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terça-feira, 28 de setembro de 2010

#Lula ataca candidato do PMDB para governo de MS


Lula faz comício com os candidatos Delcídio Amaral, Dilma Rousseff e Zeca do PT (Foto: Divulgação)

Lula faz comício com os candidatos Delcídio Amaral, Dilma Rousseff e Zeca do PT (Foto: Roberto Stuckert Filho/Divulgação)

O presidente Lula atacou o candidato peemedebista à reeleição ao governo de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, durante comício com Dilma Rousseff em Campo Grande nesta terça-feira. “Não é honesto, não é justo e não é eticamente correto no dia que eu estou no estado o governador chamar minha ministra de fada madrinha e eu de pai Lula e uma semana depois ficar dizendo que Lula não é pai coisa nenhuma, que o pai é adversário dela e ela não é mais fada madrinha”, provocou Lula. Cerca de 25 mil pessoas participaram do ato na capital sul-mato-grossense, segundo a Polícia Militar.

Puccinelli, que chegou a negociar aliança com Dilma, decidiu apoiar José Serra por causa da rixa política entre PT e PMDB no estado. Contudo tem usado imagens de Lula em seu programa no horário eleitoral. O que foi motivo de mais uma crítica do presidente. “Eu sei que na propaganda da televisão aparecem obras do governo federal como se fossem do governo estadual”, afirmou. Para Lula, a imprensa tem a “obrigação de não permitir que ninguém minta em época de eleição”.

O candidato peemedebista recebeu o presidente na base aérea de Campo Grande. Os dois conversaram durante cerca de cinco minutos. Puccinelli não acompanhou a agenda de Lula no estado. Antes da visita de Dilma Rousseff, o candidato chegou a pedir a Michel Temer, presidente de seu partido, para que a presidenciável não fosse a Mato Grosso do Sul. O vice de Dilma não atendeu a solicitação.

(Luciana Marques, de Campo Grande)

® 2009

Caminhada da Vitória reúne 60 mil pessoas na área central de Campo Grande


Cerca de 60 mil pessoas participaram da caminhada da vitória do governador André Puccinelli, candidato à reeleição pela coligação Amor, Trabalho e Fé, realizada sábado (25/09), na área central de Campo Grande. Trata-se um dos maiores atos públicos já realizados na história de Mato Grosso do Sul, lembrando as duas maiores mobilizações sociais já realizadas na história do Estado - comemoração da criação do estado e a manifestação realizada nos anos 80 em defesa do Pantanal.

“Nunca vi uma passeata tão grande como esta. Isso nos anima e nos incentiva a caminhar com mais força e determinação, para que possamos juntos trabalhar por nosso Mato Grosso do Sul. Dedico este momento histórico à população. É ela a motivação de nossa crença. A ela meu muito obrigado, pelo respeito, pela confiança, pelo seu amor, pela sua determinação”, afirmou o governador. Ele afirmou que esta confiança em favor de sua candidatura o estimula a trabalhar com mais força para garantir o progresso e desenvolvimento dos 78 municípios. “Isso nos revigora para que trabalhemos juntos para o bem do nosso povo, da nossa gente, com convicção, com certeza, com amor, trabalho e fé”, afirmou.

O governador garantiu que vai encerrar sua campanha sem baixaria, sem ataques aos seus adversários. “Quanto às mentiras dos nossos adversários, nós respondemos com determinação e trabalho, podem falar o que quiser, não vamos entrar na baixaria, vamos continuar trabalhando, propondo o nosso plano de metas e com a certeza que cuidamos bem nosso Estado”, afirmou.

Confiante na vitória no primeiro turno, o governador afirmou que nos seus próximos anos, pretende trabalhar com muito mais determinação para garantir o desenvolvimento sustentável de Mato Grosso do Sul, tornando o Estado numa referência nacional de qualidade de vida.

“Quero que todo mundo se orgulhe do nosso Estado e vou lutar por isso. Quero que no encerramento do meu próximo governo, todos afirmem que puderam contar o melhor governador de Mato Grosso do Sul de toda a sua história. Para isso, é preciso muita determinação e trabalho. Me proponho a isso, a me dedicar minha vida pública ao Estado para que façamos juntos o Mato Grosso do Sul de nossos sonho”, garantiu.


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Imprensa é absolutamente livre, diz presidente do TSE



27/09/2010 às 17:35:07 - Atualizado em 27/09/2010 às 19:19:41


O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski, disse hoje, em Salvador, ser defensor da liberdade de imprensa. "Para mim, a imprensa é absolutamente livre para publicar o que bem entender, para comunicar a população", disse. "É até dever da imprensa fazer isso."

No entanto, o ministro preferiu não comentar a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) de proibir diversos órgãos de imprensa, entre eles o jornal O Estado de S. Paulo, de divulgar informações relativas à investigação, por parte do Ministério Público de São Paulo, sobre a suposta participação do governador e candidato à reeleição, Carlos Gaguim (PMDB), em um esquema de fraudes em licitações. "Não tenho notícias precisas sobre esse veto", alegou o ministro.

Lewandowski participou na tarde de hoje de uma reunião com o presidente do TRE da Bahia, Mário Alberto Simões Hirs, para avaliar os preparativos para a eleição de domingo. Ele disse estar confiante no sucesso do pleito e voltou a afirmar que, no entendimento do TSE, a Lei da Ficha Limpa continua valendo apesar do impasse que a questão causou no Supremo Tribunal Federal (STF) - votação da Corte pela aplicação imediata da lei está empatada.

Ele chegou a afirmar que, mesmo que algum TRE valide uma candidatura que esteja sendo contestada por causa da lei, o TSE tende a vetá-la. "A jurisprudência do TSE, hoje, é que a lei vale para estas eleições e se aplica a fatos pretéritos, até porque a lei não foi derrubada no Supremo Tribunal Federal", justifica. "Estamos aplicando a Lei da Ficha Limpa com todo o rigor."



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26/10/2008 free counters

Petition in Defense of Democracy








In a democracy, neither is sovereign powers. Sovereign is the Constitution, for it is she who gives body and soul to the sovereignty of the people.

Above are the political institutions, pillars of the democratic regime. Today in Brazil, unhappy with representative democracy is organized in government to undermine the democratic regime.

It is unbearable to watch the use of organs of state as an extension of one political party machine secrets and violation of individual rights of aggression.

It is unacceptable that party activists have converted direct administration bodies, state companies and pension funds in the production centers of cases against political opponents.

It is unfortunate that the President hides in the government that we do not see the government in which the relations of patronage and physiology, if not shockingly familiar, arbitrate the highest interests of the country, refusing to any control.

It is inconceivable that one of the most important democracies in the world is haunted by a hypocritical form of authoritarianism, which, in the certainty of impunity, no longer cares more about value honesty.

It's embarrassing that the President does not understand that their role must be exercised in its fullness in the twenty-four hours a day. There is no "after hours" for a Head of State. It is also embarrassing that he has the composure to separate the man from the state party man, putting to vilify their political opponents with unacceptable language, incompatible with the decorum of the office, a demonstration of blatant abuse of political power and use of official machinery in favor of an application. He does not see the "other" an adversary that must be met in accordance with rules, but an enemy that must be eliminated.

It is shameful that the government encourage and finance the action of groups that openly call for restrictions on press freedom by proposing mechanisms of authoritarian submission of journalists and media companies at the orders of a political party and its interests.

It is disgusting that this same official publicity machine has been activated to rewrite history, seeking to discredit the work of Brazilian men and women who built the foundations of economic and political stability, which brought many benefits to our people.

It is an insult to the Republic that the Legislature is treated as a mere extension of the executive, explaining the intent of the Senate halter. It is deplorable that even the President publicly regretted the fact of having to submit to the decisions of the judiciary.

We must therefore address this regressive vision of the political process, which assumes that power won at the polls or popularity of a leader give it license to ignore the Constitution and laws. We propose a strong mobilization in favor of its preservation, repudiating the action of those who today use subterfuge to undermine them. You have to brake this march toward authoritarianism.

Brazilian raise his voice in defense of the Constitution, institutions and legality.
We do not need
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26/10/2008 free counters

#LULA : MANIFESTO EM DEFESA DA DEMOCRACIA ACABA DE ULTRAPASSAR A MARCA DE 50 MIL SIGNATÁRIOS


Cinco dias!

O Manifesto em Defesa da Democracia acaba de ultrapassar a marca de 50 mil signatários! Às 6h39 de hoje, havia 43.514. Isso dá uma idéia do ritmo das adesões.




Manifesto em Defesa da Democracia


Numa democracia, nenhum dos Poderes é soberano. Soberana é a Constituição, pois é ela quem dá corpo e alma à soberania do povo.

Acima dos políticos estão as instituições, pilares do regime democrático. Hoje, no Brasil, inconformados com a democracia representativa se organizam no governo para solapar o regime democrático.

É intolerável assistir ao uso de órgãos do Estado como extensão de um partido político, máquina de violação de sigilos e de agressão a direitos individuais.

É inaceitável que militantes partidários tenham convertido órgãos da administração direta, empresas estatais e fundos de pensão em centros de produção de dossiês contra adversários políticos.

É lamentável que o Presidente esconda no governo que vemos o governo que não vemos, no qual as relações de compadrio e da fisiologia, quando não escandalosamente familiares, arbitram os altos interesses do país, negando-se a qualquer controle.

É inconcebível que uma das mais importantes democracias do mundo seja assombrada por uma forma de autoritarismo hipócrita, que, na certeza da impunidade, já não se preocupa mais em valorizar a honestidade.

É constrangedor que o Presidente não entenda que o seu cargo deve ser exercido em sua plenitude nas vinte e quatro horas do dia. Não há “depois do expediente” para um Chefe de Estado. É constrangedor também que ele não tenha a compostura de separar o homem de Estado do homem de partido, pondo-se a aviltar os seus adversários políticos com linguagem inaceitável, incompatível com o decoro do cargo, numa manifestação escancarada de abuso de poder político e de uso da máquina oficial em favor de uma candidatura. Ele não vê no “outro” um adversário que deve ser vencido segundo regras, mas um inimigo que tem de ser eliminado.

É aviltante que o governo estimule e financie a ação de grupos que pedem abertamente restrições à liberdade de imprensa, propondo mecanismos autoritários de submissão de jornalistas e de empresas de comunicação às determinações de um partido político e de seus interesses.

É repugnante que essa mesma máquina oficial de publicidade tenha sido mobilizada para reescrever a História, procurando desmerecer o trabalho de brasileiros e brasileiras que construíram as bases da estabilidade econômica e política, que tantos benefícios trouxeram ao nosso povo.

É um insulto à República que o Poder Legislativo seja tratado como mera extensão do Executivo, explicitando o intento de encabrestar o Senado. É deplorável que o mesmo Presidente lamente publicamente o fato de ter de se submeter às decisões do Poder Judiciário.

Cumpre-nos, pois, combater essa visão regressiva do processo político, que supõe que o poder conquistado nas urnas ou a popularidade de um líder lhe conferem licença para ignorar a Constituição e as leis. Propomos uma firme mobilização em favor de sua preservação, repudiando a ação daqueles que hoje usam de subterfúgios para solapá-las. É preciso brecar essa marcha para o autoritarismo.

Brasileiros erguem sua voz em defesa da Constituição, das instituições e da legalidade.
Não precisamos de soberanos com pretensões paternas, mas de democratas convictos.



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26/10/2008 free counters

#POLITICA : Faltou moral para decidir



Publicada: 28/09/2010 | Atualizada: 28/09/2010

Luiz Holanda

Diante da confusão sobre a aplicação da Lei Ficha Limpa ainda para as eleições deste ano, o adiamento do julgamento pelo Supremo Tribunal Federal-STF no recurso extraordinário proposto pelo ex-governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz, deixou no ar uma incerteza jurídica que pode ocasionar futuros transtornos e prejuízos vários.

Até então prevalecia - mesmo diante dos confrontos entre os Tribunais Regionais Eleitorais- TREs- o entendimento do Tribunal Superior Eleitoral-TSE de que a nova lei, que estabelece a inelegibilidade para candidatos condenados em uma corte colegiada ou que renunciaram de cargos eletivos para não serem punidos, deve valer já para as eleições deste ano. A

pesar dessa orientação, os TREs, em sua maioria, resolveram só aplicá-la a partir das eleições de 2012, respeitando, assim, o princípio da anualidade previsto na Constituição Federal.

O tumulto começou pelos tribunais do Maranhão e Roraima, cujas decisões foram pela não aplicação da Lei Ficha Limpa para o pleito deste ano, enquanto outros tribunais, em casos idênticos, decidiam em sentido contrário, ou seja, de que a lei pode ser aplicada nestas eleições em alguns casos; em outros, não.

No Tocantins, por exemplo, o ex-governador Marcelo Miranda, cassado por abuso de poder econômico em 2009, teve o registro de sua candidatura ao Senado deferido pelo TRE daquele Estado. Já em São Paulo, o entendimento foi pela impugnação da candidatura do deputado Paulo Maluf, pelo mesmo motivo.

Geralmente as leis em nosso país são formuladas de modo a dar prazo a interpretações dúbias e adversas. A Lei Ficha Limpa é uma delas, permitindo julgamentos contraditórios em casos semelhantes, pois seus artigos tanto podem condenar como absolver qualquer candidato, já que nela não está escrito, claramente, que todos os condenados, em quaisquer circunstâncias, estão impedidos de se candidatar.

O mundo jurídico e político sabe que os ministros do STF são especialistas em adiar seus julgamentos, na maioria das vezes tornando-os uma espécie de injustiça da justiça, já que uma decisão tardia, dada com atraso, nunca foi nem será uma decisão justa.

Essa “covardia” terminou por causar enormes prejuízos aos candidatos condenados pelos tribunais regionais eleitorais, pois mesmo que eleitos, podem perder o mandato se o Supremo, julgando outro recurso (o atual perdeu o objetivo com a renúncia de Roriz) entender que a Lei Ficha Limpa vale para este ano. Essa falta de coragem para decidir terminou por causar mais confusão nestas eleições, pois o autor, ao renunciar a sua candidatura, pôs em cheque a decisão daquela corte, seja ela qual for.

Perdidos em seus longos pronunciamentos, sem objetividade e cheios de filigranas jurídicas, nossos ministros desprenderam um tempo enorme com dissertações literárias e romanísticas, sem, contudo, atingirem o mérito da questão.

E, a nosso ver, vão ter que esperar outro processo, pois o Código de Processo Civil, em seu artigo 3º, dá como uma das condições para a ação o “interesse de agir”, que pertence ao titular do direito.

A mesma lei, em seu artigo 267, determina a extinção do feito diante da perda desse interesse. Ora, ao renunciar à sua candidatura, Roriz confessa que não tem mais interesse no andamento do feito, de modo que o processo tem que ser extinto sem resolução do mérito, já que o fato superveniente da renúncia determina a carência da ação.

O máximo que o STF pode fazer nesse caso é aplicar o princípio da causalidade processual, condenando o autor nas custas e nos honorários advocatícios por ter dado causa à extinção do processo.

Hermenêutica à parte, o STF, ao esgueirar-se entre filigranas jurídicas para decidir não decidir, causou tanto prejuízo que, quando resolver julgá-lo, o tumulto criado será pior que o adiamento.



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26/10/2008 free counters

Encontrado no interior de SP corpo de jovem desaparecida


De acordo com a polícia de São José dos Campos, moradores acharam a placa do veículo de Priscila, um Fiat Palio Fire prata, e acionaram as autoridades

Por Agência Estado


O corpo de Priscila Aparecida de Souza, de 26 anos, foi encontrado, na tarde de hoje, 27, submerso no Rio Buquira, em São José dos Campos, dentro de seu próprio carro. Ela havia desaparecido na noite de ontem, 26, após sair de uma festa de aniversário.

De acordo com a polícia de São José dos Campos, moradores acharam a placa do veículo de Priscila, um Fiat Palio Fire prata, e acionaram as autoridades. Os bombeiros foram chamados e fizeram mergulho para verificar o ocorrido.

Os bombeiros falaram que a família foi chamada e reconheceu a desaparecida. Segundo a polícia, não havia indícios de violência ou algo que indicasse a participação de terceiros no acidente. As causas da tragédia ainda estão sendo investigadas.



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26/10/2008 free counters

#POLITICA #LULA

25 de Setembro de 2010

Autor: Pedro Cardoso da Costa

Talvez pelas verbas oficiais que recebem dos governos, a imprensa brasileira demonstra muita insegurança ou sensibilidade com relação às palavras das autoridades federais quando a criticam, em especial do presidente da República. É preciso reforçar a idéia de que a democracia já tem força suficiente para superar ameaças, concretas ou vãs, de uma única pessoa, independente do cargo que ocupe. Ressalva feita, a proposta é falar da atuação fraca da imprensa no processo eleitoral. As perguntas formuladas aos candidatos são genéricas demais e divagações são aceitas como respostas. Responder o que foi perguntado deveria ser a regra primeira dos debates, sem importar a dureza da pergunta nem da resposta.

Como caminha para isso, caso vença no estado de São Paulo, o Partido da Social Democracia Brasileira – PSDB vai completar vinte anos no poder. Poderiam fazer um levantamento de quantas pessoas moravam em favelas em 1994 e quantas moram hoje. Por que não diminuíram ou acabaram com as favelas. Caso sustentem que fizeram isso, a imprensa deveria apresentar os números e as imagens de milhares de favelas em São Paulo. Exigir que as autoridades comprovassem onde foram transformadas, mas mostrar quantas favelas surgiram, que não existiam em 94. Sobre a violência, deveriam apresentar as centenas de milhares de pessoas assassinadas nesse período e saber como o governo resolveria esse genocídio tolerado até aqui. Além disso, mostrar ou indagar deles quantos assassinos foram punidos. As perguntas deveriam ser diretas e objetivas. Exemplo: qual governo é responsável direto pela segurança pública e pelos julgamentos de assassinos? Quantos assassinatos ocorreram no estado de São Paulo durante os dezesseis anos de governo do PSDB? Ou em outro estado, conforme quem esteja no poder.

Sobre a educação, o debate se restringe à promessa de uma em acabar a progressão automática. A questão não está na progressão automática, se a criança de 10 anos não sabe ler nem escrever, não importa se ela está na quinta série, com a progressão automática ou na 1ª com a reprovação. O relevante é que ela deveria saber e não sabe. Definitivamente, os fatores decisivos para isso são outros. Agora, existem outras questões defendidas ou citadas por todos, mas ninguém fala do essencial. Voto consciente e colocar a culpa no eleitor por conta de pilantras que se aproveitam do poder para roubar dinheiro público. Ninguém cobra que os partidos tenham atividades fora do período eleitoral para conscientizar os cidadãos. Nenhum normal sabe onde fica a sede de um partido nem o que ele faz. Nada mais essencial para caracterizar um voto consciente do que ele ser facultativo. Defende-se democracia para tudo, menos para exercer o seu elemento principal, que é o voto.
A imprensa brasileira não sai do “a” falou de “b”, “c” respondeu a “d”, sobre os principais candidatos. Trata-se da elitização da fofoca de boteco. O pior é não se vislumbrar algum movimento na tentativa de mudança. Nem dos veículos de comunicação nem das várias entidades sociais. A Ordem dos Advogados do Brasil - OAB, a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB, a União Nacional dos Estudantes - UNE, as ONGs, e outras entidades que se posicionam em tudo que lhes diz, ou não respeito, não tocam no voto facultativo.
Repete-se o que escrevi após as eleições de 1998. Depois dessas eleições, seriam necessários movimentos neste país para acabarem com o voto obrigatório. E já aproveitar o momento para avançar no aprimoramento do processo eleitoral para que a votação se realize pela internet.


www.sonoticias.com.br


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26/10/2008 free counters

#DILMA #LULA #POLITICA : “Povo brasileiro vai derrotar a mídia de novo”, diz João Paulo


João Paulo Cunha

21/08/2010

Sanatório Geral

Mensalão, o Retorno (2)

“Desculpe, Serra, mas infelizmente a garupa do presidente Lula já está ocupada”.

João Paulo Cunha, deputado do PT paulista, mensaleiro juramentado, avisando que, além de Dilma Rousseff, também o bando dos 40 continua na garupa de Lula para tentar escapar do camburão.








Eduardo Metroviche
Para candidato petista, seu partido deve eleger mais de 100 deputados federais nas eleições

Eduardo Maretti e Fernando Augusto

O deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) diz que “a grande oposição no Brasil é a mídia”, mas acredita que a sociedade está percebendo que a concentração de poder das comunicações nas mãos de poucos não é boa para a democracia.

Candidato à reeleição, o petista falou ao Visão Oeste sobre a reta final da campanha, entre outros assuntos. Leia os principais trechos da entrevista.

Visão Oeste: Qual a expectativa em relação à bancada do PT que sairá da eleição?
João Paulo Cunha:
Eu tenho uma avaliação de que a bancada do PT vai crescer bem, nacionalmente. A minha impressão é que o PT terá a maior bancada na Câmara dos Deputados e, aqui em São Paulo, uma bancada grande também. Na última eleição nós elegemos 14 deputados estaduais e a minha análise é que aumenta aqui e no Brasil. No país, nós elegemos 81. Minha avaliação é de que a gente passa de 100 agora.

As dificuldades que o presidente Lula teve com o Senado podem mudar?
O Senado também tem um movimento muito positivo, em dois sentidos. Primeiro, o PT, que deve crescer efetivamente no Senado. E o segundo movimento é o sentido oposto, o PSDB e DEM devem perder espaço. O PCdoB vai crescer, o PSB, PDT, então vários partidos crescerão reduzindo a força do PSDB/DEM.

As reformas política e tributária podem enfim sair na próxima legislatura?
Para você equacionar a reforma tributária precisa atender interesses dos estados e municípios e também da União. Depois você tem de atender o interesse dos empresários e dos consumidores, trabalhadores, que também são penalizados. Não é uma equação fácil. De qualquer forma, de fato o Brasil precisa de uma reforma tributária. A questão da CPMF foi uma derrota importante que o governo sofreu no Congresso, é um imposto que deve ser discutido no bojo dessa reforma.
Temos que desonerar a folha de pagamento, ou seja, as empresas que contratam mais devem pagar menos impostos. Agora, a reforma política acho que é inevitável e necessária, porque o sistema eleitoral e partidário nosso está exaurido. Esse tipo de financiamento, esse tipo de votação em que você vota nas pessoas, não nos partidos, que você tem que captar recursos junto à iniciativa privada. [Esse sistema] é muito vulnerável e não representa a população. Uma das razões da rejeição do Congresso no Brasil é que a maioria dos votos são perdidos.
O povo, em sua maioria, vota em deputado que perde a eleição. Porque o voto é uninominal e são muitos candidatos. Daí a razão de você ter o voto em lista, em chapa, e que permite você fazer debate de programa. A reforma política é a mais importante de todas, sem a qual nós estaremos sempre vulneráveis a escândalos por conta do modo de financiamento das campanhas.

Como vê o cenário regional com fortes apoios para a sua candidatura e de Bruna Furlan?
Chegamos, nesta legislatura, a cinco deputados federais da região: o Silvio Peccioli, o [Cláudio] Magrão, o [Francisco] Rossi, o Fernando Fuad Chucre e eu, o que é uma representação muito importante. Eu torço para que a região continue com essa representação, torço para que o Rossi seja eleito, o Fernando Chucre, a Bruna sejam eleitos.

Por que o Consórcio regional não vingou?
Fizemos várias reuniões, já esboçamos inclusive a ideia de um consórcio intermunicipal da região Oeste. Trabalhamos vários temas juntos. Depois o Magrão saiu e o Silvinho foi eleito prefeito de Santana de Parnaíba. É uma pena que, por várias circunstâncias, não conseguimos fazer um trabalho mais intenso ainda.
Aqui na nossa região tem um problema da organização regional que é o prefeito de Barueri. Ele atrapalha muito, atrapalha politicamente, com a arrogância e prepotência dele. Então, sempre quando tem um esboço de organização regional ele vem e desarma praticamente a organização.

Como resolver a distorção da distribuição dos recursos entre as chamadas cidades-dormitório e as demais?
A distribuição dos impostos arrecadados pela União não tem sido tão democrática. Por outro lado, a União tem responsabilidades muito grandes, tem que pagar aposentadorias, construir portos, aeroportos, dar conta da reforma agrária... são atribuições gigantescas. Temos situações peculiares, algumas cidades não conseguem se desenvolver. Aqui na nossa região tem o caso de Carapicuíba, penalizada fortemente por arrecadar muito pouco e ter demanda gigantesca por causa de seu tamanho. E temos também Embu-Guaçu, Juquitiba, que não conseguem se desenvolver porque têm de preservar ambientalmente a região. Precisamos de regras para compensar essas cidades.

Como vê o papel da grande imprensa nestas eleições?
Efetivamente, a grande oposição hoje não são os partidos políticos nem os candidatos. É a mídia. O comportamento da mídia é de partido político. Se você fizer um retrospecto, a revista Veja é um panfleto contra o PT. E o mesmo vale para a Folha de S. Paulo e outros órgãos de imprensa. A minha impressão é que, devagarinho, a sociedade está percebendo isso. Tanto que tem aumentado muito, em outras ferramentas de comunicação [via internet], um fluxo de informações mais balizadas. É o momento do povo brasileiro descobrir que a concentração de poder na mão de pequenos grupos com grandes órgãos de comunicação é ruim para a democracia, ao contrário do que eles divulgam. Mas isso não tem de ter nenhuma medida legal ou ação institucional. O próprio jogo democrático vai colocando as coisas no lugar. A minha opinião é que o povo brasileiro vai derrotar a mídia de novo. Já derrotou em 2006 e vai derrotar de novo.



Mensalão do PT

João Paulo Cunha não deve ser indenizado pela IstoÉ

O deputado federal João Paulo Cunha (PT) não deve receber indenização da revista IstoÉ por causa da reportagem intitulada "A verdadeira lista de Marcos Valério", de novembro de 2005. O juiz Wilson Lima da Silva, da 8ª Vara Cível de Osasco (SP), negou o pedido de indenização ao deputado em ação contra a revista. A reportagem apontou que ele recebeu, de acordo com Marcos Valério, R$ 200 mil no caso que ficou conhecido como Mensalão do PT. Cabe recurso.

Insatisfeito com o valor publicado na notícia, o deputado foi à Justiça pedir indenização por danos morais. Segundo ele, o valor que recebeu de Marcos Valério é de R$ 50 mil e não de R$ 200 mil como foi publicado. De acordo com a decisão, o próprio Marcos Valério teria corrigido o valor para baixo em declaração à Procuradoria-Geral da República.

Para o juiz, se espera "responsabilidade dos meios de comunicação, e isso compreende ser fiel aos fatos que se pôs à transmissão. O que não lhes exige, até pelo seu tempo ser diferente, é investigação do tipo judiciária: nesta o fim é reconhecer responsável/culpado; naquela se contenta trazer a público, quanto antes, o enredo e o suspeito. Formado esse quadro, e seguindo este raciocínio, direito algum deve ser reconhecido".

Ele lembrou que, na época em que o esquema do Mensalão do PT veio à tona, o partido vivia um de seus piores momentos. “Sucessivos escândalos envolvendo seu pessoal e pessoas ligadas a ele vieram a lume, e a magnitude de cada um punha em xeque o que lhe era mais sagrado: a ética”.

Ele afirmou ainda: “instalada a desconfiança generalizada, e escândalos quase sempre envolvendo cifras, de pouco impacto se o desvio, repasse, usurpação, foi de R$5 mil, R$ 50 mil ou R$ 500 mil. O que se cria no receptor da notícia é a idéia de que o beneficiado não é honesto e, em se tratando de exercício de poderes delegados, agrega-se mais um adjetivo: traidor”.

O juiz ressalta que conceder o direito de receber indenização seria “premiar” o deputado mais uma vez. “Ademais, por falcatruas no exercício da função, o parlamentar, e outros, foram denunciados pelo Procurador-Geral da República, por desvio de quantia superior. De certa maneira, reconhecer o direito soa estranho (conduta ilícita como base para ganho de causa). Parece premiar duas vezes, sem razão, quem o pede”.

Por isso, ele julgou improcedente o pedido e ainda determinou que o autor pague as custas e despesas processuais, corrigidas do desembolso, mais honorários advocatícios de 15% calculados sobre o valor da causa, atualizado do seu ajuizamento.

Leia a decisão

Vistos. JOÃO PAULO CUNHA, deputado federal, intentou ação indenizatória contra a TRÊS EDITORIAL LTDA., responsável pela Revista ISTOÉ, decorrência de publicação no dia 02 de novembro de 2005 na sua semanal, e veiculação, de que se beneficiou do esquema intitulado "mensalão", liderado pelo publicitário Marcos Valério, com a quantia de R$200 mil, porém, três meses antes (02.08.2005), em declaração perante a Procuradoria Geral da República, anexada aos autos da CPI dos Correios, o cabeça se corrigiu informando que a importância transferida ao deputado era R$50 mil e não R$ 200 mil, mesmo assim, e sem ouvi-lo, levou-se a público a matéria mentirosa, o que lhe causou ranhura à honra, sobretudo por ser homem conhecido e pela expressiva tiragem da revista (em torno de 410.000 exemplares), daí, faz jus à reparação correspondente, que não deve ficar aquém dos 240 salários mínimos.

Feita a citação (fls. 63), a demandada se defendeu (fls. 65/87), e o fez colocando sob questionamento a formação da peça inaugural, já que se apresenta desacompanhada do exemplar da revista, além disso faz-se requerimento de publicação da sentença condenatória sem se justificar a razão e, ainda que superados estes vícios, nenhuma reparação lhe deve carrear, pois, não se excedeu na publicação, fazendo-a seguindo os fatos contidos na CPI, aliás, embora não se exija, tentou, antes, contatar o autor, sobre quem, por sinal, recaía suspeita de se ter beneficiado de quantias superiores à da publicação.

A parte contrária falou a respeito da contestação (fls. 292/307) e, na tentativa de conciliação não se obteve êxito (fls 324). Relatados. D E C I D O. A despeito do interesse dos litigantes na produção de outras provas, notadamente em audiência (fls. 310/313), não se detecta esta necessidade, pois, o acervo existente revela suficiente para a entrega da prestação jurisdicional.

A questão posta à apreciação se escora em publicação em revista semanal, portanto, aplicável a lei de imprensa (n.º 5250/67), de caráter especial. Nem por isso é de se considerar inquinada a inicial, seja porque veio acompanhada da reportagem questionada (fls. 38/41), seja por não se exigir que justifique o pedido de publicação da eventual sentença condenatória, dado que isso decorre da lei (art. 75).

Transposto isto, vem a análise do cerne que envolve matéria jornalística, contra a qual se volta o autor, tachando-a de mendaz, pois, publicou-se que se beneficiou no esquema "mensalão" de quantia de R$200 mil e não R$50 mil. Na época, o PT, partido do deputado, vivia seus piores momentos. Sucessivos escândalos envolvendo seu pessoal e pessoas ligadas a ele vieram a lume, e a magnitude de cada um punha em xeque o que lhe era mais sagrado: a ética.

Certamente pela sua grandeza e explosão serial a divulgação foi ampla e demorada, sem se setorizar, já que os variados meios de comunicação destinaram ao assunto tempo e espaço. Nesse pipocamento de tramas e conchavos sempre se esperava mais um, e inclusão ou surgimento de novo personagem. Dito de outra maneira, sabia-se, pela divulgação, quem estava envolvido; desconfiavam-se dos que ainda não estavam. Plausível inferir que o sofrimento destes, muitos de princípios e brios, foi bem maior.

Instalada a desconfiança generalizada, e escândalos quase sempre envolvendo cifras, de pouco impacto se o desvio, repasse, usurpação, foi de R$5 mil, R$50 mil ou R$500 mil. O que se cria no receptor da notícia é a idéia de que o beneficiado não é honesto e, em se tratando de exercício de poderes delegados, agrega-se mais um adjetivo: traidor. Verdade que se espera responsabilidade dos meios de comunicação, e isso compreende ser fiel aos fatos que se pôs à transmissão.

O que não lhes exige, até pelo seu tempo ser diferente, é investigação do tipo judiciária: nesta o fim é reconhecer responsável/culpado; naquela se contenta trazer a público, quanto antes, o enredo e o suspeito. Formado esse quadro, e seguindo este raciocínio, direito algum deve ser reconhecido. Primeiro porque, andou-se falando que o repasse ao deputado era de R$200 mil (fls. 121 e 128), inclusive o disse quem estava à testa do conluio (fls. 49); depois por não se arrancar da matéria maldade e má-fé de quem a publicou.

Ademais, por falcatruas no exercício da função, o parlamentar - e outros - foram denunciados pelo Procurador-Geral da República (fls. 137 e ss), por desvio de quantia superior (fls. 187). De certa maneira, reconhecer o direito soa estranho (conduta ilícita como base para ganho de causa). Parece premiar duas vezes, sem razão, quem o pede. Postas as coisas dessa maneira, JULGA-SE IMPROCEDENTE a ação.

Condeno o vencido ao pagamento das custas e despesas processuais, corrigidas do desembolso, mais honorários advocatícios de 15% calculados sobre o valor da causa, atualizado do seu ajuizamento. P.R.I.C. Osasco, 17 de março de 2010. WILSON LIMA DA SILVA Juiz de Direito

Leia a reportagem publicada pela revista IstoÉ:

A verdadeira lista de Marcos Valério

Contabilidade do publicitário entregue à CPI complica ainda mais os mensaleiros. Eles receberam cifras maiores do que as divulgadas

Vasconcelos Quadros

Um buraco negro situado numa zona desconhecida do valerioduto sugou boa parte dos R$ 55,9 milhões que o publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza disse ter tomado nos bancos BMG e Rural para repassar ao PT e aos partidos da base aliada do governo. Nas contas da CPI do Mensalão deve passar de R$ 12 milhões o volume desaparecido. O caso mais complicado envolve o ex-deputado Valdemar da Costa Neto, presidente do PL, que garante não ter recebido R$ 4,3 milhões “contabilizados” pelo publicitário como recursos repassados a seu partido. Ou seja, alguém aí enganou alguém.

A nova lista apresentada por Marcos Valério à CPI na quinta-feira 27, a qual ISTOÉ teve acesso, traz novidades. Embora o montante gire em torno dos mesmos R$ 55,9 milhões, o publicitário diz ter recibos sobre os valores sacados, há novos nomes e a cota repassada a vários parlamentares é maior do que se sabia. O deputado João Paulo Cunha (PT-SP), ex-presidente da Câmara, aparece como beneficiário de R$ 200 mil e não dos R$ 50 mil que inicialmente se divulgou.

Desde que seu nome surgiu entre os destinatários do dinheiro de Marcos Valério, João Paulo mudou as versões sobre o caso. Primeiro disse que sua mulher, Márcia, supostamente responsável pelo saque de R$ 50 mil, havia estado no prédio do Banco Rural para tratar de problemas domésticos junto a uma empresa de TV a cabo. Depois mudou, e admitiu que Márcia havia sacado os R$ 50 mil destinados ao pagamento de gastos de campanha no ABC paulista. Em nenhum momento ele admitiu, no entanto, que a cifra tenha sido superior a R$ 50 mil, embora Simone Vasconcelos, a secretária de Marcos Valério, já tivesse feito referência aos R$ 200 mil a membros da CPI.

O ex-deputado Paulo Rocha (PT-PA), que renunciou afirmando que recebera
R$ 620 mil, aparece com um repasse de R$ 920 mil. A lista traz o nome de um
dos assessores do PT mais próximos ao ex-ministro José Dirceu na Casa Civil, Marcelo Sereno. Ele teria sacado parte dos recursos que Marcos Valério repassou
ao PT Nacional.

Fraternidade – Um irmão do ex-tesoureiro do PT, identificado como Carlos, de Goiânia, aparece como o beneficiário de R$ 260 mil. O ex-presidente da Casa da Moeda, Manoel Severino dos Santos, que havia negado ter recebido repasse, voltou à lista como suposto beneficiário de exatos R$ 2.676.660,67. Um assessor do PT do Rio Grande do Sul, Marcelino Pies, aparece recebendo R$ 1,2 milhão.

“Talvez eu seja o único a admitir que recebeu mais do que diz Marcos Valério”, afirma o ex-presidente do PT do Distrito Federal, Vilmar Lacerda, que tem seu nome citado ao lado de uma cifra de R$ 235 mil. Ele afirma que recebeu R$ 381 mil, usados para pagar dívidas de campanha. “Tenho todos os documentos sobre a prestação de contas”, garante. A diferença, de R$ 146 mil, teria sido entregue por Delúbio e por isso não aparece na contabilidade do publicitário. Os outros citados na lista, procurados pela reportagem de ISTOÉ por telefone, não retornaram a ligação.

Ao fornecer uma lista mais detalhada e com recibos sobre os valores transferidos, Marcos Valério quer apresentar a conta ao PT. Em desgraça desde que o escândalo estourou, o publicitário tem se queixado da falta de dinheiro. Mas, para se livrar do suposto mico, conta apenas com o aval de Delúbio Soares, que já sabia da lista e voltou a confirmar a dívida. O problema é que os recursos ingressaram no PT pelo caixa 2.

“O dinheiro tinha origem legal, mas entrava no PT como recursos não contabilizados. Eu assumo toda a responsabilidade jurídica pela operação”, disse Delúbio à CPI. Ele não soube explicar como se entenderia com o Fisco ou como convencerá a direção de seu ex-partido – do qual foi expulso no último fim de semana – a honrar o suposto compromisso. A confissão do caixa 2 apenas explica o circuito de ilegalidade que o dinheiro percorreria.

De todo o volume, o PT teria ficado com cerca de R$ 30 milhões, o PL com R$ 12 milhões, o PP com R$ 8 milhões e o PTB, do ex-deputado Roberto Jefferson, com R$ 4 milhões. Poucos beneficiários têm como demonstrar os supostos gastos eleitorais. Como se não bastasse, há discrepância também entre a contabilidade de Marcos Valério e os valores que os dirigentes dos partidos admitem ter recebido.

Incêndio – Colocado frente a frente com o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, com Marcos Valério e Simone Vasconcelos, Costa Neto insistiu: “Recebi seis milhões e meio.” Delúbio afirmou que autorizou a entrega de R$ 12 milhões e Valério confirmou que, na realidade, foram repassados R$ 10,8 milhões, devidamente contabilizados nas contas de sua empresa. Não há conclusão, ainda, sobre quem está mentindo, mas ninguém tem dúvida que uma parte do dinheiro sumiu.

A justificativa de que o dinheiro teria sido usado para pagar dívidas do segundo turno da campanha presidencial em 2002 do PT e de seus aliados ouriçou a oposição, que voltou a insistir no impeachment de Lula.

O PT insiste que não há nenhum fundamento e atribuiu a idéia ao desespero da oposição, que não conseguiu comprovar a tese de que o mensalão teria sido organizado para comprar deputados da base aliada. Como ninguém sabe onde foi parar parte dos R$ 55,9 milhões, ganha corpo a suspeita de o dinheiro ter tido duplo destino: dívidas de campanha e mesada a parlamentares. “É uma hipótese. Mas só se o dinheiro foi repassado a parlamentares pelos partidos que receberam do caixa 2”, diz o senador Siba Machado (PT-AC).


Dirceu, Genoino e João Paulo Cunha são indicados para retornar ao Diretório Nacional do PT

Flávia Foreque

Publicação: 26/01/2010 08:05 Atualização: 26/01/2010 08:53

No ano em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentará eleger sua sucessora ao Palácio do Planalto — a ministra Dilma Rousseff —, petistas acusados de participar do esquema do mensalão reassumem poder de destaque no partido. O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e os deputados federais por São Paulo José Genoino e João Paulo Cunha foram indicados pela corrente majoritária do PT, Construindo um Novo Brasil, para compor o Diretório Nacional da legenda. A decisão foi tomada no último fim de semana.

Formado por 81 membros, o Diretório Nacional do PT é responsável, por exemplo, por aplicar sanções disciplinares aos filiados e organizar a contabilidade do partido. Desse universo, 18 são escolhidos para integrar a Executiva Nacional e assumir postos-chave, como a Secretaria-Geral e a de Finanças. “É evidente que passamos por muitas experiências que podem contribuir para a direção do partido, para as campanhas, para não cometermos os mesmos erros e para termos um pouco mais de prudência”, afirma o deputado João Paulo Cunha, um dos indicados para o diretório. No entanto, segundo petistas que participaram do encontro, a nomeação dos mensaleiros para cargos da Executiva Nacional sequer foi mencionada.

Dirceu, na verdade, teria a intenção de se dedicar unicamente à candidatura de Dilma. O ex-ministro de Lula já integra o time de frente da campanha por meio de alianças estaduais que vem costurando para a disputa presidencial. Já os parlamentares João Paulo Cunha e José Genoino poderiam se concentrar na campanha de reeleição à Câmara dos Deputados. “Esse episódio (mensalão) só aguarda a decisão da Justiça. Do ponto de vista político, não é hora de ficar se martirizando em função disso”, minimiza Cunha.

No próximo mês, toda a cúpula petista estará reunida no congresso da legenda, quando o nome da ministra Dilma Rousseff será confirmado para a disputa presidencial. Na ocasião, também toma posse o novo presidente da sigla, José Eduardo Dutra (SE), e os membros do Diretório Nacional.

Em 2006, o então procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, ofereceu denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra 40 suspeitos de participar do mensalão, esquema de compra de votos de aliados no Congresso Nacional. No ano seguinte, os ministros do STF acataram a denúncia e transformaram todos em réus. Os processos ainda correm na Justiça.

www.correiobraziliense.com.br


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