[Valid Atom 1.0]

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Terceirizados inundam Justiça



Autor(es): Cristiane Bonfanti
Correio Braziliense - 10/08/2011

Cerca de 100 mil empregados de prestadoras de serviço cobram direitos em processos judiciais

A terceirização de mão de obra no funcionalismo tem dado dor de cabeça para a Justiça do Trabalho. A maior polêmica diz respeito à definição de quem deve arcar com os custos trabalhistas não pagos por empresas contratadas para prestar serviços. Embora recebam o valor integral dos órgãos públicos, elas dão o calote nos trabalhadores. Muitas vezes, fecham as portas e desaparecem. Os números são prova disso. Estima-se que haja ao menos 100 mil processos em andamento nos tribunais em todo o país a respeito da responsabilidade ou não do governo sobre a situação dos empregados. No Tribunal Superior do Trabalho (TST), são 5 mil ações.

Os motivos para tantas demandas são conhecidos. Terceirizados nas administrações federal, estaduais e municipais enfrentam atraso dos salários, do 13º, das férias e de benefícios como auxílio-alimentação e transporte. Quando a empresa some sem honrar os contratos, eles ficam sem as verbas rescisórias e sem os depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). "Em determinadas localidades, o servidor público está com o equipamento de segurança e o teceirizado que faz o mesmo serviço vai trabalhar com sandálias havaianas e sem qualquer proteção. Os acidentes se repetem diariamente. Para que uma terceirização seja reconhecida como justa, ideal, ela deve ter o princípio da dignidade da pessoa humana", afirmou o ministro do TST Aloysio Silva Corrêa da Veiga.

Dever
Na visão de especialistas, como não há perspectivas de mudanças, o número de ações trabalhistas tende a aumentar. Para o ministro do TST, o entendimento do Supremo Tribunal Federal — que, em novembro do ano passado, desobrigou União, estados e municípios de pagarem os valores não pagos por empresas terceirizadas — pode restringir as possibilidades de conquista dos terceirizados. Eles têm de provar que o governo não cumpriu seu dever. "Se o ente público fiscalizar, fizer a sua parte no contrato e, mesmo assim, não houver o cumprimento de alguma obrigação específica por parte da prestadora de serviço, o empregado pode sim ser desfavorecido", afirmou.

O ministro explicou que o papel do governo é monitorar constantemente a execução do contrato. "Isso inclui não só os serviços, mas também o pagamento dos funcionários", destacou. A seu ver, um dos maiores problemas é a falta de uma legislação específica sobre a terceirização. "Hoje, ela é feita pelo critério do menor preço. Além disso, é preciso levar em conta a qualidade. A licitação deve defender a especificação do serviço e impedir a concorrência dos que não têm idoneidade", defendeu.

Dinheiro em caixa

Ganhos dos principais bancos do país no primeiro semestre de 2011

Instituição - Em R$ bilhões
Itaú - 7,1
BB - 6,3
Bradesco - 5,4
Santander - 4,1







LAST

Sphere: Related Content
26/10/2008 free counters

PMs e bombeiros ficam sem aumento




Pânico geral
Autor(es): Vânia Cristino
Correio Braziliense - 10/08/2011

Na esteira da crise nos EUA e na Europa, o governo decidiu pedir o arquivamento da PEC que estabelece um piso único para policiais e bombeiros no país. E também da Emenda 29, que prevê mais recursos para a saúde. Juntas, elas implicavam gastos de R$ 54 bilhões.


Investidores perdem a confiança nas autoridades para reverter a recessão mundial. Bovespa tomba 8,08%, a maior queda desde outubro de 2008

Apesar de todos os esforços das autoridades governamentais e da ação coordenada dos bancos centrais para garantir a tranquilidade dos investidores, os mercados financeiros globais tiveram ontem o pior dia desde o auge da crise de 2008, quando ruiu o banco norte-americano Lehman Brothers. As bolsas de valores contabilizaram perdas monstruosas e o pânico de que o mundo esteja à beira de uma nova recessão tornou-se latente. "Os tempos são duros e precisamos estar preparados para proteger o país desta grave crise", disse a ministra-chefe da Casa Civil, Gleise Hoffman. O governo teme que, a exemplo de três anos atrás, os empresários suspendam investimentos e demitam funcionários e os consumidores reduzam as suas compras.

Os prejuízos se espalharam por todo o planeta, depois da decisão da agência de classificação de risco Standard & Poor"s (S&P) de rebaixar a nota dos Estados Unidos na última sexta-feira. A Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa) chegou a cair quase 10% (exatos 9,47%) e, por pouco, não teve de suspender os negócios por meia hora para esfriar a cabeça dos operadores. Mesmo assim, cravou baixa de 8,08%, nos 48.668 pontos. Foi o maior retrocesso desde 22 de outubro de 2008. O tombo fez o valor de mercado da empresas brasileiras encolher R$ 146,9 bilhões apenas ontem. No acumulado do ano, a bolsa paulista já recuou 29,78%, com o valor das companhias cedendo R$ 618,3 bilhões. Nesta terça-feira, uma hora depois da abertura, as bolsas asiáticas acumulavam severas perdas: Tóquio (-4,07%), Seul (-5%) e Hong Kong (-6,05%.

Derretimento
Nem mesmo as declarações do presidente dos EUA, Barack Obama, de que a maior economia do planeta está preparada para sair do atoleiro em que se encontra foi suficiente para reverter o pessimismo. Pelo contrário. A fala do líder norte-americano foi considerada fraca e arrogante, o que ajudou a empurrar os preços das ações ladeira abaixo. Na Europa, onde a Itália e a Espanha, a terceira e a quarta maiores economias da Zona do Euro, estão sob descrédito total, o tombo também foi violento. Em Frankfurt, a bolsa terminou o dia com queda de 5,02%. Londres despencou 3,39%. Em Milão, a baixa foi de 2,35% e, em Madri, chegou a 2,44%. Já a bolsa de Paris perdeu 4,68%.

Somente em agosto, as empresas europeias se desvalorizaram em US$ 932 bilhões, quantia maior do que a soma dos PIBs (Produto Interno Bruto) da Grécia, da Irlanda e de Portugal, que já foram à bancarrota.

Nos Estados Unidos, a situação não foi diferente. As bolsas do país também fecharam no pior nível desde 2008. Em Nova York, o índice Dow Jones cedeu 5,55% e a Nasdaq, 6,66%. Os investidores que tiraram dinheiro dos pregões correram para títulos emitidos pelo Tesouro norte-americano, mesmo depois do rebaixamento feito pela S&P, e para o ouro, que teve alta de 5,15%, chegando a US$ 1.713. "Aconteceu o que todo mundo esperava", resignou-se o diretor de Política Monetária do Banco Central do Brasil, Aldo Luiz Mendes. Mas, segundo ele, o Brasil está muito bem preparado para enfrentar todas as turbulências. Além das reservas internacionais de US$ 348 bilhões, a instituição tem R$ 420 bilhões em depósitos compulsórios dos bancos, que podem ser liberados em caso de escassez de crédito para o setor produtivo e para os consumidores.

Excesso de dívida
Assustada com o que pode vir pela frente, caso os Estados Unidos e a Europa não resolvam rapidamente os problemas decorrentes do superendividamento, a presidente Dilma Rousseff pediu calma e classificou de precipitada a avaliação feita pela S&P sobre os Estados Unidos. Quem acompanha atentamente o dia a dia do mercado garante, no entanto, que somente palavras positivas não diminuirão o nervosismo. Por uma simples razão: é enorme a desconfiança de que o grupo dos sete países mais ricos do mundo, o G-7, e o Banco Central Europeu (BCE) não têm poder suficiente para combater a crise. " O discurso é maior do que o poder de fogo", disse o economista-chefe do Banco de Investimento Sul América, Newton Rosa. Ele destacou o que o que todo mundo sabe: os recursos do Fundo de Estabilização da Zona do Euro, com 440 bilhões de euros, não são suficientes para a recompra de toda a dívida de países como Espanha e Itália. "O mercado está com medo do que ainda pode vir", salientou.

Além do grave problema fiscal, a Itália atravessa, no momento, uma série crise política. O jornal Corriere della Sera divulgou ontem uma "carta secreta", enviada ao governo daquele país pelo BCE. Nela, a autoridade monetária da Zona do Euro faz exigências pesadas para ajudar a
economia italiana a sair da crise, como um calendário para a implantação das medidas de austeridade, assim como o corte de despesas e a venda de estatais.

De imediato a oposição ao primeiro-ministro da Itália, Sílvio Berlusconi, pediu explicações ao governo. "Queremos saber exatamente o que o BCE e as instituições internacionais estão exigindo da Itália. Um governo impotente e totalmente desacreditado e, agora, sob tutela deve ao menos esclarecer qual é a real situação", exigiu Pierluigi Bersani, chefe do Partido Democrata (PD, de esquerda).

O governo espanhol, por sua vez, tratou de divulgar o teor da conversa por telefone mantida pelo primeiro ministro, José Luis Zapatero, com Barack Obama. Os dois analisaram a situação econômica global, os problemas da dívida pública e o crescimento e concordaram com a necessidade de " trabalhar de forma coordenada para evitar a desaceleração" da economia mundial.






LAST

Sphere: Related Content
26/10/2008 free counters

Fragile Brazilian economy risks crisis: expert



2011-08-11 12:11:10
RIO DE JANEIRO, Aug. 10 (Xinhua) -- The Brazilian economy may face a potential crisis as its fragile foundation could barely withstand the impact of a new global financial turmoil, a local economist warned.

Reinaldo Goncalves, economics professor at Rio de Janeiro Federal University, said Brazil could be hit hard in case of a new global crisis, mainly because of the country's heavy dependence on external financing and current account deficit.

"If the world decides to demand what Brazil owes and not finance the annual current account deficit, Brazil will quickly undergo an exchange, financial and currency crisis," Goncalves told Xinhua in an interview.

Brazil's current foreign liabilities amount to some 1.4 trillion U.S. dollars, and even offset with foreign-held assets and foreign exchange reserves, the figure still stands at a whopping 660 billion dollars, Goncalves said.

Moreover, the worsening current account deficit adds to the risk of a crisis, the expert said.

The International Monetary Fund (IMF) estimated that Brazil's current account deficit may hit 120 billion dollars by 2016.

Goncalves said some other factors may hurt the Brazilian economy as well, such as deteriorating international trade, external impacts on the exchange rate, and the possible withdrawal of foreign investment in times of economic crisis.

Brazil's domestic economic problems may become an additional burden, Goncalves said, referring to the high interest rate and rising inflation.

He also blamed "cartels, monopolies, inefficient regulating agencies and poor infrastructure" for the inflation hike.

The professor, a regular critic of the economic policies of President Dilma Rousseff and her predecessor Luiz Inacio Lula da Silva, does not believe the Brazilian government is doing a good job during the current economic turmoil.

The expert said Lula promoted deindustrialization and dependence on technology, which increased the primary products' share in Brazilian exports and caused structural problems for the economy. The problem has worsened under the current administration.

"If there are no changes in this model, Brazil will continue to present low resistance to external shocks," Goncalves said, suggesting that Brazil's current economic protection measures are inadequate by comparing them to a "crepe paper shield."

His pessimistic view of Brazil's economy does not extend to developed economies. He said these countries will soon recover from their economic woes and take the rest of the world with them.





LAST

Sphere: Related Content
26/10/2008 free counters

Birmingham affected by riots










LAST

Sphere: Related Content
26/10/2008 free counters

FLASH: ANOTHER BLAST OF SUICIDE NATURE NEAR CHECKPOST REPORTED IN PESHAWAR, NORTHWEST PAKISTAN-LOCAL MEDIA


English.news.cn 2011-08-11 12:31:04

FLASH: ANOTHER BLAST OF SUICIDE NATURE NEAR CHECKPOST REPORTED IN PESHAWAR, NORTHWEST PAKISTAN-LOCAL MEDIA


3 injured in suicide blast near checkpoint in Peshawar, Pakistan


2011-08-11 12:40:53

ISLAMABAD, Aug. 11 (Xinhua) -- At least three people were injured Thursday morning when two female suicide bombers attacked a checkpoint near the blast site where a police van was hit earlier Thursday in Pakistan's northwest city of Peshawar, reported local Urdu TV channel Express, adding that one female suicide bomber failed to detonate her suicide jacket and got injured in the attack.





LAST

Sphere: Related Content
26/10/2008 free counters

Marília Gabriela sobre Reynaldo Gianecchini: "Ele está bem"

FORÇA e FÉ!

Apresentadora visitou o ator no hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Ele foi diagnosticado com um linfoma

Stephanie Durante; Fotos Rafael Jota/Revista QUEM

Rafael Jota/Revista QUEM

Marília Gabriela falou rapidamente com a QUEM sobre Reynaldo Gianecchini. A apresentadora, que visitou o ator no hospital Sírio Libanês, em São Paulo nesta quarta-feira (10), contou que o ex está muito bem. "Ele está bem. Mas acho indelicadeza falar sobre a saúde dele. É privado, é problema dele. Eu não sou médica então acho melhor não falar nada", afirmou Marília ao ser questionada sobre o estado de saúde de Gianecchini.

LEIA MAIS: MARÍLIA GABRIELA E CLÁUDIA RAIA VISITAM REYNALDO GIANECCHINI

A apresentadora chegou ao hospital por volta das 19h30 e deixou o local às 21h. Ela e Reynaldo Gianecchini foram casados por oito anos. Os dois terminaram o romance em outubro de 2006.

Reynaldo Gianecchini recebeu um diagnóstico inicial de linfoma do tipo não-Hodgkin - um tumor que atinge os gânglios linfáticos). Em mensagem enviada aos fãs através da assessoria de imprensa da Central Globo de Comunicação, ele se mostrou otimista. "Estou pronto para a luta e conto com o carinho e o amor de todos vocês." Segundo matéria veiculada pelo "Jornal Nacional", o ator iniciará tratamento com quimioterapia na segunda-feira (15).

Rafael Jota/Revista QUEM

Há cerca de um mês, Gianecchini passou por uma cirurgia de hérnia inguinal. Após a intervenção, sofreu uma infecção na perna e uma reação alérgica. Há algumas semanas, o ator tem reclamado de dores na região do pescoço. Segundo fonte de QUEM, no último dia 27 de julho o ator passou por uma bateria de exames no mesmo hospital, mas não obteve um diagnóstico preciso. Na sexta-feira (29), ele retornou ao Sírio Libanês, onde ficou em observação.




As consequências do câncer diagnosticado em Reynaldo Gianecchini, na manhã desta quarta-feira (10), poderão afastar o ator dos palcos e estúdios. Pelo menos durante a sua recuperação. Nos próximos dias será informado que tipo de linfoma ele possui, e só então será traçado o tratamento que ele será submetido, explica especialistas.

Chefe do Serviço de Hematologia do Instituto Nacional do Câncer (Inca), drª Jane Dobbin, explica que existem dois tipos de linfoma: o agressivo e o não-agressivo. E que ainda é cedo para dizer qual é o caso do ator. “Apenas uma semana depois do primeiro diagnóstico é que será possível saber se o linfoma é agressivo ou não”, explicou.

Dobbin, no entanto, disse que, caso o linfoma seja identificado como 'agressivo', o ator terá que se submeter a tratamentos como quimioterapia, que acarretará em queda de cabelo, e até um transplante de medula óssea. “Já um linfoma não-agressivo, não tem cura, mas tem remédios que podem controlar e prolongar a vida do paciente”, disse.

Nos dois casos, o tratamento depende de cada organismo e tem reação diferente em cada faixa etária do indivíduo. “No caso de Gianecchini, que tem 38 anos, ele pode suportar esses tratamentos agressivos sem grandes problemas, mas terá uma grande perda no sistema imunológico”, alertou.

Para a médica, enquanto espera o diagnóstico, o aconselhável é que Gianecchini se afaste de suas atividades profissionais. “Pode ser que ele tenha que se afastar do trabalho, já que ele tem compromisso com horário e programação, e talvez tenha que fazer um tratamento mais intensivo. É bom lembrar que o trabalho dele é diferente da Presidente Dilma Rousseff, que teve um linfoma agressivo, e continuou a atividade normalmente. Ele depende de cumprir os comprimissos em teatro e TV, e não pode faltar, por exemplo. O ideal mesmo é que ele se afaste do trabalho para cuidar da saúde”, aconselha.

O ator tem um linfoma do tipo não-Hodgkin, que é um tipo de câncer mais comum. Esse câncer afeta o sistema linfático, uma rede de tubos muito finos por todo o corpo e que transporta a linfa (líquido que contém os linfócitos, glóbulos brancos, que fazem parte do sistema de defesa do organismo).





LAST

Sphere: Related Content
26/10/2008 free counters

Câncer de Gianecchini tem grandes chances de cura




Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR
10/08/2011 | 20h38 | Saúde





O ator Reynaldo Gianecchini, de 38 anos, foi diagnosticado com o linfoma não-Hodgkin — um tipo de câncer que atinge o sistema linfático, responsável principalmente por combater infecções que atacam o nosso corpo —, segundo informação divulgada pelo Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, e confirmada em nota pela Rede Globo. Se for este tipo de câncer, trata-se do mesmo que atingiu a presidenta Dilma, há dois anos, a dramaturga Glória Perez e o jóquei J. Ricardo.

O ator foi internado há dez dias com sintomas de faringite, mas os exames apontaram para o câncer. Agora os médicos estão decidindo a estratégia de tratamento, que consiste basicamente em sessões de quimioterapia por um prazo médio de quatro a seis meses. Entre as opções também está ainda a radioterapia.

As causas desse tipo de câncer ainda são desconhecidas, mas os médicos afirmam que infecções por bactérias e vírus podem favorecer o aparecimento do tumor, assim como doenças autoimunes (aquelas causadas pelo próprio organismo, como lupus e artrite), exposição a pesticidas e substâncias poluentes. O principal sintoma é o aumento de gânglios linfáticos no abdômen, nas virilhas, no pescoço e nas axilas.

"Ocasionalmente os linfomas podem se manifestar na região cervical ou mesmo na amígdala. Mas o tipo de linfoma só poderá ser definido após análise feita por meio de biópsia. E o tratamento também só poderá ser definido após este resultado", diz Daniel Herchenhorn, chefe do Serviço de Oncologia Clínica do Hospital do Câncer, Instituto Nacional de Câncer.

Outros sintomas podem indicar suspeita de linfoma, como febre, suor noturno, perda de peso e coceira, diz o médico Carlos Chiattone, diretor da Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia (ABHH).

"A incidência da doença aumenta 3% ao ano. Quando detectado em estágio precoce, o linfoma pode ser erradicado. Atualmente, a terapia que mais aumenta a chance de cura e qualidade na sobrevida destes pacientes é a quimioterapia associada ao uso de anticorpos monoclonais, este último ainda não disponível da rede SUS", afirma Chiattone.

A doença ataca os gânglios, mas também pode afetar fígado, baço e medula óssea. Quanto mais áreas atingidas fora dos gânglios, pior o prognóstico. Mas, em geral, esse tipo de tumor tem boas chances de cura, e a quimioterapia costuma ser bem tolerada. O cuidado maior com o tratamento é nos dois primeiros anos após o seu início, quando há maior chance de recidiva.

Os linfomas são divididos em dois grandes grupos: indolentes e agressivos, como o não-Hodgkin. O primeiro tipo costuma crescer lentamente, e há pacientes que manifestam poucos sintomas por vários anos, mesmo após o diagnóstico. Porém, neste caso, a chance de cura é menor do que nos agressivos. Esses últimos podem levar rapidamente ao óbito se não tratados, mas, em geral, são mais curáveis.

Segundo o INCA, há mais de 20 tipos diferentes de linfoma não-Hodgkin. Entre os linfomas, ele é o tipo mais incidente na infância. Por razões ainda desconhecidas, o número de casos duplicou nos últimos 25 anos, principalmente entre pessoas com mais de 60 anos. A estimativa de novos casos é de 9.100, sendo 4.900 homens e 4.200 mulheres (2009). O número de mortes é estimado em 3.568, sendo 1.992 homens e 1.576 mulheres (2008).

Reynaldo Gianecchini estava em cartaz com a peça Cruel, que estreou em 27 de junho no Teatro FAAP, em São Paulo. A temporada do espetáculo foi cancelada por tempo indeterminado, por causa do tratamento médico do ator. Em nota, o ator agradeceu as manifestações de carinho dos fãs e afirmou: "estou pronto para a luta e conto com o carinho e amor de todos vocês".

A temporada do espetáculo Cruel foi cancelada por tempo indeterminado até a total recuperação do ator, que não será substituído", informaram as produtoras Selma Morente e Célia Forte.

Por Antônio MArinho, da Agência O Globo






LAST

Sphere: Related Content
26/10/2008 free counters

Reynaldo Gianecchini recebe as visitas de Marília Gabriela e Cláudia Raia no hospital


10/08/2011 21h30 Vitor Angelo

Reynaldo Gianecchini é entrevistado no programa de Marília Gabriela em dezembro de 2010 (Reprodução

Reynaldo Gianecchini é entrevistado no programa de Marília Gabriela em dezembro de 2010

Depois da notícia que Reynaldo Gianecchini está internado há cerca de uma semana, com o diagnóstico de um linfoma não-Hodgkin, que se desenvolve nos gânglios linfáticos, a atriz Cláudia Raia e a apresentadora Marília Gabriela foram visitá-lo no Hospital Sírio Libanês, nesta quarta-feira (10), em São Paulo.

As duas não quiseram falar com a imprensa presente no hospital. Raia apareceu no final da tarde e Marília no começo da noite de quarta. A apresentadora e o ator ficaram juntos por oito anos e terminaram o casamento em outubro de 2006.

Há pouco mais de um mês, Reynaldo Gianecchini fez uma cirurgia de hérnia inguinal. Ele teria tido reação ao procedimento e, logo depois, os médicos desconfiaram que algo estava estranho, já que os gânglios não diminuíam.

A presidente Dilma Rousseff também enfrentou a doença no começo de 2009, mas se curou com tratamento realizado também no Hospital Sírio Libanês.




















LAST

Sphere: Related Content
26/10/2008 free counters

Bastidores: Ex-diretor dava três tipos de alerta a Lula


Ex-presidente era avisado que haveria uma grande operação da Polícia Federal envolvendo integrantes do governo na vérspera, sem saber, porém, quais seriam os alvos

10 de agosto de 2011 | 23h 00

Vannildo Mendes, de O Estado de S.Paulo

A presidente Dilma Rousseff quer repetir no seu governo algo que era prática corrente na gestão de Lula: o compartilhamento de informações mínimas sobre as operações da Polícia Federal. Uma forma de não se surpreender com os esquemas de corrupção descobertos na administração pública.

A doutrina policial tem um mecanismo legal que rege suas operações. Pela regra, cada esfera do Estado só precisa saber um mínimo necessário. O normal é o ministro da Justiça, mesmo sendo superior hierárquico da PF, não ser informado das investigações.

Por conta desse procedimento, a relação entre PF e o Palácio do Planalto sempre foi tensa. Para suavizar essa convivência, o ex-diretor da PF Paulo Lacerda criou uma fórmula salomônica que compatibilizava o sigilo das investigações com a exigência do governo por informações prévias. Lacerda passou a centralizar as grandes operações na Diretoria de Inteligência Policial (DIP). Quando recebia dados das investigações, dava um alerta para o ministro da Justiça. Nessa troca de informações, o governo não era avisado sobre quem seria preso ou qual ministério seria alvo da PF. Sinalizava apenas que haveria uma grande operação envolvendo integrantes do governo. O ministro repassava essas informações para o presidente.

Para facilitar essa comunicação, foi criada uma escala informal de gravidade: A, B ou C. Quando a operação era de nível A, o presidente cancelava compromissos e se preparava para a repercussão. Com a saída de Lacerda e a chegada de Luiz Fernando Corrêa, a tática foi alterada. A DIP foi desidratada e as operações foram descentralizadas. A vantagem: o foco das crises políticas saiu da sede da PF em Brasília. A desvantagem: a decisão deu excesso de autonomia para os superintendentes e delegados.



Bruno Siffredi, do estadão.com.br

A Polícia Federal (PF) declarou em nota à imprensa divulgada nesta quarta-feira, 10, que não foi constatada qualquer irregularidade na utilização de algemas na Operação Vaucher, que levou à prisão de 35 pessoas acusadas de envolvimento em esquema de corrupção no Ministério do Turismo.

Na nota, a PF ressalta que o uso da algemas ocorreu “em observância da Súmula Vinculante de número 11 do Supremo Tribunal Federal, que determina sua utilização para segurança do conduzido e da sociedade, ao invés de proibi-la terminantemente”.

Mais cedo, o ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, pediu que o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Leandro Coimbra, prestasse informações urgentemente sobre o uso de algemas na Operação Voucher.

Na terça-feira, 9, a PF prendeu 35 pessoas acusadas de envolvimento em esquema de corrupção no Ministério do Turismo, comandado pelo PMDB. Na ação, foram presos o número 2 da pasta, o secretário executivo, Frederico Silva da Costa, e o ex-chefe de gabinete de Marta Suplicy (PT), Mário Moysés.





LAST

Sphere: Related Content
26/10/2008 free counters

Ritmo do PAC 1 e 2 no Ceará ainda é lento


Publicado em 11 de agosto de 2011

Clique para AmpliarDuplicação da BR-222 em Caucaia, com entroncamento de acesso ao Porto do Pecém, nem sequer iniciou, e faz parte do pacote de obras da 1ª fase do PAC

VIVIANE PINHEIRO

Apesar de o governo federal apontar, em seu primeiro balanço do PAC 2 (Programa de Aceleração do Desenvolvimento), que 76% das obras no País estão em ritmo adequado, muitos dos empreendimentos reservados ao Ceará seguem em ritmo lento. Vários deles, enquadrados na primeira edição do programa, lançado em 2007 e com previsão de serem concluídos até 2010, ainda não foram entregues. Hoje, a presidente Dilma Rousseff - considerada a "mãe do PAC", à época do governo Lula, quando era ministra-chefe da Casa Civil - visitará empreendimentos no Complexo Industrial e Portuário do Pecém e estará próxima, por exemplo, de uma das ações que não se concluíram do PAC 1: a duplicação da BR-222 em Caucaia, com entroncamento de acesso ao porto. A obra deveria ter sido entregue até 2010, mas ainda sequer iniciou. Segundo aponta o relatório, o projeto está na fase de "ação preparatória".

Ainda na área de infraestrutura, uma outra rodovia federal tem obras incluídas na primeira edição do PAC: a BR-304, que passa por duplicação da ponte sobre o rio Jaguaribe, em Aracati. Esta, entretanto, já está em obras, mas já estourou o seu prazo de entrega. Também no programa, a BR-020 está passando por duplicação do contorno de Fortaleza, contudo, em seu cronograma inicial já se previa a inauguração após 2010.

Resultado oficial

O Ministério do Planejamento ainda não apresentou os resultados por Estado, não sendo possível afirmar a que patamar vai a evolução do conjunto de obras. Também não informa quanto dos R$ 955 bilhões reservados à iniciativa serão destinados ao Ceará. Contudo, alguns dos principais empreendimentos já tiveram status divulgado.

No caso das obras do PAC 2, o Ceará já conta com a primeira intervenção concluída: a barragem Riacho da Serra.

PRAZOS
Atraso afeta iniciativas públicas e privadas

Entre as obras em atraso no Estado, encontram-se investimentos públicos e também privados, incluídos no PAC por contarem com financiamentos federais, como é o caso das térmicas UTE Porto do Pecém II e UTE José de Alencar, ambas localizadas dentro do Cipp. Outras três termelétricas estão incluídas no PAC, mas já previam um prazo de inauguração para após 2010. Duas delas estão em obras, mas a UTE Maracanaú II, como informa o relatório, teve somente a sua fase de licitação concluída.

Entre outros projetos em atraso no Ceará, destaca-se o Metrofor, que já se arrasta por quase 12 anos. O PAC 1 previa que, até 2010, estivessem em funcionamento as linhas Sul e Oeste do metrô, ambas ainda em obras.

A Linha Sul, aponta o relatório, possui 70% das obras concluídas, com previsão de ser entregue no dia 20/12/2012, com dois anos de retardo. O projeto, entretanto, é considerado em ritmo ´adequado´ pelo governo federal. Em obras regionais, também observa-se que o ritmo está aquém do esperado, como é o caso da ferrovia Transnordestina e a transposição das águas do Rio São Francisco. (SS)

Metrofor

70% Das obras na Linha Sul do metrô foram concluídas. A entrega será apenas em 2012

SÉRGIO DE SOUSA
REPÓRTER

diariodonordeste




LAST

Sphere: Related Content
26/10/2008 free counters