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sexta-feira, 4 de março de 2011

#PT Em 8 anos, 3.022 servidores federais são expulsos por corrupção




DE SÃO PAULO

De janeiro de 2003 a fevereiro de 2011, 3.022 servidores foram expulsos da administração pública federal por envolvimento em práticas ilícitas.

Segundo levantamento divulgado pela CGU (Controladoria-Geral da União), no total, 2.589 foram demitidos, 252 foram destituídos de cargos em comissão e 181 tiveram suas aposentadorias cassadas.

O principal motivo das expulsões foi a obtenção de vantagens, respondendo por 1.604 casos, o que representa 33,17% do total.

A improbidade administrativa vem em seguida, com 959 casos (19,83%), e as situações de recebimento de propina somaram 294 casos (6,08%).







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26/10/2008 free counters

Polícia apreende drogas em carro da prefeitura no Rio



DO RIO

A Polícia Civil do Rio apreendeu nesta sexta-feira um carregamento de drogas dentro do carro da prefeitura no morro da Mangueira.

Segundo a polícia, foram apreendidas 6.590 porções de trouxinhas, 4.270 de crack e 539 de maconha que abasteceriam o morro do Cajueiro, em Madureira, para o Carnaval.

Policiais da Delegacia de Combate às Drogas prenderam o motorista e apreenderam um menino de 14 anos. A polícia não revelou se há relação entre eles e a prefeitura.






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26/10/2008 free counters

#TITITI Fábio Assunção festeja participação em “Ti ti ti”:


Fábio Assunção e Rodrigo Lombardi estarão no final de 'Ti Ti Ti'


DE SÃO PAULO

A novela "Ti Ti Ti", da Globo, terá as participações de Fábio Assunção e Rodrigo Lombardi.

Os dois galãs vão surgir na trama no último capítulo, que será exibido no dia 18.

O primeiro será candidato ao coração de Suzana (Malu Mader) e, o segundo, ao de Jaqueline (Claudia Raia).

Vale lembrar que Fábio Assunção quase viveu Jacques Leclair (Alexandre Borges).

A informação é da coluna Outro Canal, assinada por Keila Jimenez e publicada na Folha desta sexta-feira (4). A íntegra da coluna está disponível para assinantes do jornal e do UOL.

‘Que alegria compartilhar com os amigos esse enorme sucesso’

Fábio Assunção / Foto: Divulgação

Fábio Assunção fará uma participação especial no último capítulo de “Ti ti ti”. “Que alegria receber o convite e compartilhar com amigos esse enorme sucesso conquistado com muito talento e trabalho”, disse o ator. Rodrigo Lombardi também entrará na trama como par romântico de Jaqueline (Claudia Raia). O personagem de Fábio deve ficar com Suzana (Malu Mader), já que Ariclenes (Murilo Benício), seu ex-marido, ficará com Marta (Dira Paes). O capítulo vai ao ar no dia 18 de março.



Fábio Assunção e Rodrigo Lombardi participarão de 'Ti-ti-ti'
04 de março de 2011 • 09h34 • atualizado às 09h36


Fábio Assunção não deixou a data de seu aniversário passar em branco. Foto: AgNews

O ator será par romântico de Suzana (Malu Mader)
Foto: AgNews





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26/10/2008 free counters

Seis invadem prefeitura de Bauru-SP para roubar caixas

04 de março de 2011 | 17h 39

EQUIPE AE - Agência Estado

Seis pessoas invadiram a prefeitura de Bauru, no interior de São Paulo, e tentaram arrombar caixas eletrônicos no local, por volta das 23 horas de ontem. A tentativa não foi bem sucedida e eles conseguiram levar apenas o celular de um dos vigias.

De acordo com a polícia de Bauru, dois indivíduos chegaram primeiro à prefeitura, renderam o vigia externo e forçaram o vigia interno a abrir a porta. Depois, outras quatro pessoas se juntaram a eles, mas não conseguiram arrombar os caixas. Quando a polícia chegou ao local, todos já haviam fugido.

Não há suspeitos e nenhum dos responsáveis tinha sido localizado até as 16h30 de hoje. Não havia outras testemunhas nem câmeras de vigilância para auxiliar a busca da polícia. A assessoria de imprensa da prefeitura disse não ter nenhuma declaração sobre a ocorrência.





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26/10/2008 free counters

Bando explode oito caixas eletrônicos em Serra Negra, no Circuito das Águas de SP


Publicada em 04/03/2011 às 08h22m

Bom Dia S.Paulo, O Globo

SÃO PAULO - Cinco caixas eletrônicos de um banco foram explodidos com dinamite em Serra Negra, município turístico do Circuito das Águas, em São Paulo. Oito bandidos arrombaram a porta da agência e destruíram os caixas, levando o dinheiro. No último domingo, foram explodidos três caixas eletrônicos de uma agência bancária de Monte Alegre do Sul, outro município da região. A agência foi completamente danificada.

A polícia investiga se os ataques a bancos têm relação com o roubo de dinamite de uma pedreira em Jundiaí. O assalto ocorreu em novembro passado. Quase 300 quilos de dinamite foram levados. Na ação, seis bandidos armados com pistolas renderam os três vigias durante a madrugada. Os funcionários foram ameaçados, agredidos e obrigados a carregar os explosivos, mais de mil metros de pavio e detonadores para o lado de fora da pedreira. Depois de amarrar os vigias, os ladrões colocaram os explosivos em vários carros e fugiram.




Universitário morre ao ser baleado na cabeça em assalto na Zona Sul de SP

Crime ocorreu na manhã desta sexta-feira (4) na Vila Mariana.
De acordo com testemunha, vítima não reagiu ao assalto.

Do G1 SP


Um estudante universitário, de 20 anos, morreu ao ser baleado na cabeça, por volta das 5h desta sexta-feira (4), na Rua França Pinto, região da Vila Mariana, na Zona Sul de São Paulo, segundo informações da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo.

Segundo informações do boletim de ocorrência, registrado no 36º DP, na Vila Mariana, ele aguardava a chegada de amigos, quando foi abordado por um homem armado. De acordo com uma testemunha, o universitário entregou o veículo e não reagiu ao assalto, um Hyundai prata. Mesmo assim, o assaltante disparou e fugiu em seguida com o veículo.

A Polícia Militar foi acionada instantes depois e ajudou no socorro do jovem, que estava gravemente ferido. Ele foi levado ao Pronto Socorro Vergueiro, também na Zona Sul, onde passou por cirurgia. O óbito do rapaz foi constatado às 9h10, conforme novo boletim de ocorrência registrado às 10h06 na delegacia.

O caso foi registrado inicialmente como roubo consumado. Foi pedida perícia no local e a polícia realiza buscas para tentar localizar o veículo roubado e o assaltante.



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26/10/2008 free counters

Imposto de Renda: envio da declaração ficará suspenso entre amanhã e domingo

Plantão | Publicada em 04/03/2011 às 17h25m

O Globo

RIO - A Receita Federal informou na tarde desta sexta-feira que "o serviço de recepção estará suspenso entre as 15h deste sábado até as 11h de domingo". Neste período, os computadores onde são processados os envios de declaração Imposto de Renda (IR) passarão por manutenção.

Caso o contribuinte tente enviar sua declaração durante o período receberá mensagem de erro. A interrupção para a manutenção, segundo a Receita, já estava programada pela área técnica do Serpro.

Desde o início do prazo de entrega do IR 2011, na segunda-feira, o contribuinte já enfrentou lentidão para enviar o documento pela internet e a paralisação da transmissão das declarações por quase duas horas na quarta-feira, devido a um problema no Serpro.

O Fisco recebeu 571 mil declarações de renda até as 17h desta sexta-feira. A expectativa da Receita é que cerca de 24 milhões de contribuintes prestem contas este ano. O prazo de entrega termina dia 29 de abril, às 23h59min59.







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26/10/2008 free counters

Criador do Pirate Bay diz que Lula ofereceu asilo político



DIÓGENES MUNIZ
ENVIADO ESPECIAL A HANNOVER

O cofundador do Pirate Bay Peter Sunde, 32, afirmou nesta sexta-feira (4) que em 2009 ouviu do ex-presidente Lula que poderia ficar no Brasil se tivesse problemas com a Justiça, já que o país não possui tratado de extradição com a Suécia.

Sunde foi condenado em setembro do ano passado a oito meses de prisão e recorre em liberdade.

Diógenes Muniz/Folhapress
Sunde foi à maior feira de tecnologia do planeta, a Cebit, para falar sobre seu novo empreendimento, o Flattr
Sunde também aproveitou para promover seu novo empreendimento, o site de microdoações Flattr

Membro do Partido Pirata europeu, o sueco revelou o suposto convite durante uma apresentação na maior feira de tecnologia do mundo, a Cebit, em Hannover, na Alemanha.

Na palestra em que narrou os percalços de um dos maiores sites de compartilhamento da web, Sunde aproveitou para prestar uma homenagem ao político brasileiro e mostrou uma foto de Lula em um telão.

"Esse é o presidente Lula da Silva, do Brasil, ele é um cara bem legal. Ele disse que eu poderia ir [para o Brasil] quando estivesse com problemas. 'Peter, nós não temos tratado de extradição com a Suécia', ele me disse, e desde então eu amo o Brasil", narrou o sueco, arrancando risadas da plateia.

Os dois se encontraram durante o 10º Fisl (Fórum Internacional do Software Livre), em Porto Alegre, em junho de 2009.

A reportagem entrou em contato com as assessorias de imprensa da Presidência e do Itamaraty, que não se pronunciaram sobre o suposto convite até agora.

PIRATA

Fundado em 2003, o Pirate Bay viabiliza a troca de conteúdo, protegido por direitos autorais ou não, usando a tecnologia de torrent (em que partes do arquivo podem ser acessadas por outros internautas assim que são baixadas para o computador de cada usuário).

Entretanto, nenhum dos materiais é encontrado nos servidores do site, que tem mais de 22 milhões de usuários no mundo, segundo seus administradores.

No fim do ano passado, uma corte de apelação sueca reafirmou um veredicto contrário aos três criadores do site. O julgamento sentenciou Fredrik Nej, Peter Sunde e Carl Lundstrom a dez, oito e quatro meses de prisão, respectivamente. Em 2009, todos haviam sido condenados a um ano de prisão. Mesmo com a decisão, o site se mantém no ar --seus servidores estão hospedados nas ilhas Seychelles.

O trio recorre em liberdade e o caso deve ir para a Suprema Corte Sueca.


Diógenes Muniz/Folhapress
Criador do Pirate Bay demonstrou gratidão ao ex-presidente Lula e até exibiu foto do político em um telão
Criador do Pirate Bay demonstrou gratidão ao ex-presidente Lula e até exibiu foto do político em um telão

O jornalista viajou a convite da Hannover Fairs do Brasil







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26/10/2008 free counters

Juca Chaves - Falando sério


Data de Publicação: 5 de março de 2011

Por: Marcone Formiga

Quando Juscelino Kubitschek foi eleito presidente da República, época em que o país começava a tomar o caminho para se tornar uma potência ainda em desenvolvimento, a democracia foi instalada, superando o trauma nacional decorrente do suicídio de Getulio Vargas, o ex-presidente que optou em deixar a vida para entrar na história. A largada para o progresso do país começou, porque o político mineiro também entraria na história, ao alavancar o Brasil para um futuro muito além do passado que ele encontrou.

Foi justamente no governo de Juscelino que a democracia e a liberdade de imprensa pareciam tomar um rumo promissor, sinalizando o surgimento de uma nova nação, que parecia consolidada depois que JK decidiu construir Brasília, fundamental para viabilizar o desenvolvimento no interior do país. Naquela época, a liberdade de imprensa foi testada a partir do surgimento de um menestrel com inspiração sem limites: Juca Chaves. Ele compunha músicas satíricas sobre o presidente mais democrático de toda a história do país. Juscelino construiu Brasília e transferiu a capital para o Centro-Oeste e o poder para seu sucessor,

Jânio Quadros. Este, por sua vez, renunciou poucos meses depois, passando o governo para seu vice, João Goulart, que acabou afastado pelo golpe de 1964. JK se exilou, e o resto já se sabe.

Após o golpe militar, o menestrel Juca Chaves, percebendo que os ditadores não assimilariam suas ironias e suas críticas, ciente de que seria perseguido, optou em sair o quanto antes do país, antes de ser vítima da intolerância dos generais sobre os poetas.

Tantos anos depois, na pérgula do Hotel Nacional, em uma manhã chuvosa, Juca concedeu a entrevista que segue, contando os fatos que presenciou como testemunha da história e do país contemporâneo.

- O que mudou de Juscelino a Dilma?

- Cinquenta anos, quando o Brasil tinha 40, 50 milhões de habitantes. Um dos maiores problemas do Brasil é o excesso populacional, e continua sendo um país feliz. Se continuasse tendo 80 milhões seria melhor, o que já é uma população muito numerosa.

- Mesmo com esta dimensão territorial?

- O Canadá é muito maior do que o Brasil e, no entanto, tem 60 milhões de habitantes. Outro dia, Elsimar Coutinho falou uma coisa que me impressionou: “O Brasil não tem pouca escola, tem muito aluno, não tem pouco hospital, tem muito doente”. Se o Brasil tivesse hoje uma população menor, que poderia ter sido viabilizada com um controle de natalidade eficiente e a planificação familiar, o próprio salário seria maior. Quando se fala em salário mínimo, é preciso raciocinar que é necessário dividi-lo por 200 milhões. A Unesco afirmou, nestes dias, que 80% da população brasileira é semianalfabeta. Os outros 20%, digo eu, são de bêbados!

- Quer dizer, a crise é nacional?

- A dificuldade é causada por tanta gente. Por exemplo, o problema da imensidão da nossa frota. Todas as cidades do Brasil estão saturadas de automóveis. Quando o Lula falou que o pobre tem o direito de dividir o carro, ele esqueceu que, em Paris, só o pobre tem carro, porque o rico vai de metrô, uma vez que tem uma condição melhor. Se houvesse metrô bom por aqui, correndo por Brasília, o trânsito seria menor. Quantas horas a gente perde na vida indo de um lado para o outro em condições precárias? Distâncias absurdas percorridas pelos velhos ônibus, com sua fumaça. Houve até uma melhoria quando o Jânio Quadros colocou os ônibus elétricos no Brasil, em São Paulo, depois tiraram...

- Por quê?

- Quando há um surto de evolução, forças contrárias diminuem este impulso de progresso. Por exemplo, uma das responsáveis pela estagnação cultural do Brasil é a TV, aliás, as emissoras de televisão. Para a imprensa, é pior! Se eu fosse a presidente da República, eu mandaria chamar todos os diretores de televisão e diria assim: “Vocês têm 24h para mudar essa programação!”. Se respondessem: “Ah, 24 horas não são suficientes”, é porque eles não têm talento. O brasileiro acha que para se fazer uma casa precisa de um ano. Nos EUA, se constrói uma casa em quatro meses. Por que aqui demora dois anos? Há uma incompetência em certos setores. A TV foi um mal para o Brasil, e não o bem que deveria ter sido, porque ela empurra coisas ruins para a população. A programação é um exemplo. Com tantas emissoras de rádio e de TV, mais de 1.200, não há uma sequer que apresente boa música, como ensaios de orquestra.

- Como é essa programação?

- Péssima! O Brasil é um país que não gosta de música, não sabe cantar, é desafinado. Basta você perguntar para alguém do povo: o que é música? Uma menina responde que é balançar a bunda, enquanto o cara diz que é balançar a mão. Para resolver isso, a música deveria ser ensinada na escola. O brasileiro não canta, ele grita. Ele não dança, a não ser o negro, que foi a melhor coisa que o Brasil já teve. Se o Brasil tivesse dado valor a quem realmente construiu o país, que foi o escravo, que não veio porque quis, o Brasil seria outro...

- De quem é a culpa?

- Do herói português que expulsou o holandês. Se Maurício de Nassau tivesse continuado a grande obra, seria algo fantástico! Ele era um cara incrível! Primeiro, porque dizem que ele não era nem holandês, era um judeu alemão que fugiu da inquisição. A Holanda era a grande capital cultural do mundo na época. E Maurício de Nassau, quando veio ao Brasil, não veio para roubar, ele veio para ficar. Trouxe médicos, geólogos, músicos e uma vasta cultura... Recife era uma das maiores cidades das Américas! Mas nós copiamos a ideia portuguesa de morar junto, apertado. Na Amazônia, o governo distribui terra para o povo morar e todos moram uns colados aos outros, em uma necessidade de ficar unido e apertado.

- Qual é a diferença com os demais?

- Os paulistas, por exemplo, quando viajam, vão seis famílias juntas, tudo agarradinho, falando alto, gritando. Brasileiro é muito gozado, é um espécime raro. Agora, vejo que o país mudou não tanto quanto poderia ter mudado. Adoro Brasília, porque ela é uma ideia nova. Um dia, o Oscar Niemeyer me disse assim: “Mas todo azul, quando os militares colocaram, é muita coisa”. E isso não foi seguido...

- O senhor está se referindo à geopolítica?

- Quando desembarquei aqui, em Brasília, um táxi passou em frente ao Palácio do Planalto e daí eu pensei: “Engraçado, quem é que botou essas sinaleiras todas até aqui? Deve ser parente de alguém...”. O Brasil vive o chamado da família, não é? Por exemplo, não sei quem foi o “inteligente” que bolou a tomada nova para o Brasil. Deveríamos seguir a tomada de três pontas, que é a ideal e o Brasil nunca teve, porque não tinha a inteligência necessária para ter. Já existe uma tomada mundial, e o Brasil resolveu fazer a dele. E aí indago o que ninguém perguntou ainda: “Quem mandou fabricar essas tomadas, e com quem? Qual é o parente?”. Temos uma tomada que não serve, nem a moderna, nem a antiga. Existem 200 milhões de habitantes no Brasil. Logicamente, existem, no mínimo, 200 milhões de tomadas. Multiplica-se por quatro... Quem é que fez isso? Quem faz as placas das ruas desse jeito?

- O motorista achou difícil o caminho?

- Errou o caminho exatamente por isso, porque sinalizava para um lado e era para o outro. Eles não sabiam o que era esquerda e direita. Aliás, poucos sabem. Por que não se institui o “ministro das placas”? O Brasil precisa contratar um alemão quadrado para fazer as placas de rua. Quem não sabe não chega. As placas são feitas para quem já conhece o caminho. Então, não precisa delas. A gente vai se divertindo, porque existe o lado bom e o mal. É preciso aproveitar e desenvolver mais esse lado bom.

- O que o senhor quer falar diante de tudo isso?

- Eu acho que o Brasil não precisa de carro, precisa de educação. No meu ponto de vista, quando me candidatei em São Paulo, meu projeto era controle de natalidade e planificação familiar. Isso deu certo no mundo. Seria também educação, música nas escolas e também acabar com o preconceito. O brasileiro é preconceituoso. Discrimina raça, música... Uma vez, o Boris Casoy me contou quando o diretor da Folha de S. Paulo mandou que ele fizesse uma entrevista comigo. Pegou o repórter e falou: “Vai entrevistar o Juca Chaves”. O repórter respondeu: “Ah, mas logo ele?”. E o diretor perguntou por que o Boris Casoy tinha alguma coisa contra. O repórter disse: “Ele tem um Jaguar”.

- O que o seu Jaguar tem com isso?

- Eu concluí que meu problema era que eu não poderia ter um Jaguar! Imagine, um artista tem um Jaguar! O artista tem que ser pobre, como são os grandes artistas brasileiros, aqueles que disseram que foram cassados na ditadura. Foram cassados, mas, na verdade, viveram muito bem lá fora, porque eu sei que, quando eu saí, saí para trabalhar, porque sabia que ia ser cassado pela Marinha, pelas críticas contra a compra do porta-aviões, um sucatão inglês da Segunda Guerra. Depois do golpe militar, o meu nome já estava na lista de procurados do governo, e o meu pai soube disso pela Maçonaria, porque ele era maçon. Eu caí fora antes porque sou inteligente. Não quis esperar a perseguição.

- E como foi sua vida no exílio?

- Trabalhei muito. Vivi lá fora com os frutos do meu trabalho. Não aceito propina! Engraçado, vi tanto brasileiro vivendo bem por lá no exterior que a palavra “cassado” virou uma alegria na classe artística. Hoje, o artista é muito artista e faz pouca arte, porque muitos produtores querem ganhar até 50% do lucro do artista. Todas as vezes em que me fazem uma proposta, eu falo que quero 50%, porque eu conto com a Lei Rouanet. Faço tudo certinho. Então, sempre que uma pessoa estranha, ela fala assim: “Eu arrumo patrocínio da Petrobras ou da Eletrobrás para você, mas eu quero 40%”. Existem firmas em São Paulo que anunciam 40%. Eu respondo assim: “Quem vai me levar sanduíche na cadeia?”.

- Qual é a sua convicção diante dessa realidade no mercado artístico?

- É muito gozado... O Brasil é um país altamente corrupto, mas a corrupção não é só da classe rica, dos poderosos, começa por baixo. Muitos brasileiros adotaram a corrupção. Ela é maravilhosa quando a gente está dentro, fora, se estrepa. Os poucos honestos e sérios são “cacetados”. Tenho uma música em que falo nisso: “No Brasil, todo malandro pensa que é esperto, mas, se descoberto, o cidadão privilegiado, sim? A lei existe, deve ser cumprida, certo? Não! Ao que parece, favorece só o errado, quem é, quem é o culpado?”.

- Ou seja, trata-se da cultura da esperteza?

- É, e quem é esperto, por certo, é prestigiado. Isso é o que eu acho mais gozado. Claro que existe muita gente séria. Por exemplo: o professor, a figura mais importante em países mais cultos do mundo. Ele é o “sir” na Inglaterra. No Brasil, é o que menos ganha. Não acho justo um cara vir consertar meu computador e pedir R$ 600, e o médico, que estudou cinco anos, teve que pagar para ser médico, pede em uma consulta R$ 200, e cai o “cacete” em cima deles. Mas o Brasil não gosta de médico, gosta de curandeiro, que é muito melhor. Quando um cara na TV diz: “Você está mal, venha para nós, porque nós curamos você”, é muito melhor o cara pensar: “Poxa, é pouquinho, o dízimo é tão barato...”. É um país divertido. Agora, eu fico triste porque é difícil encontrar um lugar sério. Por exemplo, eu não faço TV. Todo mundo me pergunta por que, mas eu respondo: “Porque não me convidam...”.

- Só por isso?!...

- O que o programa tem? Novela. O que a novela faz? Ela faz que as pessoas vejam e ouçam 150 capítulos e não guardem uma frase sequer. Eu já falei assim: “Diga para mim uma frase que tocou você nessa novela que você ficou sete meses assistindo”, e a pessoa não se lembra. Se as emissoras dessem espaço nestas horas para os bons artistas, porque eles existem, se colocasse os clássicos, seria ótimo! Os produtores dizem que vão criar algo realmente útil e não criam. O humor é a mesma coisa, piorou. Agora, temos o “Stand Up”, que eu estou fazendo também, porque quis provar isso para a minha mulher. Ela me perguntou por que eu não fazia, e eu faço há 50 anos. Stand Up não é de hoje: ele nasceu em 1934, nos EUA, é o karaokê do humor. O cara levanta e faz o que ele quer, o nível depende da cultura das pessoas, porque se elas têm um nível cultural maior, o espetáculo acontece. Existem uns cinco ou seis muito bons, porque se faz aquele texto coloquial... O Zé Vasconcelos fazia isso, o Chico Anysio também, que é nosso grande mestre e foi colocado para a reserva, uma maldade o que fizeram com ele...

- Como está o emocional do Chico Anysio?

- Uma vez, perguntei para ele: “Por que você se casou com uma moça que não tinha alegria?”. Ele me respondeu: “Foi um erro meu. Eu me casei com a ministra e acordei com a Zélia”. É a frase genial. Ele sofreu muito, e sofre ainda, ele compra o sofrimento. Eu também sou humorista por ter humor. Não me considero um grande humorista, mas tenho humor. Aliás, é um problema de quem tem, como o Millôr Fernandes, que é um cara bom demais até para quem escreve. Ele é genial! O Brasil tinha grandes humoristas. O Pagano Sobrinho, em São Paulo, foi cortado da TV. Temos poucos e bons, mas temos que aproveitar mais. Uma vez, eu quis editar um livro. Procurei a Record, uma das editoras, o cara lá me falou: “Não trabalho com pessoas que fazem piadinha”. E eu falei: “Mas eu não faço piadinha”. Ele nem sabia o que eu fazia! É muito gozado: você tem as pessoas erradas nos lugares certos.

- E o Lula? Qual é a sua imagem dele?

- Ele é um fenômeno! Um sujeito para quem tudo deu certo. A única coisa que não deu certo, às vezes, é a interpretação dos outros, que deram a coisa no ouvido dele. Por exemplo, ser amigo do Ahmadinejad, das Farc, do “titio” Chávez, este então é tão bonzinho... [risos]. O Chávez é tão bacana que ninguém reconhece que ele fez uma TV só para ele, acham que é só um ditador... A esquerda brasileira adora, ama, venera os ditadores. Quando eu falava isso, diziam que eu era politicamente incorreto...

- E o Getulio Vargas?

- Pai, pai de todos. Vejo na Dilma uma surpresa. Quando ela foi eleita, muita gente pensou que fosse uma continuidade do Lula. Que nada! A primeira coisa que ela fez foi eliminar a chamada “parte negativa”. E o Lula teve muita coisa positiva, muita! Tudo o que ele fazia deu certo. É um cara que nasceu com a estrela, como o Pelé. Até nas coisas erradas que diz, no final, dá certo. O Lula foi uma surpresa, ninguém esperava. Economicamente, o pessoal era muito bom. No tempo do Lula, o presidente da República era o Zé Dirceu, todo mundo sabia. A gente fica sabendo de coisas que a imprensa não sabe. Quando ia estourar a revolução no Brasil, a Maçonaria já sabia antes. A imprensa não sabia, os militares não sabiam... No entanto, a coisa aconteceu. As notícias antes não corriam...

- E agora, como fica?

- Agora, em Brasília, as notícias voam! Por exemplo, você faz xixi no muro da esquina e o cara fica sabendo, porque Brasília é uma fofoca, mas é divertido. Eu gosto daqui, eu moraria aqui, já falei isso. A Iara teve medo, na época, porque houve o boato de que em Brasília existe muito divórcio, e ela ficou apavorada. Eu gosto daqui, cada vez mais, todas as vezes em que venho para cá...

- Mas muita gente achava que a presidente seria monitorada pelo Lula...

- Não, pelo contrário! O que mais gostei foi que, quando ela entrou no governo, a primeira coisa que fez foi trabalhar sexta, sábado e domingo. Isso aqui era uma moleza, todo mundo queria ser senador para trabalhar quarta e quinta, apenas. Todo mundo comentava isso. Uma jornalista brasileira foi entrevistar um deputado sueco e perguntou a ele: “Você não tem ajudante? Quantas pessoas trabalham com você?”. Ele respondeu: “Nenhum”. Ao ser perguntado se ele ganhava bem por isso, ele respondeu: “Um salário mínimo, porque nós temos orgulho de servir à nação”.

- Qual é a diferença entre o homem e a mulher no poder?

- A mulher tem mais força de vontade do que o homem. Aliás, vou contar um negócio para você: homem, sem mulher, não é nada, nem corno! [risos]. Agora, o homem é machista no Brasil, tem muito preconceito contra a mulher. O Brasil é preconceituoso contra o pobre, o negro, o judeu, o honesto, contra tudo... Tudo é preconceituoso. Por quê? O que é o preconceito? É o início da ignorância.

- A mulher está mais liberal no Brasil?

- Liberou-se, embora o papa tenha chegado aqui e tenha tentado “desliberá-la” completamente [risos]. Uma pena, porque o número de cristãos diminui para crescer o número de evangélicos. O evangélico é mais inteligente. Enquanto os católicos pregam Deus em latim ou, como nós, judeus, que acreditamos que Deus é único, porque instituímos o monoteísmo, bem longe espiritualmente, o evangélico prega Deus e o coloca ao seu lado, resolvendo seus problemas sexuais, morais, econômicos...

- Por quê?

- Porque foi uma forma rápida e inteligente, como construir cabana. Isso mudou o conceito mundial. O bispo Macedo criou uma religião nova, porque a forma dele é completamente diferente até do evangélico tradicional. Até me contaram uma história muito boa: o cara estava vendo TV e chegou um amigo e falou: “Você! Você! Sua mulher deixou você. Sei que você está no fundo do poço, sem dinheiro. Pense positivo! Pense que tem um irmão siamês, que está grudado com você há 18 anos! E você percebeu, pela primeira vez, que ele é gay. E você percebeu também hoje que esta será a primeira noite sexual dele. Você percebeu também que vocês dois juntos só têm uma bunda [risos]. Eu agora volto a perguntar: você ainda acha que tem problemas?” [risos].

- O que mudou para o homem e a mulher após o surgimento do Viagra?

- O Viagra mudou muito, principalmente a mulher honesta, que só tinha no seu homem as suas realizações sexuais. O homem brasileiro brocha muito cedo, com 30 ou 40 anos! E o Viagra fez que ele elevasse seu poder. Quem saiu ganhando foi ela. Você vê que ela ficou com a pele mais bonita. A mulher melhorou em si. Quando o Viagra chegou, o italiano de São Paulo, torcedor do Palmeiras, falou: “Ah, ontem tomei duas daquelas pílulas azuis, fiquei embaixo do lençol, ele subiu, subiu, e minha mulher falou ‘que belo, Marcelo, façamos amor’!”. E ele querendo mostrar para os amigos que não era mais bocha. No dia seguinte, tomou outros dois comprimidos e fez a mesma coisa. A mulher entrou peladinha na cama e ele falou: “Ah, te reconheceu!”. É uma forma de você colocar a própria evolução como forma de cultura.

- Continua prevalecendo os dois Brasis: aquele que degusta caviar e champanhe, e o outro, que só tem o que comer graças ao Bolsa Família?

- Eu acho que deveria mesmo era dar Bolsa Educação, isso sim! Dar uma Bolsa Família, com a obrigatoriedade de levar o filho para o médico, ser vacinado... Acontece que o pai pega o dinheiro e vai beber, fica bêbado e bate na mulher. Tal e qual o americano: bebeu, bate na mulher! Agora as mulheres contam com delegacias exclusivamente para elas e também com a Lei Maria da Penha, que ajudaram muito a reprimir a violência dos homens. Existe até uma quadrinha portuguesa que diz assim: “Não tens e não podes ter direitos iguais aos meus, Deus, que podia escolher, quis ser homem, para ser Deus!”.

- Isso é coisa de português ou brasileiro?

- Acredito que de português. Lembrei agora de outra quadrinha de um político português que diz assim: “Uns dizem que ela dá, outros pensam que talvez dê; na verdade, é deputada sem o dá e sem o dê” [risos].

- Por que suas farpas venenosas são muitas vezes disparadas em direção ao ex-presidente da República (e hoje senador) Itamar Franco?

- Minha bronca com o Itamar começou quando ele declarou que não gosta de Roma!!! Acho que ele foi o único brasileiro colocado em uma embaixada sem ter a menor vontade... Não merecia! Até porque Roma é um prêmio universal. Ele até chegou a afirmar que não gostava daquela bela cidade porque tem muitas estátuas. Não deveriam ter mandado Itamar Franco para Roma, mas sim o Juquinha! O Itamaraty instala por lá personalidades que não têm nada a ver com a vida, porque um embaixador quer tudo menos se intrometer, não quer confusão...

- Já que estamos em um tempo de carnaval, o que você vê hoje?

- Começa pela mediocridade musical e pela exibição de bunda, que é algo desnecessário. O carnaval brasileiro deveria ser alegre. Até mesmo o carnaval de Veneza, que é chato, tem mais alegria, como também o carnaval de New Orleans, que é muito divertido, mas muito mais mesmo. O nosso carnaval perdeu muito a graça, só tem alegorias, não tem samba, que foi substituído por marchinhas. É uma pena que seja assim.





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26/10/2008 free counters

Brazil and US remove oxygen masks from passenger aircraft toilets



BY RICARDO GALLO, in São Paulo

The FAA (the US Federal Aviation Administration) has quietly ordered the removal of oxygen masks and oxygen supply to the lavatories of commercial airliners in the USA. Following the agency's recommendation, Brazil has also adopted the measure.

The agency and American government intelligence have identified the threat of the devices being used by terrorists as explosives. The FAA refrained from giving further details.

Folha has obtained the information exclusively. Approximately 6,000 American aircraft have undergone the modification over the last few weeks. In Brazil, the instruction was received in the first two weeks of February and affects around 400 aircraft of all commercial passenger airlines --TAM, Gol, Avianca, Azul and Webjet, among others. The deadline for concluding the changes in Brazil is tomorrow.

The airplanes will no longer have oxygen masks in their toilets. If passengers are in the toilet during a depressurization incident, aircraft crewmembers will have to open the lavatories and come to their help. The possibility of this happening is slight, according to the FAA and Anac (Nation Agency of Civil Aviation). At cruise altitudes, approximately 12,000 meters, there is risk of death if passengers spend much time without a mask.

The agencies argue that, in such cases, pilots are instructed to immediately bring the aircraft down to a lower altitude.







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26/10/2008 free counters

Matarazzo diz a diplomatas que Alckmin é do Opus Dei




BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO

Wikileaks Em conversa com diplomatas americanos, o secretário de Cultura de São Paulo, Andrea Matarazzo (PSDB), afirmou que o governador Geraldo Alckmin pertencia ao Opus Dei, relata um telegrama obtido pelo WikiLeaks.

O diálogo ocorreu em 14 de junho de 2006, quando o tucano disputava a Presidência. Matarazzo era secretário municipal de Coordenação das Subprefeituras.

Alckmin reage com bom-humor a telegrama, mas não fala da Opus Dei
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Procurado pela Folha, ele negou as opiniões registradas no documento e disse não se lembrar do encontro.

De acordo com o telegrama, o secretário definiu o atual chefe como um "católico conservador" e foi categórico quanto à sua atuação na igreja: "Obviamente Alckmin é um membro do Opus Dei, apesar das suas negativas, opinou Matarazzo".

O governador sempre negou ligação com o Opus Dei, uma das prelazias mais conservadoras do catolicismo. Ele não quis falar ontem.

Segundo o relato, Matarazzo via Alckmin como um político de "orientação direitista", que só conseguia ver o mundo "da perspectiva de São Paulo" e "não tinha ideia de como conduzir uma campanha nacional".

Ligado ao ex-governador José Serra (PSDB), o secretário teria afirmado que os aliados mais próximos de Alckmin, como o secretário Edson Aparecido (Desenvolvimento Metropolitano), habitavam o "baixo clero" do PSDB.

Os alckmistas poderiam demonstrar "alguma habilidade política", mas não teriam "ideia do que é necessário para operar uma campanha em escala nacional".

Isso também valeria para o presidenciável. "Embora o mote do choque de gestão tenha apelo no meio empresarial, os eleitores do Nordeste, que Alckmin precisa conquistar para derrotar Lula, não têm ideia do que ele está falando", anotaram os diplomatas após o encontro.

O telegrama afirma que o tucano foi claro ao dizer que Serra não se empenharia na campanha do aliado e que Aécio Neves e Fernando Henrique Cardoso participariam "sem nenhum entusiasmo".

"Matarazzo explicou que o PSDB não está fortemente unido em torno de Alckmin, apesar das manifestações públicas em contrário", diz o texto. "Aos 64 anos, Serra sabe que, se Alckmin vencer, suas chances de chegar à Presidência acabam."

CAIPIRA

Em outro telegrama de 2006, os diplomatas relatam ter ouvido do então governador Cláudio Lembo (DEM) que FHC considerava Alckmin um "caipira".

De acordo com os documentos vazados, Matarazzo recebeu em seu gabinete o cônsul-geral dos EUA em São Paulo, Christopher McMullen, e um assessor político.

O secretário disse ontem que o relato dos diplomatas "não tem o menor fundamento" e que seu teor "certamente é uma besteira". "Nunca falei isso de Opus Dei. É um delírio", afirmou.

LEIA O TELEGRAMA EM INGLÊS:

UNCLAS SECTION 01 OF 04 SAO PAULO 000676 SIPDIS SENSITIVE SIPDIS STATE PASS USTR FOR MSULLIVAN STATE PASS EXIMBANK STATE PASS OPIC FOR MORONESE, RIVERA, MERVENNE NSC FOR FEARS USDOC FOR 4332/ITA/MAC/WH/OLAC/JANDERSEN/ADRISCOLL/MWAR D USDOC FOR 3134/USFCS/OIO/WH/SHUPKA TREASURY FOR OASIA, DAS LEE AND DDOUGLASS DOL FOR ILAB MMITTELHAUSER SOUTHCOM ALSO FOR POLAD USAID/W FOR LAC/AA E.O. 12958: N/A TAGS: PGOV, PINR, ECON, BR SUBJECT: PSDB INSIDER OFFERS "REALISTIC" ASSESSMENT OF ALCKMIN'S CHANCES AGAINST LULA REF: (A) SAO PAULO 647; (B) SAO PAULO 643; (C) SAO PAULO 623; (D) SAO PAULO 355; (E) SAO PAULO 316; (F) SAO PAULO 278; (G) SAO PAULO 206; (H)SAO PAULO 73; (I) 05 SAO PAULO 1256

------- SUMMARY -------

1. (SBU) Though not sanguine about the odds, PSDB heavyweight Andrea Matarazzo thinks Geraldo Alckmin still has a chance to defeat President Lula in the election this October, provided that all the pieces fall into place. But the Assistant Mayor of Sao Paulo's downtown district thinks his party blundered badly by choosing Alckmin as its candidate over former Mayor Jose Serra. Alckmin and the people around him, in Matarazzo's admittedly biased view (as a "serrista"), simply have no conception of how to run a national campaign. Though Alckmin's call for a "management shock" may appeal to the business community, the voters in the northeast whom he must win over in order to defeat Lula have no idea what he's talking about. More than likely, according to Matarazzo, Lula will win a second term but will have very little support in Congress. As a result, Brazil will remain "fragile." The opposition PSDB will not support Lula but will try to provide some sort of "balance" to keep the country from foundering completely. Why Alckmin, who fought with such intelligence, tenacity, and determination for the nomination, has so far run such a lackluster campaign remains a mystery. END SUMMARY.

2. (SBU) Consul General (CG) and Poloff paid a call June 14 on Andrea Matarazzo, a leader of the opposition Brazilian Social Democracy Party (PSDB), to discuss the current political situation and the upcoming elections. Scion of one of Brazil's wealthiest families, Matarazzo served in Fernando Henrique Cardoso's (FHC) administration as Minister of Social Communications and later as Ambassador to Italy. Now he wears two hats in the city government, as Assistant Mayor of Sao Paulo's downtown district and Municipal Secretary in charge of coordination among the 31 assistant SIPDIS mayoralties ("subprefeituras"). In his suite on the 35th floor of a downtown office building with commanding views on all sides of Sao Paulo's endless concrete jungle, Matarazzo was very much in his element; our meeting was interrupted while he held a lengthy telephone conversation with a leader of the gay community negotiating issues pertaining to the Gay-Lesbian-Bisexual-Transgender Pride parade to take place June 17 on Paulista Avenue in the heart of the business district.

------------------------ A "REALISTIC" ASSESSMENT ------------------------

3. (SBU) CG led off by indicating we had recently met with Joao Carlos de Souza Meirelles (ref A), coordinator of former Governor Geraldo Alckmin's presidential campaign. Matarazzo laughed and said that instead of the party line purveyed by Meirelles, he would provide a "realistic" view of the campaign. The PSDB, he explained, had simply decided wrongly back in March (ref F) when it chose Alckmin. Jose Serra was a national politician who had served as a Senator, as a Federal Deputy, and twice as a Minister. He knew how the Congress worked, had his own base of support there, and had even introduced two Constitutional amendments. Serra had a well-defined government program and knew how to negotiate alliances and coalitions at the state level.

4. (SBU) Alckmin, on the other hand, had been City Councilman and later Mayor of the small rural town of Pindamonhangaba, had served a SAO PAULO 00000676 002 OF 004 term as Federal Deputy, and in 1994 was chosen to run for Sao Paulo Lieutenant Governor on the ticket with Mario Covas, "against Covas's wishes," Matarazzo asserted. (NOTE: Inadvertently or otherwise, Matarazzo slights Alckmin's resume; he in fact served one four-year term in the Sao Paulo state Legislative Assembly and two terms in the Chamber of Deputies; in both raceas for Federal Deputy he was among his party's leading vote-getters. END NOTE.) Furthermore, all the major accomplishments of the twelve years of PSDB rule in the state - Covas died in 2001 and was succeeded by Alckmin, who was re-elected in his own right in 2002 - were to the credit of Covas and not to Alckmin, according to Matarazzo. By the time Alckmin became Governor, Covas had already put the state's finances on a sound footing. Alckmin had pushed the "Rodoanel," the ring of highways around the metropolitan area, but had not completed it. His performance in the areas of health and education had not been overly impressive. As a Catholic conservative ("of course" Alckmin is a member of Opus Dei, despite his denials, Matarazzo opined, though he is not a leader of the group), Alckmin had charted a rightist direction in his governance, which helps explain why he enjoys the support of so large a segment of the business community. Many of the people around him, whom Matarazzo characterizes as the "baixo clero" or lower caste of the PSDB, may have some political ability - some, like Edson Aparecido (see ref E), are powers in the state Legislative Assembly - but have no idea what it takes to operate a campaign on the national level.

5. (SBU) Alckmin and his advisers, Matarazzo continued, see the world from a Sao Paulo perspective, but the candidate needs to compete for votes in the impoverished, rural northeast, where people don't understand concepts like "management shock." Though Brazil's economy may be stagnating, the lower classes of the northeast have done fairly well in recent years due to the growth in social spending, the large increase in the minimum wage, and the increased access to consumer credit (ref B). He cited figures showing dramatic growth in the purchase of household appliances in the northeast as one example of what Alckmin was up against. More to the point, Alckmin's communications strategy has simply not worked so far.

-------------- PARTY DISUNITY --------------

6. (SBU) Alckmin still might beat Lula, Matarazzo said; anything can happen. There might be an economic downturn or some other event in August or September to alter the dynamic. He discounted speculation that the PSDB might be holding back some scandalous secret about Lula to spring late in the campaign. The Brazilian SIPDIS people, he opined, know Lula well by now, and a solid segment of them would vote for him no matter what might be revealed. Major media groups like "Globo" support Lula. Moreover, Matarazzo explained candidly, the PSDB is not strongly united behind Alckmin, despite public protestations to the contrary. Serra knows that if Alckmin wins, his own chances at age 64 of ever again aspiring to the Presidency are finished; Minas Gerais Governor Aecio Neves, who doesn't want to wait too long, may have to search for another party as a vehicle for his aspirations if Alckmin wins; and, though certainly FHC supports Alckmin, he does so "without any enthusiasm." Backed up by polls coming out every week showing Lula's lead at 20-25 percentage points and growing, predictions by major figures in his own party that Alckmin is going to lose are in danger of fast becoming self-fulfilling prophecies.

7. (SBU) Even if Lula wins, Matarazzo said, his Workers' Party (PT) is going to take a hit because of the political corruption scandals. As a result, Lula will lack a strong base in Congress and have a difficult time governing. In this situation, the PSDB will not SAO PAULO 00000676 003 OF 004 support Lula - that would be too much to expect - but they may try to provide some sort of "balance" to help keep his government afloat for the good of the country.

8. (SBU) Matarazzo, who had planned to leave the city government to play a key role in Jose Serra's presidential campaign, has no plans to join his gubernatorial campaign. In fact, he stayed on to ensure continuity in the municipal government under Serra's successor, Gilberto Kassab. He told us he spends half of every day in the "no man's land" he occupies as Assistant Mayor of the blighted, dangerous downtown district and the other half in the skyscraper where he received us. He still dreams of what might have been, reminding us that Serra has a national vision and, unlike Alckmin, is not a prisoner of macroeconomic orthodoxy.

9. (SBU) Ever since his March 31 resignation and announcement of his candidacy for Governor (ref D), Serra has been an invisible man. First he took some time off to have a hernia operation. Since then, with polls showing him likely to win in the first round no matter who his opponents are, he has kept a low profile to avoid rocking the boat. Matarazzo expects Serra, who is already popular in the city, to start running radio ads in the interior of the state in July. He doesn't expect much trouble from the PT candidate, Senator Aloisio Mercadante, or from possible PMDB candidate Orestes Quercia (ref C); with the help of Serra's strong coattails, the PSDB should elect a strong slate of Federal Deputies from Sao Paulo, he believes. This will give Serra, as Governor of Brazil's largest state, considerable freedom of movement no matter who is elected President.

------- COMMENT -------

10. (SBU) Matarazzo essentially told us what has been widely rumored and whispered but what few wanted to say out loud: that a sizable portion of the PSDB has no enthusiasm for Alckmin's candidacy, expects him to lose, and is disinclined to lift a finger to help him (PSDB Senate leader Arthur Virgilio Neto gave a prominent interview to national newsweekly Istoe headlined, "The Candidate Should Have Been Jose Serra"). There is a cultural divide within the party between the intellectual, internationalist types represented by FHC and Matarazzo, and the more provincial elements exemplified by Alckmin and the "baixo clero" around him. Matarazzo makes a decent argument as to why Serra might have been a better choice as the PSDB's presidential candidate; what he fails to mention is that Serra was the front-runner for the nomination, but, when challenged by Alckmin (refs G-H), declined to fight for the nomination and opted instead, for reasons of his own, to run for the governorship that Alckmin vacated. Had the party had in place a democratic mechanism for addressing such disputes -- Alckmin called for a primary, but Serra and his supporters said no -- he might have taken Alckmin on and prevailed, and he might now be head-to-head with Lula.

11. (SBU) But Matarazzo's analysis of the campaign leaves another key question unanswered. During the blitz he unleashed this past January in seeking the nomination, Alckmin showed himself to be not only highly intelligent and focused but also fiercely determined and tenacious. Why his performance in the campaign has been so uniformly, almost obsessively, lackluster is an abiding mystery. On June 11, he formally accepted the PSDB nomination at the party's national convention in Belo Horizonte. He did so with a sixty-five minute speech characterized by one media report as "long and tiring," and in the process reportedly managed to drive half his audience away. "It had to be a dense speech, that's all there is to it," said national campaign manager Sergio Guerra. "Otherwise SAO PAULO 00000676 004 OF 004 they'd say he had no content." Maybe so, but "no content" might have been an improvement; just ask Lula. END COMMENT. 12. (U) This cable was cleared/coordinated with Embassy Brasilia. MCMULLEN







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