segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Egypt and Human Rights in the Digital Age
The recent developments in Egypt have provided increasing hope for all of us who believe in democracy, human rights and the rule of law. The events have also provided ample new material for the "cyber-optimists" versus "cyber-skeptics" debate.
In the former camp are those who believe that new communications technologies will open up closed societies and accelerate transitions to democracy. In the latter camp are those who believe that the same technologies can become a new source of repression and shore up authoritarian regimes, or who simply "don't believe the hype" of those who believe that new technologies are ushering in an age of unprecedented openness.
The current situation in Egypt clearly moves the needle towards the "cyber-optimist" end of the spectrum. The images of peaceful change, hopefully leading to more democracy in Egypt, have been truly inspiring. But events over the past year also illustrate that these positive outcomes are by no means inevitable: whether it was the use of surveillance technology in Iran, demands from the governments of UAE, Saudi Arabia and India (among others) to access messages sent over Blackberrys, or Google's retreat from the Chinese search market, events don't always develop the way that "cyber-optimists" would like them to.
In fact, the recent events in Egypt did not move only in one direction either, as the forced closure of entire mobile phone networks, the near-wholesale suspension of internet access, and the sending of pro-government text messages, so clearly illustrate. Egypt is but the latest -- and most vivid -- reminder of how business is squarely in the center of events that determine how well human rights are protected, and how important it is for business to make a positive contribution to protecting human rights.
In fact, neither the cheerleaders nor the cynics have it completely right. The digital age has great potential to advance human rights, but it won't happen automatically: it is what we as a global society -- individuals, governments, companies and civil society -- make of the communications tools at our disposal that will make a difference. What's required from the private sector is a conscious, deliberate and diligent approach that brings human rights principles squarely into business policy and operations. That's why BSR has been working with companies to establish and implement human rights policies for nearly two decades.
In our new report on human rights in the digital age, published this week, BSR explores the roles that communications and technology companies should play in protecting human rights. One of our key points is that this is not a role only for the most visible companies; it is for the entire information ecosystem. Attention in Egypt, for example, focused on Vodafone's and France Telecom's decisions to comply with government demands to shut down internet service. In fact, the need for a conscious and deliberate effort to protect human rights extends across the whole industry, including telecommunications services, mobile devices, consumer electronics, security software, IT services, internet companies and social media.
These issues are hardly limited to the evolution in Egypt, or the example many people often cite, China. The fact is, in every country there is a complex relationship between human rights, information and communications technology, law enforcement agencies, and the need to protect national security. All around the world there are legitimate reasons why governments and companies may restrict the flow of information (such as removing images of child exploitation) or allow access to personal information (such as tackling violent crime or international terrorism). The challenge is to define these restrictions as narrowly as possible, so that only legitimate purposes are served. Companies have a role by not only being passive recipients of government regulation and action, but by engaging in a dialogue with civil society and the public sector to keep restrictions or information sharing as limited as is absolutely necessary.
With business engaged in this way, it is much likelier that the "cyber-optimists" will prove to have been correct. It is also the case that peaceful change like that we've witnessed in Egypt will be likelier...and that it will be less necessary.
Aron Cramer is President and CEO of BSR and co-author of Sustainable Excellence (Rodale, 2010). Dunstan Allison Hope is a Managing Director at BSR and co-author of Big Business, Big Responsibilities (Palgrave MacMillan, 2010)
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#egito A hipocrisia das relações internacionais
O povo do Egito removeu um ditador aceite no seio da comunidade internacional, que fechou os olhos ao pormenor que seu regime era corrupto até a medula, que pisava sobre o seu povo utilizando métodos de violência bárbara, enquanto um clique de elitistas desviou dezenas de bilhões de dólares; tudo isto porque o regime simbolizava a estabilidade na região.Foi risível, quando não há muito tempo, os países falaram de uma "política externa moral", e em seguida, fizeram negócios vendendo armamentos para a Indonésia, enquanto o Governo estava massacrando o povo Maubere em Timor Leste, convenientemente esquecido do mapa político antes de Portugal assumir a causa e alertar a comunidade internacional sobre o que estava acontecendo.
Não há muito tempo atrás, os mesmos países que se desenvolveram através de controlar o fluxo de recursos das suas colônias durante décadas ou séculos, em alguns casos, sustentavam corruptos regimes ditatoriais no mundo em desenvolvimento, que não só saqueavam os recursos, enriquecendo-se ao custo do povo mas também tinham registos de abusos humanitários deploráveis.
E hoje, neste mesmo dia, domingo 13 de fevereiro de 2011, a comunidade internacional está com um dilema. Depois de apoiar o regime de Mubarak durante 30 anos, um regime que governou sob um estado de emergência por três décadas, e mais uma vez fechar os olhos para as práticas da nojenta governação do mesmo, a comunidade internacional não sabe o que fazer, nem para que lado se virar.
Por quê? Porque ele nunca seguiu uma política externa
E agora o que acontece? Ninguém sabe. Os relatórios oriundos do Egipto são pouco acima do nível de "Alguém disse que ouviu uma mulher dizer que ela ouviu o padeiro alegar que ..." como se fosse uma fonte credível e o sítio electrónico que servia de articulação de recursos de vários blogues egípcios, um excelente "site" chamado Omraneya.net, onde os egípcios contavam sua história em tempo real, agora aparece com a seguinte mensagem:
"Não é possível conectar ao servidor de banco de dados ...
O erro do MySQL foi: Perdeu a conexão com servidor MySQL na leitura dos pacotes de comunicação inicial ', erro de sistema: 113. "
Em bom português, o site foi retirado ou bloqueado. Quem ou o quê está tentando controlar a Internet e até que ponto, será objecto de outros artigos, mas este é um exemplo gritante da governação iluminada e "ética" das nossas queridas e democraticamente eleitas entidades, um exemplo do monstro em que a comunidade internacional está se tornando: um grupo sinistro de tecnocratas cinzentos e invisíveis, sem qualquer responsabilização, que fazem o que querem, onde e quando e como desejarem, em sua miríade de clubes (Parlamentos, Conselhos e por aí fora) que existem em vários níveis para criar empregos para políticos fracassados... e seus amigos.
Tomemos a União Europeia, por exemplo, que conseguiu impor um Estado pseudo-Federal sobre seus 370 milhões de cidadãos sem quase nenhuma vez pedir a opinião de alguém, e nos referendos que poucas vezes foram realizadas, qualquer voto "não" resultou em uma repetição do processo ad nauseam, e uma mudança subtil de palavras, de modo que o "não" virasse "sim".
Se a ética não existe nas relações internacionais, então também não existe o direito internacional. A Federação Russa é um dos poucos países que, juntamente com seus parceiros na América Latina, tem apelado para uma abordagem multilateral nas relações internacionais e uma política de gestão de crises que vê a ONU como o fórum adequado de resolução em um mundo o que favorece o debate, o diálogo e a discussão sobre a arrogância, beligerância e chantagem como as ferramentas de engajamento.
Nós não precisamos de falar sobre o Iraque ou a camarilha doentia de bajuladores que apoiou o regime de Bush quando unilateralmente violou/violaram e quebrou/quebraram todas as fibras do direito internacional, degradaram a ONU e desrespeitam a sua Carta, que deveria servir de base para a criação de uma comunidade internacional.
Nós não precisamos de falar sobre os terríveis atos de tortura cometidos pelas autoridades das nações que gostam de rotular-se com os preceitos que eles certamente não praticam, sob a égide das decisões tomadas pelos dirigentes dos regimes responsáveis por essas violações flagrantes dos direitos humanos e crimes de guerra.
Nós não precisamos de falar sobre a obsessão com que fecham os olhos a Israel e sua violação flagrante do direito internacional, na apreensão e retenção de terras que não lhe pertencem, na construção de colônias em terras que não lhe pertencem, derrubando casas, destruindo fazendas, profanando cemitérios, utilizando munições ilegais, como bombas de fósforo contra civis - e até mesmo contra escolas. Estes são crimes de guerra, crimes contra a humanidade e o Estado de Israel é um pária na comunidade de nações, um dos piores exemplos dos que desrespeitam as normas do direito internacional.
No entanto, reverências de todos para Tel Aviv, porque o lobby judeu é tão poderoso nos EUA, e como ele tem conseguido, historicamente, é tão perto dos centros centrais nervosos do poder, do controle das massas e dos processos de tomada de decisão.
Em conclusão, não há tal coisa como a ética nas relações internacionais, não existe tal coisa como o direito internacional. Se e quando houver, não vai depender de a maior parte daqueles que controlam a comunidade internacional de hoje, mas sim dos líderes como Vladimir Putin, Dmitry Medvedev, Hugo Chávez, Evo Morales, Dilma Roussef (agora) e Lula da Silva (antes) , Fidel e Raul Castro (hoje) que pregam o respeito ao direito internacional dos órgãos de tomada de decisões... e vai depender do povo.
No Egito, as pessoas tomaram o poder - o Exército será responsabilizado perante as suas exigências. No entanto, dado que vivemos em um mundo sem ética e sem direito, em termos reais, o que acontece no Egito pode não depender deles, especialmente porque parece que os poderes invisíveis já começaram a agir (como vimos acima, começando pelo controlo da Net).
Para aqueles que não estão felizes com o status quo, existe uma arma legítima e poderosa: o voto. Até, e a não ser que, as autoridades eleitas sejam responsabilizadas por todas as suas decisões, e isso inclui uma política externa ética, baseada na lei, então quando vamos tão obedientemente executar nosso dever civil, depositando aquele voto em aquela urna, apenas estamos a perpetuar a lei da selva.
O que é triste é que as pessoas vão teimar em sempre votar nos mesmos.
Timothy Bancroft-Hinchey
Pravda.Ru
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domingo, 13 de fevereiro de 2011
Egypt: The camp that toppled a president
Cairo's central Tahrir Square was the focal point for anti-Mubarak protesters during 18 days of demonstrations. As the protest neared its peak, the BBC's Yolande Knell took a tour of the area. Explore the protesters' camp by clicking on the links.
CLICKABLE Find out more..
Tanks
Throughout the demonstration, protesters have sat and slept around tanks parked near the Egyptian Museum, to prevent the army from advancing into the square.
Street clinic
This "street hospital", staffed by volunteer doctors, is one of several clinics where injured protesters have their wounds treated. Since Egyptians do not typically have access to free medical care, some say the clinics in the square are an improvement on what they are used to.
Flag sellers
A whole economy has grown up in the square since the protests began. Street vendors sell flags and hats in the colours of the Egyptian flag. A large flag costs five Egyptian pounds (about 50p).
Food stalls
This bean seller is one of many food vendors who have set up stalls inside the barricades. Protesters have also taken over the Hardees fast food restaurant, where they give out free bread and cheese.
Rubbish bins
Egypt has no formal system of recycling so the demonstrators have set up their own, as part of efforts to keep the square clean.
Artwork
This artwork, "Egypt's Heart", is one of many created by the demonstrators. The heart faces down one of the streets through which pro-Mubarak supporters came to clash with the anti-government protesters. Many visitors have had their photographs taken next to the heart.
'KFC clinic'
This Kentucky Fried Chicken fast food restaurant has been taken over by protesters and turned into a clinic for the injured and the sick.
Newspaper wall
Every morning Egypt's main newspapers are pasted up on the shutters of this shop, allowing protesters who cannot afford to buy a paper can still follow the latest reports, says our correspondent.
Pharmacy
This pharmacy near the main stage is helping campers and visitors keep clean and healthy. Some of the supplies are being given out for free.
Campsite
Though the majority of demonstrators go home each evening, a hard core have set up campsites on the roundabout, pavements and grass verges. Some sleep in tents, while others shelter under plastic sheets and rugs draped across pathways.
Wall of martyrs
Memorials of protesters who died during the uprising have been erected at the "wall of martyrs". Friends of the victims put up pictures and accounts of how they died. Some are very graphic and accuse the police of brutality.
Toilets
The camp toilets are here in a shed formerly used by construction workers near the Egyptian Museum. After 18 days, the smell is quite incredible.
Kindergarten
Schools in Cairo have been closed during the protests. But there are so many mothers who want to attend the demonstration that many bring their children here - to a kindergarten organised by the demonstrators.
Bloggers
Egypt's internet activists have played a key role in the pro-democracy protests and many are camped together on the roundabout in the centre of the square.
Water point
Drinking water is not easy to come by, so protesters have been filling their bottles at this water point beside a construction site.
Main stage
This platform has become a kind of "Speakers' Corner" for protesters to call comrades to action and pay tribute to those who have died during the demonstrations. The white screen is used to project televised speeches by the government and the army.
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sábado, 12 de fevereiro de 2011
Egito amanhece comemorando renúncia de Hosni Mubarak
A queda de Mubarak
Na noite de quinta-feira, a multidão que, reunida no centro do Cairo, há 17 dias exigia a renúncia do presidente Hosni Mubarak reagiu enraivecida ao discurso do ditador. Em vez de se despedir do poder, como esperavam todos, especialmente depois que o comandante militar do Cairo foi à Praça Tahrir comunicar à multidão que era iminente o desfecho da crise, Mubarak anunciou que estava transferindo alguns poderes para o vice-presidente Omar Suleiman, mas continuaria governando o país até as eleições de setembro.
Na sexta-feira, as manifestações se espalharam. No Cairo, grupos cercaram o palácio presidencial e a sede da TV estatal. As ruas de Alexandria e de Suez foram tomadas pelos manifestantes, que também paralisaram todas as cidades importantes do país.
No final da tarde, Hosni Mubarak e sua família se mudaram para a residência oficial de verão em Sharm-el-Sheik e, logo depois, o vice-presidente Omar Suleiman anunciava que o presidente havia renunciado ao cargo.
Mubarak já não contava, há dias, com o apoio das Forças Armadas - a instituição que sempre foi o sustentáculo d0s governantes egípcios e, desde a queda da monarquia, tem fornecido os presidentes do país. Isso ficou claro logo no segundo dia das manifestações, quando as Forças Armadas anunciaram que não reprimiriam a multidão concentrada na Praça Tahrir. Mas o Conselho Militar ainda não tinha condições para selar o destino da ditadura Mubarak.
O discurso de Mubarak, na quinta-feira, resolveu o problema. Seu objetivo era ganhar tempo, prometendo pequenas mudanças que não satisfariam o povo. Este, por sua vez, não se deixou enganar e, apesar da falta aparente de coordenação dos protestos, a insatisfação se alastrava. Além disso, associavam-se à multidão sindicatos prontos para paralisar a economia do país.
Só as Forças Armadas podiam romper o impasse - e foi o que fizeram. Na verdade, os egípcios estavam esperando, há alguns dias, que o Conselho Militar obrigasse Mubarak a deixar o poder. A ditadura dos últimos 30 anos destruiu toda forma de organização política - exceto o partido oficial e legendas satélites -, e no Egito, ao contrário do que ocorre em outros países muçulmanos, as organizações islâmicas radicais não medraram. Expelido o ditador, restavam as Forças Armadas para preencher o vácuo de poder.
Mubarak pretendia, transferindo atribuições para Omar Suleiman, manter o poder ao seu alcance. O Conselho Militar não aceitou essa solução. O Parlamento - produto de eleições escandalosamente fraudadas - e o gabinete ministerial serão dissolvidos, como parte da obra de demolição das estruturas ditatoriais que o povo egípcio não aceita mais. E o governo de transição será exercido pelo Conselho Militar, liderado pelo general Mohamed Tantawi, e pelo chefe da Suprema Corte Constitucional.
O Egito não se transformará numa democracia liberal da noite para o dia. Demandará tempo e muito esforço a construção de estruturas políticas livres. Aos militares que conduzirem o país durante a transição caberá propor as mudanças que encaminhem o país na direção mais do que claramente indicada pelas multidões que se reúnem na Praça Tahrir - e que precisam continuar mobilizadas.
O Egito tem sido o principal aliado árabe dos Estados Unidos. Recebe fartas subvenções que podem, a partir de agora, ajudar a reconstrução das estruturas políticas do país. Mas, para que isso aconteça, a liderança americana precisa conhecer melhor o que se passa no Cairo. Durante a crise, a posição do governo de Barak Obama foi lamentavelmente comprometedora. Ora apoiou os manifestantes, ora apoiou o ditador.
Na verdade, a despeito de todo o aparato de inteligência de que dispõem os Estados Unidos, a Casa Branca não foi informada, como observou o jornalista Jack Diehl, do Washington post em artigo reproduzido no Estado de ontem, de "que o Egito poderia explodir". O governo Obama já havia apoiado Mubarak, depois de revelada a fraude nas eleições parlamentares. Seu objetivo parecia ser, acima de tudo, preservar a estabilidade do Egito. O que fez foi contribuir para o endurecimento de um regime que já estava podre por dentro.12/02/2011 03h58 - Atualizado em 12/02/2011 03h58
Presidente, que estava há 30 anos no cargo, renunciou nesta sexta-feira.
Povo, que pedia saída imediata havia 18 dias, comemora nas ruas do país.
Do G1, com agências internacionais
O Egitoamanheceu em festa neste sábado (12), no que ficará marcado como a primeira manhã sem o comando do ex-presidente Hosni Mubarak, que apresentou sua renúncia na tarde de sexta-feira (11). A madrugada foi repleta de comemorações pelo fim de 30 anos ditadura no país.
Em Ismailia, ao norte, multidões ainda celebram a vitória do povo egícpio, enquanto que em Suez e Cairo, parte da população também segue comemorando nas ruas e praças que antes eram palco de violência e revolta.
As três cidades testemunharam alguns dos maiores confrontos entre manifestantes anti e pró Mubarak nas últimas semanas, assim com enfrentamentos com forças de segurança.
Hosni Mubarak, de 82 anos, renunciou ao cargo nesta sexta-feira (11), após um governo de quase 30 anos e que era contestado desde 25 de janeiro por grandes manifestações populares.
Neste sábado, a China divulgou um comunicado no qual deseja que o Egito recupere sua estabilidade e ordem social em breve. A Coreia do Sul manifestou neste sábado que "respeita" a decisão de Hosni Mubarak de renunciar ao cargo de presidente do Egito, e defendeu eleições "livres e justas" no país.
O anúncio da renúncia foi feito pelo recém-nomeado vice-presidente do Egito, Omar Suleiman, em um curto pronunciamento na TV estatal. Mubarak entregou o poder ao Exército, disse Suleiman, com ar grave.
"O presidente Mohammed Hosni Mubarak decidiu deixar o cargo de presidente da república e encarregou o Alto Conselho Militar de cuidar das questões de Estado", disse Suleiman.
Os crescentes protestos que derrubaram Mubarak deixaram mais de 300 mortos e 5.000 feridos. Eles começaram em 25 de janeiro, inspirados pela queda do presidente da Tunísia, e tiveram impulso na internet, que comemorou a queda do ditador.
Espera-se que a queda do regime Mubarak abale outros governos autoritários do mundo árabe.
Ainda não havia detalhes sobre como ocorrerá a transferência.
Um porta-voz disse que o Conselho Militar vai anunciar medidas para uma "fase de transição" no país, segundo comunicado lido na TV estatal. O conselho também disse que "não há alternativa à legitimidade do povo".
O ministro da Defesa, Mohamed Hussein Tantawi, deve ser o chefe do conselho, segundo fontes militares. Ele passou em frente ao palácio presidencial, no Cairo, no início da noite desta sexta, saudando a multidão.
O conselho poderia derrubar o gabinete de ministros de Mubarak, fechar as duas casas do Parlamento e governar diretamente com a Corte Constitucional, segundo a TV Al Arabiya.
O país tem eleições presidenciais marcadas para setembro.
Celebração
A notícia da renúncia, exigida pelos manifestantes, foi imediatamente celebrada com festa nas ruas do Cairo e das outras grandes cidades do Egito.
Por volta das 18h locais (14h de Brasília), na lotada Praça Tahrir, que foi o centro nervoso dos protestos, manifestantes cantavam: 'o povo derrubou o governo'.
Manifestantes se abraçavam, e algumas pessoas desmaiaram de emoção. O fato de o Exército participar da transição foi bem recebido pela população nas ruas.
Houve comemorações em outros países árabes, como a Tunísia (assista ao lado), e egípcios celebraram a notícia até em São Paulo.
Oposição
O oposicionista Muhamed ElBaradei, uma das principais figuras dos protestos, disse que o Egito "esperou por décadas" por este dia. Ele afirmou esperar que povo e Exército governem juntos durante o período de transição.
A Irmandade Muçulmana, principal grupo opositor, parabenizou o povo e o Exército do Egito pela notícia. Eles celebraram o fato de que o Exército "cumpriu suas promessas".
anúncio nesta sexta-feira (11) (Foto: AP)
O blogueiro Wael Ghonim, um cibermilitante que passou 12 dias preso e virou ícone do movimento, escreveu no seu Twitter: "Parabéns ao Egito, o criminoso deixou o palácio".
Manifestantes que faziam vigília na Praça Tahrir disseram que, após a festa, voltariam para casa.
"Nós podemos finalmente ir para casa!", disse chorando Mohammed Ibhahim, de 38 anos, um dos organizadores dos protestos. "Nós estamos aqui há 18 dias esperando ele ir embora e conseguimos."
EUA e Europa
O presidente dos EUA, Barack Obama, disse que a saída de Mubarak é só o começo, e não o fim do processo de transição no país.
A chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, disse que respeitava a decisão de Mubarak e pediu diálogo para a formação de um governo de "base ampla" no país.
Fora do Cairo
Mubarak havia partido pouco antes para o balneário de Sharm el Sheij, no Mar Vermelho, a 400 km do Cairo, informou Mohammed Abdellah, porta-voz de seu partido, o Nacional Democrático.
Ele, que tem uma residência no balneário, saiu em meio a mais um dia de grandes protestos de rua.
O governo da Suíça anunciou que vai congelar os possíveis bens de Mubarak no país, segundo a chancelaria.
Exército
Mais cedo nesta sexta-feira, o Exército havia soltado nota prometendo levantar o estado de emergência sob o qual o país vive desde 1981, "assim que as circunstâncias atuais terminassem", em uma aparente demonstração de apoio à transição proposta por Mubarak.
Mas esse comunicado não bastou para que os manifestantes desistissem de marchar.
Em Al Arish, no Sinai, confronto entre manifestantes e a polícia deixou um morto e 20 feridos.
Última cartada
Na véspera, Mubarak tentou uma última cartada para continuar no poder até a transição.
Ele frustrou os manifestantes que esperavam sua renúncia imediata e confirmou, em discurso na TV, que pretende continuar no governo até setembro, à frente da transição de poder. Ele também disse que iria transferir poderes ao seu vice.
Sameh Shoukr, embaixador do Egito nos EUA, explicou que Mubarak transferiu todos os poderes da presidência para seu vice, mas permanece do chefe de Estado "de jure" (de direito). O embaixador disse que esta versão lhe foi contada pelo próprio Suleiman.
A decisão de Mubarak de ficar durante a transição irritou ainda mais a população local. Milhares de pessoas passaram a noite na praça Tahrir.
Em um discurso de tom patriótico, Mubarak afirmou que a transição no Egito em crise vai ocorrer "dia após dia" até as eleições presidenciais marcadas para setembro. Ele prometeu proteger a Constituição durante todo o processo.
Mubarak disse que propôs emendas aos artigos 76, 77, 88, 93 e 189, e cancelou o 179, que dava poderes extras ao governo em caso de combate ao terrorismo.
O presidente afirmou que iria transferir poderes a Suleiman, segundo a Constituição, mas não esclareceu quando, até que ponto ou de que maneira isso ocorreria.
Em discurso posterior ao de Mubarak, Suleiman, -que já vinha liderando as negociações com a oposição- se comprometeu a tentar fazer "uma transição pacífica de poder" e pediu que os manifestantes acampados no Cairo voltem para casa.
'Saída honrosa'
O deputado trabalhista israelense Benjamin Ben Eliezer afirmou nesta sexta que Mubarak comentou com ele, em uma conversa por telefone na noite de quinta-feira, pouco antes de seu discurso à nação, que estava buscando uma "saída honrosa".
"Ele sabe que acabou, que é o fim do caminho. Só me disse uma coisa pouco antes de seu discurso, que procurava uma saída", afirmou Ben Eliezer à rádio militar.
Ben Eliezer, que até recentemente foi ministro do Comércio e da Indústria, é considerado o dirigente israelense mais próximo de Mubarak, a quem visitou em várias ocasiões.
Em 1979, o Egito se tornou o primeiro país árabe a assinar um tratado de paz com Israel, e o país tem apoiado os EUA em seus esforços para tentar encerrar o conflito entre israelenses e palestinos. Nesta sexta, a Casa Branca pediu ao novo governo egípcio que respeite a paz com Israel.
Na semana passada, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, alertou para o risco de uma revolução islâmica no Egito, inspirada no modelo iraniano, se o grupo opositor Irmandade Muçulmana eventualmente assumisse o poder.
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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
#EGITO #egipto Presidente e vice do Egito renunciam; poder passa para as Forças ...
Presidente e vice do Egito renunciam; poder passa para as Forças Armadas
Deputado trabalhista israelense já havia dito que "ele sabe que acabou, que é o fim do caminho"
- Mubarak está em balneário egípcio, diz porta-voz
- Presidente do Egito procura saída honrosa, diz deputado
- Exército do Egito diz que vai apoiar permanência de Mubarak no poder
- Exército do Egito diz que vai suspender estado de emergência
- Se radicais ameaçarem poder, Exército vai reagir e Egito pode ter 'banho de sangue'
O presidente do Egito, Hosni Mubarak, 82 anos, renunciou ao poder no início da tarde desta sexta-feira (11), o 18º dia de protestos contra o regime no país. Imagens ao vivo da GloboNews mostram egípcios comemorando nas ruas do Cairo.
Segundo o canal de notícias, Mubarak - que estava no cargo há quase 30 anos - havia deixado o governo provisório ficará ao vice-presidente, Omar Suleiman. No entanto, Suleiman também acaba de renunciar e o controle político do país passou ao Conselho das Forças Armadas.
Segundo o deputado trabalhista israelense Benjamin Ben Eliezer, o presidente egípcio havia dito, em uma conversa por telefone na noite de quinta (10), que está buscando uma saída honrosa. Os egípcios esperavam pela renúncia em comunicado na quinta, mas foram frustrados por Mubarak, que disse que ficaria no poder até as eleições de setembro.
"Ele sabe que acabou, que é o fim do caminho. Só me disse uma coisa pouco antes de seu discurso, que procurava uma saída", afirmou Ben Eliezer à rádio militar.
O secretário-geral do Partido Nacional Democrático, Hossam Badrawi, também anunciou que vai renunciar a seu cargo, segundo uma fonte ligada à AFP. "Quando ele assumiu o cargo há alguns, ele queria garantir um breve período de transição para responder às demandas dos manifestantes. Agora que isso foi feito, ele vai pedir demissão", afirmou a fonte.
Mubarak já havia deixado o Cairo com sua família rumo ao balneário Sharm el-Sheikh, na península do Sinai. "Ele está em Sharm el-Sheikh", afirmou o porta-voz do Partido Nacional Democrático, Mohammed Abdellah.
Pouco antes, fontes ligadas ao governo informaram que Mubarak e a família haviam deixado o Cairo nesta sexta, mas sem deixar claro se haviam deixado o país.
As manifestações no Egito - mais populoso país árabe e importante aliado dos EUA na região - começaram em 25 de janeiro, parcialmente inspiradas na rebelião que derrubou o governo da Tunísia e ameaça agora se espalhar para outros países da região.
«A única solução é o regime cair», escrevia há quatro horas Mohamed AlBaradei no Twitter. «Havemos de vencer», preconizava. A alegria que se vive no país é a demonstração do acerto da previsão.
SOL Minuto a minuto: "O Egipto está livre" 
11.02.2011 - 12:12 Por Maria João Guimarães, Sofia Lorena, Dulce Furtado
Mubarak abandonou o poder. O Exército egípcio anunciou que vai ser o garante das reformas no país e prometeu a realização de eleições livres e justas. Nas ruas de várias cidades do Egipto milhões de pessoas festejam o fim de 30 anos do regime do faraó. A revolução minuto a minuto.
17h04: Explosão de alegria em Tunes. Queda de Hosni Mubark festejada na capital tunisina com buzinas. “Oh, povo egípcio, como és grande!”, ouviu-se na rua, descreve a AFP. A 14 de Janeiro, Tunes festejava a fuga do Zine El Abidine Ben Ali.
16h56: O Presidente dos EUA vai fazer uma declaração sobre o Egipto dentro de cerca de hora e meia. Barack Obama foi informado da demissão de Mubarak e passou alguns minutos a ver a cobertura televisiva dos acontecimentos, disse o porta-voz da Casa Branca Tommy Vietor.
16h55: Agora que Mubarak abandonou o poder, o importante é que “o diálogo seja rápido e que conduza a um governo que respeite as aspirações – e proporcione a estabilidade – do povo egípcio, diz a chefe da política externa da UE, Catherine Ashton. "O futuro do Egipto permanece, com razão, nas mãos do povo egípcio”.
16h39: Não é só a praça que está em ebulição: “No Cairo, os condutores estão a buzinar, há disparos de tiros para o ar”, conta o correspondente da BBC Jon Leyne na capital egípcia. Havia pessoas aos saltos: “Temos um ex-Presidente!”, gritam. “Conseguimos!”.
16h32: “Este é o melhor dia da minha vida”, reage o opositor Mohamed ElBaradei. “O país foi libertado depois de décadas de repressão”. Agora, o Nobel da Paz espera uma “bonita” transição de poder.
16h28: A alegria nota-se também no espaço virtual: “Hosni demite-se. Ganhámos. Ganhámos”, twita Sandmonkey, um dos conhecidos ciberactivistas egípcios. “Não consigo acreditar... 30 anos de ditadura... depois de 30 anos de ditadura… Mubarak demite-se”, diz uma página de um grupo de jovens anti-regime no Facebook. “Tenho orgulho em dizer. Hosni Mubarak, o antigo Presidente do Egipto”, reage também no Twitter o activista de direitos humanos Ramy Raoof.
16h23: “Em nome de Deus, o misericordioso, cidadãos, durante as difíceis circunstâncias que o Egipto atravessa, o Presidente Hosni Mubarak decidiu deixar o cargo de Presidente e encarregou o Conselho Supremo das Forças Armadas de administrar o país. Que Deus ajude toda a gente”, afirmou o vice-presidente, Omar Suleiman.
16h17: Mubarak transferiu as responsabilidades de governação para o Conselho Superior das Forças Armadas, diz a televisão estatal.
16h07: Hosni Mubarak deixou o poder, anunciou o vice-presidente Omar Suleiman. A praça Tahrir explodiu em festa. "O Egipto está livre, o Egipto está livre", grita a multidão.
16h02: “Queridos governos ocidentais, estiveram em silêncio durante 30 anos a apoiar o regime que nos oprimia. Por favor não se envolvam agora”, twitou Wael Ghonim, o executivo da Google que se tornou num dos líderes da revolta.
16h01: O secretário-geral do Partido Nacional Democrático, Hossam Badrawi, dá mais informações sobre a sua saída: “É uma demissão da posição e do partido”, disse o responsável, que na véspera praticamente anunciara a saída de Mubarak. “A formação de novos partidos de uma nova maneira que reflicta um novo pensamento é melhor para a sociedade neste ponto”, disse numa entrevista à Hayah TV.
15h55: Nunca mais ninguém pode dizer que “não sabia”, comenta o escritor Elie Wiesel, sobrevivente do Holocausto e Nobel da Paz. No “New York Times” escreve “Por causa do progresso na tecnologia, especialmente no campo da comunicação, ninguém tem já desculpa para dizer: ‘não sei, não sabia, não tinha noção’.”
15h51: Militares ajudam manifestantes no palácio presidencial: há relatos de que alguns soldados, encarregados de proteger o palácio dos protestos, estão a dar água e comida para os manifestantes, atirando os mantimentos sobre o arame farpado que os divide.
15h46: Os confrontos entre manifestantes e polícias desta manhã em El Arish, no Sinai, terão causado pelo menos cinco mortos e mais de vinte feridos, avança a Al-Arabiyah. Uma multidão armada com pequenas pistolas atacara uma esquadra de polícia com o propósito de libertar prisioneiros.15h39: A partida de Mubarak para Sharm el-Sheikh é avaliada como “uma primeira etapa positiva” por um alto responsável norte-americano, em declarações sob anonimato à AFP. As televisões Al-Arabiyah e Canal 10 israelita tinham já anunciado a partida do Presidente para a estância balnear, informação confirmada pelo porta-voz do PND.
15h25: “As pessoas decidiram aumentar a pressão ao regime. Há três a quatro mil pessoas à porta do palácio e muitas mais do outro lado. Mubarak não deve estar lá dentro… Mas mantemos o Presidente sob cerco. É outro símbolo do nosso protesto”, explicou ao “Guardian” Karim Ennarah, que passou duas semanas na praçaTahrir e agora se juntou à multidão diante do palácio.
15h21: Nem chegou a uma semana: o novo secretário-geral do Partido Nacional Democrático, Hossam Badrawi, disse à BBC que vai anunciar a sua demissão “nas próximas horas”. Badrawi foi um dos que ontem sugeriu ao longo do dia que Mubarak se preparava para abandonar o poder.
15h19: Mubarak “é agora uma figura simbólica, delegou todos os poderes no vice-presidente”, disse à BBC o professor Maged Boutros, um importante membro do PND, o partido no poder.
15h15: Trocas de tiros entre polícias e manifestantes em El Arish, no Sinai, onde umas mil pessoas atacaram uma esquadra para libertar prisioneiros, deitaram fogo a carros e lançaram cocktails molotov contra os agentes, relatam as agências.
15h13: Pelo menos dois helicópteros levantaram voo do palácio presidencial do Cairo, diz a Reuters. Um membro do partido de Mubarak afirmara antes que o Presidente já tinha partido para a estância balnear de Sharm el-Sheikh.
15h01: “Oh Suleiman, oh Suleiman, também não te queremos!” cantam os manifestantes em Tahrir.
14h57: A Irmandade muçulmana é um movimento “maioritariamente secular”, diz o conselheiro de topo para os serviços secretos do Presidente norte-americano, James Clapper´
14h45: Mais de um milhão de pessoas estão já nas ruas por todo o Egipto. Só no Cairo estão mais de 200 mil pessoas na Praça Tahrir (Libertação) e dezenas de milhar em frente ao edifício da televisão estatal, a Nile TV.
14h42: Um “comunicado importante e urgente” da presidência egípcia é esperada dentro em breve, anuncia a televisão estatal.
14h40: O "New York Times" considera que a partida de Mubarak para a casa de férias em Sharm el-Sheikh constitui um “momento muito significativo” nos 18 dias de protestos maciços no país, ao mesmo tempo que várias figuras do regime egípcio se esforçam por fazer passar a mensagem de que o Presidente concedeu mesmo transferir os poderes para o vice-presidente, Omar Suleiman. A partida do Presidente pode ter como objectivo acalmar a situação nas ruas, diz a BBC.
14h25: Hosni Mubarak deixou mesmo o Cairo esta manhã e foi para o palacete que possui na estância balnear de Sharm el-Sheikh, no Mar Vermelho, confirmou o porta-voz do Partido Nacional Democrático (PND, no poder).
14h24: Mubarak terá dito ao deputado trabalhista israelita Benjamin Ben-Eliezer que procurava “uma porta de saída honrosa”. Ben-Eliezer disse que na conversa telefónica de ontem, pouco antes de Mubarak discursar à nação, o líder egípcio “já sabia que era o fim”. Ben-Eliezer, antigo ministro do Comércio de Israel, é considerado um dos políticos israelitas mais próximos de Mubarak.
14h16: É aguardado ainda hoje um novo, e terceiro, comunicado do Conselho Superior das Forças Armadas. A declaração feita esta manhã pelos militares pedia aos egípcios a regressarem à “vida normal” para que depois possa ser oficialmente levantado o estado de emergência em vigor no país desde 1981. O Exército afirmava ainda que será “garante” das reformas prometidas ontem à noite por Mubarak e da realização de eleições livres e justas, além de se comprometer a que não serão perseguidos aqueles que, nas ruas, "rejeitaram a corrupção e exigiram reformas".14h14: Mais uma música da revolução.
14h08: De dezenas de outras cidades egípcias chegam relatos de manifestações: a multidão em Alexandria já não se mede em número de pessoas mas em dezenas de avenidas repletas de gente a gritar para que Hosni Mubarak abandone o poder; dezenas de milhares em Suez tomaram o controlo de vários edifícios governamentais; 150 mil pessoas cercam o quartel-general da polícia e das forças de segurança do Estado na cidade portuária de Domietta; dezenas de milhares manifestam-se em frente ao edifício do governo local de Sharqiya; mais de 50 mil protestam em Qin, cidade natal do vice-presidente Omar Suleiman, outras 20 mil marcham em Arish.
14h02: Os manifestantes avolumam-se junto ao palácio presidencial em Heliopolis, a uns 30 quilómetros de distância do Cairo, rodeado por um aparatoso sistema de segurança, com veículos blindados, tanques armados e centenas de militares. Ali, como no Cairo, grita-se “vai-te Mubarak” e a multidão de mais de três mil pessoas já grita insultos contra os soldados. A Al-Jazira avalia que este é o local com maior potencial de conflito.
13h57 O nosso enviado Paulo Moura, no Cairo , diz-nos ao telefone que a oposição parece estar dividida sobre o que fazer. São já muitos os que acham que chegou a hora de ir para casa, mas admitem que não conseguem comandar todas as multidões que estão na ruas.
13h50: As multidões de manifestantes pró-democracia extravasam hoje da Praça Tahrir e começam a congregar-se aos milhares junto ao edifício da televisão estatal, a Nile TV, e outros pontos estratégicos da capital egípcia. Junto à Nile TV, alguns relatos falam já em mais de seis mil pessoas observadas pelos militares armados que mantêm a segurança no local, onde ninguém está autorizado a entrar nem sair.
13h40: O site de Internet do Partido Nacional Democrático (PND, no poder) foi atacado por hackers. Ao abrir, uma só mensagem na página: “Fechado até à queda de Mubarak e do regime”.
13h34: Baradei no Twitter: “O país está todo nas ruas. A única saída para o regime é partir. O poder do povo não pode ser esmagado” diz o líder oposicionista. “Nós venceremos. Ainda há esperança de que o Exército se junte a nós."
13h25: Hosni Mubarak pode ter já abandonado o Cairo nas últimas horas. O canal árabe al-Arabiya reporta que o Presidente e familiares partiram da capital para “destino desconhecido” a partir de uma base área nos subúrbios do Cairo. Já a televisão israelita Channel 10 diz que Mubarak partiu para a estância do Mar Vermelho Sharm el-Sheikh, onde possui uma casa. E um diplomata ocidental, citado sob anonimato pela BBC News, confirmou que o chefe de Estado egípcio terá abandonado o Cairo por volta das 13h00.
13h22: OS Estados Unidos denunciam entraves do Irão às emissões dos media que estão a cobrir a situação no Egipto. E BBC está a denunciar que o seu serviço persa está bloqueado desde quinta-feira por causa da cobertura que está a fazer a revolução egípcia
13h20: "Se ele está determinado, nós estamos ainda mais, É um contra 85 milhões", disse Chérif el-Araf, um jovem manifestante de 16 anos na Praça Tahrir, à AFP.
13h18: A Irmandade Muçulmana rejeitou os discursos ontem feitos por Hosni Mubarak e o seu vice-presidente, Omar Suleiman. “São só mais palavras enganadoras para tentar pôr termo às exigências do povo”, afirma a organização partidária em comunicado.
http://www.publico.pt/Mundo/minuto-a-minuto-o-egipto-esta-livre_1479775?all=1 Sphere: Related Content
#Egypt LIVE: Mubarak steps down
Egyptian anti-goverment demonstrators carry on with their protest in Cairo's landmark Tahrir Square on February 11, 2011, after the military threw its weight behind President Mubarak's attempt to cling on to power despite massive nationwide protests over the past 18 days. AFP
18: 52 Egyptians have done it! President Mubarak resigns
18: 50 Tunisians, whom street protest saw President Zine al-Abidine Ben leave office, are urging Egyptians to hang in there. (Read: Tunisians tell Egyptian protestors to hang on.)
18: 46 Nigerian rights groups are claiming that police have denied them permission to protest in solidarity with their Egyptian brothers. (Read: Nigeria police ban anti-Mubarak protest: rights groups.)
18:40 The secretary general of Egypt's ruling National Democratic Party, Hossam Badrawi, is about to resign.
18:31 Sad news. A protestor has been killed and 20 people were injured in clashes between police and demonstrators in the north Sinai. (Read: Egypt protester killed in Sinai clash.)
18: 30 Leader of Mubarak's ruling party to step down.
18:27 The US says President Mubarak's move to the resort of Sharm el-Sheikh is a 'positive first step'. (Read: Mubarak's move to Sharm 'positive' - US official.)
18: 21 The Egyptian presidency said it will make an "urgent and important" statement shortly, state television said. (Read: Egypt presidency to make 'important' statement.)
18: 18 About three hours ago President Mubarak and his family left Cairo for Sharm el-Sheikh after thousands of protesters blockaded his palace. (Read: Mubarak leaves Cairo as crowds jam his palace.)
18:15 The clamour of the Egyptian public to see President Hosni Mubarak leave office reached a crescendo Friday, a day dubbed the "day of rage".
Egypt
Civil Unrest Pictures
By James Wray Feb 11, 2011, 15:36 GMT
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Protests have now spread far beyond Cairo and Alexandria, labor unrest is boiling over in factories and major port areas and former business titans and parliamentarians are being told not to travel – add it all up and it’s not the ideal backdrop for re-booting the region’s most populous country.
While the business world is looking for key signs of the wheels of commerce starting to move again with the re-opening of banks, core fundamental issues are more worrying by the day.
Initial forecasts from some of the region's leading economists are starting to look at revising their growth figures. From Banque Saudi Fransi-Credit Agricole: economic growth of 5.3% now revised down to 3.7%. To be candid, that seems quite conservative, if this attempt at a controlled transition begins to unravel. The country is currently losing more than $300 million a day in revenues.
The Civil Aviation Authority reported a sharp drop in tourist traffic. The tourism sector is the number one foreign exchange earner - bringing in around $13 billion annually. One luxury hotel owner in a Red Sea resort said that occupancy rates are running at less than 10% and they could take six months to rebound. The military “needs to be transparent with people," he said, adding, “There are so many questions but no answers."
The key question for investors is how the military will re-define its role. Will it carry the ball until well after elections and serve as a midwife to a more inclusive government like the one that has emerged in Turkey?
Egypt’s recently appointed cabinet, led by Prime Minister Ahmed Shafik, tried to take every opportunity to articulate a message that economic reforms will continue after a five-year running start. Since 2005, Egypt secured nearly $50 billion of foreign direct investment. Those seeking the next round of global brands may find it more difficult to make their sales pitch.
The market, still the largest in the Middle East, remains at the crossroads of the Gulf States and Europe and has a multilingual, young and educated workforce. But who will lead this force?
Is it Ayman Nour of the Ghad Party or Mohammed Badie of the Muslim Brotherhood? Or will Amr Moussa of the Arab League come back on the scene with a different party affiliation (he was incredibly popular when he was Foreign Minister about 10 years ago). And what about Mohamed ElBaradei. The latter two are known entities within international diplomatic and investment circles - the first two are not.
We know very little at this stage about their economic platforms, like whether they would advance and broaden reforms, keep Egypt open to international investment and continue to operate the Suez Canal as it is today. It is a cash generator of $5 billion annually. There are 67 industrial zones in Egypt, many around Port Said, and Port Suez - but they have become breeding grounds for striking workers who feel they have been dealt a bad hand
A Gulf investor who holds investments in Egypt told me it is important for the military and the various parties around the table to reform as quickly as possible. He referenced an old Arabic saying: Since they are drowning together, they should rescue Egypt together.
A shift in the approach, he concluded, is vital. The priority of all the stakeholders, including President Mubarak, has always been on "regional stability." That, he noted, needs to move to "sustainability" - for long-term investment, job creation and the rule of law.
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#Egypt State TV: Important Statement From Presidential Palace Soon
Mubarak Leaves Cairo for Sharm el-Sheikh as Protesters Keep Up Pressure
Military Vows to End Hated Emergency Law When Security Situation Improves
Egypt's embattled President Hosni Mubarak left the presidential palace in Cairo today but remains in Egypt, sources told ABC News, as protesters kept the pressure on the government to force Mubarak out of office.
Sources tell ABC News that the 82-year-old president has gone to an estate he owns in Sharm el-Sheikh, a resort town on the Red Sea about 250 miles from the protests in Cairo. Mubarak told ABC News last week he may eventually retire to the resort town, but vowed never to leave Egypt.
A senior Egyptian official told ABC News Mubarak's departure from the palace was intended to be symbolic, as well a visual withdrawal from the political process after having handed over most of his authority to Vice President Omar Suleiman. But the move does not preclude him from returning or inhibit his ability to oversee constitutional amendments, the official said.
The military earlier today announced on state television that the regime's much hated emergency law will be lifted when the security situation allows -- echoing Mubarak's statement from Thursday -- and encouraged protesters to leave the streets and return to their homes.
Egypt's controversial emergency laws have been in place since the assassination of President Anwar Sadat in 1967 and give the government far-reaching powers at the expense of judicial review and civil liberties.
The army said it would make an important announcement soon.
But demonstrators were defiant, filling Tahrir Square for an 18th day to demand Mubarak's ouster. Thousands more marched toward the state television building, a prime new target for today's protests.
"It is important for the regime, not for the people, because they have been lying and spreading propaganda," one protester told ABC News, referring to the television building. "Once this building is down, the regime is down as well."
Others converged on the presidential palace, blocking roads leading up to the president's residence. The mood was largely peaceful and celebratory, yet determined, as soldiers and protesters cheered and waved at each other. There were no signs of pro-Mubarak demonstrators in the crowd, as had been the case earlier in the day.
The side streets around Tahrir, or Liberation, Square were packed as crowds streamed toward what has become the heart of these 18-day long anti-government demonstration. Instead of the rage felt Thursday night when Mubarak went on national television and said he would not leave office, there appeared to be a new energy and determination in the crowd.
The health ministry doubled the number of ambulances parked outside the square, and there was a mobile hospital present. But soldiers seemed relaxed, smiling at the crowds, and there was a collective commitment by protesters to keep the demonstrations non-violent.
Similar scenes played out in the port cities of Alexandria and Mansoura.
Wael Ghonim, a Google executive who has become the international face of protests since he was arrested by security forces in late Jan. 28, took to Al Arabiya television to speak for the demonstrators.
Saying the army should be the caretaker of the revolution, the 30-year-old said Egyptian people want true freedom of press and the right in establishing satellite channels and newspapers. He also demanded that Egyptians living abroad be given the right to vote, and that a transparent election be held in September.
The military is seemingly maintaining a neutral position, but also asking for people to return to normal life.
Though protesters are calling for Mubarak to resign from the presidency, there is no one opposition party poised to take over the reins of the country. And while several leaders -- including Nobel Laureate Muhammed ElBaradei and politician Ayman Nour -- have emerged in the spotlight, they don't have the kind of support base that is needed to take over the leadership. The fragmented Muslim Brotherhood also seems to be missing a viable leader that could win mass support.
The military isn't confronting protesters, but its statement today showed the country's most revered institution has put its support behind Mubarak.
The turmoil in Egypt, preceded by a similar uprising in Tunisia, has rocked the Arab world. Many are concerned about the government falling into the hands of the Muslim Brotherhood, an outlawed group, and the outbreak of violence.
"The role of the rest of the world is to tell them honestly but behind closed doors on secure lines, 'We are ready to be there beside you if you move concretely and coherently toward change. We respect your need to avoid it falling into the hands of extremists. We understand that you need some time," Israeli Defence Minister Ehud Barak told ABC News Thursday.
he United States is keenly watching developments in Egypt, one of its closest partners and allies in the region.
Late Thursday, President Obama issued a stern written statement telling Mubarak he needs to do more to outline concrete steps for reform.
"The Egyptian people have been told that there was a transition of authority, but it is not yet clear that this transition is immediate, meaningful or sufficient," Obama said. "The Egyptian government must put forward a credible, concrete and unequivocal path toward genuine democracy, and they have not yet seized that opportunity."
Obama also pushed the Egyptian leadership to be clearer about its intentions and how it will address the demands of the Egyptian people.
"We therefore urge the Egyptian government to move swiftly to explain the changes that have been made, and to spell out in clear and unambiguous language the step-by-step process that will lead to democracy and the representative government that the Egyptian people seek," he said.
Hundreds of thousands of people gathered in Tahrir Square Thursday expecting to hear Mubarak say he was leaving, but were disappointed when the president only said he was transferring more powers to Vice President Omar Suleiman.
In an address directed to the youth of Egypt, Mubarak said he was pained by the deaths that have occurred since protests began on Jan. 25.
"The blood of the martyrs and the injured will not go in vain," he said. "I will not hesitate to fiercely punish those who are responsible. I will hold those in charge who have violated the rights of our youth with the harshest punishment stipulated in the law."
The United Nations and Human Rights Watch estimates that 300 people have been killed in Egypt's protests.
ABC News' Jim Sciutto contributed to this report.
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