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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

#LULA #DILMA Governo lança sistema de alerta que já deveria estar pronto

Em 2005, País assumiu com a ONU compromisso de criar um plano semelhante, mas praticamente nada fez

18 de janeiro de 2011 | 0h 00

Marta Salomon, Lisandra Paraguassu, Tânia Monteiro e Jamil Chade - O Estado de S.Paulo

Quinhentas áreas sob risco de deslizamento e 300 ameaçadas por inundações serão o primeiro alvo do Sistema Nacional de Alerta e Prevenção de Desastres Naturais do País, lançado ontem em Brasília. Anunciado como uma nova política para evitar catástrofes a exemplo das que mataram 665 pessoas no Rio, o sistema é, na verdade, uma obrigação internacional já assinada pelo governo Lula há seis anos.

Felipe Dana/AP
Felipe Dana/AP
Perigo. Moradores de encosta em Nova Friburgo observam casas que correm risco de cair e os restos das que ruíram

Em 2005, após o tsunami na Ásia, o Brasil e outros 167 países assinaram um acordo em que se previa que, até 2015, todos os governos teriam sistemas de alerta para reduzir riscos de desastres naturais. Passados seis anos, o Brasil praticamente nada fez.

Em um documento revelado com exclusividade pelo Estado ontem e anteontem, o próprio governo admitiu à ONU que não tem sistema de alerta, nem destinou recursos para transformar em realidade o acordo do qual é signatário. Para completar, o governo diz que o sistema de Defesa Civil do País está "despreparado". 2015 é o prazo máximo dado pela ONU para que os sistemas de prevenção e alerta sejam adotados. Se isso não ocorrer, a imagem diplomática do País fica manchada.

Ontem, ao saber que até o fim do governo Dilma Rousseff o Brasil pretende reduzir em 80% o número de vítimas de tragédias nas áreas cobertas pelo novo sistema e fazer cair pela metade o total de vítimas de desastres naturais, a consultora externa da ONU e diretora do Centro para a Pesquisa da Epidemiologia de Desastres, Debarati Guha-Sapir, disse que o prazo de quatro anos é "assustador, surpreendente e triste". "Não entendo a razão de um país levar quatro anos para ter um sistema de alerta em funcionamento", atacou. "O que a população deve questionar é por que não existia esse sistema antes ou pelo menos quem é que barrou o dinheiro que iria para esses projetos que existem em todo o mundo."

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Para Guha-Sapir, o Brasil não pode esperar até 2015 para tomar medidas. "Se medidas concretas não forem tomadas hoje, mais gente poderá morrer. Essa tragédia está se transformando em uma grande vergonha e constrangimento para o governo brasileiro."

Ontem, na reunião, o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, falava da expectativa de já se começar a reduzir efeitos de desastres no próximo verão, mas o grosso do plano deverá estar pronto em quatro anos. Ao sair do encontro com Dilma, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, resumiu: "A Defesa Civil tem muito o que reestruturar. O sistema tem se revelado frágil, é uma realidade. Ninguém vai tapar o sol com a peneira. Temos de encarar a realidade e reagir".

Ações. O plano da ONU prevê medidas concretas de prevenção, educação da população, campanhas de conscientização, proibição de obras públicas em locais de risco, padronização de alertas e dezenas de outras ações.

Segundo a especialista da ONU, a transformação da situação no Brasil vai depender do tamanho da tragédia. "É lamentável dizer, mas parece ser a realidade no Brasil. Nas primeiras horas do desastre, o governo achou que não precisaria se preocupar porque os afetados eram apenas favelas e gente pobre. Pouco a pouco, descobre que é toda uma região em apuros. O fato de que ainda há corpos sendo encontrados é um sinal muito ruim."


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26/10/2008 free counters

#INSS Direito a atrasados do INSS a aposentados desde 1988

Dúvida maior é sobre prazo para revisão. Falta apenas publicação da sentença pelo STF

POR LUCIENE BRAGA , ODIA

Rio - O Ministério da Previdência só aguarda a publicação do acórdão do Supremo Tribunal Federal (STF) — que reconhece o direito à correção de até 39,35% de 154 mil aposentadorias que sofreram prejuízo com as emendas 20/1998 e 41/2003 — para anunciar os termos do acordo que vai pagar atrasados e atualizar o valor dos benefícios. As emendas mudaram o teto do INSS, mas muita gente que havia se aposentado entre 1988 e 2003 não teve a revisão. Não será preciso entrar na Justiça para receber, porque o INSS vai chamar os segurados para avaliar a possibilidade de acordo administrativo.

Só após a publicação, os segurados conhecerão as regras e quem será beneficiado com correção e atrasados por cinco anos. Uma das dúvidas é o prazo de abrangência: segundo especialistas, ganham os que se aposentaram entre 1988 e 2003, mas a Advocacia Geral da União defende que o direito é a partir de 1991.

O advogado especialista em Previdência Pedro Dornelles, do Conselho Jurídico da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap), explicou que, embora as emendas sejam dos anos de 1998 e 2003, o período de abrangência da decisão é maior porque os segurados não só tiveram benefícios limitados ao teto no ato da concessão, como também contribuições limitadas ao valor alterado pelas duas emendas. Como os salários servem de referência para descontos ao INSS, o histórico também foi considerado importante para o cálculo da renda mensal inicial do beneficiário.

A ação que deu origem à decisão do STF foi de um segurado que contribuiu sobre salário de R$ 1.500, mas foi aposentado com teto menor, de até R$ 1.081.51. Mas um outro limite de benefício foi instituído, de R$ 1.200. O trabalhador teria o direito de chegar aos R$ 1.200, mas não chegou. Em 2003, valeu para muitos o teto de R$ 1.869,34, quando a Emenda 41 reajustou o limite para R$ 2.400.

Para saber se seus benefícios poderão ser reajustados, os segurados devem observar se a Carta de Concessão traz a inscrição “limitado ao teto”. Quem não tiver o documento deve pedir a emissão de uma segunda via nas agências do INSS, alertam os advogados.

Defesa da correção da tabela do IR

Centrais sindicais Força Sindical, CUT, UGT, Nova Central, CGTB e CTB vão fazer hoje manifestações em todo o País para reivindicar correção da tabela do Imposto de Renda e reajuste do salário mínimo para R$ 580. Em São Paulo, a concentração será às 10h30, em frente ao Masp, e seguirá em passeata até o Tribunal Regional Federal, na Avenida Paulista.

“Pretendemos ingressar com ações na Justiça Federal para corrigir esta injustiça com os trabalhadores. Milhares passarão a pagar imposto de renda após os reajustes salariais dados no ano passado”, justificou o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho.

O Dieese sustenta que o aumento acumulado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) foi de 6,47%. A correção de R$ 510 para R$ 545 só cobriria a inflação sem ganho real.

Reajuste de 11% no INSS

O secretário geral da CUT, Quintino Severo, afirma que o ato conjunto é uma estratégia das entidades para brigar pela manutenção da política de valorização do salário mínimo e do aumento real para aposentados e pensionistas do INSS. As centrais sindicais vão exigir que os benefícios acima do salário mínimo tenham correção de 80% do que for concedido ao piso.

Assim, se conseguirem aprovar os 13,75% para o salário mínimo, os aposentados e pensionistas ficarão com 11% — bem acima dos 6,41% já garantidos pela portaria publicada no início do ano.

O teto do INSS, que passou a R$ 3.689,66 com o percentual menor, poderá atingir R$ 3.848,81. “Não vamos deixar de lutar contra qualquer retrocesso na política de valorização permanente que conquistamos após muitas marchas e muita pressão”, defende Quintino Severo.


Reajuste será de 61,8%; presidente da Casa, Police Neto diz que ''não pode mudar regra''

18 de janeiro de 2011 | 0h 00

Diego Zanchetta - O Estado de S.Paulo

Com base em um decreto legislativo de agosto de 1992, os 55 vereadores de São Paulo vão receber, a partir de março, o aumento de 61,8% aprovado no fim de 2010 para deputados estaduais e federais. Cada parlamentar que hoje ganha R$ 9.288 por mês passará a receber R$ 15.013.

Pela regra prevista no artigo 29 da Constituição, o aumento concedido aos deputados será replicado nas câmaras municipais a partir da próxima legislatura, com início em 2013. A lei é conhecida como Regra da Anterioridade. Mas, na capital paulista, os reajustes no Congresso Federal e na Assembleia Legislativa são repassados automaticamente, conforme a brecha criada há 19 anos pelo ex-presidente da Casa Paulo Kobayashi.

O atual presidente da Câmara, José Police Neto (PSDB) descartou mudar a resolução de 1992 para impedir o aumento. "Não posso mudar uma regra no meio da legislatura. Posso discutir essa mudança a partir de agora, para votar na futura composição da Casa. O que eu não posso é desrespeitar a lei em vigor", argumentou Police Neto ao Estado. O presidente da Câmara considera o aumento correto e disse aceitar fazer o "debater" com a sociedade sobre a medida.

"Todos os procuradores da Casa consultados informaram que o aumento é legal. Um vereador deve ter remuneração de acordo com suas funções e tarefas. Hoje o salário liquido de um parlamentar é de R$ 7 mil. Eu quero fazer esse debate do reajuste com clareza e transparência, como é a proposta da nossa gestão", afirma o presidente da Câmara.

Pressão. O novo presidente assumiu o cargo no dia 1.º de janeiro, após quatro mandatos consecutivos do vereador Antonio Carlos Rodrigues (PR) no comando do Legislativo paulistano. Para conseguir o apoio de vereadores do chamado "baixo clero", a reportagem apurou que Police Neto já havia dito que respeitaria a regra de 1992 para replicar o aumento dos deputados.

O tucano disse que o primeiro salário reajustado será recebido em março, após o primeiro mês da volta do recesso. Questionado pelo Estado, o presidente admitiu que "existe uma expectativa na Casa" sobre o aumento, defendido de forma quase unânime entre os parlamentares.

O adversário de Police Neto na disputa pela presidência, por exemplo, o vereador Milton Leite (DEM) considera adequado o vencimento de R$ 15 mil por parlamentar. "É compatível com o que ganham os demais vereadores do Estado e com o que ele representa para a cidade."

O líder do PT, vereador José Américo, também defendeu o respeito à resolução. Américo avalia que R$ 15 mil é um "salário absolutamente compatível com as funções" dos vereadores. "Qualquer executivo ganha mais do que isso. O que é discutível é um aumento tão grande de uma só vez. A recuperação financeira deveria ser mais equilibrada", disse o petista. / COLABOROU RODRIGO BURGARELLI


REAÇÕES

Cláudio Abramo
Editor executivo da ONG Transparência Brasil

"O problema é que cada vereador custa muito mais do que seu salário, pois existe a verba de gabinete e para os assessores. Na Câmara, dos 1,9 mil funcionários, 1,1 mil são comissionados. São mais de 50% de servidores indicados, que são cabos eleitorais. E o Legislativo não cumpre seu papel de legislar e de fiscalizar o Executivo"

Maurício Broinizi
Coordenador do Movimento Nossa São Paulo

"Eu acredito que as pessoas que têm esse nível de responsabilidade precisam ser bem remuneradas. Só acho também que o mesmo porcentual de reajuste deveria ser concedido aos professores da rede municipal de ensino"

Sonia Barboza
Coordenadora da ONG Voto Consciente
"O aumento chega em um ano em que o orçamento da Câmara ficou acima dos R$ 400 milhões. Infelizmente o Police Neto dependia da regra anterior. Em um momento de tragédia de chuvas, esse aumento é no mínimo imoral. E a população precisa se revoltar"


PARA ONDE VAI

Cofres públicos
R$ 76,6 milhões será o custo anual com salários e gasto de pessoal dos 55 vereadores da
cidade de São Paulo

Salário
R$ 15.030 por mês

Verba de gabinete
R$ 14,8 mil por mês

Contratação de até 19 assessores
R$ 84,4 mil mensais

Custo mensal
R$ 114 mil

Custo anual
R$ 1,4 milhão


Prazo para entrar com ações está acabando

INFOMONEY 18/01/2011 00h01

Falta pouco tempo para encerrar o prazo para os poupadores entrarem na Justiça, requerendo as perdas que tiveram com a caderneta em 1991, devido à implantação do Plano Collor II.

Aqueles que tinham conta-poupança entre janeiro e fevereiro de 1991 podem tentar reaver as perdas geradas pelo plano econômico. O prazo termina no fim deste mês. Para tanto, em primeiro lugar, é preciso ter os extratos da conta-poupança de janeiro, fevereiro e março daquele ano.

Os documentos são importantes no processo. Contudo, segundo o advogado do escritório S.F. Araujo de Castro Rangel Advogados, Sebastião Rangel, mesmo quem ainda não tem os extratos pode entrar na Justiça. “Dá para entrar com a ação sem os extratos. Mas eles serão pedidos”, afirmou o especialista, que ainda alerta: “não deixe para a última hora”.

Como entrar com a ação?
Rangel explica que, para valores de indenizações de até 40 salários mínimos contra bancos privados e estaduais, os poupadores devem entrar com ações nos Juizados Especiais Estaduais.

Para indenizações de até 60 salários mínimos, o requerimento deve ser feito no Juizado Especial Federal. Quem tiver ações para impetrar contra a Caixa Econômica Federal deve também ir ao Juizado Federal.

Os poupadores cujas ações tenham valor acima de 60 salários mínimos devem procurar a Defensoria Pública da União. De acordo com Rangel, nos casos de ações a serem impetradas na Justiça Estadual, os poupadores podem abdicar do advogado, o que não é possível fazer nos casos da Justiça Federal.

Para o processo, quem não tiver os extratos deve fazer um requerimento ao banco no qual tinha a conta-poupança pedindo à instituição que conceda os documentos do período em até sete dias úteis. “O banco, muitas vezes, cria dificuldades para entregar os documentos, mas ele tem de entregar”, afirma Rangel.

Por isso, reforça o advogado, os poupadores não devem deixar para a última hora. “Muitos deixaram de entrar com a ação e perderam a oportunidade de reaver o dinheiro”, disse. Além dos extratos, os poupadores precisarão do CPF e RG.

Na espera
Após entrar com a ação, os poupadores têm de esperar o resultado, mas não por muito tempo, na avaliação de Rangel. “Em média, o tempo para o julgamento desse tipo de processo é de um ano. Mas vai depender do caso”, ressalta.

De acordo com o advogado, dificilmente, no fim, o resultado é negativo para o poupador. “A Justiça já tem um entendimento a favor dos poupadores”, afirma.

O que está em jogo?
Quem deve entrar com ações na Justiça contra o Plano Collor são os poupadores que não tiveram os saldos de suas cadernetas corrigidos em 21,87% em janeiro de 1991. Com a implantação do Plano, esses poupadores ganharam apenas 7%. A ação é para reaver a diferença na correção, de 14,87%.

Além dessa diferença, o poupador também receberá os juros da caderneta e os juros moratórios, de 0,5% ao mês e de 1% ao mês, respectivamente, segundo Rangel. Os valores são reconhecidos pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça).

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26/10/2008 free counters

Suplemento alimentar alivia sintomas da TPM

Pesquisa realizada pela Universidade Federal de Pernambuco com 120 mulheres aponta benefícios na ingestão diária de pílulas de ácidos graxos

18 de janeiro de 2011 | 0h 00

Fernanda Bassette - O Estado de S.Paulo

O fim da TPM pode estar mais próximo. Um estudo feito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) renova a esperança de quem convive com o problema. Segundo os pesquisadores, ingerir uma cápsula de ácidos graxos por dia é capaz de reduzir em mais da metade os sintomas da tensão pré-menstrual.

Os ácidos graxos são um tipo de gordura essencial para o organismo, mas não são produzidos pelo corpo humano. Estão presentes em quantidade reduzida em alimentos como peixes, óleos de linhaça, de fígado e de bacalhau. Por isso, alguns médicos os recomendam em forma de suplemento na dieta.

Participaram do estudo 120 mulheres entre 17 e 37 anos diagnosticadas com o problema. Elas foram acompanhadas durante oito meses: dois antes do início do tratamento e seis durante a ingestão das cápsulas.

Um grupo recebeu uma pílula com 1 grama de ácidos graxos, outro recebeu 2 gramas e o terceiro tomou placebo. Além disso, diariamente as voluntárias preenchiam uma escala de marcadores para descrever a intensidade dos sintomas.

Ao final do período, todos os grupos tiveram melhora, sem apresentar alteração nos níveis de colesterol: o primeiro grupo afirmou ter reduzido os sintomas em 64%, o segundo grupo em 74% e o terceiro, em 16%.

"Os primeiros sinais de melhora surgiram depois de três meses e não houve relato de efeitos colaterais", afirmou Edilberto Rocha Filho, autor do estudo e médico-assistente do Departamento de Ginecologia da UFPE.

Para o ginecologista Carlos Alberto Petta, professor-associado da Unicamp, o estudo é válido, mas o número de casos ainda é pequeno. Ele diz que, mesmo sem comprovação científica, é comum a prescrição de ácidos graxos no combate aos sintomas da TPM.

"Ainda se sabe muito pouco sobre os efeitos desses suplementos na TPM. Esse estudo vai contribuir para isso. Mas sabemos que nenhum tratamento alivia 100% dos sintomas", diz Petta.

Álvaro Petracco, chefe da Unidade de Reprodução Humana da PUC-RS, alerta que as cápsulas sozinhas não eliminam o problema porque os sintomas mudam de mulher para mulher.

"A TPM é multifatorial. Há quem precise de antidepressivo, há quem melhore apenas com anticoncepcional. Alternativas, como exercícios físicos, acupuntura e controle da alimentação também ajudam", afirma.


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26/10/2008 free counters

Plano Collor II : Prazo para entrar com ações está acabando


INFOMONEY 18/01/2011 00h01

Falta pouco tempo para encerrar o prazo para os poupadores entrarem na Justiça, requerendo as perdas que tiveram com a caderneta em 1991, devido à implantação do Plano Collor II.

Aqueles que tinham conta-poupança entre janeiro e fevereiro de 1991 podem tentar reaver as perdas geradas pelo plano econômico. O prazo termina no fim deste mês. Para tanto, em primeiro lugar, é preciso ter os extratos da conta-poupança de janeiro, fevereiro e março daquele ano.

Os documentos são importantes no processo. Contudo, segundo o advogado do escritório S.F. Araujo de Castro Rangel Advogados, Sebastião Rangel, mesmo quem ainda não tem os extratos pode entrar na Justiça. “Dá para entrar com a ação sem os extratos. Mas eles serão pedidos”, afirmou o especialista, que ainda alerta: “não deixe para a última hora”.

Como entrar com a ação?
Rangel explica que, para valores de indenizações de até 40 salários mínimos contra bancos privados e estaduais, os poupadores devem entrar com ações nos Juizados Especiais Estaduais.

Para indenizações de até 60 salários mínimos, o requerimento deve ser feito no Juizado Especial Federal. Quem tiver ações para impetrar contra a Caixa Econômica Federal deve também ir ao Juizado Federal.

Os poupadores cujas ações tenham valor acima de 60 salários mínimos devem procurar a Defensoria Pública da União. De acordo com Rangel, nos casos de ações a serem impetradas na Justiça Estadual, os poupadores podem abdicar do advogado, o que não é possível fazer nos casos da Justiça Federal.

Para o processo, quem não tiver os extratos deve fazer um requerimento ao banco no qual tinha a conta-poupança pedindo à instituição que conceda os documentos do período em até sete dias úteis. “O banco, muitas vezes, cria dificuldades para entregar os documentos, mas ele tem de entregar”, afirma Rangel.

Por isso, reforça o advogado, os poupadores não devem deixar para a última hora. “Muitos deixaram de entrar com a ação e perderam a oportunidade de reaver o dinheiro”, disse. Além dos extratos, os poupadores precisarão do CPF e RG.

Na espera
Após entrar com a ação, os poupadores têm de esperar o resultado, mas não por muito tempo, na avaliação de Rangel. “Em média, o tempo para o julgamento desse tipo de processo é de um ano. Mas vai depender do caso”, ressalta.

De acordo com o advogado, dificilmente, no fim, o resultado é negativo para o poupador. “A Justiça já tem um entendimento a favor dos poupadores”, afirma.

O que está em jogo?
Quem deve entrar com ações na Justiça contra o Plano Collor são os poupadores que não tiveram os saldos de suas cadernetas corrigidos em 21,87% em janeiro de 1991. Com a implantação do Plano, esses poupadores ganharam apenas 7%. A ação é para reaver a diferença na correção, de 14,87%.

Além dessa diferença, o poupador também receberá os juros da caderneta e os juros moratórios, de 0,5% ao mês e de 1% ao mês, respectivamente, segundo Rangel. Os valores são reconhecidos pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Ações pedindo correção do plano Collor II serão aceitas até dia 31

Extra


Quem tinha dinheiro na caderneta de poupança em 1991 tem somente até o dia 31 deste mês para entrar com uma ação na Justiça pedindo a diferença de correção do plano Collor II. Para isso, os poupadores devem reunir comprovantes de que tinham a caderneta na época, como extratos, e seus documentos pessoais (identidade e CPF).

Em janeiro de 1991, as cadernetas deveriam ter sido corrigidas em 21,87%. No entanto, com o lançamento do plano Collor II, a atualização dos valores depositados foi de apenas 7%.


Prazo para entrar com ação pedindo correção do Collor II termina dia 31

É importante anexar documentos pessoais e extratos da conta da época.
Cadernetas deveriam ter sido corrigidos pelo IPC, diz advogado.

Fabíola Glenia Do G1, em São Paulo

Termina no dia 31 de janeiro o prazo para os investidores que tinham dinheiro em caderneta de poupança em 1991 ingressarem com ação na Justiça para tentar reaver as diferenças de correção monetária referentes ao Plano Collor II.

Para isso, é preciso reunir o maior número possível de documentos comprobatórios. Embora os extratos sejam parte fundamental do processo - além dos documentos pessoais do titular da poupança, como RG e CPF – o mais importante, segundo o advogado Sebastião Fernando Araújo de Castro Rangel, é não perder o prazo. “O imprescindível é entrar com a ação.”

Para conseguir os extratos, o poupador deve procurar a instituição bancária na qual tinha o dinheiro aplicado na época e solicitar o documento. Segundo Rangel, conseguir os extratos “é simples quando o banco está disposto”. “Mas os bancos, em geral, dificultam”, diz.

Se isso ocorrer, a orientação de Alexandre Berthe, advogado especializado em Direito do Consumidor e Direitos Bancários, é para que o cliente protocole uma reclamação no Banco Central. “Existe uma ação autônoma, que o banco apresenta o extrato em juízo. Quem entrar com ação cautelar – vamos imaginar que o banco apresente o extrato daqui a dois anos – a pessoa vai ter prazo de 30 dias para entrar com ação”, explica.

“O que existe, bastante, é cliente que sabe em que banco tinha conta, mas não sabe em qual agência ou qual número”, diz Berthe. Segundo ele, em alguns casos, os bancos localizam os dados da poupança do interessado por meio do número do CPF. Outra alternativa é resgatar uma declaração de imposto de renda da época.

Antonio Carlos de Toledo Negrão, diretor Jurídico da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), diz que a entidade tem percebido poucas ações novas, relativas ao Plano Collor II. “Muita gente que entrou para os outros planos, já entrou para o Collor II”, fala.

Sobre eventuais dificuldades para conseguir cópias dos extratos, Negrão destaca que, na época do Collor II, muitos documentos já eram digitalizados.

Correção
O advogado Rangel explica que, em janeiro de 1991, os saldos das cadernetas de poupança deveriam ter sido corrigidos pelo IPC, que, ficou em 21,87%. Com a implantação do Plano Collor II, os poupadores só ganharam 7%. Desta forma, havia uma diferença a ser paga de 14,87%, além dos juros das cadernetas de poupança de 0,5% ao mês, e dos juros moratórios de 1% ao mês.

Berthe diz que uma dificuldade em relação ao Plano Collor II é a de fazer os cálculos para saber quanto a pessoa vai receber – já que o valor depende da data de aniversário da caderneta de poupança. Ele cita o caso de um cliente que, em fevereiro de 1991, tivesse Cr$ 820 mil na poupança – isto, atualmente, ficaria em torno de R$ 5 mil.

“As pessoas chegam e perguntam: ‘quanto vou ganhar?’. A pessoa vai ver um extrato de Cr$ 1 milhão – mas isso hoje (...) é muito pouco. No Plano Collor 2 ninguém vai ficar rico. O valor que a pessoa tem para receber, salvo raras exceções, não é nenhuma cifra astronômica”, diz.
Por este motivo – e pela dificuldade de conseguir os extratos e de fazer os cálculos – muita gente tem desistido de entrar com ação.

Para ações de até 40 salários mínimos, o interessado pode ingressar com ação nos Juizados Especiais Cíveis (JEC).

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26/10/2008 free counters

#NOVELA : Vereadores de SP sobem salário para R$ 15 mil


Reajuste será de 61,8%; presidente da Casa, Police Neto diz que ''não pode mudar regra''

18 de janeiro de 2011 | 0h 00

Diego Zanchetta - O Estado de S.Paulo

Com base em um decreto legislativo de agosto de 1992, os 55 vereadores de São Paulo vão receber, a partir de março, o aumento de 61,8% aprovado no fim de 2010 para deputados estaduais e federais. Cada parlamentar que hoje ganha R$ 9.288 por mês passará a receber R$ 15.013.

Pela regra prevista no artigo 29 da Constituição, o aumento concedido aos deputados será replicado nas câmaras municipais a partir da próxima legislatura, com início em 2013. A lei é conhecida como Regra da Anterioridade. Mas, na capital paulista, os reajustes no Congresso Federal e na Assembleia Legislativa são repassados automaticamente, conforme a brecha criada há 19 anos pelo ex-presidente da Casa Paulo Kobayashi.

O atual presidente da Câmara, José Police Neto (PSDB) descartou mudar a resolução de 1992 para impedir o aumento. "Não posso mudar uma regra no meio da legislatura. Posso discutir essa mudança a partir de agora, para votar na futura composição da Casa. O que eu não posso é desrespeitar a lei em vigor", argumentou Police Neto ao Estado. O presidente da Câmara considera o aumento correto e disse aceitar fazer o "debater" com a sociedade sobre a medida.

"Todos os procuradores da Casa consultados informaram que o aumento é legal. Um vereador deve ter remuneração de acordo com suas funções e tarefas. Hoje o salário liquido de um parlamentar é de R$ 7 mil. Eu quero fazer esse debate do reajuste com clareza e transparência, como é a proposta da nossa gestão", afirma o presidente da Câmara.

Pressão. O novo presidente assumiu o cargo no dia 1.º de janeiro, após quatro mandatos consecutivos do vereador Antonio Carlos Rodrigues (PR) no comando do Legislativo paulistano. Para conseguir o apoio de vereadores do chamado "baixo clero", a reportagem apurou que Police Neto já havia dito que respeitaria a regra de 1992 para replicar o aumento dos deputados.

O tucano disse que o primeiro salário reajustado será recebido em março, após o primeiro mês da volta do recesso. Questionado pelo Estado, o presidente admitiu que "existe uma expectativa na Casa" sobre o aumento, defendido de forma quase unânime entre os parlamentares.

O adversário de Police Neto na disputa pela presidência, por exemplo, o vereador Milton Leite (DEM) considera adequado o vencimento de R$ 15 mil por parlamentar. "É compatível com o que ganham os demais vereadores do Estado e com o que ele representa para a cidade."

O líder do PT, vereador José Américo, também defendeu o respeito à resolução. Américo avalia que R$ 15 mil é um "salário absolutamente compatível com as funções" dos vereadores. "Qualquer executivo ganha mais do que isso. O que é discutível é um aumento tão grande de uma só vez. A recuperação financeira deveria ser mais equilibrada", disse o petista. / COLABOROU RODRIGO BURGARELLI


REAÇÕES

Cláudio Abramo
Editor executivo da ONG Transparência Brasil

"O problema é que cada vereador custa muito mais do que seu salário, pois existe a verba de gabinete e para os assessores. Na Câmara, dos 1,9 mil funcionários, 1,1 mil são comissionados. São mais de 50% de servidores indicados, que são cabos eleitorais. E o Legislativo não cumpre seu papel de legislar e de fiscalizar o Executivo"

Maurício Broinizi
Coordenador do Movimento Nossa São Paulo

"Eu acredito que as pessoas que têm esse nível de responsabilidade precisam ser bem remuneradas. Só acho também que o mesmo porcentual de reajuste deveria ser concedido aos professores da rede municipal de ensino"

Sonia Barboza
Coordenadora da ONG Voto Consciente
"O aumento chega em um ano em que o orçamento da Câmara ficou acima dos R$ 400 milhões. Infelizmente o Police Neto dependia da regra anterior. Em um momento de tragédia de chuvas, esse aumento é no mínimo imoral. E a população precisa se revoltar"


PARA ONDE VAI

Cofres públicos
R$ 76,6 milhões será o custo anual com salários e gasto de pessoal dos 55 vereadores da
cidade de São Paulo

Salário
R$ 15.030 por mês

Verba de gabinete
R$ 14,8 mil por mês

Contratação de até 19 assessores
R$ 84,4 mil mensais

Custo mensal
R$ 114 mil

Custo anual
R$ 1,4 milhão


Prazo para entrar com ações está acabando

INFOMONEY 18/01/2011 00h01

Falta pouco tempo para encerrar o prazo para os poupadores entrarem na Justiça, requerendo as perdas que tiveram com a caderneta em 1991, devido à implantação do Plano Collor II.

Aqueles que tinham conta-poupança entre janeiro e fevereiro de 1991 podem tentar reaver as perdas geradas pelo plano econômico. O prazo termina no fim deste mês. Para tanto, em primeiro lugar, é preciso ter os extratos da conta-poupança de janeiro, fevereiro e março daquele ano.

Os documentos são importantes no processo. Contudo, segundo o advogado do escritório S.F. Araujo de Castro Rangel Advogados, Sebastião Rangel, mesmo quem ainda não tem os extratos pode entrar na Justiça. “Dá para entrar com a ação sem os extratos. Mas eles serão pedidos”, afirmou o especialista, que ainda alerta: “não deixe para a última hora”.

Como entrar com a ação?
Rangel explica que, para valores de indenizações de até 40 salários mínimos contra bancos privados e estaduais, os poupadores devem entrar com ações nos Juizados Especiais Estaduais.

Para indenizações de até 60 salários mínimos, o requerimento deve ser feito no Juizado Especial Federal. Quem tiver ações para impetrar contra a Caixa Econômica Federal deve também ir ao Juizado Federal.

Os poupadores cujas ações tenham valor acima de 60 salários mínimos devem procurar a Defensoria Pública da União. De acordo com Rangel, nos casos de ações a serem impetradas na Justiça Estadual, os poupadores podem abdicar do advogado, o que não é possível fazer nos casos da Justiça Federal.

Para o processo, quem não tiver os extratos deve fazer um requerimento ao banco no qual tinha a conta-poupança pedindo à instituição que conceda os documentos do período em até sete dias úteis. “O banco, muitas vezes, cria dificuldades para entregar os documentos, mas ele tem de entregar”, afirma Rangel.

Por isso, reforça o advogado, os poupadores não devem deixar para a última hora. “Muitos deixaram de entrar com a ação e perderam a oportunidade de reaver o dinheiro”, disse. Além dos extratos, os poupadores precisarão do CPF e RG.

Na espera
Após entrar com a ação, os poupadores têm de esperar o resultado, mas não por muito tempo, na avaliação de Rangel. “Em média, o tempo para o julgamento desse tipo de processo é de um ano. Mas vai depender do caso”, ressalta.

De acordo com o advogado, dificilmente, no fim, o resultado é negativo para o poupador. “A Justiça já tem um entendimento a favor dos poupadores”, afirma.

O que está em jogo?
Quem deve entrar com ações na Justiça contra o Plano Collor são os poupadores que não tiveram os saldos de suas cadernetas corrigidos em 21,87% em janeiro de 1991. Com a implantação do Plano, esses poupadores ganharam apenas 7%. A ação é para reaver a diferença na correção, de 14,87%.

Além dessa diferença, o poupador também receberá os juros da caderneta e os juros moratórios, de 0,5% ao mês e de 1% ao mês, respectivamente, segundo Rangel. Os valores são reconhecidos pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça).

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26/10/2008 free counters

#RIO : Número de mortos chega a 672, Helicóptero resgata 18 moradores que estavam isolados em Petrópolis



Eles foram examinados no Hospital de Campanha, e passam bem.
Número de mortos chega a 672, segundo as prefeituras.

Rodrigo Vianna Do G1 RJ

Aos poucos, as equipes de resgate chegam às áreas que ficaram isoladas após as chuvas dos últimos dias na Região Serrana do Rio de Janeiro. Nesta segunda-feira (17), um helicóptero da Força Aérea Brasileira (FAB) resgatou 18 moradores – 14 adultos e 4 crianças - da comunidade de Santa Rita, no distrito da Posse, em Petrópolis. Segundo a prefeitura de Petrópolis, eles estavam numa localidade considerada de risco. Todos passam bem.

Helicóptero da Força Aérea Brasileira (FAB) resgatou 18 moradores que estavam isoladosHelicóptero da FAB resgatou 18 moradores que estavam isolados (Foto: Divulgação / Prefeitura de Petrópolis)


A comunidade de Santa Rita fica na divisa de Petrópolis com Teresópolis. De acordo com a Aeronáutica, os moradores deixaram as suas casas e foram encaminhados para o Hospital de Campanha que foi montado em Itaipava, onde receberam atendimento médico preventivo (vacinação, medicamentos, curativos). De lá, eles foram levados para Teresópolis.

Cansados de esperar, moradores da comunidade Fazenda Alpina, em Teresópolis, decidiram enterrar os seus parentes, vítimas das chuvas, em covas improvisadas. A região ficou praticamente isolada após as tempestades dos últimos dias. Para chegar lá, só é possível a pé, caminhando por mais de duas horas.

Com pás e enxadas, os parentes enterraram ali mesmo a família: “Enterrar meu irmão, meu cunhado e minha sobrinha aqui é a atitude mais correta que eu posso fazer por eles. Não é o que eles merecem”, disse emocionado o irmão de uma das vítimas.

Número de mortos chega a 672

A tragédia causada pelas chuvas na Região Serrana já causou 672 mortos desde terça-feira (11). Pelos últimos levantamentos dos municípios, são 318 mortos em Nova Friburgo, 274 em Teresópolis, 58 em Petrópolis, 20 em Sumidouro e 2 em São José do Vale do Rio Preto.

Em Teresópolis, a prefeitura procura 177 desaparecidos. Em Petrópolis, há 26 desaparecidos, segundo a prefeitura. Em Sumidouro, há outros cinco. Já em Nova Friburgo, a prefeitura informou que não há levantamento sobre desaparecidos. O número de desabrigados e desalojados na região passa de 15 mil.

Já a Secretaria estadual de Saúde e Defesa Civil informa que são 665 mortos no estado, sendo 312 em Nova Friburgo, 276 em Teresópolis, 58 em Petrópolis (incluindo corpos encontrados em São José do Vale do Rio Preto) e 19 em Sumidouro.

As duas mortes de São José do Vale do Rio Preto foram confirmadas pela prefeitura de Petrópolis, para onde foram transferidos os corpos e feita a identificação por familiares. A Prefeitura de São José do Vale do Rio Preto informou nesta segunda-feira que ainda não tem registros de mortes de moradores da cidade. De acordo com a assessoria do município, os 6 corpos encontrados na cidade são de moradores de outras cidades e chegaram até lá pela correnteza do Rio Preto.

Segundo a Polícia Civil, 661 corpos já foram resgatados e identificados pelos peritos do IML (Instituto Médico Legal), sendo 275 em Teresópolis, 306 em Nova Friburgo, 56 em Petrópolis, 19 em Sumidouro, 4 em São José do Vale do Rio Preto e 1 em Bom Jardim. Com o corpo encontrado em Bom Jardim, passariam a ser 6 cidades com registros de mortos na Região Serrana, segundo a polícia. O G1 não conseguiu entrar em contato com a prefeitura de Bom Jardim.

Reforço de 700 militares

A Região Serrana recebeu o reforço de 700 militares de SP, MG e RS. De acordo com o Comando Militar do Leste (CML), são militares especializados na construção de pontes móveis.

Nesta segunda-feira, soldados do Batalhão Escola de Engenharia, de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, instalaram uma ponte no município de Teresópolis. Além de Teresópolis, partes dos municípios de Bom Jardim e São José do Vale do Rio Preto também estão isoladas depois que diversas pontes foram destruídas pelo temporal.

Tendas como as usadas após tsunami abrigarão vítimas das chuvas. Elas serão doadas por uma ONG, que trabalha em parceria com o Rotary Internacional. Cada barraca tem capacidade para dez pessoas e possui equipamentos de sobrevivência, cozinha separada, fogareiro, panelas, talheres, pratos, cobertor, purificador e armazenador de água.



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26/10/2008 free counters

#Rio: ajuda esbarra na desorganização . Também em Teresópolis, membros da Cruz Vermelha acusaram a prefeitura da cidade de impedi-los de trabalhar


Publicado em 18/01/2011 - 0 comentários


www.destakjornal.com.br/




A desorganização dificulta ainda mais o socorro às vítimas das regiões atingidas pelas chuvas na Região Serrana do Rio.

Ontem, o Ministério Público disse temer excesso de doações a Teresópolis. Nova Friburgo, porém, segue com alimentos acima do preço, por escassez. Também em Teresópolis, membros da Cruz Vermelha acusaram a prefeitura da cidade de impedi-los de trabalhar.

A agente social da entidade, Eliana Moraes Leite, disse que guardas municipais proibiram a saída de equipes médicas do local onde a Cruz Vermelha está instalada.

A assessoria da prefeitura de Teresópolis afirmou que houve um mal-entendido e negou que a Cruz Vermelha esteja impedida de trabalhar.

Excesso de doações

O procurador da República em Teresópolis, Paulo Cezar Barata, diz que há necessidade de equilibrar as doações entre as cidades. "Há uma comoção nacional, em todo lugar vai haver doações e com certeza ultrapassará o necessário", disse a OEstado de S. Paulo.

Ao mesmo tempo, em São Geraldo, bairro de Nova Friburgo, um galão de água de 5 litros chegou a R$ 45 e uma caixa de leite, a R$ 10. Na mesma cidade, faltam máscaras faciais para moradores que temem epidemias.

Para coordenar ações, as prefeituras de Petrópolis, Nova Friburgo e Teresópolis anunciaram um gabinete integrado. No primeiro mês, ele será comandado pelo prefeito de Teresópolis, Jorge Mário.

Prefeitura de Teresópolis afirma que está trabalhando em parceria com a Cruz Vermelha

Plantão | Publicada em 17/01/2011 às 12h27m

Ediane Merola

RIO - A prefeitura de Teresópolis divulgou nota, no início da tarde desta segunda-feira, informando que está trabalhando em parceria com a Cruz Vermelha. Mais cedo, membros da entidade e voluntários que trabalham na cidade acusaram o município de suspender a assistência que vinha sendo prestada pelo grupo, que também não poderia mais atuar no atendimento médico dos desabrigados. Segundo o texto enviado pela prefeitura, o governo municipal e a organização humanitária estão empenhados em ajudar a quem está precisando neste momento de tantas dificuldades. "Este é o objetivo: trabalhar em conjunto em prol da população e das pessoas atingidas pelo forte temporal que assolou a Região Serrana", informa a nota.





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26/10/2008 free counters

#CRIME :Corpo decapitado de mulher é encontrado em lixeira



Da Redação, com Brasil Urgente

cidades@eband.com.br

O corpo de uma mulher foi encontrado dentro de uma lixeira na Rua José Moreira dos Santos, Cidade Ademar, na zona sul de São Paulo. De acordo com informações da Polícia Militar, a vítima estava sem cabeça.

Segundo informações iniciais, a mulher teria entre 25 e 30 anos e estava com as mãos e pernas amarradas. A cabeça foi encontrada em um saco plástico, que também estava na lixeira.

O corpo foi localizado em uma lixeira próxima a uma quadra de esportes e não estava em estado avançado de decomposição. A polícia investiga o caso.


Redator: Marielly Campos


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26/10/2008 free counters

#RIO DILMA E CABRAL DÃO SHOW DE INCOMPETÊNCIA NO RIO. OU: IMPRENSA QUE CHORA NÃO PENSA!

17/01/2011

às 15:07

NINGUÉM DIZ? ENTÃO EU DIGO:

Vamos a uma abordagem perigosa, delicada mesmo, do que se passa no Rio. Para má sorte — a adicional — das vítimas, a tragédia ocorreu nos primeiros dias do governo Dilma Rousseff, no exato momento em que boa parte da imprensa estava construindo uma nova mitologia — está ainda — como chamei aqui: a da Dilma competente e silenciosa, em suposta oposição a seu antecessor, o Lula falastrão e buliçoso. A presidente seria aquela que se esgueira nas sombras, no boníssimo sentido, para fazer o necessário. Enquanto o Babalorixá buscava os holofotes, ela, “mais técnica”, quer saber é de eficiência. Sei…

O céu desabou sobre a região serrana no Rio no meio desse culto à Dilma toda-pura, àquela Sem Pecados.

Some-se a essa patifaria intelectual uma outra: Sérgio Cabral, governador do Rio, é o novo inimputável da política brasileira. Em muitos sentidos, quem ocupa o vácuo deixado por Lula é ele, não Dilma. Parte da imprensa gosta dele. Dias antes da tragédia, ele ocupava o noticiário nos convidando a deixar de ser “hipócritas”: 1) “Quem nunca teve uma namoradinha que foi obrigada a abortar?”, ele indagava, tentando socializar os pecados; 2) não legalizar o jogo é coisa de moralistas trouxas; 3) drogas? Ora, é preciso discutir a legalização. Alguma crítica? Ao contrário! Cabral passava por corajoso. E foi como um destemido que ele se mandou do Rio em viagem de férias justamente no período em que os morros do estado que ele dirige costumam se liquefazer. Até ele sabe que algo não foi bem, tanto que chegou em falar na necessidade “autocrítica”, mas não agora evidentemente.

Os desgraçados das chuvas estão no inferno há uma semana. O que se vê é um impressionante show de incompetência dos governos Dilma e Cabral. A imprensa, com raras exceções, se limita a adornar com dramas pessoais a impressionante falta de coordenação no socorro aos desabrigados.

A esta altura, uma espécie de gabinete de crise já deveria ter sido criado. Onde é o centro de operações de socorro? Quem coordenada? Quem é o chefe? Quem comanda? Ninguém sabe. O que se tem lá é verdadeiramente um cenário de guerra. Recorro a uma hipótese, que extrema a situação, só para que pensemos um pouco. Ainda bem que o Brasil, por enquanto ao menos, não tem inimigos agressivos — a não ser a desídia. Fico a imaginar se o país chegasse a ser atacado alguma vez por um país estrangeiro. Morreríamos como gado.

Os partidos de oposição — eles existem? — também estão calados. Temem ser acusados de explorar a tragédia. Fico cá a imaginar um desastre nessas proporções se ocorrido no governo tucano. São Paulo, que não padece 5% das agruras do Rio, virou alvo do Partido da Imprensa Petista. As boçalidades escritas sobre Franco da Rocha servem de prova.

Parece que a região serrana do Rio fica nos cafundós dos Judas, na região mais inacessível do planeta. Os relatos são dramáticos. A ajuda não está chegando aos desabrigados. Falta gente, falta organização, falta, ATENÇÃO!, uma ORGANIZAÇÃO DE CARÁTER MILITAR do processo de socorro. Nessas horas, é ela que tem de coordenar os esforços civis.

Não! Em vez disso, estão todos chorando.

Choram as vítimas.
Choram os voluntários.
Choram os repórteres.
Chora o bom senso.
Só o governador do Rio e Dilma ainda não choraram.

Ele só chora quando trata dos royalties do petróleo, e ela, quando fala dos “companheiros que tombaram” tentando implantar uma ditadura comunista no Brasil. Em matéria de tragédias humanas, são durões.

Não que eu quisesse que eles também chorassem. Bastava que tentassem pôr um pouco de ordem no caos. Para isso foram eleitos.

Por Reinaldo Azevedo


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26/10/2008 free counters

#RIO O Haiti é ali - Sem acesso ao IML, famílias enterram corpos no quintal de casa na região serrana do RJ


Por Vinícius Queiróz Galvão, na Folha Online:

Seis dias depois da chuva que devastou cidades da região serrana do Rio, moradores de áreas isoladas estão enterrando parentes e amigos no quintal de casa. É assim em Santa Rita, uma região de sítios em Teresópolis que, depois de sucessivos deslizamentos que derrubaram pontes e estradas, transformou-se em pedaços de terra ilhados. Só é possível chegar à localidade de helicóptero ou através de trilhas pela mata, num percurso de oito horas ida e volta.

Com a impossibilidade de acesso do IML (Instituto Médico Legal) para recolher cadáveres, com a prioridade de resgatar pessoas com vida e com o estado avançado de decomposição, os corpos têm sido enterrados em covas rasas nas ruínas das casas. “Enterrei meus quatro vizinhos no quintal. Já estavam lá desde terça, ninguém suportava mais o mau cheiro”, diz o lavador de carros Edson Aquino, abrigado num estádio de Teresópolis.

“Quem não reconheceu os mortos deixou tudo para trás, por cima da terra. Em Santa Rita é só corpo e lama. Nunca pensei que tivesse de enterrar meus parentes em casa”, afirma a doméstica Suzana da Silva Oliveira. No IML de Teresópolis, parentes reclamam da demora na identificação dos corpos e da burocracia para liberá-los. Na entrada do instituto médico, uma cartolina improvisada dá a orientação aos familiares em dez pontos.

Depois do reconhecimento do corpo, é preciso preencher um ficha, que deve ser entregue a um papiloscopista. O IML então emite um documento que deve ser levado à Defensoria pública, que por sua vez emite um alvará para liberação do cadáver.

De lá, o parente tem de ir ao subsolo entregar o alvará à funerária para remoção do corpo. E, se não puder pagar todo esse processo, é preciso voltar à recepção. “É um desrespeito. Não se comovem com o nosso sofrimento. Perdi sete pessoas da família, imagina o vaivém para resolver toda essa papelada”, diz a doméstica Maria Cinira das Dores.

Com muitos corpos em decomposição, o reconhecimento só é feito por imagens. Os cadáveres são retirados dos caminhões frigoríficos e fotografados no meio da rua. A necropsia também é feita na calçada. Se não conseguir confirmar a identidade do morto por fotos, os parentes tiram sangue para fazer exames de DNA, depois comparados com amostras dos corpos. “Preenchi a ficha duas vezes porque perdem os documentos. Prometeram liberar o enterro na sexta de manhã, mas até agora [sábado, 15], nada”, disse o frentista Márcio dos Santos.

Houve tumulto e a confusão foi tanta que o juiz José Ricardo Aguiar, da 2ª Vara de Família, subiu no galpão anexo do IML para pedir calma aos familiares. A assessoria da Prefeitura de Teresópolis não tem conhecimento sobre enterros de corpos em quintais. De acordo com o assessoria, a Justiça local buscará confirmar a informação quando a situação se acalmar.

Por Reinaldo Azevedo

Prefeitura briga com Igreja e Cruz Vermelha por doações

Em Teresópolis, voluntários dizem que servidores impediram distribuição de donativos e o trabalho de médicos

18 de janeiro de 2011 | 0h 00

Bruno Boghossian e Roberta Pennafort - O Estado de S.Paulo

De um lado, donativos que chegam às toneladas de todo o País. De outro, a falta de entrosamento entre a prefeitura de Teresópolis e organizações que tentam fazê-los chegar de modo mais eficiente a quem precisa, como a Cruz Vermelha e a Igreja Católica, cuja iniciativa, dizem voluntários, está sofrendo obstrução pelo poder público. Até médicos foram impedidos de trabalhar.

Voluntários da Cruz Vermelha afirmaram ontem que funcionários da prefeitura tentaram impedir a saída de carregamentos do galpão montado pela organização internacional no centro. A prefeitura nega. "Está acontecendo uma briga de egos aqui em Teresópolis. A prefeitura determinou que nada pode ser entregue sem sua autorização", disse Jairo Gama, um dos cem voluntários da Cruz Vermelha.

Em uma reunião com a organização, a prefeitura afirmou que vai centralizar a entrega do material. A Cruz Vermelha, no entanto, diz ter condições de fazer um trabalho mais direcionado, já que dispõe de informações precisas sobre as necessidades de cada localidade. Apesar da intervenção da prefeitura, a Cruz Vermelha continuou fazendo entrega de material ontem - montou um ponto de distribuição em outro ponto da cidade. "O que a gente quer é evitar o desperdício. Por exemplo: não adianta entregar 30 quilos de arroz a uma pessoa de uma vez só", disse Luiz Alberto Sampaio, presidente da Cruz Vermelha no Rio.

O prefeito de Teresópolis, Jorge Mário Sedlacek, negou problemas de entendimento. "Uma operação como essa precisa de um comando centralizado. Está todo mundo cooperando. Não temos dificuldade com ninguém."

Também há relatos de que médicos que estão em Teresópolis para prestar atendimento gratuito à população foram impedidos por funcionários da prefeitura de sair da base da Cruz Vermelha. Isso ocorreu ontem de manhã. À tarde, na reunião, ficou definido que a Cruz Vermelha atuará no atendimento nas cinco localidades mais castigadas.

A prefeitura também está sendo acusada de impedir a distribuição de donativos por parte da Igreja Católica. Segundo o padre Paulo Botas, integrantes da comunidade católica que foram até o estádio Pedrão, usado como abrigo, ouviram de funcionários municipais que "nenhuma igreja católica de Teresópolis vai receber doações". A prefeitura desmente a informação.

"O prefeito é evangélico e não quer que a ajuda vá para os católicos", diz o padre. O padre Mario José Coutinho, decano da Diocese de Petrópolis, afirma que a situação é de boicote à Igreja Católica. "Isso é surreal, uma ofensa, uma vergonha. Transformaram uma questão humanitária em religiosa."

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26/10/2008 free counters