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terça-feira, 5 de outubro de 2010

#CASOBRUNO : Bruno passa mal novamente na Nelson Hungria, na Grande BH


Goleiro teria tido dores de cabeça e enjoo, diz secretaria.
No dia 23 de setembro, ele estava desidratado e foi levado para o Socor.

Do G1 MG

O goleiro Bruno passou mal, nesta terça-feira (5), na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), ele sentiu dores de cabeça e enjoo.

De acordo com a Seds, Bruno foi atendido na enfermaria da Nelson Hungria. Depois, ele foi encaminhado para a Policlínica de Nova Contagem. Lá, o goleiro teve a pressão aferida, tomou soro e, de acordo com a Seds, retornou à penitenciária passando bem.

Essa é a segunda vez que Bruno passa mal desde que veio do Rio de Janeiro para Belo Horizonte. No dia 23 de setembro, ele foi atendido no Socor Hospital Geral, no bairro Barro Preto, região centro-sul de Belo Horizonte. O goleiro estaria desidratado e tomou soro. No local, ele passou por exames laboratoriais.

Na época, de acordo com informações do subsecretário de Assuntos Penitenciários de Minas Gerais, Genilson Zeferino, o goleiro não estaria se alimentando e nem comendo direito. Segundo ele, desde sua prisão no Rio, Bruno tem apresentado sintomas de depressão.

No dia 17 de setembro, Bruno passou mal antes de entrar na sala de audiência do fórum de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. Segundo o Tribunal de Justiça fluminense, ele sofreu uma queda de pressão e chegou a desmaiar. O goleiro foi atendido por uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que foi ao local.

No dia 12 de julho, antes de ir para o Rio, Bruno também sentiu um mal estar na Nelson Hungria. Ele teve tonturas e foi atendido por uma enfermeira da unidade prisional.

Entenda o caso
O goleiro Bruno é réu no processo que investiga a morte de Eliza Samudio. A Justiça de Minas Gerais aceitou a denúncia do Ministério Público contra Bruno e outros oito envolvidos no desaparecimento e morte de Eliza. Fernanda Gomes de Castro, namorada de Bruno, foi presa em Minas Gerais.

O goleiro; Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão; Sérgio Rosa Sales; Dayanne Souza; Elenilson Vítor da Silva; Flávio Caetano; Wemerson Marques; e Fernanda Gomes de Castro vão responder na Justiça por homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver e corrupção de menor. Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, é o único que responderá por dois crimes. Bola foi denunciado por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Todos os acusados negam o crime. As penas podem ultrapassar 30 anos.

A pedido do Ministério Público, a Justiça decretou a prisão preventiva de todos os acusados. Com essa medida, eles devem permanecer na cadeia até o fim do julgamento. Em 2009, Eliza teve um relacionamento com o goleiro Bruno, engravidou e afirmou que o pai de seu filho é o atleta. O bebê nasceu no início de 2010 e, agora, está com a mãe da jovem, em Mato Grosso do Sul.





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26/10/2008 free counters

#dilma #lula :Um 'não' ao personalismo

O GLOBO

Publicada em 05/10/2010 às 15h42m

Colocar a candidata para surfar na sua alta popularidade e forçar uma eleição plebiscitária entre "nós" e "eles", os tucanos. A estratégia de Lula, executada com frieza - vide o atropelamento do aliado Ciro Gomes -, se mostrou correta, enquanto ele conseguia tirar a desconhecida Dilma Rousseff de cinco pontos nas pesquisas para colocá-la como grande favorita a ganhar no primeiro turno. Mas Lula e os petistas menosprezaram a força de Marina Silva, dissidente do PT e do governo, onde não conseguira avançar com uma agenda verde diante do ímpeto do desenvolvimentismo à moda antiga da ministra Dilma Rousseff, também candidata a tocadora de obras. Responsável por ter viabilizado o segundo turno, Marina será cortejada por lulopetistas e tucanos, em busca de um precioso patrimônio de cerca de 20 milhões de votos.

Mas as urnas de domingo não serviram apenas para ungir a nova liderança política nacional, uma terceira via diante da disputa binária entre tucanos e petistas, a marca de quase todo este quarto de século pós-redemocratização. A realização do segundo turno, contra a previsão dos institutos de pesquisa, pune gestos de arrogância e de autossuficiência de quem se considerou hegemônico e impune, devido aos níveis recordes de aprovação do governo e de popularidade do presidente. A sociedade pode aprovar um governo com méritos na estabilidade da economia, na inclusão social - apesar das controvérsias -, mas demonstra maturidade ao não se deixar encantar pela ideia perniciosa, subjacente ao segundo mandato de Lula, do homem providencial, do "pai dos pobres", velha patologia latino-americana. O Brasil não é mesmo Venezuela, nem o país da República Velha e do Estado Novo.

O segundo turno sinaliza o desejo de pluralidade. Dilma, por óbvio, sai na frente, com as maiores chances de vitória. Mas precisará ser expor, provar que não se trata de simples peça fabricada nas linhas de montagem do marketing político, uma atividade cada vez mais questionada na política brasileira. Já o tucano José Serra tem afinal de se definir entre ser apenas um gerente com folha corrida conhecida de competência administrativa, que se apresenta ao eleitorado para administrar a herança lulopetista sem maiores reformas, ou, bem mais do que isso, ir fundo no ataque aos pontos frágeis do país passados oito anos de Era Lula: máquina inchada, gastança, dirigismo, inapetência para reformas, entre outras distorções. O segundo turno concede, também, chance de os candidatos aceitarem a reformulação do rígido, burocrático e engessado método de debates na TV. A relação de questões a abordar é ampla e rica o bastante para justificar regras que permitam o confronto direto de ideias, com réplicas e tréplicas.

Lula se frustra ao não fazer sua candidata vitoriosa no primeiro turno, objetivo pelo qual se bateu sem preocupação com as leis eleitorais e os limites que precisam ser respeitados entre o chefe de governo e o líder partidário. E foi ao se jogar intempestivamente na campanha que, em alguns momentos, engavetou a persona "Lulinha paz e amor", criada pela marquetagem na campanha de 2002, e com isso talvez tenha assustado parte dos eleitores de Dilma, aqueles que nos últimos dias migraram, principalmente para Marina. Assim como a descoberta do ninho de lobby na Casa Civil de Erenice Guerra, auxiliar direta de Dilma desde os tempos do Ministério das Minas e Energia, deve ter reavivado na memória do eleitorado casos passados rumorosos em que a regra dos "fins justificam os meios" patrocinou o desvio de dinheiro público para desvãos da corrupção. Junto com doses avantajadas de arrogância - a primeira resposta de Erenice às denúncias foi atacar Serra, tachando-o de "derrotado" -, a malfeitoria há de ter exercido influência no resultado de domingo. Mesmo que Dilma tenha tentado se desvincular da ex-auxiliar, tão próxima que se tornara sucessora da chefe na Casa Civil.

As vitórias tucanas em São Paulo (Alckmin) e Minas (Aécio/Anastasia) não apenas reforçam o recado a favor do pluralismo como servem de contrapeso à margem de manobra conquistada pelo lulopetismo e aliados no Congresso. No Senado, foi alcançada a maioria qualificada de 60% dos votos, capaz de viabilizar mudanças na Carta. Mas, antes que PT e coligados enveredem por este terreno, devem considerar que a vitória da aliança petista no Congresso foi importante, mas não concede licença ao lulopetismo para tentar investir contra direitos consagrados pela sociedade.










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26/10/2008 free counters

#dilma : Brazil rivals to court green candidate ahead of runoff

After she charmed nearly 20 percent of voters in Brazil's presidential election, Green Party candidate Marina Silva’s endorsement for the second round is worth gold.
By Joseph BAMAT (text)

Brazil’s presidential election is heading for an October 31 runoff, with the two remaining candidates appealing to third-placed Marina Silva after the Green Party candidate pooled an impressive 19.3 percent of votes in Sunday’s poll.

In his first speech after the official results, Brazilian Social Democracy Party (PSDB) candidate Jose Serra, who secured 32.6 percent of votes, congratulated Silva in an obvious overture for her support. “I wanted to congratulate Marina Silva for her strong vote,” said a jubilant Serra. “She has contributed to the democratic process in Brazil.”

Workers’ Party (PT) candidate Dilma Rousseff remains the strong favourite, having picked up 46.9 percent of the vote on Sunday. But President Luiz Inacio Lula da Silva's former cabinet chief was visibly disappointed to be forced into a second round. Opinion polls had predicted Rousseff would become Brazil’s first woman president in a resounding first-round victory.

In her own speech to supporters, an emotional and focused Silva said her endorsement would be decided during a party meeting, but that she would also consult other groups that had backed her bid for the presidency.

Silva outperformed even the most generous opinion polls, which only one week ago had predicted a tally of 15 percent of ballots at best. On Monday, her website proudly proclaimed that “with 20 percent Marina is the big winner of the first round.” That 20 percent of Brazil’s electorate is now key to the Rousseff and Serra camps.

Patching up with the PT?

Silva, 52, is a senator from the jungle state of Acre, whose life story mirrors President Lula’s own rise from poverty to political prominence.

Silva was born to a rubber-tapper family in the Amazon. She was illiterate until the age of 16 and worked as a maid while completing her studies. She rose to prominence working alongside rainforest activist Chico Mendes. In 1994, then 36-year-old Silva became Brazil’s youngest-ever federal senator.

Syndicate contentSPECIAL REPORT
Silva played a key role in efforts to slow down the rate of deforestation as Lula’s environment minister. She nonetheless quit her job in 2008 over differences with the government and left the PT in August 2009.

Since joining the race for the Planalto presidential palace, Silva has secured a number of high-profile endorsements, including those of prominent senator Pedro Simon, singer Caetono Veloso (who also campaigned for her), President Lula’s former close ally Frei Betto, and even Brazilian supermoder Gisele Bündchen.

Silva is a member of the Assembly of God church, Brazil’s largest Pentecostal denomination. Some Brazilian observers said her better-than expected results may be attributed to the country's growing body of evangelical Christians.

In a country used to runoff elections, Rousseff is still expected to win Brazil’s presidency. But the PT candidate can no longer disregard Marina Silva’s endorsement in her bid to the country’s top office.

After falling out with the PT, Marina Silva and Brazil’s nascent Green Party look ready to regain Brasilia; but this time, on Silva’s terms.













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26/10/2008 free counters

#dilma : Multibillion dollar biofuel deal threatens indigenous group in Brazil


Mon, 10/04/2010 - 13:48

In Brazil, many of the voters who propelled Dilma Rousseff into the lead for the presidential run off, note her strong ties to the country's popular two-term leader, Lula Da Silva. Rousseff served as Lula's chief of staff and his energy minister. And like Lula, who came to power from a background of poverty, she would be a groundbreaker. Rousseff would be the first woman president. This strong connection has served her well in the general election with voters who credit Lula with strengthening Brazil's economy and improving its international standing. But indigenous groups and activists have criticized the Lula administration at times. Now a multibillion-dollar deal between Shell International and a Brazilian biofuel company has sparked outrage. Critics say it threatens indigenous land and culture.

For more, we're joined by Sarah Shenker, researcher and campaigner at Survival International, an organization that supports tribal people in 82 countries. She joins us from London.






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26/10/2008 free counters

#dilma :Alencar assume comando da campanha de Dilma em Minas Gerais


Publicada em 05/10/2010 às 14h59m

Valor Online

BELO HORIZONTE - O vice-presidente da República, José Alencar, assumiu formalmente o comando da campanha presidencial de Dilma Rousseff (PT) em Minas Gerais. Alencar organizou nesta terça-feira uma reunião no escritório da empresa têxtil Coteminas,em Belo Horizonte, com a cúpula do PMDB, PT e PCdoB no Estado. ( Leia também: Lulinha 'paz e amor' volta neste 2º turno, diz Eduardo Campos )

Na quinta-feira haverá uma reunião com os partidos que apoiaram Dilma no primeiro turno em nível nacional, mas que regionalmente estavam alinhados com o PSDB, como o PSB, PR e o PDT. ( Noblat: Dilma listou a aliados três razões para não ter vencido no primeiro turno )

" Em 2002 e em 2006 as circunstâncias não eram tão exuberantes a nosso favor. O quadro que temos é de vitória "

O vice-presidente procurou demonstrar ânimo com o resultado eleitoral do último domingo que levou a petista a disputar um segundo turno.

- Em 2002 e em 2006 as circunstâncias não eram tão exuberantes a nosso favor. O quadro que temos é de vitória - disse Alencar.

Dilma teve uma quantidade de votos em Minas Gerais semelhante ao resultado nacional, com cerca 1,6 mihão de votos de vantagem sobre José Serra, do PSBD.

Estavam presentes à reunião, os candidatos derrotados do PMDB e do PT ao governo de Minas e ao senado, respectivamente, o senador Hélio Costa e o ex-prefeito de BH Fernando Pimentel, que não falaram com os jornalistas no final do encontro.








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26/10/2008 free counters

#dilma #Lula pede a governadores eleitos que mantenham campanha por Dilma

Brasília, 5 out (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta terça os governadores da base política eleitos no domingo e pediu a todos adesão à campanha de Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência, que disputará o segundo turno com José Serra (PSDB).

"O presidente pediu aos governadores que não desmontem seus comandos de campanha e mantenham todas as estruturas para voltá-las em favor de nossa candidata", declarou aos jornalistas o ministro de Assuntos Institucionais, Alexandre Padilha, porta-voz do encontro.

Dilma venceu p primeiro turno das presidenciais com 46,9%, e disputará o segundo em 31 enfrentando Serra, que teve 32,6% dos votos.

Em terceiro lugar ficou Marina Silva, (PV), quem obteve 19,3%, o que representa 20 milhões de votos, que Dilma e Serra querem conquistar.

Padilha não descartou inclusive que, nas negociações com Marina Silva, participe o próprio Lula, quem mantém uma estreita amizade com a ex-candidata há 30 anos.

Silva, de 52 anos, militou durante três décadas no PT, partido que deixou no ano passado para filiar-se ao PV. Entre 2003 e 2008, foi ministra do Meio Ambiente no Governo Lula. Sua renúncia foi conseqüência de divergências com Dilma, então ministra-chefe da Casa Civil, por causa dos projetos de desenvolvimento na Amazônia.

Segundo Padilha, no Governo e no PT existe a "certeza de que é possível um amplo diálogo com Marina" e conseguir seu apoio ao projeto que representa Dilma Rousseff.

Eduardo Campos, reeleito como governador de Pernambuco com 82% dos votos, disse em nome do grupo que esteve com Lula, que a candidatura de Dilma "tem um enorme potencial de crescimento" em termos de votos.

Afirmou que os governadores eleitos vão atender a solicitação de Lula e "vão colocar a campanha em todas as ruas" de seus estados a fim de "mobilizar a militância", face ao segundo turno das presidenciais.

Pelos dados do Tribunal Superior Eleitoral, a base aliada ao Governo se impôs nas eleições para governadores em 11 dos 27 estados do país.

A oposição ganhou em seis, mas entre estes figuram os estados de São Paulo e Minas Gerais, os dois maiores colégios eleitorais do país.

Nos outros nove estados, nenhum dos candidatos superou o percentual de 50% dos votos, por isso que os governadores serão escolhidos no segundo turno que será realizado em 31 de outubro.






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26/10/2008 free counters

#dilma Brazil: Green Party candidate's transfer votes come into play




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26/10/2008 free counters

#dilma : Dados de dirigente tucano foram irregularmente acessados por petista, diz Receita

LEONARDO SOUZA
MATHEUS LEITÃO
DE BRASÍLIA


A corregedoria da Receita Federal concluiu que os acessos aos dados do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira, realizados por um petista na cidade de Formiga (MG) foram deliberadamente irregulares.

Ou seja, Gilberto Souza Amarante, filiado ao PT pelo menos até novembro do ano passado, usou os sistemas da Receita para vasculhar a vida fiscal do dirigente do tucano sem motivação profissional. "[Os acessos] para os fins que não os de interesse do serviço caracterizam infração funcional", informa relatório da corregedoria datado do dia 30 do mês passado, ao qual a Folha teve acesso.

"Disso se concluí que Gilberto Souza Amarante realizou pesquisa direcionado ao CPF ou ao nome de Eduardo Jorge Caldas Pereira."

De acordo com as investigações, o servidor acessou por duas vezes os dados de EJ de forma imotivada na agência de Formiga.

Amarante acessou primeiro os dados de outro contribuinte chamado Eduardo Jorge por apenas alguns segundos. Logo depois, acessou os de EJ por um período bem maior.

A consulta realizada aos dados do tucano ocorreram no banco de dados chamado "levantamento cadastral amplo". Nesse modo, não há somente informações como endereço e CPF, mas também dados das empresas nas quais o contribuinte tem participação.

Conforme a Folha revelou em junho, cinco declarações de renda integrais de EJ circularam nas mãos de pessoas ligadas ao chamado "grupo de inteligência" da pré-campanha de Dilma Rousseff (PT). Além do vice-presidente do PSDB, outras pessoas próximas ao candidato tucano José Serra, incluindo sua filha, Verônica, tiveram seus sigilos fiscais violados numa agência do fisco em Mauá (SP).








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26/10/2008 free counters

#Caso Bruno: depoimento reforça tese de crime premeditado


05 de outubro de 2010


Relatório de inquérito tem 1,6 mil páginas. Foto: Ney Rubens/Especial para Terra

Eliza está desaparecida desde o dia 4 de junho
Foto: Ney Rubens/Especial para Terra


A advogada de Eliza Samudio, Ane Farato, depôs nesta terça-feira no Fórum Central de Porto Alegre (RS). De acordo com informações divulgadas, Ane teria dito que a ex-amante do goleiro Bruno de Souza foi atraída à capital fluminense com a promessa de que o atleta faria o exame de DNA para reconhecer a paternidade do filho Bruninho. A informação reforça a tese da Polícia Civil de Minas Gerais de que a estudante foi vítima de um crime premeditado.

Na segunda-feira, o promotor da 1ª Vara Criminal de Jacarepaguá, Eduardo Paes, pediu que a polícia abra novo inquérito para investigar o ex-goleiro do Flamengo e seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão.

O pedido foi feito no processo em que eles respondem pelo sequestro e cárcere privado de Eliza Samudio, no ano passado. Eles teriam dado à jovem um remédio à base de piperidinona, como constatou laudo do Instituto Médico-Legal (IML). "Se for comprovado que esse produto é proibido, Bruno pode responder por tráfico de drogas¿, avalia Paes.

Também no processo, Eduardo Paes pediu que Bruno e Macarrão respondam por mais um crime: constrangimento ilegal. Até então, eles haviam sido denunciados por sequestro e cárcere privado e lesão corporal.

O caso
Eliza desapareceu no dia 4 de junho, quando teria saído do Rio de Janeiro para Minas Gerais a convite de Bruno. No ano passado, a estudante paranaense já havia procurado a polícia para dizer que estava grávida do goleiro e que ele a agrediu para que ela tomasse remédios abortivos. Após o nascimento da criança, Eliza acionou a Justiça para pedir o reconhecimento da paternidade de Bruno.

No dia 24 de junho, a polícia recebeu denúncias anônimas dizendo que Eliza havia sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. Na noite do dia 25 de junho, a polícia foi ao local e recebeu a informação de que o bebê apontado como filho do atleta, de 4 meses, estava lá. A atual mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, negou a presença da criança na propriedade. No entanto, durante depoimento, um dos amigos de Bruno afirmou que havia entregado o menino na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves, onde foi encontrado.

Enquanto a polícia fazia buscas ao corpo de Eliza seguindo denúncias anônimas, em entrevista a uma rádio no dia 6 de julho, um motorista de ônibus disse que seu sobrinho participou do crime e contou em detalhes como Eliza foi assassinada. O menor citado pelo motorista foi apreendido na casa de Bruno no Rio. Ele é primo do goleiro e, em dois depoimentos, admitiu participação no crime. Segundo a polícia, o jovem de 17 anos relatou que a ex-amante de Bruno foi levada do Rio para Minas, mantida em cativeiro e executada pelo ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola ou Neném, que a estrangulou e esquartejou seu corpo. Ainda segundo o relato, o ex-policial jogou os restos mortais para seus cães.

No dia seguinte, a mulher de Bruno foi presa. Após serem considerados foragidos, o goleiro e seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, acusado de participar do crime, se entregaram à polícia. Pouco depois, Flávio Caetano de Araújo, Wemerson Marques de Souza, o Coxinha Elenilson Vitor da Silva e Sérgio Rosa Sales, outro primo de Bruno, também foram presos por envolvimento no crime. Todos negam participação e se recusaram a prestar depoimento à polícia, decidindo falar apenas em juízo. No dia 30 de julho, a Polícia de Minas Gerais indiciou todos pelo sequestro e morte de Eliza, sendo que Bruno responderá como mandante e executor do crime.

Além dos oito que foram presos inicialmente, a investigação apontou a participação da atual amante do goleiro, Fernanda Gomes Castro, que também foi indiciada e detida. O Ministério Público concordou com o relatório policial e ofereceu denúncia à Justiça, que aceitou e tornou réus todos os envolvidos. O jovem de 17 anos, embora tenha negado em depoimentos posteriores ter visto a morte de Eliza, foi condenado no dia 9 de agosto pela participação no crime e cumprirá medida socioeducativa de internação por prazo indeterminado.






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26/10/2008 free counters

#DILMA #Lula: Marconi deu ideia do Bolsa Familia




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