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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Botijão explode em barraca de feira livre e deixa 23 feridos no RN


Explosão ocorreu em barraca de venda de tapioca na manhã de domingo.
Botijão de gás estava em mau estado de conservação, dizem bombeiros.

Tahiane Stochero Do G1, em São Paulo

Um botijão de gás de pequeno porte explodiu na manhã de domingo (25) em uma feira livre no bairro Cidade da Esperança, em Natal, capital do Rio Grande do Norte. Conforme o tenente Christiano Couceiro, da assessoria de imprensa do Corpo de Bombeiros do Estado, 23 pessoas foram socorridas com queimaduras e ferimentos para o Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal.

Dentre as vítimas, 11 permanecem internadas nesta segunda-feira (26), sendo 4 em estado grave. A explosão ocorreu por volta das 10h de domingo em uma barraca que vendia tapioca na feira livre.

“Recebemos um chamado por volta das 10h da manhã direto da feira livre, onde percebemos que o botijão de uma barraca que vendia tapioca havia explodido. No estande ao lado, uma barraca que comercializava frituras tinha uma panela com cerca de 5 litros de óleo que, com a explosão, foi jogado contra as pessoas”, diz o oficial.

As vítimas foram atingidas também por pedaços de ferro e plástico. Segundo o tenente, os bombeiros perceberam que o botijão que explodiu estava em mau estado de conservação, enferrujado e com fissuras.

“Orientamos a população a prestar atenção na manutenção adequada dos botijões, para verificar se há alguma deformidade. No próximo fim de semana faremos uma ação educativa, equipes fiscalizando as feiras livres, para dar orientações de conservação aos feirantes”, diz Couceiro.





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26/10/2008 free counters

Morre no Rio o jornalista Rogério Marinho


Publicada em 25/07/2011 às 09h29m

O Globo (granderio@oglobo.com.br)

O jornalista e vice-presidente da Infoglobo, Rogério Marinho, morreu na manhã desta segunda-feira no Hospital Samaritano, no Rio / Foto: Ricardo Leoni

RIO - O jornalista e vice-presidente da Infoglobo, Rogério Marinho, morreu às 6h48m desta segunda-feira, no Hospital Samaritano, em Botafogo, de insuficiência respiratória aguda. Rogério, que tinha 92 anos, estava internado desde a última quarta-feira. O velório será no Cemitério São João Batista, a partir das 14h30m, na capela 1, na Rua Real Grandeza, em Botafogo. Ele deixa a mulher, dona Elizabeth, filha e netos.

O carioca da rua do Riachuelo Rogério Pisani Marinho só assinava Rogério Marinho. Tal como o irmão mais velho, Roberto Marinho. Nascido a 15 de maio de 1919, era o caçula do jornalista Irineu Marinho. Embora tenha perdido o pai quando tinha apenas seis anos, sua vida seria indissoluvelmente ligada à trajetória do GLOBO e das Organizações Globo.

Verdade é que flertou com as Ciências Jurídicas, entrando para o curso de Direito. Mas muito cedo, aos 18 anos, começou a trabalhar no GLOBO, a convite do irmão. Em depoimento ao projeto Memória Globo, Rogério Marinho descreveu a atividade jornalística naquela época:

"Era um jornalismo heróico. Não era esse jornalismo de hoje, tecnológico. Era um jornalismo de esforço pessoal, cada um fazia o que devia fazer e o que outros deviam fazer também, para não atrasar o jornal. E O GLOBO era completamente diferente de hoje".

Um homem suave, simples, que cumprimentava todos os funcionários e não fazia distinção entre cargos, Dr. Rogério, como era chamado por todos no jornal e demais empresas do grupo, participou dos acontecimentos que marcaram, em nosso país, boa parte do século XX. Foi repórter na área de esportes, redator, diretor-substituto e, finalmente, vice-presidente. Muitas vezes, foi o responsável pela primeira página. Dessas ocasiões, lembrou em seu depoimento ao projeto Memória Globo:

"Nessa época, eu chegava à redação entre 3h30m e 3h45m e já encontrava uma pilha de papéis na minha frente. Fazia o trabalho de seleção, reduzia ou ampliava o que fosse necessário e apurava, toda aquela trabalheira. Depois, dedicava-me à primeira página. Às vezes, essa tarefa era realizada pelo Lucino de Castro, nosso secretário".

Como todo jornalista, Dr. Rogério enfrentou os dilemas típicos de um dia normal de fechamento da edição, e descreveu desta maneira a sua experiência:

"Era comum o Alves Pinheiro chegar na última hora, quando já estava pronta a primeira página e dizer: 'Sensacional! Furo! Ninguém tem!'. Apontava um calhamaço que ele escrevia a mão, umas 10, 20 páginas. Eu dizia: 'Pinheiro, mas a essa hora?' 'Isso não pode deixar de sair', ele argumentava. Sentava-me, então, à máquina e reduzia o texto de forma a caber na página. Recorria ao linotipista, que era sensacional. Estávamos no prédio novo (do GLOBO), mas o sistema de linotipia ainda vigorava. Eu pegava o chumbo, ia compondo, sem fazer revisão nenhuma".

Um ávido defensor da natureza

Um dia, Dr. Rogério, que na infância usava atiradeira e uma espingarda calibre 22 para matar camaleões no morro, descobriu a necessidade de preservar o meio ambiente. Nas suas palavras, "comecei a ver a vida, o que significava aquilo; estava simplesmente matando vidas". E a valorização e a defesa da natureza passaram a ser uma de suas grandes preocupações, que o levaram à Amazônia, a Roraima, à Serra do Tumucumaque, ao Pantanal, ao sertão da Bahia.

Um homem que se manteve sempre em atividade, muito depois da fase "heróica" do jornal, ele costumava chegar ao GLOBO às 11h30m, para o almoço com amigos de longa data no jornal, e ali permanecia até o fim da tarde. Assim ele descrevia sua relação com os jornalistas a ele subordinados:

"Se acho que é necessário fazermos um artigo, peço ao Luiz Garcia: 'O que você acha de nós fazermos isso?' Não digo: 'Faça o artigo'. Ou para o Merval (Pereira): 'Faça essa reportagem'? Não, mas sim: 'Merval, que tal você acha de fazermos essa reportagem?"

Rogério Marinho conviveu com gerações e gerações de jornalistas. Observava constantemente que Roberto Marinho o marcou muito. E falava também da influência recebida de Pinheiro de Lemos, articulista, de Mário Filho, editor de esportes e autor de uma crônica diária, de Evandro Carlos de Andrade, editor do jornal numa fase bem posterior, entre outros.

Dr. Rogério trabalhou sempre em conjunto com o irmão mais velho, como ele gostava de sublinhar:

"Eu sempre tive uma vida muito participativa com o Roberto, na época de montar a cavalo, de viajar. Eu era uma espécie de cumpridor do programa dele, cumpridor dos objetivos dele. Para ajudá-lo, não para substituí-lo definitivamente".

E frequentemente foi obrigado a tomar decisões importantes, quando Roberto Marinho estava no exterior, ou quando a comunicação entre os dois era difícil e demorada. Isso aconteceu, por exemplo, quando o comunicador Luís de Carvalho deixou a Rádio Globo e ele teve de, rapidamente, escolher um substituto. Optou por Haroldo de Andrade, e sua escolha se revelou acertada. Como lembrou, em depoimento ao projeto Memória Globo:

"Haroldo teve um programa diário interessante, e várias vezes eu atuei como seu conselheiro. Uma vez, convidaram-no a se candidatar a deputado. Ele perguntou minha opinião, eu achei que não devia e ele não aceitou".

Censura no Estado Novo, censura na Revolução de 1964. Esta é a pior situação para o jornalista, e Dr. Rogério tinha opinião firme sobre isso. Teve muito mais problemas no primeiro caso.

"Tínhamos um censor permanente no GLOBO, que chegava e dizia: 'Esta matéria sai, esta não sai'. Dominava completamente. Mas nós tínhamos o Cartier, que era muito hábil em fazer artigos anódinos. Ele fazia um artigo que parecia que estava elogiando mas, no fim, estava fazendo restrições. Ficava no meio termo, o que era bom para o GLOBO".

Havia um censor no jornal também na Revolução de 64. Assim Dr. Rogério se lembrava dele: "Ele dizia o seguinte: 'Olha, Dr. Rogério, eu vim aqui como enviado. Agora, nós não podemos nos exceder. Temos certeza que o GLOBO não o fará, de maneira que eu entrego nas suas mãos a censura, a orientação do jornal".


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26/10/2008 free counters

Passarela desaba no Rio de Janeiro e deixa dois feridos







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26/10/2008 free counters

Enterro de Amy Winehouse deve seguir preceitos judaicos







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26/10/2008 free counters

Amy Winehouse Died in Bed with No Sign of Drugs Nearby


Monday July 25, 2011 08:15 AM EDT

Amy Winehouse Died in Bed with No Sign of Drugs Nearby | Amy Winehouse

Amy Winehouse

Splash News Online

Amy Winehouse may have been dead for up to six hours before a security guard found her body in bed at around 4 p.m. London time on Saturday.

The five-time Grammy winner last spoke to her security team at 10 a.m. Saturday, telling them she was going to sleep. Rigor mortis had set in by the time she was found, suggesting she had been dead for several hours.

Sources tell Britain's Sun newspaper that Winehouse, 27, had seen a doctor Friday night as part of a routine series of regular checkups, given her battle with addiction. The doctor saw nothing amiss.

Winehouse had been strong enough that same night to play a drum kit in her bedroom – so loud that neighbors complained.

Cause of death is not yet known; a toxicology report could take weeks to complete.

A police source tells PEOPLE there was no paraphernalia or sign of drugs in Winehouse's Camden home, which became the scene of makeshift memorials following news of the troubled singer's death.

Her father Mitch made an appearance at the Camden house Monday to thank fans who had built the tribute to his daughter in flowers and memorabilia. He said the family was "devastated and speechless."

"I can't tell you what this means to us. It really is making this a lot easier for us," he said of the tributes.

"Amy was about one thing, and that was love. Her whole life was devoted to her family and her friends, and to you guys as well," he told fans gathered in Camden Square.

Winehouse's friend and PR man Chris Goodman tells the Sun that she had suffered setbacks in recent weeks in her battle against addiction.

"She was on the mend but she lapsed over the past month," he said. "Her death has come as a great shock. She was a fantastic talent and a sweet girl."






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26/10/2008 free counters

"Amy was about one thing and that was love. Her whole life was devoted to her family and her friends and to you guys as well"

"Amy was about one thing and that was love. Her whole life was devoted to her family and her friends and to you guys as well"







Amy Winehouse - Amy Winehouse Cause Of Death To Be Revealed

25 July 2011 13:08
Amy Winehouse ,

Picture: Messages For Amy Winehouse , Amy Winehouse's house the day after her death. London, England ....
Amy Winehouse Cause Of Death To Be Revealed



Amy Winehouse's death is still being described as "unexplained" by police, but a post-mortem will take place later today (25th July 2011), seeking to investigate the exact cause, reports Bbc News. Winehouse's body was found at her home in Camden, north London on Saturday.

Visiting his daughter's house on Monday, Amy's father Mitch thanked fans for their tributes, saying, "I can't tell you what this means to us. It really is making this a lot easier". As followers of the late singer gathered in Camden Square, Mitch added, "Amy was about one thing and that was love. Her whole life was devoted to her family and her friends and to you guys as well". Her mother and brother also visited the scene of her death with flowers, photographs and cards. The Grammy Award winner had struggled with drug addiction for several years, but police spokesman Supt Raj Kohli refused to confirm whether the death was linked to narcotics, adding, "It would be inappropriate to speculate on the cause of death.My sympathy extends not just to her immediate family but clearly to the thousands and millions of fans across the world".

Amy Winehouse, who stormed the British charts with her second album 'Back to Black', was found dead by a member of her personal security team. She had been working on her upcoming third album, but a series of disastrous public performances meant she was forced to cancel her entire European tour.



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26/10/2008 free counters

Irmão de princesa é uma das vítimas do massacre na Noruega


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DA FRANCE PRESSE, EM OSLO (NORUEGA)

O meio-irmão da princesa Mette-Marit da Noruega está na lista das 86 vítimas do massacre na ilha de Utoya, nos arredores de Oslo, anunciou o Palácio Real nesta segunda-feira.


Trond Berntsen, 51, era policial, mas não estava a serviço no momento do ataque.

Segundo o jornal "Verdens Gang" ("VG"), que cita testemunhas, ele tentou deter o atirador depois de salvar seu filho.

"O atirador não hesitou por um segundo durante sua fúria assassina e matou o policial, que não estava armado", divulgou o "VG".

De acordo com outros jornais, Bernsten estava em Utoya porque tinha sido contratado como segurança particular pelos 600 jovens reunidos num acampamento de verão da juventude trabalhista na ilha.

Bernsten era filho do segundo marido da mãe de Mette-Marit, que se tornou princesa em 2001 após o casamento com o príncipe herdeiro, Haakon.

Na primeira ação, um carro-bomba explodiu próximo à sede do governo, no centro de Oslo, matando sete pessoas.

No segundo ataque, o norueguês Anders Behring Breivik, 32, atirou contra os participantes de uma colônia de férias da juventude do Partido Trabalhista (no poder) em Utoya, 40 km a oeste da capital, provocando ao menos 86 mortes.

Os dois ataques foram cometidos com apenas duas horas de diferença. A hipótese mais sólida era de que o suspeito tinha ativado o carro-bomba que explodiu na capital para depois seguir em direção à ilha, situada a cerca de 40 quilômetros da capital.

Breivik disse à polícia de Oslo ter agido "sozinho" no massacre. Mas depoimentos de alguns sobreviventes deram a entender que poderia haver outro atirador.

Um documento de 1.500 páginas redigido aparentemente pelo norueguês revela que o ataque já era preparado desde o outono (boreal) de 2009.

O documento, publicado na internet diariamente, inclui um manual sobre como montar bombas e um discurso contra o Islã e o marxismo.

Breivik detalha os preparativos de sua ação, destacando "o uso do terrorismo como um meio de despertar as massas", e admite que será lembrado como "o maior monstro nazista desde a Segunda Guerra Mundial".

Com várias referências históricas, o manifesto inclui numerosos detalhes da personalidade do agressor, seu modus operandi para fabricar bombas e seu treinamento de tiro, além de um minucioso diário dos três meses que precederam o ataque.

O texto, escrito em inglês, tem o título "A European Delaration of Independence - 2083" (Uma declaração de Independência Europeia - 2083) e é firmado sob o pseudônimo "Andrew Berwick".


Vítimas de ataque em Oslo postaram no Twitter antes da polícia ser avisada

DA BBC BRASIL

Vítimas do homem acusado do massacre que deixou 93 vítimas na Noruega, na última sexta-feira, teriam colocado mensagens no Twitter e no Facebook antes mesmo de a polícia ser avisada, segundo informações da ex-ministra da Justiça do país Anne Holt.

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Logo após os primeiros tiros serem disparados, segundo a ex-ministra, jovens que participavam de um encontro da juventude trabalhista com mais cerca de 700 pessoas começaram a pedir ajuda nas redes sociais.

Algumas das vítimas do ataque disseram a jornalistas que, ao ouvir que o atirador vestia um uniforme da polícia, decidiram usar a internet em vez de ligar para os serviços de emergência.

Em uma reportagem do jornal "Aftesposten", Jorn Overby disse que respondeu aos pedidos de socorro. Uma amiga de Oslo viu as mensagens no Facebook e o avisou, já que ele estava próximo à ilha.


Wolfgang Rattay/Reuters
O primeiro-ministro Jens Stoltenber e sua mulher Ingrid Schulerud fazem homenagem antes de missa que lembrou as vítimas
O premiê Jens Stoltenber e sua mulher Ingrid Schulerud fazem homenagem antes de missa que lembrou as vítimas

Ele chamou um conhecido e se dirigiu a Utoeya em dois barcos para resgatar jovens que mergulharam na água para escapar dos tiros. Segundo Overby, ele conseguiu salvar cerca de 30 jovens em três viagens, mas teve de deixar outros para trás, já que o atirador disparava contra eles.

"Eu joguei todos os meus coletes salva-vidas na água, esperando que isso pudesse salvar alguns deles", disse ele ao jornal, mesmo temendo que isso não fosse suficiente devido à temperatura fria da água.

Os esforços de resgate de Overby teriam acontecido 35 minutos antes de a polícia chegar ao local.

CRÍTICAS

A ex-ministra Anne Holt afirma que a polícia norueguesa tem muitas perguntas a responder em relação à resposta ao ataque na ilha de Utoeya, onde Anders Behring Breivik teria matado 86 pessoas a tiros e ferido dezenas de outras. Ele também assumiu a responsabilidade pela explosão de uma bomba no centro político da capital, Oslo, que deixou sete vítimas, cerca de duas horas antes.

Segundo informações divulgadas na mídia norueguesa, a polícia só soube do massacre na ilha quase uma hora depois de a matança ter começado.

Policiais disseram que a viagem de carro até o lago demorou cerca de 20 minutos e foram necessários aproximadamente outros 20 minutos para que eles achassem um barco apropriado.

Eles teriam optado por dirigir até o lago porque não haveria helicópteros disponíveis.

"O atirador matou cerca de uma pessoas por minuto. Se a polícia tivesse chegado meia hora antes 30 vidas poderiam ter sido salvas", disse Holt à BBC.

"É preciso descobrir por que a polícia não foi avisada logo, por que pessoas que viram mensagens no Twitter e no Facebook não reagiram avisando a polícia ou, ainda pior, se a polícia recebeu as mensagens e não reagiu."


Sunday Bloody Sunday

IVAN LESSA
COLUNISTA DA BBC BRASIL, EM LONDRES

Eu não gostaria de ser editor de tabloide britânico. Sensacionalista ou comedido.

Na verdade, neste fim-de-semana que passou, eu não gostaria de tabalhar em redação de jornal algum no mundo inteiro. Nem mesmo para ir até a esquina comprar café e sanduíches.

Estivéssemos tratando de assunto menos trágico, eu apelaria para um pedantismo gálico e diria que o que houve foi um embarras de richesses, ou, vertendo para o idioma pátrio, um excesso de riquezas. A bem dizer, um desmando de tragédias.

Os editores sabem e conhecem seus leitores, desde o primeiro búfalo a ilustrar caverna de troglodita, ao primeiro hieróglifo a fazer sucesso entre as 3 grandes pirâmides egípcias. O que o pessoal quer é sangue, muito sangue.

Lembremo-nos do slogan dado com o chamado "humor carioca" aos jornais que vendiam crime e nada mais que crime há algumas décadas, O Dia e A Notícia. Segundo a plebe rude, se espremidos deles escorria sangue.

E tome Fera da Penha, Crime da Mala, domésticas ingerindo formicida ou ateando fogo às vestes, marginais levando bala, indivíduos repugnantes seduzindo "dimenores". O resto, bem, o resto eram anúncios, porque eles vendiam que não era brincadeira. Eram sérios, levavam na troça, seus personagens viravam personagens de Nelson Rodrigues.

Aqui, no domingo de manhã, eu dei uma conferida em 11 jornais nacionais. Impossível fugir aos dois assuntos que desde o dia anterior ganharam horas seguidas na televisão: o monstruoso massacre na Noruega e, no fim da tarde, a morte da cantora Amy Whitehouse.

Gente, as editorias tiveram que se virar mais que charuto em boca de bêbado para encontrar um meio-termo justo entre os dois --quase impossível assim chamá-los-- "eventos".

A turma é boa, é mesmo da fuzarca. Maior parte achou melhor mesmo rachar os dois acontecimentos tétricos. Pela minha contagem, o monstro norueguês (já o apelidaram aí de "Demônio Louro"?) pegou no mínimo um terço das primeiras páginas dos jornais dito sérios ("Sunday Telegraph", "Observer", "Independent on Sunday"), ganhando assim a disputa com a problemática cantora popular.

Nos jornais brasileiros, a ênfase foi toda para Amy Whitehouse, inclusive algo que eu desconhecia: a tal da maldição dos 27 anos, idade em que morreram outros ídolos da música popular, tais como Brian Jones, Jimi Hendrix, Jim Morrison, Janis Joplin e Kurt Cobain.

A verdade é que, no fundo, admiro a cara de pau dos jornais e telejornais. Toda essa gente, motivada por curiosidade malsã, que foi ao bairro e à rua onde La Whitehouse tomou, cheirou, se injetou ou fumou algo, ou tudo isso ao mesmo tempo, que pegou muitíssimo mal, toda essa gente, dizia eu, estava, segundo a mídia impressa e informática, lá comparecendo para render seu tributo ou última homenagem.

Ninguém teve peito para dizer que lá foram por doentia xeretice mesmo, a mesma que faz com que os jornais escandalosos vendam como "pãezinhos quentes", para adaptar uma expressão local.

Ainda encontraram espaço, os jornais, para dedicar alguns parágrafos à tragédia que continua a ser a Somália, ao desastre pronto para acontecer agora rachado entre dois Sudões (mais um para virar assunto e falta de providências), o desastre de trem na China no qual morreram 35 e a perda do artista Lucian Freud, aos 88 anos (será a "maldição dos 88 anos?").

As páginas de esporte, as palavras cruzadas, o sudoku e as histórias em quadrinhos sairam ilesas da catástrofe humana e midiática.






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26/10/2008 free counters

Propina no Dnit financiou até amante, diz inquérito


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DE SÃO PAULO

Hoje na Folha A faxina da presidente Dilma Rousseff no cérebro do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) em Brasília deixou intocados, até aqui, os braços do órgão nos Estados, alvos de mais de uma dezena de investigações, informa reportagem de Andreza Matais, Breno Costa, Dimmi Amora, João Carlos Magalhães, José Ernesto Credencio e Rubens Valente, publicada na Folha desta segunda-feira (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

Pelo menos 12 das 23 superintendências regionais são objeto de inquéritos do Ministério Público e da Polícia Federal. Apesar de o PR controlar o ministério desde 2003, os problemas nos Estados também envolvem indicados por outros partidos.


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No Ceará, por exemplo, 27 funcionários públicos, parentes e empreiteiras foram denunciados por procuradores da República em maio deste ano por improbidade administrativa, sob a suspeita de praticar fraudes no Dnit local, comandado pelo PR. Segundo o Ministério Público Federal, as empresas tinham escritório no Dnit. A denúncia diz que elas pagavam "mensalão" a dirigentes do órgão, até 2010 comandado por Joaquim Guedes Neto.

Segundo o inquérito, baseado em escutas telefônicas, uma empreiteira pagou até o conserto de carro para uma pessoa classificada como amante de um supervisor do Dnit em Fortaleza.

O órgão informou que toma todas as providências necessárias em relação às suspeitas levantadas pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal, e disse que os servidores de carreira responsabilizados por ilegalidades vão responder a processo administrativo.

Sobre as indicações políticas, o Dnit informou que as nomeações para as superintendências são feitas pelo ministro dos Transportes, com o aval da Casa Civil.



Amiga de ministros do PT atua como lobista no Dnit

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DE SÃO PAULO

Hoje na Folha Amiga do casal de ministros petistas Paulo Bernardo (Comunicações) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil), a consultora Teresinha Nerone atuou no governo para obter apoio do Ministério dos Transportes à construção do anel viário de Maringá (PR), informa reportagem de Rubens Valente publicada na Folha deste domingo (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

A obra é investigada pelo TCU (Tribunal de Contas da União), que aponta sobrepreço de R$ 10,5 milhões nos pagamentos do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes). A empresa de Teresinha é contratada desde 2008 pela Prefeitura de Maringá para "assessoramento na montagem e acompanhamento de processos para a captação de recursos".

'Sairão todos' no comando do Dnit e da Valec, diz Dilma
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Teresinha tem uma antiga e estreita relação com o casal de ministros. Em outubro de 2009, postou em sua página no microblog Twitter que estava "na praia, tomando vinho" com Gleisi e Paulo Bernardo. Questionado sobre isso, Bernardo respondeu: "Isso não é da sua conta".

Os ministros negaram, por meio de suas assessorias, terem tratado com a consultora sobre a liberação de recursos para a obra do anel viário de Maringá (PR). Ambos reconheceram a amizade com Teresinha, mas negaram saber que ela faça lobby em Brasília.

Sobre o financiamento do BID, Bernardo disse que também não conversou com ela e que a operação foi legal. "A tramitação pelo [Ministério do] Planejamento passou normalmente pela área técnica, que analisa projetos de empréstimos internacionais. Isso é praxe."

O diretor-geral do Dnit, Luiz Antonio Pagot, atualmente de férias do cargo, afirmou no início do mês que "cumpria ordens do Planejamento", chefiado por Bernardo no governo Lula, e que Gleisi era quem acompanhava as obras no Paraná. Na semana passada, em depoimento ao Senado, ele voltou atrás e negou ter feito ameaças aos petistas.

Leia mais na Folha deste domingo, que já está nas bancas.


Franklin de Freitas - 31.out.10/Folhapress
Os ministros Paulo Bernardo (Comunicações) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil) negaram envolvimento com lobista
Os ministros Paulo Bernardo (Comunicações) e Gleisi Hoffmann (Casa Civil) negaram envolvimento com lobista






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26/10/2008 free counters

domingo, 24 de julho de 2011

GOP Scared of Opinion Backlash if US Defaults

  • 7/24/11 at 5:43 PM
House Speaker John Boehner and President Barack Obama at the White House yesterday for debt talks.

House Speaker John Boehner and President Barack Obama at the White House yesterday for debt talks.Photo: Jewel Samad/AFP/Getty Images

As the August 2 deadline to raise the nation's debt ceiling approaches, politicians and strategists in Washington have begun considering the near-unthinkable: that America could default on its debt or, in order to pay its creditors, have to stop sending checks to millions of Social Security and Medicare beneficiaries. The Tea Party Caucus in the House — led by GOP presidential hopeful Michele Bachmann and since dubbed by some the "Hell, No Caucus" — is worried that if no plan is reached and President Obama does stop mailing those entitlement checks then popular support for Republicans may fizzle. A Senate Republican aide who spoke to The Hill earlier this month neatly summed up the political calculus: "Democrats have the leverage if we have to pay the Saudi royal family the money we owe them and granny doesn’t get her check." That's why the Tea Party Caucus is pushing for a swift vote on the Full Faith and Credit Act (revised since first introduced in January this year) that would require President Obama to not only pay the interest on the nation's debt in case of default but also continue paying Social Security benefits and soldiers in the Iraq and Afghanistan wars. While not clear if money would be available for all that, it surely shows a crack in the "popular mandate" armor Republicans have been showing off around town. So we decided to collect as many poll numbers as we could to find out just what the American people really think about this whole big debt mess, and maybe figure out which political party has the most to gain or lose if worst comes to worst.

Will a deal be reached in time? According to Gallup, 49% said yes; 47% said no. (53% of Democrats said yes; 51% of Republicans said no.)
The People's Answer: It may still come down on either side of the fence.

Should the debt ceiling be raised at all? A Gallup poll earlier this month found that only 22% would want their member of Congress to vote to raise the debt ceiling, compared to 42% who would want them to vote against it. (Seems a third of respondents just "don't know enough to say.") Among Republicans, only 11% are in favor of raising the debt ceiling. A Pew Research Center poll found slightly more reassuring numbers: 40% think the debt ceiling must be raised by the August 2 deadline, while 39% think we can just mosey on through next week "without major economic problems."
The People's Answer: If this were decided by popular vote, the debt ceiling would be going nowhere.

Who's the right person to fix the problem? 43% of people responding to a Gallup poll early this month said President Obama, with 46% picking "Republican leaders in Congress". (A Rasmussen poll gave Democratic Congressional leaders sky-high disapproval numbers on the debt ceiling.) A Pew poll also gave Republicans just the slightest edge. But when Pew compared individual Republican and Democratic leaders, President Obama came out on top with 48% saying they have confidence in him and just 33% saying the same for second-place House Speaker Boehner. (Senate Minority Leader Mitch McConnell got 30%, more than Senate Minority Leader Harry Read, while House Majority Leader Eric Cantor got 26%, three points less than House Minority Leader Nancy Pelosi.)
The People's Answer: Definitely not Congressional Democrats, a tepid maybe for Congressional Republicans, and looks like President Obama still has a chance at coming out on top.

What's worse, not raising the debt ceiling, or raising it without a plan to cut spending? Gallup found that 55% of adults nationwide are more worried about the second scenario, with about a third saying they're more worried about the economic crisis that would result from a default.
The People's Answer: Seems the federal debt matters more to people than all the ifs floating out there about how markets would react to a default.

What will happen in case of a default? A slim majority of Americans do believe an economic crisis would result from a default, says Gallup, with just under 50% saying they don't think Social Security and veterans' benefits would be delayed.
The People's Answer: Well, nothing good will come of it, but it probably won't be nearly as bad as everyone's saying.

Should a deficit plan be cutting spending, raising revenue, or both? It's no surprise that most people would rather see the deficit cut primarily through spending cuts, but only 20% of Americans responding to a Gallup survey said they wanted "only spending cuts". (Even among Republicans, that number is only 24%.) Almost a third said deficit reduction should be achieved "equally with spending cuts and tax increases." A large majority (64%), according to a Pew poll, saw some combination of the two as a must. On what the end result will be, Rasmussen finds that 62% of likely voters think any plan will raise taxes too much and 56% think spending will be cut too little.
The People's Answer: We need both, but more spending cuts than taxes.

Should either side hold out for their ideal plan, or compromise? That's a no brainer: compromise. Two-thirds of Americans in a Gallup poll want to see a deal even if no one's 100% happy with it. Among Republicans that number is a bit lower but still a solid majority.
The People's Answer: Compromise, goddamit!

Is the debt/deficit even what the government should be most worried about? Sure, but only after dealing with the weak economy (priority #1 for 31% of people) and unemployment (the priority for another 27%). Nationwide, only 16% said the nation's federal budget, deficit and debt deserved the country's undivided attention. That said, with 84% of likely voters following news reports about the debt talks, it's no surprise that some three-quarters of people agree it needs to be taken care of pronto.
The People's Answer: Now that you (dear government) got us stuck in this shambolic state of affairs, deal with it. But then get back to what really matters: the economy and jobs.

All in all, the American people seem a fair bit more level-headed than their elected representatives. (Stupid two-party system!) Now if only Washington could pick up on the signals, broker a middle-of-the-road deal, and stop trying to win the $4 trillion blinking contest it's been competing in these past few weeks.







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Obama hosts last-ditch debt talks







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