Após assistir às reportagens sobre o caso, motorista decidiu denunciar.
Materiais do mesmo tipo foram achados em hotéis e pousadas de Timbaúba.
Só depois que assistiu às reportagens sobre o caso do lixo hospitalar
comercializado em Pernambuco, um motorista da Paraíba notou a semelhança
com os lençóis de casa. Atraído pela oferta de um vendedor de João
Pessoa, Élio Lucena da Nóbrega comprou o material e só agora percebeu
que há uma frase carimbada em inglês: “Governo dos Estados Unidos”.
Então, Élio Lucena decidiu procurar a imprensa para divulgar: “Fiquei
pensando que eu comprei um lixo hospitalar, vindo dos EUA, que pode me
prejudicar... Eu me sinto lesado e alerto ao pessoal que comprou para
divulgar onde comprou e não comprar mais”.
Ele não é o único que se sente prejudicado com a venda de material
hospitalar importado dos EUA. A equipe de reportagem da Globo Nordeste
encontrou, na última terça-feira (18), lençóis descartados em hotéis e
pousadas de Timbaúba, Mata Norte de Pernambuco. O município fica a 158
Km de Santa Cruz do Capibaribe, onde fica a empresa que estaria
comprando a mercadoria estrangeira.
Em lojas de Timbaúba, também é possível encontrar tecidos com nomes de
hospitais americanos, bem parecidos aos encontrados em contêineres no
Porto de Suape, no dia 11 de outubro. Em um dos armarinhos mais
populares do local, os itens estavam em promoção. Informadas da
procedência das peças, todas as clientes disseram que, se soubessem que
os lençóis foram descartados por hospitais, não comprariam.
A dona da loja não estava na cidade. Por telefone, ela falou à
reportagem da Globo Nordeste que os lençóis foram comprados como retalho
a comerciantes de Santa Cruz de Capibaribe. Ela informou também que não
tinha ideia de que o tecido não podia ser comercializado no Brasil.
Investigações
A PF instaurou inquérito com o objetivo de apurar as responsabilidades
pelo desembarque de contêineres com lixo hospitalar vindo dos Estados
Unidos, que apontam para a prática de crimes de contrabando, ambiental e
uso de documento falso. As investigações estão sendo coordenadas pelo
delegado Fernando Aires, mas o atual chefe da Delegacia de Polícia
Fazendária, Humberto Freire, vai assumir nos próximos dias, porque ele
já foi chefe da Delegacia da PF em Caruaru e conhece bem a região.
"Estamos tentando rastrear quem está comprando o material da
importadora. Queremos saber também se esse produto foi distribuído para
outras empresas no Brasil", disse o superintendente da PF em Pernambuco,
Marlon Jefferson.
'Faltou fiscalização nos EUA'
Em entrevista à Globo Nordeste, na última terça-feira, o governador
Eduardo Campos afirmou que faltou fiscalização também por parte dos
Estados Unidos. “A mercadoria saiu e não deveria ter saído. Aqui a
fiscalização tem sido incrementada no Porto de Suape. Mas, mesmo a
checagem sendo feita por amostragem, pegou exatamente um contêiner com
esse tipo de material e interrompeu esse fluxo de mercadoria.”
Campos anunciou também que vai pedir, através da Secretaria de Governo,
uma representação do Ministério das Relações Exteriores sobre o caso.
“Esse incidente precisa ser relatado nos Estados Unidos e vamos pedir
que eles investiguem como aconteceu a exportação desse material”, disse.
Ao final da tarde da terça, o secretário da Casa Civil, Tadeu Alencar,
foi ao Consulado dos Estados Unidos em Pernambuco, no Recife, onde foi
recebido pela cônsul Usha Pitts para tratar do assunto. Também
participaram da reunião o gestor da Secretaria de Defesa Social, Wilson
Damázio, e o secretário de Estado, Maurício Rands.
Em nota divulgada à imprensa, o Consulado disse que já informou o caso
às agências norte-americanas responsáveis pela entrada e saída de
mercadorias nos Estados Unidos, assim como às agências responsáveis pelo
controle ambiental.
“Os Estados Unidos e o Brasil mantêm uma relação comercial forte e
madura, que envolve mais de 60 bilhões de dólares por ano. Nós estamos
comprometidos em facilitar o comércio legal, reforçando as leis de
comércio dos Estados Unidos que protegem a economia, saúde e segurança
das pessoas em todo o mundo, através de sólidas parcerias com governos
estrangeiros. Nós estamos tratando desse assunto com muita seriedade e
verificando se alguma lei americana foi violada”, complementa o
comunicado.
Queda nas vendas
De acordo com Adenísio Vasconcelos, presidente do Sindicato do
Vestuário de Pernambuco, a repercussão negativa do caso levou a uma
queda de 30% nas vendas nas feiras livres das 14 cidades integrantes do
Polo. “A notícia pegou todo mundo de surpresa, mas acreditamos que, com
as investigações, as pessoas vão notar que foi apenas um caso isolado”,
falou.
Uma comissão formada por representantes do Governo do Estado e da
cadeia têxtil de Pernambuco se reunirá na próxima sexta-feira (21),
novamente no Palácio do Campo das Princesas, para apresentar as
primeiras ações tomadas em conjunto.
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19/10/2011 09h35
- Atualizado em
19/10/2011 09h35
Vigilância Sanitária de PE promete fiscalizações em Timbaúba
Na cidade, havia lençóis de hospitais americanos em hotéis e no comércio.
Apevisa não garante segurança no uso de peças inteiras com essa origem.
Jaime Brito, gerente da Vigilância Sanitária em
Pernambuco (Foto: Reprodução/TV Globo)
As pessoas que compraram peças inteiras provenientes de hospitais norte
americanos devem entrar em contato com a Vigilância Sanitária de
Pernambuco (Apevisa). A orientação foi dada na manhã desta quarta-feira
(19) por Jaime Brito, gerente da Agência, após denúncia veiculada no
NETV 2ª Edição da terça-feira (18) sobre venda de lençóis de hospitais
americanos no comércio e uso em hotéis do interior do estado. O uso de
peças inteiras, para Jaime Brito, é um risco em potencial. “A gente já
não pode mais garantir tanto quando garante as peças confeccionadas, as
calças e blusas”, afirma.
Segundo Jaime Brito, a cidade de Timbaúba, na Zona da Mata Norte de
Pernambuco, deve receber fiscalizações para apurar a denúncia da TV
Globo. “Vamos fazer o inverso. A partir do consumidor final vamos
rastrear para chegar até a origem desse produto”, conta.
Para ele, o uso de partes das peças não oferece risco à saúde. “Ao
colocar o tecido como forro de bolso ele passa por nove processos,
inclusive quatro de lavagem a altas temperaturas, além de outros como
engomamento a vapor de água quente, produtos químicos na hora do
tingimento, cloro etc. Não há nenhuma possibilidade de um
micro-organismo sobreviver a esses procedimentos”, detalha.
Já as pessoas que compraram peças inteiras com essa origem devem ficar
atentas. “O lençol inteiro, apesar de ser submetido a processos nas
próprias residências e estabelecimentos, é um risco em potencial. Pode
ser que ele não seja lavado, que tenha um micro-organismo de alta
resistência. A situação é bem diferente”, pondera.
O telefone da Apevisa é o 0800-282-5919.
InvestigaçõesA PF instaurou inquérito com o
objetivo de apurar as responsabilidades pelo desembarque de contêineres
com lixo hospitalar vindo dos Estados Unidos, que apontam para a prática
de crimes de contrabando, ambiental e uso de documento falso. As
investigações estão sendo coordenadas pelo delegado Fernando Aires, mas o
atual chefe da Delegacia de Polícia Fazendária, Humberto Freire, vai
assumir nos próximos dias, porque ele já foi chefe da Delegacia da PF em
Caruaru e conhece bem a região. "Estamos tentando rastrear quem está
comprando o material da importadora. Queremos saber também se esse
produto foi distribuído para outras empresas no Brasil", disse o
superintendente da PF em Pernambuco, Marlon Jefferson.
'Faltou fiscalização nos EUA'
Em entrevista à Globo Nordeste, na última terça-feira, o governador
Eduardo Campos afirmou que faltou fiscalização também por parte dos
Estados Unidos. “A mercadoria saiu e não deveria ter saído. Aqui a
fiscalização tem sido incrementada no Porto de Suape. Mas, mesmo a
checagem sendo feita por amostragem, pegou exatamente um contêiner com
esse tipo de material e interrompeu esse fluxo de mercadoria.”
Campos anunciou também que vai pedir, através da Secretaria de Governo,
uma representação do Ministério das Relações Exteriores sobre o caso.
“Esse incidente precisa ser relatado nos Estados Unidos e vamos pedir
que eles investiguem como aconteceu a exportação desse material”, disse.
Ao final da tarde da terça, o secretário da Casa Civil, Tadeu Alencar,
foi ao Consulado dos Estados Unidos em Pernambuco, no Recife, onde foi
recebido pela cônsul Usha Pitts para tratar do assunto. Também
participaram da reunião o gestor da Secretaria de Defesa Social, Wilson
Damázio, e o secretário de Estado, Maurício Rands.
Em nota divulgada à imprensa, o Consulado disse que já informou o caso
às agências norte-americanas responsáveis pela entrada e saída de
mercadorias nos Estados Unidos, assim como às agências responsáveis pelo
controle ambiental.
“Os Estados Unidos e o Brasil mantêm uma relação comercial forte e
madura, que envolve mais de 60 bilhões de dólares por ano. Nós estamos
comprometidos em facilitar o comércio legal, reforçando as leis de
comércio dos Estados Unidos que protegem a economia, saúde e segurança
das pessoas em todo o mundo, através de sólidas parcerias com governos
estrangeiros. Nós estamos tratando desse assunto com muita seriedade e
verificando se alguma lei americana foi violada”, complementa o
comunicado.
Queda nas vendas
De acordo com Adenísio Vasconcelos, presidente do Sindicato do
Vestuário de Pernambuco, a repercussão negativa do caso levou a uma
queda de 30% nas vendas nas feiras livres das 14 cidades integrantes do
Polo. “A notícia pegou todo mundo de surpresa, mas acreditamos que, com
as investigações, as pessoas vão notar que foi apenas um caso isolado”,
falou.
Uma comissão formada por representantes do Governo do Estado e da
cadeia têxtil de Pernambuco se reunirá na próxima sexta-feira (21),
novamente no Palácio do Campo das Princesas, para apresentar as
primeiras ações tomadas em conjunto.
Empresário pernambucano importador de lixo hospitalar dos
Estados Unidos durante 8 anos exportou para a Angola
O
empresário titular da empresa Na Intimidade Ltda, e dono das lojas
“Império do Forro de Bolso”, criou o “Triangulo do Lixo Hospitalar” em
Pernambuco.
Nas cidades de Santa Cruz do Capibaribe, Toritama e Caruaru, no
Agreste Pernambucano, o empresário Altair Teixeira de Moura estabeleceu
as suas unidades de confecção.
A especialidade desse empresário pernambucano é o forro de bolso para
calças jeans, calças de ternos, e para bermudas de crianças e adultos.
Como o tecido de forro de bolso não aparece, e certamente como insumo é o
mais barato na linha de produção de peças do vestuário, a importação de
“tecidos de algodão com defeito” – lixo hospitalar – era o mais
lucrativo para o empresário.

Desde o ano de 2009, que a empresa Na Intimidade Ltda importa “tecidos de algodão com defeito” dos Estados Unidos.
As autoridades rastrearam as importações da Na Intimidade Ltda e
somente em 2011 apontam que essa empresa importou 22 containeres
contendo “tecidos de algodão com defeito”.
Dois desses containeres importados pela Na Intimidade Ltda foram
apreendidos na semana passada pela Receita Federal no porto de Suape, e
somam 46,6 toneladas de lixo hospitalar.

Agentes
de fiscalização da Anvisa e Ibama e a delegada que conduz as
investigações, localizaram entre a última sexta-feira (14/10) e essa
segunda-feira (17/10) o total de 38 toneladas de lixo hospitalar dentro
das unidades da empresa Na Intimidade Ltda, instaladas nos municípios
pernambucanos de Santa Cruz do Capibaribe, Toritama e Caruaru.
Alguns milhares de kilos de lixo hospitalar estavam prontos para
entrarem na mesa de corte e serem magicamente transformados em forro de
bolso, os quais seriam colocados no mercado brasileiro e nas unidades
“Império do Forro de Bolso”, incluindo a loja virtual que a empresa
mantinha na internet. Outros milhares de kilos de forro de bolsos já
estavam prontos e aguardavam em um depósito os seus destinos.
A importação de lixo hospitalar dos Estados Unidos já soma 84,6
toneladas (46,6 apreendidas no porto de Suape e mais 38 nas unidades da
empresa).

Entre
as estratégias de venda do forro de bolso, o empresário utilizou um
site na internet para alavancar seu negócio. A empresa Na Intimidade
Ltda mantinha uma loja virtual denominada Império do Forro de Bolso no
endereço da internet
www.forrodebolso.com.br.
No site, Moura dizia que “vendemos forro de bolso para calça e
bermudas, jeans, brim, social sob suas medidas, também temos forro com
medidas padrão. Despachamos para todo o Brasil e podemos exportar
também. Tecido 50% algodão e 50% poliester, branquiado já pré-lavado.
Otimize sua produção comprando o forro do bolso de suas confecções já
cortadas sob suas medidas. Preços especiais para EXPORTAÇÃO.”

“Informações
para contato – Telefone 55 81 37412950 – Celular – 55 81 91043403
-Endereço – Av. Prefeito Braz de lira nº 534 – Malaquias – Estado –
Pernambuco – Cidade – Santa Cruz do Capibaribe – País – Brasil – FALE
CONOSCO: POR EMAIL:
contato@forrodebolso.com.br POR TELEFONE: 81-3741.2950 ou 81-91043403 falar com Sr. Altair Moura MSN:
altair@sccnet.com.br SKYPE: MOURAALTAIR”
O empresário pernambucano é experiente na importação de tecidos.
Entre 2001 e 2011 sempre esteve a frente de duas empresas de confecções
que importavam tecidos Estados Unidos.
E sabe-se agora que Altair Moura também domina o comércio da
exportação. Por meio de sua primeira empresa (deixou a sociedade em
2009) exportou seus produtos para a Angola entre os anos de 2002 e 2009.
Dados na internet mostram os negócios das exportações desse
empresário pernambucano que importou lixo hospitalar dos Estados Unidos.
Moura chegou a declarar numa determinada época, que “a cada três
meses, um contêiner embarca com um volume de 100 mil e 200 mil peças
produzidas no interior pernambucano”.
Tudo começou a partir de uma feira da África do Sul, em 2000. “Fui
convidado para expor os meus produtos. No final do evento, descobri que
as pessoas de lá não eram meu público, mas que poderia me dar muito bem
em Angola”, relembra Altair Moura.

O
mais incrível são os princípios declarados pelo empresário que importou
lixo hospitalar, e publicados no site da loja virtual que mantinha na
internet.
MISSÃO
CONSTRUINDO NOSSO FUTURO:
Desenvolver e comercializar produtos inovadores, de alto valor
percebido, com qualidade e rentabilidade classe mundial e criação de
valor para funcionários, fornecedores e clientes, atuando com
responsabilidade social e ambiental.
PRINCÍPIOS QUE NOS GUIAM:
Ética: Integridade, honestidade, transparência e atitude positiva na aplicação das políticas internas e no cumprimento das leis.
Informações revelam que somente a empresa Na Intimidade Ltda, desde 2009
até a presente data, teria importado 60 (sessenta) containeres de
“tecidos de algodão com defeito”. Se confirmarem as informações de
importação é preciso saber o destino dos forros de bolso dados pelo
empresário pernambucano. Seriam 1.398 toneladas de lixo hospitalar
importadas dos Estados Unidos (para conhecimento do leitor a cidade de
Porto Alegre produz algo perto de 1.500 toneladas de lixo por dia).

Com
o lixo hospitalar vindo dos Estados Unidos, o empresário poderia
confeccionar 1.398.000 kilos de forro de bolso. Se considerarmos o preço
de R$ 14,00 por kilo de forro de bolso anunciado no site da loja
virtual Império, o faturamento da Na Intimidade Ltda, de titularidade do
empresário pernambucano, poderia chegar ao milionário valor de R$
19.527.000,00 com a importação lixo hospitalar dos Estados Unidos nos
últimos 3 anos.
NA INTIMIDADE LTDA
NA INTIMIDADE LTDA
AV PREFEITO BRAZ DE LIRA 534-MALAQUIAS Rod. PE 90 nº 1.390 – Toritama- Pernambuco, SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE 55190-000, PE Alto Capibaribe t: 81-37313325 f: 81-37313325