNPJ:
INSTITUTO DA MULHER DONA LINDU 6627595 11729421000174
Razão Social: CPF: Personalidade:
INSTITUTO DA MULHER DONA LINDU -- JURÍDICA
Logradouro: Número: Telefone:
RUA MARIO YPIRANGA 1581
Complemento: Bairro: CEP: Município: UF:

ADRIANOPOPLIS 69070000 MANAUS - IBGE - 130260 AM
Tipo Unidade: Sub Tipo Unidade: Esfera Administrativa: Gestão:
HOSPITAL ESPECIALIZADO MATERNIDADE ESTADUAL ESTADUAL
Natureza da Organização: Dependência:
ADMINISTRACAO INDIRETA - FUNDAÇÃO PUBLICA INIDIVIDUAL
Instituto da Mulher Dona Lindu
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Informações


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