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quinta-feira, 30 de abril de 2009

TRATAMENTO: VALE TUDO PARA ABANDONAR O VÍCIO


Terapia, grupos de anônimos, medicamentos e ajuda de Deus; especialistas dizem que melhor saída é aquela que dá certo

TATIANA LIMA
MARCELO PINHO

DA EQUIPE DE TRAINEES

Não há um caminho único para quem quer se livrar da dependência. A ajuda mútua dos grupos de anônimos, os divãs de psicoterapeutas, os remédios recomendados por psiquiatras e até os bancos das igrejas podem ajudar uma pessoa a se recuperar do vício.

Para Jair Mari, professor de psiquiatria da Unifesp, que atende dependentes químicos, a depressão muitas vezes leva algumas pessoas a buscar as drogas. "Para esses casos, o auxílio de remédios e a psicoterapia podem solucionar o problema", explica.

Antidepressivos podem, ainda, funcionar como um substituto para a cocaína. Alguns deles contêm bupropiona, substância que, segundo Mari, produz efeitos semelhantes aos da cocaína.

No entanto, o uso de remédios não é unanimidade entre médicos. O psiquiatra Ronaldo Laranjeira, diretor da Uniad (Unidade de Pesquisas em Álcool e Drogas) da Unifesp, afirma que, "se esse uso fosse simples, o problema da droga já estaria resolvido".

Uma nova alternativa para o tratamento da dependência de cocaína poderá ser o uso de vacinas. Uma companhia inglesa anunciou nesta semana o sucesso de testes, em humanos, de uma vacina que evitaria a ação da cocaína no cérebro. Sua utilização, no entanto, ainda vai depender de novas experiências.

Anônimos

Enquanto a vacina não vem, os grupos de ajuda mútua são uma alternativa. Formado em 1935 nos Estados Unidos, os Alcoólicos Anônimos, segundo a própria entidade, têm cerca de 2 milhões de membros no mundo. Só na cidade de São Paulo, existem mais de 200 grupos de ajuda. Além dos alcoólicos, há grupos para narcóticos, comedores compulsivos, dependentes de sexo, entre outros.

Neles as pessoas trocam experiências e encontram apoio de outras com os mesmos problemas. "O grupo funciona como uma segunda família", diz o sociólogo Leonardo Mota, autor de um livro recém-publicado sobre o AA.

As técnicas dos anônimos, no entanto, são alvo de críticas. O psicanalista e psiquiatra Maurício Gadben, que defendeu tese de doutorado sobre dependentes na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), critica os anônimos por só atacarem os sintomas da dependência.

O psiquiatra Jairo Werner, coordenador do grupo de estudos sobre tratamento de alcoolismo da UFF (Universidade Federal Fluminense), diz que falta aos anônimos diagnóstico médico. "Muitos dos que procuram esses grupos precisam de auxílio especializado", diz.

Ainda assim, profissionais de saúde não questionam a validade dos anônimos. Ao contrário, recomendam aos seus pacientes que os freqüentem. O psiquiatra Arthur Guerra de Andrade, presidente do Grea, é um deles.

A psicóloga Maria Paula Oliveira, uma das fundadoras do Ambulatório do Jogo Patológico do Proad da Unifesp, diz que os anônimos tiram dos dependentes o sentimento de onipotência.

Segundo ela, os dependentes costumam se considerar quase deuses. Nos grupos, eles precisam admitir que são incapazes de controlar seus impulsos e que um "poder superior" os orienta.

Oliveira diz que esse "poder superior" não é, necessariamente, Deus. Leonardo Mota concorda com a psicóloga. Para ele, os integrantes de grupos anônimos podem entendê-lo como quiserem.

Religião

Outro caminho para abandonar a dependência é a religião. Muitas delas oferecem tratamentos para diversos tipos de vício. A Igreja Católica, por exemplo, criou, em 1998, a Pastoral da Sobriedade. A entidade segue o modelo dos 12 passos (veja quadro ao lado).

O professor de sociologia da USP Flávio Pierucci afirma que as religiões usam o tratamento para conquistar fiéis. "É o mesmo que converter presos em cadeias."

Coordenador da Pastoral da Sobriedade em São Paulo, d. Irineu Danelon admite a catequese na pastoral e é taxativo: "Não há recuperação sem evangelização".

Participante das reuniões da pastoral desde a fundação, Valmir, ex-dependente de cocaína, diz que só conseguiu abandonar as drogas com a religião. "Freqüentei reuniões do Narcóticos Anônimos, mas vi que ficaria dependente delas. Só com Deus consegui ser independente."

Algumas pessoas trocam uma compulsão por outra, tornando-se fanáticas por religião, segundo o psiquiatra Edmundo Maia, diretor de uma clínica que atende usuários de drogas e outros compulsivos.

D. Irineu Danelon admite que algumas pessoas exageram por falar demais sobre religião. "As pessoas devem agradar a Deus pelo estilo de vida que levam e não apenas pela palavra."

Divã

Enquanto nos anônimos e nas igrejas os dependentes contam experiências sem ser questionados, nos tratamentos psicoterápicos, eles falam de assuntos que nem sempre abordariam sem estímulo. "Nas terapias de grupo, todo mundo conversa, se questiona. O terapeuta sempre aponta questões", afirma a psicóloga Maria Paula Oliveira.

Há duas diferentes abordagens para o tratamento psicoterápico, segundo a ONU: a behaviorista e a psicodinâmica. Na primeira, o terapeuta acredita que o comportamento compulsivo decorre de falha no aprendizado. O paciente precisa aprender a se comportar de outra forma.

Werner, da UFF, compara o aprendizado ao de línguas. "O dependente precisa aprender outra linguagem que não a das drogas."

A psicodinâmica aborda a questão do vício como reflexo de conflitos internos surgidos na infância e que precisam de solução.

Eliseu Labigalini, psiquiatra do Proad, afirma que a terapia é longa e, às vezes, difícil, por obrigar o paciente a se questionar.

Internações

Quando o dependente já tentou parar de várias formas e não conseguiu, a saída pode ser a internação, afirma José Galduróz, psiquiatra do Cebrid, da Unifesp.

Ela, no entanto, não significa o fundo do poço. Segundo José Antônio Zago, psicólogo do Instituto Bairral (clínica psiquiátrica que tem 56 leitos destinados a dependentes), boa parte dos internos tem emprego e apoio da família.

O jornalista Carlos, por exemplo, ainda trabalhava quando foi internado pela primeira vez em 2001. Só em 2004, por causa de uma recaída, perdeu o emprego.

As clínicas combinam, em geral, o uso de remédios, com psicoterapia e terapia ocupacional. Algumas usam os 12 passos dos anônimos e o auxílio da religião.

De todos os tratamentos, dizem os especialistas ouvidos, o melhor é aquele ao qual o dependente se adapta, que pode ser a simples vontade de parar ou todos juntos.




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26/10/2008 free counters

A MEDIUNIDADE e a PSICANÁLISE


Há quase um século se estuda os fenômenos orgânicos e psíquicos da mediunidade. No Brasil um dos mais importantes estudiosos nesta área é o neuropsiquiatra Sérgio Felipe de Oliveira, mestrado em Ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e diretor da Clínica Pineal Mind de São Paulo.

Nesta entrevista para a revista “Saúde e Espiritualidade” (“Health and Spirituality”), Dr. Sérgio nos conta um pouco de seus estudos e investigações sobre a glândula pineal e a mediunidade.

A Ciência reconhece o tema da “mediunidade”?

O Código Internacional de Enfermidades (CID) N°10 (F44.3) de certa forma o reconhece; do mesmo modo que o tratado de Psiquiatria de Kaplane e Sadock, no capítulo sobre as teorias da Personalidade, quando se refere ao estado de transe e de possessão pelos espíritos. Carl Gustav Jung, fez um estudo com uma médium possuída por espíritos. Enfim, já é uma abertura para discutir o tema do ponto de vista científico.


No seu curso, como o senhor orienta as pessoas para o estudo da mediunidade?

De início, é necessário apresentar os conceitos de Universos Paralelos e a Teoria das Superquedas, porque essas hipóteses científicas buscam a unificação de todas as forças físicas conhecidas e pressupõem a existência de 11 dimensões, coincidindo com a revelação espírita sobre os diversos planos da vida espiritual. Temos que estudar também outros temas científicos importantes, tal como a Física Quântica, apresentada por Einstein e desenvolvida por Paul Dirac, assim como o teorema de Gödel. Precisamos discutir um pouco sobre os tipos de matéria que participam da construção dos corpos sutis do espírito, além de estudar a dinâmica da Psicologia Transpessoal. Assim podemos entender melhor como se pruduz a comunicação entre os espíritos, sejam esses encarnados ou desencarnados.


Que seria realmente a mediunidade?

A mediunidade é uma faculdade da percepção sensorial. Como qualquer faculdade deste tipo, para ser exercida, a mediunidade necessita de um órgão que capte e o outro que interprete. A nossa hipótese é que a glândula pineal é um órgão sensorial da mediunidade, como um telefone celular, que capta as ondas do aspecto eletromagnético, que vêm da dimensão espiritual, e o lóbulo frontal faz o juízo crítico da mensagem, auxiliado pelas demais áreas encefálicas.


Mas a glândula pineal não se calcifica depois dos 10 anos de idade?

De fato, ocorre o processo bio-mineral da glândula e ela se calcifica. Em minha tese de doutorado da USP, investiguei os cristais da glândula pineal mediante a difração dos raios X.

Eu usei também a tomografia computadorizada e a resonância magnética. Tive a oportunidade de observar nos cristais uma micro circulação sangüínea que os mantinha metabolicamente ativos e vivos.

Acredito que sejam estruturas diamagnéticas que repelem ligeiramente o campo magnético, cujas ondas se deixam ser recocheteadas de um cristal a outro. Isso é como um seqüestro dos campos magnéticos pela glândula. Quanto mais cristais uma pessoa tem, mais possibilidades terá de captar as ondas eletromagnéticas. Os Médiums ostensivos têm mais cristais.

Quais são os sintomas da mediunidade?

Variam dependendo do tipo da mediunidade. Nos fenômenos espíritas, como é o caso da psicofonia, da psicografia, da possessão, etc, há captação pelos cristais da glândula pineal e sua ativação adenergética, quero dizer que pode ocorrer ataque cardíaco, aumento do fluxo renal, circulação periférica diminuída, etc. Nos fenômenos psíquicos, em que a alma do encarnado se afasta do corpo, como em estado de desdobramento, os sintomas são outros: podemos ter distúrbios de sono, sonambulismo, terror noturno, ranger de dentes, angústia, fobia, etc. Encaixam-se aqui também os fenômenos de cura e ectoplasma. Nos psíquicos, ocorrem mais fenômenos colienergéticos: expansão das atividades do aparelho digestivo, diminuição da pressão arterial, etc.


Quer dizer que a mediunidade não se manifesta sempre como fenômeno paranormal?

Correto. Uma boa parte das vezes, se expressa mediante alterações do comportamento psicobiológico. A explicação é a seguinte: a glândula pineal, um órgão sensorial, capta as ondas magnéticas dos universos paralelos; a percepção seria enviada ao lóbulo frontal que a interpretaria. Para isso é necessário se ter um certo treino e, antes de mais nada, a transcendência, do contrário não há desenvolvimento nessa área.

E no caso de a pessoa não conseguir essa trascendência?

Nesse caso as ondas magnéticas vão influir diretamente sobre as áreas do hipotálamo e as estruturas ao seu redor, sem passar pelo juízo crítico do lóbulo frontal e sem receber seu comando. Conseqüentemente a pessoa perde o controle do comportamento psicobiológico e orgânico. É o que acontece em muitos casos de obesidade, quando a pessoa come sem fome ou nos casos de dificuldades nas relações sexuais.

Se o efeito se produz na área da agressividade, haverá talvez um aumento da auto-agressividade (desencadeando depressão e fobia) ou da hetero-agressividade (com violência contra outras pessoas). Se o sistema reticular ascendente é ativado (esse sistema é responsavel pelos estados de sono e vigilia) podem ocorrer distúrbios nessa área. Nos casos citados ocorrem sintomas sem desenvolvimento da mediunidade, com alterações hormonais, psiquiátricas ou orgânicas. Se não há o controle do lóbulo frontal, as áreas mais primitivas predominam. A pessoa não usa a capacidade de transcendência. Essas são hipóteses que acumulei durante as investigações e nos casos clínicos.


Se um paciente lhe perguntasse se o seu problema é espiritual ou orgânico, qual seria a sua resposta?

Não existe uma coisa separada da outra. Eu parto da hipótese de que a pessoa é um espírito. Por isso a influência espiritual tem repercursão biológica e os comportamentos psico-orgânicos têm influência sobre o espírito.

Qual e o caminho para a integração da ciência e da espiritualidade?

O cérebro está, como um embrião, ligado ao coração. Não existe raciocínio sem emoção. Somente a capacidade de amar constrói a verdadeira identidade das pessoas. Somente após a união definitiva entre a Ciência e a Espiritualidade, a humanidade poderá encontrar a paz e o amor.

o entrevistado,Sérgio Felipe de Oliveira, é neuropsiquiatra com mestrado em Ciências pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e diretor da Clínica Pineal Mind de São Paulo.

revista Saúde e Espiritualidade da Associação Médico Espírita.

ilustração do site.

VEJA MAIS EM: www.redevisao.net

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26/10/2008 free counters

"ALMA DOS ANIMAIS"



















PROF. CATEDRÁTICA DE NEUROANATOMIA ANIMAL FALA-NOS SOBRE A "ALMA DOS ANIMAIS"









Irvênia Prada é Professora Catedrática e médica veterinária da Universidade de S. Paulo (USP), sendo uma autoridade mundial na comunidade científica sobre “Neuroanatomia Animal”. É também uma respeitada investigadora espírita em particular da “Interacção Cérebro-Mente” dos animais. Com vários livros e estudos científicos e espíritas publicados, deixou uma entrevista exclusiva ao Jornal de Espiritismo, aquando da sua recente estadia na cidade do Porto.


Por que se encontra em Portugal?
Irvênia Prada - Estou em Portugal, especialmente na cidade do Porto, por vários motivos. Um deles é o X Congresso Luso-Brasileiro de Anatomia, a ser aqui realizado, de 30 de setembro a 02 de outubro. Outra razão liga-se ao meu grande e antigo desejo de conhecer esta cidade, cheia de belezas com as quais vim encantar-me, agora, pessoalmente. Por outro lado, assim que decidi vir ao Porto, comuniquei–me com a Sra. Benvinda Serrano, que aqui reside e com a qual já tinha contatos. Ela agendou-me alguns compromissos de palestras e entrevistas, tanto no meio espírita, quanto em relação a entidades de defesa e de proteção dos animais,vidade em que me encontro também inserida. Na seqüência, irei para o Congresso Mundial de Espiritismo, a ser realizado em Paris, na primeira semana de outubro.


Como se tornou espírita?
IP - Eu nasci em família espírita. A família de meu pai já era espírita desde o meu avô paterno, que conheceu a doutrina e a assumiu plenamente, a partir da cura de um processo obsessivo que havia acometido minha avó. Assim, tive o privilégio de crescer vendo meu pai e outros familiares, desenvolvendo e vivenciando tarefas meritórias dentro e fora da Casa Espírita. Tenho-os como exemplos que procuro seguir. Embora já desencarnados, a presença deles me é constante, não apenas pela extrema afeição que lhes dedico, como pelo meu sentimento de gratidão a eles, por terem me conduzido a esta doutrina de amor, de consolação e de libertação das consciências.


Por que tem esse afeto pelos animais?
IP - Sou veterinária e, no início de minha carreira profissional, encontrava-me, como ainda hoje me vejo, totalmente encantada com as maravilhas da Anatomia, estudo a que me dediquei. Com o passar do tempo e embora não tivesse contato direto com os animais, no atendimento clínico e hospitalar, fui me sensibilizando com tudo o que via, a respeito deles. As cenas de matadouro - local que visitava frequentemente para adquirir órgãos para as minhas aulas práticas, no ensino da Medicina Veterinária -, a utilização indiscriminada de animais em pesquisas científicas, o abandono de cães e gatos atropelados, cancerosos, cegos e com toda sorte de mazelas, todos os dias, no pátio da faculdade, nos fins de tarde... Também fora do ambiente acadêmico, a ocorrência de espetáculos deprimentes, ditos “de diversão humana”, como “farra do boi”, touradas, vaquejadas, rodeios, exibição de animais em circos, e outros.
Tenho, sim, grande afeto por eles mas, penso que isso, apenas, não basta, pois muitas vezes subjugamos e submetemos à nossa vontade, aqueles que dizemos amar. É necessário o despertar de nossa consciência, para reconhecermos que eles tem direito natural à própria vida e à condição de não serem constrangidos a procedimentos e situações que lhes causem dor e sofrimento. Os animais todos, que tive e tenho, em casa, sempre engrandeceram nossas vidas com demonstrações inegáveis de lealdade e companheirismo, de tal forma que aprendemos a valorizar a relação afetiva que se estabeleceu entre nós, estendendo para todos os animais, em geral, essa nossa postura.


Como entende, o Espiritismo, os animais?
IP - Segundo meu entendimento, o Espiritismo considera os animais espíritos em evolução. Vejamos algumas das muitas citações a respeito constantes da literatura espírita:
> O Livro dos Espíritos, LE.597: “Pois se os animais tem uma inteligência que lhes dá uma certa liberdade de ação, há neles um princípio independente da matéria?” (eu sublinhei). Resposta – “Sim, e que sobrevive ao corpo”.
> A Gênese, GE.III.21: “A verdadeira vida, do animal, tal como do homem, não se encontra no envoltório corporal... ela está no princípio inteligente, que preexiste e que sobrevive ao corpo” (eu sublinhei).
> LE.612: “...No momento em que o princípio inteligente atinge o grau necessário para ser Espírito e entra no período de humanidade, não tem mais relação com o seu estado primitivo e não é mais a alma dos animais, como a árvore não é a semente”.
> Alvorada do Reino, de Emmanuel: “O animal caminha para a condição de homem, tanto quanto o homem caminha para a condição de anjo”.
Está claro que, ao inquirir os espíritos, se nos animais há um “princípio” independente da matéria, Kardec referia-se ao “princípio inteligente”, conforme lemos no LE.79 “... os Espíritos são individualizações do princípio inteligente como os corpos são individualizações do princípio material... (eu sublinhei)”. Veja-se também o LE.27 a respeito do conceito de trindade universal (Deus, princípio inteligente e princípio material).


É possível relacionar animais e mediunidade?
IP - Kardec já discutia esse assunto, à sua época, na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, gerando matéria que se encontra publicada na Revista Espírita, de setembro de 1861. Também no próprio O Livro dos Médiuns (LM), o capítulo XXII dedica-se ao assunto “Da Mediunidade dos Animais”. Constante do item 236 desse capítulo, temos o comentário de Erasto: “Certamente que os espíritos podem tornar-se visíveis e tangíveis para os animais... Muito frequentemente se vêem cavalos que se recusam a avançar ou recuar, ou que se empinam diante de um obstáculo imaginário. Pois bem!

Irvênia Prada, Lígia Almeida e Sérgio Filipe de Oliveira

Os médicos: Irvênia Prada, Lígia Almeida (cardiogeria-tra e presi-dente da AME Porto) e Sérgio Filipe de Oliveira (psiquiatra)

Podeis estar certos de que o obstáculo imaginário é quase sempre um Espirito ou um grupo de Espíritos que se comprazem em detê-los. Lembrai-vos da mula de Balaão que, vendo um anjo pela frente...É que, antes de se manifestar visivelmente a Balaão, o anjo quis tornar-se visível apenas para o animal” . Assim, pelo relato de Erasto e ainda pela observação de muitas pessoas quanto a comportamento sugestivo, de seus animais, podemos concluir que os animais tem, sim, a capacidade de perceber a presença de entidades espirituais, sentindo-lhes as vibrações. Cabe, a respeito, citação do relato bíblico da “Cura do Endemoniado Geraseno” (Lc 8:20-34): “...Tendo os demônios saído do homem, entraram nos porcos e a manada precipitou-se despenhadeiro abaixo, dentro do lago, e se afogou”. Entendemos, nesta passagem, que os chamados “demônios” (espíritos muito necessitados) não propriamente “entraram” nos porcos mas, para eles transferiram a sua necessidade de vampirização de fluido vital, de tal sorte que os animais “perceberam”, “sentiram” as características de suas pesadas vibrações e se descontrolaram. Nesse sentido e nessas condições, poderíamos nos atrever a dizer que os animais são médiuns, uma vez que no LM.2ª.XIV.159, lemos: “Todo aquele que sente a influência dos Espíritos, em qualquer grau de intensidade, é médium”. Na tradução de Herculano Pires, já não teríamos essa possibilidade, pois aí se lê: “Toda pessoa que sente...”. Se por um lado, reconhecemos que determinados animais percebem a presença de espíritos e mesmo os vêem, de outra parte consideramos que existe grande restrição em se admitir que possam atuar como mediuns, nas chamadas manifestações de efeitos inteligentes ou intelectuais (como psicografia e psicofonia), em que o médium age como intermediário e, necessariamente, com o envolvimento de seu cérebro, (LM.225). Alem do mais, como ressalta Erasto (LM.236), “necessitamos da união de fluidos similares, que não encontramos nos animais nem na matéria bruta”.


Pessoas que abandonam animais de estimação... qual a óptica espírita em relação a isso?
IP - É atribuída a Chico Xavier a consideração de que “somos livres para decidir sobre os nossos atos, muito embora nos tornemos escravos de suas conseqüências”. Assim, seremos inexoravelmente alcançados, mais cedo ou mais tarde, pelos efeitos de nossos atos, sejam de amor ou de desamor. Em Missionários da Luz, cap. IV – “Vampirismo”, observamos como André Luiz se surpreende quanto à infeliz condição de “ muita gente na terra que vive à mercê de vampiros invisíveis. E a proteção das esferas mais altas? E o amparo das entidades angélicas, a amorosa defesa de nossos superiores?”. O mentor Alexandre esclarece: “Em todos os setores da Criação, Deus, nosso Pai, colocou os superiores e inferiores para o trabalho de evolução, através da colaboração e do amor...no capítulo da indiferença para com a sorte dos animais, ...nenhum de nós pode atirar a primeira pedra. Os seres inferiores e necessitados do planeta não nos encaram como superiores generosos e inteligentes mas, como verdugos cruéis... A missão do superior é a de amparar o inferior e educa-lo...Sem amor para com os nossos inferiores, não podemos aguardar a proteção dos superiores”. Portanto, percebe-se ser grande o nosso compromisso para com os animais que conosco convivem. Abandonar um animal “de estimação” (imagine-se o que fazem com os demais...) à sua própria sorte, com certeza também é abdicar de condições vibratórias compatíveis com o merecimento da tutela dos espíritos de luz (“... a cada um, segundo as suas obras.” - Ap.22:12).


Como podemos entender a participação de animais em atividades de diversão do ser humano, como a caça e outras?
IP - Ao longo da história do homem, particularmente a partir do Horizonte Agrícola (vide “O Espírito e o Tempo”, de Herculano Pires), os animais sempre estiveram ao seu lado, participando de muitas de suas atividades. Ainda hoje vemos, por exemplo, nas lidas do campo, cavalos, bois e cães pastores em tarefas de trabalho, na companhia do ser humano. Quer no trabalho, quer nos momentos de diversão e lazer, é desejável que a interação entre homens e animais, seja harmônica, respeitando-se as características das diferentes espécies animais e seus limites de bem-estar. Entretanto, vemos com pesar que a grande maioria das situações arquitetadas com vistas à diversão humana, nelas incluindo-se diversas modalidades de esportes, penaliza os animais, submetendo-os a toda sorte de desconforto, privações, maus tratos e mesmo crueldade. Lemos no LE.734 – “No seu estado atual, o homem tem direito ilimitado de destruição sobre os animais?” R – “Esse direito é regulado pela necessidade de prover à sua alimentação e à sua segurança; o abuso jamais foi um direito”. Na questão seguinte, LE.735, temos mais esclarecimentos a respeito: “Que pensar da destruição que ultrapassa os limites das necessidades e da segurança; da caça, por exemplo, quando não tem por objetivo senão o prazer de destruir, sem utilidade?” R – “Predominância da bestialidade sobre a natureza espiritual. Toda destruição que ultrapassa os limites da necessidade é uma violação da lei de Deus...”. Portanto, é de se lamentar a vigência de tristes espetáculos como a “Farra do Boi”, no sul do Brasil. Nessa atividade, aí implantada por açorianos e defendida na região como prática de “cultura e tradição”, o animal é exposto, nas praças e ruas, à insanidade dos que tem a “coragem” de furar-lhe os olhos, de espetá-lo com lanças ponteagudas, de quebrar-lhe os ossos e de faze-lo sangrar em exaustão, até a morte. Que falar também da caça à raposa, das touradas, vaquejadas, rodeios, dos animais amontoados em circos e em feiras e, ainda, das rinhas de galos e de cães? Penso que a nossa inteligência, tão fértil para a conquista de tantos avanços tecnológicos e científicos, teria todas as condições, se assim o desejasse, de promover atividades de trabalho ou de diversão, com a participação de animais, respeitando-lhes o direito à vida e a sua capacidade de sofrimento. Mas, isso depende, também, do nosso desenvolvimento moral, que ainda está a desejar...


E o conceito de evolução das espécies? O Espiritismo acrescenta-lhe algo?
IP - É muito interessante a observação do fato de que Darwin (1809-1882) e Kardec (1804-1869) foram contemporâneos. Apesar das polêmicas repercussões sociais e religiosas que a teoria darwiniana levantou, na época, com a publicação de “A Origem das Espécies” (1859), Kardec entendeu a validade da proposta, pois em GE.XI.15 (1868) considera, com o título “Hipótese sobre a Origem do Corpo Humano”, a possibilidade de que “...Corpos de macacos teriam sido muito adequados a servir de vestimentas aos primeiros Espíritos humanos, necessariamente pouco avançados, que vieram encarnar-se na terra...”. Outras citações sustentam a consideração dessa “hipótese”: GE.XI.16 – “Como não há transições bruscas na natureza, é provável que os primeiros homens que apareceram sobre a Terra pouco diferissem do macaco, em sua forma exterior, e sem dúvida, também quanto à sua inteligência...” ; LE.849 – “Qual é, no homem em estado selvagem (eu entendo que Kardec referia-se ao homem “primitivo”), a faculdade dominante: o instinto ou o livre-arbítrio?” Resposta: “O instinto...”.
A Ciência, atualmente, confirma plenamente a validade dessa hipótese. No terreno da Biologia e da Antropologia, considera-se que as espécies conhecidas, do gênero humano, vieram do Australopithecus (austral = sul; pithecus = macaco), espécie de macaco, já de postura ereta, que teria vivido no sul da África, há aproximadamente 3,5 milhões de anos. No campo da Genética, estudos do genoma humano e de diferentes espécies, tem mostrado que a diferença de nossas características genéticas, em relação ao chimpanzé, é de menos de 1%. Antecipando, em mais de 50 anos, essa evidência, no prefácio da obra de André Luiz “Os Mensageiros” (1944), Emmanuel nos deixa a seguinte citação: “No chimpanzé, a lei de herança continua com ligeiras modificações”. Ainda, na área da Etologia (análises comportamentais) e da Neurociência, pesquisas realizadas nas últimas décadas, tem revelado impressionantes dados a respeito da inteligência e da complexidade de organização do cérebro, de primatas não humanos, derrubando a barreira convencional com que, na visão antropocêntrica, sempre se pretendeu considerar o homem em separado e com expressivo destaque.
Portanto, em termos de evolução orgânica, o Espiritismo (GE.X “Gênese Orgânica”) caminhou com a Ciência e mantem postura coerente com os resultados das mais recentes pesquisas. Entretanto, nossa Doutrina acrescentou algo de extraordinário à essa visão, pois enquanto a Ciência convencional limitou-se à análise da evolução biológica, o Espiritismo descortinou a realidade da evolução espiritual (GE.XI “Gênese Espiritual”). Veja-se, a respeito, “Evolução Em Dois Mundos”, de André Luiz e, entre as obras básicas da codificação, entre muitas citações:
- LE.606a – “A inteligência do homem e dos animais emanam de um princípio único? Resposta – Sem dúvida nenhuma mas, no homem, ela passou por uma elaboração que a eleva acima dos brutos”.
- LE.607 – “Onde cumpre o Espírito essa primeira fase? Resposta – Numa serie de existências que precedem o período que chamais de humanidade”.
- LE.607a – “Parece, assim, que a alma teria sido o princípio inteligente dos seres inferiores da criação? Resposta - ...É nesses seres, que estais longe de conhecer inteiramente, que o princípio inteligente se elabora e ensaia para a vida...É um trabalho preparatório, como o da germinação, em seguida ao qual o princípio inteligente sofre uma transformação e se torna espírito”.
-LE.601 – “Os animais estão sujeitos, como o homem, a uma lei progressiva? Resposta – Sim, e daí vem que nos mundos superiores, onde os homens são igualmente mais adiantados, os animais também o são...”.
Em “Alvorada do Reino”, Emmanuel sintetiza a idéia: “O animal caminha para a condição de homem, tanto quanto o homem caminha para a condição de anjo”. O mesmo conceito, ele anuncia em “O Consolador”: “Considerando que eles (os animais) igualmente possuem um futuro de profícuas realizações, através de numerosas experiências, chegarão, um dia, ao chamado reino hominal como, por nossa vez, alcançaremos, no escoar dos milênios, a situação da angelitude....”


Os animais tem linguagem?
IP - Sim, os animais possuem meios de comunicação de informações, entre os membros de sua comunidade. Hoje sabe-se que até insetos, como abelhas e formigas, não apenas vivem com elaborada organização social e divisão de trabalho, como também exibem expressivo repertório de sinais, com os quais se comunicam, uns com os outros. A literatura é farta sobre pesquisas recentes, a respeito do assunto. No Brasil, na Universidade de São Paulo, desenvolveu-se estudo de campo sobre a linguagem dos macacos muriquis (Revista FAPESP, nº85, Março/2003), com resultados surpreendentes. É notável a capacidade dos animais, até de aprenderem novas formas de linguagem. Refiro-me ao trabalho do biólogo americano Roger Fouts, relatado no livro “O Parente Mais Próximo”. Ele ensinou para chimpanzés, a linguagem gestual, humana, utilizada por deficientes auditivos. Os animais não apenas aprenderam a utilizar os mais de 150 sinais que compõem essa linguagem, como através dela puderam expor conteúdos de seu psiquismo que se julgava, antes, serem apanágio de seres humanos. Concluiu o autor, que está criada uma nova geração de chimpanzés, com uma nova forma de comunicação.


E inteligência?
IP - Sim, os animais tem inteligência. A antiga e equivocada noção de que os animais agem apenas por instinto, hoje não encontra a menor sustentação, nem na ciência acadêmica, nem na literatura espírita. Na concepção cartesiana, do séc. XVII, os animais eram tidos como máquinas e, assim, historicamente fomos levados a considerar o instinto como uma espécie de combustível que possibilitava o funcionamento automático dessas máquinas. Vemos, com surpresa, que Kardec já fazia referência à existência de instinto e de inteligência, nos animais, o que podemos encontrar na GE.III.12 (1ª edição publicada em 1868), em que lemos: “O animal carniceiro é impelido pelo instinto, a nutrir-se de carne; porém, as precauções que ele toma, as quais variam segundo as circunstâncias, são atos de inteligência”. No LE.73 encontramos pergunta que Kardec faz aos espíritos sobre o conceito dessas duas faculdades:
“O instinto é independente da inteligência? Resposta – Precisamente não, porque é uma espécie de inteligência...". Hoje temos a noção de que o chamado instinto corresponde a um dos compartimentos da memória do indivíduo, em que se acham arquivadas informações sobre o que ele já aprendeu, em sua jornada evolutiva, para sobreviver e perpetuar a espécie, sendo espontâneas as suas manifestações. A literatura científica encontra-se repleta de pesquisas comportamentais e em neurociência, demonstrativas da inteligência de aves, cães, chimpanzés, golfinhos e muitos outros animais. Portanto, eles tem e sempre tiveram inteligência! Nós é que não sabíamos (ou não queríamos!) identificá-la.


Podemos aprender com os animais? Pode dar exemplos?
IP - Quem tem animais em casa e com eles convive em harmonia, em interação afetiva, sabe que eles são exemplos incondicionais de lealdade e de companheirismo. Lembro-me da reflexão do grande escritor Guimarães Rosa: “Se os animais só inspiram ternura, o que houve, então, com os homens?” Acho que se esqueceram das coisas simples da vida, como ter um amigo e dedicar afeição a ele!

No livro “Memórias do Padre Germano”, de Amália Domingo Soler, Ed. FEB, acham-se registradas palavras do sacerdote em relação à lealdade de Sultão, seu cão-companheiro: “Ah! Sultão! Sultão! Que maravilhosa inteligência possuías. Quanta dedicação te merecia a minha pessoa! Perdi-te e perdi em ti o meu melhor amigo... Agora sei que estou só...”.
Em casa, nossos queridos cães Teca, Nãna, Timi e Tábata, amigos que já desencarnaram, passaram por períodos muito difíceis de doenças, cegueira e velhice e em tudo nos ensinaram, com sua postura de recolhimento e aceitação.
Na literatura acadêmica, o neurocientista Paul Mac Lean (“O Cérebro Trino em Evolução”, 1968) faz importante análise a respeito da composição do cérebro humano, em três blocos herdados da trajetória evolutiva dos animais, ou seja, as Formações Reptiliana, Paleomamífera e Neomamífera, o que aliás se aproxima muito do relatado por André Luiz em “No Mundo Maior”, cap. 4 – Estudando o Cérebro (1ª. edição em 1947). Nessa publicação, Mac Lean comenta que a partir do cérebro reptiliano, instalam-se comportamentos importantes, que depois irão fazer parte do repertório do nosso próprio comportamento, como a invenção do “ninho” e o “cuidar” dos filhotes. O “ninho” representa, para o autor, os primórdios do que virá a ser o “nosso lar” e, o “cuidar de outro ser”, os primórdios do “altruísmo”. Assim, entendemos que o aprendizado do espírito se faz em longa jornada evolutiva e, embora em patamares diferentes, todos ensinamos uns aos outros e aprendemos, uns com os outros.


E o sofrimento dos animais? Como explicar a deficiência física nos animais à luz da doutrina espírita?
IP - Fico intrigada com a visão simplista, que por vezes observo, mesmo dentro do meio espírita, de um assunto tão complexo, que é o do sofrimento e suas causas. Quase sempre caracterizamos as mazelas humanas como “resgate” de coisas do passado. Como veterinária, tenho constatado que, como os seres humanos, os animais tem câncer, epilepsia, tuberculose, fraturas, discrasias sanguíneas, parto distócico, enfim, toda sorte de deformidades e de doenças que lhes causam dor física. Também são sujeitos a maus tratos, crueldades, angústias, ansiedades e situações desencadeadoras de estresse, que lhes causam sofrimento mental ou psíquico. Assim, considerando que, “para eles (os animais) não existe expiação” (LE.602), fico com a forte impressão de que deve haver, para todos os seres vivos, uma outra causa, fundamental, de ocorrência de dor/sofrimento, que não o “resgate de débitos do passado”. Não desconsidero a importância dessa razão (o resgate) de sofrimento para nós, seres humanos mas, acho que ela não é a única.

Flávia Prada, Lígia Almeida e Irvênia Prada

Os médicos: Flávia Prada (médica cirurgiã ortopedista), Lígia Almei-da (cardiogeriatra e presidente da AME Porto e Irvênia Prada

Em “O Mistério do Ser Ante a Dor e a Morte”, Herculano Pires, respondendo à pergunta: “Por que sofrem os animais?”, registra: “Sofrem porque evoluem e porque toda evolução, consciente ou inconsciente é sempre acompanhada das dores do parto que anunciam as transações evolutivas para planos superiores... A dor apresenta-se em todo o cosmos, como decorrência natural dos processos evolutivos. É uma conseqüência dos esforços dispendidos pelas coisas e os seres, em luta com os obstáculos internos e externos com que todos nós e todas as coisas e seres se deparam nos caminhos da evolução universal... Sofre a pedra, sofre o vegetal, sofre o animal e sofre o homem em cada curva implacável do desenvolvimento de suas potencialidades”. Tenho ainda, a respeito, linda página de Emmanuel, psicografada por Chico Xavier, em 14/12/69, intitulada “Animais e Sofrimento”. Aí se lê que “Ninguém sofre, de um modo ou de outro, tão somente para resgatar o preço de alguma coisa. Sofre-se também para angariar os recursos preciosos para obtê-la... Que mal terá praticado o aprendiz a fim de submeter-se aos constrangimentos a escola?... O animal, igualmente, para atingir a auréola da razão, deve conhecer benemérita e comprida fieira de experiências que terminarão por integrá-lo na posse definitiva do raciocínio... Compreendamos, desse modo, que o sofrimento é ingrediente inalienável no prato do progresso”.
Portanto, vejo o sofrimento que naturalmente acomete os animais, na forma de doenças, deformidades congênitas e outras, como ocorrência compatível com as características físicas e vibratórias da matéria de que somos constituídos.. Todos nós (os seres vivos deste planeta) estamos em constante aprendizado e, à medida que galgamos progressivamente mais altos patamares evolutivos, vamos adquirindo condições de substituir a vivência da dor, por lição já superada. É a escola da vida.


Que Mensagem Final?
IP - Em “Missionários da Luz”, cap. 4, de André Luiz, o mentor Alexandre, recomendando que busquemos recursos nos laticínios em substituição ao uso da carne, em nossa alimentação, refere que “...tempos virão, para a humanidade terrestre, em que o estábulo, como o lar, também será sagrado”. Confesso que, apesar de minhas reflexões, tive de início dificuldade em entender o significado desse comentário de Alexandre. Entretanto, recebi de um espírito zoófilo, a consideração de que Jesus, ao nascer em um estábulo, em meio aos animais, exemplificou a condição de harmonia em que podemos e devemos viver com a natureza. Emmanuel, em “Emmanuel”, cap. XVII, “Sobre os Animais”, nos recomenda: “...Recebei como obrigação sagrada, o dever de amparar os animais na escala progressiva de suas posições variadas no planeta. Estendei sobre eles a vossa concepção de solidariedade e o vosso coração compreenderá mais profundamente, os grandes segredos da evolução, entendendo os maravilhosos e doces mistérios da vida”.
Que Jesus nos abençoe e os espíritos amigos nos inspirem na realização de nossos bons propósitos. Obrigada pela oportunidade! Muita paz a todos!





Texto oferecido pelo autor, que é membro da AME Porto,

e publicado no "Jornal de Espiritismo” de Portugal




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26/10/2008 free counters

Fábio Assunção está em filme que mostra relação amorosa entre dois irmãos


Por Redação
Foto: Reprodução


Fabio Assunção será pai dos irmãos apaixonados
O filme "Do Começo Ao Fim", dirigido por Aluisio Abranches, vai mostrar uma relação de paixão que nasce entre dois irmãos ainda na infância. O longa, que já tem parte das cenas rodadas, mostrará os sentimentos que unem Thomás e Francisco, filhos do casal interpretado por Julia Lemmertz e Fábio Assunção.

Quem primeiro começa a enxergar o irmão com outros olhos é Thomás, vivido na primeira fase pelo ator mirim global Gabriel Kaufmann. Sem ter muita consciência do que sente, o personagem desenvolve uma admiração incomum com relação ao irmão pré-adolescente. Quando Thomaz está com 21 anos e Francisco com 27, o romance entre os dois se consuma.

A sinopse do filme já dá uma ideia de que o incesto vem mesmo para gerar polêmica: "Um dia, sem mais nem menos, Thomás abre os olhos e olha direto para Francisco, seu irmão de seis anos. Durante a infância, os irmãos são muito próximos, talvez próximos demais. Mais tarde, quando Francisco tem 27 anos e Thomás 21, Julieta morre repentinamente em um acidente de carro. Francisco e Thomas se tornam amantes e vivem uma extraordinária história de amor".

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26/10/2008 free counters

BM&F compra BOVESPA despede todos os funcionarios e cobra 20%






do custo do convenio( que mudou para o Bradesco) dos funcionarios!
CONSULTAS, EXAMES E ETC...
ESTÁ CORRETO ISSO?!

O FUNCIONARIO VAI A UMA CONSULTA E PAGA PARA O CONVENIO 20% DO VALOR DA CONSULTA, E QUANDO FOR UMA CIRIRGIA, JÁ AVALIARAM QUANTO DÁ 20% DO VALOR DE UMA CIRURGIA??!!!

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26/10/2008 free counters

Fábio Assunção está em casa, confirma assessoria

“Fábio já está de volta em casa na companhia de seus familiares e agradece a todas as formas de carinho e incentivo que recebeu de várias partes do país durante esse período”, afrimou o comunicado.

Confira o comunicado na íntegra:

O ator Fabio Assunção recebeu alta médica no último dia 22/04 completando com êxito a primeira etapa de um tratamento contra adicção a que se submeteu, voluntariamente, em novembro passado.

Fabio já está de volta em casa na companhia de seus familiares e agradece a todas as formas de carinho e incentivo que recebeu de várias partes do país durante esse período.

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26/10/2008 free counters

Ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares faz campanha na internet para retornar ao partido


Plantão | Publicada em 30/04/2009 às 12h59m

Bernardo Mello Franco

BRASÍLIA - Um bravo guerreiro que dedicou a vida à construção de um país mais justo e hoje luta contra uma perseguição cruel e desumana. É assim que o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares se apresenta, desde a semana passada, numa campanha virtual para voltar ao partido que o expulsou durante o escândalo do mensalão. O goiano que comandou o caixa petista até 2005 agora mantém um blog (http://companheirodelubio.blogspot.com) e uma página no Twitter (http://twitter.com/comdelubio), a nova febre da internet. Engravatado e sorridente, ele aparece ao lado da estrela vermelha do PT nos dois endereços, ambos batizados de "Companheiro Delúbio".

Réu por gestão fraudulenta no Supremo Tribunal Federal e acusado de movimentar milhões de reais do valerioduto no caixa 2 de campanhas petistas, o ex-tesoureiro escolheu um servidor gratuito para hospedar seu blog. A página reproduz a carta em que ele pede a refiliação ao PT, além de muita rasgação de seda de militantes. Delúbio quer concorrer a deputado federal por Goiás. Seu pedido refliação ao PT será julgado pela direção do partido dia 8.

No blog, sobram elogios ao ex-petista. "Delúbio é do PT e de nosso partido nunca deveria ter sido afastado. Foram anos e anos dedicados à militância, objetivando a consolidação do maior partido de esquerda do mundo", exalta Denise Motta Dau, da direção da CUT. "Como ficava satisfeita e orgulhosa de ver um filho de Goiás chegar tão alto", derrama-se a conterrânea Ludmilla Barreto. "Como pode um bravo guerreiro ser punido por servir com lealdade e bravura os seus princípios?", pergunta o carioca Paulo Peres.

Ex-presidente da Casa da Moeda e tesoureiro da ex-governadora Benedita da Silva na campanha de 2002, Manoel Severino também sai em defesa do ex-colega: "Temos que corrigir um erro histórico, como diz Dalva Oliveira. É Delúbio já! De todo o coração", diz ele, que depôs na CPI do Mensalão e foi citado por Marcos Valério como destinatário de R$ 2,6 milhões do esquema.

No Twitter, Delúbio ainda não fez muito sucesso: até a noite de quarta-feira, só tinha seis "seguidores". Entre os contatos que escolheu na rede virtual, há cinco perfis em nome da ministra Dilma Rousseff, um do presidente Lula e outro do ex-ministro José Dirceu, também réu no processo do mensalão.

Procurado, Delúbio não se manifestou. Horas depois, a militante Letícia Rodrigues enviou email ao GLOBO em que se apresenta como autora das páginas e chama Delúbio de companheiro injustiçado. "Não estamos fazendo uma campanha eleitoral, mas partidária", escreveu.

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26/10/2008 free counters

'Abril Vermelho': governo da Bahia pagou viagem de integrantes do MST que invadiram secretaria do estado


Publicada em 29/04/2009 às 23h49m

Lília de Souza e Tássia Correia - A Tarde

SALVADOR - O governo baiano pagou R$ 161,3 mil em aluguel de ônibus para transportar de volta ao interior do estado integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que tinham ocupado a Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária da Bahia (Seagri), entre 13 de 18, no "abril vermelho". Os 39 veículos foram alugados da empresa Atlântico Transportes e Turismo, com dispensa de licitação, segundo publicação da Casa Militar do governo da Bahia na edição do Diário Oficial do estado. O texto explica que o aluguel se refere ao retorno, para o interior, dos representantes do MST que participaram do "abril vermelho".

A coordenadora estadual do MST, Vera Lúcia Barbosa, disse não ver problemas no fato de um governo estadual pagar as despesas de transporte de um grupo de pessoas que ocupou instalações de um prédio do próprio governo. Segundo ela, o patrocínio do estado para o retorno de trabalhadores rurais é mais frequente do que parece, e não haveria motivo para tanto "alarde".

" É comum que prefeituras do interior, inclusive de direita, e que o governo do estado nos ajudem nesse sentido "

- É comum que prefeituras do interior, inclusive de direita, e que o governo do estado nos ajudem nesse sentido - disse Vera Lúcia.

A coordenadora disse que a volta dos manifestantes também era patrocinada com verba pública no governo de Paulo Souto, na época representante do PFL (hoje DEM), e não só no atual, de Jaques Wagner (PT).

- Trabalhador rural não tem dinheiro para voltar sozinho. Se não fosse assim, como seria? - indaga.

O procurador-geral do estado, Rui Moraes Cruz, defendeu a legitimidade do pagamento:

" Não se trata de financiar movimento social, até porque nem cabe ao governo essa tarefa, mas de restabelecer a plena utilização do equipamento público "

- A contratação (das empresas de ônibus) foi autorizada devido à urgência da desocupação dos prédios públicos invadidos por mais de dois mil sem-terra, com mulheres e crianças, para evitar maiores danos ao equipamento público e preservar a integridade física das pessoas - argumentou.

Com essa justificativa, o procurador afirmou que o fato encontra amparo nos artigos 24 e 26 da Lei Geral de Licitações e nos artigos 59 e 65 da Lei 9.433/05. Ambas tratam dos critérios de urgência que autorizam a dispensa de licitação. Segundo Cruz, o financiamento de transporte para manifestantes desocuparem os órgãos públicos "tradicionalmente ocorre nos governos para se resolver emergencialmente a questão". Apesar disso, o procurador não soube precisar se isso já aconteceu outras vezes no governo Wagner.

- Não se trata de financiar movimento social, até porque nem cabe ao governo essa tarefa, mas de restabelecer a plena utilização do equipamento público - enfatizou.

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26/10/2008 free counters

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Você é vítima de dor lombar?

COLUNISTAS


Esta é uma coluna sobre corridas e saúde - atividade física e bem-estar.

Renato Dutra

Prof. de Educação Física-Treinador de Corrida

De acordo com as estatísticas, cerca de 80% da população sofre ou sofrerá com dores lombares em algum momento da vida. E a dor lombar é um dos motivos mais frequentes para o afastamento e faltas no trabalho.

A região, localizada na parte baixa das costas, próxima ao quadril, recebe bastante carga, principalmente quando estamos sentados. Alguns fatores podem ocasionar maior sobrecarga nesta área, como o uso de salto alto, a gravidez, má postura, encurtamento dos músculos da região lombar e posteriores da coxa e fraqueza dos músculos abdominais. Tanto o uso do salto alto como a gravidez deslocam o centro de gravidade para a frente, causando um aumento excessivo da curvatura da região lombar, a tão conhecida hiperlordose lombar.

O problema da dor lombar é que, além de ser bastante desconfortável, acaba se tornando crônica e incapacitante. Ela pode evoluir para um quadro mais grave, como a hérnia de disco. Portanto, se você sente dor lombar, procure um médico.

Como estivemos falando sobre aquela barriguinha e seus efeitos nocivos, podendo gerar a Síndrome Metabólica, eis aqui mais uma razão para não descuidar do fortalecimento da região abdominal.
A fraqueza da parede abdominal e o encurtamento dos músculos posteriores da coxa e flexores do quadril estão diretamente associados ao quadro de dor lombar. A boa notícia é que, segundo estudos realizados por pesquisadores brasileiros, após um período de fortalecimento e alongamento destas regiões, o corpo responde bem e o quadro de dor apresenta melhora.

Outra boa notícia é que o fortalecimento abdominal faz com que as vísceras fiquem comprimidas, mantendo uma silhueta mais elegante. Diminuir a dor e ainda melhorar a estética parece um grande benefício, considerando que será necessário investir alguns minutos diários em exercícios de alongamento e fortalecimento.

Estudos


- INTERVENÇÃO DE TÉCNICAS DE CINESIOTERAPIA CLÁSSICA EM DOR LOMBAR CRÔNICA: REPERCUSSÕES FÍSICAS E PSICOLÓGICAS
Graziela Tiemy Kajita 1,
Simone Paganini Fasolo2
Universidade Camilo Castelo Branco/ Fisioterapia. - RELAÇÃO ENTRE FORÇA ABDOMINAL, ABDOME PROTUSO E ÂNGULO LOMBOSSACRAL EM MULHERES JOVENS
Relationship between Abdominal Force, Abdominal Protusionand Lobossacral Angle in Young Women
Karen de Medeiros Pondofe,Maria Cláudia Carvalho de Andrade
Patrícia Froes Meyer, Eliane Maria da Silva
Fisioterapia em Movimento, Curitiba, v.19, n.4, p. 99-104, out./dez., 2006.

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26/10/2008 free counters

Chiquinho Scarpa está em coma após cirurgia para redução de estômago



POR REDAÇÃO

 Reprodução
Chiquinho Scarpa, em foto antiga. O playboy andava recluso por causa de seu problema com o peso

Chiquinho Scarpa, 58 anos e famoso playboy paulistano, está internado - em coma induzido - no Hospital Sírio Libanês, no centro, por ter passado mal após uma cirurgia de redução de estômago, na semana passada.

O empresário já estava em casa, se recuperando, quando passou mal ao ingerir alimentos em excesso e voltou ao hospital. A mãe de Chiquinho, Patsy Scarpa, confirma a informação e diz que "a situação é muito complicada".

A assessoria do Sírio Libanês confirma que Chiquinho está internado e informa que, a pedido da família, não pode dar mais informações sobre o paciente.


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26/10/2008 free counters