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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Novo livro sobre Lula desmitifica o homem por trás do herói revolucionário



Rio de Janeiro, 16 ago (Lusa) -- Uma nova interpretação da vida do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, "O Que Sei de Lula", do jornalista José Nêumanne Pinto, chega hoje às livrarias no Brasil, com a tese de que Lula nunca foi de esquerda.

"Lula não é um revolucionário de esquerda, é um conservador e estabeleceu relações com a Igreja para criar o PT [Partido dos Trabalhadores]", afirmou à Lusa o autor e cronista do jornal "O Estado de São Paulo", Nêumanne Pinto.

Para apresentar os seus argumentos, o escritor recorreu à sua própria experiência como repórter, além de biografias anteriores e vasto material publicado na imprensa, nomeadamente muitas entrevistas já esquecidas. Numa delas, em 1979, Lula cita Hitler como um homem a ser admirado "não pelas suas ideias, mas pela obstinação que tinha em segui-las", lembra o autor.


Livro sobre Lula aborda ''homem atrás do mito''

Para Nêumanne Pinto, autor de O que Sei de Lula, ex-presidente é o maior político brasileiro e nunca foi de esquerda; obra será lançada amanhã no Rio

15 de agosto de 2011 | 0h 00

José Maria Mayrink - O Estado de S.Paulo

Resistiu a participar do sindicato, foi contra a aliança de trabalhadores com estudantes, menosprezou o apoio da Igreja Católica, resistiu à campanha Diretas-Já, vetou a colaboração do PT com o governo Itamar Franco, boicotou a Constituinte de 1988, criticou o Plano Real e considerou "herança maldita" os avanços sociais de Fernando Henrique Cardoso, seu predecessor. Quem construiu esse perfil, antes de chegar à Presidência da República e deixar o poder, ao fim de oito anos de mandato, com mais de 80% de aprovação popular, só pode ser considerado um conservador e é essa a avaliação do jornalista José Nêumanne Pinto no livro O que sei de Lula ( Topbooks, 522 pgs. R$ 69), no qual chega a uma conclusão, no mínimo, surpreendente: "Lula nunca foi de esquerda".

Repórter, editor de política , escritor e, atualmente, articulista de O Estado de S. Paulo, com mais de 40 anos de profissão, Nêumanne conta, com conhecimento de causa e informações privilegiadas, a história de Luiz Inácio Lula da Silva - a ascensão admirável do menino retirante que fugiu do sertão pernambucano, do operário metalúrgico do ABC paulista, do militante sindical que ajudou a derrubar a ditadura militar e do três vezes candidato a presidente e depois titular do Palácio do Planalto. Paraibano de Uiraúna, cidade natal também da deputada Luíza Erundina, ele sabe o que custou a trajetória daquele que é, em sua opinião, o maior político brasileiro de todos os tempos.

"Meu objetivo, ao escrever esse livro, foi descobrir o homem atrás do mito", revela Nêumanne, um pesquisador incansável que consultou biografias, conferiu entrevistas, ouviu testemunhas e revirou lembranças de seus tempos de repórter, para contar os bastidores da carreira de Lula, um personagem fascinante que ele pretende ter analisado com isenção e justiça, apesar da opinião contrária daqueles que não deverão perdoá-lo por estar contando o que sabe. "Os áulicos de Lula certamente encontrarão na revelação desses incidentes motivos para execrar esse livro, da mesma forma que já condenam o autor, mas não mudarão o fato inexorável de que, como ele mesmo narrou, delatou camaradas menos aptos para levar vantagem pessoal pecuniária no princípio de sua vida profissional", prevê Nêumanne.

Há revelações inéditas, fatos inconfessáveis, conclusões incômodas. "Descobri que Lula, filho de um canalha e uma santa, um sujeito de sorte cavalar, consegue construir em cima dos equívocos, não dos acertos", afirma Nêumanne, ao explicar que, apesar de falhas e defeitos, seu protagonista se tornou um "fenômeno fantástico de popularidade porque as pessoas se identificam com ele". O jornalista lembra que Lula recebeu Leonel Brizola com hostilidade quando o político gaúcho voltou do exílio e que nunca negou sua admiração pelo governo do general Ernesto Geisel. Quem organizou a greve dos metalúrgicos do ABC, acrescenta Nêumanne, foi Frei Betto e não Lula - uma afirmação que o frade dominicano considera exagerada.

Amigos e companheiros de luta do operário-presidente poderão discordar, mas será difícil rebater o autor. "Poucas pessoas armazenaram tanta informação sobre a política brasileira", observa na Apresentação do livro o professor Leôncio Martins Rodrigues, lembrando que "mais do que simples repórter, descobridor e narrador de fatos, Nêumanne é um analista capaz de aprofundar e conectar os eventos particulares a situações mais gerais, às teorias e interpretações sobre o Brasil". Os fatos narrados, acrescenta o cientista político, são fatos que Nêumanne viveu. O autor conhece os personagens e, em alguns casos, esteve presente na cena dos acontecimentos que narra.

Paralelamente à biografia de Lula, em parte baseada em obras de outros biógrafos, como Denise Paraná e Audálio Dantas, além de entrevistas do próprio biografado, Nêumanne rememora o cenário da política e a atuação de políticos brasileiros no contexto das últimas décadas, da ditadura de Getúlio Vargas aos primeiros meses de governo de Dilma Rousseff. A construção de Brasília, o golpe de 1964, o quadro econômico e as denúncias de corrupção ocupam páginas de análise lúcida e competente. Os assassinatos de petistas ligados a Lula, como Celso Daniel no ABC e Toninho (Antônio da Costa Santos) em Campinas, são tratados com apurada técnica de reportagem. Outro destaque é o perfil que o autor traça de personagens como José Alencar, Duda Mendonça e José Dirceu.

Nêumanne dá a Lula o título de "perdoador-geral" dos escândalos que estouraram em sua administração e chama o assessor especial Marco Aurélio Garcia de "bajulador-geral" da República. "Quem conhece Lula - como eu conheço - sabe muito bem que ele não mudou tanto assim desde que emergiu no país como líder dos sindicalistas do ABC paulista até seus dias de apogeu no poder republicano", afirma o jornalista, ao criticar a política externa adotada pelo ex-presidente com relação a Cuba e ao Irã, com assessoria de Garcia e do ex-chanceler Celso Amorim. Embora considere seu texto imparcial, Nêumanne não resiste à ironia, ao lembrar a formação de poucos estudos de Lula. "Noço guia universal", escreve o jornalista, referindo-se ao ex-presidente.

Dilma Rousseff, na qual Lula apostou seu futuro, abrindo mão de uma eventual e provável reeleição, é a personagem central no Epílogo. Um atraso na publicação do livro, que deveria ter sido lançado em dezembro - após a eleição de Dilma, mas antes de Lula descer a rampa do Planalto - acabou dando melhor fecho à história. O que parecia mais especulação ganhou consistência, ao se completarem seis meses de governo. Ao registrar mudanças de rumos, ou pelo menos de estilo, na administração federal, Nêumanne transcreve os elogios que Dilma fez a Fernando Henrique na comemoração dos 80 anos do ex-presidente, a quem definiu como "acadêmico inovador" e "político habilidoso", sem mais referência à "herança maldita" da qual Lula falava na campanha eleitoral.

O livro será lançado amanhã no Rio de Janeiro. Em São Paulo, o lançamento será no dia 23.


08/03/11 - 10h49
Publicado Por: Gabriel Mandel

Saiba sobre o livro “O que sei de Lula?”

A obra tem como objetivo mostrar que o grande sucesso do presidente foi a economia, assegura José Nêumanne Pinto. Um especialista falou, anônimo, sobre a situação econômica durante o governo do ex-presidente, e tudo foi confirmado, durante o Carnaval, por Reinaldo Gonçalves, professor titular de Economia Internacional da UFRJ.


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26/10/2008 free counters

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Nêumanne comenta ação no Rio: cadê os políticos?

29/11/10 - 11h34
Publicado Por: Gabriel Mandel


José Nêumanne

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Fique por dentro do que realmente acontece nos bastidores da política e economia, acompanhando "Direto ao Assunto", com o comentarista Jovem Pan, José Nêumanne Pinto.

Nêumanne comenta ação no Rio: cadê os políticos?

TASSO MARCELO/AGÊNCIA ESTADO/AE


José Nêumanne
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26/10/2008 free counters

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Mais de três mil já reclamaram do #Enem

12/11/10 - 11h22
Publicado Por: Gabriel Mandel


José Nêumanne

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A expectativa é de que 30 mil candidatos tenham sido prejudicados, o que afeta bastante a busca pelas 48 mil vagas que, com os problemas causados pela prova, estão congeladas, aguardando a definição. No ano passado, também ocorreram problemas e, ainda assim, o presidente do Inep foi mantido no cargo. Não é melhor rever a situação do Enem, pergunta José Nêumanne Pinto?


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26/10/2008 free counters

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

#ENEM #LULA #DILMA Mais de 3 milhões de brasileiros saem prejudicados

11/11/10 - 11h06
Publicado Por: Gabriel Mandel


José Nêumanne

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José Nêumanne
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Eles fizeram, no final de semana, as provas do Enem, que servem para a disputa de vagas em universidades públicas. Todos os estudantes devem se preocupar com a insegurança jurídica, criada pelo desleixo do Inep e do Ministério da Educação, e a inscrição de tantos brasileiros não garante o sucesso da prova, como lembrou o comentarista José Nêumanne Pinto.


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26/10/2008 free counters

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

#DILMA #LULA Franklin Martins organiza seminário sobre a mídia

10/11/10 - 10h59
Publicado Por: Gabriel Mandel


José Nêumanne

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José Nêumanne
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Recentemente, ele viajou pelo exterior atrás dos nomes certos para o evento, que começou na terça-feira e termina hoje. A ideia é criar um anteprojeto sobre a regulação do conteúdo da imprensa e, se isso parece apenas uma coisa técnica, que não leva a nada, o deputado federal Miro Teixeira, ex- ministro das Comunicações, lembrou bem que não há a necessidade de criar qualquer órgão para controlar a mídia. Ouça mais na voz do comentarista José Nêumanne Pinto.

Quarenta anos depois, Franklin Martins sequestra a TV Brasil.

O velho terrorista que ameaçava reféns de morte, Franklin Martins, é o cérebro que está por trás da ofensiva contra a liberdade de imprensa no Brasil. Vocês sabiam que Franklin e José Dirceu foram companheiros de cela nos seus tempos de terrorismo? E que depois foram os primeiros a fugir do Brasil para Cuba, quando sequestraram o embaixador americano? Pois Franklin Martins, quarenta anos depois de sequestrar avião, agora sequestra uma emissora de televisão. Completamente afinado, de novo, com José Dirceu. Leiam o que a Folha publica hoje, sobre o pânico que funcionários da TV Brasil vivem de ser demitidos, se não filmarem a Dilma para o João Santana usar na campanha. Crime eleitoral ao vivo e a cores!

Um cinegrafista da TV oficial do governo, a NBR, ficou com a câmera ligada e enquadrando a candidata Dilma Rousseff (PT) durante todo seu discurso em comício realizado sexta-feira à noite, em Juiz de Fora (MG). A Folha fez duas sequências de fotos que mostram o cinegrafista com a câmera ligada e apontada, primeiro para Dilma, depois para Lula, quando eles discursavam. Ontem, o funcionário, identificado como Ronaldo, negou que tenha gravado os dois discursos. Disse que a câmera estava no tripé por ele estar com "um problema de inflamação no dedão". O cinegrafista afirmou que estava no evento porque, sempre que viaja com Lula, a ordem é segui-lo, mas não explicou por que seguiu Dilma enquanto ela discursava. Em reportagem publicada anteontem, a Folha mostrou que a estatal orientou seus cinegrafistas a gravar a participação de Lula nos comícios de Dilma -os que se recusaram a captar as imagens foram punidos pela estatal. A Folha pediu por e-mail e por documento protocolado na sede da NBR acesso às imagens gravadas na sexta. No fim da tarde de ontem, a assessora Adriana Motta pediu que as imagens fossem solicitadas diretamente ao diretor de Serviços da NBR. O pedido foi encaminhado, mas não houve resposta até a conclusão desta edição.

Hoje o Estadão noticia que a empresa do filho do Franklin, assim como o filho de Erenice Guerra, trabalha em uma empresa contratada pelo Papai Franklin por R$ 6 milhões. Isto já está rendendo uma minissérie, cujo título poderia ser " Os Filhos da Corrupção". Clique na segunda imagem abaixo para ampliar e ler a manchete de capa do Estadão.


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26/10/2008 free counters

terça-feira, 2 de novembro de 2010

#dilma : Pronunciamento de Dilma não foi emocionante

02/11/10 - 14h42
Publicado Por: Gabriel Mandel


José Nêumanne

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Tirando o momento em que ela citou o presidente Lula, o que ocorria na verdade era a leitura de um texto, bem escrito e que continha informações preciosas. Se os dados incluídos no discurso forem seguido, parabéns para ela e para o povo, pois serão respeitados direitos fundamentais, como a liberdade de imprensa e de opinião.


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26/10/2008 free counters

#Dilma Rousseff não ganhou milhões de votos

01/11/10 - 10h50
Publicado Por: Gabriel Mandel


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Todos os brasileiros que a escolheram votaram, na verdade, em Lula e na sua popularidade de 83%. É claro que apenas o carisma do presidente não seria suficiente para eleger qualquer candidato, razão pela qual o presidente trabalhou muito, conquistando para sua ex-ministra inúmeros apoios, que se somaram ao programa Bolsa-Família.


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26/10/2008 free counters

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Desde o passado, #Lula adora subir em palanques

18/10/10 - 11h26
Publicado Por: Gabriel Mandel


José Nêumanne

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É bom recordar, porém, que ele é presidente e, como tal, não pode dividir o Brasil entre mocinhos (os pobres) e bandidos (os ricos). Lula não recebeu votos apenas de um lado ou de outro e, do ponto de vista simplesmente eleitoral, a posição dele tem sentido, já que Dilma Rousseff será a “mãe dos pobres”, uma metáfora atrasada.

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26/10/2008 free counters

terça-feira, 5 de outubro de 2010

#DILMA : Comentarista da JP não consegue votar


José Nêumanne Pinto teve a seção transferida e não foi informado da mudança pelo TRE

José Nêumanne

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O comentarista da Jovem Pan, José Nêumanne Pinto, reclamou muito e se disse completamente decepcionado por não ter conseguido votar neste domingo. “Foi a primeira vez em toda a minha vida que não consegui votar. Nunca votei nulo e nunca votei branco. E hoje não consegui votar”, lamentou.

De acordo com ele, o Tribunal Regional Eleitoral mudou sua seção eleitoral e ninguém o informou. “Não recebi nenhuma comunicação da Justiça Eleitoral. Fui ao colégio onde voto há 35 anos. A mesária que me atendeu não tinha informação de que havia tido uma transferência de eleitores. Ela me mandou para outra seção de outra zona eleitoral, onde meu nome não constava. Deu 17h e não consegui votar. Fiquei muito chateado, porque não consegui votar”, reiterou, afirmando que o Tribunal Regional Eleitoral tem a obrigação de informar o eleitor sobre a mudança.
A VOZ DO BRASIL É DO TEMPO DA DITADURA VARGAS!








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26/10/2008 free counters

#DILMA #LULA : Lula utilizou o programa de governo de FHC

05/10/10 - 11h18
Publicado Por: Gabriel Mandel


José Nêumanne

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José Nêumanne
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O mais estranho é que, enquanto o presidente classifica de “herança maldita” tudo o que pegou, FHC é esquecido pelos próprios companheiros de partido, como José Serra e Geraldo Alckmin. Nas duas vezes em que ganhou a eleição, ele o fez no primeiro turno e, durante seus oito anos de governo, teve grandes conquistas.
A VOZ DO BRASIL É DO TEMPO DA DITADURA VARGAS!










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26/10/2008 free counters

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

#DILMA : Por que os escândalos não tiram Dilma do topo


29 de setembro de 2010 | 0h 00
José Nêumanne - O Estado de S.Paulo

Causa perplexidade geral ter a chefe da Casa Civil da Presidência da República sido demitida na reta final da campanha eleitoral sem que isso haja produzido a consequência natural de um escândalo dessas proporções na popularidade do presidente, que a nomeou, nem feito cair do topo da preferência eleitoral sua candidata, que a patrocinou. A falta de proporção de causa e efeito em episódio dessa relevância não se deve apenas à credulidade popular, capaz de aceitar que Lula não assuma a responsabilidade dos atos de sua principal assessora e que Dilma Rousseff se exima de culpa pela ascensão de uma funcionária incapaz de subir na vida por méritos próprios, que ninguém imagina quais possam ser.

É o caso de buscar outras razões para a baixa interferência na preferência do eleitor de notícias de recebimento de propinas ("taxas de sucesso") pelo filho de Erenice Guerra em gabinete a poucos metros do de Dilma, no Palácio do Planalto, onde o chefão dá expediente. Será o caso de admitir que o pleito de 2010 esteja decidido há muito tempo e que será quase impossível mudar tais desígnios? Afinal, a gravidade das acusações que emergiram contra o clã Guerra, que não teriam como não macular a imagem da favorita, supera, com larga vantagem, a das que derrubaram Richard Nixon nos Estados Unidos e Fernando Collor no Brasil e levaram à prisão José Roberto Arruda, que ainda provocou o naufrágio de seu partido, o DEM, da aliança de oposição.

Se assim for, isso se deverá à percepção de Luiz Inácio Lula da Silva sobre a realidade social e o panorama eleitoral no Brasil real, que domina. Ele mesmo foi a primeira vítima de uma avalanche que, em 1989, se identificou nos dois eles de Collor em verde e amarelo e inverteu as ancestrais relações de hierarquia da política nacional, ao promover aquilo que o último coronel mineiro, Chichico Cambraia, definiu como "estouro da boiada": ao votar no "caçador de marajás", o rebanho pulou cerca e porteira do curral e, para não perdê-lo de vista, os "pastores" saíram correndo atrás. Nesta e em mais duas eleições seguidas perdidas depois, Lula aprendeu que é quase impossível ser eleito presidente da República brasileira sem alianças de peso. E, se extraordinariamente isso ocorrer, nunca será possível governar sem a adesão de grupos poderosos que mandam desde antanho e para sempre nos hoje repovoados currais de votos. Prova-o a defenestração de um dos raros que realizaram a proeza: Collor tentou presidir sem o Congresso, que logo reagiu depondo-o.

Tendo participado da derrubada do adversário que o derrotara, o presidente foi aprendendo ao longo dos anos que ganhar e governar um país deste tamanho exige partilha do butim. Tentou, antes, sem sair da própria esquerda, ao atrair Leonel Brizola para sua chapa, mas deu com os burros n"água. Aceitou, em 2002, por sugestão de José Dirceu, aliar-se a gatos gulosos do PMDB que traíram Serra, cuja vice, Rita Camata, era do partido. Depois, em nome da "governabilidade", loteou o governo para não ser mais um a ganhar e não levar. Como o Fausto da lenda, vendeu a alma aos diabos que antes exorcizava e se deu muito bem. Foi aí que aprendeu a vencer a disputa eleitoral de baixo para cima: abrigou no ninho do poder lideranças locais, prefeitos municipais, deputados estaduais e federais, senadores e governadores. Aí, quando resolveu lançar o "poste" Dilma por achar mais fácil manipulá-la do que se desgastar na luta pelo terceiro mandato, já tinha as bases todas sob controle.

Muita gente boa percebeu a jogada genial do uso eleitoral da Bolsa-Família. Mas nem todos enxergaram o simultâneo fechamento de cofres que irrigam as campanhas políticas com os recursos necessários, favorecendo de banqueiros a empreiteiros de obras públicas, que passaram a ter nele o novo Messias. E ninguém observou que ele tirou do caminho para o palanque adversários que incomodavam. Foram os casos de Cássio Cunha Lima, o tucano da Paraíba, e Jackson Lago, o pedetista do Maranhão, que perderam seu mandato, condenados por crime similar ao de que foi acusado o petista Marcelo Déda, governador de Sergipe, que, no poder, é favorito na disputa por sua sucessão.

Ao contrário de Lula, seu principal adversário, José Serra, não deu sinais de ter aprendido as lições da derrota de 2002. Ao se negar a disputar a indicação em prévias, como pretendia o ex-governador mineiro Aécio Neves, deu-lhe a justificativa de que este precisava para ficar fora da ingrata rinha presidencial. A não insistir com o partido e o próprio Aécio para formar chapa com este, deu outra mostra de que pretendia alcançar o inalcançável: ganhar a disputa pela Presidência sem dever favores. Ao manter fora da campanha um tucano que vencera duas vezes a eleição federal sem disputar segundo turno, Fernando Henrique, emitiu, a quem fosse capaz de entender, o sinal de que não se dispunha a buscar ajuda nem mesmo do próprio passado, e o renegou.

Dilma, cujo currículo desautorizava a aventura de disputar contra um político bafejado pela vitória nas urnas nos maiores município e Estado do País, contou com a ajuda esperada, embora absurda, do adversário. Onze entre dez interlocutores alertaram Serra de que a chave para sua vitória seria manter o presidente popular fora da campanha. Mas ele expôs o retrato de Lula em seu primeiro programa de propaganda na TV e apelidou-se de Zé chamando-o de Silva (de quem terá sido a ideia tola?) no primeiro jingle para rádio. Fez ainda aos adversários o favor de deixar que o atrapalhado presidente nacional de seu partido, Sérgio Guerra (PE), pedisse a impugnação da adversária porque a Receita havia quebrado o sigilo fiscal da filha Verônica.

A possibilidade, aventada pelo Datafolha, do segundo turno pode abalar a empáfia palaciana, mas em nada alterará os fundamentos das evidências citadas. A experiência de 2006 deve ter ensinado aos tucanos que provocar o segundo turno é uma coisa. Mas vencê-lo é outra!

JORNALISTA E ESCRITOR, É EDITORIALISTA DO "JORNAL DA TARDE






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26/10/2008 free counters

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

#dilma : BB reconhece quebra do sigilo de Eduardo Jorge


José Nêumanne

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O vice-presidente do PSDB também teve, por diversas vezes, a declaração do Imposto de Renda aberta pela Receita Federal. Ele trava uma verdadeira batalha com o PT, algo antigo, e já ganhou diversas ações judiciais. O Banco do Brasil ainda afirmou que foi tudo regular, algo rapidamente desmentido por Eduardo Jorge.
A VOZ DO BRASIL É DO TEMPO DA DITADURA VARGAS!




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26/10/2008 free counters

Igualdade perante a lei é bem desrespeitada


José Nêumanne

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Desde a redemocratização do Brasil, nenhum parlamentar foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal, única instância da Justiça que pode julgar esses políticos. Um rompeu essa regra: o deputado federal José Fuscalde Cesílio, o Tatico, que foi considerado culpado de apropriação indébita previdenciária e sonegação de contribuição previdenciária.
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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Caso envolvendo Tiririca é lamentável

28/09/10 - 10h09
Publicado Por: Gabriel Mandel


José Nêumanne

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O humorista, candidato a deputado federal, não sabe ler e a reportagem da Época mostrou isso muito bem. A Justiça Eleitoral, porém, aceitou facilmente o registro da candidatura. Vale até a alegação de que isso é o de menos, diante de algumas atitudes do presidente Lula, mas isso mostra como a Justiça Eleitoral desrespeita a si mesma.
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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Revista Veja faz denúncia contra três governadores


José Nêumanne

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É difícil classificar o episódio que envolve os comandantes do Tocantins, Amapá e Mato Grosso do Sul. Posteriormente, o jornal O Estado de S. Paulo foi proibido, por um juiz de Tocantins, de divulgar as denúncias contra Carlos Gaguim, exatamente o governador tocantinense e que disputa a reeleição neste final de semana.
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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

#politica Jornalistas lutaram após morte de Herzog


José Nêumanne
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José Nêumanne
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O sindicato da categoria era comandado por Audálio Dantas, que enfrentou o governo após a morte do jornalista. Assim, é de se espantar que os sindicatos, centrais sindicais e blogueiros tenham convocado e realizado uma manifestação contra a própria imprensa, sendo que o evento ocorreu em um auditório que leva o nome de Vladimir Herzog.
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#lula : “Lula – O Filho do Brasil” foi um fiasco


José Nêumanne
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José Nêumanne
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O filme foi o maior malogro cultural do verão. Produzido para arrancar lágrimas, com a análise da vida do presidente Lula, ele afundou e ficou sem público mas, no Brasil de Lula, quem tem padrinho não morre pagão, Mantendo a tradução de bajulação, o Ministério da Cultura indicou a obra para disputar o Oscar de melhor filme estrangeiro de 2011.
A VOZ DO BRASIL É DO TEMPO DA DITADURA VARGAS!

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quinta-feira, 23 de setembro de 2010

#dilma : Brasil terá evento contra golpismo midiático


José Nêumanne

Direto ao assunto
Fique por dentro do que realmente acontece nos bastidores da política e economia, acompanhando "Direto ao Assunto", com o comentarista Jovem Pan, José Nêumanne Pinto.


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Previsto para esta quinta-feira, o evento será realizado por sindicatos, centrais sindicais, partidos governistas e movimentos sociais, para acusar a imprensa de castrar o voto popular, acabar com a legitimidade das instituições e atentar contra a democracia. Isso ocorre porque a mídia em geral está noticiando os escândalos envolvendo a ex-ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, e seu filho, Israel Guerra.

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26/10/2008 free counters

#politica : Problemas no Metrô de SP devem ser apurados


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É necessário que o governador Alberto Goldman coloque a polícia investigando o caso, e que o resultado das investigações seja revelado para o público. O Metrô é uma das instituições de maior prestígio e apoio entre os usuários e, ultimamente, está apresentando problemas, por conta da superlotação, da integração com ônibus ou por outros motivos.


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26/10/2008 free counters

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Veja aponta para propina na Casa Civil


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Reportagem da revista destaca que Vinícius Castro, assessor da pasta e que acabou exonerado como consequência do escândalo que derrubou Erenice Guerra, teria dito a duas pessoas que recebeu R$ 200 mil após a compra de remédios contra a gripe suína. Não há como imaginar que um funcionário receba, no local de trabalho do presidente, tal quantia em dinheiro.

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