Chama-se Douro Palace Hotel, tem quatro estrelas e situa-se junto ao Douro, em Carrapatelo, freguesia de Santa Cruz do Douro: o primeiro hotel de Baião é inaugurado hoje.
Representado um investimento global de 8,9 milhões de Euros, o Douro Palace Hotel dispõe de 60 quartos e beneficiou do estatuto de projecto Âncora, atribuído pelo Ministério da Economia. O investimento representa a criação de 30 postos de trabalho, 85 por cento dos quais contratados no concelho.
Para além de duplicar a oferta turística existente no concelho – limitada, até ao momento a cerca de 60 quatros, a esmagadora maioria no sector do Turismo Rural e de Habitação –, o Hotel promete dinamizar outras actividades em Baião.
Com o Centro Hípico de Baião foi firmado um protocolo para proporcionar actividades de equitação aos hóspedes; com a Fundação Eça de Queiroz o acordo visa a realização de Ceias Queirosianas na Casa de Tormes, antecedidas de visitas ao espólio museológico da fundação; finalmente, a Casa do Lavrador, que recria o ambiente da habitação de um lavrador no princípio do século XX e serve a gastronomia tradicional portuguesa, vai dar a conhecer aos hóspedes um pouco do Portugal real.
A cerimónia de inauguração terá lugar às 18h00, nas instalações do Douro Palace Hotel e contará com a presença do presidente da Câmara Municipal de Baião, José Luís Carneiro e do presidente do Turismo de Portugal, Luís Patrão.
Ele trabalhava na pintura da parede externa de prédio quando caiu. Jovem caiu no telhado de um consultório e fraturou o queixo.
Do G1, em São Paulo, com informações da EPTV
Um pintor de 21 anos sobreviveu a uma queda do 10º andar de um prédio no centro de Araraquara, a 272 km de São Paulo. Ele trabalhava na pintura da parede externa, na manhã desta sexta-feira (18), quando o nó se desprendeu e a cadeirinha se soltou.
O jovem caiu no telhado de um consultório. O impacto foi tão forte que quebrou todo madeiramento, mas o rapaz apenas fraturou o queixo. Segundo o Corpo de Bombeiros, ele queria sair andando, mas a equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) não deixou.
O pintor passou por cirurgia no maxilar e continua internado na Santa Casa de Araraquara, mas fora de perigo. As causas do acidente ainda são desconhecidas.
( CHAMEM OS PERITOS DE SÃO PAULO, URGENTE !!! ESSE FATO DEVE TER ALGUMA EXPLICAÇÃO MIRABOLANTE !)
Triângulo amoroso em Negócio da China O ator português Ricardo Pereira volta às novelas da Globo — a última de que participou foi Pé na Jaca, em 2006. Em Negócio da China, de Miguel Falabella, com estréia marcada para 6 de outubro, às 18h, ele interpretará o português João e fará parte do triângulo amoroso que envolve Lívia (Grazi Massafera) e Heitor (Fábio Assunção). João conhece Lívia no aeroporto de Lisboa, quando ela está voltando para o Brasil e ele e a mãe Aurora (a comediante portuguesa Maria Vieira), estão vindo para trabalhar na padaria de um tio no Rio. João é um jovem imigrante, extremamente dominado pela mãe. Heitor, seu rival, também sofre com a mãe controladora, Luli (a paulista Liana Rocha), com quem trabalha na loja A Rosa Graxa. O diretor Mauro Mendonça Filho está em Macau, na China, escolhendo locações. A história também terá como cenário Portugal, Rio de Janeiro e São Paulo.
Parabéns Ana Paula Arósio ganhou festinha de aniversário dos colegas de Ciranda de Pedra, quarta-feira, depois de oito horas de gravação. O primeiro pedaço, dos três bolos (dois de chocolate e um de chocolate com baba-de-moça), foi para o diretor Carlos Araújo, o Carlinhos, como é chamado pela equipe e elenco. “Ana, parabéns. No seu aniversário tenho que falar do presente que eu recebi, que foi ter conhecido e ter tido a oportunidade de trabalhar com você, o que tem sido tão bom. Felicidades”, desejou Daniel Dantas, o Natércio.
O MISTÉRIO DA ESTRADA DE SINTRA (Brasil/ Portugal, 2007)
Por Celso Sabadin
Confesso que tenho dificuldades em ver filmes falados em português de Portugal. Primeiro porque muitas palavras se perdem na pronúncia; segundo porque fico esperando a piada... E nem sempre ela existe. Em O Mistério da Estrada de Sintra não foi diferente. Dei algumas gargalhadas em momentos que não tinham a menor graça, só imaginando a piada que nunca vinha. E o filme nem é uma comédia.
Tudo acontece em 1870, quando os escritores Eça de Queirós (Ivo Canelas) e Ramalho Ortigão (António Cerdeira) escrevem um folhetim romântico-policial a quatro mãos para um jornal local, que o publica em capítulos. Cada um escreve uma parte, dando asas à imaginação e, aos poucos, transformando a obra numa rasgada "novela mexicana". Porém, um poderoso conde português começa a ameaçar Eça de Queirós, dizendo que ele está difamando a história de sua família. Eça, por sua vez, rebate dizendo que tudo não passa de mera invenção dos autores e nada tem a ver com a vida real. O conflito se estabelece e ficção e realidade começam a se confundir.
A boa idéia de misturar elementos ficcionais e documentais das vidas dos escritores, mesclando-as com a ação passada propriamente dentro do folhetim, é fortemente prejudicada por uma direção de estilo over e televisivo, que esbarra na linguagem exagerada de algumas telenovelas latinas. Tal estilo seria até justificável - e, por que não, divertido - nas cenas que são as transposições do folhetim em si, mas, quando se percebe que o erro permeia todo o filme, O Mistério da Estrada de Sintra se torna desinteressante e falso.
Co-produzido por Portugal e Brasil, alguns atores conhecidos do nosso público participam do elenco, como Giselle Itiê (na verdade, mexicana, mas atuando por aqui) e Flávio Galvão.
Direção: Jorge Paixão da Costa Roteiro: Tiago Borralho, Mário Botequilha, Newton Cannito, Jorge Paixão da Costa, Nuno Vaz. Elenco: Ivo Canelas, António Cerdeira, Bruna Di Tullio, Rogério Samora, José Pedro Vasconcelos, Gisele Itié, Flávio Galvão, James Weber-Brown, Nicolau Breyner.
SÃO PAULO - O Festival de Cinema de Gramado 2008 anunciou nesta sexta-feira a substituição de um dos filmes estrangeiros que competem pelo Kikito na mostra competitiva.
O chileno Muñeca, de Sebastian Arrau, não poderá participar do festival por problemas técnicos. Em seu lugar, entra o longa O Mistério da Estrada de Sintra, de Jorge Paixão da Costa, uma produção de Brasil e Portugal.
Baseado em obra de Eça de Queiroz, o longa traz no elenco António Pedro Cerdeira, Ivo Canelas, Bruna Di Tullio e Giselle Itiê.
Completam a lista de filmes estrangeiros o colombiano Perro Come Perro, de Carlos More; Por Sus Proprios Ojos, da argentina Liliana Paolinelli; o mexicano Cochochi, de Israel Cardenas e Laura Guzman; e o documentário Mindelo - Atrás do Horizonte, de Alexis Tsafas.
Un trabajador de la central de Embraer en Brasil. La empresa aeronáutica se gasta cerca de 28.500 euros en la formación de cada estudiante en su programa de ingeniería.- LALO DE ALMEIDA
La escasez de ingenieros y comerciantes hace peligrar el crecimiento económico
ANDREW DOWNIE- Sao Paulo - 19/07/2008
Para casi cualquier nación aparte de China o India, conseguir un crecimiento superior al 5% al año es difícil. Hacerlo sin una mano de obra cualificada es aún más complicado. Pero ése es el reto al que se enfrenta Brasil.
Después de años de expansión y alza, el Gobierno del presidente Luiz Inácio Lula da Silva está proyectando un periodo de crecimiento sostenido, con un aumento del producto interior bruto del 5% al año desde ahora hasta 2010 y de entre un 3% y un 4% al año durante la década posterior.
Pero muchas empresas y muchos economistas, entre ellos algunos del propio Gobierno, afirman que la escasez de mano de obra altamente cualificada, sobre todo ingenieros y comerciantes, hará peligrar dichos objetivos, así como el crecimiento económico y político de Brasil. "La falta de disponibilidad de capacidad técnica podría ser un obstáculo para el crecimiento; no cabe duda", explica José Sergio Gabrielli, presidente de Petrobras, la empresa petrolífera estatal. "Constituye un gran reto para el país".
La falta de ingenieros de la construcción y de caminos amenaza proyectos de infraestructuras; ámbitos como la banca, la manufactura aeronáutica, los productos petroquímicos y los metales compiten entre ellos por los mismos licenciados con las mejores notas.
En las industrias en auge del petróleo y del gas, las empresas están echando mano de trabajadores extranjeros porque el número de brasileños cualificados no alcanza. "Algunos de nuestros clientes más importantes en el sector del petróleo y del gas tienen entre 40 y 50 puestos de trabajo vacantes y no consiguen ocuparlos", señala Paulo Pontes, director ejecutivo de Michael Page International, una empresa líder de contratación. "Cuando les preguntamos a las empresas cuáles son las profesiones del futuro, siete de cada diez eran en ingeniería. Esto muestra la realidad de lo que está pasando en la actualidad".
Formación
La realidad está guiando a las empresas brasileñas hacia la educación. Algunas están enseñando a los conserjes y a los trabajadores manuales a leer y escribir, así como aritmética. Las empresas más importantes están aumentando la cantidad de formación que les dan a los ingenieros y a los profesionales. "Tenemos en mente invertir 7.000 millones de euros este año y cerca de 40.000 millones de euros durante los próximos cinco años solamente en proyectos de crecimiento orgánico", asegura Maria Gurgel, directora de planificación y compensación de recursos humanos en Vale, una de las principales empresas mineras del mundo. "Las personas que impulsan estos proyectos son geólogos e ingenieros, especializados en puertos, ferrocarriles y minas. Éstos son los ámbitos en los que falta personal", explica.
Empresas como Vale, Petrobras y la compañía petroquímica Ultrapar se gastan millones de dólares en sus propios programas de formación.
Un programa típico es el de Embraer, una de las empresas más importantes en la manufactura aeronáutica. Embraer construye jets privados y comerciales con capacidad para entre 6 y 122 pasajeros. La empresa ha creado un programa que selecciona a los mejores ingenieros del país que han terminado la carrera y les da un curso de especialización de 18 meses. Ya cuentan con una base en disciplinas como electrónica, mecánica o diseño.
Júlio Franco, vicepresidente ejecutivo de desarrollo organizativo y de personal, afirma que la empresa se gasta cerca de 28.500 euros en formar a cada estudiante. "No me cabe duda de que compensa", explica. "Nos tranquiliza muchísimo".
Preocupación
El Gobierno brasileño está menos calmado. Uno de sus miembros considera que la escasez de trabajadores está limitada a ciertos sectores y que se puede superar a corto plazo contratando a jubilados y a trabajadores extranjeros. Pero el pronóstico a medio y a largo plazo es más problemático, asegura Nelson Barbosa, el secretario de Economía encargado de la supervisión en el Ministerio de Finanzas. "A medida que aumenta el crecimiento, estas soluciones irán agotándose y será crucial incrementar la educación e invertir en ella", asegura Barbosa.
En las pruebas de rendimiento académico que la Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económicos realiza cada tres años a jóvenes de quince años en 57 naciones, los estudiantes brasileños quedaron los cuartos por la cola en ciencias y los terceros por la cola en matemáticas.
Los licenciados que terminan están muy solicitados. Las grandes empresas tienen el dinero para contratarlos o formarlos, pero las empresas medianas no tienen tanta suerte.
"Hemos tenido que reducir el tamaño de nuestra empresa", asegura Marcos Coelho, presidente del consejo administrativo de Esteio, una empresa de ingeniería. "Si tuviéramos a más gente, estaríamos creciendo a un ritmo mucho mayor"
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Fornecedor de documentos falsos foi gravado com câmera escondida
Uma rede criminosa em uma das maiores comunidades de imigrantes ilegais da Grã-Bretanha foi revelada por uma investigação realizada pela BBC com a ajuda de câmeras escondidas.
Inúmeras práticas ilegais de emprego, moradia precária e um próspero comércio de documentos foram expostos.
Mais de 40 casas lotadas de imigrantes ilegais foram identificadas em 1,5 quilômetro quadrado no bairro de Southall, no oeste de Londres.
Os jovens, a maioria deles homens de Punjab, região dividida entre o Paquistão e a Índia, não estão na Grã-Bretanha legalmente e, apesar de a maioria saber dos riscos, eles têm poucos direitos legais.
Eles são rodeados de falsificadores, criminosos e empregadores sem escrúpulos.
Passaporte falso
Entre eles, a equipe de repórteres disfarçados se encontrou com um homem que era conhecido como Vicki.
Ele foi cauteloso em relação a sua segurança - estacionando o carro em que conversavam fora do alcance de câmeras de vigilância - mas falou abertamente sobre os documentos falsos que poderia adquirir e se gabou de ter clientes em outras localidades como Sheffield, Bradford e Coventry.
Vicki disse que poderia viabilizar a entrada de pessoas no país em caminhões, conhecidos como burros, organizados pelo que chamou de seu "homem em Paris", e contou como consegue providenciar um passaporte "original", que foi "checado" para passar pela segurança de um aeroporto britânico.
Após o fim das investigações da BBC, quando foi confrontado com os detalhes do que foi filmado, Vicki negou fazer algo errado e disse que era um caso de engano de identidade.
Trabalho precário
Neste mundo desconhecido, muitos "faujis" - termo usado pelos imigrantes ilegais para se descrever - tentam viver sem documentos.
Outros têm documentos baratos e falsos e outros pagam bastante dinheiro por passaportes originais, contas em bancos, um cartão de registro do Ministério do Interior ou por identidades roubadas em carteiras de habilitação.
Documentos são importantes porque fornecem certa legitimidade. O que os faujis temem é simples: ser pegos e mandados para a casa. Mas, com os documentos, eles podem ter uma conta em banco e trabalhar.
A equipe disfarçada descobriu que não existe falta de ofertas de trabalho, incluindo um em uma lanchonete de Southall, onde um fauji disse ter trabalhado 12 horas por dia, seis dias por semana, por 150 libras (cerca de R$ 477) - cerca de 2 libras (pouco mais de R$ 6) por hora.
Um repórter, Mohammed, foi até lá para trabalhar. O proprietário, Bhupinder Singh, disse que ele não deveria "se importar" com o fato de não ter documentos, que "cuidaria do assunto" e que o repórter não deveria mencionar o tema. "Senão, você pode ser pego", afirmou.
Após um dia de 14 horas de serviço sem intervalo, Mohammed afirmou que tinha outro trabalho para fazer e pediu o dinheiro por seu dia trabalhado, mas Singh se recusou a pagar: "Você não recebe por duas semanas, certo?"
Singh disse à BBC que não emprega imigrantes ilegais, que todos seus funcionários têm os documentos corretos e permissão para morar na Grã-Bretanha e que não pagou Mohammed porque era um dia de experiência.
Escala
Em outra oportunidade, Mohammed* foi a uma região bem conhecida pelos faujis de Southall, onde eles esperam na calçada até ser apanhados para eventuais empregos. Um homem se aproximou e fez uma "entrevista" de emprego.
"Você quer emprego?"
"Sim."
"Então venha."
Mohammed foi levado a uma construção e, sem ser perguntado se tinha alguma experiência, foi colocado para trabalhar em um parapeito de um telhado sem treinamento, dicas de segurança ou equipamento. Ele recebeu 35 libras (cerca de R$ 111) por 12 horas de trabalho.
Às vezes, a importância de ter a documentação certa era clara. Para mostrar como era fácil providenciá-la, a equipe da BBC filmou outro fornecedor de documentos falsos, Anil Kumar.
Quando foi depois confrontado, Kumar também disse que não fez nada de errado e que era um caso de engano de identidade.
Esta comunidade escondida é um segredo aberto - proprietários de imóveis aceitam inquilinos, empregadores querem trabalhadores baratos e que não reclamam, enquanto criminosos comercializam a vida das pessoas.
Quando os repórteres disfarçados conseguiram se infiltrar na comunidade fechada, ficou claro o quão fácil é permanecer invisível.
Um outro fato fica claro: a escala. Em apenas 1,5 quilômetro quadrado, centenas de imigrantes ilegais, inúmeras casas lotadas e pessoas lidando com identidades falsas, emprego e fraude. Uma rede criminosa que está longe dos olhos da maioria dos britânicos.
* O nome do repórter disfarçado nesta matéria foi alterado para proteger sua identidade.
Executando Agora: Imigrantes ilegais
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O site Consultor Jurídico publicou o relatório da PF contra Daniel Dantas. Como um bom egomaníaco, ignorei todas as referências a Gilberto Carvalho, a Dilma Rousseff, a Luiz Eduardo Greenhalgh e fui imediatamente procurar meu nome. Onde eu estou? Onde? Onde?
Foi muito frustrante. A certa altura, na página 152, uns desconhecidos - Cristina Caetano, Camila Arruda, Eric Brenner - citam de passagem uma de minhas colunas sobre a Telecom Italia. A coluna trata especificamente de um documento da magistratura italiana, que eu disponibilizei na internet. Os empregados de Daniel Dantas decidiram descarregá-lo e traduzi-lo.
Por meses e meses, uns bananas repetiram sem parar uma mentira descabida: eu teria recebido esse documento de Daniel Dantas. Eu estava quase acreditando neles. Eu estava quase me entregando ao heróico delegado Protógenes Queirós. Eu estava quase me esquecendo de que, quando o documento chegou a mim, por meio de uma fonte judiciária, o Ministério Público paulista já o encaminhara oficialmente ao Procurador-Geral da República. Eu estava quase me esquecendo de que chequei a autenticidade do documento, por escrito, com a principal testemunha do inquérito, o diretor da Telecom Italia, Giuliano Tavaroli. O que se descobre agora, através dos grampos da PF, é que só o tonto do Daniel Dantas ainda não possuía uma cópia do documento. E teve de buscá-la na internet, como qualquer outro leitor.
Mais adiante, na página 157, Daniel Dantas menciona meu nome num telefonema, referindo-se àquela mesma coluna. Ele demonstra estar incomodado com o conteúdo do artigo. Ele teme o assunto Telecom Italia. É o que eu sempre digo: Daniel Dantas é de uma poltronice sem igual. O fato de querer manter distância do inquérito sobre a Telecom Italia, que envolve seu cupincha Naji Nahas, é revelador de seus métodos. Daniel Dantas pensa como os mascates do jornalismo: ele só se interessa por notícias que possam alavancar seus negócios.
Depois disso, nada mais. Meu único crime foi ser citado num clipping. A partir de agora, posso usar esses grampos nos processos contra os caluniadores que me associaram a Daniel Dantas. Continuo a mandar documentos sobre a Telecom Italia ao Ministério Público. Continuo a conferir sua autenticidade, antes de publicá-los. Continuo a torcer para que Daniel Dantas e Naji Nahas confessem quem eles corromperam na última década, e passem um bom tempo na cadeia. Mas basta ler o relatório da PF para saber que isso nunca vai acontecer.
Agência Estado O presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores da Empresa de Correios e Telégrafos (Fentect), Manoel Cantoara, afirmou hoje que a categoria, em greve há 18 dias, espera selar amanhã, em reunião com o ministro das Comunicações, Hélio Costa, na sede da ECT, em Brasília, acordo que permita o encerramento do movimento.
"Temos muita expectativa em relação a essa reunião, pois o desejo da categoria é sair do impasse", assinalou Cantoara. Ele alinhou três pontos como os principais obstáculos na negociação com a diretoria da ECT: renegociação do Plano de Cargos e Salários, o pagamento permanente do abono de 30% e o desconto dos dias parados.
A ECT propôs ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) discutir o Plano de Cargos com a mediação do TST, pagar o abono de 30% por três meses a título de bônus emergencial e nesse período de três meses negociar sua incorporação ao salário-base; e desconto de 50% dos dias parados, com os restantes 50% compensados por horas de trabalho adicional, com a garantia de não demissão pela greve (os trabalhadores concordam com a compensação, mas sem nenhum desconto dos dias parados).
O presidente da Fentect informou que a entidade protocolou, pela manhã, no TST, sua contraproposta, enfatizando os três pontos. Segundo ele, se for fechado o acordo amanhã com o ministro das Comunicações, serão convocadas assembléias estaduais na segunda-feira para votar a suspensão da greve.
Cantoara disse que as entregas de correspondências e encomendas estão paralisadas em 23 Estados e no Distrito Federal, divergindo dos dados da ECT, pelos quais até ontem mais de 67% das correspondências e mais de 96% das encomendas haviam sido entregues desde o início da paralisação, no último dia 1º. O presidente da Fentect declarou estar sendo cumprida a determinação do TST de no mínimo 50% dos 110 mil funcionários dos Correios trabalhando.