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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Usuários de SP e NE trocam ofensas no Twitter


Cauã Taborda, de INFO Online Terça-feira, 08 de fevereiro de 2011 - 19h38

Usuários de SP e NE trocam ofensas no Twitter







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26/10/2008 free counters

Após apagão, SP registra lentidão em razão de semáforos desligados

08/02/2011 19h14 - Atualizado em 08/02/2011 19h51


Cidade tinha mais de 100 km às 19h; marginais eram piores vias.
Segundo a CET, semáforos apagados ainda atrapalhavam o tráfego.

Do G1 SP


Os motoristas que tentavam voltar para casa por volta das 19h desta terça-feira (8) em São Paulo enfrentavam 112 km de lentidão nas vias monitoradas pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

Segundo a companhia, no horário ainda havia 16 semáforos apagados devido ao blecaute que deixou parte da cidade às escuras. Com isso, os motoristas diminuíam a velocidade, dificultando o tráfego.

As marginais eram as vias mais congestionadas no horário. Segundo a CET, a Marginal Pinheiros, no sentido Interlagos, era o local com maior lentidão, com mais de 14 km de congestionamento. No sentido Rodovia Castello Branco, as filas chegavam a quase 5 km. Na Marginal Tietê, sentido Ayrton Senna, havia cerca de 10 km de filas.

Quem trafegava pelo corredor Norte-Sul (23 de Maio e Rubem Berta) enfrentava mais de 8 km de lentidão.

De acordo com a CET, a maioria dos sinais de trânsito que não estavam funcionando fica na Zona Sul. O problema ocorria, por exemplo, nos cruzamentos de vias movimentadas, como na Avenida Presidente Juscelino Kubitschek com a Avenida Chedit Jafet, na Vila Olímpia. Havia semáforos apagados ainda no Itaim Bibi, no Jabaquara e nos Jardins.


Blecaute em SP prejudica abastecimento de água em 10 regiões

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DE SÃO PAULO

O blecaute que atingiu cerca de 2,5 milhões de pessoas na zona sul de São paulo nesta terça-feira também prejudica o abastecimento de água na região e em cidades da Grande São Paulo.

Alckmin diz que blecautes têm ocorrido com frequência em SP
Apagão afetou 2,5 milhões de pessoas em SP, diz secretaria
Transformador falha e parte de SP fica 23 minutos sem luz
Aneel mantém multa a Furnas por apagão de 2009

Márcio Neves/Folhapress
Semáforos da avenida Paulista apagaram e trânsito ficou complicado nos cruzamentos
Semáforos da avenida Paulista, em São Paulo, apagaram com blecaute e trânsito ficou complicado nos cruzamentos

A Sabesp informou que, por conta das quedas de energia, o nível dos reservatórios de toda a região do Guarapiranga, que abastece três milhões de pessoas, foi comprometido.

Houve a paralisação de 18 bombas responsáveis por levar água para os reservatórios da região sul e, em seguida, para os consumidores.

A primeira queda de energia, às 15h11, parou todo o sistema de bombeamento. Quando a energia foi retomada as bombas começaram a ser religadas, mas antes da normalização do sistema uma segunda queda, às 16h40, parou novamente as bombas.

O trabalho de bombeamento foi retomado cinco minutos depois, quando a energia foi restabelecida completamente. Segundo a Sabesp, foram necessários 30 minutos para o início da normalização do bombeamento de água aos reservatórios.

As regiões mais atingidas foram: Jardim Ângela, Grajaú, Butantã, Morumbi, Brooklin, Jardim São Luiz e parte de Jabaquara. Na região metropolitana, foram afetados Embu, Taboão da Serra, e parte de Embu-Guaçu.

De acordo com a empresa, a normalização do abastecimento deve ocorrer durante a noite. O processo é mais demorado nas regiões mais distantes e altas.

Além do problema de falta de energia, nos dias de calor intenso há aumento do consumo. Por isso a empresa pede que o consumidor economize água para que o restabelecimento ocorra mais rápido nas regiões mais distantes e altas.

FALHA

Segundo a CTEEP (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista), uma falha em um dos três transformadores da subestação Bandeirantes, na zona sul, deixou a região sem energia das 15h11 às 15h21. O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) afirmou que a energia foi restabelecida às 15h43.

A companhia informou que, com a falha do transformador, os outros dois foram desligados automaticamente pelo sistema de segurança da subestação. Entretanto, às 16h40 os dois equipamentos sofreram uma sobrecarga e desligaram novamente, por cinco minutos.

Segundo a CTEEP, o restabelecimento completo ocorreu às 16h45, e as causas do desligamento estão sendo analisadas.

TRÂNSITO

A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) registrou ao menos 21 pontos da cidade sem luz por volta das 16h. Entre as regiões atingidas estavam a da avenida Paulista, Pinheiros, Vila Mariana, Vila Olímpia, Brooklin, Jabaquara, Moema e Ibirapuera.

De acordo com a CTEEP, as regiões atingidas foram as da avenida Paulista, avenida Brigadeiro Luís Antonio, 13 de Maio e imediações, parte da zona sul, como Vila Olímpia, Itaim Bibi, e parte da zona oeste, como Leopoldina, Perdizes e Pinheiros.

O aeroporto de Congonhas, na zona sul, também registrou falta de energia, mas as operações de pouso e decolagem não foram prejudicadas. Segundo a Infraero (estatal que administra os aeroportos), o terminal funcionou com gerador das 15h12 às 15h25, quando a energia foi restabelecida.

A Secretaria de Transportes Metropolitanos informou que a circulação de trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e do metrô não foi afetada.

Em maio do ano passado, reportagem da Folha mostrou que a demora na construção de uma subestação de energia elétrica coloca sob risco crescente de apagão 21 bairros de São Paulo -- entre eles Moema (zona sul) e Morumbi (zona oeste).

Esse atraso fez crescer o risco de um apagão de maiores proporções, como o de 2008, quando 2,5 milhões de pessoas ficaram sem luz na cidade devido à sobrecarga na subestação Bandeirantes, onde ocorreu a falha hoje.



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26/10/2008 free counters

Cerca de 2,5 mi foram afetados por blecaute em SP, diz governo



08 de fevereiro de 2011 17h46 atualizado às 18h10


A Secretaria de Energia do Estado de São Paulo afirmou que aproximadamente 2,5 milhões de habitantes foram afetados pela falta de luz que atingiu a capital paulista na tarde desta terça-feira. O cálculo foi estimado tendo como base em um total de 627 mil unidades consumidoras que ficaram de energia.

Por meio de sua assessoria, o órgão disse que a queda de eletricidade não está sob sua responsabilidade, mas que está cobrando providências por parte da Eletropaulo, companhia prestadora do serviço, e da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP), responsável pela transmissão da eletricidade na cidade.

As regiões atingidas foram avenida Paulista, Brigadeiro, 13 de Maio e imediações e parte da zona sul, como Vila Olímpia, Itaim Bibi, além de bairros na zona oeste, como Leopoldina, Perdizes e Pinheiros.

A CTEEP informou que houve falha em um dos três transformadores de 345/88 kV em sua subestação Bandeirantes, localizada na região sul, às 15h11. , uma ocorrência em sua subestação Bandeirantes, localizada na região Sul da capital paulista. Outros dois transformadores foram desligados, como consequência, mas voltaram a funcionar, às 15h21. Às 16h40, porém, um novo desligamento gerou outro blecaute de cinco minutos. "A companhia está trabalhando junto com distribuidora para realizar o remanejamento das cargas e dividir o atendimento das regiões por outras subestações", afirmou em nota.




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26/10/2008 free counters

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Tom agressivo de Dilma em entrevista sobre apagão preocupa PT e governo


Publicada em 14/11/2009 às 00h00m

Gerson Camarotti

A ministra Dilma Rousseff fala a jornalistas sobre o apagão - Foto: Gustavo Miranda/ O Globo - 12.11.2009

BRASÍLIA - No momento de maior esforço para a reconstrução da imagem pública da pré-candidata petista à Presidência, causou preocupação no núcleo do governo e no partido a entrevista concedida pela chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, na quinta-feira, quando falou sobre o apagão que ocorreu esta semana. Segundo integrantes da cúpula do PT e do governo ouvidos pelo GLOBO, Dilma exagerou nas ironias e no tom professoral, o que explicitou para o público uma imagem de autoritária, arrogante e até agressiva.

A entrevista serviu, no comando da pré-campanha, como um alerta de tudo que ela não deve fazer nos próximos 11 meses. Um ministro chegou a lembrar que foi esse tipo de comportamento mais enfático, e até explosivo, que prejudicou o ex-ministro Ciro Gomes (PSB) na eleição presidencial de 2002. Nos últimos meses, os marqueteiros do governo e do PT iniciaram um trabalho para suavizar a imagem pública de Dilma, tornando-a mais simpática à opinião pública, e tentando tirar a forte característica, que eles dizem ver nela, de "gestora sisuda e implacável".

O líder do PT, deputado Cândido Vaccarezza (SP), minimiza a preocupação:

- A ministra vai continuar na linha "Dilminha paz e amor". Mas, de vez em quando, é preciso usar o chicote para expulsar os vendilhões do templo.

Perguntado sobre a sugestão de alguns de que Dilma só deve se expor em eventos positivos, o petista foi enfático:

- Não podemos deixar que a oposição ou a imprensa pautem a Dilma.

" A ministra vai continuar na linha Dilminha paz e amor. Mas, de vez em quando, é preciso usar o chicote "

A avaliação no núcleo do governo é que no episódio do apagão houve dois erros seguidos em relação a Dilma. O primeiro, tentar blindar a candidata, evitando a aparição dela no primeiro dia. Passou uma imagem de fragilidade da ministra, principalmente porque Dilma foi titular da pasta de Minas e Energia no primeiro mandato do presidente Lula, e até hoje tem grande influência no setor elétrico.

O outro erro foi o de não tê-la preparado melhor para a entrevista, que seria sobre os dados do desmatamento, mas que, certamente, abordaria o apagão. No governo, assessores chegaram a classificar a entrevista como um desastre. A imagem dela na televisão chamando de "minha filha" uma jornalista, segundo um cacique petista, contrastou com o tom de outras entrevistas recentes, em que esteve mais suave e até sorridente.

Para o líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), há um esforço da oposição de tentar colar a ministra a episódios negativos:

- Se tem problema de energia, querem colar na Dilma. Na agricultura ou na economia, também. Quem fala no governo sobre o tema é o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Só colocam a Dilma pela disputa presidencial. Mostra que eles estão muito preocupados.




Alta de 247% desde 1999 faz tarifa de energia elétrica brasileira custar o dobro da dos EUA

Publicada em 14/11/2009 às 19h41m

O Globo

RIO - Além de insegura - como comprovou o blecaute de terça-feira -, a energia elétrica no Brasil é cara. Tão cara que supera o preço dos Estados Unidos.É o que mostra matéria de Henrique Gomes Batista e Liana Melo, publicada neste domingo no GLOBO. Enquanto aqui o custo do megawatt hora (MWh) foi de US$ 138 em 2007, as empresas americanas pagaram naquele ano US$ 64 por MWh. De lá para cá, a situação não melhorou nada.

Em uma década, a energia paga pelas indústrias brasileiras subiu 247,39% contra uma inflação acumulada, de 1999 até setembro último, de 93,74% medida pelo IPCA, do IBGE. Nas residências, o aumento, no mesmo período, foi de 113,94%.

" É qualidade e preço que garantem à indústria competitividade nos mercados interno e externo "

O pior é que a energia tende a ficar ainda mais cara, porque pouco mais de 80% da energia nova que está prevista para entrar no sistema vêm das térmicas, que custam até seis vezes mais que a das hidrelétricas, além de poluir mais.

- Disponibilidade, preço e qualidade da energia são fundamentais para a competitividade da indústria. É qualidade e preço que garantem à indústria competitividade nos mercados interno e externo. A insegurança com o tripé posterga decisões de investimentos e desarticula processos produtivos - avalia Augusto Jucá, gerente da unidade de Competitividade Industrial da Confederação nacional da Indústria (CNI).

Busca por segurança encareceu o sistema

Parte do aumento embutido no preço da energia, sobretudo depois de 2001, foi creditado, na avaliação de especialistas, ao custo de se ter um sistema mais seguro, à prova de apagão. Mas o blecaute da última semana deixou evidente que não é bem assim.

O sistema é vulnerável, o que acaba gerando insegurança nos empresários. Por ter ficado às escuras por mais de quatro horas, algumas indústrias paulistas, por exemplo, chegaram a perder cerca de 2% do seu faturamento mensal.

- Isso nos preocupa muito, pois os maiores investimentos foram feitos, nos últimos anos, justamente na transmissão, onde ocorreu o problema - diagnostica Ricardo Lima, presidente-executivo da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace).

O custo da transmissão, grande vilão do apagão, saltou de R$ 2,115 bilhões no ciclo 2000/2001 (o ano do setor elétrico é calculado de julho a junho do ano seguinte) para R$ 10,535 bilhões em 2009/2010. Foi um salto de 398,06%. Esta etapa do ciclo energético consome 6,5% do movimentado por ano no setor, que para 2009 está projetado para R$ 120 bilhões.

A reportagem mostra ainda que os impostos são outros grandes vilões das altas tarifas. Estudos indicam que o governo abocanha, com a arrecadação dos tributos, entre 45% e 51% da receita gerada pelo setor. Traduzindo: vão para os cofres da União entre R$ 54 bilhões e R$ 61 bilhões.

Dilma é inocente





Apagão foi maior que o imaginado e atingiu 18 estados

seg, 09/11/09
por gmfiuza |

Ela não tem culpa. Está sendo só ela mesma. Passeia de mãos dadas com o padrinho, reclama da imprensa burguesa, fuxica informações do governo anterior. Isto é Dilma Rousseff.

O problema são os outros. A opinião pública brasileira é comprável com meio slogan. Caetano Veloso, querendo criticá-la, sem querer abençoou a fraude. O mal de Dilma, segundo o compositor, é ser apenas uma gestora, sem experiência política.

Haja paciência. A única verdade incontestável no currículo de Dilma Rousseff – fora as que ela mesma cria – é ser uma militante. Venerável Caetano: política é a única coisa que a ministra-chefe da Casa Civil fez até hoje.

Quem lhe disse que Dilma é gestora? Lula? Os jornais? Procure saber você mesmo. Descubra, se puder, uma única experiência de gestão bem-sucedida da suposta dama de ferro.

A auto-intitulada companheira de armas de José Dirceu fez na vida o que dez entre dez políticos da DisneyLula fazem: buscar o poder, grudar nele, abrir espaços para a companheirada na sombra do Estado brasileiro.

Avalie a gestão mais conhecida de Dilma Rousseff, à frente do Ministério das Minas e Energia (na Casa Civil ela só conspira, faz campanha e brinca de mãe do PAC, portanto não conta). Caetano, você ouviu falar que as concessionárias de energia elétrica estão devendo bilhões de reais ao consumidor, por cobranças excessivas na conta de luz?

Pois bem: isso é uma das obras-primas da famosa gestora Dilma Rousseff.

Copiando o populismo tarifário argentino, a candidata de Lula baixou na marra o preço da energia – como sempre, em nome do povo. É o crime perfeito: o povo fica feliz agora, e se dá mal mais tarde, com a falência das empresas do setor, que acabarão sendo socorridas pelo Tesouro – isto é, por todos nós.

Desta vez, as empresas deram um jeitinho, dentro do fantástico modelo criado pela gestora Dilma, de já ir abatendo o prejuízo no caminho. O contribuinte vai se ferrar lá na frente, e o consumidor já vai se ferrando agora. Um lembrete: ambos são a mesma pessoa – você –, vítima da grande gestora.

Alguém tem notícia de que a cobrança exorbitante e ilegal será devolvida às vítimas? Alguém ouviu alguma garantia nesse sentido da ministra mais poderosa do governo?

Ninguém tem, ninguém ouviu. Por uma razão simples: Dilma Rousseff não é uma autoridade de fato, não está administrando (gerindo!) os problemas do Brasil. Está cuidando do seu projeto eleitoral. Fazendo política – que é o que se dispõe a fazer.

Nada disso aparece na pasmaceira que é o debate político brasileiro. Todos os gatos por aqui têm status de lebre. Maluf inventa o “gestor” Celso Pitta, e a manada só grita depois do cofre arrombado. E lá vamos nós de novo, Caetano.

O verdadeiro analfabeto brasileiro é o eleitor.




Publicada em 11/11/2009 às 15h18m

Mônica TavaresO Globo Do Mirante do Leblon, uma vista inusitada da orla do Rio: sinais de trânsito apagados e só a luz dos carros no caminho - Foto: Marco Antônio Teixeira

BRASÍLIA e RIO - A quantidade de energia desligada com o apagão de terça-feira à noite foi de 28 mil megawatts (MW) no Brasil, afetando 18 estados, e de 980 MW no Paraguai. A informação consta de relatório do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). O número é muito acima dos 17 mil MW inicialmente estimados. Inicialmente, o governo dissera que eram dez estados afetados.

Ficaram totalmente sem energia os estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio e Espírito Santo. Além disso, também foram atingidos parcialmente Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Acre, Rondônia, Bahia, Sergipe, Paraíba, Alagoas, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Marcio Zimmermann, informou nesta quarta-feira que o apagão foi provocado pelo desligamento de três linhas de transmissão de energia. Com a saída da operação das linhas de transmissão, a usina hidrelétrica de Itaipu passou a "girar no vazio", sem possibilidade de transmitir energia, o que provocou o apagão.

Duas das linhas ligam Ivaiporã, na região central do Paraná, a Itaberá, na região sul de São Paulo. A outra liga Itaberá a Tijuco Preto (São Paulo). Segundo Zimmermann, no momento do desligamento havia condições meteorológicas adversas.

Instituto de meteorologia não registraram fenômenos atípicos

- Nossas avaliações iniciais mostram que houve uma condição meteorológica forte na região de Itaberá (SP), onde passam três circuitos de Itaipu que ligam as regiões Sul e Sudeste. Com isso, houve uma contingência tripla - disse o secretário à Reuters, por telefone. - O sistema é projetado para aguentar contingência dupla... não existe viabilidade técnica e econômica para proteção acima de contingência dupla, é inviável.

O secretário informou que a subestação de Itaberá recebe três circuitos de Itaipu de 750 KV. As linhas não chegaram a cair, foram desligadas. O presidente de Itaipu, Jorge Samek, em entrevista à Globonesws, informou que foi a primeira vez que a usina de Itaipu foi totalmente desligada.

Furnas Centrais Elétricas divulgou nota informando que as linhas de transmissão que interligam a usina de Itaipu ao Sistema Interligado Nacional (SIN) estão "operando normalmente e não foi identificado qualquer dano nos seus circuitos e torres de transmissão".

A energia começou a voltar, segundo o ONS, às 22h29m, pela região Sul. Os moradores do Acre contaram com luz às 22h39m. Em Minas, a energia começou a ser restabelecida às 22h40m, e o processo foi concluído por volta das 23h50m. À 0h45m foi iniciado o restabelecimento de cargas no Rio de Janeiro e no Espírito Santo, cuja conclusão se deu de forma gradativa ao longo da madrugada.

À 1h44m foi restabelecido o Sistema Interligado Nacional, com a interligação dos Sistemas Sul e Itaipu ao Sistema Sudeste, que já se encontrava interligado ao restante do Sistema Nacional.

Até o momento, por volta das 10h43m desta quarta-feira, quando o ONS publicou o relatório, as usinas nucleares Angra 1 e 2 continuavam desligadas . Elas são muito importantes para o abastecimento do Rio. O restabelecimento dos equipamentos e linhas de transmissão teve início imediato, após o apagão, "sendo concluído por volta das 3h15m de hoje". Mas não estava funcionando uma linha de transmissão.

Zimmermann descartou a possibilidade de qualquer ataque de hackers .

- Não existe isso de sabotagem - enfatizou.

O blecaute aconteceu às 22h14m, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava reunido com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, segundo Zimmermann. E o problema foi 100% sanado somente às 3h15m desta quarta-feira.

- Os estados de São Paulo e do Rio foram os mais atingidos - reconheceu.



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26/10/2008 free counters

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

#APAGAO Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão inaugura o besteirol para explicar o blecaute nordestino

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Lampião a postos – O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) anunciou nesta sexta-feira (4) que a causa do apagão que deixou às escuras na noite anterior e na madrugada vários estados do Nordeste será anunciada oficialmente no início da próxima semana. Tempo suficiente para que um raio intruso seja localizado nos registros meteorológicos da região atingida pela falta de luz. Enquanto isso, técnicos confirmam que o problema foi causado por uma falha técnica na subestação de Luiz Gonzaga, no interior de Pernambuco.

Há instantes, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB-MA), que, diga-se de passagem, não sabe como trocar uma lâmpada, disse que o sistema elétrico brasileiro é o melhor do mundo e que a verdade não será escondida. Lobão, que durante o apagão não veio a público para dar as devidas explicações, pois afinal esses cansados donos do poder precisam dormir enquanto a população sobrevive na penumbra, parece ter sido contaminado pelo messianismo mambembe que Luiz Inácio da Silva espalhou pela Esplanada dos Ministérios, onde os ministros mais parecem descendentes de Aladim, o folclórico e fabuloso gênio da lâmpada.

No apagão de novembro de 2009, quando 18 estados brasileiros ficaram às escuras durante longas horas, o maranhense Edison Lobão respondia pela pasta de Minas e Energia, enquanto a agora presidente Dilma Rousseff, então ministra-chefe da Casa Civil, travestia a verdade diante de câmeras e microfones como forma de não comprometer a sua candidatura rumo ao Palácio do Planalto. “Melhor gerente que o Estado brasileiro já teve” – esta é a opinião do aloprado Lula – Dilma disse à época que a culpa pelo apagão anterior era da natureza. E na alça de mira entraram raios, vendaval e chuva.

Não causará surpresa alguma se na próxima semana surgir em cena um alucinado qualquer para dizer que um inseto intruso comprometeu a conexão do disjuntor da “rebimboca da parafuseta” da subestação fincada no interior pernambucano. Muito estranhamente, dois destacados governadores do Nordeste, cujos estados foram atingidos pelo apagão das últimas horas, transformaram a vergonhosa genuflexão diante do Palácio do Planalto em silêncio obsequioso e covarde. Referimo-nos a Cid Gomes, do Ceará, e Eduardo Campos, de Pernambuco, ambos assíduos frequentadores do mais novo planetário político nacional, o PSB.




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26/10/2008 free counters

#apagao : Detentos aproveitam blecaute e provocam rebelião no Aníbal Bruno


Publicado em 04.02.2011, às 07h47

Do JC Online

Um detento morreu e outro ficou ferido na madrugada desta sexta-feira (4), quando alguns presos aproveitaram o apagão que atingiu todo o Nordeste para realizar um motim no pavilhão D do presídio Aníbal Bruno, no bairro do Sancho, Recife.


O detento Robert Taylor Rodrigues de Morais agrediu a facadas Thiago Henrique Morais, que morreu no local. Minutos depois, outro grupo teria espancado Alexandre Gomes da Silva, 19 anos, que sofreu várias escoriações pelo corpo e foi levado para o Hospital da Restauração, onde está sendo atendido.

De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Ressocialização de Pernambuco, a confusão já foi controlada e policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa estão indo ao local para autuar Alexandre Gomes em flagrante por mais esse crime.













Apagão faz aeroporto cancelar voos em Natal (RN)





DANILO SÁ
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE NATAL (RN)

O Rio Grande do Norte foi o Estado do Nordeste que mais tempo ficou às escuras na madrugada desta sexta-feira durante o blecaute. O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) informou que, em Natal, a falta de luz começou por volta das 23h30 de ontem e a energia só foi restabelecida por voltas das 3h30 de hoje.

Apagão atinge o Nordeste; entenda o caminho da energia
Oposição vai pedir explicações ao governo
Fortaleza teve reflexos durante toda a manhã
Ministro diz que falhas são comuns

O apagão que atingiu oito Estados do Nordeste prejudicou as operações do Aeroporto Internacional Augusto Severo, em Parnamirim (RN), região metropolitana da capital.

Segundo a Infraero, estatal que administra os aeroportos, um voo que pousaria em Natal precisou ser transferido para Fortaleza. Outros dois voos foram cancelados durante a madrugada.

Ainda conforme a Infraero, os problemas foram causados porque os geradores do aeroporto demoraram a entrar em funcionamento.

Nos hospitais da cidade, a falta de energia só não foi pior porque as principais unidades têm geradores. No Hospital Walfredo Gurgel, o maior do Rio Grande do Norte, o apagão fez com que alguns equipamentos não funcionassem.

Outro problema causado pelo apagão foi registrado ao amanhecer. Dezenas de semáforos da capital entraram em pane, causando transtornos no trânsito. O problema começou a ser corrigido nas primeiras horas desta sexta-feira.

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26/10/2008 free counters

#apagao Não há no mundo sistema mais moderno que o brasileiro, diz ministro

@annaruthdantas Aqui na minha cidade Angicos, a falta de energia iniciou as 23h e retornou agora pela manhã por volta das 07h00min, about 1 hour ago · reply




G1 04/02/2011 12h32

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou nesta sexta-feira (4) que uma falha no circuito eletrônico da subestação Luiz Gonzaga, no município de Jatobá, em Pernambuco, foi a "causa provável" do apagão na região Nordeste. Ele negou que tenha ocorrido sobrecarga do sistema. "Não há no mundo nada mais moderno que o sistema [elétrico] brasileiro", disse Lobão. Segundo ele, o sistema é "bom", mas tem "falhas".
De acordo com o ministro, houve uma falha em um componente eletrônico - a cartela - que faz parte do sistema de proteção da subestação. Como consequência, a subestação foi desligada, atingindo os sistemas das usinas de Xingó, Paulo Afonso e Luiz Gonzaga. "O sistema inteiro acabou se desligando como autoproteção", afirmou Lobão.

A pane atingiu Bahia, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Ceará, Sergipe, Piauí e Rio Grande do Norte na noite de quinta-feira (3) e início da madrugada desta sexta (4). "Estes estados ficaram isolados do sistema", disse o ministro. O fornecimento de energia foi retomado durante a madrugada. Em Alagoas, isso ocorreu perto das 4h desta sexta-feira.
O ministro disse que já conversou com a presidente Dilma Rousseff a respeito do apagão no Nordeste. "Falei com ela, dando notícia do que tinha acontecido. Ela fez perguntas, pois conhece como o sistema funciona, e determinou que eu tomasse todas as providências", informou Lobão.


Explicações

Lobão concedeu entrevista coletiva nesta sexta para explicar as causas do apagão. Ele utilizou gráficos e imagens para mostrar as causas do problema. O ministro informou que se reunirá na segunda-feira (7) no Rio com representantes do Operador Nacional do Sistema, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) e de distribuidoras de energia para avaliar situação. "Vamos ter uma radiografia completa do que ocorreu e quais providências foram tomadas", disse. Segundo ele, Dilma receberá informações sobre as causas do apagão logo após o término da reunião.
"Vamos apurar os danos e evitar que isto volte a acontecer", afirmou Lobão. O ministro disse que o sistema elétrico é "robusto e moderno", mas que podem ocorrer falhas. Segundo ele, o problema de fornecimento de energia no Nordeste pode ocorrer em qualquer país. "O nosso sistema funciona muito bem. Tem falhas. (...) Existem falhas em todos os sistemas do mundo".
Segundo explicações do secretário de Energia Elétrica , Ildo Grüdtner, a falha se deu por conta de um problema ao qual o sistema está sujeito. "Esta falha no sistema de proteção ocorre, não é tão frequente, mas ocorre topicamente com algum intervalo. Ora causa grandes prejuízos, como neste caso, ora ocorre sem nem ser percebido", afirmou. Grüdtner disse ainda que a falha no componente eletrônico de fato ocorre e é esperada, mas o que não é "desejável" é a resposta dada pelo sistema, de desligamento de outras estações.


Copa do Mundo

O ministro negou que o apagão ocorrido no Nordeste se repita durante a Copa do Mundo, que será realizada em 2014 no Brasil. Salvador, Recife e Natal serão sedes da Copa. "Há uma comissão criada para trabalhar permanentemente até a conclusão da Copa do Mundo", disse. "Não temos essa preocupação que possa haver um acidente. É uma precaução. Estamos prevenidos".


Saiba como o apagão afetou os estados do Nordeste

Moradores da PB e AL amanheceram sem água, nesta sexta-feira (4).
Em Pernambuco, falta de luz causou tumulto em presídio.

Do G1, em São Paulo


A falta de energia elétrica que afetou oito estados do Nordeste, na madrugada desta sexta-feira (4), ainda causa transtornos a moradores de algumas áreas. O apagão teve início por volta das 23h30 (0h30, no horário de Brasília), e alguns estados só tiveram a situação normalizada às 4h. Em pelo menos dois estados a queda de energia afetou o abastecimento de água.

A pane que atingiu Bahia, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Ceará, Sergipe, Piauí e Rio Grande do Norte na noite de quinta-feira (3) e início da madrugada desta sexta ocorreu devido a uma falha no circuito eletrônico da subestação Luiz Gonzaga, no município de Jatobá, em Pernambuco. Segundo o diretor de operações da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco, Mozart Bandeira Arnaud, o abastecimento de luz já foi normalizado em todos os estados.

Apagão atingiu oito estados do Nordeste na madrugada desta sexta-feira (4) (Foto: Marco Aurélio Martins/Agência A Tarde/AE)Apagão atingiu oito estados do Nordeste na madrugada desta sexta-feira (4) (Foto: Marco Aurélio Martins/Agência A Tarde/AE)

Paraíba
Apesar do restabelecimento do sistema de energia elétrica, moradores da Região Metropolitana de João Pessoa e de algumas cidades do interior da Paraíba estão sem água, segundo a Companhia de Água e Esgoto do estado (Cogepa). Devido à falta de energia, o nível dos reservatórios de água do estado caiu e grande parte do estado está sem água. Segundo a Cogepa, ainda não há informações sobre o número de moradores afetados. Também não há previsão para que a situação seja normalizada.

Ainda na Paraíba, alguns caixas eletrônicos e terminais de bancos estão fora de funcionamento. Clientes de algumas agências enfrentam dificuldades para efetuar saques.

Telefones de delegacias e o sistema de comunicação da Secretaria de Segurança Pública da Paraíba também ficaram fora do ar durante a madrugada.

Na Paraíba, mais de 1,2 milhão de consumidores ficaram sem luz, de acordo com a Energisa. O problema ocorreu às 23h29 e começou a ser normalizado às 2h03.

Bahia
A falta de energia que afetou os estados nordestinos comprometeu parte do fornecimento de energia do Complexo Básico do Pólo Petroquímico de Camaçari. Algumas empresas tiveram que paralisar suas atividades, de acordo com o Comitê de Fomento Industrial de Camaçari (Cofic).

Por conta disso, um plano de emergência foi acionado e as vias internas do Pólo foram bloqueadas. Funcionários de algumas das empresas que paralisaram suas atividades foram liberados, por medida de segurança.

Apesar das medidas de prevenção, o Cofic afirma que não foram registrados acidentes ou vazamentos. O bloqueio das vias internas do Pólo já foi liberado. As atividades das empresas estão sendo restabelecidas gradualmente.

Só na Bahia, segundo a Companhia de Eletricidade do estado (Coelba), 4,2 milhões de consumidores foram afetados. O sistema foi completamente normalizado às 3h36 (horário local).

Alagoas
Em grande parte do estado, moradores enfrentam falta d'água nesta sexta-feira. Em Maceió, segundo a Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), cerca de 900 mil pessoas estão sem água, devido à queda de energia. A previsão é que a situação comece a ser normalizada na noite desta sexta-feira.

Segundo a Casal, ainda não é possível afirmar quantos moradores do estado sofrem com a falta d'água.

Pernambuco
Um preso foi morto e outro ficou ferido, na madrugada desta sexta, em um tumulto no presídio Aníbal Bruno, no Recife. De acordo com a Secretaria de Ressocialização de Pernambuco (Seres), a briga entre os detentos do pavilhão D ocorreu durante o apagão.

O detento foi morto a golpes de faca artesanal por outro preso, segundo a Seres. Um terceiro detento que tentou separar a briga ficou ferido e teve que ser encaminhado ao Hospital da Restauração.

Rio Grande do Norte
O apagão também prejudicou as operações no Aeroporto de Natal, segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).

De acordo com a Infraero, um voo que pousaria em Natal precisou ser transferido para Fortaleza e outros dois voos foram cancelados. Os transtornos ocorreram porque os geradores do aeroporto demoraram para entrar em funcionamento. O aeroporto já opera normalmente, segundo a Infraero.

Os voos nos demais aeroportos do Nordeste fluíram normalmente durante a madrugada. Eventuais atrasos e cancelamentos, segundo a Infraero, foram causados por outros motivos.

No Rio Grande do Norte, os 167 municípios do estado foram afetados. Segundo a Companhia Energética do estado (Consern), mais de 1,1 milhão de consumidores ficaram sem energia elétrica.


Lobão chama apagão de 'interrupção' e descarta problema na Copa de 2014

Publicada em 04/02/2011 às 12h30m

Mônica Tavares

BRASÍLIA - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, garantiu que o sistema brasileiro de energia é o mais moderno do mundo, chamou o apagão que ocorreu durante a noite de quinta-feira e a madrugada de sexta-feira no Nordeste de 'interrupção' e negou que isso possa se repetir na Copa do Mundo de 2014. Ele explicou que foi criada uma comissão para trabalhar em todas as regiões e cidades onde o evento vai acontecer.

- Não houve um apagão, houve uma interrupção temporária de energia.

Leia também: Dilma cobra providências sobre apagão

Segundo ele, a comissão vai trabalhar permanentemente durante este período, a partir de agora até a conclusão da Copa do Mundo, com absoluta atenção nos estados e cidades onde a Copa se dará.

- Não temos esta preocupação de que possa haver um acidente. Então para que essa comissão? É uma precaução a mais, estamos tomando todas as providências, não queremos ser surpreendidos - completou Lobão.

'Sistema robusto'

O ministro afirmou que não houve sobrecarga de energia e que o sistema brasileiro é o que existe de mais moderno no mundo. Segundo ele, o que ocorreu no Nordeste e mesmo nos outros blecautes "no passado ora recentes ora distantes é o que acontece em todos os países do mundo". Ele entende que no Brasil não está sendo diferente para pior:

- Ao contrário, é diferente para melhor, o nosso sistema funciona muito bem. O sistema é robusto, é bom e é moderno. Não há no mundo nada mais moderno que o sistema brasileiro. Tem falhas? Tem falhas, isso acontece em todos os países do mundo.

Lobão reforçou que a causa provável do apagão é que um dos dois circuitos da subestação da usina hidrelétrica de Luiz Gonzaga (Itaparica), no município de Jatobá, interior de Pernambuco, falhou. Na tentativa de reativá-lo, então, por autoproteção, houve o desligamento dos dois circuitos, o que gerou contaminação do sistema.

- Todas as providências necessárias nesse setor (de energia elétrica) foram ou estão sendo tomadas - completou.

Lobão também garantiu que as linhas de transmissão que vão atender à futura usina hidrelétrica de Belo Monte vão funcionar dentro do padrão de modernidade do país.

Relatório completo

Lobão espera ter na próxima segunda-feira um quadro completo sobre os motivos do apagão no Nordeste. Segundo o ministro, haverá uma reunião na segunda-feira no Rio de Janeiro com representantes de Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e distribuidoras de energia.

Os estados de Bahia, Sergipe, Alagoas, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Paraíba, Piauí e Ceará ficaram sem energia no final da noite de quinta-feira. O abastecimento começou a ser retomado no início da madrugada. Apenas o Maranhão não foi afetado.


Ministro de Minas e Energia diz que não houve apagão

Edison Lobão afirma que rede elétrica do país é moderna e diz que houve apenas "interrupção temporária de energia elétrica"

Gabriel Castro

Mesmo depois do apagão que atingiu oito estados do Nordeste, na madrugada desta sexta-feira, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, garante que a rede elétrica do país é “moderna”. Ao falar à imprensa, na manhã desta sexta, Lobão adotou a estratégia de mudar o nome do problema para minimizar a falha: “Não houve apagão. Houve uma interrupção temporária de energia elétrica”, disse.

Segundo o ministro, um problema em uma espécie de interruptor - chamado tecnicamente de relé - da usina de Luiz Gonzaga, no município de Jatobá (PE), motivou o blecaute. Segundo Lobão, a falha não pode ser atribuída à qualidade do equipamento: “Eu não posso afirmar que o material falhou e até resistiria a essa versão. É um material razoavelmente moderno, e não está envelhecido”, declarou.

O desligamento, prosseguiu, foi provocado de forma automática, por uma motivação ainda desconhecida: “O sistema entendeu que havia alguma coisa de anormalidade e se auto-protegeu, desligando-se”. Lobão convocou uma reunião com autoridades ligadas ao tema para fazer um diagnóstico completo da falha. O relatório será encaminhado à presidente Dilma Rousseff.

Dilma - O apagão do Nordeste foi o primeiro do governo de Dilma Rousseff - que, durante o governo Lula, chegou a comandar o Ministério de Minas e Energia. O tema é uma pedra no sapato da petista desde 2009, ainda quando era ministra da Casa Civil. Na época, 18 estados ficaram total ou parcialmente no escuro devido a uma pane no sistema elétrico. “Temos uma certeza: que não vai ter apagão. É que nós hoje voltamos a fazer planejamento. Nós prometemos que não terá nesse país mais racionamento", prometeu a então ministra.

Na campanha eleitoral, a então candidata fez duras críticas ao apagão de 2001, ocorrido no governo de Fernando Henrique Cardoso, e chamou de "barbeiragem" o racionamento imposto pelo governo na ocasião. "Temos energia sobrando e um sistema de transmissão extremamente robusto", declarou.

Em março do ano passado, o presidente Lula também garantiu que o país estaria livre do problema: "Nunca mais a gente vai ter apagão neste país, a não ser que caia uma torre ou um negócio qualquer".


Sistema de transmissão de energia é ''robusto e moderno'', disse Lobão

Publicado em 04.02.2011, às 10h46

Do JC Online com agências

Apesar do apagão ocorrido em Pernambuco e em outros sete estados nordestinos, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou nesta sexta-feira (4) que o sistema de transmissão de energia do Brasil é "robusto e moderno". De acordo com ele, "não há no mundo nada mais moderno" e as falhas que foram registradas durante a madrugada são "as que acontecem no mundo todo".

O ministro concedeu entrevista coletiva em Brasília, após reunião com o secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Ildo Grüdtner, e afirmou que "não houve um apagão", mas um problema no sistema. Segundo ele, a energia elétrica já foi restabelecida nos estados afetados pelo blecaute.

Quase toda a região ficou às escuras a partir das 23h30 de ontem, após um problema em linhas de transmissão locais. A luz começou a retornar ainda durante a madrugada de hoje. O apagão atingiu pelo menos sete estados: Alagoas, Sergipe, Pernambuco, Paraíba, Bahia, Ceará e Rio Grande do Norte. Também há relatos de falta de energia em alguns bairros de cidades do Piauí e no Norte do país.

A Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) ainda não divulgou um balanço de quantas pessoas foram afetadas pelo apagão. O superintendente do órgão, Dilton da Conte Oliveira, deverá informar, ainda nesta manhã, o que teria provocado o apagão. O Operador Nacional do Sistema (ONS) também informou que não sabe as causas da pane, mas convocou para a próxima terça-feira (8), no Rio de Janeiro (sede do ONS), uma reunião entre o operador, a Chesf e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para discutir as causas que levaram à falta de luz.

Conforme o ministro Lobão, "a proteção eletrônica do sistema entendeu que existia um problema e se desligou". O apagão ocorreu depois de uma pane na subestação Luiz Gonzaga, na fronteira de Pernambuco e Bahia, onde seis linhas de transmissão caíram. Para evitar que o blecaute atingisse todo o País, o sistema elétrico nacional isolou automaticamente a região Nordeste.

MULTA - A Chesf poderá ser multada no valor correspondente a 1% do faturamento ou sobre o valor estimado de energia produzida nos últimos 12 meses por causa do apagão ocorrido nesta madrugada, como indica a Resolução nº 63/2004 da Aneel. A decisão sobre a multa depende de fiscalização local após recebimento do Relatório de Análise de Perturbação (RAP) do ONS.







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26/10/2008 free counters

Apagão atinge o Nordeste; capitais seguem na escuridão

Sexta, 4 de fevereiro de 2011, 01h02 Atualizada às 01h50


Gustavo Escobar /Reprodução
Foto do internauta Gustavo Escobar, postada no Twitter: apagão em Recife
Foto do internauta Gustavo Escobar, postada no Twitter: apagão em Recife

Claudio Leal

Um apagão atinge o Nordeste na noite desta quinta-feira (03). Nas redes sociais, internautas já postam fotos da escuridão em Salvador, Recife, Maceió, João Pessoa, Fortaleza, Natal e São Luís. Não existe informação oficial sobre a queda de energia. Segundo posts no Twitter, aos poucos a luz retorna em Fortaleza.

Alguns do tweets:

"@_jamesrusso Teresina e São Luis estão com energia."

"@RayssaPereira @Leo_kuboo NÉ ,parece que onde tá tendo luz é Piauí e Maranhão. estou me sentindo em uma das cenas de duro de matar 4,0 HAHA aloca #apagão"".

"@luwanderley Q horror! RT @HugoGloss: Salvador também. RT @Hqsc: RT @bqeg: Recife, Joao pessoa, natal e fortaleza NO ESCURO. #apagao"

maria_fro @bob_fernandes twitteiros de Teresina informam que em Teresina não faltou energia elétrica.

"@jair_avlis #apagao geral em todo Ceará... 2012 ??"

"@maryzaidan Balanço do tuiter sobre o apagão: Bahia (Salvador, litoral e interior), Recife estão sem energia há mais de duas horas. Fortaleza voltou."

"@kelinesoares @BetoMafra @fabianotomy @maria_fro quase todo o NE esta sem luz, exceto do Piauí e Maranhão. Estou em PE"

"emersonanomia Confirmadíssimo. Ainda oscilando, mas voltou :) RT @bruxaOD: Luz começa a voltar em Fortaleza. confirma, @emersonanomia ? #apagão".

A cidade do Salvador (BA) sofreu um "apagão" por volta das 23h. Da Cidade Baixa a Itapoã, estão iluminados somente os prédios com geradores. Às 23h30, Porto Seguro, no sul baiano, também caiu na escuridão. Idem a cidade de Senhor do Bonfim. Terra Magazine conversou com moradores de diversos pontos da capital: Bonfim, Itaigara, Jardim Armação, Aflitos, Barra, Rio Vermelho, Pituba - em nenhum havia luz. Um dos principais eventos do calendário da cidade, o Festival de Verão funciona com geradores. A cantora Ivete Sangalo se apresenta nesta noite.

O governo federal ainda não se pronunciou sobre o apagão. Às 1h50, no ministério de Minas e Energia, ninguém atende os telefones.

Terra Magazine





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26/10/2008 free counters

Apagão atinge parte das regiões Norte e Nordeste

Sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011 - 01h35 Última atualização, 04/02/2011 - 01h35


Da Redação, com Jornal da Noite

cidades@eband.com.br

Um apagão atinge o Norte e o Nordeste do Brasil na madrugada desta sexta-feira. Pelo menos nove estados do país estão sem energia elétrica: Ceará, Paraíba, Sergipe, Rio Grande do Norte, Bahia, Maranhão, Piauí, Pernambuco e Alagoas.

O problema ainda não foi identificado, mas a Coelba (Companhia de Energia Elétrica da Bahia) confirmou ser possível que o problema atinja mesmo boa parte destas regiões brasileiras. A primeira informação é de que houve um problema com o Sistema Interligado Nacional, no subsistema que atende o Norte e o Nordeste.

De acordo com a Eletrobrás, não há previsão de retorno da energia elétrica.





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26/10/2008 free counters

Apagão atinge o Nordeste e deixa parte da região sem luz

Breaking News
Reports of major blackout in northeast Brazil

Plantão | Publicada em 04/02/2011 às 01h26m

O Globo, com agências

RIO - Uma falha no fornecimento de energia deixa parte da região Nordeste sem luz no início desta madrugada. Internautas relatam que o blecaute deixou no escuro as cidades de Salvador, Maceió, Recife, João Pessoa, Fortaleza, Natal, Teresina e São Luís.

Na capital baiana a queda de energia atingiu o Parque de Exposições de Salvador, onde acontece o Festival de Verão. Apenas os palcos, que funcionam com suporte de geradores, estão funcionando.





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26/10/2008 free counters

Apagão afeta nove das 15 regiões do Chile


03 de fevereiro de 2011 |
AE - Agência Estado

Uma apagão afetou na madrugada de hoje nove das 15 regiões do Chile. No total, uma área de cerca de dois mil dos quatro mil quilômetros de extensão do país esteve com problemas por uma falha em uma subestação. O fornecimento de energia já foi retomado. Houve "uma explosão do transformador em parte da subestação Polpaico", explicou Miguel Ortiz, chefe interino de um centro do Ministério de Interior. Segundo ele, não ocorreram problemas para as pessoas nem situações de emergência.

O apagão ocorreu poucas horas antes de o ministro de Mineração e Energia, Laurence Golborne, receber o encargo do presidente Sebastián Piñera de tomar medidas para antecipar problemas de restrições no fornecimento de energia, caso 2011 seja um ano de poucas chuvas como os anteriores. Na segunda-feira, o governo se viu obrigado a decretar emergência agrícola em uma região do norte do país, que enfrenta seis anos contínuos de seca, provocando a escassez de água para o consumo humano, animal e agrícola.

Um dos temores existentes no setor elétrico é de que a presença do fenômeno La Niña, que nesta região do continente acompanha menos chuvas, se ampliará até maio, segundo a Direção de Meteorologia local. Na Grande Santiago, onde vivem 40% dos 17 milhões de chilenos, a vulnerabilidade do abastecimento elétrico piorará em março, quando aumenta o consumo de energia pelo retorno das férias de mais de 1 milhão de pessoas. A escassez de chuvas, que reduziu o nível de represas usadas para a geração de energia, levará a que se recorra mais ao diesel e ao carvão, o que encarecerá os preços e aumentará as emissões de dióxido de carbono.

O Chile elevou suas emissões de dióxido de carbono em 74% entre 2008 e 2009, o maior aumento em nível mundial, segundo um informe divulgado esta semana pela Administração de Informação Energética dos Estados Unidos. As informações são da Associated Press.

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26/10/2008 free counters

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Mais um dia sem luz em vários bairros do Grande Rio


No início da noite desta quinta-feira, faltava energia elétrica em vários pontos do Rio. De acordo com a Light, foi reflexo do temporal que caiu na quarta-feira. Mas mesmo onde não choveu faltou luz.




Muita chuva, muito vento, em poucos minutos. Rapidamente, algumas ruas ficaram alagadas. E, como tem acontecido nos últimos 15 dias, faltou luz em diversos pontos da Região Metropolitana. “A gente continua pagando por um serviço que não é constante. Mas a conta é constante”, criticou o economista Fernando Mascarenhas.

Segundo a Light, somente no Rio de Janeiro, dez bairros foram afetados pela falta de energia. Representantes da empresa disseram que houve problemas pontuais, reflexos do mau tempo.


Na Tijuca, pelo menos três prédios de uma rua estão sem luz há mais de 24 horas. Os moradores contaram que um caminhão derrubou os cabos de energia. “A gente está sem luz, sem água e a Light não dá nenhuma posição”, reclamou uma senhora.

No Centro, quem pode esperou sentado. “A gente chega cansado do trabalho, quer tomar um banho e relaxar. Mas como vou subir seis andares?”, reclamou o programador visual Jorge Marcelo.

Outros preferiram enfrentar a dificuldade. “É um absurdo. Estou com as pernas doendo por ter que subir as escadas”, esbravejou uma senhora.

Nas ruas Mem de Sá e Ubaldino do Amaral, a luz foi embora às 10h30 e, às 17h, ainda não tinha voltado. A galeria por onde passam os cabos de energia elétrica estaria cheia de água. Os moradores chamaram a Light e contam como foram os reparos.

“Primeiro, colocaram uma bomba, mas não funcionou. Depois, venho a segunda equipe. Eles tentaram usar uma bomba motorizada, mas também não funcionou. Agora, chegou a terceira equipe, mas ainda não conseguiram uma solução para o problema”, contou um senhor.

Na cozinha de um restaurante, onde são servidas 400 refeições diariamente, os cozinheiros e auxiliares passaram o dia trabalhando a luz de velas ou com a ajuda de uma lanterna. Segundo o gerente, nesta quinta-feira, o movimento no restaurante caiu 30%.

Apesar dos transtornos, Dona Vilma não ficou sem energia. Ela malhou mesmo em uma academia às escuras. “É horrível. É uma coisa que dá muito aborrecimento e prejuízo”, concluiu ela.

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26/10/2008 free counters

Na cidade do apagão, 600 mil turistas são esperados no réveillon

Com ou sem energia elétrica, a Riotur divulgou nesta quinta-feira uma estimativa do número de turistas que a cidade do Rio de Janeiro vai receber na alta temporada que começa em dezembro. Para o reveillon são esperados 621 mil visitantes. Para o carnaval, a expectativa é de 730 mil.

E durante o verão inteiro, 2,5 milhões de turistas devem passar pelo Rio. Vamos torcer para que, até lá, a situação da falta de luz já tenha melhorado.


Especialista diz que aumento de consumo não justifica apagão

O RJTV entrevistou dois especialistas em energia elétrica para ouvir a opinião deles sobre os apagões dos últimos dias na capital.










Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que fiscaliza as empresas distribuidoras de energia em todo o Brasil, o tempo máximo aceitável para que uma cidade fique sem luz é de cinco horas, em média, por mês. O índice da Light é abaixo disso, pelo menos até o mês de outubro.

Nesta quinta-feira, a equipe de reportagem do RJTV procurou dois especialistas. Veja o que eles disseram:

“Eu gostaria de destacar um possível aumento de consumo acima do previsto, incentivado pelo próprio governo, que reduziu a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) da linha branca e fez com que a sociedade comprasse mais ar-condiconado e geladeira. Conjugado com o aumento da temperatura dos últimos dias, isso significando que, além de as pessoas terem comprado, elas estão usando esses aparelhos”, observou o professor de Engenharia Glauco Taranto, da Coordenação de Programas de Pós-Graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ).

“Essa desculpa da sobrecarga pode, eventualmente, ser justificável. Agora, essa desculpa não pode ser utilizada com frequência. Um aumento de carga que provocasse o desligamento de algum equipamento só pode ser permitido se for um evento totalmente inimaginável. Agora, um crescimento de carga como agora, quando estamos passando do inverno para o verão, é uma previsão normal”, afirmou o professor de Instalações Elétricas Luiz Sebastião Costa, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj)

A equipe de produção do RJTV voltou a procurar a Light para que eles pudessem falar sobre o que disseram os especialistas, mas até o início da noite desta quinta-feira eles não retornaram as ligações.


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26/10/2008 free counters

Light atribui a temporal falta de luz em regiões do Rio de Janeiro


Moradores reclamam dos constantes cortes de energia elétrica.

A falta de energia elétrica em vários pontos da cidade foi atribuída pela Light ao temporal da quarta-feira (25). Especialistas avaliam o problema, que gerou prejuízos e fez muita gente subir escadas.



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26/10/2008 free counters

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Governo ainda não divulgou causa do apagão

Joelmir Beting



Governo ainda não divulgou causa do apagão

Após 15 dias, motivo do blecaute que atingiu 18 estados não tem explicação oficial.

Apesar de muitos integrantes do governo culparem o mau tempo, a falta de estrutura na rede elétrica é apontada como o principal motivo por especialistas da área.

Arquivos de mídia
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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Aumenta violação de direitos humanos de populações afetadas por hidrelétricas


Agência Brasil - 23/11/2009 - 09h59

Um relatório, que está sendo elaborado pelo MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens) em conjunto com a SEDH (Secretaria Especial de Direitos Humanos) da Presidência da República, constata que tem aumentado, nos últimos anos, a violação de direitos humanos das populações afetadas pelas grandes hidrelétricas no Brasil.

Segundo informou à Luiz Dalla Costa, da coordenação nacional do MAB e membro da rede de organizações da sociedade civil Plataforma BNDES, todas as denúncias formuladas desde 2005 foram confirmadas.

Dalla Costa disse que foram registradas violações do direito ao trabalho, à moradia, à livre circulação e, inclusive, ao acesso à água e à energia. Até o início do próximo ano, o relatório estará concluído e será divulgado pela SEDH.

A Plataforma BNDES realiza entre os dias 23 e 25 deste mês, no Circo Voador, no Rio de Janeiro, o 1º Encontro Sul-Americano de Populações Afetadas pelos Projetos Financiados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Dalla Costa destacou que o BNDES é o principal financiador das grandes obras no país. “Praticamente, todas as obras de construção de barragens no Brasil têm 70% a 80% de recursos públicos vindos do BNDES.” Por isso, o MAB entende que o banco é responsável, ou corresponsável, pelas consequências que essas obras causam na vida das populações.

“A gente acha que o banco, ao financiar, tem responsabilidade de se preocupar para que haja novos critérios de financiamento dessas obras, e não só hidrelétricas, mas de obras que envolvem mineração, investimentos na produção de carne que avança sobre a floresta amazônica, na celulose, na siderurgia, que afetam a vida de muitas pessoas, que não têm o tratamento social e ambiental devidamente equacionado”, expôs Dalla Costa.

Ele defendeu que o banco busque informar, de forma isenta e direta, as populações afetadas, para que elas possam se organizar e reivindicar seus direitos. “Nós queremos que haja maior transparência do banco para que as populações sejam previamente informadas.”

O MAB pede também que o BNDES estude formas de apoiar as populações situadas ao redor das obras que, muitas vezes, ficam inteiramente desassistidas. “Nós queremos mudanças nessas posturas e achamos que o banco é responsável por isso.”

Dalla Costa lembrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu que o Estado brasileiro tem uma dívida com os atingidos por barragens e observou que esse reconhecimento é importante. “E necessário que haja políticas e, no caso do BNDES, que haja transparência e outros critérios, discutidos com a população, para que haja, de fato, mudanças substantivas nas políticas atuais.”














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26/10/2008 free counters

Officials Search for Answers in Extensive Brazil Blackout

Published: November 11, 2009

RIO DE JANEIRO — A huge power failure involving the world’s largest operating hydroelectric plant this week was the worst in its 25 years of use, Brazilian officials said Wednesday, causing widespread blackouts that exposed the vulnerability of Brazil’s electricity infrastructure.

Officials in Brazil and Paraguay were still searching for answers late Wednesday to explain the failure at the Itaipú plant, which straddles the border between the countries along the Paraná River and is a critical source of power for both nations.

For more than two hours late Tuesday, the failure of three transmission lines that deliver power from the plant created a domino effect, cutting off electricity to 18 of 26 states in Brazil, including the country’s two largest cities, São Paulo and Rio de Janeiro. Tens of millions of people were affected. Airports in several cities were briefly shut down and passengers had to be pulled from subway cars in São Paulo when the system lost power.

Much of Paraguay, which suffered several brief power failures in the past week, was also blacked out Tuesday night for about 20 minutes.

Electricity system operators said that there was no evidence of sabotage and that the most likely cause was an unexplained atmospheric disturbance, like heavy rains or winds in the area. “The system is not fragile, it is one of the strongest and most secure in the world,” said Edison Lobão, Brazil’s energy minister.

Still, energy experts in both countries said the widespread blackout showed the potential weaknesses in Brazil’s transmission system and the need for better management of the interconnected electrical grids.

“This was a management failure,” said Ildo Sauer, a professor of energy at the University of São Paulo. “There is not a lack of generation capacity, there is not a lack of transmission capacity, there has not been a lack of investments” in the sector, he said. “What is lacking is management, command and control of the operations.”

But Professor Sauer also said that the blackouts showed that reforms of the electrical grid made in 2003 and 2004, after a series of blackouts, “were not sufficient.”

The system failure was reminiscent of the blackout of 2003 in the American Northeast and Midwest, the country’s widest electrical blackout in history, affecting 10 million people in Ontario, Canada, and 45 million people in eight American states.

For Brazilians, Tuesday’s blackout brought back painful memories of energy shortages in 2001, which led the country to intensify its push for more supplies of natural gas and hydroelectric power. Fernando Henrique Cardoso, then the president, instituted nine months of energy rationing, and the country’s energy shortcomings were blamed for a considerable decline in Mr. Cardoso’s popularity as he ended his second term in office.

Tuesday’s failure was not related to a shortage of energy, officials insisted, but a disruption in transmitting it. Since 2001 Brazil has diversified its energy supply and has avoided widespread shortages.

The failure occurred at 10:13 p.m. local time. It affected the southeast of Brazil most severely, leaving São Paulo, Rio de Janeiro and Espirito Santo completely without electricity. But blackouts also swept through parts of other states like Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Bahia and Pernambuco, energy officials said.

By 12:30 a.m. power had been restored to most areas.

Itaipú’s problems also affected parts of Argentina that share interconnections through Brazil and Paraguay. The plant supplies about 20 percent of Brazil’s power and 90 percent of the energy consumed by Paraguay.














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26/10/2008 free counters

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Solução para panes está em mix energético, dizem especialistas alemães



Especialistas alemães afirmam que a distância de Itaipu dos centros urbanos e a grande dependência da energia hidrelétrica contribuem para a ocorrência de blecautes no Brasil.

De acordo com especialistas alemães do setor de energia, o Brasil poderia ficar menos vulnerável a apagões, caso tivesse uma maior variedade de fontes energéticas e dispusesse de usinas produtoras de eletricidade mais próximas dos grandes centros urbanos.

O Brasil viveu horas de pânico na madrugada de terça-feira (10/10) para quarta-feira, quando regiões e cidades em 18 estados do país ficaram sem energia elétrica durante horas. Segundo o Ministério das Minas e Energia, o apagão se deveu a problemas nas linhas de transmissão.

Distância dos centros

Para o diretor do Instituto de Tecnologia Energética da Universidade de Bochum, Hermann-Josef Wagner, um dos problemas brasileiros é a dependência de uma só fonte de energia. "Mais de 80% da energia consumida no Brasil vem de usinas hidrelétricas", explicou, acrescendo que por esse motivo a fonte de geração fica distante dos centros urbanos, fazendo com que sejam necessárias longas redes de transmissão, como é o caso de Itaipu.

Wagner acha que o governo deveria investir na diversificação de suas opções energéticas. "O Brasil deveria ampliar suas fontes, seja acoplando, por exemplo, usinas convencionais acionadas por combustível fóssil ou mesmo energia nuclear à sua rede de distribuição", disse.

Ele mesmo viveu o problema na própria pele, quando visitou o Brasil há sete anos. "Estava no país quando houve um blecaute, em 2002", recorda. "Mas naquela época, o problema foi o período de poucas chuvas. A escassez de água atingiu o fornecimento de eletricidade e o povo foi incentivado a poupar energia", lembra.

Altos custos subterrâneos

A hidrelétrica de Itaipú gera cerca de 20% da energia consumida no BrasilBildunterschrift: A hidrelétrica de Itaipú gera cerca de 20% da energia consumida no Brasil

O professor de economia energética da Universidade Jacobs de Bremen, Wolfgang Pfaffenberger, concorda que as grandes distâncias são um empecilho. Para ele, o problema dos apagões é inevitável nessas condições. "Itaipu produz enormes quantidades de energia, mas está a uma distância muito grande de São Paulo e Rio. Nesse caso, problemas com as linhas de transmissão são normais", afirmou.

"Blecautes são é um risco que se corre quando a rede é aérea, como no Brasil", afirmou o alemão, que já esteve em Itaipu e conhece os equipamentos da usina. Ele afirma que a tecnologia utilizada pela hidrelétrica é uma das mais modernas que existem. "O Brasil dispõe de uma rede de distribuição de alta tensão muito moderna, mais que a europeia", ressaltou.

No entanto, ele considera uma saída inviável a instalação de cabos de distribuição subterrâneos, como os existentes na Europa. "Os custos seriam muito altos, em distâncias imensas como as brasileiras, os investimentos seriam cerca de cinco a seis vezes maiores, o que não compensa em um sistema que dispõe de uma energia a um preço muito baixo".

Necessidade de mix energético

Pfaffenberger recomenda um melhor mix energético, lançando mão de outras fontes geradoras de energia e usinas mais próximas dos centros urbanos, sejam elas de combustível fóssil ou mesmo nuclear. "Os brasileiros têm que pensar sobre isso, investir em outras soluções, apesar de a água ser uma fonte barata e renovável, principalmente se um aumento do consumo de energia é esperado nos próximos anos”, completou.

Ele compara a situação brasileira com problemas enfrentados pelos europeus. "Regiões no sul da França já chegaram a ficar várias semanas sem energia, localidades na Suécia também chegaram a ter uma interrupção de seis semanas no inverno”, observou.

Autor: Márcio Damasceno

Revisão: Carlos Albuquerque














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