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sexta-feira, 26 de março de 2010

Guerrilha Farc é acusada de usar "criança-bomba" em ataque


Por Luis Jaime Acosta

BOGOTÁ (Reuters) - Um menino de 12 anos morreu depois que supostos guerrilheiros das Farc, aparentemente por engano, o mandaram com uma bomba a um quartel no sudoeste da Colômbia, disse o governo na sexta-feira.

O incidente ocorreu na quinta-feira na localidade de El Charco, departamento de Nariño, fronteira com o Equador. Segundo as autoridades, tratou-se de um plano das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para perturbar as eleições presidenciais de maio.

"Um menino-bomba, é terrível. É uma coisa horripilante, estamos realmente muito tristes, mas também muito revoltados", disse o governador de Nariño, Antonio Navarro, que ofereceu uma recompensa de 10 mil dólares a quem der pistas que levem à captura das pessoas que entregaram os explosivos ao menino, um aluno de escola primária, oriundo de uma família humilde.

A explosão causou danos materiais, mas não deixou outros mortos nem feridos, segundo as autoridades.

"As Farc têm uma intenção macabra (...), tomaram a decisão de realizar atividades terroristas nos centros urbanos e nas vias, com duas ou três pessoas no máximo", disse o comandante das Forças Armadas nacionais, general Freddy Padilla, para quem a guerrilha busca protagonismo durante a campanha eleitoral.

Na semana passada, as Farc detonaram um carro-bomba no porto de Buenaventura, o mais importante da costa do Pacífico, deixando 9 mortos e 50 feridos.

Historicamente, as Farc aumentam sua atividade em épocas eleitorais, e as forças de segurança estão em alerta máximo para evitar atentados até a eleição para o sucessor de Álvaro Uribe, muito popular graças à incisiva ação militar que debilitou a guerrilha nos últimos oito anos.

Grupos de direitos humanos como a Anistia Internacional já acusaram no passado as Farc de recrutar crianças e usá-las como "bucha de canhão" na sua luta contra o governo.





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26/10/2008 free counters

‘Peço a absolvição deles por absoluta ausência de provas’, diz Podval




O advogado de defesa do casal Nardoni, Roberto Podval, reafirmou durante a tréplica no julgamento que não há provas contra o casal. “Peço a absolvição deles por absoluta ausência de provas”, disse.

Ele citou que, apesar de ter pingado sangue em diversos pontos do apartamento, não havia nada na roupa de Alexandre. “Essa criança sangrou no apartamento inteiro e não tinha uma gota de sangue na roupa dele?”, questionou.

Ele citou horários que seriam divergentes passados pela Polícia Militar sobre o momento da ligação após a queda da menina. Podval questionou se acusar com base nesses dados é seguro. No final de sua argumentação, o advogado virou para o promotor Francisco Cembranelli e falou sobre o trabalho dele nestes dois anos no caso. E depois virou para os réus e disse que Cembranelli havia apenas feito o papel dele.






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26/10/2008 free counters

francisco Cembranelli afirmou em alto e bom tom que o ex-advogado do casal, Marco Pólo Levorin,

Reportagem de Fabiana Marchezi)

Durante a parte final da réplica da acusação, o promotor Francisco Cembranelli afirmou em alto e bom tom que o ex-advogado do casal, Marco Pólo Levorin, desistiu do caso quando teve certeza da culpa dos réus. “Ele disse que deixaria o caso quando tivesse certeza, e foi o que ele fez”.

Nessa hora, o advogado do casal rebateu dizendo que o promotor estava sendo deselegante. O promotor acrescentou: “Acho sua ordem de valores bastante estranha”.


( ESTRANHO É UM PROMOTOR NÃO CUMPRIR O SEU PAPEL NA SOCIEDADE DE MANEIRA HONESTA, QUERO VER SE VAI ACABAR EM PIZZA A DENUNCIA DO ALEXANDRE QUANTO A PROPOSTA DE ASSINAR UMA CONFIÇÃO PARA LIBERAR A ESPOSA E VICE - VERSA! GOVERNADOR SERRA TEM QUE TOMAR UMA PROVIDENCIA SOBRE ESSE CASO)

Além de expor e rebater “várias mentiras” que, segundo ele, foram apresentadas pelos réus, o promotor reconstruiu mais uma vez a cronologia dos fatos e, ironicamente, disse que a tentativa da defesa de desqualificar as provas apresentadas pelas instituições envolvidas na investigação é totalmente inútil. Ele afirmou que para a defesa “a cronologia não presta e o Copom deve ser jogado no lixo”.

E pediu aos jurados: “Agora, acredito que os senhores já saibam toda a sequência. Todas as provas levantadas pela perícia apontam para os réus”.

Entre os pontos citados pelo casal e rebatidos pelo promotor está o fato de Alexandre ter dito que vivia um período de harmonia com a ré. “Como? Ele num período de harmonia com a ré, enquanto ela estava num quadro de depressão, tanto que procurou um médico”. Depois disso, ele tossiu e mais uma vez ironizou: “Quase perdi a fala de tantas mentiras que o réu contou”.

O promotor insistiu no fato do réu ter negligenciado socorro à própria filha. Ele ironizou várias vezes que qualquer um teria feito o que o vizinho Antonio Lúcio fez (se referindo a ele ter acionado a polícia e o resgate) menos o réu. Neste momento, apontou para Alexandre Nardoni.

Enquanto isso, depois de cinco dias de julgamento, um dos jurados, que aparenta ter 30 anos, ora fazia anotações, demonstrando muito interesse, ora se debruçava na bancada, parecendo estar pensando em qualquer outra coisa.

Cembranelli encerrou dizendo aos jurados: “Senhores, eu acompanhei a elaboração de cada um dos laudos. ( FICOU DO JEITINHO QUE ELE QUERIA, POR ISSO VOLTARM "TROCENTAS" VEZES PARA FAZER A "PERICIA") E espero realmente que saiam condenados porque as provas mostram isso. A sociedade, que aguarda lá fora, não quer vingança, quer justiça. Considerem toda a dinâmica e condenem justamente os réus”.





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26/10/2008 free counters

Em frente ao fórum, o coro é: ‘Pega lá pra nós capar’

(Reportagem de Gabriel Pinheiro)

Na frente do fórum, o clima lembra uma final de campeonato de futebol – ou um grande show em estádio prestes a começar.

Camêras de TV e microfones estão a postos, esperando qualquer novidade sobre o caso. Dezenas de pessoas se aglomeram nos portões, gritando xingamentos ao casal Nardoni. “Pega lá, pega lá, pega lá; pega lá pra nós capar (sic)” era um dos coros dos manifestantes. “Queremos entrar” era outro.

Como em todos os dias do julgamento, não faltavam também manifestações a favor da acusação. Muitas vezes os populares gritavam nomes como “Cembranelli”. “Assassinos” e “justiça” também eram algumas das palavras de ordem da multidão.

Quem está do lado de dentro do fórum não sai mais. Na sala de imprensa, cerca de 40 jornalistas de veículos de várias regiões do País dividem-se em duas grandes mesas. Quase tudo é compartilhado – de tomadas para notebooks e baterias de celulares a informações sobre o lado de dentro da restrita sala do júri.





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26/10/2008 free counters

Homem pede perdão a casal Nardoni e é agredido no fórum


26 de março de 2010


Pastor Adelilton é cercado por multidão Foto: Ivan Pacheco/Terra

Pastor Adelilton é cercado por multidão
Foto: Ivan Pacheco/Terra


Fabiano Rampazzo
Direto de São Paulo

Um homem com uma Bíblia na mão causou um grande tumulto em frente ao Fórum de Santana, zona norte de São Paulo, ao defender o perdão ao casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, julgados pela morte da menina Isabella Nardoni. Ao dizer frases como "Jesus perdoará o casal Nardoni", o homem, identificado apenas como pastor Adelilton, revoltou parte das pessoas que aguardam o veredicto no local.

Houve muita discussão e garrafas de água foram atiradas no homem, que foi agarrado pelo pescoço e agredido. "Vocês são assassinos que nem eles", gritava o pastor, enquanto sofria agressões. Antes que outra tragédia acontecesse, a Polícia Militar apareceu e retirou o homem do tumulto, levando-o para longe do fórum.

"Achei ele um covarde. Como ele vem pedir para perdoar um caso desses?", disse Ster Silvano Filante, 61 anos. "Ele estava na hora errada e no lugar errado e teve o que mereceu", completou. Em outro momento, um homem que estava no local teve uma convulsão e foi levado para o Pronto Socorro da Vila Nova Cahoeirinha. Ele foi identificado como Israel de Jesus.

O caso
Isabella tinha 5 anos quando foi encontrada ferida no jardim do prédio onde moravam o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, na zona norte de São Paulo, em 29 de março de 2008. Segundo a polícia, ela foi agredida, asfixiada, jogada do sexto andar do edifício e morreu após socorro médico. O pai e a madrasta foram os únicos indiciados, mas sempre negaram as acusações e alegam que o crime foi cometido por uma terceira pessoa que invadiu o apartamento.

O júri popular do casal começou em 22 de março e deve durar cinco dias. Pelo crime de homicídio, a pena é de no mínimo 12 anos de prisão, mas a sentença pode passar dos 20 anos com as qualificadoras de homicídio por meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e tentativa de encobrir um crime com outro. Por ter cometido o homicídio contra a própria filha, Alexandre Nardoni pode ter pena superior à de Anna Carolina, caso os dois






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26/10/2008 free counters

Decisão dos jurados pode demorar, diz juiz


Antes do recesso para o jantar, o juiz Maurício Fossen disse que a decisão do júri pode demorar. Isso porque os jurados terão de responder a duas séries de quesitos, uma para o crime de esganadura e outra para politraumatismo. Só depois disso haverá a elaboração da sentença.





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26/10/2008 free counters

Tréplica da defesa do casal Nardoni dura menos de 45 minutos


26 de março de 2010 20h56 atualizado às 21h13


Podval gesticula durante entrevista após o fim do 4º dia de  julgamento Foto: Raphael Falavigna/Terra

Na primeira parte do debate, advogado Roberto Podval chorou enquanto falava aos jurados
Foto: Raphael Falavigna/Terra


Fabiana Leal e Hermano Freitas
Direto de São Paulo

A tréplica solicitada pela defesa de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, comandada pelo advogado Roberto Podval, durou 45 minutos - a explanação poderia se estender por até duas horas. Podval retomou o debate com a acusação às 20h15 e encerrou pouco antes das 21h desta sexta-feira, último dia do julgamento do casal acusado de matar Isabella em 2008.

Ao contrário do promotor Francisco Cembranelli, que usou as quatro horas e meia permitidas para ambos os lados, a equipe de Podval utilizou apenas duas horas. Com o fim dos debates, o júri segue para o desfecho final, quando o Conselho de Sentença se reúne na sala secreta.

O veredicto - absolvição ou condenação - será proferido após a apuração da votação secreta. Em seguida, o magistrado fará a leitura da decisão do júri no Plenário, o que está previsto para o início da madrugada de sábado, de acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo. Caso Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá sejam condenados, estabelecerá a pena ao casal.





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26/10/2008 free counters

Termina a tréplica da defesa do casal Nardoni



PodvalA tréplica do advogado Roberto Podval, que defende o casal Nardoni, terminou às 21h desta sexta-feira. O advogado, que tinha duas horas para fazer suas argumentações finais, utilizou apenas 45 minutos. O juiz Maurício Fossen fez a leitura dos dez quesitos para os jurados. Haverá uma pausa para o jantar de aproximadamente uma hora (Por Roney Domingos /Arte: Leonardo Aragão/G1)






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26/10/2008 free counters

Pai de Alexandre Nardoni passa bilhetes a todo instante para advogados de defesa


O pai de Alexandre Nardoni, Antônio Nardoni, é um exemplo da tensão que toma conta dos momentos finais do júri nesta sexta-feira (26). A todo instante, ele passa bilhetes para os advogados de defesa do casal com reclamações sobre o andamento da sessão. O clima dentro do plenário, no Fórum de Santana, é cada vez mais tenso. (Com informações da TV Globo)





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26/10/2008 free counters

Promotor diz que não há complô e que envolvidos na investigação só querem ‘justiça’



O promotor Francisco Cembranelli se irritou após o advogado Roberto Podval questioná-lo se confiava no Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), que atendeu à primeira chamada após a queda de Isabella.

“Confio porque o rapaz [que atendeu] não tinha interesse nenhum em mentir”, disse Cembranelli.

Logo depois, ele disse: “Ironicamente o senhor diz que há um complô de 70 pessoas”. E completou: “Mas essas pessoas não querem vingança, e sim justiça”, referindo-se aos envolvidos na investigação da morte da garota. (Com informações da Globo News)

MAS CADE A JUSTIÇA !!!! ???? A SUA JUSTIÇA , NÃO É SR PROMOTOR , QUE AGORA DEVE ESTAR DESESPERADO DEPOIS QUE ALEXANDRE CONTOU O QUE OCORREU, ELE NÃO SERIA IDIOTA, ELE PODE ATÉ SER ASSASSINADO POR CAUSA DISSO, ESSA PROPOSTA ENVOLVE DELEGADO, POLICIA E O SENHOR !!!! ELES SÃO CIVIS, NÃO ANDAM ARMADOS, NÃO TEM MALICIA DE UM DELGADO, DE UM POLICIAL




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