"O que ela quis dizer com isso?", perguntou Virgílio ao ex-marido da candidata que ficou sem palavras. Ao afirmar que o segundo turno em São Paulo chegara a este nível, de perguntar se Kassab é casado e tem filhos, Virgílio afirmou: "O que me interessa é o comportamento público e não o estado civil das pessoas". Na sua avaliação, a petista, por essa situação, vai perder votos no eleitorado gay. "Basta pesquisar na Internet para saber se Kassab é casado ou não", disse o tucano que classificou o debate de "acanhado", por envolver a vida particular do prefeito. "Uma pessoa que não é casada nem tem filhos pode ter um procedimento profissional de enorme relevância", concordou Suplicy.
Antes do debate com Virgílio, porém, Suplicy já havia defendido Marta e afirmado sua convicção de que ela será eleita para mostrar suas condições de comandar a prefeitura. Ele explicou aos senadores que o programa com referências a Kassab já não está mais no ar. Suplicy esclareceu que o texto só foi repetido ontem por que não houve tempo suficiente para fazer a mudança do programa.
( TENHO PENA DO SENADOR SUPLICY, NÃO MAIS RESPEITO E ADIMIRAÇÃO E SIM PENA!)
( KASSAB , PODE DANÇAR CANCAN DE CINTA LIGA E SAPATOS SALTO , QUE NÃO É ISSO QUE ME IMPORTA, O QUE ME INTERESSA NÃO É ESSE ASUNTO, BOM, TAMBÉM NÃO SOU SEXOLOGA... REALMENTE ESSA NÃO É A PRAIA DOS ELEITORES )
Líder tucano disse 'deplorar' a atitude dos marqueteiros da petista pela exibição de programa contra Kassab
Cida Fontes - de O Estado de S.Paulo
JF Diorio/AE
'Deus me livre! Eu não sabia disso', diz Marta sobre folheto com ataques ao prefeito Gilberto Kassab
Folheto da campanha ataca candidato do DEM dizendo que ele quer derrubar o presidente da República
Carolina Ruhman, da Agência Estado
Não foi a primeira vez que Marta disse não ter conhecimento sobre peças de sua campanha. Há poucos dias, a candidata disse desconhecer a inserção na TV que questionava se Kassab é casado ou tem filhos.
Procurando se eximir da responsabilidade sobre o folheto, Marta fez questão de ressaltar: "Eu acompanho a elaboração de propostas para a cidade. Esse é meu comprometimento". E aconselhou os jornalistas a falarem com seu coordenador de campanha, o deputado federal Carlos Zarattini (PT), para discutir o conteúdo do folheto. "Tem que ir ao Carlos Zarattini, não sei por que vocês estão perguntando para mim", tergiversou. Ela atribuiu ao "dinamismo" o fato de não conseguir acompanhar a elaboração das peças publicitárias.
Marta sustentou a acusação contida no mesmo panfleto de que Kassab teria reduzido exames pré-natal para gestantes negras em 22 das 31 subprefeituras. Kassab já afirmou que vai processar criminalmente Marta por conta do conteúdo do folheto. "Esses são índices", defendeu-se a petista, e emendou: "Não vejo por que você vai processar criminalmente alguém por ter dito índices que estão publicados". De acordo com a assessoria da candidata, o dado citado no folheto foi retirado do site do Movimento Nossa São Paulo, ONG independente. Para Marta, o ataque contido no impresso "não é uma acusação leviana de jeito nenhum".
Alckmin
Marta minimizou a notícia de que Geraldo Alckmin (PSDB), terceiro colocado na disputa municipal, participou nesta terça de ato de campanha de Kassab e demonstrou seu apoio ao prefeito. Segundo ela, Alckmin é um homem "partidário". "Se tem uma pessoa que tem uma coerência partidária, eu conheço, é o Alckmin. Nunca esperei que ele se portasse de forma diferente", disse, aproveitando para tecer um elogio ao tucano.
Marta retomou o discurso de que "o importante no segundo turno são os eleitores dos candidatos". E aproveitou para destacar o apoio recebido por ela de três sindicatos ligados à Força Sindical que votaram no primeiro turno em Alckmin. "Fiquei muito satisfeita", referindo-se ao apoio recebido pela categoria dos frentistas, do comércio e dos alimentos.
Ela aproveitou para fazer uma avaliação da situação de Alckmin nesse segundo turno e solidarizou-se com ele: "Acho que ele teve que ficar uns dias para elaborar o que aconteceu, porque foi muito duro".
Hetero
Marta não quis comentar a reação de Kassab à propaganda da petista que questionava sobre a vida pessoal do prefeito. Hoje, durante sabatina promovida pelo jornal Folha de S.Paulo, Kassab negou que seja homossexual. "Eu não tenho nenhum comentário a fazer e acredito que se ele quis se manifestar, ele sentiu essa necessidade e se manifestou", afirmou Marta, que acrescentou: "Não tenho nenhum comentário a fazer, nem contra, nem a favor".
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