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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

#lula : Ex-guerrilheiro e combativo na Alerj, Minc passou de estilingue a vidraça

Publicada em 14/05/2008 às 15h28m
O Globo Online

Entrevista com o Secretario Estadual do Ambiente Carlos Minc - Hipólito Pereira/O Globo

RIO - O secretário de estado do Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, 56 anos, novo ministro do Meio Ambiente, em substituição a Marina Silva , foi preso e exilado por participar da luta armada durante a ditadura militar. Em cinco mandatos como deputado estadual, transformou-se numa das mais ativas vozes de oposição no estado do Rio de Janeiro. A ministra pediu demissão na terça-feira.

Para ser ouvido, fez uso até de performances teatrais, como quando entupiu, com batatas, os canos de descarga de ônibus que despejavam fumaça negra, ou quando vestiu o obelisco da Avenida Rio Branco com uma gigantesca camisinha. Em janeiro de 2007 tomou posse na Secretaria estadual do Ambiente do governo Sérgio Cabral, quando deixou, pela primeira vez, o posto de estilingue para se transformar em vidraça. Apesar de garantir que continuaria nas ruas, como fazia nos tempos de deputado, Minc anda sumido, enclausurado no gabinete.

Minc começou na vida política aos 15 anos como líder estudantil do grêmio do Colégio de Aplicação da UFRJ. Um ano mais tarde, assumiu a vice-presidência da Associação Metropolitana dos Estudantes Secundaristas (Ames) e se engajou na resistência armada à ditadura militar, como integrante do Movimento Revolucionário 8 de outubro (MR-8). Ele teria participado da famosa "expropriação" do cofre do ex-governador de São Paulo Adhemar de Barros, conhecido pelo lema "Rouba, mas faz". Minc não confirma:

- Há controvérsias a esse respeito. É uma história complexa. Diria apenas que eu participei da resistência armada à ditadura, fui preso e exilado por dez anos. Estudei e, com a anistia, voltei ao Brasil.

Minc foi professor-adjunto do Departamento de Geografia da UFRJ. Tem mestrado em planejamento urbano e regional pela Universidade Técnica de Lisboa e doutorado em economia do desenvolvimento por Sorbonne. Foi um dos fundadores do Partido Verde, com Fernando Gabeira, Alfredo Sirkis e outros.
Minc era chamado de 'xiita verde' e 'ecochato' na Alerj

Minc já foi chamado de "xiita verde" e "ecochato" ao longo de seus cinco mandatos na Alerj. Certo dia, no fim de 2006, o então governador eleito e amigo de tribuna Sérgio Cabral o chamou para o Executivo. Os velhos adversários torceram o nariz. Imaginaram um radical no poder, barrando o desenvolvimento econômico do estado. Pois que surgiu, no comando da Secretaria estadual do Ambiente, um Minc negociador, flexível, admirado até pelos desenvolvimentistas mais pragmáticos.

Entre as ações que elevaram o status de Minc no mundo empresarial está a desburocratização do licenciamento ambiental - processos que emperravam porque necessitavam de 20 procedimentos passaram a ter apenas seis - sem afrouxar as exigências:

Em tom de brincadeira, o senador Francisco Dornelles (PR), já sugeriu o nome de Minc para ministro do Meio Ambiente:

- Precisamos de um ministro que trabalhe, no Brasil, como o Minc no Rio - disse Dornelles, há um ano, em tom profético.

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26/10/2008 free counters

#lula : Quando o Judiciário serve de biombo aos interesses políticos

Editorial de João Bosco Rabello, diretor da sucursal de Brasília, do Estadão


João Bosco Rabello

A perversa combinação de interesses que atrela juízes a políticos responde pela banalização do segredo de Justiça, originalmente destinado a preservar a privacidade de cidadãos envolvidos em processos de conteúdos caros a famílias ou a interesses comerciais legítimos.
A dependência de indicação e aprovação políticas para ascensão na carreira torna uma parcela do Judiciário submissa à troca de favores com aqueles que avalizam nomeações.
É nesse contexto que o conceito de segredo de Justiça ganhou elasticidade e passou a ser um instrumento de preservação de maus políticos flagrados em delitos diversos.
Ainda que o interesse público esteja acima do particular, juízes atropelam com frequência essa regra em defesa do suspeito e contra o cidadão, blindando processos para proteger exclusivamente a autoridade política da exposição que pode lhe custar o mandato ou, no mínimo, a imagem.
É o que já se assistiu no caso do empresário Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, José Sarney (AP), que obteve uma censura contra o Estado que já dura exatos 423 dias.
Agora, é a vez de um juiz do Tocantins, Liberato Costa Póvoa - que responde a processo no Conselho Nacional de Justiça sob acusação de venda de sentença -, estabelecer uma nova censura ao Estado, extensiva a 83 veículos nacionais, proibindo reportagens com denúncias contra o governador.
Ignora por conveniência que jornalista não é guardião de sigilo do Judiciário. Ao contrário, tem o dever de revelá-lo, como no caso do nepotismo cruzado que garante à mulher do magistrado emprego em cargo comissionado no governo que protege, informação restrita a poucos no Tocantins.
Também não se pode subtrair de qualquer análise honesta sobre a decisão do juiz o estímulo que representa o ambiente hostil à imprensa criado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, criminalizando jornalistas que trabalham amparados pela Constituição, para defender seus interesses.
O estímulo presidencial tem longo alcance e não é exagero imaginar que, nas suas reflexões para assinar o ato infeliz, Póvoa tenha experimentado um sentimento íntimo de respaldo presidencial.
Pode ser até que ele o cometesse de qualquer maneira, mas, com certeza, sentiu-se mais confortável ao lembrar que tem um presidente da República que pensa exatamente igual: imprensa isenta é aquela que pensa como eu e que não incomoda com denúncias.


27/09/2010
http://www.anoticia-to.com.br/noticias.php?IdNoticia=12079
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26/10/2008 free counters

#dilma #Marina passa Dilma em total de seguidores no Twitter

GUSTAVO URIBE - Agência Estado

A candidata do PV à sucessão presidencial, Marina Silva, ultrapassou na manhã de hoje a adversária do PT, Dilma Rousseff, em número de seguidores na rede de microblogs Twitter. A vantagem foi anunciada pela equipe de campanha da presidenciável à tarde, em evento realizado na região central de Guarulhos, na Grande São Paulo. No início da noite, Marina reunia 238.151 seguidores, enquanto 234.107 acompanhavam a petista. O candidato do PSDB, José Serra, está na dianteira dos presidenciáveis em número total de seguidores: 451.454.

Os números foram informados durante mais uma edição do "twittaço", ato de campanha promovido pela equipe de Marina para incluí-la entre os assuntos mais comentados do Twitter. Até o início da noite, #marina43 e #ondaverde estavam entre os assuntos mais comentados. O evento foi promovido em uma lan house em Guarulhos, onde a candidata interagiu rapidamente com cerca de 2.500 internautas, deixando o local em seguida para gravar programa de campanha.
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26/10/2008 free counters

#dilma PE: conselho formado por pastores ataca Dilma e petistas

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27 de setembro de 2010 16h00 atualizado às 17h01



Panfleto com uma lista de "consequências" atribuídas aos "políticos do PT e associados"
Foto: Divulgação


Ed Ruas

Direto de Recife

Um grupo religioso de Pernambuco resolveu manifestar seu posicionamento político e escolheu como alvo a presidenciável Dilma Rousseff (PT) e os candidatos de seu partido. O Conselho de Pastores de Jaboatão dos Guararapes tentou, no último sábado (25), promover uma caminhada e distribuir um documento chamado "manifesto pela família". O grupo planejava divulgar panfletos com uma lista de "consequências" atribuídas aos "políticos do PT e associados" e projetos de lei que "um presidente da República ligado ao PT certamente assinará".

Entre os itens expostos no manifesto, a suposta intenção dos petistas é descrita no documento da seguinte forma: "determinar que pastores que forem presos por pregar práticas condenadas pela Bíblia Sagrada (homossexualismo, idolatria e espiritismo), não terão direito a defenderem-se em liberdade; igrejas que não realizarem casamento de homem com homem e mulher com mulher, estarão fazendo discriminação, poderão ser multadas e pastores presos e processados; obrigar as igrejas a pagarem impostos sobre dízimos, ofertas e contribuições".

O panfleto ainda cita projetos de lei de deputados federais petistas contra a homofobia. São citados os parlamentares petistas Iara Bernardi (SP), Paulo Pimenta (RS) e Fátima Bezerra (RN).

No entanto, a distribuição do panfleto com o manifesto elaborado pelo Conselho de Pastores foi barrada pela Justiça Eleitoral a pedido da coligação da Frente Popular, encabeçada pelo governador Eduardo Campos (PSB) e pelo próprio PT.

A denúncia de "propaganda difamatória" foi acatada pela juíza Patrícia Rodrigues Ramos Galvão, da 11ª zona eleitoral que determinou "a busca e apreensão do material impresso intitulado 'manifesto pela família'". No entanto, na internet e principalmente em redes de relacionamento, o material continua a ser difundido de maneira ampliada e com ataques diretos a Dilma Rousseff, afirmando que a petista, caso eleita aprovará "a lei do aborto e o casamento gay".

Um fato curioso é a ligação entre o Conselho de Pastores e o pastor Zacarias Vilharba, conhecido como Vilalba de Jesus da Igreja Universal, vereador de Jaboatão e candidato a deputado federal pelo PRB. Na página principal do site do grupo religioso, o parlamentar é citado como "fundador e presidente do movimento". Outra associação que chama a atenção: Vilalba é candidato da coligação Frente Popular de Pernambuco formada por nove partidos, entre eles o PT, os autores da ação contra o manifesto.

Por telefone, o pastor Vilalba de Jesus confirmou, nesta segunda-feira (27), que o seu posicionamento "é o mesmo" do manifesto, pois considerou que as leis propostas por petistas "realmente pegam pesado contra os evangélicos".

"São posicionamentos que, como pastor, não posso aceitar. Não posso me curvar diante de leis que não seguem o princípio bíblico". Sobre a ação da Frente Popular e do PT, o candidato evitou falar. "Estava viajando. Não acompanhei, então não posso dar depoimento e falar sobre isso".

Apesar do site do Conselho de Pastores ainda o indicar como presidente do grupo, o pastor Vilalba disse estar afastado e negou existir conotação política no manifesto. "Não há não (interesse eleitoral). Sou fundador e fui presidente do Conselho por dois mandatos, mas eu estou meio afastado. Ok? Deus o abençoe" disse o candidato, encerrando a ligação telefônica.

Além do Conselho de Pastores, assinam a lista do "manifesto pela família" os pastores das igrejas: Batista em Jaboatão, Batista em Cavaleiro, Assembleia de Deus Madureira, Batista da Batalha, Batista em Cavaleiro, Presbiteriana em Candeias, O Brasil para Cristo, Metodista, Anglicana do Espírito Santo, Batista Central em Jaboatão e Assembleia de Deus. A ação conjunta foi denominada "Movimento Acorda Igreja".



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26/10/2008 free counters

#LULA #DILMA : A imprensa ideal dos petistas


Desacorçoados com a revelação pela imprensa de evidências irrefutáveis de corrupção no Palácio do Planalto, Lula e seu partido sacam do autoritarismo e atiram na imprensa, que acusam de ser golpista e de inventar histórias. Eles querem um jornalismo melhor? Não. Querem jornalismo nenhum

Fábio Portela

Os reflexos da sucessão de escândalos que fizeram a lama subir até o gabinete mais próximo da Presidência da República e derrubaram até agora sete funcionários do governo fizeram-se sentir pela primeira vez nas pesquisas eleitorais divulgadas na semana passada. Segundo o instituto Datafolha, a diferença entre os votos da petista Dilma Rousseff e a soma de seus concorrentes caiu 5 pontos porcentuais em sete dias. A queda provocou uma violenta reação do governo. Não contra os acusados de malfeitorias e corrupção na Casa Civil, de onde emanaram os episódios mais cabeludos, mas contra quem os denunciou. Em uma série de comícios e entrevistas, o presidente Lula dedicou a semana a desferir ataques contra a imprensa com uma virulência inédita. Afirmou que os veículos de comunicação “inventam” coisas e torcem “para o Lula fracassar”. Vociferou contra jornais e revistas que destilariam “ódio” e prometeu “derrotar” aqueles que “se comportam como se fosse um partido político”. Foi um passo perigoso.

Nos países democráticos, a liberdade de imprensa não é um assunto discutível, mas um dado da realidade. E nem eventuais opiniões divergentes, exageros e mesmo erros passíveis de arbitragem e punição cometidos por jornalistas podem pôr em risco o direito de informar, o dever de fiscalizar e de alertar para os abusos perpetrados por quem está no poder. Quando um presidente da República tenta enxovalhar a imprensa que o critica e ameaça “derrotá-la” significa que acaba de adentrar no temível pântano da censura - e pouca coisa pode ser mais deletéria do que isso para uma democracia. Ao sujar suas botas nesse lodo, Lula se aproxima do que há de pior na política da América Latina. Trilha o caminho dos caudilhos e ombreia-se com tiranetes do porte de Hugo Chávez, o presidente venezuelano que, para não ver suas próprias contradições expostas, solapou jornais, emissoras de rádio e chegou a fechar o principal canal de TV da Venezuela, a RCTV.

Os ataques de Lula contra a imprensa levaram o jornal carioca Extra, das Organizações Globo, a estampar na sua capa uma crítica tão bem-humorada quanto precisa. Na sexta-feira, o jornal circulou com uma carta de baralho em que Lula aparecia como o Rei. Sobre a extremidade superior da carta, a manchete dizia: “Lula é bonito - Essa é a manchete para quem acha que o papel da imprensa é bajular os donos do poder e, por isso, deve publicar apenas notícias positivas do governo. Denúncias de falcatruas são um abuso, uma forma de conspiração". Na outra extremidade do baralho, escrito de ponta-cabeça, vinha a contraposição: “Bonito, hein, Lula.... - Essa é a manchete para os que acham que o papel da imprensa é fiscalizar os atos de qualquer governo, denunciando os desvios e lembrando que eles não estão acima do bem e do mal”.

A estratégia de tentar controlar a imprensa está no DNA do PT. A primeira investida em larga escala contra o que o partido chama de “mídia” se deu em 2004. Naquele ano, Luiz Gushiken, então secretário de Comunicação do governo, levou a cabo uma tentativa frustrada de criar o Conselho Nacional de Jornalismo - um nome pomposo para esconder uma tentação totalitária. A realizar-se o desejo do PT, o conselho iria “orientar, disciplinar e fiscalizar” os jornalistas. A ideia naufragou assim que foi revelada pela imprensa, mas não morreu nem foi enterrada. Em diversas oportunidades, o PT e o governo petista tentaram relançá-la - repaginada, recauchutada ou disfarçada de “conselhos” - aqueles órgãos que seriam formados por uma certa “sociedade civil” que ninguém jamais conseguiu enxergar fora do arco de alianças do partido e que teriam como função, por exemplo, interferir na programação das emissoras de TV.

Na semana passada, num movimento concertado com os ataques presidenciais, o PT organizou uma manifestação contra o que chamou de “golpismo midiático”. Anunciado no site oficial do partido, o ato convocava os filiados a enfrentar “a onda de baixarias que visa forçar a ida de José Serra ao segundo turno”. A “onda de baixarias”, bem entendido, eram as reportagens que revelaram, entre outros descalabros, que petistas violaram o sigilo de pessoas próximas ao candidato do PSDB, José Serra, e que a família de Erenice Guerra, ex-ministra da Casa Civil e ex-braço direito de Dilma Rousseff, operava um balcão de negócios na soleira da porta do gabinete presidencial. A nota irônica do episódio ficou por conta da atual diretoria do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, que se ofereceu para abrigar a manifestação petista contra... os jornalistas. Talvez tenha sido a forma encontrada por seus diretores de movimentar a desolada sede da entidade, esvaziada por sua irrelevância e falta de representatividade. Entre brados contra a “conspiração da imprensa” disparados pelo presidente do PC do B, Renato Rabello, e discursos em defesa do “controle social da mídia”, feito pela deputada Luiz Erundina, do PSB, chegou-se a uma conclusão que deixou exultantes os participantes: Lula não avançou o quanto poderia no controle da imprensa. Dilma, se eleita, deverá fazê-lo.

Em contrapartida à investida do governo e do PT, um grupo de notáveis se organizou para repudiar os ataques contra a liberdade de imprensa. O grupo incluía, além de representantes históricos da esquerda, como o jurista Hélio Bicudo, um dos fundadores do PT, nomes como o do arcebispo emérito de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns, e dos ex-ministros da Justiça Paulo Brossard, Miguel Reale Junior, José Carlos Dias e José Gregori. Reunido no centro de São Paulo, no Largo São Francisco, em frente à Faculdade de Direito, o grupo presenciou a leitura de um manifesto em defesa da democracia lido por Hélio Bicudo. Colocado na internet, o manifesto contava com mais de 30.000 adesões até sexta-feira. No Rio de Janeiro, a concentração se deu no Clube Militar, onde 500 pessoas se reuniram para discutir os ataques à imprensa - estiveram lá os colunistas Reinaldo Azevedo, de VEJA, e Merval Pereira, de O Globo.

Os principais candidatos a presidente da República também repudiaram o cerco aos veículos de comunicação. O tucano José Serra, em campanha no Mato Grosso, afirmou: “O que está incomodando este pessoal é o fato de que a imprensa está apresentando notícias que mostram abusos, desvios de dinheiro, nepotismo, maracutaia com dinheiro público, e esta imprensa incomoda os donos do poder. É somente isso. Não há país democrático no mundo sem imprensa livre”. A senadora Marina Siva, do PV, tratou do assunto em uma entrevista coletiva em São Paulo: “O presidente fez uma crítica à imprensa que é contraditória com toda a sua trajetória. Considero fundamental a cobertura da imprensa”. A petista Dilma Roussef apresentou-se bem mais comedida do que seus companheiros de partido: “A imprensa pode falar o que bem entender. Eu, o máximo que vou fazer quando achar que devo, é protestar dizendo: está errado o que disseram por isso, por isso e por isso. Usando uma coisa fundamental que é o argumento”. Dilma também rechaçou a mais explosiva das propostas do seu partido: “O único controle social da mídia que eu aceito é o controle remoto na mão do telespectador”. Se Dilma está sendo sincera em suas afirmações, não se sabe. Mas a ela, que nunca teve a oportunidade de exercer um cargo eletivo, cabe o benefício da dúvida. Já em relação a certos representantes do alto-petismo restam apenas certezas, incluindo a de que, em um eventual governo Dilma, o partido insistirá na estratégia autoritária.

O principal defensor deste projeto é Franklin Martins, ex-sequestrador, ex-jornalista e atual ministro da Comunicação Social de Lula. Franklin é o idealizador da estratégia de consumir o dinheiro público na compra do apoio - disfarçado de anúncio publicitário - de pequenos jornais, rádios do interior, revistas e blogs de alcance semelhante. Caso Dilma vença, seu próximo projeto será cuidar da reforma do arcabouço jurídico que regula o funcionamento das TVs abertas e fechadas, das rádios, dos provedores de internet e das empresas de telecomunicações no Brasil. Franklin pretende criar uma superagência reguladora para o setor. Ela seria responsável pelos aspectos técnicos do setor, mas também - e aqui mora o perigo - teria ascendência sobre os “conteúdos” que ele produz. Eis o pensamento vivo e franco do ministro a respeito do assunto: “Acham que regulação é um atentado à democracia, mas é o contrário: é parte da garantia de competição, de igualdade de direitos, da capacidade de inovação, da massificação dos serviços e do direito da sociedade à informação", embaralha.

Recentemente, Franklin Martins foi autorizado por Lula a viajar para a Europa, tão logo acabem as eleições, para convidar para um seminário representantes de instituições reguladoras da comunicação social da Inglaterra e da Bélgica. Não que o ministro deseje ouvir a opinião de alguém. Ele apenas espera que a presença de representantes de outros países legitime a conferência que tentará, mais uma vez, aprovar o velho programa petista de controle da mídia. O contrapeso à corrente de Franklin dentro do partido é liderado pelo ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci, coordenador da campanha de Dilma. Em 2003, ele fez parte da campanha de Lula e foi o fiador da estabilidade econômica no governo. Espera-se que, em um eventual novo governo petista, seja também um fiador da estabilidade democrática.

Ao contrário do que Lula e seu partido querem fazer crer, a liberdade de imprensa não constitui um fim em si mesmo nem visa a preservar a liberdade de expressão para jornalistas ou proprietários de empresas de comunicação. A liberdade de imprensa vai além disso: é um meio para garantir a perpetuação das sociedades livres e democráticas. E não por outra razão é quase sempre a primeira vítima das tiranias de todas as colorações.



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26/10/2008 free counters

#POLITICA #LULA #DILMA O triângulo da corrupção


Investigações mostram as ligações dos governadores do Tocantins, do Amapá e de Mato Grosso do Sul com quadrilhas acusadas de desviar fortunas dos cofres públicos. Ainda assim, os três mantém suas candidaturas à reeleição

Marcelo Sperandio, Júlia de Medeiros e André Vargas
Carlos Henrique Gaguim, governador do Tocantins

O governador Gaguim: no alvo das suspeitas

A edição de VEJA desta semana traz uma reportagem sobre a corrupção no Tocantins. O governador Carlos Gaguim mobilizou 30 policiais militares, armados com fuzis, para tentar impedir, na madrugada de sábado, a distribuição da revista no estado. A ordem era para apreender a revista no aeroporto. Não havia decisão judicial nenhuma autorizando a operação. Leia aqui, na íntegra, a reportagem que o governador queria impedir que chegasse às bancas

Nos anos 90, corria um boato – jamais provado – de que o entourage do então presidente Fernando Collor havia feito uma festa para comemorar o primeiro bilhão de dólares arrecadado pelos esquemas de corrupção de seu governo. Bilhão era, então, uma cifra factível apenas para peixes gordos, desses que habitam o terceiro andar do Palácio Planalto e adjacências. Vinte anos depois, bilhão virou meta de faturamento de chefetes de máfias regionais, como as que desfalcaram os cofres públicos nos estados mais novos da federação - Tocantins, Mato Grosso do Sul e o Amapá. Nos três casos, as autoridades obtiveram provas de que a corrupção ocorria com a participação ou conivência dos respectivos governadores, todos candidatos à reeleição. “O governador (do Tocantins, Carlos Gaguim, do PMDB) disse que vamos fazer um bilhão de real”, relata o lobista Maurício Manduca, em conversa telefônica captada pela Polícia Federal. O português sofrível denota o nível do tal Manduca, que representava na Região Norte o empresário paulista José Carlos Cepera. Proprietário de seis empresas de limpeza e segurança registradas em nome de laranjas, Cepera contava com a boa vontade de autoridades para vencer licitações superfaturadas no Tocantins – e também nas cidades paulistas de Campinas, Hortolândia, Mauá e Indaiatuba.

O Ministério Público paulista descobriu que o grupo operava o esquema desde 2004, pelo menos. Segundo os promotores, o bando amealhou contratos fraudulentos com órgãos públicos que somam, no total, 615 milhões de reais. Uma única licitação, lançada pela Secretaria de Educação do Tocantins, responde por mais da metade do total: 332 milhões de reais. Os indícios de superfaturamento eram tão gritantes que logo foi alvo de questionamentos do Tribunal de Contas do Tocantins. Nem por isso Manduca, Cepera e o governador Gaguim deixaram de festejar a bandalha. Em 13 de março último, Cepera pagou um final de semana cinco estrelas para a turma em São Paulo. O empresário gastou 19 800 reais para comprar um camarote para sua patota assistir à corrida da Fórmula Indy na capital paulista. Hospedou Gaguim no luxuoso Unique Hotel, ofereceu-lhe um churrasco e deixou um helicóptero à sua disposição. Preocupou-se até em evitar que Gaguim, que deve seu nome ao fato de tartamudear, padecesse da solidão do homem contemporâneo na metrópole impessoal. Mandou-lhe uma moça que se apresenta como Delinda e que, pouco antes, tinha feito uma visitinha a Manduca – que, pelo jeito, provou, aprovou, antes de passar adiante. No dia seguinte, Cepera telefonou a Gaguim para saber se ele tinha gostado do fim de semana. “A carne que o Manduca ofereceu estava boa ou ‘meia’ dura?”, indagou Cepera. Gaguim não titubeou: “Show de bola!”

O governador merecia tantos mimos porque, segundo o lobista Manduca, havia prometido difundir o esquema de corrupção de Cepera por Tocantins inteiro. Para isso, eles precisavam, no entanto, terceirizar os serviços públicos do estado, hoje executados por 22 000 funcionários admitidos sem concurso. A brecha que permitiria o golpe foi aberta inadvertidamente pelo tucano Siqueira Campos, com quem Gaguim disputa a eleição estadual. Ao suspeitar de que essa massa de servidores iria fazer campanha para Gaguim, o candidato do PSDB fez uma consulta ao Supremo Tribunal Federal sobre a legalidade da manutenção deles. Gaguim, na verdade, esperava que a corte determinasse a demissão de todos, o que levaria seu governo a terceirizar os serviços em regime de urgência. Os promotores paulistas que iniciaram a investigação, por causa de Cepera, descobriram que o plano fracassou porque a ministra Cármen Lúcia, relatora do caso no Supremo, decidiu dar uma chance aos servidores: no próximo ano, o estado realizará concursos para admiti-los.

A investigação dos promotores paulistas é apenas um dos problemas de Gaguim. O prefeito do município de Fortaleza do Tabocão, João do Tabocão, diz que enviados do governador quiseram comprar seu apoio político por 300 000 reais. Em junho, Gaguim protagonizou, ainda, um episódio que configura compra de votos: distribuiu a eleitores 3 000 bicicletas. Todas são vermelhas, a cor da sua campanha e das camisas que ele usa. Há dois meses, antes de toda a avacalhação vir à tona, durante um encontro com fiéis evangélicos, o governador fez um mea culpa que despertou curiosidade: “Sei o pecado que estou cometendo. Sou um desviado. Se o mundo acabasse hoje, eu iria para o inferno”. Resta saber se o governador será condenado nas urnas ou só no Juízo Final.

“Eu não consigo gastar 20 milhões de dólares” - Desbaratado pela Polícia Federal em 10 de setembro, o esquema de corrupção que tomou conta do Amapá foi inteiramente revelado na semana passada. Um dos elementos centrais da quadrilha, o governador Pedro Paulo Dias (PP), foi movido pela ganância... e pelo amor, e pela luxúria. Dias, que é casado, nutre uma paixão clandestina de dimensões amazônicas pela loira (falsa, claro) Lívia Bruna Gato, sua secretária de 27 anos. Em telefonemas para sua amante gravadas pela Polícia Federal, Dias forneceu detalhes do esquema de corrupção que envolvia também seu antecessor Waldez Góes (PDT), a ex-primeira-dama Marília Góes, o presidente do Tribunal de Contas do Amapá, Júlio de Miranda, e outras trezes pessoas. Juntos, eles surrupiaram 300 milhões de reais dos cofres públicos. O esquema começou a ser desvendado em agosto de 2009, quando a Secretaria de Educação cancelou uma licitação para contratar por emergência uma empresa de segurança chamada Major Vip. A Polícia Federal entrou no caso porque a Major Vip foi paga com recursos da União. Descobriu-se, então, que o então governador Waldez Góes, hoje candidato ao Senado, recebia 500 000 reais mensais do contratado para fornecer refeições aos presídios. Também aquinhoado, o presidente do Tribunal de Contas comprou um jatinho, uma Ferrari, uma Maserati e outros três carros de luxo.

O governador Pedro Paulo pretendia, ainda, cobrar 30 milhões de dólares de um grupo indonésio chamado Salim, interessado em investir no estado na área imobiliária. Em troca, concederia benefícios aos asiáticos. Em um telefonema concuspicente disparado de Jacarta, onde foi negociar a propina, o político apaixonado relata o caso a Lívia Bruna: “Amor, 30 milhões de dólares para esses caras é nada. Por mais que eu gaste uma fortuna, eu não consigo gastar vinte milhões de dólares. Tu tá entendendo?” Depois, passa a tratar de assuntos mais relevantes. “Minha vida, sabe o que eu quero levar para ti, do fundo do meu coração? Um óculos. Agora eu queria comprar um para ti, um da Armani. Deixa eu comprar?”, derrama-se o governador. Sua amante, que também foi presa, tinha papel essencial no desvio de verbas públicas. Participava das fraudes e era responsável pelo recebimento de propina. É a paixão, é o amo, é a luxúria.

A máfia de paletó - Por último, Mato Grosso do Sul. No início do mês, a Polícia Federal desarmou um esquema de corrução que envolvia praticamente todas as autoridades de Dourados, segunda maior cidade do estado. No dia 1º, foram presos o prefeito Ari Artuzi, seu vice Carlos Cantor, onze dos doze vereadores e outros 50 políticos, servidores públicos e empresários. Com o desenrolar das investigações, autoridades do governo estadual e da Assembleia Legislativa sul-mato-grossense foram pegas no escândalo. Na semana passada, o caso também engolfou o governador André Pucinelli (PMDB) e seu antecessor e adversário Zeca do PT, que disputam o governo estadual. Os nomes de Pucinelli e de Zeca do PT apareceram em uma conversa do deputado estadual Ari Rygo (PSDB) com o principal denunciante da quadrilha, o ex-secretário de governo de Dourados Eleandro Passaia. Na conversa, registrada em vídeo, Rygo conta que tanto Pucinelli quanto Zeca eram beneficiados por empreiteiras. Na gravação, Rygo diz ainda que Pucinelli se apropriou de 6 milhões de reais da Assembléia Legislativa. Segundo o deputado tucano, os desembargadores e promotores também recebiam propina. Os magistrados recebiam 900 000 reais e os promotores 300 000 reais. Ryga não esclarece a periodicidade dos pagamentos. Zeca do PT negou qualquer participação. Pucinelli veio a público para dizer tudo era mentira, que a lei o amparava etc...

Eleandro Passaia decidiu implodir a quadrilha depois de ser abordado pela Polícia Federal. Para não ser preso e evitar responder um processo criminal, ele fez um acordo de delação premiada com o Ministério Público estadual. Por quatro meses, não só coletou provas da corrupção na sua cidade e no estado como filmou os envolvidos no esquema com uma microcâmera fornecida pela Polícia Federal. Os documentos e conversas registradas por Passaia mostram, por exemplo, que sua quadrilha abocanhava 10% de todos os contratos firmados pela prefeitura de Dourados, o que produzia uma receita mensal de 500 000 reais. O prefeito Artuzi ficava com a parte do leão e distribuia o restante com os demais envolvidos. Uma vez fora do esquema, o delator Passaia arranjou outra forma de ganhar dinheiro: escreveu um livro relatando as podridões de seu bando, cujo título é A máfia de paletó. O amigo da onça descreve somente as fraudes cometidas na região do Pantanal.

Leia no blog do Reinaldo Azevedo:

A imprensa independente é a grande inimiga dos muitos candidatos a déspota que se espalham pelo Brasil e seus esbirros no Judiciário, no Congresso e, infelizmente, no próprio jornalismo - “subjornalismo” ou “jornalismo de aluguel” seriam termos mais apropriados. O maior erro que se pode cometer é tomar essa história como um evento local. Não é! Abundam ações no país contra a liberdade de imprensa. Os pretextos são os mais variados. No Tocantins ou em Brasília, o crime não está no jornalismo.



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26/10/2008 free counters

Fábio Assunção fotógrafo




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O abraço de Karina em seu pai, o empresário Luis Felipe Tavares

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Karina chorou em seu discurso e foi abraçada por Fábio: Preparei umas falas, mas não deu
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26/10/2008 free counters

#POLITICA : UOL revela manual que políticos usam para encarar os debates



Reportagem mostra as principais instruções que os marketeiros passam para os políticos antes dos debates pré-eleitorais. O vídeo inclui depoimentos do sociólogo Demétrio Magnolli, que é crítico à pausterização dos debates desde a volta da democracia no Brasil. Por seu lado, o marketeiro Duda Mendonça dá algumas dicas gerais em vídeos extraídos de seu blog. Aproveite e confira outras videorreportagens da cobertura das eleições deste ano.

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26/10/2008 free counters

Revista Veja faz denúncia contra três governadores


José Nêumanne

Direto ao assunto
Fique por dentro do que realmente acontece nos bastidores da política e economia, acompanhando "Direto ao Assunto", com o comentarista Jovem Pan, José Nêumanne Pinto.


José Nêumanne
Download - Podcast
É difícil classificar o episódio que envolve os comandantes do Tocantins, Amapá e Mato Grosso do Sul. Posteriormente, o jornal O Estado de S. Paulo foi proibido, por um juiz de Tocantins, de divulgar as denúncias contra Carlos Gaguim, exatamente o governador tocantinense e que disputa a reeleição neste final de semana.
A VOZ DO BRASIL É DO TEMPO DA DITADURA VARGAS!


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26/10/2008 free counters

#POLITICA : Polícia Militar tenta impedir circulação da revista ‘Veja’



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