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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A primeira privatização a companheirada tenta esquecer


11 de fevereiro de 2010
A privatização das empresas de telefonia começou em 1998, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, com o leilão do Sistema Telebrás, certo? Sim, provavelmente errariam 99 a cada 100 inscritos no Enem. Sim, certamente fariam de conta 100 entre 100 militantes companheiros. O que eles hoje chamam de  “privataria” teve início, quem diria, na administração municipal de Ribeirão Preto, comandada pelo prefeito Antônio Palocci. em seu primeiro mandato  (1993-1996), o futuro estuprador de contas bancárias colocou à venda 49% das ações da Centrais Telefônicas de Ribeirão Preto (Ceterp).
A Ceterp (que seria inteiramente privatizada na gestão seguinte, comandada pelo PSDB)  era atendida por uma operadora local pertencente à prefeitura. Para conseguir aprovar a ideia proibida pelo programa do PT, Palocci aliou-se a adversários e por pouco não abandonou o partido. O prefeito alegou que só a parceria com a iniciativa privada permitiria que a empresa acompanhasse a evolução tecnológica cada vez mais acelerada. Foi esse um dos argumentos invocados por FHC. O PT acabou aceitando a alegação de Palocci. Mas nunca aceitou a mesma argumentação quando apresentada pelo governo tucano.
Os companheiros continuam inconformados com o valor atribuído a empresas privatizadas por Fernando Henrique, como a Vale. Eleito pelo PSDB, o prefeito Roberto Jábali também achou que o antecessor foi generoso demais com os compradores. ”A Ceterp foi entregue a preço de banana”, repetia Jábali, principalmente depois de ter vendido o restante das ações por R$ 200 milhões ─ quatro vezes superior ao cobrado pela primeira leva.
Até a década de 1990, os brasileiros esperavam de dois a três anos para a instalação de um telefone. Uma linha fixa figurava entre os bens patrimoniais declarados no Imposto de Renda. Em 1997, para conseguir um número de telefone no Brasil, era necessário cadastrar-se na telefônica local e depositar uma quantia corresponde a R$ 1.000 em valores de hoje. O dinheiro era mais tarde restituído em ações da Telebrás.
Os gargalos no sistema alimentavam um portentoso mercado paralelo de venda e aluguel de linhas, que ocupava duas ou três páginas diárias nos anúncios classificados dos jornais. Quem se dispusesse a pagar entre R$ 1,5 mil e R$ 3,2 mil poderia encurtar o caminho. Um celular custava em torno de US$ 4 mil e a espera chegava a três anos. Os nomes inscritos eram sorteados pela operadora. Com o sistema antigo, banda larga e internet ainda seriam exotismos estrangeiros.
Em 1997, havia 17 milhões de linhas fixas no Brasil. Hoje  são mais de 43,5 milhões. Os telefones celulares, que chegaram na década de 70 mas só começaram a multiplicar-se 20 anos depois, saltaram dos 4,5 milhões de 1997 para os atuais 173,9 milhões. Como toda mudança de grande porte, o processo de privatização foi inevitavelmente afetado por equívocos e falhas. Mas o saldo é extraordinariamente positivo. Em poucos anos, o Brasil saiu da idade da pedra para ingressar na era moderna.
Prisioneiro do passado, o PT continua incluindo a privatização da telefonia entre os pecados mortais de FHC. Se isso não fosse apenas uma bobagem, o pecado original teria sido cometido por Antônio Palocci. É por isso que a primeira privatização a companheirada faz de conta que esqueceu.


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26/10/2008 free counters

Lula recusa o convite para o debate que FHC aceitou


17 de fevereiro de 2010
O presidente Lula foi formalmente convidado, no dia 11, para um debate com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A resposta acaba de ser transmitida ao repórter Otávio Cabral, da sucursal de VEJA em Brasília, pelo ministro Franklin Martins, chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. É a seguinte:
“O presidente Lula, quando deixar a Presidência e se tornar um ex-presidente, aceitará debater com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso”.
Se Lula estivesse apenas presidindo o processo sucessório, como costumam fazer em países civilizados chefes de governo em fim de mandato, o convite nem teria existido. Se tivesse apenas optado por uma candidatura, sem se envolver ostensivamente na disputa, a recusa até seria aceitável. Como os fatos informam que o presidente se enfiou até o pescoço na campanha que antecipou ilegalmente, a rejeição do convite deixa de fazer sentido.
Sem que ninguém lhe pedisse, Lula decidiu que a candidata seria Dilma Rousseff, nomeou-se Primeiro Cabo Eleitoral, não desce do palanque há seis meses, ataca o antecessor em todos os comícios e repete diariamente que os brasileiros terão de escolher entre o governo FHC e o atual. Garante que recebeu uma “herança maldita”. FHC garante que a afirmação é falsa. Um debate entre ambos seria o caminho mais curto para chegar-se à verdade. Fernando Henrique topou. Lula só quer debater em 2011.
A opção pelo monólogo ─ recomendada, aliás, por 10 em 10 militantes governistas que se manifestaram nesta coluna ─ confirma a suspeita de que foi descoberta a kriptonita do SuperLula. Chama-se FHC.


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26/10/2008 free counters

Venezuela inaugura bondinho que transporta moradores de morros


Teleféricos em Caracas começaram a operar nesta quinta-feira (18).
Eles percorrem 1,8 km e ligam comunidades em morros da capital.
Do G1, com informações da Reuters

Foto: Jorge Silva / Reuters

Bondinho na periferia de Caracas, na Venezuela, que começou a operar nesta quinta-feira (18) (Foto: Jorge Silva / Reuters)




Foto: Jorge Silva / Reuters

Os teleféricos percorrem 1,8 km, com cinco paradas e tem capacidade para transportar 15 mil passageiros por dia (Foto: Jorge Silva / Reuters)



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26/10/2008 free counters

Jovem envolvido na morte de João Hélio ganha a liberdade, diz TJ


Ele, que era menor na época do crime, está em regime de semiliberdade.
Segundo TJ, ele foi liberado na semana passada.
Alícia Uchôa Do G1, no Rio

João Hélio (Foto: Montagem G1)

Um dos quatro acusados de envolvimento na morte do menino João Hélio, que foi arrastado por 7 km no subúrbio do Rio durante um assalto em 2007, foi solto, segundo o Tribunal de Justiça do Rio. Depois de cumprir três anos de medida socioeducativa, ele, que era o único menor suspeito do crime, foi liberado no último dia 10, pouco depois de completar a maioridade.

No dia 8 de fevereiro, uma decisão do juiz Marcius da Costa Ferreira, da Vara de Infância e Juventude, afirma, no entanto, que seria “necessário mais tempo para que (ele) se convença das vantagens da mudança de vida, do voluntário afastamento do grupo a que está integrado”.

O documento diz ainda que “é preciso que (ele) seja estimulado a participar de outras atividades e grupos socialmente saudáveis”, e recomenda que o jovem e a família continuem a ser atendidos com acompanhamento psicoterápico. O magistrado determina, então, a “progressão da medida, inserindo-o no regime de semiliberdade”, a ser cumprida no Centro de Recursos Integrados de Atendimento ao Adolescente (CRIAAD).


Vida no exterior 
Há informações, ainda não confirmadas, de que o jovem teria sido encaminhado, através da ONG Projeto Legal, para o Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte (PPCAAM), que o levaria, junto com sua família, a recomeçar a vida fora do país. Responsável pelo programa, o advogado Carlos Nicodemos, no entanto, não retornou aos telefonemas do G1.

No processo, há, no dia seguinte à decisão, uma petição, pedindo a inclusão do jovem no programa. Mas não há especificação sobre o possível encaminhamento dele e sua família para o exterior.
Histórico
Ao longo de todo o ano de 2009, as avaliações do acusado indicavam que era preciso mantê-lo internado, com avaliações psicossociais e pedagógicas periódicas. 

Na última decisão, o juiz Marcius da Costa Ferreira ressalta que o jovem teve mais de uma passagem pelo sistema socioeducativo, e que, desde que sua pena fora determinada, ele se envolveu, dentro da unidade em que cumpria a medida, em ato contra a vida de um agente. O jovem estava entre os rebelados depois de uma frustrada tentativa de fuga.

Juíza responsável pela sentença de internação, em 22 de março de 2007, Adriana Angeli de Araújo, explicara, em entrevista ao G1 na ocasião: "Foi reconhecida a participação do adolescente no ato e ele recebeu a medida mais gravosa que é a medida socioeducativa de internação. O prazo não é fixado logo na sentença. A sentença simplesmente reconhece a participação dele e aplica a medida. O prazo vai ser de acordo com o comportamento dele na unidade e com a gravidade do ato infracional".

Depois de internado, Angeli determinara, por questões de segurança, o isolamento do menor durante quatro meses. Segundo ela, ele vinha sofrendo ameaças dos outros internos da unidade onde ele cumpria pena e chegou a precisar ser transferido algumas vezes para evitar qualquer tipo de agressão física ao menor.









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26/10/2008 free counters

Preso chefe do tráfico do Morro do Tuiuti


Plantão | Publicada em 19/02/2010 às 00h25m
Flavia Lima

RIO - Policiais do 4º BPM (São Cristóvão) prenderam, na madrugada desta sexta-feira, um homem acusado de ser o chefe do tráfico de drogas no Morro do Tuiuti. O acusado, identificado como Marcelo Boto, está sendo levado para 17ª DP.


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26/10/2008 free counters

Otimista com o tratamento, Drica Moraes ainda não tem previsão de alta


Plantão | Publicada em 18/02/2010
O Globo Drica Moraes: leucemia foi diagnosticada há uma semana/ 
Foto: TV Globo
RIO - Drica Moraes, internada desde o dia 10 no Rio com leucemia, está reagindo bem às primeiras sessões de quimioterapia. A atriz de 40 anos iniciou o tratamento no sábado de carnaval e, segundo sua assessoria de imprensa, está bastante otimista.
Drica deu entrada no Hospital Samaritano, em Botafogo, no dia 10 à noite, depois de sentir dores e enjoos. Ela passou por uma bateria de exames até que foi confirmada a doença .
Ainda não há previsão de alta.
O último trabalho da atriz na televisão foi na minissérie "Decamerão - A comédia do sexo", na qual interpretava Tessa.


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26/10/2008 free counters

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Detectado un ataque informático de alcance mundial


NetWitness considera que hay 74.000 ordenadores infectados en 196 países

EL PAÍS - Barcelona - 18/02/2010
 

Un ataque informático a gran escala habría permitido a sus autores tomar el control de 74.000 ordenadores en 196 países, según la empresa de seguridad NetWitness. Los países más afectados son Estados Unidos, Egipto, Arabia Saudí y Turquía. A lo largo de un año, más de 2.000 organizaciones han sido infectadas. Entre ellas figuran administraciones públicas, grandes empresas, bancos y centros educativos. Según la compañía, el Zeus captura contraseñas en línea, cuentas de correo y redes sociales y suministra a sus autores el control remoto de las máquinas por lo que pueden manejar cuentas, información financiera y datos privados.
La compañía informa que detectó su existencia en enero en una revisión rutinaria de sistemas. Una investigación más profunda detectó que estaban comprometidos unas 68.000 credenciales corporativas por lo que la firma califica la expansión de este virus de "epidemia". Los primeros datos del ataque se remontan a mediados del año pasado aunque algunas informaciones sitúan su inicio en 2008. No está clara la autoría del mismo, aunque podría tratarse de un grupo del Este europeo que empleara ordenadores comprometidos en China.
El programa espía Zeus ya es conocido por los expertos en seguridad. Trabaja sobre el navegador Firefox y aprovecha vulnerabilidades del sistema operativo Windows Vista y XP.
Diez agencias del Gobierno norteamericano habrían sido víctimas del mismo, según The Wall Street Journal. NetWitness está dirigida por un antiguo miembro de las fuerzas armadas estadounidenses.
Este ataque tiene unas dimensiones mucho mayores que el denunciado por Google a principios de este año.


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26/10/2008 free counters

Portugal y España crean un equipo policial para luchar contra ETA


Rubalcaba no descarta que la banda terrorista mantenga en Portugal "algún militante" o "algún piso"

EL PAÍS / AGENCIAS - Madrid / Lisboa - 18/02/2010
 

España y Portugal han acordado crear un equipo de trabajo policial para "luchar conjuntamente contra ETA", durante la reunión que han mantenido el ministro español del Interior, Alfredo Pérez Rubalcaba, y su homólogo Portugués, Rui Pereira. La creación de estos equipos se realizará mediante la firma de un acuerdo previsto para la próxima semana.

El ministro portugués ha destacado la "intensa" colaboración en materia de seguridad que ya existe entre ambos países pero ha subrayado la necesidad de formar a la policía portuguesa en la lucha contra ETA.
Rubalcaba ha señalado que ya hay un "excelente nivel de cooperación", que permitió que en sólo dos horas fueran capturados en Portugal los dos presuntos etarras que huyeron el 9 de enero de un control de la policía española cerca de la frontera, "pero siempre se puede mejorar y es lo que se ha hecho".
El nuevo equipo conjunto hispano-luso "va a reforzar la lucha contra el terrorismo desde el punto de vista operativo", ha explicado el ministro al destacar que con la reunión de hoy se ha querido "enviar un mensaje a los ciudadanos de los dos países de que estamos con la guardia muy alta, tenemos la misma sensibilidad y hemos profundizado nuestros sistemas de cooperación".
"ETA no iba a poner las bombas en Portugal"
Rubalcaba no ha descartado la posibilidad de que ETA mantenga en Portugal "algo, algún militante, algún piso", pero ha asegurado que "el grueso ya no lo tiene". El ministro ha explicado, a preguntas de los periodistas portugueses, que "es evidente que las bombas ETA no las iba a poner en Portugal". "Tenemos una experiencia de muchos años con Francia y lo que hace ETA es preparar las bombas en Francia y pasarlas a España, lo que hacía era trabajar en Portugal para atentar en España", ha detallado el ministro quien, sin embargo, ha añadido que "eso no disminuye un ápice la solidaridad de la Policía portuguesa".
Rubalcaba ha explicado que la fuerzas y cuerpos de seguridad del Estado no obviaron nunca el interés de la banda en Portugal y ha asegurado que se trabajaba con antecedentes de varios coches alquilados en aquel país que posteriormente se emplearon para la comisión de atentados en España. "Sabíamos que ETA se movía por Portugal, estábamos muy atentos, pero ninguno de los dos países tenía ningún dato que le permitiese decir que ETA estaba preparando una base en Portugal", ha reconocido.



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26/10/2008 free counters

Un activista anti gobierno se estrella contra un edificio federal en Tejas


El piloto, que murió en el accidente, empotró su avioneta tras dejar una nota suicida.- Hay dos heridos y un desaparecido

YOLANDA MONGE - Washington - 18/02/2010
 

Un ingeniero de sistemas informáticos manifestó este martes su furia contra el Estado suicidándose con una avioneta lanzada contra un edificio de la agencia tributaria en Austin (Tejas), donde trabajaban 200 empleados federales. Dos de las personas que se encontraban en el interior han sufrido heridas y una más no ha sido localizada.

Las autoridades han identificado al piloto como Joseph Stack y le dan por muerto en el choque, que provocó un incendio en el bloque y densas columnas de humo que desataron la alarma en toda la zona. Stack dejó una supuesta nota de suicidio colgada en su página web personal, bloqueada por el FBI. En su mensaje, el suicida, en el que la policía cree ver los rasgos de un activista anti Estado, describe sus problemas con el fisco y señala que la violencia "es la única respuesta". "La violencia no sólo es la respuesta, si no que es la única respuesta", insiste en su larga nota en la que arremete contra el Gobierno, Hacienda, el Departamento de Justicia y sus "amiguitos ricos".
"Me mudé [a Austin] y acabé residiendo en un lugar que se creía muy importante y donde no se sabía hacer un buen trabajo en el campo de la ingeniería. Las pagas eran un tercio de lo que ganaba antes de la crisis, porque los salarios los fijan tres o cuatro de las mayores compañías de la zona, que conspiran para reducir los precios y los sueldos... y eso sucede porque el departamento de justicia también está en el ajo y no le importa una mierda prestar un servicio a nadie o a nada excepto a ellos mismos y sus amiguitos millonarios". Así se expresa Stack a lo largo de casi las seis páginas de su mensaje de despedida. Antes de abordar la avioneta que más tarde estrellaría, Stack prendió su casa en llamas.
Escalada ultraconservadora
El ataque de Tejas llega en un momento en el que el país se encuentra sumido en un debate en torno al protagonismo cobrado por un movimiento ultraconservador, contrario al Estado y de tintes racistas que se conoce genéricamente como Tea Party. Bajo esa denominación caben desde fascistas enmascarados en la causa de la libertad, hasta supremacistas blancos o enemigos de la inmigración. Aunque el movimiento es inconexo, guarda cierta vinculación con el Partido Republicano, con cuyo presidente, Michael Steele, se reunieron algunos de sus representantes este pasado lunes en Washington.
"Una vez vi escrita la definición de locura como el acto de repetir el mismo proceso una y otra vez, una y otra vez, con la esperanza de que el resultado sea de repente diferente", escribe el suicida en su mensaje. "Finalmente estoy preparado para parar esta locura. Así que 'Señor Gran Hermano de Hacienda', intentemos hacer algo diferente, quédate con mi carne y con mis huesos y que duermas bien", se despide Stack.

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Choque de trenes


Las aficiones de Athletic y Anderlecht se enfrentan en San Mamés

EDUARDO RODRIGÁLVAREZ - Bilbao - 18/02/2010
Desalojo en San Mamés
La policía desaloja el estadio del Athletic tras la invasión posterior al partido- EFE
No era un buen partido , pero tenía esas trazas de los grandes enfrentamientos, que es cosa distinta. Tan distinta que acabó en batalla campal en San Mamés al término del encuentro cuando los seguidores belgas saltaron al césped y se enfrentaron a los rojiblancos, lo que obligó la intervención de la Ertzaintza.

ATHLETIC 1 - ANDERLECHT 1

Athletic: Iraizoz; Iraola, San José, Ustaritz, Castillo; Gurpegi (Susaeta, m. 55), Orbaiz, Javi Martínez, Yeste (Muniain, m. 46); De Marcos (Toquero, m. 65) y Llorente. No utilizados: Armando; Koikili, Etxeberria e Iturraspe.
Anderlecht: Proto; Gillet, Mazuch, Juhasz, Van Damme; Legear, Boussoufa (Suárez, m. 91), Kouyate, Kanu; Biglia y Lukaku. De Sutter (m. 79). No utilizados: Schollen; Chatelle, Bernárdez, Diandy y Rnic.
Goles: 0-1. M. 34. Contragolpe de Lukaku, falla Iraizoz y marca Biglia. 1-1. M. 57. San José empuja un centro-chut de Susaeta.
Árbitro: Simone Trefoloni (Italia). Amonestó a Legear, Juhasz y Kouyate.
Unos 35.000 espectadores en San Mamés.

En el partido, los chicarrones eran los de la comuna de Anderlecht (por algo el lateral izquierdo se llama Van Damme) y los corajudos, los de la ciudad de Bilbao, apoyados por un público fiel mientras el equipo belga sólo veía a sus cientos de aficionados enfrentarse con la Ertzaina (cuatro habían sido detenidos antes del encuentro). Y primero se impuso el músculo. Un carrerón de Lukaku, 16 años, 1,92m y 94 kilos, orgullo del fútbol belga, demostró que el tamaño sí importa. Ganó, aguantó, resitió y quebró el acoso del desesperado Castillo. Le ayudó Iraizoz al poner manos de pastel a su fuerte disparo y dejarlo en los pies del argentino Biglia. No hizo más Lukaku en la primera mitad. Fue suficiente para su equipo que no buscaba más botín que la calderilla del empate y se vio por delante en el marcador.
En la otra área sufría Llorente. Primero con los centrales que le daban y le daban, le empujaban, le agarraban y el colegiado italiano ni miraba ni pitaba. Y sufría con su propio equipo que le trata, en la forma de jugar, como a un novel, como a un meritorio que está allí para que les devuelva el balón cuando lo baje de las nubes. Así que decidió jugárselo él solo, a sabiendas de que podía y podía con los rugosos centrales del Anderlecht. El resto de compañeros estaba tan lejos que Llorente se empezó a buscar la vida.
A Caparrós, al Athletic, no le preocupa su visibilidad, ni siquiera su previsibilidad. Es plano, en la pizarra, como la casita de las montañas. Da igual. Prevalece el corazón. Más aún cuando se encuentra con un gol insospechado que le acelera la tensión hasta el límite permitido. Incluso así Caparrós reacciona y busca la habilidad, el desborde, la actitud individual, es decir, Susaeta y Muniain, dos bajitos a los que les gusta improvisar de vez en cuando. Y cuando inventó Susaeta se sacó un centro-chut que era gol, pero por si acaso lo remachó San José.
El Anderlecht había sacado su lado más belga, aquel que le hizo grande y pequeño consecutivamente. Le dejó una jugada a Lukaku para que amedrentase a Iraizoz con un disparo durísimo y correteó con Biglia, el pequeño de al lado del grande. El empate no le incomodaba en la misma medida que le picaba al Athletic. Y tenía pica-pica en los bolsillos de Muniain, el otro menor de edad en el campo, de esos que parecen que nacieron para el fútbol antes del parto.



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