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quinta-feira, 29 de julho de 2010

Filme 'Lope', com Selton Mello, é selecionado para Festival de Toronto

sessaoextra


O novo filme de Andrucha Waddington, "Lope", foi selecionado para o Festival Internacional de Cinema de Toronto. O longa, uma coprodução entre Brasil e Espanha, está na mostra 'Special Presentatio', na seleção oficial do festival. O filme conta a história do dramaturgo e poeta espanhol Lope de Vega, interpretado pelo argentino Alberto Ammann. Selton Mello e Sonia Braga também estão no elenco.

Rodado na Espanha e no Marrocos, "Lope" é o único filme brasileiro na seleção oficial até o momento. O festival acontece entre os dias 9 e 19 de setembro em Toronto, no Canadá, e vai exibir os novos longas de Woody Allen, Robert Redford, Darren Aronofsky e François Ozon.



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26/10/2008 free counters

terça-feira, 16 de março de 2010

Selton Mello deixa depressão de lado com O Palhaço

"Sou um cineasta bipolar''

 - Foto: AgNews - 0

Foto: AgNews

Selton Mello e paulo José vivem a dupla Pangaré e Puro Sangue no novo filme de Selton O Palhaço.

Por O%20Palha%C3%A7o')">Elisa Duarte

Em O Palhaço, seu segundo filme como diretor, Selton Mello bem que tentou ficar longe da atuação convidando os amigos Wagner Moura e Rodrigo Santoro para o protagonista Benjamin, mas eles já estavam ocupados com outros trabalhos: Wagner - ''o Chuck Norris brasileiro'', segundo Selton - filmando a sequência de Tropa de Elite, e Rodrigo envolvido com seu antigo projeto de filmar a vida do jogador Heleno.

O papel do palhaço não poderia ter caído em melhor mão ao ficar com o próprio autor. Benjamim, aliás nasceu da crise real do ator durante as filmagens de Jean Charles (baseado na história do brasileiro morto pela policia ingelsa no metrô de Londres em 2005) e tomou formas diferentes ao longo da criação do roteiro. Benjamim gostaria de ter um endereço fixo, deixar a vida nômade de lado, problemas alheios aos da vida de Selton. ''Na época vivi uma crise, eu não tava com a cabeça ali, não tava feliz, estava em dúvida se mudava pra Bahia e abria um bar ou se continuava. Então, a história do palhaço que não se acha mais engraçado nasceu de um sentimento sincero meu. Mas o personagem não sou eu'', fez questão de explicar. ''Quem vem para caravana é quem tem que vir mesmo'', disse sobre sua própria participação e sobre a escolha dos 14 atores do elenco, entre eles Paulo José, o palhaço pai Valdemar. ''O que é do homem o bicho não come'', completou Paulo.

''O meu desejo é fazer um filme classificado como uma comédia sonhadora. Nos dias cínicos que vivemos o radical é fazer um filme cheio de ternura e candura. Sem fúria, cheio de som'', disse Selton na primeira coletiva sobre o trabalho com filmagens no pólo cinematográfico de Paulínia, onde fica com a equipe até o dia 13 de abril.


Fase solar
Em conversa com o diretor de Lavoura Arcaica, Luis Fernando Carvalho, Selton ouviu que seu primeiro longa, Feliz Natal, era um filme sem esperança. ''Falei pra ele que por coincidência o nome circo do filme que eu estava fazendo era Esperança. Cheguei a conclusão que sou cineasta bipolar. (O Palhaço) é um filme solar, tem a pretensão de agradar e causar uma sensação agradável de ver. Tenho uma relação com público muito carinhosa e esse filme é também para as pessoas que gostam do meu trabalho.''

Fase Woody Allen
''A minha relação com a crise do personagem é mais metafórica, ele anda com as próprias pernas. Minha crise foi só um ponto de partida. Quem está de fora vê que eu estou dirigindo e já vou enfiando o casaco para atura, O filme que eu quero contar está muito claro na minha cabeça. O fato do Santoro e do Wagner não terem aceito foi bom porque não precisei explicar nada pra ninguém. Eu simplesmente boto a roupa e faço.

Filmar é bom porque você fica envolvido com figurinos, cenários, sapatos, atores. Pensa menos na ideia de morte. Não penso em parar de atuar. Se isso der certo, vou continuar a me dirigir. Sou o diretor mais rígido que conheço. Refiz uma cena que se fosse outro diretor ia querer me convencer que estava bom. É muito divertido. Sou um diretor que gosta de ator. O elenco fica em cena praticamente o tempo todo e eu também estou em cena.''







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26/10/2008 free counters

Com novo filme, Selton Mello diz que saiu da depressão e se diverte ao lado de Paulo José


POR GUILHERME SCARPA

Paulínia (São Paulo) - “Sou um cineasta bipolar!” A declaração do ator e diretor Selton Mello define muito bem sua segunda incursão por trás das câmeras. Ao contrário do sentimento de falência que dominava seu primeiro filme, ‘Feliz Natal’, ‘O Palhaço’ é movido a leveza e alto-astral. A começar pelo nome do picadeiro em que seu personagem, Pangaré, e o pai, Puro Sangue, vivido por Paulo José, são as grandes atrações: o Circo Esperança.

“A ideia de fazer o filme é pessoal, vem da crise que vivi. Estava em dúvida quanto a minha profissão”, entrega Selton, que, depois de começar a fazer análise, está mais seguro sobre seu ofício. “Deu um estalo. Este é meu ponto de partida. A história está na minha cabeça. É uma mistura de Oscarito, Didi Mocó e ‘Bye Bye Brasil’ (filme de Cacá Diegues sobre artistas circenses)”, explica sobre o longa, que está sendo filmado no Polo de Cinema de Paulínia.

Foto: Divulgação

Foi lá que a dupla formada por Selton e Paulo concedeu a primeira entrevista sobre o projeto e conseguiu arrumar um tempinho para conversar com O DIA, após visita ao set. Atemporal, ‘O Palhaço’ mostra a crise existencial do palhaço vivido por Selton. “É que ele também sonha ter um CPF, um endereço, questiona seu ofício. Mas é uma comédia sonhadora. Sem fúria, mas cheia de som”, define.

Pela primeira vez, Selton Mello atua e se dirige. Mas ele, que chegou a pensar em Rodrigo Santoro e Wagner Moura para interpretar seu personagem, conta que vem sendo instruído por si mesmo há algum tempo. “Acho muito melhor eu me dirigir. Como ator, trabalho com o diretor mais rigoroso que conheço: eu mesmo. São poucos os que gostam do ator e dirigem. Tive que me virar sozinho muitas vezes”, confessa Selton.

Com mais de 40 anos de estrada, o ícone do cinema nacional Paulo José aprova a conduta do ator-diretor. “Ele é agregador, generoso. E tem cara de honesto”, elogia Paulo. Aos 73 anos, o ator, que sofre do Mal de Parkinson, vem se dedicando de corpo e alma à produção.

“Quem tem Parkinson sabe que vai morrer. Tem horas que quero me esconder”, conta ele, que implantou um chip na cabeça para controlar os tremores, como revelou a O DIA em 2009. “Depois dos 50, as peças saem da garantia. Ainda mais depois de 30 anos fumando maconha”, diz Paulo, primeira opção para o papel no filme. “Somos vizinhos, moramos no mesmo condomínio, na Gávea. Só que agora fico bebendo Paulo José o dia inteiro”, brinca Selton, que vive bom momento. “Quando você pensa em coisas alegres, fica distante da morte”.







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26/10/2008 free counters

quarta-feira, 3 de março de 2010

Selton Mello começa as filmagens de seu novo longa, 'O palhaço'


Selton Mello e Paulo José fazem o  filme "O palhaço" / Crédito: divulgação
Selton Mello e Paulo José fazem "O palhaço"

Selton Mello inicia nesta terça-feira as filmagens de seu novo longa, "O palhaço". O filme, que traz o próprio Selton dividindo a cena com Paulo José, começa a ser rodado em Paulínia, interior de São Paulo. Os dois vivem pai e filho que são donos de um pequeno circo. As filmagens devem ser feitas até 13 de abril, também na cidade de Ibitipoca, em Minas Gerais.
“'O palhaço' trata de forma divertida, mas também profunda, da crise de identidade de um artista de circo que acha que perdeu a graça e passa a questionar sua vocação. Acho que todo mundo passa por essa dúvida na profissão", diz Selton, que assina o roteiro com Marcelo Vindicatto.























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26/10/2008 free counters

domingo, 19 de julho de 2009

Cuidei Melhor dos Personagens do Que de Mim


Cinema

Ludovic Carème
O ator Selton Mello. “Não queria virar um burocrata da televisão”
O ator Selton Mello. “Não queria virar um burocrata da televisão”

Revista BRAVO! | Julho/2009


Protagonista de três filmes lançados recentemente, Selton Mello se consolida como “o cara” do cinema brasileiro e admite que, nos últimos anos, deu mais atenção ao trabalho que à saúde

por Armando Antenore

• Confira uma galeria de fotos exclusivas com Selton Mello

• Ouça trechos da entrevista de Armando Antenore com ator

Quando menino, Selton Mello não perdia os programas de auditório que abriam espaço para calouros mirins. Morria de inveja das crianças que se exibiam na televisão. Uma tarde, pediu à mãe: "Quero aparecer ali". Logo a reivindicação se concretizou. Com 8 anos, de terninho bege e gravata, o garoto surgiu diante das câmeras entoando Lady Laura, de Roberto e Erasmo Carlos. Atravessou o resto da infância nos estúdios de TV. Antes dos 10, já fazia novelas. Nos bastidores das emissoras, conheceu figuras mitológicas do imaginário popular: o palhaço Bozo (que o cumprimentou tagarelando algo como "teretetéu!"), o apresentador Bolinha e a cantora Perla.

Atualmente, Selton não deseja mais "aparecer ali". Ou, pelo menos, não deseja aparecer tanto. Há uma década, o ator de 36 anos participa apenas de projetos esporádicos na televisão. Afastou-se das novelas e dos contratos fixos. Transformou-se num homem de cinema. Entre curtas e longas-metragens, atuou em 26 filmes. Estreou ainda adolescente, como o Renan de Uma Escola Atrapalhada, infantil de 1990 que reunia Supla, Angélica e Os Trapalhões. Foi a partir de 2000, porém, que mergulhou de cabeça nos sets. Integrou o elenco de 20 produções, uma média respeitável. Dos personagens que encarnou, dois se tornaram célebres: o Chicó, de O Auto da Compadecida, e o João Estrella, de Meu Nome não É Johnny. Em 2008, com Feliz Natal, o ator se aventurou na direção e como roteirista.

Três longas protagonizados por ele, que chegaram recentemente às salas de projeção, demonstram o ecletismo do intérprete. A Mulher Invisível, comédia rasgada de Claudio Torres, traz Luana Piovani no principal papel feminino e atraiu mais de 1 milhão de espectadores até o fim de junho (leia ensaio clicando aqui). Jean Charles, drama de Henrique Goldman, reconstitui a trajetória do imigrante brasileiro que, confundido com um terrorista, acabou assassinado pela polícia britânica em 2005. A Erva do Rato, assinado por Julio Bressane, enquadra-se na categoria dos filmes herméticos, que fisgam exclusivamente a elite intelectual.

Mineiro de Passos, filho de um bancário e uma dona de casa, Selton é irmão do também ator Danton Mello. Ambos cresceram nos bairros paulistanos da Aclimação e do Brás. Depois, se mudaram para o Rio de Janeiro. Lá, num casarão do Alto da Gávea, Selton mora sozinho. Solteiro, diz que "há séculos" só cultiva "rolos, namoricos, casos, romances quase possíveis". De passagem pela cidade de São Paulo, conversou com BRAVO!.

BRAVO!: Por que você resolveu priorizar a carreira cinematográfica?

Selton Mello: Por uma série de razões. Primeiro, andava insatisfeito com meu desempenho na TV. Temia virar um burocrata, aquele camarada que bate o cartão, executa o mínimo, pega o salário e pronto. Na televisão frequentemente é assim: você vai tocando sem muito preparo, sem maiores cuidados. Fica no piloto automático. Voo de cruzeiro, entende? Talvez, no passado, houvesse um produto mais autoral. Olhe as novelas. Apenas um cara as escrevia. Hoje são sete. Apenas um cara as dirigia. Hoje são seis. O negócio se diluiu barbaramente. Uma hora notei que não me sentia bem em trabalhar desse jeito. E refleti, preocupado: "Se não me sinto bem, o público acabará percebendo". Pintou, então, a oportunidade de participar do Lavoura Arcaica, o filme do Luiz Fernando Carvalho [lançado em 2001]. Foi uma experiência incrível. Por cinco meses, o elenco se enfurnou numa fazenda de Minas Gerais. A gente viveu em função do longa. Esculpimos cada detalhe dos personagens, nos aprofundamos na história. Vislumbrei ali outros caminhos para a minha profissão. Saquei que o cinema poderia me desafiar, me colocar numa lógica menos industrial. Respirei fundo e decidi arriscar. "Vamos ver se aguento", pensei — porque não é nada mau ter o salário caindo na conta mensalmente. Com o tempo, e para a minha surpresa, a publicidade prestou atenção em mim. O pessoal das agências se ligou que "o Selton só faz projetos de qualidade". Comecei a protagonizar uma porção de comerciais. Descobri a pólvora! Não procurava a pólvora e, de repente, a descobri. Claro que existe o risco de o cenário mudar completamente. Moramos no Brasil, afinal. Também posso me cansar dos sets, concluir que o cinema não me mobiliza mais e pedir para retornar às novelas. Não desconsidero nenhuma hipótese.

Os ganhos com publicidade se aproximam do que você faturaria na televisão?

Creio que sim. Não arrumo comercial todo mês. Mas, quando arranjo, embolso o suficiente para me sustentar e, inclusive, rodar uns filmes quase de graça. Recebi cachês simbólicos em Árido Movie, Garotas do ABC, O Cheiro do Ralo... Na verdade, nunca imaginei me tornar milionário. Mantenho o foco. Não entro numas de querer casa de campo, carrão, cobertura em Nova York.

Só com o cinema, sem a publicidade, você conseguiria sobreviver?

Não. Teria de recorrer mais à TV, encarar umas peças de teatro. Necessitaria cavar outras fontes de renda.

Por que você faz pouco teatro?

Vou responder de maneira bem rasa: por preguiça! Fiz apenas oito ou nove peças. É realmente pouco. Teatro exige uma dedicação absurda! Ensaio, ensaio, ensaio. Curto preparar um personagem com calma, mas nem tanto. Ensaiar muito me desanima. Melhor o jogo que o treino. Lógico que admiro quem sua a camisa no palco. Respeito demais os atores que contam a mesma história de quinta a domingo. Um ótimo exemplo é o Wagner Moura. Ele está incorporando agora um Hamlet maravilhoso. Vi o homem em cena e pirei. O cara segura o tranco de um Lavoura Arcaica por noite!

Há algo que o desanime nas filmagens de um longa?

Há, sim. Odeio as sessões intermináveis na sala dos maquiadores. Em O Coronel e o Lobisomem, precisava usar bigode, costeleta, barba. Um horror! Gastava horas na maquiagem. O Diogo Vilela também. Um dia, o coitado virou para mim e anunciou, meio na piada, meio seriamente: "Terminou! Minha carreira terminou aqui! Não aguento mais". [risos]

Você começou garoto na TV. Depois, durante a adolescência, perdeu espaço — as emissoras deixaram de chamá-lo. Foi um trauma na época, não?

Imenso, imenso. Apareci na televisão entre os 8 e os 13 anos. De repente, o poço secou. Ninguém da Globo ou de outro canal se lembrou de mim por uns quatro anos. Eles gostavam do menino, não do adolescente.

Sua guinada para o cinema tem relação com aquele trauma? Seria uma tentativa de você não depender tanto do veículo que o descartou uma vez?

É possível... O Paulo Betti já me disse que entrei nessa roda-viva de atuar, escrever roteiros e dirigir porque receio o desemprego: "Você vai ocupando todas as brechas. Joga nas 11 posições. Se fecharem uma porta ali, você abriu outras acolá". Ele pode estar certo, né? Vários aspectos de minha trajetória devem dialogar com o moleque rejeitado de antigamente.

E o fato de você não exibir o perfil típico do galã, influenciou na opção pelo cinema?

Foi uma ideia que passou por minha cabeça, sim. Se você não possui os atributos clássicos do galã, avança menos na televisão. Orbita em torno de um universo mais restrito. Onde um sujeito com inquietude criativa e sem uma beleza-padrão consegue transitar melhor? Onde descola papéis interessantes? No cinema.

Seu irmão caçula, Danton Mello, trilha um caminho bem diferente. Ele continua nas novelas...

Pois é. Sabe quando você descobre que envelheceu? Quando seu irmão caçula se torna o astro de uma novela em que você trabalhou na infância. Há 23 anos, fiz Sinhá Moça. Era o menino da trama original. Em 2006, a Globo regravou a história. Quem interpretou o principal personagem masculino? O Danton!

Ele, aliás, ascendeu justamente no período do seu ostracismo. Enquanto o primogênito voltava para casa, o caçula despontava em programas da Globo. Existe competição entre vocês?

Não, sinceramente não. Torço pelo Danton, e o Danton torce por mim. Convivemos bastante, trocamos impressões sobre as coisas, falamos de tudo. Só que agimos de modo oposto. Tempos atrás, me recordei de um episódio engraçado. Ainda moleque, costumava almoçar e jantar num daqueles pratos coloridos de criança. Eu tinha um e o Danton, outro. No fundo do meu, havia uma história em quadrinhos. Era a fábula da cigarra e da formiga. Minha mãe enchia o prato e, à medida que eu o raspava, a história aparecia. A cigarra se divertindo, e a formiga ralando. O gozo e a obrigação. Eu sou a formiga. O Danton, a cigarra.

Mas, quando perguntei sobre teatro, você se classificou de preguiçoso...

Velho, caí em contradição! Pretendo me contradizer mais 15 vezes ao longo da entrevista. Na realidade, meu sonho é conversar com você novamente daqui a cinco anos e desdizer cada frase que disse até agora. [risos]

Retomemos a fábula.

Então: sou mesmo a formiga. Trabalho como um doido, me angustio... Devia me chamar Selton Angústia Mello. Já o Danton aproveita a vida. É livre. Não aposta 100% das fichas na profissão. Ele tem mulher e duas filhas, gosta de comer bem, adora viajar. Morou na França e nos EUA. Estudou inglês. Eu, em compensação, só carreguei pedra. Um exagero... Agora sinto necessidade de tirar um sabático e abraçar os clichês: pedalar pelo Rio, beber chope com os amigos, apanhar sol — prazeres de que desfrutei muito pouco.

Em 2008, na estreia de Meu Nome não É Johnny, entrevistei você e ouvi algo semelhante: "Vou descansar". Parece que você ainda não descansou...

Estou desacelerando. Devagarinho a gente chega lá. [risos] Pelo menos, já faço análise. Iniciei há seis meses.

Não consegue parar de trabalhar? É compulsivo?

O que acha? Fumo demais, por exemplo. [Observa o cinzeiro sujo em que depositou quatro bitucas de cigarro nos últimos 50 minutos.] Às vezes, penso que encontrei um método infalível contra o tabagismo. Basta exigir que os fumantes comam a inhaca do cinzeiro — a imundície que eles próprios deixaram ali. Neguinho certamente abandonaria o vício.

Você é compulsivo com comida?

Sou, por causa da angústia. Devoro um monte de porcaria: junkie food, pizza, hambúrguer. E doce! Chocolate... Formiga, velho! Maldito pratinho colorido da infância! [risos] Mas vou virar a chave. Vou mudar.

Quanto você pesa?

Tenho 1m81 de altura. Meu peso ideal é 80 quilos. Hoje estou com 90. Em 2008, quando filmei Jean Charles, beirava os 110. Engordei bastante na época porque interrompi os remédios que consumia para emagrecer. Funcionava assim: se ia rodar um longa em março, passava os três meses anteriores tomando os comprimidos. Perdia peso e, tão logo terminava o filme, largava os remédios. Em consequência, engordava de novo. Fiquei nessa gangorra por dez anos. Certo dia, me toquei de que precisava parar — as drogas cobram um preço abusivo, modificam o humor, o metabolismo. Com esforço, parei. Veio, então, a rebordosa. Uma depressão terrível, uma insegurança, uma paranoia. Fiz o Jean Charles me julgando péssimo, deslocado, cheio de travas físicas e psíquicas. Questionei tudo durante as filmagens, inclusive meu talento. "Sou uma farsa! Desaprendi o ofício!" Nem sei de que maneira suportei a barra... Filmamos em Londres. Eu, no entanto, não me enxergava lá. Sentia-me em outro lugar, náufrago, confuso. Participei do filme como um zumbi. O louco é que resultou num negócio bonito, delicado. O sofrimento do Selton escorreu para o Jean.

Você continua questionando seu talento?

Não. Sou de fato um ator. Melhor: sou um autor. Gosto de criar — não importa se à frente ou por trás das câmeras. Acontece que a tempestade emocional de 2008 realmente me assustou. Nunca vou esquecê-la. Percebi, em Londres, um troço fundamental: nos últimos anos, cuidei mais dos meus personagens que de mim. Pretendo agora inverter a equação. Se cuidar mais de mim, aposto que meus personagens também sairão ganhando.

Como você os constrói?

Não desenvolvi um jeito específico. Em alguns casos, pesquiso muito. Em outros, me guio apenas pelo feeling. Depende do enredo, do diretor, do meu pique. Para viver o Leléu em Lisbela e o Prisioneiro, uma comédia de feições nordestinas, visitei os subúrbios do Recife e as feiras populares, escutei músicas bregas e bati um papo com o Lirinha, vocalista do grupo Cordel do Fogo Encantado. Queria apreender o sotaque pernambucano dele. Em contrapartida, quando protagonizei Meu Nome não É Jonhny, confiei principalmente na intuição. Existe uma linha tênue entre o preparo adequado e o preparo excessivo. Um ator não deve se preparar demais para um papel. Convém que esteja levemente despreparado. Se o cara entra todo engessadinho no set, acaba não permitindo que a surpresa o contamine. A cena se converte em um monólogo. Abdica-se do diálogo com as circunstâncias.

Parte dos críticos afirma que você tem tiques de interpretação. Concorda?

Evidente que tenho. É complicado você se multiplicar — inventar máscaras distintas para cada situação. É quase impossível. Não conseguiria apontar um cacoete neste momento. Mas, revendo meus trabalhos, frequentemente me irrito: "Caramba! De novo aquele gesto, de novo aquela entonação!".

Que atores você admira?

O maior ator do cinema brasileiro se chama José Dumont. Um monstro! Polivalente à beça. Na pele do sujeito, qualquer personagem cresce. O Wagner Moura é o melhor de minha geração.

Melhor que você?

Sim, claro. Outro veterano que admiro é o Paulo José. Uma vez ele me explicou de que modo resolveu uma cena dificílima. Seu personagem recebia uma caixa e, ao abri-la, deparava com a mão do próprio filho, decepada por um sequestrador. Como se comportar diante de tamanha atrocidade? Eu, se encarnasse o personagem, abriria a caixa e me descabelaria, gritaria, sofreria um colapso. O Paulo José, malandro, abriu a caixa sem esboçar grandes reações. Simplesmente a olhou e deixou o público imaginar o que um pai sentiria em meio àquele pesadelo. Gênio!

Entre os atores de fora, quais você destaca?

O Benicio del Toro e o Sean Penn. Nos meus tempos de dublador, dos 12 aos 20 anos, observei muito os estrangeiros. Foi uma tremenda escola vê-los atuar. Pequenas sacadas que pesquei nos filmes da época me influenciam ainda hoje. Em Picardias Estudantis, por exemplo, o Sean Penn interpreta um surfista lesadão. Sempre que o maluco desejava comprar algo, arrancava do bolso uma maçaroca de dinheiro, notinha fiscal, documento, tudo amassado. Em Meu Nome não É Jonhny, roubei aquilo.

Roubou?

Na cara de pau! Para indicar o quanto o protagonista do longa estava atrapalhado, não hesitei: fazia-o puxar do bolso uma maçaroca como a de Picardias Estudantis. Ladrão! No fundo, não passo de um ladrão! [risos]

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26/10/2008 free counters

quarta-feira, 20 de maio de 2009

OS MAIAS - SEQUENCIA de VIDEOS



Chamada da estreia da minisserie Os Maias

Vinheta de abertura de Os Maias

Os Maias, Primeiro Capitulo parte I .

Os Maias, Primeiro Capitulo Parte II


Os Maias, Primeiro Capitulo Parte III

Os Maias, Primeiro Capitulo Parte IV

Monforte e Pedro em Sintra

Monforte e Pedro em Sintra II

Os Maias, Pedro e Maria se casam

Os Maias, Monforte espera o primeiro filho

Os Maias, Tancredo "O PrIncipe "

Os Maias, Monforte conhece Tancredo

Os Maias o suicidio de Pedro

Os Maias, Maria Monforte, depoimento de Simone Spoladore

Os Maias,Carlos Eduardo vai estudar em Coimbra

Os Maias, Carlos e Ega em Coimbra

Selton Mello fala sobre Joao da Ega

Os Maias, Carlos ve Maria Eduarda pela primeira vez

Os Maias, Carlos e a filha doente dos Castro Gomes

Maias, Personagem Alencar por Osmar Prado

Os Maias, - Carlos Eduardo da Maia , que lindo nome!

Os Maias, Ega e Rachel Cohen, Ines de Castro

Os Maias, Carlos descobre a verdade sobre a mae

Os Maias, Carlos ouve a voz dela pela primeira vez

Os Maias, os Castro Gomes agradecem!

Os Maias, Carlos Eduardo procura Maria Eduarda em Sintra (1)

Os Maias, Carlos procura Maria Eduarda em Sintra (2)

Os Maias, Carlos volta de Sintra : Falhou- me tudo hoje

OS MAIAS, A Corrida de cavalos

Os Maias, Carlos diz que a ama !

Os Maias, Maria Eduarda, apaixonada por Carlos

Os Maias, O primeiro beijo de Carlos e Maria Eduarda

Os Maias, Ega expulso da festa dos Cohen

Os Maias, Ega parte de Lisboa apos a festa dos Cohen

Os Maias, Havia uma similitude nos seus nomes.

Os Maias,Dr. Carlos, nao se va !

Depoimento do ator Fabio Assuncao contendo cenas

Ana Paula Arosio e Fabio Assuncao comentam os Bastidores de Os Maias video (SEM EDICAO)

Os Maias, Maria Eduarda : " A Toca"

Maria Eduarda conhece o Ramalhete

Os Maias, O Ramalhete

Os Maias, Castro Gomes conta a verdade

Os Maias, Castro Gomes nos Olivais

Os Maias, O que � que tu amavas ent�o em mim?

Os Maias, Carlos parecia aniquilado...

Os Maias,1- Monforte retorna

Os Maias, 2-Monforte retorna e procura Don Afonso

Os Maias, 3 - Monforte retorna , Nao pode ser !

Os Maias, A morte de Don Afonso

Os Maias, Cenas finais parte 1 (sem edicao)

Cenas Finais parte 2 (sem edicao)

Os Maias, Somos irmaos !

Os Maias, Maria Eduarda parte para Paris

Os Maias, Carlos fecha o Ramalhete

Os Maias, Carlos retorna depois de dez anos

Os Maias, - Falhamos a vida !

Os Maias, - Nos nao tivemos culpa !

Os Maias, - DESTINO TRACADO !

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26/10/2008 free counters

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Trailer do filme "Jean Charles"






Trailer do filme "Jean Charles", do diretor Henrique Goldman. O filme abordará o assassinato do eletricista Jean Charles de Menezes, morto com sete tiros na cabeça no metrô de Londres em 2005, um dia após um atentado à bomba fracassado na cidade. No elenco, estão os atores Selton Mello e Vanessa Giácomo. © 2009 Imagem Filmes

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26/10/2008 free counters

terça-feira, 17 de março de 2009

Mico policial

por Tutty Vasques, Seção: Flagrante

Suspeito de dirigir embriagado, Selton Mello aguardou por três horas numa delegacia do Rio a chegada de um bafômetro para se submeter ao teste que, afinal, deu negativo.

Por muito menos, Celso Pitta processou a polícia, né não?

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26/10/2008 free counters

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Fábio Assunção, Selton Mello e Leonardo Medeiros

Fábio Assunção, Selton Mello e Leonardo Medeiros trocam figurinhas no café do cinema

Festival do Rio


ARQUIVO

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26/10/2008 free counters

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

QUERO SER SELTON MELLO

Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a postagem.

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26/10/2008 free counters

Então é Natal

Ao apresentar seu primeiro longa-metragem, Feliz Natal, Selton Mello diz: “Não fiz um filme para ser aprovado ou reprovado, mas quero que ele se instale em corações e mentes dentro e fora do Brasil” Depois de 20 anos na frente das câmeras, o ator Selton Mello estréia na direção de seu primeiro longa-metragem, Feliz Natal. O filme acompanha a saga de Caio (Leonardo Medeiros), que decide voltar ao Rio de Janeiro para passar o Natal com a família, que não vê há anos. Darlene Glória vive Mércia, a matriarca, imersa em uma depressão e movida a altas doses de álcool e remédios. Ela se separou de Miguel (Lúcio Mauro), que gosta de transar com garotas bem mais novas. E Miguel, por sua vez, detesta Caio e não perdoa o erro que ele cometeu no passado. Um filme forte, que trata de uma família desestruturada e perdida e que tem recebido elogios e prêmios desde a estréia, há uma semana. Selton Mello conversou com o site da Tpm sobre a carreira, vontades e expectativas.

Por Fernanda Paola

Você estreou na TV aos 11 anos, na novela Corpo a Corpo, da Globo. Depois disso, aos poucos, foi se tornando um dos mais importantes atores brasileiros. Agora, arriscou na direção e já recebeu elogios. Você tem alguma dificuldade em realizar suas obras?
A dificuldade é manter o brilho nos olhos. Quando você acha que já sabe fazer aquilo é exatamente a hora de reestruturar todos os seus pensamentos e começar tudo de novo. É um eterno recomeço, daí a grandeza da arte. A busca da reinvenção o tempo inteiro. Tento manter o olhar do menino que começou tão cedo a brincar de viver personagens, esse é meu desafio constante.

Cansou de ser ator? Seu negócio agora é dirigir?
Tenho me sentido cansado de tudo e entro agora em um período em que o bem-estar pessoal é mais importante do que fazer filmes etc. Sempre priorizei minha profissão em detrimento da vida pessoal, chegou a hora de inverter radicalmente esse quadro. Estou mais interessado em cuidar das coisas simples da vida e continuar trabalhando de maneira menos insana. Se alguém descobriu esse equilíbrio envie cartaz para a redação, pois estou atrás disso também [risos].

Como foi a escolha do elenco do seu filme? Tarefa difícil ou já tinha alguns nomes na cabeça?
Alguns nomes já estavam na cabeça, como o Leonardo Medeiros, um ator que tenho absoluta confiança e que trabalhou comigo em Lavoura Arcaica. Outros nomes simplesmente aconteceram, como a Darlene Glória e o Paulo Guarnieri. Convidei a Darlene depois de entrevistá-la no Tarja Preta [programa de entrevistas veiculado pelo Canal Brasil]. Fiquei fascinado com a história de vida dela e, mesmo sem papel, queria tê-la no Feliz Natal. Ela topou e, só depois, criei a Mércia, a mãe no filme. O Paulo me ganhou quando eu estava lendo uma revista. Era um momento difícil, seu pai havia acabado de falecer. Vi o olhar do Paulo, lembrei dele quando fazia milhões de novelas e liguei. Já o menino Fabrício Reis foi um daqueles achados inacreditáveis. Mérito do Oberdan Junior, que encontrou esse fenômeno e, depois de alguns testes, foi acolhido no filme. Eu gosto tanto da idéia de resgatar gente do passado, talentosa e muitas vezes deixada à margem, quanto lançar rostos novos. É interessante para a arte ter esse equilíbrio.

Você já tinha se aventurado na direção do curta Quando o tempo cair, além de apresentar o programa Tarja Preta. Com um longa é diferente? Em que sentido?
É muito mais trabalho. Como é tudo muito maior, multiplicam-se as responsabilidades. Fazer um longa-metragem é uma trabalheira e tanto. É um processo caro, muitas vezes longo, que envolve muita gente... E, depois de pronto, ainda tem todo um trabalho para o lançamento, a distribuição. Mas o prazer de apresentar algo tão pessoal é o combustível para ir até o fim.

Diga um momento memorável do período de produção do filme e um nem tão bom assim.
Minha equipe e eu vivemos momentos muito saborosos ao longo de todo o processo. Trabalhamos com delicadeza e muita alegria. E assim nos sentimos seguros para alçar um vôo arriscado, para representar uma família desestruturada. Apenas com o respeito que tínhamos um pelo outro foi possível travessia tão densa, nos proporcionando a sensação de ter vivido algo único.



Tem expectativas sobre a opinião do público em relação a Feliz Natal? Isso é importante para continuar?
Quero que o filme atinja o maior número de pessoas que puder. Esse é meu objetivo: que o filme seja visto. Não fiz um filme para ser aprovado ou reprovado. Isso é pessoal, a arte é muito subjetiva. Fiz para que as pessoas pudessem assistir e se identificar. O termômetro não é gostar ou desgostar, e sim fazer com que Feliz Natal se instale em corações e mentes dentro e fora do Brasil.

O que pode falar de Darlene Glória como Mércia?
Darlene é um vulcão. Não há melhor palavra para defini-la. E diante de uma câmera ou não. Depois que a conheci, não tinha nenhuma hipótese de não tê-la no meu filme. Só se ela não quisesse, mas ela topou mesmo sem eu ter um papel. Criei a mãe da história só depois do sim da Darlene. E hoje nem eu nem ninguém da equipe consegue imaginar Feliz Natal sem uma mãe. Ela paira sobre todos os personagens, está em cena mesmo quando não aparece. É a mãe de todos os males, como eu costumo dizer. Aquela família torta, desestruturada, não poderia ter uma matriarca que não fosse aquele delírio. Darlene em cena é puro delírio.

Já tem planos para o futuro? Quais são?
Não estou pensando em futuro a longo prazo... Mas posso dizer que tenho dois planos – dirigir outro filme e descansar. Não necessariamente nessa ordem [risos].

Há dois anos você deu uma entrevista para a Trip na qual dizia que toda sua energia estava voltada para o trabalho. Continua assim, um workaholic assumido?
Que prazer checar que eu disse isso há dois anos e verificar que agora penso o contrário. Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante [risos]. Hoje estou voltado para mim mesmo. Quero continuar trabalhando sim, mas minha prioridade agora sou eu. Meu corpo pediu isso. Meu espírito pediu isso. Estou muito preocupado com o meu bem-estar. Quero curtir o ócio, ler, ver filmes, namorar, encontrar meus amigos, ficar com minha família, brincar com minhas sobrinhas, fazer exercícios, ficar em contato com a natureza... Estou em um momento de mergulho interno, de autoconhecimento, como talvez nunca estive. E percebi que é vital ter um tempo só nosso, para as nossas coisas. Mudei de workaholic para lifeaholic, se é que essa palavra existe [risos]. E será um prazer dar uma entrevista para a Trip daqui a algum tempo e dizer algo completamente diferente do que eu disse agora... E assim caminha a humanidade...

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26/10/2008 free counters

domingo, 19 de outubro de 2008

Trailer de "Feliz Natal"




Divulgação | 15.10.2008

Assista ao trailer do filme "Feliz Natal" que estará presente na 32ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

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26/10/2008 free counters

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Selton Mello responde ao manifesto de Pedro Cardoso


“Se uma cena de nudez estiver inserida no contexto, me parece bastante natural”, afirmou

Quem Online

Fotomontagem

O ator e diretor Selton Mello se manifestou oficialmente na sexta-feira (17) sobre o protesto do também ator Pedro Cardoso contra a pornografia no cinema e na televisão feito no dia 8 de outubro, antes da sessão do longa “Todo Mundo Tem Problemas Sexuais”.

A polêmica começou quando Pedro afirmou em seu manifesto que “qualquer cineasta de primeiro filme se acha no direito de determinar que uma atriz deve ficar pelada em tal cena, ou sumariamente vestida, ou levando um malho, ou beijando calorosamente dez minutos um ator que ela acabou de conhecer”.

A crítica do ator continuava afirmando que os resultados de algumas gravações não eram utilizados apenas profissionalmente.

“É freqüente que esses cineastas de primeiro filme exibam para seus amigos, em sessões privê, as cenas ousadas que conseguiram arrancar de determinada atriz. (E quanto mais séria e profissional for a colega, maior terá sido o feito de tal cineasta de m***)”.

A reclamação de Pedro teria sido motivada por rumores de que Selton Mello, que estréia na direção com o longa “Feliz Natal” convidava a equipe para ver em sua casa as cenas do filme. A atriz Graziella Moretto, apontada como namorada de Pedro, está no elenco do longa, onde protagoniza cenas sensuais.

Em texto publicado no blog do longa, Selton deu a sua versão dos fatos.

”O filme 'Feliz Natal', dirigido por mim, foi concebido e realizado em um ambiente de harmonia, com todos os envolvidos - elenco e técnica - trabalhando com respeito mútuo e delicadeza. Delicadeza é o sentimento que reinou antes, durante e mesmo depois das filmagens, com manifestações carinhosas trocadas entre toda a equipe e elenco, felizes por termos exercido nosso ofício de forma tão inspirada e apaixonada. Portanto, estou seguro e muito contente por ter realizado um filme simples e delicado, conduzido com o respeito habitual que sempre tive com qualquer pessoa que tenha cruzado meu caminho, e assim foi durante toda minha vida como homem e artista. E escrevo isto em nome de toda uma equipe que sempre falou a mesma língua e pode atestar minhas afirmações”, afirmou.

”Quanto a emitir uma opinião sobre o manifesto, penso que se uma cena de nudez estiver inserida em um contexto legítimo, como expressão genuinamente artística, sem traço algum de banalização, me parece algo bastante natural e belo. Há centenas de exemplos disto na história do cinema e da arte", finalizou.

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26/10/2008 free counters

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Assista ao trailer de 'Feliz Natal'



Drama de Selton Mello, com Leonardo Medeiros, Graziella Moretto e Lúcio Mauro. Caio tem 40 anos e um ferro-velho no interior. às vésperas do Natal, ele volta à capital para rever parentes e amigos

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26/10/2008 free counters