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terça-feira, 18 de agosto de 2009

COPES - ALTA PROGRAMADA AGORA SE CHAMA DCB - DATA DE CESSAÇÃO DO BENEFÍCIO


Segundo dados recentes divulgados pela Secretaria de Previdência Social, o déficit da Previdência Social no primeiro semestre de 2006 alcançou R$ 19,023 bilhões, um crescimento de 13,6% em relação aos R$ 16,739 bilhões apurados no mesmo período do ano passado. No mês de junho, as contas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ficaram negativas em R$ 3,156 bilhões, com queda de 4,6% em relação a maio, quando o déficit atingiu R$ 3,309 bilhões, segundo a Secretaria de Previdência Social.

Procurando diminuir esse propalado déficit, o INSS passou a adotar o procedimento interno de conceder as conhecidas “ALTAS PROGRAMADAS”, reguladas por ato administrativo interno conhecido como “COPES” e agora com nova denominação intitulada: DCB - Data de Cessação do Benefício.

Em nosso entender, as causas reais desse desajuste entre receitas e despesas, têm origem outras vertentes que não são levadas em conta, o da prática costumeira:

a)- das conhecidas fraudes, que não tem merecido a devida atenção, apuração e punição exemplar, exigindo-se a reposição do caixa surrupiado:

b)- das subnotificações acidentárias, levando o INSS a conceder benefícios auxílio-doença, sem fonte de custeio, aumentando assustadoramente as despesas, como vem sendo anunciadas, o que está a exigir a implantação imediata do nexo epidemiológico para a concessão sem a emissão da CAT, do benefício auxílio-doença acidentário (B31), ao invés do B-32 (auxílio-doença comum).

O governo ao invés de combater as fraudes, aumentando a necessária fiscalização, punição exemplar aos descumpridores da lei, busca, na verdade, apenas medidas paliativas de aumento da receita e diminuição dos custos, anunciados pelo propalado déficit.

O discurso oficial justificador da necessidade do INSS manter a política interna de concessão da ALTA PROGRAMADA justifica-se à razão de que esse sistema favorece o segurado, com a eliminação de filas, muitos exames e diversas perícias... Não obstante ao argumento oficial, constata-se que na verdade, a preocupação real é apenas com a diminuição dos custos da autarquia, mas jogando os ônus pela adoção dessa medida nos ombros dos segurados e em especial do trabalhador adoecido, infortunado e lesionado, correndo o risco de ao retornar ao trabalho ainda com seqüelas, agravar-se seu estado de saúde e da lesão incapacitante, como tem ocorrido em milhares de caso que tem sido denunciados.

A manutenção dessa política interna do INSS em conceder a ALTA PROGRAMADA além de ilegal, por violação à Lei 8.213/91, afronta ainda as garantias constitucionais de prevalência à vida, à saúde e a incolumidade física e mental de todos e em especial da classe trabalhadora:

a)- Constituição Federal:

Art. 196: “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”.

Art. 197: “São de relevância pública as ações e serviços de saúde, cabendo ao Poder Público dispor, nos termos da lei, sobre sua regulamentação, fiscalização e controle, devendo sua execução ser feita diretamente ou através de terceiros e, também, por pessoa física ou jurídica de direito privado”.

A Lei 8.213/91, bem como a Lei 8.212/91 regulamenta a garantia constitucional consubstanciada pelos ditames previstos nos artigos 196 e seguintes, visando dar efetividade ao primado constitucional da prevalência do social, do primado do trabalho, das garantias à vida, à saúde, a uma vida digna com qualidade, servindo o capital de parceiro do Estado para que este cumpra com seu principal objetivo, o da promoção do bem comum a todos, sem exclusão.

Examinando-se a Lei 8.213/91, verifica-se que a prática costumeira do INSS em conceder ALTA PROGRAMADA, mesmo antes de ser assegurado ao trabalhador vitimado realização de perícia para apuração concreta se a incapacitação deixou de existir e ou não, viola as garantias constitucionais apontadas, como também ainda a Lei 8.213/91, em diversos de seus dispositivos, dentre os quais, o da proibição de suspensão do Benefício, enquanto persistir a incapacitação que torna inapto o segurado para receber alta e retorno ao trabalho, disciplinado pelo art.62: “O segurado em gozo de auxílio-doença, insusceptível de recuperação para sua atividade habitual, deverá submeter-se a processo de reabilitação profissional para o exercício de outra atividade. Não cessará o benefício até que seja dado como habilitado para o desempenho de nova atividade que lhe garanta a subsistência ou, quando considerado não-recuperável, for aposentado por invalidez”

Já no art. 1º, a Lei 8.213/91, que vem sendo desrespeitada, determina que é dever da Previdência Social, mediante contribuição, assegurar aos seus beneficiários meios indispensáveis de manutenção, por motivo de incapacidade, desemprego involuntário, idade avançada, tempo de serviço, encargos familiares e prisão ou morte daqueles de quem dependiam economicamente.

Tratando-se de serviços públicos necessários, urgentes, inadiáveis, o princípio adotado não é o do lucro, mas o da Solidariedade e Universalidade, como se extrai do exame do art. 2º:

“A concessão dos benefícios pelo INSS obedecem aos seguintes princípios e objetivos:

I - universalidade de participação nos planos previdenciários;

II - uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais;

III - seletividade e distributividade na prestação dos benefícios;

IV - cálculo dos benefícios considerando-se os salários-de-contribuição corrigidos monetariamente;

V - irredutibilidade do valor dos benefícios de forma a preservar-lhes o poder aquisitivo;

VI - valor da renda mensal dos benefícios substitutos do salário-de-contribuição ou do rendimento do trabalho do segurado não inferior ao do salário mínimo;

(...)

VIII - caráter democrático e descentralizado da gestão administrativa, com a participação do governo e da comunidade, em especial de trabalhadores em atividade, empregadores e aposentados.

Parágrafo único. A participação referida no inciso VIII deste artigo será efetivada a nível federal, estadual e municipal.

O art. 18 estabelece o rol de benefícios de lei aos segurados:

“O Regime Geral de Previdência Social compreende as seguintes prestações, devidas inclusive em razão de eventos decorrentes de acidente do trabalho, expressas em benefícios e serviços:

I - quanto ao segurado:

a)aposentadoria por invalidez;

b)aposentadoria por idade;

c)aposentadoria por tempo de serviço;

d)aposentadoria especial;

e)auxílio-doença;

f)salário-família;

g)salário-maternidade;

h)auxílio-acidente;

i)(Revogada pela Lei nº 8.870, de 15.4.94)

II - quanto ao dependente:

a)pensão por morte;

b)auxílio-reclusão;

III - quanto ao segurado e dependente:

a)(Revogada pela Lei nº 9.032, de 28.4.95)

b)serviço social;

c)reabilitação profissional.

Ainda, o art. 19, define o que venha a ser reconhecido como acidente:

“É o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII do art. 11 desta Lei, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho”.

Suspensão do Contrato

O trabalhador tem o direito a ter assegurado trabalhar num meio ambiente ergonomicamente equilibrado, sem risco, visando assegurar sua incolumidade física e mental, para que continue podendo extrair da venda de sua força de trabalho, o suporte econômico necessário à sua mantença, bem como a de seus familiares. Em caso de adoecimento e ou acidente e em gozo de auxílio-doença será considerado pela empresa como licenciado, a teor do disposto no art. 63 da Lei 8.213/91. Examinando esse dispositivo, recentemente o TRT-TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO, decidiu:

“Estando suspenso o contrato de trabalho, em virtude de o empregado haver sido acometido de doença profissional, com percepção de auxílio-doença, opera-se igualmente a suspensão do fluxo do prazo prescricional” (RR-424/2001-069-09-00.5) (Fonte: TST)

Busca da Tutela Judicial.

A Lei 7.347/85, que disciplina a ACP (Ação Civil Pública) de responsabilidade por danos, em seu art. 5º, dá legitimidade processual para agir ao Ministério Público, à União, aos Estados, aos Municípios, podendo também ser propostas essas mesmas ações de ACP por autarquia, empresa pública, fundação, sociedade de economia mista ou por associação.

O art.16 da mesma lei regula a extensão da aplicação da decisão que for prolatada e dentro dos limites territoriais de cada órgão prolator, sendo que a sentença fará coisa julgada erga ommenes (valendo contra todos). Veja o entendimento do TRF - TRIBUNAL FEDERAL DA 3ª REGIÃO - sobre essa questão:

“Os sindicatos têm legitimidade ativa para a ACP, não precisando, o direito a ser tutelado, ser exclusivo da categoria por ele representada por se tratar de hipótese de substituição processual (CF, art. 8º, III, Lei 8.078/90, art.82, IV; Lei 7.347/85, art.5º)”. Ap.Civ.339668, DJU 31.10.00, Rel. Des. Souza Ribeiro).

Analisando as garantias constitucionais e legais acima descritas, recentemente em Minas Gerais o juiz da 10ª VF de BH suspendeu a aplicação do DCB - Data de Cessação do Benefício - para toda MG ao entendimento seguinte:

“cabe ao INSS o ônus de comprovar a recuperação da capacidade para o trabalho do beneficiário. Em outras palavras, a cessação da incapacidade não pode ser presumida pelo mero decurso de um prazo predeterminado” Processo 2006.38.00.019240-3

Quadro Nacional das ACP

Diversas outras medidas liminares determinando a suspensão da ALTA PROGRAMADA e ou do DCB - Data de Cessação do Benefício, também já foram prolatadas;

Processo 2006.61.03.00.2070-3

1ª Vara São José dos Campos

Autores: Sindicatos Químicos e Condutores + MPF

Liminar concedida para suspender a alta programada em todo território nacional.

Decisão suspensa por força da determinação da Presidente do TRF 3ª Região (Processo SL 2006.03.00.052706-3)

2ª Vara de Bauru-SP

Processo 2006.61.08.003405-9

2ª Vara de Bauru

Autores: Assoc. Lesados (ALERB), Sindicatos Químicos, Gráficos, Alimentação, Construção Civil, Comércio e Hotéis.

Liminar concedia para suspender a alta programada no raio de atuação dos autores.

Aguarda decisão de efeito suspensivo em agravo de instrumento já interposto, porém ainda sequer recebido/autuado.

Processo 200661080006921 – Vara Federal de Bauru-SP

Isso posto, defiro, em parte, a liminar, e determino à autoridade impetrada que somente decida pela manutenção ou cessação do benefício do impetrante após a realização de perícia médica, ficando proibida a cessação com base em perícia realizada em data diversa da em que analisada a manutenção do benefício.

Ao deferir a suspensão, o juiz acolheu o argumento do procurador da República Felipe Peixoto, “afigura-se manifestamente ilegal o ato da autarquia previdenciária por cujo intermédio resta cancelado o pagamento do benefício, sem que o segurado seja submetido a perícia médica que demonstre a sua completa recuperação”.

O juiz federal Roberto Lemos dos Santos Filho, de Bauru (SP), ao deferir a liminar, garantindo o direito à manutenção de auxílio-doença até o efetivo restabelecimento da capacidade de trabalho da segurada, examinando a questão debatida, concluiu com propriedade:

“O auxílio-doença é devido ao segurado desde a perda de sua força de trabalho até o momento em que ele permanecer incapacitado para exercer sua função. A alta médica programada afronta o disposto no artigo 60 da Lei 8.213/1991. O artigo estabelece que o auxílio-doença ao segurado passa a contar da data do início da incapacidade enquanto ele permanecer incapaz. A segurada recebeu o auxílio-doença após realização de perícia, a partir de laudo que atestou sua incapacidade para trabalhar. Porém, no mesmo laudo foi pré-estabelecida data para o fim do benefício. Me parece curiosa a situação colocada nestes, vale dizer, como é possível alguém constatar que uma pessoa está incapacitada para o trabalho, e no mesmo ato antever data específica na qual o doente estará habilitado a trabalhar? Tenho que essa forma de agir não pode prevalecer sob pena de afronta aos arts. 1º, inciso III, 6º, 194 e 201, inciso I, todos da Constituição Federal”.

Vara Federal de Brusque

Processo 2006.72.15.004360-8

Vara Federal de Brusque

Autor: MPF

“Liminar concedida para suspender a alta programada em todo o estado de SC.

Concedido 60 dias ao INSS para efetivar a medida à partir de 05.07.06.

Aguarda decisão de efeito suspensivo em agravo de instrumento já interposto, porém ainda sequer recebido/autuado.

Demissão Afastada

Defiro a tutela antecipada e concedo a liminar pleiteada e determino que a autarquia requerida restabeleça em favor do requerente o pagamento do benefício previdenciário auxílio-doença nº 125.890.673-0, no prazo de 10 dias para cumprimento da ordem judicial, sob pena de multa diária de R$ 350,00”

Da violação da Reserva Legal na hierarquização das Leis.

Mesmo assim, o governo acaba de edita o decreto 5.844, procurando legalizar o procedimento do INSS e manter a sistemática da COPES de conceder ALTA PROGRAMADA, trazendo benefícios ao INSS com a redução de suas despesas, mas trazendo prejuízos diversos e ônus aos trabalhadores segurados. Ao contrário do que se esperava, o INSS não tem conseguido, em muitos locais, agendar as perícias de Pedido de Prorrogação ou de Pedido de Reconsideração em prazos aceitáveis.

Em muitas agências do INSS, as perícias têm sido agendadas para 2 ou 3 meses, durante os quais o paciente segurado nada recebe, pois nem a empresa se responsabiliza, tampouco o MPS, mesmo que a demora do agendamento da perícia seja de responsabilidade do INSS.

O governo federal, diante do que vem decidindo o Poder Judiciário de declarar nula e ineficaz a prática reiterada de ALTA PROGRAMADA, acaba de editar o decreto 5.844, procurando emprestar ares de legalidade ao regulamento interno do INSS, visando manter o procedimento de concessão de alta programada, agora sobre outra denominação: DCB - Data de Cessação do Benefício.

Descurou-se o executivo da questão constitucional que trata da Reserva Legal na hierarquização das Leis. Decretos e regulamentos são atos administrativos destinados a prover situações gerais ou individuais, abstratamente previstas, de modo expresso, explícito ou implícito, pela legislação, não podendo alterar as garantias da lei, já que como ato administrativo, o decreto está sempre em situação inferior à da lei, e, por isso mesmo, não a pode contrariar.

Examinando essa questão da hierarquização das leis, MIGUEL REALE ensina:

“... não são leis os regulamentos ou decretos, porque estes não podem ultrapassar os limites postos pela norma legal que especificam ou a cuja execução se destinam. Tudo o que nas normas regulamentares ou executivas esteja em conflito com o disposto na lei não tem validade, e é susceptível de impugnação por quem se sinta lesado. A ilegalidade de um regulamento importa, em última análise, num problema de inconstitucionalidade, pois é a Constituição que distribui as esferas e a extensão do poder de legislar, conferindo a cada categoria de ato normativo a força obrigatória que lhe é própria.” ( in “Lições Preliminares de Direito”, 7ª Ed., Saraiva, São Paulo, 1980, p. 163).

Trata-se, portanto, de reserva legal absoluta, conforme aponta JOSÉ AFONSO DA SILVA:

“É absoluta a reserva constitucional de lei quando a disciplina da matéria é reservada pela Constituição à lei, com exclusão, portanto, de qualquer outra fonte infralegal, o que ocorre quando ela emprega fórmulas como: “a lei regulará”, “a lei disporá”, “a lei complementar organizará”, “a lei criará”, “a lei definirá”, etc.” (in “Curso de Direito Constitucional Positivo”, 13ª Ed., Malheiros Editores, São Paulo, 1997).

Não bastasse isso, é fato notório, púbico e consabido de todos que o INSS, apesar dos propalados propósitos de melhoria, na prática não consegue realizar novas perícias em todas as regiões, visando assegurar ao segurado que tenha recebido alta programada, a confirmação e ou não de que as causas da incapacitação constatada tenham cessado, justificando o retorno ao trabalho, sem risco ao trabalhador de agravamento da doença e ou lesão sofrida.

Assim, a edição do decreto 5.844 em nada modifica a situação atual de ilegalidade já reconhecida pelo Poder Judiciário, evidenciando-se a nítida intenção do governo em negar vigência à Lei 8.213/91 que não permite alta programada enquanto persistir a incapacitação que motivou a concessão do benefício assegurado pela autarquia, além de tratar-se de grave ofensa e violação aos princípios constitucionais prevalentes de fiel observância da Reserva Legal na hierarquização das Leis em nosso País.



Texto confeccionado por
(1) Luiz Salvador

Atuações e qualificações
(1) Advogado trabalhista em Curitiba, em Paranaguá, Comentarista de Dir. do Trab. da Revista Comsultor Jurídico, Diretor do Depto. de Internet da ABRAT, Diretor de Assuntos Legislativos da ALAL, Diretor de Relações Internacionais da FeNAdv e membro do Diap.









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26/10/2008 free counters

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Ator Miguel Magno morre em São Paulo

7/08/09 - 12h19 - Atualizado em 17/08/09 - 14h04


Magno morreu na manhã desta segunda-feira (17).
Ator sofria de câncer e havia retirado o pâncreas.

Do G1, em São Paulo


O ator Miguel Magno, que interpreta a persongem Doutora Percy no programa "Toma lá dá cá", morreu aos 58 anos na manhã desta segunda-feira (17) no hospital Paulistano, em São Paulo, onde estava internado desde o início de julho. O ator estava tratando um câncer, já havia retirado o pâncreas e estava aguardando o resultado de uma biópsia no fígado, informa a assessoria da Rede Globo.

O corpo do artista será velado nesta segunda-feira (17) a partir das 18h, no Teatro Bibi Ferreira, na capital paulista.

Veja vídeos com o ator Miguel Magno

O último episódio de "Toma lá dá cá" em que o ator participou, o "Répondez S’il Vous Plait", vai ao ar nesta terça-feira (18).

Nascido no Rio de Janeiro em 28 de março de 1951, Miguel Magno começou sua carreira no teatro, em 1984. Além de ator, ele era autor e diretor. Um dos primeiros papéis de Magno na televisão foi em "Top model", com o personagem Marvin Gaye, em 1989. A última novela do ator foi "A lua me disse", onde fazia o papel de Dona Roma.

Magno era conhecido por interpretar mulheres na TV. Além da Doutora Percy e da Dona Roma, o ator chegou a fazer o papel de 11 personagens femininas diferentes na peça “Quem tem medo de Itália Fausta?”. Até no programa “Armação Ilimitada” já apareceu travestido, no papel de Febe Camargo.

No cinema, atuou em "Irma Vap - O retorno" (2006) como o pai de Camila e em "Lara" (2002).

Magno atuou ainda nas novelas "Felicidade" (1991), "Estrela Guia" (2001) e "A Lua Me Disse" (2005). Na Rede Manchete, as produções “Helena” (1987) e “A História de Ana Raio e Zé Trovão” (1990) contaram com o trabalho de Miguel. No SBT, ele esteve em “Dona Anja” (1996) e “Direito de Nascer” (2001).

Em 2008, na Rede Globo, Magno participou da minissérie "Queridos Amigos" e trabalhou também nas séries "Os Normais" (2003) e "A Diarista" (2004).









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26/10/2008 free counters

domingo, 16 de agosto de 2009

''Má notícia é pneumonia nos jovens''

Domingo, 16 de Agosto de 2009 | Versão Impressa




Gonçalo Vecina Neto: superintendente corporativo do Hospital sírio-libanês; Ele alerta que não se sabe a causa do agravamento da gripe nos mais novos; sobre remédio, diz que mau uso gera vírus resistente

Adriana Carranca


Sanitarista e ex-diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o médico Gonçalo Vecina Neto diz que a ampliação do número de pessoas usando o fosfato de oseltamivir (Tamiflu) contra a gripe suína não criaria uma cepa mais resistente do vírus A(H1N1). "O que causa a cepa resistente é o mau uso dele. Se administrado de forma adequada e por tempo certo, não há problema", afirma Vecina, que atualmente é superintendente corporativo do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Para o Ministério da Saúde, porém, "o uso indiscriminado do remédio pode tornar o vírus mais resistente e abrir caminho para o surgimento de novas cepas" - posição reiterada pela pasta nas últimas semanas.

Em entrevista ao Estado, Vecina fala da doença e ressalta que a maior preocupação tem sido com gestantes e jovens. "Não sabemos qual a razão desse quadro respiratório agudo tão importante. E não estamos conseguindo lidar com ele adequadamente."

Suspender as aulas era inevitável?

A gripe veio para ficar. Fará seu curso no inverno, matará tantos quanto a gripe comum e a partir da primavera sua incidência vai diminuir. Então, para fazer sentido, as aulas tinham de ser suspensas até o fim do inverno. Duas semanas não adianta nada. A medida só se justifica do ponto de vista político porque, se morresse um aluno, a culpa toda iria recair exclusivamente sobre o governo. O que eu recomendo é o retorno das aulas e a proibição das crianças com sintomas de gripe de irem à escola (as aulas em São Paulo serão retomadas a partir de amanhã).

Mas o vírus não pode ser transmitido sem os sintomas?

No primeiro dia de transmissão, sim. Mas nós continuamos andando de ônibus e metrô, indo à igreja, frequentando locais fechados como os shoppings. Não faz sentido cancelar somente as aulas.

Se a letalidade do vírus A(H1N1) é igual à das gripes comuns, por que ela está sendo tratada de forma diferente?

Nós já estávamos preparados para a gripe aviária (H5N1), cuja letalidade é muito maior, mas transmitida do frango para o homem, e não de homem para homem. De repente, surge esse vírus e, quando os testes são feitos, descobre-se que se trata do H1N1, o mesmo das gripes asiática e espanhola, que mataram milhões de pessoas, embora em um momento diferente, muito mais delicado e de poucos recursos, após uma grande guerra e quando havia muita fome no mundo. Então, essa gripe foi muito mal vista. O México, no início, não tinha capacidade para fazer os testes para identificação do vírus. E na saúde pública e na medicina, a principal preocupação é não permitir que as coisas piorem. Então, a precaução é mais importante do que a disposição para curar.

No grupo de risco - grávidas, imunodeprimidos, pessoas com mais de 60 anos - a letalidade não é maior do que nas gripes comuns?

As grávidas têm dois fatores que as tornam mais vulneráveis: elas têm a imunidade e a capacidade pulmonar reduzidas, o que torna a sua defesa e condições respiratórias muito piores. Isso nos incomoda um pouco. Mas, até o momento, a letalidade entre elas é aparentemente a mesma das gripes comuns. No inverno de 2008, a gripe matou 17 pessoas por dia em São Paulo. A diferença é que 45% delas tinham mais de 80 anos. E, dessa vez, nos parece que os idosos estão sendo menos afetados. A suspeita é de que, como os idosos já passaram por duas epidemias do H1N1 - as gripes espanhola e aviária -, eles tenham adquirido maior resistência. Essa é uma boa notícia da gripe.

E a má notícia?

A má notícia é essa pneumonia que verificamos nos jovens infectados pelo H1N1. Isso está nos nocauteando. Não sabemos qual a razão desse quadro respiratório agudo tão importante. E não estamos conseguindo lidar com ele adequadamente. Se tivéssemos a causa para esse tipo de comportamento, estaríamos muito mais calmos.

Há uma recomendação especial aos jovens para evitar a doença?

As mesmas para todos, entre elas lavar bem as mãos muitas vezes ao dia. E quem está com gripe, ainda que não confirmado o H1N1, deve ficar em casa para evitar o contágio de outras pessoas. Por enquanto, é só.

O que o sr. achou da recomendação para que as grávidas sejam transferidas para funções administrativas?

Acho bom. Estamos fazendo o mesmo aqui no hospital. Deslocando as grávidas para outros setores, onde tenham menos contato com possíveis infectados. Também criamos uma "linha de frente" no atendimento com funcionários que já tiveram a gripe e estão imunes.

Mas, se a letalidade não é maior, por que tanta preocupação?

Porque aparentemente a capacidade de transmissão desse vírus é maior.

A atenção à nova gripe vem prejudicando outros atendimentos?

Os hospitais estão equipados e preparados para atender a uma epidemia. Mas, é lógico que, se realmente tivermos uma situação catastrófica, eu vou ter de deixar de atender outras doenças. As cirurgias eletivas, por exemplo, vão sofrer. Ninguém, hoje em dia, tem vagas ociosas porque manter um hospital custa muito caro. Meu hospital tem de estar com 80% da sua capacidade ocupada para não dar prejuízo. Então, é preciso se reorganizar.

Mas existe a possibilidade de uma "situação catastrófica"?

Por enquanto, não sabemos. Hoje, o que se pode afirmar sobre o H1H1 é que é transmitido como uma doença respiratória com índice de mortalidade dentro dos padrões de uma gripe comum. A única faixa que foge desse padrão e nos preocupa é a de jovens, entre 15 e 30 anos.

A distribuição em massa do Tamiflu (fosfato de oseltamivir) não pode criar uma cepa do vírus H1N1 resistente ao antiviral?

A resistência não se dá pelo uso do remédio, mas pelo mau uso. Se administrado da forma adequada e por tempo certo, o Tamiflu não cria cepas resistentes. Frente ao quadro viral, deve-se prescrever o remédio.

A quantidade do remédio disponibilizada pelo Ministério da Saúde é suficiente para isso?

Aparentemente, sim. O problema é que não temos como saber qual é o tamanho da epidemia antes que ela se instale. Só podemos prever e, de acordo com as previsões, a quantidade será, sim, suficiente. Não há ainda indícios de estarmos caminhando para uma catástrofe.

Não haver dose adequada para crianças não é uma preocupação?

A dose para adultos é adequada para crianças. Até agora, só não temos a dose adequada para os bebês, com menos de 1 ano. Mas, ela deve ser feita.


Quem é:
Gonçalo Vecina Neto


É superintendente corporativo do Hospital Sírio-Libanês

Foi diretor-presidente da Anvisa e secretário da Saúde do município de São Paulo na gestão de Marta Suplicy (PT)








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26/10/2008 free counters

Veja o mapa da gripe suína no Brasil

As secretarias de saúde de São Paulo, Santa Catarina, Minas, Paraná e Rio Grande do Sul confirmaram nesta sexta-feira, ao todo, mais 62 mortes em decorrência da gripe suína --a gripe A (H1N1). Com as informações, sobe para 339 o número de vítimas da gripe suína no país, segundo dados das secretarias estaduais e do Ministério da Saúde.

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São Paulo é o Estado com o maior número de mortes no país em decorrência da gripe A (H1N1), com 134 óbitos confirmados. O Paraná é o segundo em número de vítimas (79), seguido pelo Rio Grande do Sul (70), Rio (37), Santa Catarina (8), Minas (5), Paraíba (2), Pernambuco (1), Bahia (1) e Rondônia (1), além do Distrito Federal (1).

O último balanço parcial divulgado pelo Ministério da Saúde, na terça (11), apontava 192 mortes. Porém, com os dados mais recentes das secretarias estaduais de Saúde, o número no Brasil já chega a 339. Já foram registrados 3.642 casos da doença no país, sendo 1.586 foram graves.


Arte/Folha Online

Sintomas

A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha o vírus, e examinada em laboratório.

Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).









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26/10/2008 free counters

Prefeitos de 23 cidades do RS decidem adiar retorno às aulas para 1º de setembro

16/08/2009 - 16h59


Publicidade

da Folha Online

Os 23 prefeitos das cidades pertencentes a Associação dos Municípios da Zona Sul, do Rio Grande do Sul, decidiram adiar o retorno às aulas, que era programado para a próxima segunda-feira (17), para o dia 1º de setembro, como prevenção contra a proliferação da gripe suína --a chamada a gripe A (H1N1).

Leia a cobertura completa da gripe suína
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Saiba quais são os sintomas da gripe suína

A decisão foi tomada durante uma reunião no início da tarde de ontem com os prefeitos das 23 cidades, em Pelotas (RS), que contou ainda com a participação do secretário da saúde do Estado, Osmar Terra, segundo informações da Secretaria de Saúde.

No encontro, o secretário municipal de Saúde de Pelotas, Francisco Isaías, apresentou pesquisa feita pelo UFPel (Centro de Pesquisa Epidemiológicas da Universidade Federal de Pelotas) que mostra o números de infectados e prognósticos de aumento do número de casos nas duas últimas duas semanas de agosto, informou a associação por meio de nota em seu site.

A medida atinge apenas as escolas das redes municipais. Apesar disso, a associação espera que a secretaria estadual de educação acompanhe a decisão da região, informou o órgão.

As cidades pertencentes a associação e que aderiram a medida são: Aceguá, Amaral Ferrador, Arroio do Padre, Arroio Grande, Canguçu, Capão do Leão, Cerrito, Chuí, Encruzilhada do Sul, Herval, Jaguarão, Morro Redondo, Pedras Altas, Pedro Osório, Pelotas, Pinheiro Machado, Piratini, Rio Grande, Santa Vitoria Palmar, Santana da Boa Vista, São José do Norte, São Lourenço do Sul e Turuçu.

Até este fm de semana, o país registrava 339 mortes em decorrência da doença, segundo dados das secretarias estaduais e do Ministério da Saúde. Nesta semana, o Brasil superou o México em número de mortes.

Rede estadual

As escolas da rede estadual de ensino de São Paulo, Rio, Paraná e do Rio Grande do Sul retomam as aulas amanhã. A medida deve atingir ainda o ensino municipal, além de escolas privadas.

Apenas no Rio, o retorno às aulas não será estendido a toda a rede estadual de educação, ficando restrita a 55% dos 662 mil alunos. Segundo determinação da Secretaria de Educação, os alunos da 1º, 2º e 3º série, além das crianças atendidas pelas creches deverão retornar apenas no dia 24 de agosto.

Sintomas

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A gripe suína é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza A, chamado de H1N1. Ele é transmitido de pessoa para pessoa e tem sintomas semelhantes aos da gripe comum, com febre superior a 38ºC, tosse, dor de cabeça intensa, dores musculares e nas articulações, irritação dos olhos e fluxo nasal.

Para diagnosticar a infecção, uma amostra respiratória precisa ser coletada nos quatro ou cinco primeiros dias da doença, quando a pessoa infectada espalha vírus, e examinadas em laboratório.

Os antigripais Tamiflu e Relenza, já utilizados contra a gripe aviária, são eficazes contra o vírus H1N1, segundo testes laboratoriais, e parecem ter dado resultado prático, de acordo com o CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos).


Arte/Folha


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26/10/2008 free counters

sábado, 15 de agosto de 2009

O pior está por vir

GRIPE SUÍNA



Especialistas questionam os critérios adotados pelo Ministério da Saúde para receitar o remédio contra a doença. A falta do medicamento pode ter provocado mortes no Brasil

AN­DRÉIA BA­HIA

Paulo Rassi, secretário municipal de Saúde: “Felizmente, por causa do clima mais tropical, não fomos atingidos como os outros Estados”
Cezar Gonçalves Gomes, diretor do Materno-Infantil: “O risco de contaminação em um hospital é o mesmo que em um shopping”

De acor­do com os úl­ti­mos da­dos do Mi­nis­té­rio da Sa­ú­de, 192 pes­so­as mor­re­ram no Bra­sil de gri­pe su­í­na. Mas os da­dos das Se­cre­ta­rias de Sa­ú­de dos Es­ta­dos apon­tam pa­ra um nú­me­ro bem mai­or: 314 óbi­tos. Uma cifra que tam­bém po­de es­tar su­bes­ti­ma­da, uma vez que vá­ri­as mor­tes ain­da es­tão sen­do in­ves­ti­ga­das em to­dos os Es­ta­dos. Só em Go­i­ás, a Se­cre­ta­ria Es­ta­du­al de Sa­ú­de aguar­da os exa­mes de cin­co pes­so­as que mor­re­ram com sus­pei­ta da do­en­ça. A úl­ti­ma ví­ti­ma foi um ra­paz de 25 anos, de Ipa­me­ri, que es­ta­va in­ter­na­do em Ca­ta­lão des­de o iní­cio da se­ma­na pas­sa­da e foi trans­fe­ri­do pa­ra o Hos­pi­tal de Do­en­ças Tro­pi­cais (HDT) na quar­ta-fei­ra, 12. Ele mor­reu no dia se­guin­te, me­nos de uma se­ma­na de­pois de sentir os pri­mei­ros sin­to­mas da do­en­ça.

O re­sul­ta­do das in­ves­ti­ga­ções po­de al­te­rar sig­ni­fi­ca­men­te o nú­me­ro de mortes no Pa­ís, co­mo ocor­reu na úl­ti­ma se­ma­na, quan­do os óbi­tos sal­ta­ram de 92 pa­ra os atu­ais 192 em ape­nas no­ve di­as. As mortes já confirmadas co­lo­cam o Bra­sil em ter­cei­ro lu­gar em nú­me­ro de óbitos por gri­pe su­í­na no mun­do, atrás ape­nas dos Es­ta­dos Uni­dos (436) e da Ar­gen­ti­na (338). O Mé­xi­co, pa­ís on­de a pan­de­mia de gri­pe su­í­na co­me­çou, es­tá em quar­to lu­gar com um to­tal de 162 mor­tes. Se­gun­do da­dos do Mi­nis­té­rio da Sa­ú­de, 43% dos pa­ci­en­tes que mor­re­ram de gri­pe su­í­na no Bra­sil apre­sen­ta­vam pe­lo me­nos um fa­tor de ris­co. As ví­ti­mas bra­si­lei­ras cor­res­pon­dem a 10% do to­tal de óbi­tos re­gis­tra­dos no mun­do e o ín­di­ce de le­ta­li­da­de da do­en­ça no Bra­sil é de 0,09 mor­tes em ca­da gru­po de 100 mil ha­bi­tan­tes. Se­gun­do o Mi­nis­té­rio da Sa­ú­de, um ín­di­ce pe­que­no, o se­gun­do me­nor do mun­do.

Um da­do que po­de ser con­tes­ta­do, vis­to que a epi­de­mia, por en­quan­to, es­tá mais con­cen­tra­da em qua­tro Es­ta­do bra­si­lei­ros, São Pau­lo, Rio Gran­de do Sul, Pa­ra­ná e Rio de Ja­nei­ro. Nes­tes Es­ta­dos, o ín­di­ce de le­ta­li­da­de é mui­to mai­or que os 0,09 di­vul­ga­do pe­lo Mi­nis­té­rio da Sa­ú­de. No Rio de Ja­nei­ro e Rio Gran­de do Sul che­ga a 0,40 e 0,39 res­pec­ti­va­men­te. Se o ví­rus atin­gir os de­mais Es­ta­dos com a mes­ma for­ça nos pró­xi­mos mes­es, o que mui­tos in­fec­to­lo­gis­tas já pre­ve­em, o ín­di­ce de mor­ta­li­da­de pe­la do­en­ça no Bra­sil po­de pas­sar a ser um dos mai­o­res do mun­do. O ín­di­ce mun­di­al é de 0,45.

Des­de abril, quan­do foi re­gis­tra­do o pri­mei­ro ca­so de gri­pe su­í­na no Mé­xi­co, 1.882 pes­so­as mor­re­ram em 48 paí­ses. Um nú­me­ro que não che­ga nem per­to dos 50 mi­lhões de pes­so­as mor­tas na Eu­ro­pa de gri­pe es­pa­nho­la, o que, to­da­via, não im­pe­de que se fa­çam pre­vi­sões ca­tas­tró­fi­cas em re­la­ção à gri­pe su­í­na com ba­se na es­pa­nho­la. Se­gun­do al­guns es­pe­cia­lis­tas, o go­ver­no fe­de­ral es­tá su­bes­ti­man­do o ví­rus H1N1, re­sul­ta­do de uma mu­ta­ção de um ví­rus que in­fec­ta­va ape­nas por­cos e pas­sou a con­ta­mi­nar pes­so­as.

As au­to­ri­da­des de sa­ú­de ten­tam re­fre­ar o pâ­ni­co, que tem le­va­do as pes­so­as, prin­ci­pal­men­te das re­gi­ões Sul e Su­des­te, on­de es­tão con­cen­tra­dos mais de 90% das mor­tes por gri­pe su­í­na, a usar más­ca­ras e evi­tar o con­ta­to pes­so­al e aglo­me­ra­ções. Em Go­i­ás, fo­ram re­gis­tra­dos até ago­ra 28 ca­sos, 33 es­tão sen­do in­ves­ti­ga­dos e ne­nhu­ma mor­te pe­la do­en­ça foi con­fir­ma­da. Tal­vez por is­so ain­da se­jam vis­tas si­tu­a­ção de to­tal de­sa­ten­ção com a do­en­ça em lo­ca­is de aten­di­men­to de sa­ú­de, on­de grá­vi­das, cri­an­ças e ido­sos se mis­tu­ram com pes­so­as com sin­to­mas de gri­pe nas sa­las de es­pe­ra. O úni­co cui­da­do dis­pen­sa­do aos ca­sos sus­pei­tos de gri­pe é o uso da más­ca­ra. “Não tem co­mo iso­lar to­dos os ca­sos de sín­dro­me res­pi­ra­tó­ria e o ris­co de con­ta­mi­na­ção em um hos­pi­tal é o mes­mo que em um shop­ping”, afir­ma o di­re­tor do Hos­pi­tal Ma­ter­no-In­fan­til, Ce­zar Gon­çal­ves Go­mes.

Se­gun­do o se­cre­tá­rio mu­ni­ci­pal de Sa­ú­de, Pau­lo Ras­si, até ago­ra Go­i­ás foi be­ne­fi­ci­a­do pe­lo cli­ma. “Fe­liz­men­te, por cau­sa do cli­ma mais tro­pi­cal, não fo­mos atin­gi­dos co­mo os ou­tros Es­ta­dos.” Na opi­ni­ão do se­cre­tá­rio, que é mé­di­co, há a pos­si­bi­li­da­de de a pan­de­mia es­tar sen­do su­bes­ti­ma­da, pois se tra­ta de uma do­en­ça gra­ve, que em al­guns ca­sos re­quer in­ter­na­ção até mes­mo em cen­tros de tra­ta­men­to in­ten­si­vo. “É uma do­en­ça de ris­co por­que ou­tros ví­rus e bac­té­rias se apro­vei­tam da gri­pe pa­ra ata­car.” Mas mes­mo as­sim Pau­lo Ras­si não re­co­men­da a se­gre­ga­ção de pes­so­as que apre­sen­tem sin­to­mas de gri­pe. Se­gun­do ele, ape­nas grá­vi­das e pes­so­as com imu­ni­da­de bai­xa de­vem to­mar pre­cau­ções. “Não há ne­ces­si­da­de de alar­de”, diz.

O se­cre­tá­rio afir­ma que as mor­tes ocor­ri­das pe­la do­en­ça eram es­pe­ra­das por­que ocor­rem tam­bém em ca­sos de gri­pe co­mum. Pau­lo Ras­si acre­di­ta que o pi­or da gri­pe su­í­na ain­da es­te­ja por vir. “O ví­rus vi­rá mais for­te no ano que vem”, pre­vê. Na opi­ni­ão de Ce­zar Go­mes, a mai­o­ria das pes­so­as que con­tra­í­rem o ví­rus In­flu­en­za H1N1 vai ter ape­nas uma gri­pe que de­ve evo­lu­ir nor­mal­men­te. Pa­ra ele, a no­vi­da­de da gri­pe su­í­na é a es­ca­la que ela atin­giu. “Ela ga­nhou es­sa im­por­tân­cia por se tra­tar de uma pan­de­mia.” De tem­pos em tem­pos, ob­ser­va o di­re­tor do Ma­ter­no-In­fan­til, ocor­re a mu­ta­ção de al­gum ví­rus, o que vem a pro­vo­car no­vas epi­de­mi­as. O que ex­pli­ca­ria epi­de­mi­as co­mo a fe­bre es­pa­nho­la. “Com a glo­ba­li­za­ção e a po­pu­la­ção ca­da vez mai­or, as epi­de­mi­as ten­dem a ser ca­da vez mai­o­res.”

A di­re­to­ra da Vi­gi­lân­cia Sa­ni­tá­ria de Go­i­â­nia, Cris­ti­na La­val, que re­pre­sen­ta o mu­ni­cí­pio no co­mi­tê cri­a­do pa­ra de­fi­nir me­di­das de com­ba­te a gri­pe su­í­na em Go­i­ás, diz que a par­tir de ago­ra, as es­ta­tís­ti­cas so­bre a do­en­ça vão re­fle­tir ape­nas os ca­sos mais gra­ves, aque­les que se­rão mo­ni­to­ra­dos pe­las au­to­ri­da­des de sa­ú­de. “Mas se exis­tem ca­sos gra­ves, o nú­me­ro de ocorrências le­ves é mui­to mai­or”, afir­ma. Ape­sar de di­zer que não é ca­so pa­ra ce­leu­ma, Cris­ti­na La­val ad­mi­te que a si­tu­a­ção é pre­o­cu­pan­te. “Não há ne­ces­si­da­de de uso de más­ca­ras por­que is­so não vai con­tri­bu­ir pa­ra evi­tar a cir­cu­la­ção do ví­rus, que já cir­cu­la li­vre­men­te pe­lo pa­ís. Se­gun­do ela, a gran­de mai­o­ria dos ca­sos de gri­pe su­í­na é mo­de­ra­do e a mor­ta­li­da­de por nú­me­ro de ha­bi­tan­tes não é alar­man­te: “É se­me­lhan­te à pro­vo­ca­da pe­lo ví­rus in­flu­en­za co­mum.”

Em Go­i­ás, os ca­sos sus­pei­tos da do­en­ça es­tão sen­do en­ca­mi­nha­dos pa­ra o HDT e Ma­ter­no-In­fan­til, uni­da­des de re­fe­rên­cia pa­ra tra­ta­men­to da gri­pe su­í­na. Se­gun­do o di­re­tor do Ma­ter­no-In­fan­til, Ce­zar Gon­çal­ves Go­mes, o hos­pi­tal es­tá pre­pa­ra­do pa­ra aten­der a quan­ti­da­de de ca­sos que têm si­do en­ca­mi­nha­dos pa­ra a uni­da­de por dia, du­as a três grá­vi­das e cer­ca de 60 cri­an­ças com sin­to­mas da gri­pe. “O que es­tá den­tro da mé­dia em re­la­ção aos ca­sos de do­en­ças res­pi­ra­tó­ri­as”, afir­ma. Até ago­ra, ne­nhum ca­so sus­pei­to de gri­pe su­í­na tra­ta­do no Ma­ter­no-In­fan­til foi con­fir­ma­do e ape­nas du­as grá­vi­das es­tão in­ter­na­das no hos­pi­tal com sin­to­mas da do­en­ça e o es­ta­do de sa­ú­de de am­bas é es­tá­vel. “Por en­quan­to, o Ma­ter­no-In­fan­til es­tá con­se­guin­do aten­der a de­man­da.”

Mas o mé­di­co es­tá pre­o­cu­pa­do com a pers­pec­ti­va de au­men­to no nú­me­ro de ca­sos. “Aí te­re­mos di­fi­cul­da­des pa­ra aten­der.” O HDT já vi­ve es­sa si­tu­a­ção. Não ha­via, no hos­pi­tal, UTI pa­ra re­ce­ber o ra­paz de Ipa­me­ri que mor­reu na quin­ta-fei­ra com sin­to­mas da do­en­ça e que ha­via che­ga­do ao HDT em es­ta­do gra­ve, ne­ces­si­tad­no de tra­ta­men­to in­ten­si­vo. Mes­mo as­sim, o di­re­tor do HDT, Bo­a­ven­tu­ra Braz Quei­roz, ava­lia co­mo dis­cre­to o im­pac­to da gri­pe su­í­na em Go­i­ás. “A en­tra­da do ví­rus no Es­ta­do é in­ci­pi­en­te, mas a ten­dên­cia é au­men­tar nos pró­xi­mos 12 mes­es”, afir­ma. Até se­tem­bro, o mé­di­co acre­di­ta que vá ha­ver um au­men­to dos ca­sos e de­pois, no ve­rão, uma re­du­ção sig­ni­fi­ca­ti­va, vis­to que as es­ta­ções fri­as são mais pro­pí­cias pa­ra a pro­li­fe­ra­ção do ví­rus.

Bo­a­ven­tu­ra Quei­roz ob­ser­va que o ví­rus da gri­pe su­í­na é se­me­lhan­te ao da gri­pe co­mum, com a di­fe­ren­ça que aco­me­te gra­ve­men­te tam­bém pes­so­as de 20 a 40 anos, que nor­mal­men­te não so­frem com as gri­pes cha­ma­das sa­zo­nais. Pes­so­as que não fa­zem par­te do cha­ma­do gru­po de ris­co com­pos­to por grá­vi­das, ido­sos com mais de 60 e me­nos, cri­an­ças com me­nos de 2 anos e do­en­tes crô­ni­cos e que, por­tan­to, não po­dem re­ce­ber o me­di­ca­men­to usa­do pa­ra com­ba­ter a do­en­ça, o Ta­mi­flu, de acor­do com o pro­to­co­lo do Mi­nis­té­rio da Sa­ú­de. Os cri­té­rios ado­ta­dos pe­lo mi­nis­té­rio pa­ra dis­tri­bu­ir o re­mé­dio vêm sen­do cri­ti­ca­do por vá­rios in­fec­to­lo­gis­tas do pa­ís.

Pa­ra mui­tos mé­di­cos, o nú­me­ro ele­va­do de mor­tes por gri­pe su­í­na no Bra­sil é con­se­quên­cia da res­tri­ção do me­di­ca­men­to. Não opi­ni­ão de Bo­a­ven­tu­ra Quei­roz, até ago­ra o go­ver­no fe­de­ral to­mou as me­di­das cor­re­tas em re­la­ção ao no­vo ví­rus, to­da­via er­ra ao res­trin­gir a in­di­ca­ção de Ta­mi­flu. “O mais cor­re­to era dei­xar a con­du­ta a cri­té­rio dos mé­di­cos, por­que eles que sa­bem se o me­di­ca­men­to é ne­ces­sá­rio ou não pa­ra o pa­ci­en­te.” Po­lí­ti­ca ado­ta­da em ou­tros paí­ses que apre­sen­tam um ín­di­ce de le­ta­li­da­de por gri­pe su­í­na mui­to me­nor que a do Bra­sil. É o ca­so da In­gla­ter­ra e do Chi­le, on­de a me­di­ca­ção é dis­tri­bu­í­da li­vre­men­te e o nú­me­ro de mor­tes bem in­fe­ri­or ao do Bra­sil.

A res­tri­ção no Bra­sil não ocor­re por fal­ta do me­di­ca­men­to. Se­gun­do Bo­a­ven­tu­ra Quei­roz, dos 500 tra­ta­men­tos que a Se­cre­ta­ria Es­ta­du­al de Go­i­ás re­ce­beu, ape­nas 15% fo­ram dis­pen­sa­dos. O mi­nis­tro da Sa­ú­de, Jo­sé Go­mes Tem­po­rão, diz que a res­tri­ção ocor­re pa­ra que não ha­ja o uso in­dis­cri­mi­na­do do me­di­ca­men­to, o que po­de­ria pro­vo­car re­sis­tên­cia no ví­rus em re­la­ção ao Ta­mi­flu. Os in­fec­to­lo­gis­tas não de­fen­dem a ven­da li­vre em far­má­cia, mas a in­di­ca­ção pa­ra to­dos os pa­ci­en­tes com sin­to­mas, já que a re­mé­dio só faz efei­to se mi­nis­tra­do nas pri­mei­ras 48 ho­ras após o sur­gi­men­to dos sin­to­mas. Co­mo se tra­ta de uma do­en­ça agu­da, o re­mé­dio en­cur­ta seu pe­rí­o­do e evi­ta o apa­re­ci­men­to das com­pli­ca­ções. “O que es­tá sen­do ques­ti­o­na­do na pres­cri­ção do me­di­ca­men­to é a ava­li­a­ção do mé­di­co” ob­ser­va o HDT.

Em Go­i­â­nia, além do HDT e Ma­ter­no-In­fan­til, ape­nas ou­tras cin­co uni­da­de de sa­ú­de re­cei­tam o Ta­mi­flu. O me­di­ca­men­to tam­bém vai es­tar dis­po­ní­vel em ou­tras 15 ci­da­des do in­te­ri­or a par­tir des­ta se­ma­na. Se­gun­do a di­re­to­ra da Vi­gi­lân­cia Sa­ni­tá­ria de Go­i­â­nia, Cris­ti­na La­va l, o pro­ble­ma da gri­pe su­í­na é o di­ag­nós­ti­co, já que a vi­ro­se apre­sen­ta os mes­mo sin­to­mas que ou­tras do­en­ças: fe­bre aci­ma de 39 graus, tos­se e dor de gar­gan­ta. Na gri­pe su­í­na, os sin­to­mas per­ma­ne­cem até cin­co di­as. “Nes­tes ca­sos, a pes­soa de­ve pro­cu­rar o mé­di­co.” Ela ex­pli­ca que em ca­sos le­ves, são re­cei­ta­dos os me­di­ca­men­tos pa­ra a gri­pe co­mum. Pa­ra con­se­guir o Ta­mi­flu, a pes­soa pre­ci­sa fa­zer par­te do gru­po de ris­co e ain­da apre­sen­tar a re­cei­ta mé­di­ca, um for­mu­lá­rio pró­prio pa­ra a dis­pen­sa do me­di­ca­men­to e com­pro­van­te de en­de­re­ço.

No pri­mei­ro mo­men­to, o go­ver­no ten­tou bar­rar a en­tra­da o ví­rus no Pa­ís e, se­gun­do o mi­nis­tro Jo­sé Go­mes Tem­po­rão, as me­di­das re­tar­da­ram a en­tra­da no ví­rus no Bra­sil por 80 di­as. Num se­gun­do mo­men­to, fo­ram mo­ni­to­ra­dos to­dos os ca­sos pa­ra se co­nhe­cer o per­fil da do­en­ça e, com o cres­ci­men­to no nú­me­ro de ca­sos, ado­ta­das me­di­das pa­ra aten­der os mais gra­ves. Co­mo o ví­rus já cir­cu­la pe­lo Pa­ís, não há me­di­das pre­ven­ti­vas con­tra a do­en­ça. Ape­nas a va­ci­na, que co­me­çou a ser pro­du­zi­da re­cen­te­men­te no Brasil, po­de evi­tar o con­tá­gio e as pri­mei­ras do­ses es­tão pre­vis­tas pa­ra o ano que vem.

As au­to­ri­da­des de sa­ú­de têm ori­en­ta­do as pes­so­as a evi­tar aglo­me­ra­ções e, prin­ci­pal­men­te, hos­pi­tais se não esti­ve­rem com os sin­to­mas da do­en­ça. La­var as mãos com sa­bão tam­bém pas­sou a ser pre­ven­ção da gri­pe su­í­na. Me­di­das pou­co efi­ca­zes, ca­so se con­fir­mem as pre­vi­sões dos mais pes­si­mis­tas.









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26/10/2008 free counters

UFPE desenvolve exame que detecta a nova gripe em 5 minutos


O resultado dos testes tradicionais demora, em média, 15 dias; o exame desenvolvido na UFPE detecta o DNA do vírus presente no sangue do infectado

Da Redação do pe360graus.com


Reprodução / TV Globo

Foto: Reprodução / TV Globo

Pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) desenvolveram um teste rápido e barato para detectar o vírus da nova gripe. Agora, em apenas 5 minutos, vai ser possível identificar se a pessoa está com a doença. Um tempo que pode ser determinante para o tratamento do paciente, já que o procedimento tradicional levam em torno de 15 dias para apontar o resultado.

Além da velocidade, o teste tem um outro benefício. Cada exame deve custar R$ 0,75. Atualmente, os testes tradicionais para detectar a nova gripe só são feitos em quatro laboratórios do País: São Paulo, Belém, Paraná e Rio de Janeiro.

Os primeiros testes começaram há dois anos. Os pesquisadores do Departamento de Física da UFPE desenvolveram estas partículas fluorescentes para serem usadas nos diagnósticos de doenças provocadas tanto por bactérias quanto por vírus. Técnica que, agora, está sendo testada também para identificar o vírus da nova gripe, o H1N1.

Para fazer o procedimento que revela se o paciente está ou não infectado, os pesquisadores misturam, numa máquina, que é uma impressora de moléculas, o material genético coletado às partículas fluorescentes. O resultado do teste é rápido: fica pronto em cinco minutos.

Atualmente os exames realizados para detectar a presença do H1N1 em uma pessoa com sintomas da nova gripe levam, em média, 15 dias para serem concluídos. Mas, por enquanto, o novo método ainda não pode ser adotado nos hospitais do país.

“O nosso teste usa como vantagem a identificação do DNA. Então, ele pode ser usado para qualquer doença causada por um vírus ou por uma bactéria, por exemplo, para a qual nós saibamos qual é o segmento específico do DNA que caracteriza aquela doença”, explica Celso Melo, coordenador da pesquisa
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26/10/2008 free counters

Internações por suspeita de gripe triplicam no HC

14/08/2009 às 13h36min - Atualizada em 14/08/2009 às 13h36min
Paulínia News - Paulínia(SP)
Internações por suspeita de gripe triplicam no HC

A procura por atendimento médico por suspeita de gripe suína dobrou no Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e o número de pacientes graves, que necessitam de internação, praticamente triplicou nos primeiros dias de agosto em comparação com o mês de julho.


De acordo com a chefe da área de Epidemiologia Hospitalar, Maria Luiza Moretti, em julho, o hospital registrou 875 atendimentos de pessoas com quadro gripal, o que corresponde a média de 29 pacientes por dia. Apenas no período de 1 a 7 de agosto, o HC atendeu 370 casos suspeitos de gripe, o equivalente a 53 pacientes por dia.


Já o volume de internações passou da média de 15 para 40 pacientes por dia. 'O número é dinâmico, muda todo dia, mas em agosto variou de 27 a 49 pacientes internados', explicou a infectologista. Nesta quinta-feira (13/8), o hospital estava com 32 pacientes internados, dos quais 11 em unidade de terapia intensiva (UTI).


Diante do crescimento da demanda, há cerca de um mês o HC está suspendendo cirurgias eletivas (agendadas, não urgências) para priorizar o atendimento dos casos com síndrome gripal aguda grave (Srag). 'Temos que privilegiar o atendimento dos casos mais graves. E para isso, precisamos dos leitos que seriam ocupados pelos pacientes submetidos a cirurgias eletivas ou investigação de patologias', justificou o coordenador de assistência do HC, Manoel Barros Bértolo.


Neste período, foram suspensas 160 cirurgias eletivas, cerca de um terço do total realizado mensalmente, que varia de 400 a 450 procedimentos. 'Vale ressaltar que todos os procedimentos de urgência e emergência foram realizados, além de dois terços dos eletivos', afirmou Bértolo. Ele explicou que tão logo diminua o atendimento para gripe suína, os procedimentos suspensos serão remarcados. 'Mas não temos previsão de quando isso vai ocorrer'.


O coordenador citou que a remarcação das cirurgias depende de uma posição da Secretaria de Estado da Saúde sobre aumento de leitos hospitalares na região, tanto de UTI como de enfermaria. A questão foi discutida em reunião realizada na semana passada com representantes de hospitais e do Departamento Regional de Saúde de Campinas (DRS-7), que ficou encarregado de questionar a Secretaria estadual sobre a possibilidade de aumento de leitos em âmbito regional. A Secretaria estadual de Saúde informou, via assessoria de imprensa, que vai avaliar a proposta do HC e se considerar necessário, autoriza a ampliação de leitos para o hospital e região.


O HC tem um total de 400 leitos, sendo 45 de UTI. Segundo Bértolo, não há um limite de leitos disponibilizados para os casos de Srag. 'Mas, temos que atender também as outras patologias. Se o Estado financiar, o hospital tem condições de abrir mais leitos', disse Bértolo.


O Hospital Mário Gatti, referência para o atendimento de moradores de Campinas, ainda não suspendeu cirurgias. Hoje (13/8), mantinha oito pacientes internados, dois na UTI. Desses, um foi confirmado para gripe suína e os demais esperam resultado de exames.


Fonte: Agência Anhanguera de Notícias









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26/10/2008 free counters

Gripe H1N1 já matou mais de 300 no Brasil


Plantão | Publicada em 14/08/2009 às 20h05m

Reuters/Brasil Online

Por Hugo Bachega

SÃO PAULO (Reuters) - O número de mortes causadas pela gripe H1N1 no Brasil chegou a 339 nesta sexta-feira, com a confirmação de novos óbitos em cinco Estados.

São Paulo, Estado mais atingido pela nova gripe no país, registrou 23 novos óbitos e agora soma 134 mortes pela nova doença, informou a Secretaria de Saúde.

No Sul, o Paraná, Estado com maior número de mortos pela doença na região, havia confirmado 21 novas vítimas, contabilizando um total de 79 óbitos causados pelo vírus H1N1.

No Rio Grande do Sul, a Secretaria de Saúde registrou a morte de mais 15 pacientes pela doença, elevando para 70 o total de óbitos.

Ainda na região Sul, Santa Catarina registrou a morte de mais duas pacientes no município de Tubarão. Já são oito vítimas no Estado.

No início da noite desta sexta-feira, a Secretaria de Saúde de Minas Gerais confirmou a quinta morte no Estado - a de uma mulher de 22 anos em Uberlândia.

O total de mortes no Brasil baseia-se nos dados enviados pelas secretarias da Saúde de cada Estado.

Segundo boletim divulgado pelo Ministério da Saúde na quarta-feira, a taxa de mortalidade da nova doença no Brasil é de 0,09 para cada grupo de 100 mil habitantes, a 14a entre os 15 países com maior número absoluto de mortes.

De acordo com a nota, o Brasil é o terceiro país com maior número de mortes causadas pela doença no mundo, superado apenas pelos Estados Unidos e pela Argentina, mas à frente do México, epicentro da pandemia global da nova gripe.

Para evitar a auto-medicação de pacientes com suspeita de contaminação pela doença, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu temporariamente as propagandas de medicamentos destinados ao alívio dos sintomas da gripe, incluindo remédios a base de ácido acetilsalicílico, paracetamol, dipirona sódica e ibuprofeno.

"A intenção da Anvisa é que o uso desses medicamentos seja absolutamente criterioso, pois pode mascarar sintomas importantes para a realização do diagnóstico preciso de pessoas infectadas pela nova gripe", afirmou a agência em nota.

A suspensão é válida por tempo indeterminado, informou a Anvisa.









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26/10/2008 free counters

Fonte informal diz ter muitos índios com gripe A em Dourados

15/08/2009 16:48

Dourados Informa/JP
Uma fonte que mora na Reserva Indígena de Dourados, mas que não quis se identificar, ligou para a redação do douradosinforma dizendo que ao contrário do que vem sendo divulgado pela Funasa, há nas aldeias muitos índios com sintomas da gripe, mas não sabe, naturalmente, se estão contaminadas pelo vírus Influenza da gripe H1N1.

Essa pessoa disse que o movimento nos postos da reserva tem sido sim intenso e que os índios são mais vulneráveis à gripe, podendo os casos, dependendo da gravidade, evoluir rapidamente para a tuberculose. A evolução é rápida devido a miséria e o estilo de vida dentro das aldeias. “Nos postos a situação está um tendel”, comentou essa pessoa, lembrando que muitos índios vêm à cidade e que essa aproximação é perigosa.

Ontem a Funai impediu, em todo o País, a entrada de pessoas não índias nas reservas, mas em Dourados essa medida é inócua, pois, existem entradas por vários lados e não há fiscalização por parte da Funai e Polícia Federal. Na Reserva Indígena de Dourados há um hospital especializado na cura de tuberculose devido justamente à alta incidência dessa incidência nas aldeias do Sul do Estado.

A redação não conseguiu fazer contato com representantes da Funasa nesta manhã.










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