[Valid Atom 1.0]

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Fantástico percorre hospitais do Brasil e encontra UTI sem médicos #SUS #FIFA #BRAZIL #DILMA #PT #LULA



Oitenta e um por cento dos 116 hospitais visitados pelo Tribunal de Contas da União estão inadequados, revela relatório. 

O Fantástico deste domingo mostrou o resultado de um estudo inédito para entender o que há de errado na saúde brasileira. Pela primeira vez, o Tribunal de Contas da União examinou a qualidade do atendimento em 116 hospitais públicos, os mais procurados pela população em todo o país. O resultado é assustador.
É assim que a saúde pública tem tratado seus pacientes.
“Eu estou com dor, desde cedo. Estou aqui desde 9h30 da manhã e até agora nada”, disse uma paciente.
Faltam enfermeiros e médicos.
“Como é que não tem pediatra num hospital desses, para atender uma criança no hospital, desmaiando?”, questiona outra paciente.
“Não tem médico na UTI. São vários plantões em que não há medico na UTI”.
Faltam equipamentos para exames. E faltam remédios.
Fantástico: E quando não tem o antibiótico, como faz?
Médico: Você conhece o "seguro senhor do Bonfim"? A gente amarra uma fita do lado e vai.
Os repórteres do Fantástico foram aos hospitais para conferir o resultado de um relatório recente do Tribunal de Contas da União sobre a saúde brasileira e confirmaram: falta quase tudo na rede pública e sobra desorganização.
No Pronto Socorro Municipal de Cuiabá, encontramos Dona Alaíde, de 62 anos. Ela tinha no cérebro dois aneurismas - que é quando um vaso sanguíneo incha muito. Ele pode estourar e provocar uma hemorragia. Um deles já tinha se rompido e ela quase não conseguia falar.
“Dá pra dar todo dia a dor”, desabafa Dona Alaíde. 
O repórter Eduardo Faustini acompanhou a luta de Dona Alaíde em busca de tratamento.
Fantástico: Ela está com aneurisma?
Elaine da Silva, filha de Dona Alaíde: Isso
Fantástico: Há quanto tempo?
Elaine: Desde o dia 12 de abril.
Fantástico: Dia 12?
Elaine: Isso, de abril.
O caso é muito grave.  No relatório médico, do dia 22 de abril, o médico alerta para o risco de morte. Duas semanas depois, repete o aviso, desta vez em letras garrafais. Dona Alaíde pode morrer. A esperança é uma cirurgia.
A filha conseguiu na Justiça uma decisão liminar que obriga o hospital a realizar o tratamento.
“Entramos com a liminar, no centro de regulação já foi liberado, mas no Hospital Geral, o Estado não está pagando, então é uma situação muito difícil”, disse a filha Elaine.
Esta é uma situação comum em Cuiabá e em vários outros pontos do Brasil. Muitos pacientes só conseguem tratamentos por força de liminares, mas nem todos. Mesmo com uma decisão judicial na mão, essa mulher não conseguiu uma cirurgia para a mãe, que está com uma veia entupida na perna.
“Ela pode perder a perna. Tem vezes que ela toma até três morfinas por noite. E o médico falou que é perigoso tomar muita morfina e o coração não aguentar”, contou Perpétua Socorro, filha de dona Aparecida.
“Essa liminar foi dada dia 22 que o juiz determinou fazer a cirurgia, de abril. Está até aqui, está citando que o Estado tá pagando R$ 20 mil de multa ao dia e não foi cumprido, a liminar, e a minha mãe está nessa situação”, destaca a filha. 
Segundo o relatório do Tribunal de Contas da União, encontrar a emergência lotada se tornou comum, no Brasil.  Até no Distrito Federal, que tem o maior número de médicos por habitantes do país.

“Uma fraqueza que não estou aguentando nem ficar de pé, chego a estar tremendo de fraqueza” destaca uma paciente no Hospital Regional da Asa Norte, em Brasília.

“Minha tia tem deficiência, nem ela que tem prioridade não está sendo atendida”, conta uma estudante.
De acordo com o estudo do TCU, na maioria dos hospitais, as emergências estão sempre superlotadas, sempre.
“Eu estou com dor, desde cedo. Estou aqui desde 9h30 da manhã e até agora nada. E é porque eu recebi isso aqui, que é urgência”, desabafa uma paciente.
“O pessoal está comentando aí que só tem um médico pra atender hoje à tarde”, conta outra paciente.
Médica de folga trabalha para ajudar pacientes
Uma médica, de folga, veio acompanhar um tio doente, quando viu a situação, decidiu trabalhar.
Médica: Está faltando médico. E familiar me ajudando a fazer o procedimento. Familiar me ajudando como um técnico auxiliar de enfermagem porque não tinha ninguém para me ajudar.
Fantástico: Como senhora se sente?
Médica: Desesperada pelos pacientes, porque eles são os que mais sofrem.
A falta de médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem é um problema crônico. Em 81% dos hospitais visitados pelo TCU, os administradores reconheceram que há menos profissionais do que seria necessário para atender a todos os pacientes que procuram atendimento.
“81% é muito alto para receber a população brasileira, carente, que necessita de um atendimento com dignidade”, destaca o presidente do TCU, Augusto Nardes.
UTI sem médicos
Um médico que preferiu não se identificar faz uma revelação assustadora. A UTI do maior hospital de Cuiabá chega a funcionar sem médicos. Vamos repetir: uma unidade de tratamento intensivo funciona sem médicos.
“São vários plantões em que não há medico na UTI. É como estar num avião sem piloto”, disse.
A Prefeitura de Cuiabá nega a acusação, mas o repórter Eduardo Faustini teve acesso a oito comunicados internos, dos últimos três meses, avisando a direção do hospital sobre períodos em que a UTI ficou sem médico algum.
“Não foram nem um nem dois casos de pacientes que poderiam ter saídos vivos das UTIs do pronto-socorro e não saíram. Saíram mortos. Porque eles não tiveram o cuidado adequado. Isso acontece frequentemente”, conta.
O médico diz que recebe orientações do hospital para mentir sobre a hora da morte do paciente.
“A família vai chegar na hora da visita, 'o Sr. diz que morreu um pouquinho mais tarde pra família não desconfiar que morreu num plantão sem médico'. Eu não mudo o horário do óbito porque isso ultrapassaria a minha capacidade de ser conivente com essa situação dentro do pronto-socorro”, confessa.
Segundo o relatório do TCU, o problema fica ainda mais dramático quando os profissionais faltam ao plantão.
“Eu estou com meu neto passando mal. Como é que não tem pediatra num hospital desses, pra atender uma criança passando mal, desmaiando?”, questiona uma paciente no Hospital Regional do Gama.
O pediatra apresentou um atestado médico para não trabalhar e não havia substituto para cuidar da criança.
“Eu chorei mesmo, me ajoelhei nos pés dele chorando, pedindo ajuda. ‘Ajuda uma mãe que está angustiada, porque meu filho está morrendo ali fora e vocês não querem me ajudar’”, desabafa a mãe de Ismael.
Ismael entrou em coma profundo e foi transferido. Ele se recuperou, mas em outro hospital.
Há menos leitos do que seria necessário, diz TCU
Segundo o Tribunal de Contas da União, na maioria dos estados, há menos leitos do que seria necessário. E para piorar, entre janeiro de 2011 e agosto do ano passado, a rede pública de saúde perdeu 11.576 leitos, são doze leitos fechados por dia, ou um a cada duas horas! E os técnicos ainda encontraram 2.389 leitos interditados por razões como falta de profissionais e equipamentos.
Médico: Aqui tinha como ser mais dois leitos, aí serve de depósito.
Fantástico: Por que, cara? Por que isso?
Médico: Porque não tem funcionário. Não tem funcionário, não tem cabo, não tem monitor, só tem o espaço físico mas não tem o leito em si de UTI. Não tem técnico de enfermagem suficiente para tomar conta. Aqui seria outro também. Outro leito. Outro espaço.
Fantástico: E não funciona?
Médico: Não.
Quando o hospital não tem condições de operar todos que precisam, os pacientes se acumulam nas salas e nos corredores, à espera de uma vaga. Homens e mulheres dividem o mesmo espaço.
“As mulheres, as senhoras mesmo usam fralda, entendeu? Na hora de trocar fralda, fazer a higiene das mulheres, é junto com homens, todo mundo olhando, é uma falta de respeito, gente”, conta uma mulher.
Fantástico: Quanto tempo tem que o senhor está aqui?
Paciente: Está com 11 dias.
Fantástico: Onze dias? No corredor?
Paciente: No corredor.
“Pelo menos estão em macas, macas confortáveis”, disse secretário de saúde do DF
“O que vocês viram foram pacientes em macas. Fora do local onde deveria ser, mas dentro do ambiente hospitalar com toda assistência. Pelo menos estão em macas, macas confortáveis - não são desconfortáveis - dentro do hospital sendo atendidos”, disse o secretário de saúde do Distrito Federal, Elias Miziara. 
Falta equipamentos no maior hospital de Salvador
Um paciente, em estado grave, no maior hospital de Salvador, aguarda há mais de um mês a marcação de um exame na cabeça.
Fantástico: E qual exame ele tá precisando?
Homem: Ressonância magnética
Fantástico: Ele tem o quê?
Mulher: Hemorragia cerebral.
“Olha, um paciente que teve um sangramento, uma suspeita de sangramento cerebral, que em qualquer lugar do mundo seria um paciente abordado de imediato porque se for um aneurisma, por exemplo, e ele romper, o paciente morre”, conta o médico Djalma Duarte.
Fantástico: E por que não é feito isso?
Djalma Duarte: Porque não tem o aparelho. O aparelho não existe lá.
Fantástico: No maior hospital de Salvador não tem uma ressonância?
Djalma Duarte: Não, na maior emergência da Bahia não tem esse.
Em 85% dos hospitais visitados pelo TCU, os administradores disseram que a estrutura física das unidades não era adequada. E em 77% dos hospitais falta algum tipo de equipamento. Em 23%, eles não foram instalados e muitas vezes ficam encaixotados no corredor, como no hospital Clériston Andrade, em Feira de Santana, na Bahia. O tomógrafo, usado para examinar o cérebro, não funciona.
O tomógrafo novo já chegou, mas está em uma caixa, no canto de um corredor.
Funcionário: O outro está na caixa pra ser instalado, mas precisa de uma sala mais ampla. É um aparelho mais potente, maior.
Fantástico: Tem cinco meses que chegou?
Funcionário: Já deve ter.
A secretaria estadual de saúde da Bahia diz que começou o processo de licitação da sala, mas ainda não tem previsão de quando o aparelho novo vai começar a funcionar.
Faltam remédios na rede pública
Também faltam remédios na rede pública brasileira. Em quase 80% dos hospitais, atendimentos já foram cancelados por falta de medicamentos ou materiais básicos como seringas e esparadrapo. E por que isso acontece? A maioria absoluta dos administradores aponta falhas no processo de compra como o motivo mais comum.
Seja em Brasília.
“Nós temos dois pacientes internados com endocardite grave e não temos nenhum antibiótico de escolha pra tratar esse tipo de infecção”.
Ou em Cuiabá.
Fantástico: Sulfato de magnésio.
Funcionários: Também, não tem mais. Não tem mais. Melhor perguntar o que não tem, né? Não chegou nada.
Ou em Feira de Santana, na Bahia.
Fantástico: E quando não tem o antibiótico, como é que faz?
Médico: Você conhece o "seguro Senhor do Bonfim"? A gente amarra uma fita ali do lado, meu irmão, e vai.
Paciente consegue liminar para ser atendida, mas hospital não faz cirurgia
Lembra de Dona Alaíde, que mostramos no início desta reportagem? Ela tinha conseguido uma liminar para ser operada, mas o hospital não fez a cirurgia. Na última quarta-feira, o outro aneurisma que tinha no cérebro se rompeu. E ela morreu no dia seguinte. No velório, a tristeza da filha, que lutou durante 40 dias para salvar a vida da mãe.  
Em nota, a Secretaria de Saúde de Cuiabá diz que a paciente fez o exame de angiografia exigido pela Justiça. Quanto à operação, também exigida pela Justiça, a secretaria diz que ela já estava agendada, mas que, antes disso, infelizmente, Dona Alaíde veio a falecer. A secretaria não informa, no entanto, quando Dona Alaíde seria operada.
O Conselho Federal de Medicina diz que para salvar os pacientes, o principal é melhorar muito a administração da saúde pública.
“Mais saúde depende de maior financiamento, melhor gestão administrativa, mais capacitados médicos e um bom sistema nacional de controle e avaliação. Infelizmente, a vontade política ainda não foi suficiente para a implementação desses parâmetros fundamentais à mais saúde”, disse o vice-presidente do CFM, Carlos Vital.
Procurado pelo Fantástico, o Ministério da Saúde diz que está contratando mais profissionais. E aumentando ano a ano o valor gasto em saúde para enfrentar esses problemas.
“O principal fator de redução do número de leitos no Brasil é a mudança do modo de atendimento das pessoas. É uma tendência mundial que cada vez mais seja o ambulatório e, não o hospital, o principal ponto de atendimento das pessoas. Reconhecendo que alguns hospitais têm situações muito críticas, principalmente os grandes hospitais de urgência, ele tem desenvolvido um programa específico que hoje já chegou a 28 hospitais do país, que é o SOS Emergência. A nossa expectativa é que nós possamos construir um sistema público, cada vez de melhor qualidade, com a melhor capacidade de resposta pro conjunto da população”, disse o secretário de atenção à saúde, Fausto Pereira dos Santos.
Longe dessa discussão, Maria de Lourdes, de 66 anos, enfermeira aposentada, agora só pensa na própria saúde. Cuidou de pacientes a vida inteira. Mas hoje é ela quem precisa de cuidados. Depois de um câncer, passou a ter sangramentos no estômago. E só um tratamento pode salvá-la. Assim como Dona Alaíde, ela também tem uma liminar da Justiça na mão.
Fantástico: Isso começou em setembro?
Maria de Lourdes: Em setembro. Vamos ver se eu ainda vou aguentar esperar, né. Porque cada dia eu estou ficando mais debilitada. Imunidade lá em baixo. Tivessem me operado, tivesse feito alguma coisa, hoje eu estaria boa.
Fantástico: E o futuro, o que a senhora espera?
Maria de Lourdes: Deus.
O TCU enviou o relatório ao Ministério da Saúde e a vários outros órgãos públicos. A intenção é que esse seja um passo importante para resolver os problemas que o Fantástico mostrou nesta reportagem. 150 milhões de brasileiros dependem exclusivamente do SUS para cuidar da saúde.







LAST







Sphere: Related Content
26/10/2008 free counters

domingo, 25 de maio de 2014

Grandes empresas indicam as perguntas que os candidatos a emprego mais erram







ISABEL KOPSCHITZ

DE SÃO PAULO




"Quais são os seus pontos fracos?" Apesar de ser quase um clichê das entrevistas de emprego, essa é uma das questões que mais trazem dificuldades aos profissionais durante uma seleção.



Segundo especialistas, o problema é a falta de autoconhecimento das pessoas, o que provoca até reações físicas como perder a voz, suar frio, gaguejar e se mexer sem parar na cadeira.



Para a gerente de recrutamento e seleção da empresa de RH ManpowerGroup, Adriana Thomazinho, perguntas que instigam os candidatos a citar seus defeitos causam angústia.



"O que falta à maioria é autoconhecimento. Algumas pessoas não conseguem elaborar a resposta. Quando o profissional 'trava', perde a oportunidade de revisitar as próprias ações e se avaliar."



As respostas menos valorizadas são as ensaiadas e as que recorrem a clichês. E as mais bem-vindas são as que aliam conhecimento sobre si mesmo e atitude.



"A pior coisa é perguntar 'por que não te contratar?' e ouvir uma resposta ensaiada, que transforma uma qualidade em defeito, do tipo 'sou perfeccionista' ou 'sou detalhista'", diz Francine Graci, gerente de aquisição de talentos do Twitter Brasil.



"Buscamos paixão e personalidade e percebemos quando a pessoa está apenas atrás de um salário ou de um cargo ou só quer entrar em uma empresa de tecnologia."

http://f.i.uol.com.br/classificados/images/negocios/14143783.jpeg


A Folha
perguntou a dez responsáveis por recrutamento de grandes empresas, incluindo companhias especializadas em seleção, quais questões causam mais desconforto aos profissionais. A maioria apontou perguntas que medem habilidades como tolerância à frustração e comportamento sob pressão.


O que você acha do momento econômico brasileiro e como as eleições afetam esse cenário? (responda em inglês)



Principal erro:
Os candidatos costumam tropeçar bastante no inglês. A maioria só se prepara para falar de assuntos cotidianos..


Resposta certa:
Não há uma resposta certa, mas, sim, a maneira correta de formulá-la. Recrutadores dizem que é importante demonstrar firmeza, não gaguejar ao falar e ter senso crítico ao elaborar a resposta..

"http://f.i.uol.com.br/classificados/images/negocios/1414435.jpeg


Cite um projeto profissional que deu errado, como e por quê.



Principal erro:
Um dos maiores erros é contar uma história de forma a empurrar para os colegas de trabalho a culpa de algum fracasso.


Resposta certa:
Essa pergunta é mais abrangente do que apenas pedir para o candidato enumerar suas habilidades. A resposta deve mostrar que ele sabe assumir erros e responsabilidades.
Considerando as suas experiências profissionais, como você avaliaria a necessidade de revisitar seus pontos a serem desenvolvidos?
Principal erro:
Muitos recorrem a frases como "não sei dizer não" ou "sou perfeccionista". Outros discutem questões familiares.
Resposta certa:
O candidato deve citar suas características serem desenvolvidas, relacionando pontos positivos e experiências profissionais. É preciso que ele indique o que espera da carreira, seus desafios específicos e o que gosta de fazer.

http://f.i.uol.com.br/classificados/images/negocios/1414434.jpeg


Podemos testar seu inglês?



Principal erro:
Muitos profissionais dizem ter um bom nível do idioma mas, testados na entrevista, voltam atrás e dão respostas como "estou um pouco enferrujado" ou "preciso praticar um pouco antes de falar", demonstrando insegurança..


Resposta certa:
É importante que o candidato seja sincero sobre esse conhecimento já no currículo. Dizer que fala o idioma fluentemente e não conseguir desenvolver um tema na entrevista soa, no mínimo, incoerente..


Por que eu não o contrataria?



Principal erro:
As respostas de boa parte dos candidatos em relação às fraquezas são ensaiadas e, muitas vezes, clichês. Eles não descrevem aspectos verdadeiros em que precisam se aperfeiçoar.


Resposta certa:
A resposta ideal deve ser não convencional e mostrar personalidade e alinhamento com a cultura da empresa. Pode-se tentar algo como "mas você deveria me contratar, porque posso colaborar de modo A ou B para a empresa" ou "porque tenho certeza de que a companhia fará uma ótima escolha profissional".

http://f.i.uol.com.br/classificados/images/negocios/1414438.jpeg



Como você enxerga sua carreira em uma média de cinco anos?



Principal erro:
Os candidatos são muito imediatistas ou não apontam o que precisam fazer para atingir o objetivo nesse período.


Resposta certa:
É preciso formular um objetivo que seja coerente com o plano da empresa e também com as habilidades pessoais do candidato. Não vale dizer que, em um ano, você já estará promovido, tocando projetos da companhia no exterior e com uma pós-graduação. É uma expectativa alta demais.


Suponha que estejamos comemorando algo daqui a um ano. O que seria?



Principal erro:
Responder "a minha promoção" é errado se a empresa ou o cargo não permitirem um crescimento tão rápido.


Resposta certa:
A pergunta testa visão de futuro, planejamento e conhecimento do candidato sobre o plano de carreira da empresa. Pode ser considerada uma boa resposta até um projeto pessoal como "o nascimento da minha filha".


Qual foi o seu papel em determinada área?



Principal erro:
Não se deve dar respostas evasivas ou no coletivo, como "a equipe era responsável pelo controle financeiro".


Resposta certa:
O objetivo da pergunta é entender as responsabilidades do candidato em determinado cargo. O ideal é focar nas funções que eram desenvolvidas e de que forma o eram, evitando se perder em outras considerações.


Faça uma estimativa do número de pneus de borracha no mundo



Principal erro:
Não se deve tentar contar os pneus a partir da produção de petróleo mundial. Seria impossível um resultado exato.


Resposta certa:
A boa resposta é aquela que descreve o raciocínio usado para chegar à estimativa. O candidato precisa considerar, em voz alta, variáveis como a população mundial, o número de veículos motorizados, os pneus produzidos anualmente e os antigos e a vida útil do equipamento.

http://f.i.uol.com.br/classificados/images/negocios/1414436.jpeg



Como a sua equipe descreveria como é trabalhar com você?



Principal erro:
Muitos candidatos enumeram apenas as qualidades. Mas o recrutador pode pedir para ouvir a equipe deles.


Resposta certa:
Não seja positivo demais. Conte pontos fortes e fracos que, com certeza, você já deve ter ouvido de seus subordinados ou colegas. No caso das fraquezas, aproveite para mostrar alguma atitude que tenha tomado ou que pretende tomar para reverter a imagem ruim.






LAST







Sphere: Related Content
26/10/2008 free counters

Traficantes brasileiros têm ligação com máfia italiana, diz polícia federal



Alex Rodrigues
Da Agência Brasil
Investigações da Polícia Federal (PF) e do Ministério Público Federal (MPF) expuseram as relações de uma das mais poderosas organizações criminosas do mundo, a 'Ndragueta [Andrângueta], com grupos criminosos locais. Entre especialistas em segurança, a presença de pessoas ligadas à máfia italiana em território brasileiro já é discutida há anos, mas as menções à organização criada na Calábria ganharam as páginas policiais depois que a PF deflagrou, em março deste ano, a Operação Monte Pollino, que desarticulou um esquema de envio de cocaína sul-americana para a Europa.
Na quarta-feira (21), o MPF denunciou seis pessoas investigadas por supostamente integrarem uma quadrilha que usava o porto de Santos, o maior da América Latina, para enviar toneladas da droga para a Europa.
Convencidos de que todos os investigados na operação Monte Pollino "integram uma ampla rede criminosa, com ramificações em diversos países e ligações com a máfia italiana Ndrangheta", procuradores da República em Santos já anunciaram que vão denunciar pelo menos outras 14 pessoas.
Segundo o instituto italiano Demoskopika, a máfia calabresa, também conhecida como Família Montalbano, movimentou cerca de 53 bilhões de euros (cerca de R$ 160 bi) em 2013. O instituto garante ter chegado a essa cifra a partir dos dados de documentos oficiais a que teve acesso. O montante é quase o mesmo que a rede de lanchonetes McDonald's e do Deutsche Bank movimentaram, juntos, no ano passado.
A maior fonte de renda da organização calabresa seria o tráfico de drogas, com o qual obteve 24,2 bilhões de euros (cerca de R$ 73 bi) . Os tentáculos da ´Ndragueta, contudo, se estendem para a reciclagem ilegal, extorsão, desvio de recursos públicos, jogos de azar, venda de armas, prostituição, falsificação de documentos e imigração clandestina. Ainda de acordo com o instituto, a ´Ndragueta conta com cerca de 60 mil associados que atuam em pelo menos 30 países. 
Ao deflagrar a operação Monte Pollino, em março, o delegado federal Osvaldo Scalezi Júnior revelou que as investigações brasileiras começaram em fevereiro de 2013, a pedido da Itália, que já apurava o envio de cocaína do Peru e da Bolívia para a Europa desde 2010. No mesmo dia em que, no Brasil, cerca de 70 policiais federais saiam às ruas para cumprir os mandados de prisão e de busca e apreensão, na Itália a Guarda de Finança deflagrou a operação Bongustaio. Em um grande esquema de cooperação internacional, também foram cumpridos mandados na Espanha, em Portugal, no Reino Unido, na Holanda, na Sérvia, em Montenegro e no Peru.
No total, foram detidas 12 pessoas, sendo dez no Brasil, uma na Itália e uma na Espanha. Além disso, outras seis pessoas já tinham sido presas antes no Brasil. Ao longo de um ano de investigação, foi apreendido mais de 1,3 tonelada da droga negociada pelo grupo. Os principais destinos da cocaína eram os portos de Gioia Tauro, em Nápoles, na Itália, e de Porto de Leixões, em Portugal, onde, em outubro de 2012, foram apreendidos 330 quilos de cocaína. Grandes quantidades do entorpecente também foram apreendidas ao longo das investigações em portos da Espanha, Alemanha e da Bélgica. Segundo estimativas da polícia italiana, só o valor do volume apreendido pode chegar a 10 milhões de euros (R$ 30,3 mi).
A cocaína era trazida ao Brasil por terra e armazenada principalmente na região de Campinas, no interior paulista. Em Santos, era embarcada em navios de carga com a colaboração de ao menos dois funcionários terceirizados corrompidos pelos suspeitos de fazer a cocaína chegar a Europa. O destinatário do produto era a ´Ndragueta. Depois que a droga chegava aos portos europeus e era recolhida, representantes do braço financeiro da máfia calabresa que vinham frequentemente ou moravam no Brasil se encarregavam de pagar os integrantes dos grupos criminosos, sobretudo brasileiros, que adquiriam a cocaína pura, transportavam até os portos brasileiros e a acondicionavam nos contêineres. O dinheiro costumava ser entregue em lugares movimentados, como praças de alimentação de shoppings e hipermercados da capital paulista.
Entre as pessoas presas em março está uma brasileira detida na Espanha. Segundo Scalezi, era ela a principal responsável por enviar ao Brasil os dólares com que a ´Ndragueta pagava os intermediários do esquema. "A brasileira presa na Espanha é a principal responsável pelo braço financeiro da organização calabresa", disse Scalezi em março. De acordo com o delegado federal, a brasileira foi identificada e detida graças a troca de informações entre Brasil e Itália e a cooperação internacional. Ainda segundo Scalezi, após o início das diligências e das primeiras apreensões, os criminosos passaram a operar em outros portos brasileiros.
Na quinta-feira (22), ao ser questionado sobre o que o governo brasileiro vem fazendo para coibir a atuação de organizações criminosas internacionais em geral e da ´Ndragueta em particular, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse não poder comentar o assunto. "A PF tem um trabalho intenso de cooperação e troca de informações com policias do mundo inteiro. Há muitas linhas de investigação em curso, mas eu jamais poderia dizer o que está ou não está sendo investigado. Primeiro porque é sigiloso. Segundo porque seria um erro colossal, pois nunca se diz o que está investigando".
Ampliar

Conheça esconderijos usados por traficantes para transportar drogas53 fotos

46 / 53
9.set.2013 - Mulher tentou embarcar com dois quilos de cocaína escondidos em uma barriga falsa e foi presa em flagrante por policiais federais no Aeroporto Internacional Marechal Rondon, no Mato Grosso. Ela e outra mulher estavam embarcando para a Itália quando foram abordadas pelos oficiais, que atendiam a uma denúncia anônimaPF-MT/Divulgação


COMENTÁRIOS 11

  1. Avatar de obsglobal

    obsglobal

    2 horas atrás
    Perguntas que não podem calar: a cocaina vem da onde? E a politica do Brasil para os nosso vizinhos?????????
  2. Avatar de Nezinho do Jeque

    Nezinho do Jeque

    2 horas atrás
    Ta explicado por que o Pizzolato foi pra Itália, foi só fazer um acerto de contas rotineiro.
    1. Avatar de Narr

      Narr

      1 hora atrás
      Raciocínio brilhante. Poderia complementar com Mantega, Toffoli, Tombini, Palocci, Chinaglia, dona Marisa, Stédile, Vaccarezza, Agnelli, Antonio Gramsci, as conexões são claras.
  3. Avatar de robertorcp

    robertorcp

    2 horas atrás
    Naturalmente que existem exceções, mas pelos noticiários da mídia, a respeito dos numerosos inquéritos policiais, depreende-se que os doleiros dos políticos, dos funcionários públicos de alto escalão, dos padres, dos pastores, das facções criminosas, dos industriais, dos grandes empresários e dos movimentos terroristas, são os mesmos...
  4. Avatar de RaymondRoger

    RaymondRoger

    2 horas atrás
    Sera que eles já não sabiam o que qualquer cidadão um pouco esclarecido sabe?
  5. Avatar de Shadyraidy

    Shadyraidy

    2 horas atrás
    Pra onde foi o Henrique Pizzolato ????
  6. Avatar de Soni

    Soni

    3 horas atrás
    Todas as nossas quadrilhas são bem organizadas,neste ponto, os nossos dirigentes de Brasília, de colarinho branco,também não deixa a desejar,são bons também
  7. Avatar de PAULISTA SP

    PAULISTA SP

    5 horas atrás
    Parabéns Polícia Federal. O povo todo sabe e vê o trabalho árduo, perigoso,de vocês. Agradecemos.
Os comentários não representam a opinião do portal; a responsabilidade é do autor da mensagem. 
Leia os termos de uso








LAST







Sphere: Related Content
26/10/2008 free counters