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domingo, 14 de novembro de 2010

Make popular sci-fi characters yourself by using paper



This really detailed work is papercraft made by the Japanese graphic designer Shunichi Makino. For years he has been crafting sci-fi creations out of paper, and in his collection you can find Star Wars characters, the Terminator, Iron Man and others. Makino has also made it possible for everyone to download the patterns in PDFs so that you can cut it and built the models yourself if you want.

millenium-falcon-papercraft

millenium-falcon2-papercraf How to make Millennium Falcon


reliant-papercraft How to make U.S.S. Reliant


darth-vader-papercraft Download patterns to make a Darth Vader 1, 2, 3 & 4


stormtrooper-papercraft Download patterns to make a Stormtrooper 1, 2, 3 & 4


r2d2-papercraft Download patterns to make a R2-D2 1, 2, 3 & 4


c3po-papercraft Download patterns to make a c3po 1 & 2


terminator-papercraftDownload patterns to make a Terminator 1, 2, 3 & 4


superman-papercraft Download patterns to make a Superman 1 & 2


transformers-papercraft Download patterns to make a Optimus Prime the Transformers 1, 2 & 3


robocop-papercraft Download patterns to make a Robocop 1, 2 & 3


iron-man-papercraft Download patterns to make a Iron Man 1, 2 & 3


ironman-make1-papercraftDownload patterns to make a Iron Man make one 1, 2, 3 & 4





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26/10/2008 free counters

BMW To Build Hybrid Super Car



BMW AG
will build its first hybrid supercar, with an expected launch coming in 2013.

The Vision Efficient Dynamics model, which accelerates to 100 kph (62 miles) in 4.8 seconds will emit just 99 grams of carbon dioxide per kilometer. BMW didn't give a price for the vehicle.

The hybrid sports car, says BMW, will have a similar acceleration rate to BMW's M6 supercar, while emitting just 30 percent of the M6 coupe's CO2 per kilometer.

The hybrid supercar and the battery-powered Megacity Vehicle, which BMW has talked about separately, are being developed by the Munich, Germany-based automaker to help meet tougher environmental regulations and to boost sales to 2 million vehicles by 2020 from 1.4 million this year. The new sports car, which has doors that open upwards, is powered by a three-cylinder diesel engine and two electric motors.

The environmentally-friendly Vision Efficient Dynamics sports car was first introduced at the Frankfurt auto show in 2009.



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26/10/2008 free counters

# Alienware Curved Monitor Looks Like It's From Another Planet



The Sighting: We can't have one of these Alienware curved monitors until the second half of this year, but until then, we've been abducted by its four nearly seamless and sharp screens of DLP goodness. Lit by LEDs, this 2880x900 monster is well over three feet wide and is said to have an other-worldly .02ms response time, great for gaming. The Soylent Green: You can see the seams between this monitor's four segments, but the Alienware humanoids tell us that flaw will be gone by the time this craft lands on Earth. The blacks look a bit washed out to our eyes, too. Price is yet to be determined.


Contact information for this author is not available.



via: Gizmodo

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26/10/2008 free counters

#news #Iran to unveil new generation of S-200 missiles: commander









TEHRAN, Nov. 14 (Xinhua) -- A senior Iranian military commander announced Sunday that the country will unveil a new generation of domestically developed long-range S-200 air defense missile system by next February, the local Fars news agency reported.

"We have made good progress in developing S-200 systems," Brigadier General Ahmad Miqani, Commander of Khatam al-Anbia Air Defense Base told a news conference.

The commander said that in the new generation of the S-200 system, the radar system is boosted and is made fully digital, Miqani was quoted as saying.

Reportedly, the S-200 system is a very long range, medium-to- high altitude surface-to-air missile system designed to defend large areas from bomber attack or other strategic aircraft.

On Wednesday, Iran said it would test-fire its domestically built S-300 missile system in near future in response to Russia's refusal to provide Tehran with the defense missile shield.



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26/10/2008 free counters

#chico_devolve_o_Jabuti Chico, devolve o Jabuti!



To: Brasileiros Com Vergonha

Chico, devolve o Jabuti!

Chico Buarque recebeu o Prêmio Jabuti 2010 por melhor ficção do ano. O cantor, compositor e escritor Chico Buarque recebeu o Prêmio Jabuti 2010 de melhor livro de ficção do ano pelo livro “Leite derramado”. Agora, veja a lista com os demais vencedores do 52º Prêmio Jabuti divulgada em outubro passado:


ROMANCE

1º - “Se eu fechar os olhos”, de Edney Silvestre
2º - “Leite derramado”, de Chico Buarque
3º - “Os espiões”.

Sua obra “Leite Derramado” ficou em segundo lugar na categoria Romance, do Prêmio Jabuti. Em primeiro, ficou “Se Eu Fechar os Olhos Agora”, de Edney Silvestre.


Como pode o segundo lugar da subcategoria se transformar, depois, no primeiro lugar da categoria geral? É uma lógica ou malandra ou asinina. Burros, eles não são. Então se trata mesmo de malandragem.


GARFARAM O PRÊMIO DE EDNEY SILVESTRE, primeiro lugar na categoria “Romance”, OU DE JOSÉ REZENDE JR., primeiro lugar na categoria “Contos e Crônicas”, também de ficção. Fez-se uma premiação política — e não literária.


Reza a biografia, ou hagiografia, de Chico Buarque que, no festival de 1966, a sua “A Banda” foi a vitoriosa, mas o primeiro lugar foi dividido com a esquerdista “Disparada”, de Geraldo Vandré. O próprio Chico teria exigido do júri a declaração de empate ou recusaria o prêmio.


Um gesto bonito, sem duvida: VOCÊ DIVIDIR O QUE LHE PERTENCE É UM ATO DE GRANDEZA. Mas FICAR COM O QUE NÃO PERTENCE, vocês sabem o que é. E o Jabuti de “Melhor Livro de Ficção” para Chico Buarque é isso.


Em 1966, ele dividiu o que lhe pertencia. Espero que, em 2010, ele tenha um ataque de dignidade súbita e devolva o que não lhe pertence.


Como “eles” adoram um abaixo-assinado, façamos um também, como passo inicial de um movimento para restaurar a dignidade em nosso país, exigindo:


Chico, devolve o Jabuti!


Antes de algum mal-entendido, que fique claro: isto não é um abaixo-assinado oficial. É apenas uma forma de demonstrar desagrado em relação a esse estado de coisas. A "idéia" surgiu com os comentários a um post no blog do Reinaldo, enviados por Alexandre, João Alberto, HMR, Antonio, Sandra, “Político mente, correto?”, Sueli, Marilena e especialmente o Pinheiro, que sugeriu uma campanha no “Pânico na TV”.


Então, da mesma forma que nos blogs, não é preciso usar o nome completo. O nome será publicado, sem qualquer outro dado, apenas para deixarmos um registro de que ainda existe quem se importe com a decência e a dignidade no Brasil.


Chico, devolve o Jabuti!

Sincerely,


Criado em 1958, o Jabuti ganhou mais relevância nas duas últimas décadas, quando José Luiz Goldfarb assumiu a curadoria e instaurou pagamentos para os jurados e premiações em dinheiro para os vencedores. Apesar de hoje não distribuir tanto dinheiro quanto outros eventos (R$ 30 mil para o Livro do Ano, contra R$ 100 mil do prêmio Portugal Telecom e R$ 200 mil do prêmio São Paulo), o Jabuti ainda é o mais conhecido e prestigiado prêmio literário do país.

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26/10/2008 free counters

#lula #dilma Presidência reserva R$ 844 mil para comprar 100 mil refeições

Carrinho de Compras:
Milton Júnior
Do Contas Abertas

Pela segunda semana consecutiva a Presidência da República ganha destaque no Carrinho de Compras. Na última edição da coluna semanal, o novo mobiliário do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI), que deverá custar cerca de R$ 94 mil, chamou a atenção. Desta vez a inteligência presidencial reservou cerca de R$ 844 mil para garantir o fornecimento, por um ano, de quase 100 mil refeições – almoço, jantar, lanches, coffe break e coquetel. A ideia é manter bem nutridos os seguranças do Palácio do Planalto, do Palácio da Alvorada, da Granja do Torto e do Palácio Jaburu. E se depois das refeições os agentes de segurança quiserem tirar uma soneca, o departamento comprometeu R$ 4,7 mil para a compra de 300 travesseiros.

No Congresso, a Câmara dos Deputados reservou pouco mais de R$ 1 mil para a compra de um carrinho de chá. A expectativa é continuar servindo bem os parlamentares. Além disso, o órgão comprometeu R$ 4,9 mil para inscrever o servidor Luiz Alberto da Cunha, no curso "elevadores e escadas rolantes", que será realizado em Brasília, nesta semana. Pelo preço, a empresa contratada, a Treinamento Avançado Ltda, deve realmente garantir que o servidor se torne um especialista em segurança do “sobe-e-desce”. Já o Senado Federal preferiu garantir a higiene da Casa. Pretende adquirir 15 novas válvulas de descarga, ao custo total de R$ 5,5 mil. Sem piadas sujas!

Enquanto isso, na Liga da Justiça... O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) quer nove toneladas de café em pó homogêneo, torrado e moído. A compra custará cerca de R$ 31,5 mil. Para não correr o risco de alguém ficar de fora da rodada de cafezinho, o TJDFT também reservou quase R$ 9 mil para a aquisição de 1.200 xícaras, em porcelana de primeira linha, na cor branca.

No Superior Tribunal de Justiça, a empresa Flores da Alvorada deverá entregar dez coroas de flores com rosas, antúrios, girassóis, lírios e outras. Cada coroa, que terá detalhe em ouro, custará R$ 500. No documento de empenho, a exigência é de que cada item venha na forma oval, com faixa em plástico, “contendo os dizeres previamente especificados pelo gestor do contrato em letras douradas”. Não é a primeira vez que o órgão adquire os nobres arranjos.

Já o Tribunal Superior do Trabalho quer comprar 50 carteiras por R$ 2,3 mil. Cada porta-documento deverá ter revestimento em couro caprino vermelho. Por dentro, cetim vermelho “ou material de qualidade superior”. Na capa, um brasão da República Federativa do Brasil, com detalhes em metal dourado e com acabamento esmaltado.

Por fim, o Batalhão de Polícia do Exército de Brasília não se preocupou com a má fama que o panetone adquiriu durante no último ano e decidiu comprar 49 unidades do item natalino. A julgar pelo preço – menos de R$ 10 cada -, não parece ser um “panetonegate”.

Clique aqui para ver as notas de empenho citadas no texto.


*Todo fim de semana o Contas Abertas publica a coluna "Carrinho de Compras", que traz reservas de recursos em orçamento realizadas por órgãos da União para pagamento de despesas curiosas. Vale ressaltar que, a princípio, não existe nenhuma ilegalidade nem irregularidade neste tipo de gasto feito pela União e que o eventual cancelamento de tais empenhos certamente não ajudaria, por exemplo, na manutenção do superávit do governo ou em uma redução significativa de despesas. A intenção de publicar essas aquisições é popularizar a discussão em torno dos gastos públicos junto ao cidadão comum, no intuito de aumentar a transparência e o controle social, além de mostrar que a Administração Pública também possui, além de contas complexas, despesas curiosas.





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26/10/2008 free counters

O #Enem de #Tiririca

Leonardo Attuch

O fiasco do exame ajuda a entender por que milhões de pessoas votam num palhaço

Fernando Haddad é bacharel, mestre e doutor. Publicou livros e dissertou a tese “De Marx a Habermas – O Materialismo Histórico”. Seus trabalhos nunca foram best-sellers, mas têm títulos que impressionam. Um deles, por exemplo, se chama “Desorganizando o Consenso”. Na última ­semana, ele foi submetido a um teste. Como ministro da Educação, tinha a missão de organizar uma prova para 3,3 milhões de estudantes. Era essencial que não houvesse erros de impressão, que o gabarito não vazasse e que todos os candidatos concorressem em condições isonômicas. Bom, como se sabe, Haddad tirou uma nota baixíssima. Pelo segundo ano seguido, o Exame Nacional do Ensino Médio foi um fiasco, apesar dos gastos de R$ 183 milhões do governo federal com uma prova, que, provavelmente, terá de ser refeita por ordem da Justiça.

Também na semana passada, um outro brasileiro notório foi submetido a um teste de fogo. Francisco Everardo Oliveira Silva, conhecido como Tiririca, teve de comparecer a um tribunal de Justiça para passar por um ditado e escrever três ou quatro palavras. O palhaço Tiririca quase fugiu da raia, alegando problemas neuromotores, mas acabou fazendo a prova. Passou raspando. Conseguiu rabiscar garranchos e ler algumas notícias de jornal. Ao que tudo indica, ele poderá ser ­diplomado como deputado federal.


Esses dois testes, o de Haddad e o de Tiririca, têm um ponto de conexão. Como explicar que mais de um milhão de eleitores do Estado mais rico e supostamente mais ilustrado da Federação tenham votado num palhaço? Certamente, um fator que contribuiu para o grande fenômeno eleitoral de 2010 foi a percepção generalizada, principalmente entre os jovens, de que nada funciona como deveria no Brasil. Daí o mote “pior do que está não fica”, utilizado pelo palhaço na campanha eleitoral. Depois das últimas duas edições do Enem, fica bem difícil contra-argumentar.

O problema é que, pior do que está, fica sim. Tiririca fez parte de um projeto político. Ao explorar de forma eleitoreira o descrédito das instituições, ele contribuiu para eleger pessoas que deveriam passar longe de qualquer parlamento. Um deles, o deputado Waldemar Costa Neto, protagonista do Mensalão. Outro nome puxado pelo palhaço foi o do ex-delegado Protógenes Queiroz, que, na semana passada, pôde ser desmascarado por uma sentença judicial – depois de ter forjado provas na Operação Satiagraha, o “justiceiro incorruptível”, que possui imóveis de alto padrão no Rio de Janeiro, em Brasília e no litoral paulista, foi condenado a mais de três anos de prisão. O fato é que a farsa chamada Tiririca também ajudou a eleger farsantes, mais nocivos ao País do que seria um deputado analfabeto.





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26/10/2008 free counters

"Para ajudar #Dilma, #Lula deveria presidir o PT"


Roberto Jefferson


O presidente do PTB diz que o Partido dos Trabalhadores pode trazer problemas para Dilma Rousseff por causa de cargos no governo

Hugo Marques

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DE FORA
Jefferson diz que não participará das conversas
para o preenchimento de cargos no governo

Conhecido por comprar brigas indigestas, o presidente do PTB, Roberto Jefferson, criticou, durante a campanha, até mesmo o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, seu aliado, por ter demonstrado “constrangimento” com sua presença na campanha. Desde que teve seu mandato de deputado cassado na esteira do escândalo do Mensalão – o qual foi o principal denunciante –, Jefferson se tornou uma espécie de palpiteiro político profissional. Com a autoridade de quem conhece como poucos os labirintos do poder na capital federal, não há assunto sobre o qual ele não tenha uma opinião, uma visão particular ou alguma frase de efeito para disparar. Sobre a presidente eleita Dilma Rousseff, Jefferson é só elogios: “Ela é tocadora de governo. O governo do Lula cresceu a partir da presença dela na Casa Civil.” Mas ele faz um alerta sobre a possível influência no governo de seu desafeto histórico, o ex-ministro José Dirceu. “A Dilma não pode é deixá-lo tomar conta do governo. Ele tem muita ambição.” Em entrevista à ISTOÉ, Jefferson dá uma sugestão para acalmar o partido e ao mesmo tempo ajudar o governo Dilma: “Eu penso que o Lula, para ajudar a Dilma, deve assumir a presidência do PT.”

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"José Dirceu tem muita ambição. A Dilma não
pode é deixá-lo tomar conta do governo”

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“O Serra se mostrou constrangido com meu apoio. Não gostei
do papel dele comigo. Isso é pior do que ser adversário"


Em sua opinião, a presidente Dilma pode fazer um bom governo?

Roberto Jefferson -

Pode, porque ela é capaz. Ela é tocadora de governo. Eu já fazia essa previsão quando fui cassado e o José Dirceu também. Eu dizia: “Ela vai moralizar a Casa Civil, vai arrumar, vai dar tranquilidade ao Lula, porque o José Dirceu está conspurcando a sacristia na beirada do altar. Ela vai limpar a área.” E não deu outra. O governo do Lula cresceu a partir da presença dela na Casa Civil.

-

A Dilma terá a mesma independência de Lula em relação ao PT?

Roberto Jefferson -

Não. A liderança é dele, não é dela. Penso que o caminho bom para o Lula é ser o presidente do partido. Aí, sim, vai influir nas reformas. Todo presidente de partido tem seu peso. Com sua autoridade política, ele tem de assumir a presidência do PT para ajudar a dar estabilidade ao governo da Dilma. Se ele ajudou a fazer dela presidente, ele vai ter de ajudá-la a governar. E ele, correndo assim a lateris (na margem), fica sempre como o ex-presidente. Assumindo a cadeira do PT, ele vai ter a legitimidade de presidir o partido que tem a presidente da República.


O presidente Lula diz que pode ajudar a tocar a reforma política. Não seria melhor ele sair de cena?

Roberto Jefferson - Eu penso que o Lula, para ajudar a Dilma, deve assumir a presidência do PT. Ele vai ter de botar freio na turma. Uma coisa é a Dilma. Ela é uma pessoa que pode ser feita de refém muito rapidamente


O PT, então, pode criar problemas para a presidente Dilma?

Roberto Jefferson -

Certamente, vai criar. Se não reverterem essas coisas de dossiês, de desconstruírem pessoas, de desconstruírem uns aos outros, ficará complicado. Aquela luta tribal parece uma coisa de xiita, a tribo tal contra a tribo tal.

Então o sr. acha melhor o Lula agir de forma mais aberta do que trabalhar nos bastidores?

Roberto Jefferson -

Nos bastidores, ele será uma sombra do poder o tempo inteiro. O que não é bom para ela. As coisas têm de ser claras. A opinião pública exige isso. Penso que ele deve assumir a presidência do PT para dar legítima estabilidade ao governo da Dilma.


A presidente Dilma deveria fazer um governo de conciliação?

Roberto Jefferson -

Claro, ela é ainda uma liderança frágil. Ela é uma liderança que foi feita, ela não se fez, precisa de tempo para amadurecer. Vai entrar pisando com ódio, sendo chicote do Lula? Vai dizer claramente para o Brasil que ela é manipulada, que não tem vontade pessoal? É jogar fora todo o cacife de confiança que conquistou, ainda fragilmente, porque a vitória é do Lula, depois é dela. Ela não se consolidou líder ainda.


Que peso o Aécio Neves vai ter na cena política?

Roberto Jefferson -

Ele é um grande moderador. Ele vai ser um grande moderador dos ressentimentos que ficaram por causa da radicalização eleitoral.


Há risco de não haver consenso na disputa pela presidência da Câmara entre PT e PMDB?

Roberto Jefferson - Eles têm de dividir agora para somar na frente. Se os dois partidos disputarem, os blocos que estão nascendo vão acabar se coligando numa corrente contra a outra e vai haver enfraquecimento de um lado ou de outro. E pode resultar em algo como a eleição do Severino Cavalcanti. Essas coisas, quando começam a rachar, permitem o surgimento dos Severinos. Isso não é bom. Esses homens têm de ter cabeça para não permitir que nasça um novo Severino


A guerra será acirrada entre PT e PMDB?

Roberto Jefferson -

Será muito acirrada. A base do PT é muito pobrezinha, um pessoal de sindicato que está chegando agora ao poder. Então, vem com uma fome e uma disposição para o poder muito grande. E, quando chega lá, é um vale-tudo para sentar na cadeira. A ordem é: “Vamos desalojar o outro.” É um negócio muito pesado.


Se convidado, o PTB vai negociar ministério no governo?

Roberto Jefferson -

Não quero participar dessas conversas. O PTB tem lá seus braços nas bancadas, sei que tem já ambições colocadas, gente até que tem valor para ter, mas não quero conversar sobre isso. Desejo à Dilma todo o sucesso. A bancada do partido já apoia na maioria das vezes o governo no Congresso. No Senado, há um articulador que é amigo dela, o senador Gim Argello, o líder, assim como o Jovair Arantes, na Câmara.


O PR, o PP e o PTB discutem a montagem de um bloco no Congresso para ter mais peso na atuação e negociar cargos. O caminho é esse mesmo?

Roberto Jefferson -

Entendo que sim. Ainda mais que no PP há um homem do tamanho do Francisco Dornelles a presidir. Penso que é um dos maiores políticos do Brasil. O bloco dá mais força. Ninguém constrói só.


O PTB tem seis senadores e 21 deputados. Essa bancada vai ficar na base do governo?

Roberto Jefferson -

A tendência é tratar isso com independência. Há temas em que o PTB não pode acompanhar o governo. O PTB não vai negar a governabilidade. Mas, mexer na Previdência para diminuir as condições do trabalhador e do pensionista, o PTB não entra nessa. Mudança na CLT sem consulta à classe trabalhadora, o PTB também não fará. Vamos lutar para derrubar o fator previdenciário.

-

Como o sr. vê a possibilidade de José Dirceu integrar o governo Dilma?

Roberto Jefferson -

Se ele for absolvido, ninguém poderá impedir que ele volte. A Dilma não pode é deixá-lo tomar conta do governo. Ele tem muita ambição. Se for absolvido, não vejo nenhum problema de ele voltar.

O sr. tem alguma relação com José Dirceu?

Roberto Jefferson -

A última vez que vi o José Dirceu pessoalmente foi na Comissão de Ética. Não me arrependo do embate que tive. Eu precisava sobreviver moralmente. Eu não me preocupei com o mandato. Por isso, não renunciei, enfrentei até o final a luta. Entrei pela porta da frente e saí pela porta da frente. É mais importante você ficar de pé do que “viver deputado” de joelho. Hoje, eu prefiro conversar com o Palocci. Deixa o Zé em paz lá, no canto dele. Para mim, o Palocci é um dos maiores quadros do PT.


Alguém deve ser condenado no processo do Mensalão?

Roberto Jefferson -

Penso que há no processo muita prova densa contra alguns. Não quero dizer quem serão os condenados.



O PTB não elegeu nenhum senador e nenhum governador. O partido ficou menor nesta eleição?

Roberto Jefferson -

O Sérgio Zambiasi (PTB-RS) não se candidatou nesta eleição. Ele não gostou de Brasília, é muito regionalista. O Zambiasi teve uma proposta irrecusável para voltar para a rádio. Ele tem 60 anos de idade e, com um contrato de dez anos, com a estabilidade que o contrato vai dar, até chegar aos 70, ele vai ter condições, com o salário, de deixar as meninas dele encaminhadas. Ele tem dez anos para fazer isso. É um homem humilde, que nunca fez um patrimônio. Para o governo, perdemos por 5% no Amapá, no final, para o candidato do PSB. Lutamos no Piauí também, com o João Vicente.


Os governadores do PSB estão defendendo a recriação da CPMF. O que o sr. vê numa eventual volta do imposto?

Roberto Jefferson -

É conversa mais para governador, no Nordeste, onde tem pouca indústria, o comércio não é tão forte, não há classe média forte. É coisa mais de oligarquia, de coronelismo. Nas regiões Sul e Sudeste, onde se pagam 64% de todo o imposto arrecadado no País, isso tem peso muito forte. A CPMF é o canto da sereia do PSB, que está agindo bem. São os governadores do PSB, mais o Anastasia de Minas, criando uma terceira força. Para mim, o partido que saiu mais forte da eleição foi o PSB. Mas eu penso que a Dilma não devia empalmar esse discurso, que é o discurso da vingança. A Dilma não devia virar chicote na mão do Lula para bater na oposição e se vingar da derrota que o Lula sofreu em 2007, quando a CPMF foi derrubada. Ela não pode começar pelo ódio, tem de começar pelo amor.



Por que o sr. declarou voto no primeiro turno ao Plínio de Arruda Sampaio, se apoiava Serra?

Roberto Jefferson -

O Serra fez questão o tempo todo de se mostrar constrangido com meu apoio: “Olha, estou constrangido, mas recebi apoio do PTB.” É uma coisa muito ruim. Não gostei do papel do Serra comigo. Isso é pior do que ser adversário, você tratar o amigo com constrangimento. Isso é um negócio muito pesado. Não gostei, ele não foi firme comigo. Não conversou, não teve interlocução. Não conversei com o Serra após a eleição. Foi só uma vez, na casa do Geraldo Alckmin, a 40 dias da eleição. Eu não sei se ele conversa com alguém.




Istoé -

Qual o futuro de José Serra?

Roberto Jefferson -

Ele deve disputar a eleição para prefeito em São Paulo. Não acho que ele vai pendurar as chuteiras. Ele tem todas as chances de suceder o prefeito Gilberto Kassab. O Serra ainda é moço, tem 68 anos.




Istoé -

Qual o sentimento de ficar inelegível para o cargo de deputado?

Roberto Jefferson -

É muito frustrante para mim. Apesar de eu estar com muita liberdade para construir o PTB, viajando, não tendo de ficar preso no plenário de manhã até de madrugada, sinto falta do debate parlamentar. Estou aguardando a decisão do STF. Vamos ver se, pelo menos em 2014, a gente consegue disputar a eleição.


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26/10/2008 free counters

#casobruno : Na defesa de Bruno, Ércio Quaresma coleciona inimigos e assume vício em crack

Um advogado sem limites na busca pela polêmica


POR LESLIE LEITÃO

Rio - ‘Doutor Ércio Quaresma, o senhor poderia parar de roncar e se aproximar para acompanhar o depoimento de seu cliente?’. É a terceira vez na semana que a juíza do Tribunal de Júri de Contagem, Marixa Rodrigues, chama a atenção do advogado, que está refestelado numa cadeira nos fundos do plenário dormindo há mais de meia hora. Enquanto isso, seu mais renomado cliente em 20 anos de profissão depõe, na condição de mentor do crime que chocou o País, em junho.

Foto: Felipe O' Neill / Agência O Dia
Quaresma confessa que gosta de atrair a atenção dos repórteres para si: “Nesse picadeiro aqui só tem um palhaço, que sou eu” | Foto: Felipe O' Neill / Agência O Dia

O goleiro Bruno, ex-capitão do Flamengo, olha para trás e ri. “Excelência, fique tranquila que na hora de perguntar, se repetir alguma das perguntas já feitas por vossa excelência, eu me calo”, responde fazendo graça, mas num certo tom desafiador.

Na sua vez, Quaresma não repete uma pergunta sequer. Uma capacidade de concentração que impressiona, especialmente para alguém que confessa ser viciado em drogas desde 15 anos: “Minha capacidade intelectual é incrível, porque a quantidade de cocaína que eu já cheirei nessa vida...”.

Ércio Quaresma Firpe, 46 anos, diz que o vício começou com maconha e não parou mais. Em 2003, mergulhou no submundo do crack. Agora, no foco do caso Bruno, em que adotou a tática do enfrentamento — ridicularizando delegados, promotores e a própria vítima, Eliza Samudio —, despertou a ira de desafetos.

A ponto de um suposto vídeo, em que ele apareceria consumindo crack numa boca de fumo de Belo Horizonte, ter virado item de leilão entre emissoras de TV. A imagem não foi ao ar, mas o advogado já tem a resposta na ponta da língua: “Se fumo, cheiro ou dou a bunda, o problema é meu”. Uma frase que ele já soltou ao vivo num programa de TV. “Prefiro falar ao vivo, porque não tem como cortarem o que estou dizendo”, gosta de repetir.

Já no pátio do Tribunal de Contagem, entre um cigarro e outro, logo após as 11 horas de depoimento de Bruno, Quaresma, enfim, não ri nem faz piada. “Sou dependente de crack há sete anos. Estou me tratando com o maior psiquiatra do País em dependência química, e tive algumas recaídas. Mas nunca entrei num plenário doidão”, desabafa.

Foi numa dessas recaídas que o teriam filmado fumando a pedra, dia 29 de outubro: “Sei disso, fizeram lá na (favela) Ventosa. Tô ligado! Mas quantas e quantas vezes fiquei doidão, jogado pelos cantos das cracolândias?! Em Brasília eu apaguei, me roubaram anel, relógio, tudo”.

Quaresma não esconde que um de seus objetivos quando aceitou pegar a causa de Bruno era ter os holofotes para si. Durante a investigação, interrompeu uma entrevista coletiva do diretor do Departamento de Homicídios, delegado Édson Moreira, e disse: “Nesse picadeiro aqui só tem um palhaço, que sou eu”.

Jogador autorizou Quaresma a controlar suas finanças

O fascínio de Ércio Quaresma pela imprensa parece patológico. A cada frase que solta em plenário, seus olhos miram os repórteres. “Os louros disso tudo só vou ter mais pra frente. Por enquanto, só levei fumo”, afirma ele.
Não é verdade. Seus honorários já lhe renderam um saque de mais de R$ 200 mil da conta bancária do goleiro. “Não é 5% do que cobrei”, observa.

Além de depositar sua liberdade nas mãos de Quaresma, Bruno também deixou com ele a autorização de controlar toda a sua vida fora da cadeia. E o advogado fez questão de registrar isso no depoimento do goleiro à Justiça.

“Continuo tendo confiança também para que meu advogado administre minha vida patrimonial e financeira”, declarou Bruno, antes de se levantar, dar um abraço apertado e receber um beijo do advogado: “Ganhei um filho”, completa Quaresma.

No papel de ‘diabo’, briga com noiva do atleta

Apesar do histórico e das confusões desde que assumiu a causa, em julho, a confiança do goleiro no advogado parece inabalável. “Ele só me pediu que não brigasse com a dona Estela e com a Ingrid”, diz, referindo-se à avó, a quem Bruno chama de mãe, e à noiva.

O apelo não adiantou, e Quaresma se desentendeu com a dentista, que chegou a gravar conversa em que ele falava em tom ameaçador: “Não sou advogado do diabo, eu sou o diabo”. Ele afirma que só quis dizer ser “feio igual o diabo”.

Ércio tem certa rejeição em alguns tribunais de Minas Gerais. Uma de suas três anotações na ficha criminal, por desacato, é justamente por ter entrado em confronto com um juiz, este ano, numa audiência de outro processo. As demais são por posse de crack, em 2009, e por ameaças de morte a uma testemunha.

No Fórum de Contagem, por exemplo, um ríspido embate com o mesmo promotor de agora, Gustavo Fantini, virou vídeo no youtube. Foi ano passado, no julgamento do empresário Luciano Farah, acusado de ter executado o dono de uma rede de postos de gasolina, Anderson de Carvalho. A má notícia para Bruno é que Farah foi condenado a 19 anos de prisão. E esta não foi a primeira vez. Antes, Farah, defendido por Ércio, já havia sido condenado pelo homicídio do promotor Francisco José Lins do Rego Santos, em Belo Horizonte, em 2002. Gustavo Fantini não fala sobre Ércio e suas agressões verbais. Aliás, o promotor jamais se refere ao advogado pelo nome. Só o chama de Rato.

Mas o advogado do goleiro, que tanto se vangloria, tem derrotas clássicas no currículo. Ele trabalhou no caso da missionária americana Dorothy Stang, morta em Anapu, no Pará, em 2005. Seu cliente, o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, foi condenado a 30 anos de prisão. A notoriedade do polêmico advogado, no entanto, veio antes disso, no julgamento dos PMs acusados do massacre de 19 sem-terra em Eldorado dos Carajás, também no Pará, em 1996. “Absolvi seis com 19 corpos no chão”, rebate.

Ex-policial civil, entre 1986 e 89, Quaresma diz ter sangue de polícia. Chegou a defender alguns de graça. Tanto conhecimento lhe valeu uma investida política, em 94, quando se candidatou ao governo mineiro, mas perdeu com 124 mil votos. Ainda assim, foi através dessas boas relações que chegou ao Caso Bruno. O advogado é amigo particular do homem apontado como o carrasco de Eliza, Marcos Aparecido dos Santos, o Bola.

Nesta fase do processo - em que a juíza decidirá quais dos nove réus responderá no Tribunal de Júri - ainda há muito água para rolar. Por isso, Ércio ironiza: “Aqui, agora, posso dormir à vontade. Mesmo se o meu cliente fosse o Fernandinho Beira-Mar eu dormiria tranquilo. O que não posso é dormir no Júri. Aí vocês vão ver como vai ser”, diz o advogado, que espera fazer o Júri do goleiro até junho de 2011.

E que ninguém duvide da próxima diabrura de um advogado que não acredita mas invoca o nome de Deus em suas defesas, e que já quebrou garrafas para mostrar que ela pode virar uma arma letal, usou máscara de esqui para provar aos jurados que seria impossível reconhecer uma pessoa com tal acessório no rosto e, por inúmeras vezes, por pouco não saiu preso dos tribunais ao lado de seus clientes.



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Shirin Ebadi pede a #Dilma que não se cubra com véu caso visite o Irã


14 de novembro de 2010 11h04


A nobel da paz iraniana, Shirin Ebadi, pediu neste domingo à presidente eleita, Dilma Rousseff, que caso visite o Irã "não cubra a cabeça com um véu", para defender os direitos das mulheres.

"Todas as mulheres, muçulmanas ou não, que chegam ao Irã têm que cobrir a cabeça. Alguém tem que mostrar ao Governo do Irã que esta lei não é correta", afirmou Shirin.

Dilma, que substituirá o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no dia 1º de janeiro, não antecipou como serão suas relações com o Irã, mas precisou que tem "uma posição bem intransigente" em relação à defesa dos direitos humanos.

Shirin também pediu à presidente eleita que converse com movimentos independentes de mulheres iranianas, "não só com as que estão no Parlamento", e criticou Lula por ignorar seus pedidos de defender os oprimidos pelo regime islâmico.

"Lula visitou Teerã, abraçou o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, deu um beijo no rosto e foi embora. Parece que se esqueceu das pessoas que morrem e são presas no Irã", assinalou.

A advogada e opositora iraniana lembrou o passado sindicalista do presidente Lula e disse que lhe enviou "mensagens" para que se reunisse com as famílias de trabalhadores iranianos presos pela relação com os sindicatos.

"Quando Lula esteve no Irã, Mansour Osanlou, um líder sindical como ele, já cumpria uma pena de cinco anos. A Organização Mundial do Trabalho pediu sua libertação, mas Lula ignorou", acrescentou.

Recentemente o Brasil estreitou relações com o Irã e defendeu seu direito de desenvolver um programa nuclear com fins pacíficos.

Na sua visita a Teerã em maio, Lula e o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, assinaram um acordo com o Irã para a troca de urânio destinado a seus reatores nucleares com fins científicos.

Este acordo foi rejeitado pelas potências nucleares, que acusam Teerã de ocultar em seu programa civil outro clandestino, com objetivos militares, com o qual pretende criar um arsenal de bombas atômicas.





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