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quinta-feira, 18 de março de 2010

Mais de 100 mil servidores públicos acumulam cargos no Brasil

16h49 - 17/03/2010


Um levantamento do Ministério do Planejamento, divulgado hoje (17.mar.2010), revelou que mais de 100 mil funcionários públicos acumulam funções nos Executivos estaduais e federal. Destes, 53.793 somam mais de 2 cargos no serviço público. Os servidores com contrato em regime de dedicação exclusiva e com mais de um cargo totalizam 47.360.Também foram descobertos 36.113 registro de funcionários com indícios de acumulações ilícitas.

O estudo, realizado pelo Ministério do Planejamento em parceria com o Consad (Conselho de Secretários Estaduais de Administração), cruzou o banco de dados dos servidores da União com o de 13 Estados e encontrou 164 mil indícios de irregularidades. O número representa 5,3% dos mais de 3 milhões de registros de servidores analisados, conforme informa o repórter do UOL Edemilson Paraná.

A estimativa do ministério é de que a identificação e resolução das irregularidades gerem uma economia de R$ 1,7 bilhão ao cofres públicos, especialmente para os Estados, visto que os servidores que acumulam função dupla costumam optar pelo cargo na esfera federal. A soma dos gastos dos Executivos estudais e federal no Brasil chega a R$ 16,5 bilhões.

O cruzamento serve de base para a criação de um cadastro único de servidores públicos do país. As unidades da Federação analisadas foram Sergipe, Tocantins, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Ceará, Piauí, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Goiás, Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba e o Distrito Federal.

A adesão dos Estados no cruzamento não foi obrigatória. Os dados de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, que figuram entre os Estados com o maior número de servidores públicos do país, não foram contabilizados. Na prática, os dados de mais da metade dos servidores públicos dos Executivos estaduais e federal –3,91 milhões­– ainda não foram analisados.

Nenhuma punição foi recomendada. O estudo foi entregue para os Estados, que deverão analisar os dados e tomar ações de correção.


Fernando Rodrigues

Fernando Rodrigues

Fernando Rodrigues, jornalista, nasceu em 1963. Fez mestrado em jornalismo internacional na City University, em Londres, Reino Unido (1986).

Na Folha desde 1987, foi repórter, editor de Economia, correspondente em Nova York (1988), Tóquio (1990) e Washington (1990-91). Na Sucursal de Brasília da Folha desde 1996, assina a coluna "Brasília", na página 2 do jornal, às segundas, quartas e sábados. Mantém uma página de política no UOL desde o ano 2000 – com informações estatísticas e analíticas sobre eleições , pesquisas de opinião e partidos políticos. Em 2007 recebeu uma fellowship da Fundação Nieman, na universidade de Harvard (Cambridge, MA, nos Estados Unidos).

É autor do livro "Políticos do Brasil" (2006, Publifolha) e do site www.politicosdobrasil.com.br. Foi também co-autor de outros dois livros: "Os Donos do Congresso - A Farsa na CPI do Orçamento" (Prêmio Jabuti de livro-reportagem em 1993) e "Racismo Cordial", de 1994, ambos editados pela Ática.

Ganhou 4 prêmios Esso: Prêmio Esso de Jornalismo de 1997 (reportagem sobre a compra de votos na votação da emenda da reeleição); Prêmio Esso de Melhor Contribuição à Imprensa em 2002 (reportagens e o banco de dados Controle Público, que tem mais de 6.000 declarações de bens de políticos); Prêmio Esso de Melhor Contribuição à Imprensa em 2003 (relato sobre venda reportagem na mídia do Estado do Paraná) e Prêmio Esso de Melhor Contribuição à Imprensa em 2006 (livro e site "Políticos do Brasil"). O trabalho Controle Público também foi premiado em 2002 com o Líbero Badaró de Webjornalismo e com o Prêmio para Internet da Fundación Nuevo Periodismo Internacional, presidida pelo escritor colombiano Gabriel García Márquez.


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26/10/2008 free counters

quarta-feira, 17 de março de 2010

Ossadas que podem ser de guerrilheiros são encontradas no Pará


Luciana Lima
Da Agência Brasil
Em Brasília

Parentes de um militante que atuou na Guerrilha do Araguaia encontraram restos humanos na localidade de Brejo Grande do Araguaia, um dos locais do conflito no Pará. De acordo com a Procuradoria da República no Estado, a descoberta foi feita em conjunto pelos parentes e por uma equipe do Ministério Público Federal (MPF), que investigaram a região após novas informações colhidas sobre sepultamentos em Brejo Grande do Araguaia.

O local das ossadas fica a 90 quilômetros de Marabá e é conhecido como Tabocão. A região do Tabocão sempre foi apontada como possível área de enterros de guerrilheiros mortos durante os combates na década de 1970 e chegou a ser escavada em outubro do ano passado pelo Grupo de Trabalho Tocantins, formado pelo Ministério da Defesa, para procurar as ossadas desaparecidas. No entanto, o grupo não conseguiu encontrar nenhuma ossada.

Em depoimentos no MPF, moradores de Brejo Grande informaram que as escavações da Operação Tocantins foram feitas em pontos incorretos. “Toda a população de Brejo Grande e das redondezas comentou que as escavações realizadas no Tabocão foram feitas em local errado”, disse uma moradora em depoimento no MPF. As testemunhas também informaram que o local onde as ossadas foram encontradas fica a uma distância de cerca de 30 metros do local escavado no ano passado.

De acordo com o MPF, as ossadas foram encontradas depois que familiares do guerrilheiro Antônio Teodoro de Castro, que usava o codinome Raul na guerrilha, conversaram com um informante, que não quer se identificar, nem falar com as autoridades. Ele apontou vários locais onde poderiam estar sepultados corpos de guerrilheiros. De acordo com o MPF, foram encontrados pedaços de crânio, dentes e restos de tecidos no ponto exato apontado pelo informante.

O MPF informou ainda que existe a suspeita de que as ossadas encontradas podem pertencer aos guerrilheiros Pedro Carretel (Carretel), Rodolfo de Carvalho Troiano (Manoel do A), Gilberto Olímpio Maria (Pedro) e Maurício Grabois (Mário).

Ontem (16), o procurador da República no Pará, Tiago Modesto Rabelo, pediu apoio da Polícia Federal (PF), do Instituto de Perícias Científicas do Pará e do Instituto Médico Legal de Marabá para o resgate das ossadas. “Como estávamos a agir diante de fato urgente e imprevisível, as ações da equipe tiveram o objetivo de adotar as providências preliminares e emergenciais para garantir o resgate dos restos e a integridade do local”, explicou o procurador.

Segundo o Ministério Público Federal, quatro peritos, dois agentes da PF e dois técnicos do MPF fizeram o registro de depoimentos de moradores e as escavações, e acabaram encontrando mais restos humanos. Todo o material encontrado foi levado para a sede do MPF no Pará e será encaminhado ao Instituto Médico Legal em Marabá.

O Ministério Público informou ainda que os agentes e peritos da PF também estão preparando um relatório com fotos das ossadas encontradas. Depois do trabalho de campo, as ossadas serão encaminhadas para Brasília, onde passarão pelo processo de identificação.

Combatida pelo Exército, a Guerrilha do Araguaia foi um movimento de resistência ao regime militar (1964-1985) organizado pelo PC do B na primeira metade da década de 1970.






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26/10/2008 free counters

PT veta na Câmara moção de apoio a presos de Cuba


Sérgio Lima/Folha

O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP) submeteu ao plenário uma moção de solidariedade aos presos políticos de Cuba.

Curto e objetivo, o texto anota: “A Câmara manifesta moção de irrestrito apoio e solidariedade aos presos políticos que em Cuba lutam pela liberdade e democracia”.

Temer abriu os microfones para que os líderes pudessem encaminhar a votação. Deu-se, então, o inusitado. O PT pegou em lanças contra a moção.

Discursando em nome da liderança petista, o deputado Eduardo Valverde (PT-RO) atacou o autor do requerimento, Jair Bolsonaro (PP-RJ).

Referindo-se ao passado de Bolsonaro, militar da reserva do Exército, conhecido pelo apoio à ditadura, Valverde disse:

“Causa-nos estranheza que, quem protocolou essa moção, no passado defendeu a ditadura. Pela incoerência, somos contrários”.

Temer tentou contemporizar. Disse que o texto, em sua versão original, propunha “uma moção de apoio mais vigorosa”.

Esclareceu que, a pedido da presidência da Câmara, Bolsonaro negociara com líderes partidários e enxugara a moção.

O petista Valverde não se deu por achado: “Boa parte dessas informações não provem de fonte segura, mas de opositores do regime cubano...”

“...a crítica não vem da sociedade cubana, mas daqueles que resistem ao regime, financiados pelos EUA”.

Estabeleceu-se em plenário uma atmosfera de polêmica. O deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), foi ao microfone:

“Ficar contra essa moção é o mesmo que dizer que é contra a liberdade e a democracia. Só o PT teve coragem de assumir essa posição”.

Ao farejar o cheiro de queimado, Temer deu meia-volta. Suspendeu a votação. Informou que levaria o texto da moção a uma reunião com os líderes.

Comprometeu-se a devolver o tema ao plenário na próxima terça (23). Líder do PSDB, o deputado João Almeida (BA) interveio.

Lembrou a Temer que, por orientação da presidência, os líderes já haviam negociado o texto. “Reflete a posição da maioria”, disse.

Almeida acrescentou: “É impossível fazer uma moção em termos mais brandos do que essa. Sob pena de expressar uma posição vacilante, inadmissível...”

“...Ao atacar o deputado Bolsonaro, o PT parece não acreditar na conversão dos homens. Isso não é argumento”.

Temer recusou-se a voltar atrás: “Já fiz declarações públicas, em nome da Câmara, de solidariedade a todos os que lutam por liberdades no mundo...”

“...Mas o meu dever é manter unidade no plenário. Vou levar a matéria aos líderes para tentarmos chegar a um texto comum. Se não houver, trarei a moção ao plenário”.

A despeito do adiamento da votação, o deputado Nilson Mourão (PT-AC) não se conteve:

“Todo esse interesse da oposição em debater Cuba tem o objetivo de combater o presidente Lula...”

“...Ele está no Oriente Médio, procurando construir a paz no mundo. Alguns parlamentares querem deformar o debate...”

“...Por que não incluem na moção o fim do embargo a Cuba e o fim da base militar de Guantânamo? Cuba está construindo o seu país. Vamos construir o nosso”.

O argumento de Mourão, por ridículo, não fica em pé. No debate sobre Cuba, Lula dispensa desmoralizou-se por conta própria. Não precisou da oposição.

Ao se contrapor à moção de teor anódino, o PT vai no mesmo caminho.


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26/10/2008 free counters

Boatos sobre vacina anti-H1N1 são 'irresponsáveis', diz Ministério da Saúde


Dados falsos sobre imunização contra nova gripe circulam por e-mail.
Vacina é 'eficaz e segura', reafirma órgão federal.

Iberê Thenório Do G1, em São Paulo


  • Aspas

    E-mails e boatos irresponsáveis como esses ocorrem em todas as campanhas realizadas pelo mundo"

Uma avalanche de e-mails tem circulado dizendo que a vacinação contra a nova gripe pode ser uma grande conspiração para reduzir a população do planeta. A mensagem mais veiculada, dizendo que a vacina contém substâncias tóxicas, foi enviada ao G1 por dezenas de leitores.

O e-mail foi enviado ao Ministério da Saúde, que negou as informações. “Mais de 300 milhões de pessoas já foram imunizadas com essa vacina no Hemisfério Norte, sem qualquer efeito colateral grave. A vacina é eficaz, segura e protege a população”, diz o órgão federal em nota enviada ao G1. “E-mails e boatos irresponsáveis como esses ocorrem em todas as campanhas realizadas pelo mundo.”



Uma dúvida que tem preocupado muito as gestantes é se a nova vacina pode causar algum tipo de malformação nos bebês. “Não há qualquer relato ou evidência de malformação fetal em decorrência da vacina contra Influenza H1N1”, respondeu o ministério.

CONFIRA AS INFORMAÇÕES INCORRETAS QUE TÊM CIRCULADO NA INTERNET
Veja trechos de e-mail que espalha boato de que a vacina contra a nova gripe é tóxica.

BOATO: (...) sobre NÃO tomar essa vacina assassina que estão querendo que seja compulsória acho que é Tamiflu.

INFORMAÇÃO CORRETA: Tamiflu é o nome do remédio utilizado após a instalação da doença, e não o nome da vacina.

BOATO: A vacinação em massa está programada para o início do Outono aí pra voces.. Aconteça o que acontecer NÃO tome! Ela será tripla.

INFORMAÇÃO CORRETA: A vacinação está sendo feita em apenas uma etapa. Para crianças que têm entre seis meses e dois anos de idade incompletos (23 meses) será dada meia dose e depois de 21 dias a segunda metade.
BOATO: E segundo as pessoas que estão trabalhando arduamente para impedir este genocídio em massa do planeta, ela tem mercúrio e oleo de esqualeno, que são altamente tóxicos.

INFORMAÇÃO CORRETA: De fato, mercúrio é uma substância tóxica. Segundo o diretor de ensaios clínicos do Instituto Butantan, Alexander Roberto Precioso, contudo, “a quantidade de mercúrio que tem nessa vacina é muito pequena e considerada não prejudicial à saúde das pessoas”. A informação foi dada em entrevista ao Jornal Nacional.

Em relação ao esqualeno, o Ministério da Saúde afirma que a substância não faz mal à saúde. “[O esqualeno] é retirado do fígado do tubarão e assemelhados. Trata-se de um supercomplemento alimentar, assim como o óleo de fígado de bacalhau e a emulsão de Scott”, disse o ministério em nota enviada ao G1.
BOATO: Aqui no Rio o Butantã já comprou a maldita (...)

INFORMAÇÃO CORRETA: O Instituto Butantan é ligado à Secretaria da Saúde de São Paulo, e não mantém nenhuma instalação no Rio de Janeiro.
BOATO: (...) tentativa de assassinato em massa das populações do planeta através de vacinação compulsória (...)

INFORMAÇÃO CORRETA: No Brasil, assim como em vários outros países, a vacinação é opcional, e ninguém é obrigado a se imunizar.
BOATO: (...) a venda de uma vacina que nem testada foi.

INFORMAÇÃO CORRETA: Segundo o Ministério da Saúde, a nova vacina foi desenvolvida com base na vacina comum contra a gripe. A diferença seria apenas o tipo de vírus.

Rede privada
Instituições de saúde particulares ouvidas pelo G1 endossam as afirmações do ministério. Em São Paulo, os hospitais Sírio-Libanês e Albert Einstein confirmaram que aplicaram em seus profissionais a vacina distribuída pelo governo federal – a mesma que está sendo usada em toda a população.

Medo de vacina
Pânico e boataria em campanhas de imunização não é novidade. Em 1904, quando o médico sanitarista Oswaldo Cruz quis livrar o Rio de Janeiro da varíola, a população se rebelou contra uma lei federal que obrigava as pessoas a se vacinarem.

Entre 10 e 16 de novembro daquele ano, a cidade – então capital do país – viveu dias de guerra. Bondes foram tombados, trilhos arrancados, e barricadas foram armadas. O episódio, conhecido como “Revolta da Vacina”, marcou a história da Primeira República. A doença foi erradicada do Brasil em 1973, e em 1980 a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a varíola extinta.

Leia também:

Vacinas e campanhas: as imagens de uma história a ser contada

de Ângela Pôrto e Carlos Fidelis Ponte, pesquisadores da Casa de Oswaldo Cruz

clique aqui para baixar (formato .pdf, 18 páginas)

Em 2008, uma onda de boatos também deixou muitas pessoas com medo da vacinação contra a rubéola. “Circularam na internet boatos de que, ao invés de imunizar a população, o governo brasileiro pretendia esterilizar as pessoas em idade reprodutiva para fazer controle de natalidade. Mas, felizmente, a campanha foi um sucesso e o Brasil está prestes a receber o certificado de País Livre da Rubéola e da Síndrome da Rubéola Congênita”, diz o Ministério da Saúde.


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26/10/2008 free counters

Protesto por royalties reúne políticos do Rio e do Espírito Santo


Manifestantes saíram da Candelária em direção à Cinelândia.
Milhares de pessoas participam de ato sob chuva.

Patrícia Kappen e Tássia Thum Do G1, no Rio


Debaixo de chuva, milhares de pessoas estão reunidas na Cinelândia, no Centro do Rio, no ato público contra a emenda apresentada pelo deputado Ibsen Pinheiro, que altera as regras de distribuição dos royalties do petróleo.


O protesto reúne políticos do Rio e do Espírito Santo. O governador Sérgio Cabral caminhou ao lado do prefeito Eduardo Paes até o Teatro Municipal. Ele divide o palco com o governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, o senador Magno Malta (PR-ES) e a prefeita de Campos, Rosinha Matheus.


A caminhada saiu da Candelária, por volta das 16h40 desta quarta-feira (17). Muitos artistas, como a bailarina Ana Botafogo e a atriz Carla Carmurati, presidente do Theatro Municipal, também participam da caminhada.

Manifestantes participam da manifestação no Rio embaixo de chuva (Foto: Tássia Thum)

Com faixas, cartazes e camisetas, os grupos enfatizavam os protestos, chamando a emenda de injustiça contra o Rio. Muitos manifestantes não se furtaram a fazer perfomances bem humoradas para chamar a atenção do evento.

Foi o caso do vendedor de livros, Alberto Tradesedo, 70 anos, e o taxista Emanuel Alves, 52, vestidos como se fossem “papa” para conceder uma benção ao Rio e fazer com que a emenda não seja aprovada pelo Senado e receba o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Emanuel, para reforçar seu pedido, ainda segurava um galho de arruda. “É para afastar o mau olhado e os políticos invejosos que criam emendas desfavoráveis para o Rio”, disse.

Foto: Celso Pupo/Foto Arena/AE

Manifestantes participam de caminhada no Centro do Rio contra a mudança na divisão dos royalties (Foto: Celso Pupo/Foto Arena/AE)

A manifestação reúne artistas, estudantes, trabalhadores e muitos políticos. O governador Sérgio Cabral vai participar do ato público em um palco montado na Cinelândia, ao fim da caminhada.

A secretária municipal de Cultura, Jandira Feghali, disse acreditar que o protesto pode ajudar a convencer os senadores a vetar as mudanças na partilha dos royalties. Já o deputado Roberto Dinamite considerou a emenda Ibsen “um absurdo, insensata e impensada”.

Vestido de papa, manifestante foi à caminhada para 'benzer' o Rio (Foto: Tássia Thum)

“O estado do Rio não pode ser o maior prejudicado. Queremos dividir, sim, mas não podemos ser o mais prejudicado”, disse.

Já o deputado Alessandro Molon, também presente na manifestação, afirmou que o ato deveria ter sido feito antes da apresentação da emenda. Agora, ele espera que a mobilização sirva para convencer os senadores.

“É importantíssimo esse ato de união entre governos, prefeitura, trabalhadores, donas de casa e estudantes”, disse Molon, que preferiu não entrar no cercado organizado para autoridades.

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou que, apesar de não ser do Rio, ele ama o estado: “A emenda é uma injustiça”.

Já a presidente do Flamengo, Patricia Amorim, afirmou que o clube é a favor do pré-sal e do petróleo: “O Flamengo é um patrimônio do estado, assim como o petróleo”.

Caravanas chegaram no início da tarde

As caravanas começaram a chegar no Centro do Rio no início da tarde desta quarta-feira (17). Manifestantes de vários municípios chegaram para a manifestação, no Centro do Rio, contra as regras de distribuição de petróleo.

Só de Campos do Goytacazes, no Norte Fluminense do estado, vieram três ônibus, que saíram do município ainda de madrugada.

Nem mesmo a forte chuva desanimou os integrantes do grupo, que usavam camisetas, bandeiras e cartazes com os dizeres “Justiça para quem produz”.

“Vamos gritar muito porque nossa cidade é totalmente dependente dos royalties do petróleo. Não podemos nos transformar numa Serra Pelada”, disse Levir Nascimento, um dos organizadores da caravana que saiu de Campos.

Manifestantes chegaram em caravanas de Campos (Foto: Tássia Thum)

200 ônibus
Pelo menos 12 mil manifestantes de municípios vizinhos ao Rio chegaram ao Centro em mais de 200 ônibus.

A passeata seguirá pela Avenida Rio Branco até a Cinelândia, onde haverá um ato público. Um palco montado receberá artistas como Sandra de Sá, Alcione e escolas de samba. A banda do Cordão da Bola preta vai tocar durante o protesto.


Segundo a Guarda Municipal, o esquema de trânsito começou a ser implantado às 14h. Às 15h, a Avenida Rio Branco foi interditada ao tráfego de veículos no trecho entre a Rua Visconde de Inhaúma e a Avenida Presidente Wilson, assim como o entorno da Candelária e o acesso da Avenida Perimetral para a Avenida Presidente Vargas.

Segundo a CET-Rio, 280 agentes da Guarda Municipal e ainda 50 agentes de tráfego atuam no local.

Foto: Patrícia Kappen/G1

Taxistas do movimento Diárias nunca Mais fazem apitaço no Centro (Foto: Patrícia Kappen/G1)


Estimativa
O vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, espera um público de mais de 150 mil pessoas nesta tarde, mas a assessoria do governo não confirma o número.



Os políticos estão no palco montado na Cinelândia, onde vai terminar a grande caminhada contra a nova divisáo dos royalties do petróleo que prejudica o estado do Rio.

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26/10/2008 free counters

'Viver a vida': Romance de Jorge e Myrna lembra 'Uma linda mulher'


Aline Fanju ouviu de muita gente  que seu romance em

O interesse de Jorge (Mateus Solano) por Myrna (Aline Fanju) em “Viver a vida” só faz crescer. Depois da segunda noite no motel, ele já chamou a prostituta para jantar fora, levou-a para jogar tênis no clube e, para desespero de Ingrid (Natália do Vale), convidou-a para jantar em sua casa. Empolgado, chegou a perguntar se poderia bancar a exclusividade dela. É o início de um romance improvável, que vem ganhando a simpatia do público, e lembra um clássico do cinema: “Uma linda mulher”, com Julia Roberts e Richard Gere, sucesso de 1990.

— Não tinha me tocado das coincidências até as pessoas na rua começarem a falar comigo sobre isso — conta Aline Fanju: — São duas histórias de amor que envolvem uma garota de programa e um cara bem-sucedido, então a referência é inevitável. A gente só não sabe se Myrna e Jorge vão ficar juntos no fim, como acontece no filme.

Ricgard Gere e Julia Roberts em

Mesmo que o final feliz não aconteça, a atriz assegura que ficará satisfeita com o destino de sua personagem. Não é para menos: Myrna entrou na trama há apenas um mês e meio e ganhou mais destaque que as outras pretendentes de Jorge, Paixão (Priscila Sol) e Suzana (Carolina Chalita). Mas se ela pudesse escolher uma cena do filme de Garry Marshall para reproduzir em “Viver a vida”, seria justamente a última sequência.

— É aquela em que Richard Gere chega de limusine e escala as escadas com flores para Julia Roberts. Tem um quê de Romeu e Julieta. Seria uma cena bonita, mesmo que depois Myrna e Jorge se separassem — diz Aline, fã de “Uma linda mulher”: — É lindo, assisti ao filme várias vezes. Adoro histórias de amor que dão certo.

Jorge vê Myrna com outro cliente

No capítulo de segunda-feira, Jorge vai mostrar o quanto está à vontade com a profissão de Myrna. Ele está num restaurante com Paixão quando Myrna entra com um cliente. O arquiteto não se abala: sorri para ela de maneira carinhosa durante todo o jantar. “Pelo visto sua namorada já arranjou outro”, diz Paixão. Jorge, então, conta que terá que se acostumar, já que ela é garota de programa. Paixão fica chocada.

- A reação do Jorge é incrível: ele acha natural, pois ela faz o trabalho dela com coragem e determinação - explica o autor da novela, Manoel Carlos: - Ele não sente ciúmes, fica até orgulhoso porque aquela linda garota não o vê como um cliente comum, mas especial.


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26/10/2008 free counters

'Viver a vida': Ingrid visita Myrna e acaba gostando da moça


Myrna conversa com Betina e Ingrid  em

Desesperada com o romance do filho com uma prostituta, Ingrid (Natália do Vale) tomará uma medida drástica: vai até a casa de Myrna (Aline Fanju), com Betina (Letícia Spiller), para pedir que ela se afaste de Jorge (Mateus Solano). Na conversa, que deve ir ao ar nesta quarta-feira, ela diz que está preocupada com a relação dos dois, porque o arquiteto acaba de sair, traumatizado, de um noivado.

A garota de programa diz que sabe de toda a história, conta que conheceu Luciana (Alinne Moraes) e assegura que Ingrid não tem com o que se preocupar. “Nós somos, digamos assim, consoladoras de homens que por uma razão ou por outra, sentem-se infelizes, às vezes rejeitados. E eles então se apaixonam. Quer dizer: pensam que se apaixonam”, explica ela. “Normalmente, quando acaba a fossa, os homens esquecem a gente. Não se preocupe. Logo ele vai se interessar por outra pessoa e me esquece”.

Ingrid fica surpresa com a objetividade de Myrna e até se compadece com o que ela diz. Antes de ir embora, pergunta à prostituta sobre seus pais. Myrna explica que eles moram em Minas, com os filhos mais novos, e são sustentados por ela. O pai, muito doente, acha que a filha trabalha com turismo. Já a mãe sabe de tudo, e por isso a relação das duas não é boa. Depois de ouvir tudo isso, Ingrid confessa que gostou da menina. “Franca, sincera, jovem e bonita. Mas que fique longe do meu filho!”

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26/10/2008 free counters

Encuentran a otro planeta Júpiter en la Vía Láctea


El satélite espacial CoRoT ha descubierto un planeta del tamaño de Júpiter que orbita alrededor de una estrella semejante al Sol en la constelación de la Serpiente, a unos 1.500 años luz de distancia de la Tierra


Los parámetros de este planeta gigante y gaseoso, con rasgos comunes a la mayoría de los detectados hasta la fecha, representan un valioso modelo a la hora de identificar nuevos cuerpos jovianos con temperaturas moderadas.

"Corot-9b es el primer exoplaneta ciertamente similar a uno de nuestro Sistema Solar", destaca Hans Deeg, el investigador del Instituto de Astrofísica de Canarias (IAC) que ha liderado un equipo de unos 60 astrónomos de todo el mundo y cuyo descubrimiento será publicado mañana por la revista Nature.

Gracias al análisis de sus tránsitos, la información sobre Corot-9b es mayor que la disponible sobre otros planetas similares. Los tránsitos tienen lugar cuando un cuerpo celeste bloquea algo de luz al pasar frente a su estrella anfitriona.

Esta especie de eclipse causa fluctuaciones en el brillo de la estrella que permiten inducir la masa, diámetro, densidad y temperatura del planeta. Hasta ahora se han descubierto más de 400 exoplanetas, de los que alrededor de 70 han sido hallados por el método de tránsito.

El hecho de que Corot-9b tarde 95 días terrestres en girar alrededor de su estrella demuestra la utilidad de este método para encontrar planetas con largos periodos orbitales. De hecho, su periodo orbital es diez veces mayor que cualquier otro planeta descubierto previamente por el método de tránsito.

Diez años de búsqueda

La comunidad astronómica ha buscado durante la última década un planeta extrasolar con una evolución "pura, aislada", sin las interferencias de su estrella anfitriona. Este nuevo planeta mantiene una distancia relativamente grande respecto a su estrella central, parecida a la órbita de Mercurio alrededor del Sol, algo que ha permitido la aplicación de modelos de evolución planetaria sin las correcciones necesarias por la influencia de la estrella.

"El planeta está compuesto en su mayoría de hidrógeno y helio", indica el astrofísico de la Universidad de Niza Tristán Guillot, "pero su interior sólido, de un tamaño de hasta 20 masas terrestres, podría contener rocas y agua a altas temperaturas y bajo extrema presión. En este sentido, es muy similar a los planetas gigantes de nuestro Sistema Solar, Júpiter y Saturno".

La temperatura en su superficie gaseosa oscila entre los 150 grados centígrados y unos veinte bajo cero, con mínimas variaciones entre el día y la noche y con la posible presencia de una capa de nubes muy reflectante. El equipo internacional de astrónomos que ha participado en el descubrimiento apunta que precisamente son los gigantes gaseosos templados los que conforman el mayor grupo de planetas conocidos hasta la fecha.

Corot-9b es el primero de ellos que permite un estudio en mayor detalle, de modo que "puede dar lugar a una mejor comprensión de estos planetas tan comunes y abrir un nuevo campo para entender la atmósfera de los planetas con temperaturas moderadas o bajas", señala Brandon Tingley, investigador del IAC involucrado en el descubrimiento.

El telescopio espacial CoRoT (siglas de Convección, Rotación y Tránsitos), diseñado específicamente para la detección de exoplanetas en tránsito y estudios sismológicos de estrellas, apoya sus resultados en observaciones de varios telescopios terrestres, entre ellos el IAC-80 del Observatorio del Teide y el telescopio Isaac Newton, en el Observatorio del Roque de los Muchachos. La investigación liderada por el IAC cuenta con el apoyo del Ministerio de Ciencia e Innovación





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26/10/2008 free counters

Helicópteros de Brasil listos para entrar a Colombia por rehenes

BOGOTA (Reuters) - Los helicópteros y las tripulaciones que suministrará Brasil para la entrega de dos militares secuestrados por la guerrilla de las FARC están listos para entrar a Colombia y comenzar la misión humanitaria esperada desde hace meses, informó el miércoles el Gobierno.

La llegada de las aeronaves marcará el inicio de la misión que liderará la senadora del Partido Liberal Piedad Córdoba para recibir en la selva al sub oficial Pablo Emilio Moncayo, al soldado Josué Daniel Calvo y los restos del oficial de la policía Julián Ernesto Guevara, quien murió en cautiverio.

"En este momento los helicópteros están en un punto cerca de la frontera con Brasil. Estamos esperando la información precisa del área en donde se van a realizar los operativos", declaró el alto comisionado para la paz, Frank Pearl.

Una fuente del Comité Internacional de la Cruz Roja (CIRC) dijo por su parte que los helicópteros llegarán a un aeropuerto del sur de Colombia desde donde partirán posteriormente para recibir a Calvo, quien según la guerrilla está gravemente enfermo.

Después de esa entrega, habrá un receso de 24 horas para recibir en otro punto de la selva a Moncayo y los restos de Guevara.

Aunque ni el Gobierno ni las fuentes precisaron la cantidad de helicópteros que participarán ni el día de su llegada, las partes involucradas en la misión y en la operación logística esperan que antes del fin de semana se pueda concretar la primera entrega.

COORDENADAS LISTAS

La semana pasada Córdoba informó que tenía en su poder las coordenadas de los lugares en donde las izquierdistas Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC), el mayor grupo guerrillero del país, entregarán a los rehenes. Posteriormente, el Gobierno y la Cruz Roja firmaron un protocolo de seguridad.

En el documento Colombia se comprometió a suspender operaciones militares y sobrevuelos en las zonas en donde se producirán las entregas, una condición de la guerrilla para evitar dificultades como las que se presentaron en febrero del 2009 con la liberación de cuatro efectivos de las Fuerzas Armadas.

En esa oportunidad la operación se retrasó y estuvo al borde del fracaso por sobrevuelos de aviones militares en el área de la entrega.

Las FARC anunciaron en abril del 2009 la liberación de los rehenes, pero no se concretó por las posiciones encontradas del presidente Alvaro Uribe y de la guerrilla que mantiene en su poder a 24 efectivos de las Fuerzas Armadas, que busca intercambiar por cientos de rebeldes presos a través de un acuerdo humanitario con el Gobierno.

Inicialmente Uribe exigió que las FARC liberaran en forma simultánea a todos los efectivos de las Fuerzas Armadas que mantienen plagiados en las selvas del país y denunció que era parte de una estrategia de los rebeldes para ganar protagonismo y limpiar su imagen con las entregas graduales.

Pero después, el mandatario accedió a las liberaciones graduales y autorizó a Córdoba, junto con la Iglesia Católica y el CICR, para conformar una misión humanitaria.

El suboficial Moncayo, secuestrado por las FARC hace más de 12 años, es uno de los rehenes más antiguos del conflicto interno que se registra en Colombia y ganó protagonismo a nivel internacional por las caminatas de su padre, el profesor Gustavo Moncayo, para exigir su liberación.

(Reporte de Luis Jaime Acosta; Editado por Silene Ramírez)






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26/10/2008 free counters

Policía cubana conduce por la fuerza a "Damas de Blanco" a casa de su líder


LA HABANA, Cuba (AFP) - Las "Damas de Blanco", esposas y familiares de presos políticos cubanos, fueron conducidas forzosamente por la Policía cubana en dos autobuses a la casa de su líder, cuando realizaban una marcha, informó este miércoles una de ellas

"Nos trajeron directamente para la casa Laura Pollán (líder del grupo de mujeres), arrastradas, pero estamos aquí todas y vamos a seguir con las marchas, a no ser que nos metan en la cárcel", declaró telefónicamente a la AFP Bertha Soler, tras subrayar que "el Gobierno está acorralado y por eso hace estas cosas".

Una treintena de esas mujeres realizaban una marcha en el barrio de Párraga, en el suroeste de La Habana, cuando fueron repudiadas por tres centenares de partidarios del régimen cubano y montadas forzosamente por mujeres policías en los autobuses.

Las mujeres realizan una jornada semanal en conmemoración del encarcelamiento en la primavera de 2003 de sus 75 familiares, de los cuales 53 permanece en prisión.

Junto a las mujeres marchó Reyna Luisa Tamayo, madre de Orlando Zapata, preso político que murió el 23 de febrero después de dos meses y medio de huelga de hambre y cuyo fallecimiento despertó una fuerte reacción internacional.

El Gobierno cubano las ha acusado de ser "punta de lanza" de la "política subversiva" de Estados Unidos contra la isla, y estar financiadas por Washington.






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