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sábado, 29 de agosto de 2009

Swine flu spreading at 'unbelievable' rate: WHO

Swine flu spreading at 'unbelievable' rate: WHO

AFP - ‎há 48 minutos‎
PARIS — Swine flu spreads four times faster than other viruses and 40 percent of the fatalities are young adults in good health, the world's top health ...

500 pharmacists training to give jabs for swine flu

Herald.ie - ‎há 8 minutos‎
By Fiona Dillon Around 500 pharmacists have now signed up to a training programme which would enable them to administer the swine flu vaccine. ...

Swine flu: More than 700 cases registered in Egypt

Ennahar - ‎há 15 minutos‎
CAIRO - Twenty-three Egyptians have recently been infected with H1N1 virus, bringing the number of cases of swine flu in Egypt to more than 700, ...

Japan confirms more flu deaths

Zee News - ‎há 18 minutos‎
Tokyo: Japan today confirmed more swine flu deaths with two women succumbing to the deadly virus. A cancer patient in Kagoshima Prefecture and a woman in ...

Separate Health Policy for Hill States soon : Azad

North India Times - ‎há 48 minutos‎
Despite the number of swine flu cases going up day by day in the country, Union Health minister Ghulam Nabi Azad on Saturday in Kasauli (Solan) asked the ...







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26/10/2008 free counters

Novartis diz que vacina para gripe estará disponível em outubro

29/08/2009 às 09:45


Agência EFE

A farmacêutica suíça Novartis informou hoje que entregará as primeiras doses de sua vacina contra a nova gripe em outubro, após ter conseguido desenvolver, em parte, um processo mais rápido que os tradicionais para produzi-la.

A colocação em circulação das vacinas foi anunciada pelo chefe da Divisão de Vacinas e Diagnósticos da Novartis, Andrin Oswald, que disse que o lucro a ser obtido pela companhia com as vendas será limitado.

Entrevistado pelo jornal "Basler Zeitung", Oswald disse que este processo é delicado e requer grandes investimentos, de modo que o lucro será limitado enquanto a pandemia se mantiver nos níveis moderados atuais.

A Novartis recebeu pedidos de diversos países para fornecer milhões de doses da vacina quando estiver pronta.

A francesa Sanofi-Pasteur, a britânica GlaxoSmithKline, a americana Baxter e a suíça Novartis são as quatro farmacêuticas que estão elaborando a vacina contra a nova gripe.

Os estudos sobre a vacina durarão até 2010, mas sua distribuição começará este outono (hemisfério norte).

França e Reino Unido foram os primeiros países a receber doses de vacinas para a nova gripe, mas as autoridades sanitárias de cada país ainda devem dar sinal verde e aprovar o início da vacinação, prioritariamente de grupos de risco.







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26/10/2008 free counters

40% dos mortos pela gripe são adultos com boa saúde, diz OMS

_Saúde

sábado, 29 de agosto de 2009, 10:41 | Online



'Este vírus viaja em uma velocidade incrível, inédita', afirmou a diretora da organização, Margaret Chan

Efe

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40% dos mortos pela gripe são adultos com boa saúde, diz OMS
PARIS - A diretora da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, afirmou que 60% das mortes provocadas pelo vírus da nova gripe são em pessoas com problemas de saúde, por isso os 40% restantes correspondem a jovens adultos saudáveis.

Veja também:

link Brasil é país com maior número de mortes por gripe A do mundo

"Este vírus viaja em uma velocidade incrível, inédita. Em seis semanas, percorreu a mesma distância que outros vírus em seis meses", indicou a máxima responsável da OMS, em entrevista publicada hoje no jornal Le Monde.

O vírus A (H1N1), a primeira pandemia do século XXI, provocou a morte de pelo menos 2,185 mil pessoas no mundo e pelo menos 209,438 mil pessoas já foram infectadas.

Segundo Margaret, 60% dos casos fatais da nova gripe são de "pessoas que tinham problemas de saúde subjacentes", acrescentando que "isso significa que 40% das mortes dizem respeito a jovens adultos - em boa saúde - que morrem em cinco ou sete dias de uma pneumonia virótica". "É o fato mais preocupante: curar os pacientes é muito difícil", declarou.

A diretora da OMS considerou também que "até 30% dos habitantes de países com uma forte densidade de população correm o risco de se infectar", e alertou aos Estados que devem "se preparar para o pior e esperar o melhor", já que as pandemias gripais são "altamente imprevisíveis".

Embora a capacidade mundial de produção de vacinas tenha sido duplicada para lutar contra a pandemia, os 900 milhões de doses contra o vírus da nova gripe que serão produzidos "não serão suficientes", acrescentou Chang.

Portanto, a diretora da OMS concedeu grande importância à necessidade de boas políticas de comunicação para que métodos simples para enfrentar a infecção, como lavar corretamente as mãos ou permanecer em casa se estiver doente, ajudem a combater o vírus






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26/10/2008 free counters

RS confirma mais uma morte causada pela nova gripe

29/08/09 - 10h57 - Atualizado em 29/08/09 - 10h57


Mulher de 24 anos morreu no dia 21 de agosto.
Chega a 99 o número de mortes no estado, segundo secretaria.

Do G1, em São Paulo


A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul confirmou na manhã deste sábado (29) mais uma morte em decorrência da gripe A (H1N1). A vítima, uma mulher de 24 anos, morreu no dia 21 de agosto, em Porto Alegre. De acordo com os números oficiais, chega a 99 o número de mortes causadas pela doença no estado.

Cobertura completa: nova gripe

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta sexta-feira (28) que o H1N1, o vírus causador da nova gripe, já é o dominante em circulação no mundo. Isso significa que a maioria dos casos de gripe em curso é resultado da ação desse vírus, e não do agente causador da gripe comum, ou sazonal.










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26/10/2008 free counters

* A Supremo nega reabrir processos contra Sarney


















29/08 - 00:52 - Redação

O ministro Eros Grau, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou na noite desta sexta-feira a liminar que pedia a reabertura das representações contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

O mandado de segurança, de autoria de sete senadores que não concordaram com o arquivamento das ações no Conselho de Ética, queria que as denúncias contra Sarney fossem analisadas no Plenário da Casa.

O relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, está em licença médica. Por conta disso, Eros Graus ficou encarregado de decidir o pedido de liminar. Barbosa deve retomar seu trabalho na próxima semana. O caso ainda passará por um julgamento definitivo, ainda sem data definida.








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26/10/2008 free counters

Denunciado, desmascarado, encarcerado


Amigo de famosos, respeitado na medicina, Roger Abdelmassih, o mais conhecido especialista em reprodução assistida do país, tem o registro suspenso e vai parar na cadeia sob a acusação de abusar de pacientes


Com reportagem de Bel Moherdaui, Laura Diniz e Suzana Villaverde

José Patrício/AE
CELA COM VASSOURA
Abdelmassih chega à delegacia, onde ficou encarregado da limpeza da cela: 39 pacientes e 56 episódios de abuso sexual, agora, com nova legislação, definidos como estupros

VEJA TAMBÉM

Roger Abdelmassih levanta-se, faz a barba, passa perfume e, depois, uma vassoura na cela. Um dos médicos mais conhecidos do país, responsável por praticamente todos os filhos de famosos gerados com auxílio da medicina, ele foi preso na segunda-feira passada e, na quinta, falou a VEJA na cela de 16 metros quadrados, com colchonetes sobre camas de cimento, uma mesinha e um vaso sanitário, que divide à noite com outro detido – durante o dia, os seis presos com formação universitária e, por isso, acomodações separadas no 40º Distrito Policial de São Paulo ficam num pátio. "Continuo com a minha dignidade", declarou (veja a entrevista abaixo). Aos 65 anos, o homem que conseguia tirar Roberto Carlos de casa, recebia a gratidão de Pelé e dava jantares a Hebe Camargo, com vinhos faustosos e gorjetas de 300 reais aos empregados, enfrenta denúncias devastadoras. São 56 acusações de estupro contra 39 mulheres, todas pacientes de sua clínica em São Paulo, um endereço que, antes da avalanche, chegou a alcançar prestígio internacional.

A investigação contra Abdelmassih começou em maio do ano passado, veio a público em janeiro e na semana passada ganhou nova dimensão com a sua prisão preventiva. Quando aflorou, a maioria dos casos era tratada como abuso sexual. Agora as acusações são de estupro. A mudança aconteceu em razão de uma nova legislação sobre crimes de natureza sexual, em vigor desde 7 de agosto. Segundo ela, qualquer ato sexual violento praticado contra alguém, anteriormente designado como atentado violento ao pudor, passa a ser considerado estupro (as mudanças são explicadas no quadro). A mudança é conceitual, mas as penas previstas para os crimes, antes designados de maneira diferente e agora unificados, já eram idênticas. Por causa disso, a legislação pode ser aplicada retroativamente no caso de Abdelmassih, cujo processo criminal só foi instaurado agora e ainda deve seguir todas as etapas previstas em lei até um eventual julgamento.

Os crimes sexuais sem violência que deixe marcas explícitas são por natureza complicados. Na ausência de provas colhidas a tempo, ou mesmo de denúncias contemporâneas aos atos que lhe são atribuídos, pesam contra Abdelmassih a quantidade e a similitude de depoimentos. Algumas dessas mulheres foram ouvidas e identificadas por VEJA. Tanto elas quanto as que preferiram continuar anônimas contam histórias parecidas. Procuraram a clínica de reprodução assistida mais famosa do Brasil, fecharam pacotes caros e foram assediadas. Contam de beijos forçados, carícias íntimas. Às vezes, pouco depois de conhecer a paciente, ele se declarava apaixonado. Algumas falam que foram lambidas. Outras, que o médico passava o pênis por seu corpo. Uma tem certeza de que o ato sexual, com penetração vaginal, foi consumado; outra teve sangramento anal. Os avanços menos violentos, segundo relatam, aconteciam durante consultas, os mais torpes com as pacientes ainda sob efeito da anestesia, usada no procedimento em que os óvulos são retirados para ser fertilizados em laboratório. Abdelmassih já disse que as mulheres que o acusam sofreram alucinações sexuais provocadas pelo anestésico.

Nenhum homem e poucas mulheres sabem o que é o impulso consumidor da maternidade frustrada – mas todos conseguem entender de alguma forma o processo. O desejo de ser mãe chega a queimar por dentro, de tão intenso. Nada mais importa, nada mais tem significado. Também nisso as ex-pacientes ouvidas por VEJA, entre outras, fazem relatos parecidos. São mulheres de classe média, com bom nível de instrução, capacidade plena de distinguir o certo do errado e, hoje, de expor com lucidez o que aconteceu. Mas queriam desesperadamente engravidar e pagaram um bom preço, em dinheiro – 30 000 reais era o valor médio cobrado pela clínica Abdelmassih por três tentativas – e principalmente em investimento emocional. "Você saía de lá se sentindo grávida. Ele te olhava nos olhos e dizia que ia dar o seu filho", conta Ivanilde Vieira Serebrenic. Sindicalista de Marília, ela narra ter acordado da anestesia sentindo o corpo do médico "em cima de mim, com a calça arriada e o pênis na minha mão, suja de esperma". Ela engravidou de trigêmeos em outra clínica e até hoje teme que "meus filhos achem que precisei passar por isso para tê-los". Por motivos parecidos, na maioria dos casos, as ex-pacientes não interromperam o tratamento mesmo diante das investidas que denunciam. Até os maridos a quem contavam os avanços se sentiam intimidados, tanto pelos filhos que almejavam ter com o tratamento quanto pela importância profissional e social de Abdelmassih, cuja clínica fica num casarão imponente num dos lugares mais caros de São Paulo, hoje com trinta funcionários – já chegou a ter 45 antes das denúncias – e pesquisadores brasileiros e estrangeiros.

De família de imigrantes libaneses pobres, Abdelmassih nasceu no interior de São Paulo, fez medicina na Unicamp e trabalhou com o médico Milton Nakamura, responsável pelo nascimento do primeiro bebê de proveta no Brasil. Casou-se com uma mulher de extraordinária beleza, Sonia, a quem cercava com uma levantina muralha de ciúme. Dos cinco filhos, todos com o sobrenome Abdelmassih, três são do primeiro casamento dela: o ginecologista Vicente, a reputada embriologista Soraya e a técnica em biologia Juliana. Os dois primeiros trabalham na clínica. Sonia morreu de câncer em agosto do ano passado. Quando falava da mulher, o médico ficava de olhos marejados. Abdelmassih parecia um caso extraordinário de sucesso, produto tanto da meritocracia quanto dos contatos sociais incessantemente cultivados. Bem relacionado e bem-falante, o médico animava as conversas com segredinhos que deixava escapar aqui e ali – e quem melhor do que ele para conhecer a intimidade de famosos?

O caso contra Abdelmassih foi iniciado por uma ex-funcionária da clínica, que procurou o Ministério Público de São Paulo querendo prestar depoimento contra ele. O testemunho dela estava comprometido – a certa altura, tentou chantagear o médico. Mas as pacientes cujo nome ela deu foram confirmando o que se configurou como uma cadeia de abusos. Com a divulgação das denúncias, mais mulheres se apresentaram espontaneamente com histórias semelhantes: achavam que haviam sido as únicas e carregavam sentimentos de culpa, ressentimento e impotência. Algumas acabaram o casamento; outras, que conseguiram engravidar, temiam que fossem lançadas sombras terríveis sobre a geração de seus filhos. Mas, ao perceberem que havia mulheres em situação parecida, sentiram-se encorajadas a vir a público.

Não há quem tome conhecimento de seus depoimentos sem sentir asco, revolta e raiva. É da coerência e do poder de convencimento dessas mulheres que dependerá o resultado de um eventual julgamento. Caso se atrapalhem e caiam em contradição, a acusação, já sem provas materiais, pode ruir. Abdelmassih evidentemente tem um renomado advogado, José Luis Oliveira Lima, que conta entre seus clientes o ex-banqueiro Salvatore Cacciola e o mensalista José Dirceu. A preocupação imediata dele era conseguir um habeas corpus que tirasse o médico da cadeia, o que não é improvável. Os argumentos usados pelos promotores, e acatados pelo juiz Bruno Paes Straforini, para manter o indiciado em prisão preventiva são a quantidade de acusações, o "prolongado tempo de atividade ilícita", o uso de recurso vil para abusar de vítimas anestesiadas e a influência social de Abdelmassih. A defesa já tem uma estratégia, claro. "Não há nenhuma prova da acusação de estupro", diz o advogado. "Doutor Roger atendeu mais de 20 000 mulheres durante sua carreira. Fez mais de 5 000 crianças. Perto dessas cifras, o número de 56 denúncias torna-se questionável." Lançar dúvidas sobre a motivação das acusadoras também está nas regras do jogo e Oliveira Lima diz que "as acusações podem fazer parte de uma ação organizada destinada a obter indenizações do médico".

Abdelmassih também pode ser acusado de sonegação fiscal e manipulação genética. Algumas mulheres declaram que ele propôs o uso de óvulos de doadora geneticamente parecida ou de esperma igualmente anônimo para garantir a fertilização, sem o conhecimento dos maridos, o que fere a ética. Depois que VEJA publicou a primeira reportagem sobre o caso, um empresário do Espírito Santo entrou em contato com a revista. Disse que em 1993 foi com a mulher à clínica de Abdelmassih. Relatou ter conhecimento de que a infertilidade era de sua parte, mas não queria que fosse usado sêmen de outro homem. Desconfiou quando a mulher engravidou e, depois do nascimento do casal de gêmeos, fez um teste de DNA no qual ficou demonstrado que não era o pai biológico. Procurou o médico e afirma ter aceitado uma proposta de 600.000 reais em troca da assinatura de um documento, com data retroativa, concordando com a fertilização com esperma de doador. O empresário diz que, ao fazer isso, destruiu a própria vida. Separou-se da mulher, rejeitou os gêmeos e passou a alimentar um ódio mortal ao médico. A ex-mulher endossou sua versão e disse ter contado aos filhos, hoje com 15 anos, a verdade sobre sua origem.

A ideia de que milhares de pessoas que tiveram seus filhos na clínica paulista possam agora alimentar dúvidas sobre o tratamento, mesmo sem que lhes tenha acontecido nada de irregular, é profundamente perturbadora. Abdelmassih está temporariamente impedido de praticar a medicina. No dia 7, o Conselho Regional de Medicina de São Paulo abriu 51 processos de assédio contra o médico – quase o número total de processos feitos pelo órgão nos últimos nove anos. De 2000 a 2008, o CRM recebeu 272 denúncias de assédio sexual, sendo que apenas 61, contra 53 médicos, viraram processos. Desses, só 28 foram julgados por seus pares e a metade foi absolvida sem nenhuma pena. Apenas dois médicos receberam a penalidade máxima, a cassação do registro profissional. Um deles é o pediatra Eugênio Chipkevitch, que dopava meninos e abusava deles em seu consultório. Como também filmava secretamente as infâmias, teve contra ele provas irretorquíveis. "A grande dificuldade nos casos de assédio é que não existem provas materiais", diz o pediatra Henrique Carlos Gonçalves. "Mas hoje já se admite que testemunhas, antecedentes do acusado, determinados comportamentos e postura da própria vítima podem ser elementos considerados no processo." Como presidente do conselho paulista, ele não pode comentar o caso de Abdelmassih, exceto por reconhecer que instaurar 51 processos contra um médico é um fato sem precedentes. "O máximo que já recebemos contra um único médico foram três denúncias de assédio sexual", afirma Gonçalves.

Abdelmassih está bem recuperado da cirurgia feita no fim do ano passado em razão de um aneurisma na aorta. Namora a procuradora Larissa Maria Sacco, com quem frequentava restaurantes e shoppings antes da prisão. "Espero que ela seja no futuro a minha mulher", disse ele a VEJA. Na entrevista, o médico chorou ao falar da noiva. Depois, demonstrou orgulho ao revelar um outro detalhe no campo das conquistas amorosas: "Tenho recebido muito apoio. Tenho de lhe dizer que há uma mulher que mandou cartas se dizendo apaixonada".

"FOI DOUTOR ROGER QUE FEZ"

Fotos Antonio Milena

A lista de pacientes famosos de Roger Abdelmassih parece índice de revista de celebridades: Pelé e Assíria, Tom Cavalcante e Patrícia, Gugu Liberato e Rose, Luiza Tomé e Adriano Facchini, Fernando Collor e Caroline (a tentativa com a mulher anterior, Rosane, não deu certo), Carlos Alberto de Nóbrega e Andréa, Moacyr Franco e Daniela. Ter um filho – ou, em geral, dois, como é praxe na reprodução assistida – e dizer que "foi doutor Roger que fez" virou quase um atestado de status. Amigo de celebridades como Roberto Carlos e Hebe Camargo, ele chegou a se autonomear "Doutor Vida", sem nenhuma modéstia, como é comum entre grandes médicos. Tem em sua conta mais de 7 000 bebês. Entre os pacientes menos conhecidos, duas constantes: mulheres que esperaram demais e casais compostos de um homem mais velho e a segunda esposa novinha, que, na sua definição, vinha "garantir a herança".



"ESTOU MACHUCADO DEMAIS. E INJUSTIÇADO"

O médico Roger Abdelmassih falou a VEJA na quinta-feira passada, na cela onde estava preso, no 40º Distrito Policial de São Paulo. Perfumado, barbeado e usando agasalho de moletom azul-escuro e mocassim bege levados pela família, chorou duas vezes e disse que estava "envergonhado" de ser visto daquela forma. Suas declarações:

Como é o seu dia na prisão? Eu tenho dormido pouco, porque não quero tomar nenhuma medicação. Durmo, acordo, leio, durmo mais um pouco, leio. Tenho lido a Bíblia e o livro A Cabana.

E os cuidados pessoais? Eu acordo às 7 horas, me barbeio todos os dias, uso desodorante e faço minha higiene normal. Continuo com a minha dignidade.

O senhor já parou para pensar que pode ser condenado e passar muitos anos na prisão? Nestes poucos dias aqui, estou sofrendo muito. Eu estou pagando aqui pelos caminhos da vida. Não por esses fatos que estão aí, mas por outras colocações. Essa prisão é injusta. Não sou nenhum indivíduo perigoso. Tenho absoluta certeza da minha inocência e de que vou ser julgado e inocentado.

Se o senhor pudesse encontrar ao menos uma mulher que o acusa de tê-la estuprado, o que o senhor diria a ela? Quero lhe dizer que estou muito sensibilizado, muito sensível. Eu iria olhar bem no rosto dela e falar: "Você endoidou". Quer dizer, desculpe, não endoidou, você não está falando a realidade etc. Eu estou machucado demais. E injustiçado.

Em janeiro, o número de mulheres ouvidas nas investigações era nove. Agora são quase sessenta. Como o senhor explica essa multiplicação de denunciantes? Obviamente, foi pela publicação e agitação natural. Há também outras razões que eu posso imaginar, mas prefiro não falar. O que posso dizer é que tenho absoluta segurança da minha inocência e que a Justiça vai mostrar isso. Quem está me acusando vai ter de responder por isso.

É verdade que o movimento em sua clínica caiu 90%? Não. Até o momento em que fui trazido para cá, tive perda entre 40% e 50%.

Sua defesa poderia alegar algum tipo de desvio psíquico? Absolutamente. Eu tenho 20 000 mulheres que entraram na minha clínica. Mulheres absolutamente lindas, ou não. Eu sou assim, uma pessoa sensível, simpática, querida.



Egberto Nogueira/ Ima Galeria


"Procurei a clínica do doutor Roger em 2001 porque queria engravidar, mas meu ex-marido, com quem era casada na época, havia feito vasectomia. Já na primeira consulta, com meu marido ao lado, Roger tentou esfregar o pé dele no meu, debaixo da mesa, algumas vezes.
Eu tirei meu pé, achei estranho, mas não falei nada porque tinha medo de que meu marido quisesse interromper o tratamento. Fechamos um pacote para três tentativas por 30 000 reais. Daí em diante, passei a ir sozinha às consultas, que eram sempre bem cedo. Fiquei a sós com o doutor Roger diversas vezes e nada aconteceu. Até que, um dia, estávamos sozinhos numa sala, ele me pegou pelo pescoço, me empurrou na parede, me beijou à força e ficou passando a língua na minha boca. Eu me desvencilhei e perguntei se ele era louco. Ele não respondeu. Limpei a boca, com nojo, e fui embora. Não contei nada, de novo, porque meu sonho era ser mãe. Na segunda tentativa, a fertilização deu certo, e hoje eu tenho filhos gêmeos lindos, de 7 anos. Não me arrependo de nada porque realizei meu sonho. Resolvi denunciar quando soube que ele tinha feito isso e coisas muito mais graves com várias mulheres. Até então, pensava que havia sido só comigo. Eu espero que ele fique 500 anos preso."
Gislaine Afanasiev 39 anos, dona de casa de São Paulo, SP

Manoel Marques


"Comecei o tratamento em 2003. Um pacote de três tentativas custava 48 000 reais com recibo e 30 000 sem, e escolhemos o modo mais barato. Não engravidei na primeira tentativa. Na consulta para a segunda, fui sozinha, sem meu marido. Perguntei se eu podia escolher o sexo do bebê, porque queria menina. Ele disse que sim, mas isso custaria mais 1 200 dólares. Aceitei. Ao final da consulta, levantamos e nessa hora o Roger se postou na minha frente, me empurrou contra a mesa, puxou meu pescoço e, enquanto espremia seu corpo contra o meu, me deu um beijo de língua. Eu cerrei os dentes, mas não adiantou, ele ficou passando sua língua nojenta na minha boca. Levantei o joelho e tentei bater nele. Ele se assustou e se afastou. Eu o empurrei e saí correndo. Contei tudo ao meu marido. Ele sugeriu que a gente nunca mais voltasse lá, mas não denunciasse o Roger porque seria a palavra dele contra a nossa. Eu não queria deixar meu dinheiro lá, então resolvemos continuar o tratamento com outro médico da clínica. Fiz o resto dos procedimentos com Vicente, filho do Roger. Consegui engravidar na segunda tentativa, de gêmeas. Decidi dar o meu depoimento porque vi que a defesa do médico está dizendo que as mulheres que o atacam são frustradas por não terem conseguido ter filhos. Comigo, isso não aconteceu. Eu tenho duas filhas, mas mesmo assim denunciei esse monstro."
Helena Leardini 40 anos, dona de casa de Curitiba, PR

Egberto Nogueira/Imafotogaleria


"No dia da aspiração dos óvulos, acordei da sedação e o doutor Roger estava me abraçando e me dando parabéns. Depois, começou a me lamber. Dizia ‘você é linda, é muito especial, vem cá’, enquanto colocava a mão no meu peito por dentro do avental. Também pôs o pênis para fora e levou minha mão até lá. Colocou um dedo dentro da minha vagina. Eu estava confusa e fraca, me joguei no banheiro e tranquei a porta. Ele batia e dizia: ‘Sai, carioca, vai ser muito bom pra você’". Pensei em fazer escândalo, mas também pensava que meus filhos já estavam ali dentro da clínica. Enquanto meu marido assinava um cheque, o doutor Roger me puxou para dentro de uma sala. Tentou me beijar e enfiou a mão dentro da minha blusa. Saí correndo. Passei a noite tomando banho e fingindo estar com dor. Engravidei, mas perdi pouco depois. Na segunda tentativa, ao encontrar o doutor Roger no corredor, saí correndo e não quis voltar nunca mais. Não procurei outro tratamento e não fui mais a médico homem. Quando li as primeiras denúncias na imprensa, comecei a chorar e decidi contar para o meu marido, apesar do medo de que ele fosse ter nojo de mim. Ele disse que estava ao meu lado. Antes de denunciar, não me sentia digna porque não estava fazendo a minha parte, que era falar, para impedir que outras mulheres sofressem. Só no dia do meu depoimento consegui fazer uma oração de novo."
Crystiane Cardoso de Souza 37 anos, advogada do Rio de Janeiro, RJ

Paulo Vitale


"Na segunda tentativa que fiz de engravidar, ele começou a tomar liberdades, passava a mão no meu cabelo, me abraçava. Um dia, na sala dele, me acuou contra a parede, pôs as mãos no meu seio, puxou minha mão para tocá-lo e começou a me beijar. Fiquei completamente paralisada, atordoada, mas nem pensei em parar o tratamento. Pensava: será que eu dei essa abertura? Passei a levar sempre alguém comigo, mas, quando ficávamos sozinhos, ele fazia de novo. Várias vezes tentou me beijar, enfiava a língua na minha boca, segurava meu seio, colocava minha mão no pênis dele. Uma vez eu estava de batom e sujei o bigode dele. Fiquei transtornada ao ver aquilo. Quando estava na posição ginecológica para colher os óvulos, ele se encaixava entre minhas pernas, punha as mãos nos meus joelhos e ficava me olhando, falando para eu ficar calma. Se fosse outro médico, daria um tapa na cara dele, sairia dali e nunca mais voltaria. Mas eu tinha um sonho. O que dava prazer nele era esse medo, ver até que ponto poderia mexer com a gente sem ninguém falar nada. Finalmente, contei para o meu marido só que ele tinha tentado me beijar na boca. Ele ficou transtornado. Parei de tentar engravidar na terceira vez. Depois de tudo, eu me separei, fiquei abalada emocionalmente. Nunca mais fui ao ginecologista."
Cristina Silva 45 anos, consultora de viagens de São Caetano, SP








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26/10/2008 free counters

* * A Mendes: vitória de Palocci não é do rico sobre o pobre








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tvjustica.jus.br

28/08 - 18:27 , atualizada às 22:16 28/08 - Agência Estado

Logo Agência Estado

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) , ministro Gilmar Mendes, disse hoje que a absolvição do deputado e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci da acusação de determinar a quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa, não significa a vitória do rico contra o pobre. Mendes participou no Rio de Janeiro de uma reunião da comissão julgadora do prêmio Innovare, que premia práticas inovadoras na modernização dos serviços da Justiça.

Vista do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira
Supremo Tribunal Federal julga o Caso Francenildo na última quinta-feira/AE


"Se vocês olharem meu voto, eu considerei os fatos (a quebra do sigilo) extremamente graves e merecedores de repúdio. O Tribunal entendeu que aquele que tinha responsabilidade, segundo o conceito da lei, deveria ser responsabilizado e, por isso, recebeu a denúncia em relação ao Mattoso (ex-presidente da Caixa Econômica, JorgeMattoso). Aqui não se trata de uma discussão sociológica entre o poderoso em relação ao mais pobre e o Tribunal repudiou de forma muito enfática o fato ocorrido", disse Mendes.

Para o presidente do STF, é passível de censura também o recebimento dos dados bancários do ex-caseiro pelo ministro e ele diz que faz, em seu voto, uma "censura clara à conduta" de Palocci. No entanto, a questão era saber se isso era crime. "Não, não era crime à luz da lei, à luz dos conceitos desenvolvidos. A discussão era que se houve o pedido, se ele determinou (a quebra do sigilo) o que o faria partícipe da ação do Mattoso. O Tribunal entendeu que não", afirmou.

Leia mais sobre Antonio Palocci

Central do Cidadão

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Praça dos Três Poderes - Brasília - DF - CEP 70175-900 Telefone: 55.61.3217.3000




We endorse the Exigimos a saída de GILMAR MENDES do STF Petition to Supremo Tribunal Federal, Conselho Nacional de Justiça, Senado Federal, Presidência da República.






STF livra Palocci; ex-ministro pode ser candidato


Por Fernando Exman

BRASÍLIA (Reuters) - O Supremo Tribunal Federal (STF) arquivou nesta quinta-feira, por 5 votos a 4, a denúncia por quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa contra o ex-ministro da Fazenda e deputado federal Antonio Palocci (PT-SP).

Livre do processo, o parlamentar tem agora condições para disputar cargos de maior expressão nas eleições de 2010. Ele é cotado, por exemplo, para ser o candidato do PT ao governo do Estado de São Paulo.

"A análise exaustiva e pormenorizada dos autos permite concluir que não há elementos mínimos que apontem para a iniciativa do então ministro da Fazenda e, menos ainda, que indiquem uma ordem dele proveniente para a consulta, emissão e entrega de extratos da conta-poupança de Francenildo dos Santos Costa", destacou em seu voto o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, relator do caso.

A maioria do Supremo acompanhou o voto do relator, rejeitando a sugestão da Procuradoria-Geral da República para o acolhimento da denúncia.

Ocorrido em 2006, o escândalo envolvendo Palocci custou-lhe o cargo e o status de nome natural dentro do PT para a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na época, Francenildo relatou à imprensa que Palocci, ex-prefeito de Ribeirão Preto (SP), encontrava-se com lobbistas em uma casa de Brasília, suposto local de distribuição de dinheiro e festas privadas.

Depois da denúncia, o caseiro teve seu sigilo bancário quebrado e divulgado para a imprensa por conta de um alto valor depositado em sua conta. Os recursos poderiam justificar a tese de que ele estava a serviço da oposição.

Francenildo alegou que o dinheiro viera de seu pai, que realizava os depósitos em segredo por ele ser um filho ilegítimo.

O ex-assessor de imprensa do então ministro da Fazenda, Marcelo Netto, acusado de ser o responsável pelo vazamento dos dados bancários do caseiro, também foi inocentado pelo STF.

Já o então presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, suspeito de ser o operador da quebra do sigilo bancário, virou réu e será julgado por um tribunal de primeira instância. O caso estava sendo apreciado pelo STF porque Palocci, por ser deputado federal, tem foro privilegiado.

"Os indícios de autoria relativamente a Antonio Palocci Filho e Marcelo Netto são débeis, frágeis e tênues. Baseiam-se em meras presunções e meras especulações", comentou o ministro Ricardo Lewandowski.

A disputa, entretanto, foi acirrada. Quatro dos nove ministros do Supremo queriam dar prosseguimento à investigação. O STF tem 11 integrantes, mas os ministros Menezes Direito e Joaquim Barbosa estão em licença médica.

Para o ministro Carlos Ayres Britto, o STF deveria receber a denúncia porque havia indícios suficientes para dar início à ação penal.

"Esse caso é emblemático porque envolve um cidadão comum, do povo, um homem simples que teve a coragem de, inclusive num fórum público, a CPI dos Bingos, revelar o que lhe parecia deslize e desvio de comportamento de autoridades ou pelo menos de uma autoridade de primeiro escalão", sublinhou Ayres Britto.

"Justamente contra esse cidadão comum, homem simples mas destemido e corajoso e desassombrado, se desencadeou a quebra do sigilo bancário dele e o vazamento dos dados para toda a imprensa, como se uma pessoa pobre, simples e comum não tivesse o civismo suficiente para, sem interesses subalternos, revelar fatos que impunham às autoridades apurar pelo menos a sua aparência de ilicitude penal", acrescentou.

Sentado na primeira fila de cadeiras à frente do plenário do Supremo, Francenildo dos Santos Costa acompanhou todo o julgamento que lhe impôs uma derrota no embate contra Palocci. Saiu do tribunal sem falar com os jornalistas e escoltado por um advogado

Acervo Digital VEJA

Palocci, da ascensão meteórica à derrocada

27 de agosto de 2009


O deputado e ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, uma vez o "homem forte" do governo Lula, foi absolvido nesta quinta-feira da acusação de envolvimento na quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa, em 2006. A acusação, na verdade apenas mais um capítulo de outro escândalo em torno de Palocci, culminou com a implosão de sua equipe em março de 2006. Agora, o petista deverá escolher entre se candidatar ao governo de São Paulo ou quem sabe até à Presidência da República, se a candidatura da ministra Dilma (Casa Civil) não vingar - mais uma virada surpreendente na trajetória do político, acompanhada de perto por VEJA nos últimos anos.

O ex-médico sanitarista, ex-trotskista e ex-prefeito de Ribeirão Preto foi entronizado no Ministério da Fazenda em dezembro de 2002. No cargo, conseguiu manter a taxa de inflação sob controle e chegou a se tornar o ministro mais poderoso do governo. No entanto, em agosto de 2005, ele caiu no olho do furacão da crise política que ameaçava a Presidência de Luiz Inácio Lula da Silva por causa do escândalo do mensalão.

Tudo começou com um depoimento do advogado Rogério Buratti, ex-secretário de Governo da primeira gestão de Palocci como prefeito de Ribeirão Preto (1993-1996). Ele acusou o petista de receber um mensalão de 50.000 reais de uma máfia de empresas que fraudavam licitações públicas de coleta de lixo em prefeituras de São Paulo e Minas Gerais. Além disso, VEJA publicou na capa a informação de que Buratti agendava encontros de empresários com o ministro da Fazenda.

Em novembro, acusado de ter negociado em 2002 a doação de 1 milhão de reais ao PT com bingueiros de São Paulo, o ministro escorregou para o centro da crise. Semanas depois, ainda era visto como o "homem forte do governo", graças a constantes defesas do presidente Lula. Mas, paradoxalmente, também era o mais vulnerável. No início do ano seguinte, em depoimento na CPI dos Bingos, não foi capaz de esclarecer nenhuma das acusações feitas contra ele. Negou a existência das irregularidades em sua gestão em Ribeirão Preto, classificou como fantasiosa uma operação para trazer dólares cubanos para a campanha de Lula e tentou manter distância dos antigos amigos e assessores envolvidos nos escândalos.

A versão de Palocci foi posta em cheque no mês de março, quando o motorista Francisco das Chagas Costa contou aos parlamentares que Palocci freqüentava o casarão que seus ex-auxiliares de Ribeirão alugaram em Brasília no início do governo. Era lá que amigos do ministro planejavam e executavam ações para tentar beneficiar empresários usando como trunfo a amizade com o ex-prefeito. Embora Palocci tenha negado veementemente em seu depoimento que tivesse freqüentado a casa, o motorista garantiu que o ministro esteve lá duas ou três vezes e que era chamado pelos convivas de "chefão".

O caseiro Francenildo entrou para a história no mesmo mês, ao dizer que vira Palocci na casa "dez ou vinte vezes", que todos o chamavam de "chefe" e que tudo ali era pago em dinheiro vivo, que circulava em malas, dividido em notas de 50 e 100 reais. Em uma manobra aparentemente comandada por Palocci para desqualificar o depoimento, foi divulgado o extrato bancário do caseiro, que apresentava uma movimentação de mais de 40.000 reais. A origem do dinheiro, contudo, foi facilmente identificada: vinha do pai biológico de Francenildo e não tinha ligações com atividades ilícitas. O escândalo, que também envolveu o ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, e a Receita Federal, culminou com a queda de Palocci dias depois.





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26/10/2008 free counters

CONFIRMADO O PRIMEIRO CASO DE GRIPE SUÍNA EM SERRA NEGRA


GERAL | MOISÉS DEL BUONO

Serra Negra, 28 de agosto - Serra Negra confirmou o primeiro caso de Influenza H1N1, nesta semana. A paciente é mulher e está grávida, mas já foi curada da Gripe. O caso surgiu há 13 dias e o Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo enviou a análise na terça-feira, 25.

“O diagnóstico é demorado. Esse é um atenuante dessa Gripe. Conseguimos fazer o diagnóstico clínico a principio, e depois o diagnóstico laboratorial, que saiu ontem. Conseguimos isolar essa pessoa para que não fosse uma infectante. O companheiro dela teve os sintomas, foi medicado e está super bem.

Ele não teve a Gripe confirmada”, explicou Dr.Rodrigo Magaldi, médico da equipe criada pela Secretaria de Saúde para monitorar a Influenza H1N1.

Dr.Magaldi salientou que, mesmo com a demora da confirmação, os procedimentos precisam ser imediatos. No caso confirmado, por se tratar de uma gestante, os cuidados tomados foram maiores devido a estar no grupo de risco de óbito.

Sobre o Ambulatório da Vila Dirce, designado para o atendimento de possíveis casos, Dr.Rodrigo Magaldi salientou que o local está sendo usado, mas em trabalhos específicos. “Ficou a ideia de que o Ambulatório da Vila Dirce ficaria aberto 24 horas para atendimento de pessoas. O objetivo dele é evitar que o paciente possivelmente infectado esteja em contato com outras pessoas que estão esperando atendimento nos Postos de Saúde, onde há um grande movimento”, explicou.

O monitoramento de casos é feito quase que diariamente. A equipe multidisciplinar conta com a Vigilância Epidemiológica, coordenadora, médicos e motorista à disposição para levar coleta de imediato ao Instituto Adolfo Lutz e também para a busca do remédio que só pode ser feita no DRS – Diretoria Regional de Saúde VII, em Campinas.

“Antes, havia um monitoramento de pessoas que vieram de fora do País. Isso já não existe mais. Não temos como encontrar o fator zero do início da doença”, ressaltou Dr. Rodrigo. Em Serra Negra, até o momento, seis pacientes foram tratados com o medicamento Tamiflu. Desses, um está internado em Amparo e seu exame ainda não retornou da Capital paulista.








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26/10/2008 free counters

Lactobacilos na prevenção do vírus da Gripe Influenza A – H1N1


Existem pessoas suscetíveis e resistentes à gripe. Essa diferença se dá não somente pela predisposição individual, mas também pela influência do tipo de alimentação e dos hábitos diários. Os lactobacilos da Yakult (L. casei Shirota), que podem ser facilmente consumidos nas refeições diárias, não só melhoram o equilíbrio da microbiota intestinal e protegem o aparelho digestivo, como têm a propriedade de aumentar a resistência imunológica. Desta forma, há grandes expectativas de que o consumo diário dos lactobacilos da Yakult possa contribuir para a prevenção das infecções contra o vírus Influenza.
Atualmente, o vírus Influenza está classificado em tipos A, B e C, porém, os mais propagados mundialmente são o Vírus Tipo A russo, a Gripe de Hong Kong (Tipo A) e o Vírus Tipo B. Os sintomas típicos da Influenza (como a doença é chamada no Japão) são os mesmos da gripe comum, como aparecimento repentino de febre, congestão nasal, espirros e tosses, acrescidos de dores musculares e nas articulações. A vacina continua sendo a forma mais eficaz na prevenção contra o vírus Influenza, pois, ao receber a vacina, o organismo produz anticorpos que se unem ao vírus fazendo com que perca seu potencial de contaminação, resultando na não-infecção ou infecção com sintomas leves.
As células do sistema imunológico – como as células NK e os macrófagos – também estão sempre de prontidão para combater células cancerígenas, bactérias patogênicas e células infectadas por vírus. Isso significa que o funcionamento perfeito das células imunológicas consegue nos defender de qualquer tipo de infecção, inclusive do ataque do vírus Influenza. Uma boa notícia é que pesquisadores do Instituto Central de Pesquisas em Microbiologia da Yakult, localizado em Tóquio, no Japão, descobriram que os lactobacilos da Yakult (L. casei Shirota) promovem o aumento das atividades das células NK e dos macrófagos, tornando o sistema imune ainda mais resistente.
A maior parte dos casos de infecção por Influenza em idosos resulta em complicações, devido ao fato de a resistência imunológica diminuir com o avançar da idade. A série Relatórios sobre a Ciência da Saúde nº 53 ‘Efeitos à Saúde com Probióticos – Aumento das atividades das células NK pela ingestão dos lactobacilos da Yakult’ apresenta informações de que realmente ocorre uma queda das atividades das células NK, medidor da capacidade de resistência contra as doenças, com o passar dos anos. Em outro relatório foi comunicado que os lactobacilos da Yakult promovem o aumento das atividades das células NK, especialmente pelo consumo constante do leite fermentado Yakult 40, que contém 40 bilhões de L. casei Shirota por frasco de 80 gramas.
Esta constatação foi feita pelo Instituto Central de Pesquisas em Microbiologia da Yakult, que desenvolveu recentemente trabalho relatando os efeitos dos lactobacilos da Yakult na prevenção à infecção contra a influenza. No estudo, os pesquisadores constataram que as atividades das células NK em camundongos mais velhos eram menores se comparadas às atividades das células NK de camundongos jovens. Ao enriquecer as rações dos camundongos idosos com os lactobacilos da Yakult por quatro meses consecutivos, houve aumento nas atividades das células NK, em comparação aos camundongos com ração padrão sem enriquecimento.
Com base nesses resultados, os cientistas começaram uma experiência com a expectativa de que os camundongos idosos, que tiveram aumento da atividade NK através da ingestão dos lactobacilos da Yakult, apresentassem maior resistência à gripe do que os que não ingeriram. No terceiro dia após a infecção, verificaram uma diferença na quantidade de vírus na cavidade nasal dos camundongos que tiveram a ração enriquecida com os lactobacilos da Yakult, comparada àqueles que não tiveram. A partir desta experiência os pesquisadores concluíram que, ao introduzir os lactobacilos da Yakult na ração dos camundongos idosos, é possível aumentar as atividades das células NK, diminuídas pela idade, aumentando também a resistência à infecção contra o vírus Influenza.
Com este estudo, os pesquisadores da Yakult conseguiram demonstrar que a infecção pelo vírus Influenza pode ser prevenida com a ingestão de leite fermentado com os exclusivos lactobacilos da Yakult, que aumentam as atividades das células NK. O consumo diário dos lactobacilos da Yakult, um probiótico fácil de ser incluído na dieta alimentar, aumenta a resistência imunológica, tornando-se um método eficiente e preventivo contra a infecção do Influenza e demais vírus.

Publicado em: 28 agosto, 2009 por redacao








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26/10/2008 free counters

FAO teme que A (H1N1) contamine aves ao redor do mundo




(28/08/2009) Da Redação


A FAO - Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação - manifestou preocupação de que o vírus da gripe A (H1N1) se estenda a criações avícolas ao redor do mundo, depois que a doença foi detectada em perus nos arredores de Valparaíso, no Chile. Segundo o órgão, a descoberta do vírus nesses animais não representa ameaça à saúde humana, e não há problema de consumo da carne, devidamente processada e submetida à inspeção veterinária.

“Embora as infecções de suínos e perus pelo vírus H1N1 da Influenza A até agora observadas sejam consideradas brandas, é importante ter em mente que a presença desse vírus pandêmico na suinocultura e na avicultura pode trazer consequências negativas para os dois setores – como restrições ao comércio internacional e percepções equivocadas quanto à qualidade e segurança dos alimentos deles provenientes”, alerta a FAO, em comunicado à imprensa.
O órgão da ONU ressalta a importância de algumas medidas para conter o avanço da doença, como a proteção dos trabalhadores se os animais estiverem doentes e, vice-versa, não permitindo contato com os animais se os trabalhadores apresentarem sinais de gripe.








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