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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

#lula Presidência da República contrata Clube do Choro para despedida de Lula







26/12/2010 23h45

Em cinco dias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva descerá a rampa do Palácio do Planalto, após oito anos como chefe da nação brasileira. A mudança de endereço não será tarefa fácil, já que Lula dará adeus ao posto pelo qual batalhou incansavelmente durante 20 anos. Em seus últimos momentos, o presidente deposto verá todo mundo choramingar, não apenas porque “o cara” estará indo embora, mas porque o cerimonial da Presidência da República contratou o tradicional grupo musical de Brasília Clube do Choro por R$ 10 mil para garantir a choradeira na despedida e posse da presidente eleita Dilma Rousseff. Como diria o rei Roberto Carlos, serão “muitas emoções”! Então, é bom não se esquecer de levar os lencinhos...

A canção talvez inspire outros inquilinos, também despejados, em uma casa bem próxima a do Palácio do Planalto. Os senadores Tião Viana (PT) e Gilberto Goellner (DEM) estão dando adeus à cidade grande – neste contexto, o Senado Federal –, e retornando aos seus lares. A conta da mudança já foi fixada em R$ 17,9 mil. Afinal, as ex-excelências precisam transportar consigo os utensílios domésticos e pessoais. Por votação, o público decidiu que Tião Viana passará desta para uma melhor: a governadoria do Acre. Já Gilberto não quis ser submetido a votação do público, que poderia lhe conferir clemência, e volta para Rondonópolis (MT), aparentemente, desempregado!

Mas, em tempos de Tropa de Elite, quem vai permanecer no poder se preocupa com a segurança. A Secretaria de Administração da Presidência reservou R$ 31,4 mil em orçamento para os serviços de manutenção preventiva e corretiva da sala do cofre. A secretaria também comprará sete câmeras de vídeo destinadas à segurança por R$ 6,4 mil. Bem menos modesta, a Secretaria de Administração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) promoverá um verdadeiro Big Brother na nova sede. Pela bagatela de R$ 6 milhões, será instalado um sistema de supervisão e controle predial, com fornecimento de equipamentos e materiais. Tudo em nome da segurança!

Ainda no andar superior dos tribunais, o Supremo Tribunal Federal (STF) empenhou R$ 18,1 mil no orçamento para melhorar a imagem, arranhada após o empate no julgamento da lei da Ficha Limpa. Os recursos serão empregados na restauração de objetos. Como se trata do STF, caso a contratada pelos serviços atrase em um dia a execução do trabalho, será penalizada com multa de 0,3% a cada 24 horas. Ou seja, tudo nos conformes.

Tudo direitinho também no Departamento de Ciência e Tecnologia do Comando do Exército, que reservou a quantia de R$ 1,4 mil para a compra de 80 pastas personalizadas em couro sintético, na cor preta. A compra, no entanto, é contraditória, já que no mundo cibernético as pastas são virtuais.

No Tribunal de Contas da União (TCU) nada de privilégios unilaterais. Por lá, foram encomendadas 1.757 poltronas giratórias para acomodar todo mundo confortavelmente. O preço das aquisições está avaliado em R$ 1,7 milhão. Mas é um investimento que vale a pena. Nada como a justiça legislativa!

Para encerrar as compras da semana, o TSE tratou de renovar a biblioteca com jornais e revistas para vários gostos. Por pouco mais de R$ 1 mil, os ministros devem receber em seus gabinetes os jornais Correio Braziliense, Estadão, Folha de S.Paulo, O Globo, Jornal de Brasília, Zero Hora, Valor Econômico, Le Monde e o Estado de Minas. Mas a lista não para por aqui, também chegarão as mãos dos ministros as revistas Veja, IstoÉ, Época, Exame e Carta Capital. Quem tem ações em tramitação no TSE é bom se preparar para esperar, quem sabe sentado. Afinal, os ministros estarão bastante ocupados nos próximos dias. (Amanda Costa
Do Contas Abertas) (
c@f)

*Todo fim de semana o Contas Abertas publica a coluna "Carrinho de Compras", que traz reservas de recursos em orçamento realizadas por órgãos da União para pagamento de despesas curiosas. Vale ressaltar que, a princípio, não existe nenhuma ilegalidade nem irregularidade neste tipo de gasto feito pela União e que o eventual cancelamento de tais empenhos certamente não ajudaria, por exemplo, na manutenção do superávit do governo ou em uma redução significativa de despesas. A intenção de publicar essas aquisições é popularizar a discussão em torno dos gastos públicos junto ao cidadão comum, no intuito de aumentar a transparência e o controle social, além de mostrar que a Administração Pública também possui, além de contas complexas, despesas curiosas.


LAST

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26/10/2008 free counters

#lula : Sindicalistas ocupam 43% da elite dos cargos de confiança





27 de dezembro de 2010 07h49



Quase metade da elite dos cargos de confiança da máquina federal é ocupada por sindicalistas. As informações são do jornal Folha de São Paulo, que noticiou nesta segunda-feira que, ao receber a faixa de presidente de Lula, no próximo dia 1º, Dilma Rousseff, que não é vinculada ao sindicalismo, terá de lidar com as pressões para a manutenção e a ampliação da cota dos cargos. Chega a 42,8% o índice de sindicalistas entre os 1.305 cargos de Direção e Assessoramento Superiores (DAS) e Natureza Especial (NES), segundo estudo da cientista política Maria Celina D'Araújo, da PUC-RJ.

Ainda segundo o estudo, 84,3% desses ocupantes são ligados ao PT. A remuneração desses cargos chega a R$ 22 mil. "Esse negócio de república sindical é bobagem porque o PT e a CUT (Central Única do Trabalhador) têm a mesma raiz. O próprio Palocci foi dirigente da CUT e ninguém fala dele", disse o presidente da central, Artur Henrique. Antonio Palocci chefiará a Casa Civil, sob cujo controle está a maioria dos cargos de confiança ocupados por sindicalistas. A Força Sindical e a CUT admitem "apreensão" em relação ao novo governo, mas elogiam a escolha de Gilberto Carvalho, atual chefe de gabinete de Lula, para a Secretaria-Geral da Presidência, canal de diálogo com as centrais.


"A polícia é parceira do crime" e "as milícias são o principal problema"

Por Alexandra Lucas Coelho, no Rio de Janeiro

Uma cereja no bolo de Lula, dizem analistas sobre a conquista do Complexo do Alemão. Mas a polícia continua a lucrar com o negócio do narcotráfico



Reportagem A conquista do Complexo do Alemão é o triunfo da lei no Rio de Janeiro? Vale a pena ouvir o antropólogo Luiz Eduardo Soares: "O tráfico se firmou e tornou a realidade perigosa graças à parceria com segmentos corruptos muito numerosos da polícia, que têm agido com bastante liberdade."

Há anos que Luiz Eduardo diz isto, o que ajudou a mudar as políticas brasileiras, mas no meio da euforia que rodeou a tomada do Alemão - considerado o reduto mais inexpugnável do Comando Vermelho, um dos grupos de traficantes do Rio - continua a haver necessidade de o dizer: "Vivemos sob uma hipocrisia que não reconhece a dimensão da degradação policial."

Pouca gente conhecerá o problema como este académico de 56 anos que levantou a cabeça dos livros para pôr as mãos na massa de várias formas, além de ter sido coordenador de Segurança Pública no Rio e depois, em 2003, secretário nacional de Segurança: mergulhou no mundo dos morros, ouviu moradores, activistas, traficantes, políticos, polícias, batalhões especiais, escreveu sobre eles e com eles, incluindo os dois livros que deram origem aos filmes Tropa de Elite, megassucessos de bilheteira, geradores de todo um debate.

"O meu avô era português", não resiste a dizer, para começo de conversa, sentado no bar de uma grande livraria do Rio. "Fugiu durante a I Guerra Mundial e chegou aqui sem nada."

Quase cem anos depois, o neto é "a" voz dissonante quanto à operação no Alemão, há um mês. Não se trata de "uma crítica à iniciativa do Governo, que apresenta características meritórias", mas sim "à forma como o Governo e os media brasileiros apresentaram o acontecimento", ressalva Luiz Eduardo. "O tratamento no Jornal Nacional da TV Globo, que tem extraordinário impacto no país, apresentava uma polaridade bem/mal, polícia/traficantes. De um lado as forças da ordem, do outro as da desordem."

Qual é o problema? O facto de essa polaridade não existir. "A polícia tornou-se um dos grandes combustíveis do tráfico. A tal ponto que não entenderíamos a história do tráfico sem levar em conta essa participação. O espectador terá dificuldade em perceber a polícia como parceira do crime, mas não se trata apenas de cumplicidade, é sociedade. Um padrão consolidado, em grande escala, tanto na Polícia Civil como na Polícia Militar."

A caveira do BOPE

E o BOPE, o célebre Batalhão de Operações Policiais Especiais, que faz parte da Polícia Militar, mas é uma unidade à parte, fardada de preto, com uma caveira por emblema? Quando o BOPE sobe o morro não é para morrer, é para matar, diz o capitão Nascimento em Tropa de Elite 1. Homens que acreditam estar mais duramente treinados que o Exército de Israel.

"O BOPE apresenta características singulares", distingue Luiz Eduardo. "Foi uma unidade muito violenta, perpetradora de execuções, mas honesta, a ponto de o justiciamento do colega corrupto ser uma prática. Transgressores da lei pela brutalidade, mas não pela corrupção." A passagem de 180 para os actuais 400 homens implicou "mudanças que expuseram o BOPE a reduzir a brutalidade e também a práticas de corrupção". Mas são "casos excepcionais".

Ao contrário do que acontece na polícia. "Existem 50 mil polícias activos no Rio, 40 mil da Polícia Militar e 10 mil da Civil", resume Luiz Eduardo. "Nesse universo, temos muitos milhares que actuam no crime de maneira sistemática. É uma relação permanente e orgânica. Os jornalistas não podem mascarar essa relação decisiva. No Rio de Janeiro não se trata só de recuperar esses territórios de traficantes e milicianos, mas de restaurar a polaridade. Claro que nunca teremos o mal só de um lado, mas trata-se de ter instituições cuja função é implementar a legalidade. A ocupação do Alemão tem sido conduzida com uma preocupação legalista, a postura geral é ouvir as denúncias de abusos policiais, e dar-lhes resposta. Há um movimento positivo, mas temos de encarar de uma vez por todas a questão policial."

Apesar de algumas denúncias de abusos policiais, tanto no Alemão como na Vila Cruzeiro a atmosfera geral entre os moradores depois da conquista era de satisfação. "A população sempre adora a polícia quando ela é respeitosa, e celebra uma presença que lhe garanta os direitos", diz Luiz Eduardo. Por si só, essa satisfação não significa que o problema da polícia esteja resolvido.

"O governador [do Rio, Sérgio Cabral] disse que eu estava sendo injusto porque mais de mil polícias corruptos já foram demitidos. Mas isso é um sintoma. Enquanto ele expulsa mil, a polícia continua fazendo tráfico de droga e de armas, violando os direitos humanos todo o tempo, alugando o Caveirão [blindado] para uma das facções. No Vidigal e na Maré [favelas] tem hora e local para os polícias venderem as armas. Ao dizer que expulsou mil, o Governo está dizendo que a polícia está de tal forma comprometida que mil foram expulsos. Muitos milhares estão pela frente. O tráfico só existe por conta de negociações com a polícia. Está acontecendo até hoje os policiais venderem as armas de volta aos traficantes. É assim que se faz tráfico de armas no Rio de Janeiro: por negociação com a polícia."

O BOPE não negoceia, mas ao ter deixado de aceitar rendição contribui para o aumento de armas, diz Luiz Eduardo. Como os traficantes sabem que não se podem render, que vão ter de lutar até à morte, isso "acaba empurrando os alvos do BOPE para técnicas cada vez mais belicosas".

Este antropólogo defende que o BOPE seja usado apenas para casos extremos, como era aliás a intenção de origem. "No Rio, a PM recebe 20 mil chamadas por dia. Dessas, 16 mil são conflitos não criminais. Só um por cento do total envolvem armas. E só parte dessas consistirá num enfrentamento numeroso. O BOPE é a unidade para isso, mas com muita frequência foi accionado para uma política de incursão, com a qual queremos acabar."

Na origem das UPP

Há uma mudança no Rio, sim, reconhece Luiz Eduardo, sinais de que a polícia, em vez da incursão sangrenta, chega para ficar, como tem acontecido nas UPP (Unidades de Polícia Pacificadora), que há dois anos se começaram a instalar e já estão em 13 favelas.

Mas as UPP - cerejas dos anos Lula - têm antecedentes, como os Mutirões pela Paz, unidades policiais propostas por Luiz Eduardo quando era responsável pela segurança. "Para o Governo é importante a marca da originalidade, e é verdade que eles estão a fazer melhor do que nós, mas nós não contávamos com o apoio entusiástico do então governador."

Já depois do Mutirão houve o GEPAI (Grupamento Especial de Policiamento em Áreas de Risco), conduzido por um oficial da Polícia Militar, Antônio Carlos Carballo Blanco, "a contramão da cultura corporativa da polícia", elogia Luiz Eduardo.

Este antropólogo faz ainda questão de prestar tributo ao coronel Nazareth Cerqueira, que foi comandante-geral da polícia do Rio: "Era um negro, defensor dos direitos humanos, muito respeitado, e começou a fazer um esforço para transformar a Polícia Militar." Morreu em 1999, assassinado por um polícia demente.

As UPP são "um aperfeiçoamento" de toda esta sequência de contributos, diz Luiz Eduardo, e a tomada do Alemão, tal como aconteceu, é uma consequência: "Em vez da invasão tradicional, fez-se tudo para evitar um banho de sangue. A ideia era entrar e permanecer, e essa é a tradição do Mutirão."

E as Forças Armadas devem envolver-se, como aconteceu no Alemão, onde agora vão ficar uns meses? "É importante que o Exército não seja usado para substituir a polícia, mas no caso do Rio justifica-se pela degradação extraordinária das instituições policiais."

Milícias: o perigo maior

De 2003 a 2009, diz Luiz Eduardo, "foram mortas 7854 pessoas pela polícia", mais de mil por ano. "Claro que todas são pobres, jovens, maioritariamente negros. Praticamente não há excepção. E a análise feita em 2003 mostra que 65 por cento dessas mortes foram execuções extrajudiciais. Isto é um recorde mundial. Temos polícias que são recordistas mundiais da brutalidade letal e polícias que formaram milícias."

Máfias formadas por ex-polícias que controlam territórios do Rio, as milícias são hoje o principal perigo, crê Luiz Eduardo.

Em entrevista recente ao PÚBLICO (11/12/2010), o chefe da Polícia Civil do Rio, Allan Turnowski, disse o mesmo, mas argumentava que 500 milicianos já tinham sido presos.

"Houve uma mudança de postura, o que foi um avanço", reconhece Luiz Eduardo. "Até 2008 o prefeito dizia que milícia era defesa comunitária, e Sérgio Cabral abraçava milicianos, com um discurso ambíguo. Até que ficou evidente que não era possível transigir com a violência das milícias. Agora, em função dos escândalos das milícias, as lideranças policiais assumem um discurso correcto."

Para dar uma ideia do que se passava antes, Luiz Eduardo cita o caso de Álvaro Lins, antigo chefe da Polícia Civil, condenado por ligação às milícias. "Um homem eloquente, sensível, bonito, que impressiona qualquer um. Imagine uma cidade como o Rio de Janeiro, com um galã inteligente condenado em todas as instâncias. Pode imaginar a penetração em todos os sectores da polícia."

O menu das milícias é extenso: "Tráfico de armas e de droga, lavagem de dinheiro, adulteração de combustível, adulteração de máquinas de moedas..." Além da actividade económica local, como as vans, as carrinhas que nas zonas pobres substituem os transportes públicos. "As vans são uma das maiores fontes de lucro. Em alguns casos, os proprietários são obrigados a contribuir, noutros os milicianos matam os donos e assumem o controle."

As barreiras de estrada com pagamento de "portagem" também são comuns. E depois há todo o esquema imobiliário nas zonas pobres e desamparadas. A milícia monta imobiliárias e vende apartamentos que não lhe pertencem. Mata associações de moradores que se lhe opõem, e "são sempre mortes com desfigurações, com armas muito potentes". E faz vendas de espaços públicos em favelas, atraindo moradores da Baixada Fluminense - nos arredores do Rio, uma das regiões mais pobres do Brasil - ampliando assim a favelização.

"A milícia é hoje o principal problema da violência no Rio. O envolvimento da polícia não se esgota nisso, mas esse é o envolvimento mais violento. São máfias, que penetram na política, nas instituições."

Tráfico desarmado

Nota positiva: o actual secretário de Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, considerado o cérebro por trás da operação do Alemão, inspira a Luiz Eduardo estas palavras: "Merece todo o nosso respeito. É um homem honesto, que luta com todas as suas forças para prender os maus polícias."

Já entre os traficantes, crê o antropólogo, a tendência é "anti-belicosa". Os traficantes sabem que morrem cedo, que não usufruem do dinheiro e que o modelo armado não vai resultar. "Sou pela legalização das drogas, mas, independentemente disso, imagine o que é para estes traficantes armar um exército e combater facções rivais. Numa sociedade como é hoje a brasileira isso vai tornar-se insustentável."

O México mostra isso: "Ou impõe um declínio do tráfico ou deixa de ser uma nação, porque o que está em risco é a soberania nacional. No caso do Brasil a escala é totalmente diferente. E imagine os custos para um rapaz de chinelo no dedo, sonhando com as suas glórias, vendo que todos os seus companheiros morrem antes dos 30 anos."

Luiz conheceu por dentro o caso de Lulu, Luciano Barbosa dos Santos, o líder da Rocinha, que lhe escreveu a pedir ajuda para sair do tráfico. "Eu respondi: "Tenho de te prender, mas espero que você mude." Ele fugiu da Rocinha, foi capturado pela polícia no Nordeste, trazido para o Rio. Aí recebeu um telefonema: "Quer viver?, Quer liberdade? Então retorne para o seu posto, precisamos que você produza tantos reais por semana, não podemos deixar de contar com você." Era a polícia."

Lulu acabou morto numa incursão do BOPE.



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26/10/2008 free counters

Terceirização cresce 85% no 2º mandato de Lula



27 de dezembro de 2010 | 8h 15

AE - Agencia Estado

RIO - Os gastos com terceirização do governo federal tiveram um salto de 85% no 2º mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (até 2009), saindo de R$ 7,6 bilhões para R$ 14,1 bilhões. Os dados estão no "Relatório e Parecer Prévio sobre as Contas do Governo da República", nas edições de 2006 e 2009, e referem-se aos três Poderes da União. O documento é elaborado anualmente pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

"O que surpreende é que o gasto público de pessoal está crescendo, o número de funcionários também, o que levaria a se esperar que o gasto com terceirização caísse", comenta Mansueto Almeida Júnior, economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Ele nota que, em termos reais, descontada a inflação, o aumento da despesa de terceirização no segundo mandato de Lula, até 2009, foi de 61%. No mesmo período, a despesa de pessoal do governo federal, incluindo ativos e inativos dos três Poderes, saltou de R$ 105,5 bilhões para R$ 151,6 bilhões, um aumento de 43%. Em termos reais, o aumento foi de 24%. Já o número de servidores ativos aumentou em 27,7 mil de 2006 a 2009, saindo de 573,3 mil para 601,1 mil.

"Se a gente quiser fazer ajuste fiscal neste País e aumentar o investimento público, esses gastos não podem continuar crescendo dessa forma", critica. Ele acrescenta que o ritmo de aumento dos gastos de terceirização é de mais de R$ 2 bilhões por ano. "O investimento total do governo no ano passado com segurança pública foi de R$ 1,5 bilhão, o que mostra que R$ 2 bilhões é muita coisa", diz o economista.

No Ministério do Planejamento, como explica a assessoria de Comunicação do órgão, a visão é a de que não há contradição entre a substituição de servidores terceirizados e o aumento da terceirização, já que os dois conceitos são diferentes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


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26/10/2008 free counters

domingo, 26 de dezembro de 2010

El Gobierno de Guinea Conakry simula las quemas de cocaína


Se incineraron en público kilos de detergente de lavadora

JOSÉ MARÍA IRUJO - Madrid - 25/12/2010


El 10 de mayo de 2008, el Gobierno de Guinea Conakry escenificó ante los periodistas y las cámaras de televisión la quema de un alijo de cocaína decomisada en diferentes puntos del país. Querían demostrar que las autoridades luchan contra el tráfico de drogas en uno de los países por el que los estupefacientes circulan sin que nadie parezca darse cuenta. Thermite Mara, entonces jefe de la policía antidroga, y Sekou Bangoura, director general de la policía, se negaron a que oficiales norteamericanos tomaran unas muestras del alijo y respondieron a la embajada que esa solicitud era "una afrenta a la seguridad nacional". Una muestra de aquel alijo obtenida por funcionarios de la legación diplomática indicó que la sustancia quemada en público era detergente de lavadora.

La supuesta farsa del Gobierno de Guinea Conakry aparece reflejada en un cable confidencial de la Embajada de EE UU en ese país, fechado el 20 de agosto de 2008 y remitido a la Agencia Antidroga (DEA), en el que se descubre el engaño y se informa de otra quema pública de droga, en esta ocasión 34 kilos de cocaína real, verificada por el embajador británico y diplomáticos de Francia y España acreditados en la capital africana que al igual que EE UU solicitaron muestras de la droga al ministro de Seguridad y Protección Civil, Mohamed Damba.

La quema pública de cocaína auténtica tuvo lugar el 20 de agosto de 2008 y se incineró junto a 680 kilogramos de cannabis. Los alijos habían sido intervenidos por las fuerzas de seguridad en diferentes poblaciones del país. "La cantidad quemada, de cualquier manera, representa una fracción insignificante del tonelaje total de cocaína que pasa por Guinea cada año. Es un modesto comienzo", concluye con ironía el redactor del documento norteamericano.

Guinea Conakry, al oeste de África, tiene unos diez millones de habitantes. Su presidente es Sékouba Konate y el primer ministro Jean Marie Dore



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26/10/2008 free counters

#lula e o Insulto a Senna !!!

Dia da posse: Lula se despedirá do cargo ao som do 'Tema da Vitória' de Ayrton Senna, o sapo-barba-duende-vermelho , não tem nada em comum com Ayrton Senna , isso é um absurdo


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26/10/2008 free counters

Escândalos mancham novo governo de Dilma

economico.sapo.pt


Bárbara Silva



A nova presidente, Dilma Rousseff, que entra em funções no início de Janeiro, manteve o mesmo número de ministros que o anterior executivo: 37.

A nova presidente, Dilma Rousseff, que entra em funções no início de Janeiro, manteve o mesmo número de ministros que o anterior executivo: 37.

O ministro do Turismo, de 82 anos, tentou fazer passar a factura de uma festa num motel, de quase mil euros.

Um governo "recauchutado", criado à imagem e semelhança de Lula da Silva. É esta a avaliação que os analistas fazem do enorme séquito de 37 ministros escolhidos pela presidente eleita Dilma Rousseff, que tomarão posse a 1 de Janeiro de 2011. Dilma conseguiu cumprir o prometido e antes do Natal anunciou os últimos nomes para as pastas que faltavam preencher, sendo que a herdeira de Lula optou por não criar nenhum ministério novo.

No seu último discurso como presidente, Lula da Silva disse que a sua sucessora tem competência para governar o Brasil e é a pessoas "que mais do que ninguém conhece o que foi feito no país". O Financial Times definiu o tema da inflação como o primeiro desafio político de Dilma logo depois de tomar posse, com o Banco Central a prever aumentar as taxas de juro.




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26/10/2008 free counters

#GASTRONOMIA : Lemonade Cucumber Spa Popsicles


by Marla on August 3, 2010 ·

Healthy, home made sugar free summer pops. I love anything travel. Most travel these days for me is work based. The itinerary usually has something to do with learning all kinds of neat stuff for my blog. No matter what kind of trip I am on I embrace the opportunity to blog about it. Wouldn’t we all love a vacation to a spa somewhere remote and beautiful? I would. Even though I would be “relaxing” I would still be blogging.

I have never been to the spas at the Canyon Ranch, the Golden Door Spa, the Enchantment Resort or the Montage: any of those magical places that were created with the sole intention for us to wind down. Those are all stateside. I couldn’t imagine breaking the US borders to visit one of the international Aman resort properties. A girl can dream……….

Lemon slices and Julienne Cucumbers

I covet deep tissue massages, facials and sunrise yoga classes. Hold on, my fantasy continues…..how about spa cuisine made for me by a creative chef using all locally sourced organic produce. The spa grounds would be dotted with grazing Jersey cows. The fresh milk and cream would then be offered to me by a gorgeous spa boy……

Healthy, homemade sugar free fruit pops for summer.OK, I just woke up from that dream. Since I am not heading off to a spa anytime soon, I brought the spa to me. You know that yummy cucumber-lemon water that fancy health clubs and spas have? Here is that quenching water sweetened and frozen into pop form. Just close your eyes and pretend for one blissful moment that you are at the spa.

Little boy with lemonade popsicle

This recipe also qualifies for Summer Fest. I have been inspired by this lively group to create all kinds of recipes using Summer’s finest fruits and veggies. In my last post I shared a favorite zucchini salad. In this post I give you sweet. The two featured vegetables of the week are cucumber and zucchini.

Homemade summer frozen lemon pop.

I had fun going savory with the zucchini and I need something sweet for dessert. I like to keep things light. These fruity, citrus pops are the great finale to any meal. They are great for steamy days at the pool or just lounging in your favorite chair dreaming about the spa.

Travel to a spa at home with sugar free sweet pop.

Lemonade Cucumber Spa Popsicles

makes 3 cups of popsicle mix

NOTES

  • All recipes created by Marla unless otherwise noted.
  • Source organic ingredients when available. Shop for ingredients at the Family Fresh Cooking Amazon Store
  • These spa pops are a healthier & more cost efficient alternative to store bought pops. More eco too, no packaging to toss!
  • As always, use your own taste buds to determine how you want to flavor your ice pops. My ingredient lists are wide open for interpretation.

INGREDIENTS

  • 1 cup julienned seedless Cucumber
  • 1 fresh squeezed Lemon, remove any seeds
  • 2 cups cold Water
  • Natural Sweetener added to taste: use your favorite, I use Stevia. Maple Syrup, Honey & Agave good too

METHOD

  1. Slice lemon in half and squeeze it over a strainer into 2 cups of cold water.
  2. Sweeten lemon water to taste with your favorite sweetener.
  3. Fill popsicle molds 2/3 with lemonade.
  4. Freeze uncovered for about 1 hour. Take pops out of freezer. Scrape and stir any ice crystals that have formed.
  5. Add a spoonful of the julienned cucumber to the pop molds. Be sure to leave a tiny bit of room at the top of your popsicle mold so they don’t overflow when you add the stick.
  6. With a popsicle stick or a butter knife, press the cucumber into the mixture so it is evenly distributed.
  7. Add your popsicle sticks, freeze pops for another 3-4 hours until solid and enjoy!




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26/10/2008 free counters

Ih, deu ‘lulice’ no Lulinha!


(*) José Nêumanne Pinto –

Dizendo-se “a opinião pública” e “a encarnação do povo”, presidente exagera na despedida

Convém, de início, reconhecer que o cidadão Luiz Inácio Lula da Silva está cada vez mais com tudo e cada vez mais “prosa”. E tem sobejas razões para tanto: a dez dias de passar a faixa para a sucessora, atingiu os píncaros da glória com 87% de popularidade e 80% de apoio ao governo nas pesquisas de opinião. E quem duvidar das pesquisas está convidado a ler o noticiário dos últimos 50 dias sobre o resultado da eleição e as consequências disso no alto comando do poder republicano. Contra tudo e contra todos ele impôs seu “poste” ao Partido dos Trabalhadores, levou Dilma Rousseff praticamente do nada ao topo do poder e se transformou no Condestável incontestável do futuro governo. A ponto de a jornalista Mary Zaidan registrar em seu twitter que o próximo passo da presidente eleita será convidá-lo a permanecer na Presidência com pompa e força. Nunca antes na História do Brasil um governante foi tão popular e teve tanto poder no último mês do mandato, quando a tradição reza que contínuo afasta o pé do quase ex-chefe para varrer embaixo da cadeira e copeiro lhe serve café frio.

Mas nem o mais condescendente dos devotos da notória obra de Sua Excelência deixará de reconhecer que o homem anda exagerando. O contraste entre a discrição da presidente que entra e o exibicionismo do que está de saída ulula mais do que o óbvio de Nelson Rodrigues. Na muvuca das compras de fim de ano, Dilma Rousseff se escondeu atrás do saco de presentes de Papai Noel e age numa discrição tão silenciosa que o colunista Roberto Pompeu de Toledo chegou a elogiar sua inexistência na última página da Veja da semana passada. De fato, nem o heterônimo de Fernando Pessoa Ricardo Reis inexistiu tanto em Lisboa na cena do melhor romance do Prêmio Nobel de Literatura José Saramago quanto nossa já quase primeira magistrada nos dois meses que separam sua vitória nas urnas da transmissão do cargo. Oito anos depois da badalada transição mais democrática da história do PSDB para o PT há tão escassa transição a ser feita de um petista para outro que, como já foi lembrado, a composição do futuro ministério mais parece apenas uma reforma ministerial capitaneada por Lula. Muitos ficam, outros trocam de cadeira, quase nada muda.

Nesta cena, prestes a ser ex-presidente, Lula se move com desenvoltura surpreendente até para quem o tem em conta de um grande cara-dura. No palanque da favorita, num comício no segundo turno da eleição em Campinas, ele deu o primeiro passo nessa direção ao criticar os adversários e neles incluir os meios de comunicação ditos conservadores. “Eles não se conformam que o pobre não aceita mais o tal do formador de opinião pública. Que o pobre está conseguindo enxergar com seus olhos, pensar com a sua cabeça, pensar com a própria consciência, andar com as suas pernas e falar pelas suas próprias bocas, não precisa do tal do formador de opinião pública. Nós somos a opinião pública e nós mesmos nos formamos”, proclamou, parodiando (sem saber, é claro) o homônimo francês Luís 14, dito o Rei Sol, construtor do Palácio de Versalhes, a quem é atribuída a sentença que sintetiza o auge do absolutismo: “L’état c’est moi” (“o Estado sou eu”). Há dúvidas sobre a autoria da frase, mas ninguém jamais duvidou de sua falsidade: o pretenso autor morreu em 1715, seu bisneto Luís 16 foi decapitado por revolucionários 78 anos depois e o Estado francês existe 295 anos depois de o corpo real ter virado pó.

Com Dilma eleita e cada vez mais convencido de ser infalível como um papa católico, Lula mandou o repórter Leonencio Nossa, deste jornal, “se tratar” com um psicanalista por lhe ter perguntado se visitava o Maranhão em retribuição a serviços prestados pelo clã Sarney a seu sucesso político. Na mesma ocasião, também sem ter exata noção do que falava, atribuiu a mandatos populares o condão de tornar seres humanos instituições, negando a essência democrática da impessoalidade institucional e pregando o culto à personalidade, próprio de tiranias nazista, fascista e comunista.

Ao se dizer “a encarnação do povo”, comparou-se com Cristo na eucaristia. E, ante uma plateia de prefeitos e governadores ansiosos por aplaudi-lo em troca de polpudas verbas do PAC 2, ele relacionou a vitória eleitoral de sua candidata entre as obras do próprio governo. E teve o topete de convidar José Dirceu, acusado em processo que tramita no Supremo Tribunal Federal de ter chefiado uma operação ilícita de compra de apoio parlamentar, para participar da solenidade em que registrou em cartório as realizações de seus oito anos de gestão. Quando todos imaginavam que aquele poderia ser o gran finale da ópera à qual o cínico acréscimo de Dirceu simbolizou a incorporação do “mensalão” aos feitos da república petê-lulista, o presidente deu uma demonstração clara de que ainda não se desfez de todos os truques retóricos para se manter em cena, mesmo tendo autorizado gastos de R$ 20 milhões para celebrar sua despedida. Questionado numa entrevista à RedeTV sobre sua intenção de voltar futuramente ao cargo, ele respondeu: “Não posso dizer que não, porque sou vivo. Sou presidente de honra de um partido, sou um político nato, construí uma relação política extraordinária.”

Ih, deu “lulice” no Lulinha! Após ter jurado que o futuro governo teria a cara da chefe sem deixar de apoiar publicamente a permanência de auxiliares fiéis, o patrono expôs sua protegida ao maior dos constrangimentos, avisando: “estou de olho em você, garota.” É isso aí! Das hipóteses da surpreendente escolha de Dilma para sucedê-lo a melhor é a de Arnaldo Jabor que, em entrevista à Playboy, apostou que ele só pode ter escolhido uma mulher porque, machista, não crê que uma fêmea o trairia, como na certa um macho o faria. Mas seguro morreu de velho e, para evitar a síndrome da criatura que sempre apunhala o criador, avisou que o fantasma do rei morto atormentará as noites insones da rainha posta.




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26/10/2008 free counters

Boquirroto, Lula se despede dos brasileiros como se fosse o maior e melhor de todos


Rastilho de pólvora – “Saio do governo para viver a vida das ruas. Homem do povo, que sempre fui, serei mais povo do que nunca, sem renegar o meu destino e jamais fugir à luta. Não me perguntem sobre o meu futuro, porque vocês já me deram um grande presente. Perguntem, sim, pelo futuro do Brasil, e acreditem nele”. Com esse tom profético e mentiroso Luiz Inácio da Silva proferiu o seu último discurso oficial na cadeia nacional de rádio e TV.

De olho nas urnas de 2014, Lula já se lançou candidato à sucessão de sua sucessora, o que pode ser considerado antidemocrático e politicamente deselegante. A antecipação do presidente-metalúrgico traz à superfície do cenário político algo que até então só acontecia nas coxias partidárias e que as legendas sempre negaram. A oposição como uma espécie de harakiri partidário.

Ao dizer que após deixar a Presidência da República voltará à vida das ruas, Lula coloca em marcha sua campanha rumo ao Palácio do Planalto, uma vez que seu apego pelo poder é de fazer inveja a muitos dos ditadores espalhados pelo planeta.

O petista Luiz Inácio sugeriu em seu discurso que cada cidadão deve perguntar “pelo futuro do Brasil” e nele acreditar, mas uma rápida viagem pela realidade atual mostra que os próximos anos serão sombrios, quiçá não sejam catastróficos. Quando um terço de suas riquezas depende da carga tributária, uma nação não pode sonhar com o futuro. E é exatamente esse cenário que o incompetente e fanfarrão Lula deixa aos incautos brasileiros.

Ademais, Lula, nos dois últimos anos de sua tragicômica era, empurrou os cidadãos ao consumismo irresponsável, como forma de evitar os efeitos nefastos da crise financeira internacional e incrementar a sempre voraz arrecadação de impostos.

Persuasivo ao entoar suas mentiras, Lula vendeu ao mundo uma bolha de virtuosismo que está a um passo do estouro, fato que já provoca estragos na economia nacional e causa preocupação à equipe ministerial do novo governo.

Quando a crise financeira deu sinais de que aportaria na insana terra de Macunaíma, o sempre irresponsável Lula disse que o movimento que afetava a economia planetária era produto de loiros com olhos azuis. Uma discriminatória referência aos habitantes dos países do chamado primeiro mundo. Na verdade, a crise financeira eclodiu no rastro da fragilidade que sempre marcou as gananciosas operações financeiras do mercado norte-americano. Foi lá, no abrigo do Tio Sam, que o consumismo desenvolto proporcionou os alicerces para o que Lula, de forma chicaneira, resolveu chamar de reles marolinha.

Endividamento recorde das famílias brasileiras, inadimplência em patamares preocupantes, processo de desindustrialização, desqualificação da mão de obra, retorno da inflação, juros altos, dívida pública nas alturas, maquina estatal aparelhada e corrupção correndo à solta. Eis os ingredientes de uma receita explosiva, mas que o nosso guia insiste em chamar de herança bendita.

O presidente Luiz Inácio da Silva está certo de quem entrou para a História pela porta da frente, mas somente daqui a duas décadas é que poderemos saber se isso de fato ocorreu e se sua estreia nos registros da Humanidade não se deu pela porta dos fundos. Até lá, o Brasil e os brasileiros terão tempo suficiente para descobrir que crise financeira também é coisa de mameluco.





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26/10/2008 free counters

Hospitais particulares desmentem Lula e mostram o fracasso da saúde pública


Verdade na vitrine – Faltavam algumas semanas para o início da campanha presidencial de 2006 quando Luiz Inácio da Silva, candidato à reeleição, ousou dizer que a Saúde no Brasil estava a um passo da perfeição. Lula sabia que suas palavras eram mentirosas, mas mesmo assim reforçou mais uma vez a sua capacidade de enganar a opinião pública.

Quando passou mal no Recife, antes de seguir para a Europa, Lula foi atendido em hospital particular. O mesmo aconteceu por diversas vezes durante os oito anos em que esteve na Presidência da República. Com avião presidencial à disposição, sempre custeado pelo suado dinheiro do contribuinte, o presidente-metalúrgico teve o privilégio de escolher o hospital que melhor lhe conviesse.

Para provar que Lula mentiu de forma vergonhosa quando exaltou a excelência da saúde pública no País basta checar a lista de internações do Hospital Sírio-Libanês, objeto de nove entre dez estrelas acometidas por algum mal. Foi lá, no Sírio-Libanês, que a eleita Dilma Rousseff se submeteu a um tratamento contra câncer linfático. E Lula sugeriu ao presidente Fernando Lugo, do Paraguai, que tratasse do mesmo mal no hospital da capital paulista. E assim aconteceu.

Vice-presidente da República, o empresário José Alencar Gomes da Silva está internado no Hospital Sírio-Libanês, que recebeu tempos atrás o então senador Romeu Tuma, que faleceu por conta de problemas cardíacos. Geraldo Alckmin, governador eleito de São Paulo, também aterrissou no mesmo hospital nesta semana por causa de refluxo. O petista Luiz Gushiken, que foi ministro no primeiro mandato do companheiro Lula, está internado no Sírio-Libanês. Orestes Quércia, que faleceu na manhã desta sexta-feira (24), estava internado no hospital para um tratamento de câncer de próstata. Empresário do setor de papel e celulose, Pedro Piva, que assumiu mandato no Senado Federal por ser suplente do então senador José Serra, está no Sírio-Libanês. Todas essas figuras públicas escolhem um dos melhores centros médicos brasileiros apenas porque a saúde pública no país de todos é um colossal vexame.

E Lula que não venha com seu discurso mambembe que exala um messianismo fétido e mentiroso, pois dentro de no máximo duas décadas a verdade virá à tona. Basta ter paciência.




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26/10/2008 free counters