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sexta-feira, 8 de abril de 2011

O que sobe também cai

Sexta-feira 08/04/2011 02:32 Criado em: 01/04/2011 - 05:55


Autor: Eugenio Hackbart
Publicado em 08/04/2011 02:32






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26/10/2008 free counters

Vento e granizo causam prejuízos em Bento Gonçalves


Diversas residências foram destelhadas

A chuva que caiu nas últimas horas causou grandes prejuízos em Bento Gonçalves. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, há diversas residências inundadas e destelhadas, além de vários locais que correm risco de desabamento devido à intensidade do temporal que durou apenas 15 minutos. Os fortes ventos e o granizo derrubaram árvores e parte do município teve a rede elétrica desligada. O Corpo de Bombeiros auxilia os moradores atingidos.







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26/10/2008 free counters

Outro trecho da carta pede especial atenção da Polícia. Terá o assassino agido sozinho?


Continuarei a tratar dos aspectos da tragédia de hoje que dizem respeito a políticas públicas. Antes, no entanto, quero chamar a atenção de vocês para um dado em particular. Mais um trecho da carta de Wellington Menezes de Oliveira veio a público. Leiam.

novo-trecho-da-carta

A carta requer especial atenção. A análise de texto é uma das especializações das polícias nos países que realmente levam a sério o combate ao crime. Não sei quantas pessoas se dedicam a essa atividade no Brasil e, particularmente, no Rio.

Nota-se uma mente perturbada? Acho que isso é inequívoco. Perturbada, sim, mas não desconexa dentro da sua loucura. Wellington, a julgar pela carta, não estava num grau de insanidade que o fizesse romper, por exemplo, os nexos lógicos e sintáticos do texto. Um exemplo? “Eu deixei uma casa em Sepetiba DA QUAL nenhum familiar precisa”. Infelizmente, 90% dos brasileiros considerados alfabetizados tropeçariam aí, muito particularmente os nossos políticos. Há um erro aqui e outro acolá, mas, no geral, a carta é vazada num português bastante aceitável.

Resolvi fazer análise estilística da carta de um homicida, supostamente suicida? Não é isso, não!

O texto despertou em mim a suspeita de que sua loucura pode não ter sido assim tão solicitária, de que ele pode ter contado com a ajuda de alguém que, menos doido do que ele, conseguiu dar certa coerência interna à sua demência. Todo cuidado é pouco nesse caso. A carta pode denunciar mais do que aparenta.

Por Reinaldo Azevedo





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26/10/2008 free counters

O psicopata desencadeia o surto dos esquerdopatas!

O que há de essencialmente estúpido na tese de que casos como o da escola do Rio ou da violência epidêmica que há no Brasil se combatem com a proibição da venda de armas? O óbvio, ora essa: as armas utilizadas nesses crimes não foram legalmente compradas. É tão simples! É tão evidente! É tão escancaradamente factual que as “pessoas boas” preferem ignorar o óbvio.

As bobagem brotam aos borbotões. Tentei escrever com a TV ligada — não preciso de silêncio sepulcral para articular umas tantas idéias; seria interessante ter acesso a informações novas e tal… Mas quê! Tive de desligar! Lá estão jornalistas “bonzinhos” , com ar compungindo, querendo proibir a venda de armas; lá estão os “especialistas” articulando seus “preconceitos do bem”. Ignoram os números, ignoram os dados, ignoram a realidade. Pra que ter um mínimo de objetividade quando se quer salvar a humanidade? Por que lidar com dados quando se quer fazer justiça com o próprio microfone ou com o plróprio telcado? É duro, sei, ter de falar alguma coisa no ar sem ter o que dizer. Como as reportagens são precárias, então entram em cena os palpiteiros. Eles querem nos salvar!

O que há de nexo causal entre a venda legal de armas e a tragédia, Santo Deus? Os dois temas não estão nem mesmo correlacionadas. Inexiste uma política de segurança pública contra psicopatas — o que não quer dizer que as escolas não devam ter mais segurança, e trato desse assunto daqui a pouco. O que existe, aí sim, é a possibilidade de se implementar uma política de segurança pública que reduza o escandaloso número de mortes no Brasil.

Para Dilma, o crime não tem a ver com as “nossas características”. Pois é: pensando apenas em vidas humanas, presidente, se nos equiparássemos aos EUA em certas “características”, talvez tivéssemos algumas chacinas a mais em escolas, é fato!, mas, em vez de 50 mil homicídios por ano no Brasil, teríamos apenas 7.140, a senhora entende? A senhora tem idéia do trabalho gigantesco que seria necessário para fazer com o que Brasil tivesse apenas 6 homicídios por 100 mil habitantes, como têm os EUA? Por que escrevo isso? Porque pretendo que suas lágrimas sinceras de hoje à tarde não obscureçam o seu pensamento e não levem seus ministros — “que têm de fazer alguma coisa” — a fazer alguma besteira. Por que não buscar remediar o que é remediável?

E o que é remediável? Organizar a vigilância de fronteira para que parem de entrar drogas e armas no Brasil. Ter uma polícia mais eficiente que se ocupe de prender bandidos, em vez de espantá-los e esparramá-los. Eu não estou fazendo referência oblíqua à festejada política de segurança pública do Rio. Eu nunca sou oblíquo! Eu estou fazendo referência direta mesmo, reta, perpendicular! A propósito: querem proibir o cidadão decente de comprar armas, não é? E aquelas que ficaram de posse da bandidagem que se mandou do Morro do Alemão, por exemplo? Tirar armas da mão de gente decente é fácil; qualquer covarde faz isso. Quero ver é tomar o trabuco da mão de bandidos.

O número de homicídios no Brasil é vergonhoso, e querem, agora, usar uma ocorrência excepcional, sem qualquer relação com uma política de segurança pública, para impor uma agenda que nem coibiria os psicopatas nem aumentaria a segurança das pessoas de bem! Ora, vão se instruir, vão estudar lógica, vão plantar batatas! A Polícia de São Paulo está sob intenso bombardeio por conta de dois bandidos, disfarçados de policiais, que executaram um outro bandido. A instituição fez o certo para punir os criminosos que usavam farda indevidamente: encarcerou-os e o fez antes que o caso se tornasse público; não optou pela coisa certa pressionada pela opinião pública ou pela imprensa.

É evidente o esforço de certas áreas para desmerecer o trabalho de uma polícia que reduziu o número de homicídios em mais de 70% em dez anos, um caso mundial de sucesso na redução da violência. Os “esquerdopatinhas” das redaçõe estão num assanhamento danado. O governo federal, mesmo este da Dilma, A Muda Decorosa, se nega a aprender com são Paulo; a aprender, diga-se, até com a estúpida execução recente do marginal: os assassinos estão presos. Prefere entregar-se a mistificações midiáticas, que largam na rua os bandidos com suas armas — de novo, sou direto, não oblíquo. Ainda não se inventou nada melhor contra a violência do que prender bandido — São Paulo tem 22% da população e mais de 40% dos presos; boa parte deles não é do estado. O que quero dizer com isso? Que paulista é menos propenso ao crime? Que besteira! Estou dizendo que o estado está fazendo o que outros estão deixando de fazer, só isso!

Mas quê… A tragédia de agora contribuirá para obscurecer ainda mais o que já está bastante confuso. Há pouco, um desses estúpidos letrados dizia, cheio de entusiasmo, que os homicídios no Brasil diminuíram depois do Estatuto do Desarmamento! É mentira! O número caiu drasticamente em São Paulo nos últimos dez anos, mas aumentou espantosamente no Nordeste, por exemplo. Onde este senhor estudou lógica? Onde aprendeu a ler números? Por que o estatuto teria funcionado num estado da Região Sudeste, mas não nos nove da Região Nordeste? Que número o quê! Ele é mais um dos que querem nos salvar desarmando quem não oferece risco nenhum!

Repudiem essa besteira não porque ter arma é bacana. Se querem saber, eu acho que não é. Mas é uma estupidez tentar tolher direitos de quem não é bandido para combater… bandidos! Essa é mais uma das taras da esquerdopatia; esse tipo de “pacifismo” é mais um daqueles subprodutos daquela esquerda deserdada do comunismo; é mais uma manifestação daquele pensamento que prefere, como é mesmo?, condenar a “insensibilidade da sociedade” em vez de meter marginal na cadeia, que lá é o lugar deles - com todos os seus direitos assegurados, é evidente; os direitos de marginais, certo? E eles não têm o direito de matar, roubar, aterrorizar.

Por Reinaldo Azevedo





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26/10/2008 free counters

“ADA Capeta”


Segundo o testemunho dado à VEJA Online por um dos alunos que escaparam, em um dos revólveres de Wellington havia a inscrição “ADA Capeta”, feita com esmalte corretor.

“ADA”, como sabem, e a sigla que identifica uma das facções criminosas do Rio, a “Amigos dos Amigos”. A arma já teria pertencido ao grupo e acabou caindo nas mãos de Wellington? Ele próprio teria alguma vinculação com os criminosos? Teria feito ele mesmo a inscrição, já que parecia não distinguir realidade de ficção? Tudo isso vai ter de ser apurado. Sabe-se até agora que demonstrava muita rapidez no manejo das pistolas, que contava com um acelerador de tiros e que tinha muita munição.

Seja como for, eis aí mais uma evidência de que o problema, no Brasil, é coibir a venda ilegal de armas, não a legal. Pertencesse ela à facção ou não, é certo que estava fora da lei, não dentro dela.

Por Reinaldo Azevedo






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26/10/2008 free counters

Era batata! Eu conheço essa gente! Ministro da Justiça anuncia campanha em favor do desarmamento


A marcha da estupidez pode ser inexorável! Fazer o quê? Nem por isso precisamos ser igualmente estúpidos e acertar o passo com eles.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, anunciou que seu Ministério fará uma campanha nacional em favor do desarmamento. Consta que ela seria feita em julho, mas Dilma pediu para antecipar. Por causa da tragédia no Rio, é claro! Cardozo se sentiu obrigado a falar alguma coisa. E falou:
“Uma situação como essa mostra que precisamos agir”.
Muito sábio!

Ok, por mim, tudo bem! Querem fazer campanha do desarmamento? Tudo certo! É possível que muita gente de bem até entregue as suas armas para serem esmagadas pelos tratores da paz, sob as bênçãos dos “Batas Brancas”. Quem estará mais seguro? Ninguém! Gente boa não mata ninguém, certo? No máximo, tem arma para eventualmente espantar bandidos — e o recomendável é que jamais reaja a assaltos. A máxima segundo a qual “menos armas em circulação segnifica necessariamente menos crimes” é falsa. A verdade é outra: menos bandidos circulando com armas, menos crimes. Nâo é a arma que mata. São as pessoas.

Os bandidos costumam ser refratários aos apelos do Estado para se desarmar, não é mesm. Dilma pede: “Dê aqui a sua arma, companheiro”. E ele não dá! Eu diria até que a canalha deve torcer intimamente para que suas potenciais vítimas acatem a solicitação do governo.

Repito: crimes cometidos por psicopatas nada têm a ver com políticas públicas de segurança. Se tivessem, seria o caso de culpar Sérgio Cabral e Dilma Rousseff. Como não têm, não há o que eles possam fazer. Pode-se aumentar a segurança das escolas para eventualmente intimidar os malucos. Mas sabem como são os malucos…

O governo pode, sim, interferir nos outros números da violência, mas não desarmando gente de bem. O arcabouço teórico que está por trás de uma ação como essa é mais perverso do que parece. No plano filosófico, trata-se de acusar a suposta natureza criminosa da sociedade, que, então, precisaria se converter ao bem. No plano político, trata-se de dizer que a responsabilidade, na verdade é do indivíduo que tem arma em casa e de outros como ele. A Cardozo e Dilma cumpriria esse papel de beatos pedagogos.

Isso, sim, caracteriza uma exploração asquerosa da tragédia!

Por Reinaldo Azevedo





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26/10/2008 free counters

O incompreensível, o irremediável e o inaceitável


O que aconteceu no Rio? O incompreensível!

Há coisas que não têm uma explicação e ponto final. Eu sei que isso desafia a nossa sede de tudo entender, de conhecer as causas, de encontrar as motivações. É justo. Quando as procuramos, estamos, na verdade, em busca de soluções e de medidas preventivas. Saibam que psicólogos e psicanalistas — e há muitos profissionais dessa área entre os leitores deste blog; poderão dizer se estou errado — não aceitam trabalhar com psicopatas. Por quê? Porque não há rigorosamente nada a fazer. Os riscos seriam imensos: eles próprios se exporiam ao indeterminado e poderiam ser involuntariamente envolvidos em histórias macabras. O assassino de ontem era um psicopata. O que fazer? Para esse tipo de coisa, nada! Ainda que se colocassem guardas fortemente armados em cada escola, os homicidas escolheriam, sei lá, o ponto de ônibus, o parque de diversões, a praça pública, o cinema…

Terêncio, um dramaturgo latino muito requintado, é autor de uma frase que tem valor quase universal: “Homo sum, humani nihil a me alienum puto”. Trata-se do elogio da tolerância e da necessidade de compreender o outro: “Sou homem; nada do que é humano, considero estranho a mim”. Há, em suma, ao menos um pouco de cada homem em nós mesmos: de suas qualidades e de seus defeitos; de sua sanidade e de sua loucura. A frase só não vale para os psicopatas. Eles nos são estranhos. Não os compreendemos porque não há o que compreender. O senso moral é parte constitutiva da civilização humana. Ele varia com o tempo, claro; avança com a história; os valores vão mudando. Os psicopatas de qualquer tempo vieram ao mundo despidos desse escrúpulo.

O país está traumatizado; a dor das famílias é imensa; perdemo-nos, atarantados, tentando encontrar os motivos. Eles estavam muito bem guardados na cabeça do assassino e só por ele podiam ser compreendidos. É inútil a gente tentar entender; o psicopata é o único capaz de emprestar significado e nexos causais a seus atos — e, por isso, não tem como dividi-los com ninguém. Quando tenta, a gente nota pela carta, o enredo é alucinado porque não é deste mundo. Qual é a saída para os portadores desse distúrbio incurável? Se identificados a tempo, a reclusão permanente. Hoje, seria difícil saber onde. Conseguiram transformar a internação psiquiátrica num “crime contra os direitos humanos”, o que é uma violência contra milhares de portadores de outras doenças mentais incapacitantes que circulam por aí como zumbis, abandonados pela família. Mas essa é uma questão que deixo para outra hora.

Perplexidade
Compreendo, sim, a razão da perplexidade geral e até mesmo o afã de dar uma resposta que tente levar um pouco de conforto e tranqüilidade ao país. Mas não podemos perder os parâmetros. Critiquei ontem a volta do debate sobre o desarmamento como remédio para o mal a que assistimos. Aqui e ali, notava gente flertando com essa idéia. Não deu outra! José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça (o post abaixo deste lhe é dedicado), anunciou que o governo lançará uma campanha nacional nesse sentido. No Jornal Nacional, Rodrigo Pimentel, ex-Bope e hoje consultor de segurança, foi peremptório: “A única solução é retirar armas da rua. Não existe outra forma de prevenção”. Afirmei num post que ele está errado, e algumas pessoas lhe deram o benefício da dúvida: “Calma, Reinaldo, ele não deixou claro se está falando de armas legais ou ilegais”. Um sujeito até me ofendeu porque, afinal, “você não entende nada de segurança, e ele é especialista…” Até parece que me intimido com isso. Ele é especialista, mas não refundou a lógica.

Não importa o que ele tenha querido dizer, mas o que disse. O FATO INQUESTIONÁVEL É QUE OCORRÊNCIAS COMO ESSA INDEPENDEM DE POLÍTICAS PÚBLICAS DE SEGURANÇA. Pimentel pode até achar que o desarmamento das pessoas de bem (porque só elas se desarmariam) é uma boa idéia para combater outros crimes — e discordo dele, claro! Mas nesse caso? Quem quer matar com a determinação do assassino desta manhã não depende de meios. Não houvesse uma só arma circulando no Brasil, ele recorreria a outros instrumentos. Já não houve enfermeiras que passaram anos matando pacientes no escurinho dos quartos de hospital? O que fazer? Proibir as seringas?

Politização da tragédia
Alguns idiotas me acusaram de politizar a tragédia, claro! Eu??? Politiza a tragédia quem se acerca do caso com ar caridoso e compungido e, em seguida, propõe uma política pública inútil para, de algum modo, obter dividendos. Então vamos ver:
- os que defendem uma nova campanha em favor do desarmamento à esteira da tragédia do Realengo são pessoas boas, honestíssimas;
- eu, que digo ser ela estúpida — e que a acuso de ser uma tentativa de transferir ao homem comum uma responsabilidade que ele não tem — estou “politizando” a tragédia?

Desculpem! Ninguém me pega nessa! E os 103.338 acessos que este blog teve ontem indicam que há milhares de pessoas que não caem nessa conversa! Aliás, o referendo, apesar de todos os “descolados” que entraram na campanha, evidencia que milhões de pessoas não aceitaram a premissa. Qual é o problema dessa gente?
1) os bandidos assombram os brasileiros; 50 mil pessoas são assassinadas por ano, e querem tirar as armas de quem não é bandido?
2) um psicopata comete um sandice, porque essa é sua natureza, e querem tirar as armas de quem não é nem bandido nem psicopata?
Para tanto, haverá uma campanha oficial! E eu é que estou “politizando” a tragédia?

Não! Estou tentando fazer um debate intelectual honesto, já que estupefatos estamos todos. Estou pedindo que me expliquem qual é a relação de causa e efeito entre uma coisa e outra; se não houver, estou pedindo que me digam como elas, ao menos, se correlacionam. Se circulação legal de armas faz o crime, digam-me por que, nos EUA, matam-se 6 pessoas por 100 mil habitantes (apesar de seus atiradores malucos, que Dilma disse não ser “característica” nossa), e, no Brasil, onde comprar uma arma é dificílimo, são quase 26 os mortos por 100 mil. A propósito: um homem decente que queira comprar uma arma registrada no Brasil tem de provar que não é bandido. Um bandido, que não precisa provar ser um homem decente, compra arma ali na esquina.

E o estado?
A vigilância das nossas fronteiras é uma piada. A cocaína que o Brasil cheira vem da Bolívia — onde o BNDES financia uma estrada para transportar folhas de coca. A maioria das armas que circulam por aqui e boa parte da maconha — a produção local não dá conta da vontade que nossos “progressistas” têm de queimar esse mato ao menos — vêm do Paraguai, com quem o Brasil também tem mantido uma relação paternalista, de “rico” bonzinho. As iniciativas hoje mais incensadas pela imprensa de “pacificação” têm como política deliberada não prender os bandidos — adoraria que tentassem me provar com números que estou errado. Dado esse quadro, vão convidar a população a se desarmar? Qual população? Aquela que não oferece risco nenhum!

Não dá! Parem de fazer proselitismo chulo sobre os cadáveres! Respeitem a dor das famílias. Infelizmente, ninguém poderia ter feito nada para evitar o que aconteceu ontem. O país pode, sim, é fazer muita coisa para diminuir o espantoso número de homicídios que ocorre por ano no país: 50.113 em 2008. Que guerra civil mata isso? José Eduardo Cardozo tem uma idéia: o desarmamento de quem não mata, mas morre.

Por Reinaldo Azevedo





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26/10/2008 free counters

Site informa que Marta Suplicy tenta dar truque nos evangélicos para aprovar lei autoritária


Recebi do leitor “Thiago” o comentário que segue, reproduzindo um texto do site gay Mix Brasil. Ele faz um comentário em seguida. E eu encerro.

Por Marcelo Cia, Mix Brasil:
A senadora Marta Suplicy, do PT, atual relatora do PLC 122 - a lei que pretende criminalizar a homofobia no Brasil - fez uma alteração substancial no texto que tramita no Senado Federal. Na prática, a alteração permite que pregações em templos e igrejas condenem a homossexualidade.

É a forma encontrada pela Senadora e seus assessores para que o texto do PLC 122 passe pela barricada formada pelos parlamentares evangélicos. Agora o projeto deixa claro que a lei não se aplicará a templos religiosos, pregações ou quaisquer outros itens ligados a fé, desde que não incitem a violência.

O novo parágrafo diz: “O disposto no capítulo deste artigo não se aplica à manifestação pacífica de pensamento fundada na liberdade de consciência e de crença de que trata o inciso 6° do artigo 5° (da Constituição)”.

A liberdade de pregação e culto contra a homossexualidade, preservada pelo novo texto, não inclui as mídias eletrônicas. Isto é: continua vetado (sic), sob pena de multa, textos, vídeos e falas que condenem a homossexualidade publicados em sites ou transmitidos pela TV.

Thiago comenta
Quer dizer que, agora, a liberdade de expressão e de consciência tem local e meio para existir? Fora daí, não pode? Se o pastor lá faz uma pregação, no âmbito do culto, contra a homossexualidade, pode? E se ele pegar a gravação da mesma fala, transcrever e publicar no blog pessoal dele - não o da igreja? Cana?

É o Ocidente aprendendo com o Afeganistão…

Eu Comento
Thiago, não consegui saber se procede a informação de que Marta fez mesmo o que informa o site Mix Brasil. Se for assim, parece restar evidente que ela tem um novo orientador moral para assuntos de mídia: o Mulá Omar, chefe espiritual do Taliban. O que vai acima é tão estúpido que sou tentado a duvidar que ela tenha tido tal ousadia. Mas você sabe…

Até parece que a agressão à liberdade de culto, dentro das igrejas (!), é a única violência constitucional contida na PL 122. É só uma delas. Terá mesmo “A Loura”, como o chama seu companheiro Netinho de Paula, tido a ousadia de estabelecer os locais em que vigora a liberdade de expressão?

Vamos ver se conseguimos saber isso hoje. O PL 122 é um coquetel de inconstitucionalidades, do começo ao fim. Se essa foi a alternação que Marta fez, deu apenas uma maquiada no texto para ver se engana os evangélicos.

Por Reinaldo Azevedo




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26/10/2008 free counters

Incendiários destroem ônibus em Guarulhos

Homens entraram pela porta traseira do coletivo, pediram para todos os passageiros descerem e, dizendo que era um protesto, espalharam combustível e atearam fogo no veículo

07 de abril de 2011 | 3h 39
Ricardo Valota, do estadão.com.br

SÃO PAULO - Um ônibus da Viação Vila Galvão foi alvo de incendiários, por volta das 20 horas de quarta-feira, 6, no trevo de Bonsucesso, próximo ao quilômetro 209 da rodovia Presidente Dutra, em Guarulhos, na Grande São Paulo.

No momento em que o coletivo, que havia saído do centro de Guarulhos e seguia para o bairro Santa Paula, encostou junto ao ponto para o desembarque de alguns passageiros, um Fiat Palio escuro parou atrás do ônibus e dois dos ocupantes do carro entraram pela porta traseira, ordenando que todos descessem.

Havia pelo menos 60 pessoas dentro do coletivo. A dupla disse aos passageiros que a ação era um protesto, mas não informou o motivo. Após espalharem dentro do coletivo todo o combustível que havia em um galão, os criminosos atearam fogo. Policiais militares da 2ª Companhia do 31º Batalhão foram acionados, mas não localizaram os incendiários.

A princípio ninguém ficou ferido. O caso foi encaminhado ao 7º Distrito Policial de Guarulhos.







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26/10/2008 free counters

Você é tudo que eu preciso?


seg, 28/03/11
por Zeca Camargo |

Será que meu iPod está tentando ler a minha mente – e mandar mensagens subliminares? Essa sensação me persegue: o maldito/bendito aparelhinho – invariavelmente programado para escolher músicas aleatoriamente – sempre parece adivinhar o que eu quero ouvir ou (mais surpreendente ainda) parece saber escolher exatamente o som que eu preciso para me inspirar. Como hoje de manhã, por exemplo.

Saí de casa para vir até a redação do “Fantástico” escrever sobre Elizabeth Taylor, as escolhas de quem passou por aqui para deixar um comentário sobre o que seria um Rock in Rio “dos seus sonhos” (tema do post anterior), e o que significa ser uma celebridade hoje. E eis que, ao apertar o “play”, logo na saída do meu prédio, ele toca “Heroes”, de David Bowie.

De onde eu moro até onde eu trabalho é uma caminhada de cerca de 15 minutos – o que permite que eu ouça uma canção como essa pelo menos três vezes. E foi exatamente isso que eu fiz. Não apenas porque essa é talvez a música de Bowie que mais fala comigo (ou talvez seja “Changes”; ou “Aladdin Sane”; ou “Sound and vision”; ou “Ashes to ashes”; ou “Modern love”; ou “Fame” – eu sei, divago…), mas porque ela tinha tudo a ver com os sonhos de quem quer um dia ser diferente – algo que tinha totalmente a ver com o que eu estava planejando escrever hoje aqui. “Podemos ser heróis, para todo o sempre, o que você me diz?”, canta Bowie, num de seus momentos mais inspirados (guarde este verso – já volto a ele).

Quase chegando no trabalho, decidi deixar o tal “aleatório” do iPod seguir seu curso – e o que ele me oferece? “All I need”, do Radiohed. Aquela música belíssima em que Thom Yorke gorjeia: “Você é tudo que eu preciso, eu estou no meio da sua foto…”. Seria possível? Eu aqui querendo escrever sobre o que nossas celebridades – que um dia já foram consideradas como heróis – significam para nós atualmente, e as músicas certas para me inspirar, de repente, surgem nos meus ouvidos?

Cético que sou, preferi não dar asas a esses pensamentos – se bem que, você há de concordar, essa conexão do iPod com o pensamento é uma coincidência irritantemente frequente. Afinal, tinha um texto trabalhoso pela frente – e o pior que eu poderia fazer agora era perder tempo com especulações esotéricas. Assim, concentrei-me no que havia me proposto: cheguei aqui na minha mesa de trabalho e fui ver os comentários mais recentes que haviam mandado para cá – as últimas listas (até a publicação deste post) com as sugestões de bandas e artistas que você gostaria de ver naquele que é um dos festivais de música mais importantes do mundo.

E lá estavam eles – os “suspeitos de sempre”! Rolling Stones, Paul McCartney, Led Zepellin, Guns, AC/DC, Foo Fighters, Ozzy, Sepultura, Deep Purple, Metallica, U2, Red Hot Chili Peppers – os perenes baluartes do Rock (com letra maiúscula mesmo). Depois, “os suspeitos de sempre – versão alternativa”: Coldplay, Oasis (e a variante Beady Eye), Evanescence, Muse, The Killers, Radiohead, Phoenix, Arcade Fire, Kings of Leon, MGMT, The Strokes, The White Stripes, Queens of the Stone Age, Franz Ferdinand, The Smiths (!), Pearl Jam (curiosamente, pouquíssimas pessoas lembraram de Nirvana – apesar de a lista, por ser justamente “dos sonhos”, tinha espaço até para os que já foram).

Não faltaram também propostas mais pop, na linha de Rihanna, Lady Gaga, Justin Timberlake, Lily Allen, Mika, Katy Perry (!), Daft Punk, Black Eyed Peas, Depeche Mode, Beyoncé, Chemical Brothers, Madonna, Britney Spears (onde está Rebecca Black, pergunto eu sem esperar resposta…). E a reserva nacional também tinha sua cota de “suspeitos de sempre”: NX Zero, Barão Vermelho, Capital Inicial e Raul Seixas, Legião e Mamonas, entre os “pedidos impossíveis” (mas, se não me engano, quase ninguém se lembrou de Cássia Eller…), Skank, Los Hermanos, Ivete e Cláudia (sim!), Ultraje a Rigor, Charlie Brown Jr.

Os destaques acima, claro, não comportam todos os desejos expressados dos que se prontificaram a mandar seus comentários (quase 250, neste momento em que escrevo). Sugestões surpreendentes – Noel Gallagher com Paul Weller, The XX, Marina & the Diamonds – pipocaram aqui e ali com boa frequência (e me deixaram cheio de esperança). Mas o que me fez contente mesmo foi que a pluralidade desses desejos comprovou exatamente o que eu queria dizer na minha postagem anterior: que não há uma escalação “perfeita” para nenhum festival, simplesmente porque os gostos musicais são infinitos!

E o que estamos dizendo quando fazemos nossas escolhas musicais? Não apenas que determinadas canções têm tudo a ver com a gente – e com o que a gente acha do mundo –, mas que os caras (e as “minas”) por trás desses sons são nossos modelos, nossas projeções, nossos espelhos. Eles e elas são não apenas o que gostaríamos de ser mas a própria imagem de como todo mundo deveria ser. A vida dele (ou dela) – quase sempre tão pública – contém uma biografia que nós gostaríamos que fosse a nossa. É a essa fantasia personificada (“você é tudo que eu preciso”, certo Thom Yorke?), a essa encarnação de tudo aquilo que não somos, que aprendemos, um dia, a chamar de heróis – e hoje, simplesmente chamamos de “celebridade”. (Retome novamente aquele verso de “Heroes”, de Bowie, que citei acima, e substituía “heróis” por “celebridades” – você vai entender rapidinho do que eu estou falando…).

O termo, de tão surrado, quase não inspira muita reflexão. Usamos essa palavra na nossa conversa como uma nota de R$ 2,00 – para rechear uma frase, dispondo de algo que deveria ser importante, mas, em última análise, mal nos faz falta. Só que a banalização da “celebridade” é um fenômeno triste, que vale a pena perder alguns parágrafos para registrar. Especialmente porque, na semana passada, perdemos uma das figuras mais significativas deste panteão – e estou falando, como você já pode imaginar, de Elizabeth Taylor.

Nasci no ano em que “Cleópatra” – um de seus filmes mais icônicos – foi lançado. Boa parte de suas melhores personagens no cinema já existiam quando eu ainda engatinhava, e, com apenas 3 anos de idade, era pouco provável que eu tivesse cruzado com um dos momentos mais estupendos de sua carreira: Martha, em “Quem tem medo de Virginia Woolf?”. Brinco com essas datas, justamente para explicar que não posso me gabar de ter sido marcado por Liz (um apelido que ela, aparentemente detestava) na minha formação de cinéfilo. Mas, assim como não posso dizer que “cresci ouvindo Beatles e Rolling Stones”, mas fui atrás dessas referências assim que comecei a me interessar por música, afirmo que “descobrir” os filmes da atriz era um dos meus maiores prazeres desde que entendi que seria para sempre um refém de uma arte chamada cinema.

Porém, mais do que seus papéis, o que sempre me chamou mais atenção em Elizabeth Taylor foi o poder que ela tinha de sequestrar nossa emoção muito além das telas. Para uma geração que conheceu Liz como “madrinha” de Michael Jackson (curiosamente ausente em boa parte dos obituários da atriz que li até agora) é até difícil explicar o fascínio que aqueles olhos – e aqueles diamantes! – eram capazes de exercer.

E parte desse fascínio vinha justamente da vida – e suas consequentes atribulações – que a atriz deixava transparecer além do seu trabalho. Elizabeth Taylor nunca foi exatamente um exemplo de comportamento. Das grandes estrelas de Hollywood, já em meados do século 20, a última coisa que o público poderia esperar era uma conduta irrepreensível – uma pequena cota de “pequenos pecados” era quase desejável, como que para contrabalançar aqueles cotidianos tão glamurosos. Mas Taylor levou os limites de escândalos aceitáveis um pouco mais além, quase educando seu devoto público a amá-la apesar de suas falhas, quase implorando que seus dilemas fossem debatidos por todos, quase usando a comoção de seus fãs como bálsamo para as próprias feridas.

Mas estamos falando, certamente, de uma outra época – e hoje sabemos bem que o “jogo das celebridades”, o equilíbrio de forças entre os astros e estrelas e seus fãs, é definitivamente outro. Como colocou brilhantemente o escritor americano (e biógrafo de estrelas de Hollywood) William J. Mann, num debate recente no jornal “The New York Times” sobre a questão “Será que é mais difícil ser uma celebridade hoje em dia?” – atualizado depois da morte da atriz –, “o que as celebridades de hoje em dia não percebem é que Elizabeth Taylor fazia tudo aquilo não porque ela cobiçava os holofotes; os holofotes é que vinham até ela por conta da vida genuinamente fascinante que ela levava”. E Mann continua: “Nada na vida de Taylor era calculado para atingir a máxima exposição pública, como muitas celebridades fazem hoje. Talvez se suas vidas fossem espontâneas, convincentes e autênticas, como a dela, elas não precisariam se esforçar tanto para serem noticiadas”.

Tem alguma celebridade lendo isso aqui? Pergunto, porque não quero constranger ninguém. Mas entre tantas lembranças boas de uma carreira fulgurante, o que Elizabeth Taylor também levou consigo, na hora de sua morte, foi a última esperança de que ainda poderíamos admirar uma vida notável de uma celebridade justamente porque ela era… notável – e não porque ela se esforçava para ter uma vida notável. Nem preciso citar nomes, mas quantas das “celebridades instantâneas” de hoje em dia – tem mais uma quentinha saindo do forno amanhã como vencedor (ou vencedora) do “BBB 11” – não fazem justamente isso: agonizam diante dos nossos olhos mendigando atenção com “casamentos-surpresa” (com fotos propositalmente granuladas, como se tivessem vazado espontaneamente para a imprensa); separações depois de semanas; brigas públicas (ou privadas, mas com consequências públicas, que resultam até em prisões, fartamente documentadas); períodos de “solidão” (fortemente documentados por fotógrafos e repórteres que contradizem o suposto isolamento da figura em questão); tragédias pessoais que clamam por um pouco de privacidade, mas que são sofregamente expostas em tentativas vãs de catarses e comoções coletivas?

Não são poucos os exemplos de histórias assim que eu sei que estão rondando sua cabeça agora – e se lhe faltar inspiração, basta alguns cliques aqui mesmo na internet para que sua memória seja refrescada. Cada vez mais as celebridades precisam fazer mais barulho – contudo, curiosamente, cada vez ouvimos menos os seus apelos. Chegamos a um ponto em que nossa fome de “notícias” sobre celebridades é proporcional à nossa indiferença sobre o conteúdo delas. Numa rapidez que me surpreende – afinal, aqui mesmo neste espaço, há apenas três anos, escrevi que havíamos chegado num ponto em que extraíamos um prazer especial em odiar as celebridades –, percebo que estamos já num outro estágio: uma cultura da “pós-celebridade”, onde o que essas pessoas, hum, famosas fazem não nos afetam nem um pouco. Fingimos ficar escandalizados com uma pequena infidelidade, encantados com uma singela união, tocados com uma perda pessoal – quando, na verdade, não ligamos a mínima para a vida daquela pessoa. Seguimos com a nossa, que se não é das mais sensacionais, agora talvez seja ainda mais vazia por não termos sequer um “herói” – ou a “celebridade à moda antiga” – para nos inspirar.

O que é uma pena. Porque nós precisamos dessa referência para viver. Cultura – mesmo a cultura pop – é feita disso. Pegando emprestado mais uma vez a música do Radiohead, você, celebridade, é tudo que eu preciso. Mesmo. Mas não desse jeito.

Que a verdadeira sucessora de Liz Taylor se apresente com urgência!

O refrão nosso de cada dia
“Pretty pretty pryia”, Anand Prayang & Chorus – talvez você já esteja se acostumando a clicar neste espaço, ouvir uma musiquinha com um refrão bonitinho, e seguir com sua exploração sobre “como matar o tempo em horário de trabalho usando a internet”. Pois prepare-se para algo totalmente diferente – eu diria surreal! Esta é uma música que descobri em uma das inúmeras compilações de pop indiano dos anos 60 – e que guardo há tempos na minha pasta “prazeres inconfessáveis”. Há pouco tempo, porém, descobri (onde mais, senão no youtube) a cena do filme ao qual ela pertence – lembrando que 99% da música pop indiana (até hoje) vêm de trilhas de cinema. As cenas, os cortes, os figurinos, as expressões dos atores, as coreografias – tudo é tão deliciosamente absurdo (e ao mesmo tempo, tão perturbadoramente parecido com “nossos” filmes do tempo da Jovem Guarda), que quase não prestamos atenção à música em si. Mas tente ouvir uma segunda vez, de olhos fechados – e você vai perceber que o refrão “She’s very very very very pretty” é tão perigosamente contagiante quanto um certo… “It’s Friday, Friday, gotta get down on Friday!”…








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26/10/2008 free counters