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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Gilberto Carvalho assume Secretaria-Geral dizendo que morreria por


Lula


SIMONE IGLESIAS
DE BRASÍLIA

Gilberto Carvalho assumiu a Secretaria-Geral da Presidência, neste domingo, homenageando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os "companheiros de luta que ficaram pelo caminho".

Carvalho foi chefe-de-gabinete de Lula nos dois mandatos.

Em três momentos do discurso de posse, Carvalho chorou: ao falar de Deus, do ex-presidente e dos companheiros.

"Eu não queria me esquecer nesse momento de todos aqueles que nos ajudaram ao longo dessa luta, da construção dos movimentos sociais, da construção da resistência democrática, do movimento sindical, do PT, dos partidos de esquerda, lembrar de companheiros que ficaram pelo caminho, dos companheiros que foram humilhados pela sua ideologia, aos companheiros que perderam seus empregos e suas famílias para nos permitir chegar onde estamos (...). Lembro de companheiros metalúrgicos cujo olhar não podia compreender a demissão que sofreram depois da greve de 1979, em Curitiba", disse, chorando.

Carvalho afirmou ter "gratidão" por Lula e que morreria por ele, se preciso.

O novo ministro disse que Lula foi parceiro nos momentos mais difíceis, e contou um episódio ocorrido em 2005, durante a CPI dos Bingos.

"O presidente poderia ter se livrado de mim em momentos críticos pelos quais passei. Jamais vou esquecer quando voltei do segundo depoimento na CPI e ele tinha atrasado uma viagem me esperando sentado na minha sala para dizer 'Gilbertinho, vamos tomar uma cachacinha para você esquecer essas coisas'. Isso eu jamais vou esquecer e por esse homem eu poderia morrer", afirmou.

Carvalho disse que foi chamado por Dilma para integrar o Ministério porque ela quer que ele lhe diga verdades.

"Ela me disse que precisa de mim ao seu lado para me dizer as verdades, para falar das coisas como elas acontecem e para me trazer a sensibilidade e o sofrimento do povo e dos movimentos sociais", disse.


  1. Diário de Cuiabá

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    Diário de Cuiabá - 27 out. 2005
    Frente a frente com os irmãos do prefeito assassinado de Santo André, Celso Daniel (PT), o chefe-de-gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho, ...
    Depois, de acareação, CPI dos Bingos...‎ - 24Horas News
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  2. Irmão de celso Daniel acusa Gilberto Carvalho e José Dirceu...

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    24Horas News - 6 out. 2005
    Bruno José Daniel Filho - irmão do prefeito de Santo André (SP) Celso Daniel, do PT, assassinado em 2002 - acusou o chefe de gabinete do presidente Luiz ...
    [AQUIDAUANA NEWS]‎ - Aquidauana News
    … acareação de irmãos de Celso Daniel...‎ - Jornal da Mídia
    Âmbito Jurídico - Leitura‎ - Âmbito Jurídico
    Diário do Nordeste
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  3. … - NOTÍCIAS - Comissão de Ética avalia conduta de Gilberto...

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    G1.com.br - 8 ago. 2005
    A Comissão de Ética Pública vai analisar se o chefe de gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho, cometeu algum desvio ao informar o ex-deputado e advogado ...
  4. Nacional - Carlos Delmonte fez necrópsia no ex-prefeito -...

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    Diário do Nordeste - 14 out. 2005
    Essa parte da investigação envolve Gilberto Carvalho, chefe-de-gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Carvalho, segundo João Francisco e Bruno ...
    Nacional - Acareação entre assessor de...‎ - Diário do Nordeste
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  5. :: Pernambuco.com - Refinaria // Lula e Chavéz vêm a...

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    Pernambuco.com - 5 dez. 2005
    O chefe de gabinete da presidência, Gilberto Carvalho, informou hoje pela manhã ao governador Jarbas Vasconcelos (PMDB) que o presidente Luiz Inácio Lula da ...
  6. Assessor de Lula diz que vai à CPI com "coração aberto" -...

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    24Horas News - 21 out. 2005
    O chefe-de-gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse ontem que irá de "coração aberto" à CPI dos Bingos, na semana que vem, ...
    Nacional - Okamotto, amigo de Lula,...‎ - Diário do Nordeste
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  7. Nacional - Governo tenta mudar rumos da Comissão - Diário...

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    Diário do Nordeste - 26 set. 2005
    ... o depoimento do chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República, Gilberto Carvalho. Carvalho foi ouvido para falar de um assunto tabu no partido, ...
    Nacional - Governo estuda um contra...‎ - Diário do Nordeste
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  8. Nacional - Orientação do Planalto é ir para o confronto com...

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    Diário do Nordeste - 31 out. 2005
    Foi assim, por exemplo, no caso de Gilberto Carvalho, que participou de uma acareação com os irmãos do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel, ...
  9. Ex-secretário: denúncia sobre propina foi 'ato de desespero'

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    Terra Brasil - 17 nov. 2005
    "Não posso crer nessa versão, conheço Gilberto Carvalho e é uma pessoa de caráter formidável", diz Klinger. O ex-secretário é apontado como um dos ...
    Sombra deverá depor na CPI dos Bingos -...‎ - Terra Brasil
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  10. Irmão de Celso Daniel envolve assessor de Lula e passa...

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    Jornal Pequeno - 2 set. 2005
    “Ele, Gilberto Carvalho, levava para o deputado José Dirceu dinheiro oriundo dos esquemas denunciados para a campanha presidencial”, afirmou. ...

  1. [AQUIDAUANA NEWS]

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    Aquidauana News - 5 dez. 2005
    ... segundo João Francisco, foi dada a ele pelo atual chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, no enterro de Daniel. ...
    Sem imunidade, Dirceu vai depor sobre...‎ - Terra Brasil
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  2. MP vê elo entre Dirceu e corrupção em Santo André

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    Terra Brasil - 30 nov. 2005
    Eles contaram sobre uma conversa com o chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho. Nessa conversa, Carvalho teria ...
    Contradições indicam que crime de Celso...‎ - Terra Brasil
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  3. Lula sugeriu para Celso Daniel contratação de seguranças,...

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    24Horas News - 8 nov. 2005
    Ivone desmentiu as declarações do chefe-de-gabinte de Lula, Gilberto Carvalho, de que o PT e recentemente o governo Lula a auxiliaram depois da morte de ...
    CPI ouve hoje viúva de Toninho do PT e...‎ - 24Horas News
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  4. Nacional - Eduardo Azeredo deixa a presidência nacional do...

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    Diário do Nordeste - 26 out. 2005
    ... Gilberto Carvalho, com os irmãos do ex-prefeito Celso Daniel, que acusam Carvalho de receber recursos de empresários que prestavam serviço na Prefeitura ...
  5. José Dirceu diz em entrevista que “não sobrou nada no...

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    Agora MS - 9 dez. 2005
    Pedi a conversa com ele com o testemunho do Gilberto Carvalho. “Se o senhor quiser continuar com minoria no Senado e na Cà¢mara, vão fazer uma CPI, ...
    Diário de Cuiabá‎ - Diário de Cuiabá
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  6. ##### Correio de Sergipe

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    Correio de Sergipe - 28 set. 2005
    ... irmãos do ex-prefeito de Santo André (SP) Celso Daniel, assassinado em janeiro de 2002, e Gilberto Carvalho, chefe-de-gabinete do presidente Luiz Inácio ...
  7. Diário de Cuiabá

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    Diário de Cuiabá - 24 nov. 2005
    Conforme o médico João Francisco Daniel, irmão do prefeito assassinado, Gilberto Carvalho (ex-secretário da cidade e hoje chefe-de-gabinete de Lula) teria ...
  8. | JORNAL O PROGRESSO |

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    O Progresso - Dourados - 10 nov. 2005
    A visita foi acertada durante audiência entre o chefe de gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho, eo governador Zeca, ...
    [AQUIDAUANA NEWS]‎ - Aquidauana News
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  9. Jornal de Araraquara - On-line - Onyx levanta suspeita de...

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    Jornal de Araraquara - 6 out. 2005
    ... Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho. A comissão já aprovou a acareação de Carvalho com Bruno Daniel e de João Francisco, outro irmão do ex-prefeito.
  10. José Dirceu declara: governo Lula "acabou"

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    Terra Brasil - 8 dez. 2005
    "Na verdade, não sobrou nada", avaliou, referindo-se ao declínio de importantes lideranças do governo como ele próprio, Luiz Gushiken e Gilberto Carvalho ..

  1. Planalto vê cassação de José Dirceu como certa - 24 Horas...

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    24Horas News - 20 out. 2005
    ... batalhas difíceis com a acareação do seu chefe-de-gabinete, Gilberto Carvalho, com os irmãos de Celso Daniel na CPI dos Bingos, na próxima semana.
  2. ##### Correio de Sergipe

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    Correio de Sergipe - 8 nov. 2005
    ... Celso Daniel, tema de investigação da CPI dos Bingos, na qual, inclusive, seu chefe-de-gabinete, Gilberto Carvalho, já foi ouvido duas vezes. ...
  3. ##### Correio de Sergipe

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    Correio de Sergipe - 18 nov. 2005
    Para explicar gravações telefônicas em que integrantes do PT, inclusive Gilberto Carvalho, atual chefe-de-gabinete do presidente, falam de defesa para o ...
  4. Sinônimo de vergonha? - Paraná-Online - Paranaense como você

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    Paraná-Online - 6 out. 2005
    O secretário particular do presidente, Gilberto Carvalho, que está envolvido com denúncias acerca da morte do prefeito Celso Daniel, também é de nosso ...
  5. [AQUIDAUANA NEWS]

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    Aquidauana News - 14 nov. 2005
    ... também há fortes indícios de que Genival tenha se relacionado com pessoas envolvidas em atividades consideradas ilícitas, entre elas Gilberto Carvalho, ...
  6. G1 > Política - NOTÍCIAS - Dilma busca respaldo do principal...

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    G1.com.br - 8 dez. 2005
    ... Luiz Dulci, eo chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, visto como um dos nomes para assumir a presidência nacional do PT no final do ano que vem, ...
  7. JB Online - Muita viagem e pouco trabalho

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    JB Online - 9 abr. 2005
    Se eventuais chiliques exigissem socorro, bastaria chamar o tranqüilo Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula, ou Aloizio Mercadante, líder do governo ...
  8. CPI dos Bingos prorroga trabalhos até abril de 2006 -...

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    Jornal da Mídia - 24 out. 2005
    Para quarta-feira está prevista a acareação dos irmãos João Francisco e Bruno Daniel com o chefe de gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho. ...
    CPI dos Bingos tem prazo prorrogado até...‎ - 24Horas News
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  9. Governadores de MT e MS buscam quitar 13º dos servidores -...

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    24Horas News - 1 dez. 2005
    ... por volta das 19h, reunião com o chefe de gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho, para tratar da liberação de recursos. ...


  1. [AQUIDAUANA NEWS]

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    Aquidauana News - 15 out. 2005
    Procurada pela reportagem da "Veja" na sexta-feira, a assessoria da Presidência afirmou que Gilberto de Carvalho eo presidente Lula estavam "incomunicáveis" ...
    Irmão e assessor de Lula fizeram lobby...‎ - 24Horas News
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  2. Brasil

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    Revista Época - 15 jun. 2005
    ... de Assis Carvalho (administrativo) e José Domingos Francischinelli ( financeiro). Todos os executivos foram presos em suas casas. Na mansão de Gilberto ...
    Donos da Schincariol são presos por...‎ - Paraná-Online
    Donos da Schincariol são presos por...‎ - Jornal Pequeno
    ##### Correio de Sergipe‎ - Correio de Sergipe
    Século
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  3. Âmbito Jurídico - Leitura

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    Âmbito Jurídico - 21 out. 2005
    Os oito diretores acusados – Alberto Corsetti, Ezra Safra, João Inácio Puga, Gilberto Dupas, Tales Vicente Arouca Procópio de Carvalho, Ildefonso Petrini, ...
    Conjur - STJ tranca ação penal contra...‎

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26/10/2008 free counters

Sócrates tenta vender Portugal no Brasil em meia hora


Publicado em 03 de Janeiro de 2011
Crise da dívida soberana na Europa foi um dos temas do encontro rápido com a presidente do Brasil. Dilma não tem viagem marcada a Lisboa
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A reunião de ontem em Brasília entre o primeiro-ministro português e Dilma Rousseff não chegou à meia hora, como exigia a agenda apertada da nova Presidente do Brasil. O primeiro dia de trabalho no Palácio do Planalto foi ritmado e Dilma só rumou à residência oficial, em Granja do Torto, após sete reuniões com líderes internacionais. À saída, o chefe de governo português resumiu o encontro: "Reafirmei que uma das prioridades mais altas da política externa portuguesa é a relação com o Brasil." Além disso, "disse à Dilma que pode contar com Portugal como o mais fiel e mais próximo aliado naquilo que vai ser, certamente, a caminhada do Brasil para ocupar o seu espaço no Conselho [de Segurança] das Nações [Unidas], tanto na questão geopolítica como na dimensão económica". O Brasil pretende ser um dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.

Um assessor para a área internacional da presidência da República brasileira disse ao i que a conversa entre Sócrates e Dilma Rousseff se baseou numa "troca de impressões sobre a perspectiva económica e política dos dois países e da Europa em geral". "José Sócrates fez-lhe um relato sobre a situação económica europeia, de acordo com o seu ponto de vista, mas não tenho conhecimento de qualquer acordo económico ou novas perspectivas de negócios que envolvam empresas, ainda mais porque não estava presente no encontro o ministro da Fazenda", revelou.

O primeiro-ministro afirmou que os dois governos elegeram o comércio como prioridade: "Portugal é uma porta de entrada na Europa para os produtos brasileiros e continuará sendo". "Em larga medida, a reunião serviu para abordar a abertura de empresas portuguesas ao investimento brasileiro e a expansão do Brasil na Europa através de Portugal", diz ao i o presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal. Basílio Horta enumera os dossiês em cima da mesa: "A parceria na construção do [avião] KC-390 da Embraer, a presença da Camargo Corrêa em Portugal, nomeadamente com a criação de um cluster de empresas portuguesas, bem como a entrada da Petrobras na Galp. Não me admiraria que também se comece a falar novamente da integração da TAP e da TAM, algo que olharia com toda a naturalidade", concluiu.

Dilma Rousseff já foi convidada para visitar Portugal, mas a viagem não está ainda agendada.

Dívida portuguesa no G20 Ontem o gabinete de Sócrates tentou afastar a ideia de que o primeiro-ministro foi ao Brasil "vender" dívida soberana: "Essas questões são para os ministros com a pasta das Finanças." Porém, o primeiro-ministro não deixou de piscar o olho ao governo brasileiro: "A dívida soberana portuguesa está no mercado e é um bom investimento, que vale a pena ser feito." Sócrates teve oportunidade de conversar com Dilma sobre "o esforço do governo português para superar este momento da crise que todos os países europeus estão a atravessar".

Em Dezembro, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, encontrou-se com o seu homólogo brasileiro e convidou o Brasil a investir na dívida de Portugal. Guido Mantega não deu, porém, uma resposta definitiva: "Não disse nem sim nem não, mas prefiro soluções mais institucionais; são mais definitivas e abrangentes." À data, o ministro brasileiro comprometeu-se a contactar o presidente do Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional para discutir medidas que pudessem ajudar os países europeus com problemas de confiança. Mantega referiu que ia levar "o problema português" à próxima reunião do G20, em Fevereiro. Com Cláudia Garcia



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26/10/2008 free counters

Brasil é uma prioridade

José Sócrates realçou no encontro com a nova presidente brasileira



“Reafirmei que uma das prioridades mais altas da política externa portuguesa é a relação com o Brasil. Disse à Dilma que pode contar com Portugal como o mais fiel e mais próximo aliado naquilo que vai ser, certamente, a caminhada do Brasil para ocupar o seu espaço no concerto das nações, tanto na questão geopolítica como na dimensão económica”, afirmou Sócrates, após o encontro com a nova chefe de Estado.
Questionado pelos jornalistas se a possibilidade de o Brasil vir a comprar títulos da dívida pública portuguesa foi discutida na reunião, Sócrates negou e disse que isto competirá às autoridades financeiras brasileiras.
“A dívida soberana portuguesa está no mercado e é, aliás, um bom investimento, que vale a pena ser feito. Isto dependerá daquilo que forem as considerações das autoridades brasileiras”, assinalou.
Sócrates afirmou ainda que teve oportunidade de conversar sobre a situação política internacional, nomeadamente sobre a Europa, e também sobre “o esforço do Governo português para superar este momento da crise da dívida soberana, que todos os países europeus estão a atravessar”.
Por outro lado, o primeiro-ministro disse não acreditar que o caso do ex-ativista italiano Cesare Batistti interfira nas relações entre Brasil e União Europeia (UE).
Sócrates lembrou que Brasil e União Europeia têm uma parceria estratégica, que foi acordada em 2007, sob a Presidência Portuguesa do Conselho da EU, e que “nada afetará esta relação”.
“Este processo de distinção e designação do Brasil [como parceiro estratégico] começou em 2007 e continuará. Tenho a certeza de que nada afetará esta relação entre a União Europeia e o Brasil”, afirmou.
Sócrates disse estar convicto também de que “o Brasil tem consciência da importância que tem a sua relação especial com Portugal no seu processo de afirmação em toda a Europa”.



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26/10/2008 free counters

The Cuban Revolution No Longer Enchants / Iván García

http://translatingcuba.com/

Jean Paul Sartre and his wife, Simone de Beauvior, with Che in Havana in the '60s.

Left behind was the romantic stage, when a notable majority of leftist intellectuals pinned their hopes on the Revolutionary hurricane of Fidel Castro and Che Guevara.

A Cuba that clouded the reason of heavyweights in the world of letters such as Jean Paul Sartre, Julio Cortázar and José Saramago has lost its steam.

The “snob appeal” and the novelty of hundreds of poets, painters, musicians casually strolling through the streets of Havana in the ’60s, surrounded by the bustle of soldiers, where there was no hour for appointments and conversations could well last three days and two nights, said adiós long ago.

Gone to a better life are the talks on Castro’s yacht, spear fishing and drinking rum, while the guerrilla commander, with his ever-present cigar and his mania for talking without listening to others, spoke of his lavish plans that would convert the sugar-cane island into a Caribbean paradise.

Like every Utopia, it collapsed. The Cuban government no longer casts a spell on the planet’s intellectuals. It started to play hardball. The Revolution was institutionalized in the ’70s and then came the Five Grey Years. Along with the ridiculous plans dictated by the bureaucrats. The illusion died.

Cuba allied itself to the USSR and some intellectuals were condemned to ostracism, for being gay or for not reflecting the epic deeds of Castro and his Revolution in their works.

Then Real Socialism took over almost all aspects of Cuban cultural life. The pavones* came to the fore and guys such as Heberto Padilla were in prison. Giants such as Lezama or Virgilio Piñera were regarded with disfavor. Mediocre writers like Manuel Cofiño were applauded.

Some European and Latin American intellectuals broke the unwritten agreement of support and devotion for Fidel Castro. Vargas Llosa threw the first stone. It was not taken well, because a majority of the notable men of letters still believed in the righteous work of the bearded Caribbean.

In Franco’s Spain, “liberals” like the Seville attorney Felipe González and a colorful club of Iberian thinkers and artists read the extensive speeches of Castro in one sitting.

Che was an icon. To visit the shrine of the Cuban Revolution was more exciting than a tour of Paris.

Havana began its decline. Slowly it lost its allure as a dazzling metropolis. Cutting cane was an obligation for Cubans and a hobby for foreigners. Indeed, scarcities mounted and buses were rare. People dressed as in Mao’s China, but an entire people tightened their belts and pledged to take heaven by storm.

By the ’80s, the enchantment was gone. Bad news reached the dreamy European intellectuals: Cubans also wanted to earn money, dress well, wear name-brand perfumes, drive nice cars, travel the world as tourists and visit Disneyland.

Despite Cubans’ capitalist aspirations, artists in the style of Víctor Manuel, the Catalan Joan Manuel Serrat or Joaquín Sabina continued to appreciate the son of a Galician soldier who had gone to the island to preserve, at any price, the most precious jewel in the Spanish crown.

With the fall of the Berlin Wall and the disappearance of the once powerful Soviet Union, hundreds of leftist intellectuals began to look at Cuba through a magnifying glass. It was obvious: There were no presidential elections. Castro started to see himself like a newly minted Napoleon, sending his troops to different African countries.

If you have opinions which differ from those of the government, you could go to prison. And the people continue to live badly and eat little, with a ration book in force since 1962. Hundreds jumped the fence of an embassy, or launched themselves in a rickety raft on a shark-filled sea, looking for freedom and a better life on the other shore.

And now we come to the 21st century. Castro continued the same. Blinded by his Numantian position and imprisoned opponents. In 2003, the Portuguese José Saramago said, “Up to this point, I’ve gone along.” Spanish musicians, artists and intellectuals also grew tired of applauding the comandante, who now seemed like an old fraud. They didn’t care if the fault was Fidel Castro’s or the United States’. That fact is that many decided not to return to Cuba.

The death of Orlando Zapata Tamayo, political inertia, economic disaster, and the desire among a growing part of Cuban society for political changes, set off alarms and touched the sensibilities of European intellectuals.

Now the Revolution is cornered by the criticisms of cultured people throughout the world. Ana Belén slammed the door. Bosé and Juanes don’t see the situation clearly. And though still wearing kid gloves, they are aware that something is not working on the island.

Every day there are more desertions from the army of admirers of the olive-green Revolution. Few are left. Eduardo Galeano in Uruguay. A silent and ill García Márquez who says nothing, more from loyalty and friendship for Castro than from conviction.

The truth is that those who currently blindly support the Castro brothers are a tiny chorus. The great and famous flew away several springs ago.

*Translator’s note: “Pavon” means “peacock” and also refers to Luis Pavon Tamayo who headed the Cuban Culture Council during this time of heavy censorship.

January 1, 2011





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domingo, 2 de janeiro de 2011

#WikiLeaks Irán bloquea el acceso a la página web de EL PAÍS


El jefe de la Guardia Revolucionaria abofeteó a Ahmadineyad en un consejo, según un cable de Wikileaks publicado hoy en este periódico

EL PAÍS 30/12/2010


Las páginas del diario EL PAÍS no se pueden ver hoy en Irán. Las autoridades iraníes han bloqueado el acceso a este diario a través de Internet después de que publicara un cable diplomático de EE UU filtrado por Wikileaks en el que se afirma que el jefe de la Guardia Revolucionaria iraní, Alí Safari, abofeteó al presidente Mahmud Ahmadineyad. Irán también ha bloqueado el acceso a otras páginas web que reproducen la noticia publicada por este diario. Además, ninguno de los medios oficiales iraníes se han hecho eco de la noticia, que no ha sido confirmada ni desmentida aún por fuentes oficiales.



En el cable de la embajada estadounidense, fechado en Bakú del 11 de febrero de 2010, el diplomático norteamericano Rob Garverick informa de las comunicaciones con una fuente iraní, cuya identidad no ha sido revelada para proteger su vida. El despacho diplomático procedente de Azerbaiyán señala que Jafari habría golpeado a Ahmadineyad durante una acalorada discusión en el Consejo Supremo de Seguridad Nacional de enero de 2010 por las repercusiones de las controvertidas elecciones de junio de 2009. Al parecer, durante la citada reunión el mandatario iraní sorprendió al resto de los asistentes al defender una postura definida por el cable como "sorprendentemente liberal".

Ahmadineyad sostuvo, de acuerdo con la fuente iraní, que "la gente se siente asfixiada" y apostó, para hacer frente a las protestas y manifestaciones de descontento social, por una mayor permisividad y tolerancia incluida una mayor libertad de prensa". Esta versión sostiene que las consideraciones de Ahmadineyad encolerizaron al jefe de los pasdarán (Guardia Revolucionaria) quien habría exclamado "estás equivocado. Eres tú quien ha creado este caso. ¿Y encima dices que le demos más libertad a la prensa?".

El tumulto motivó la suspensión de la reunión, que nunca volvió a reanudarse, aunque dos semanas después el ayatolá Janati (presidente del Consejo de Guardianes) medió para apaciguar a Jafari y Ahmadineyad, señala el cable. Según la fuente informante, algunos blogs de Irán se habían hecho eco de la suspensión de la reunión del Consejo Supremo, pero no de los extremos del enfrentamiento.

El pasado 29 de noviembre, el presidente iraní restó importancia a los documentos filtrados por Wikileaks y dijo que simplemente se trata de una conspiración. En una rueda de prensa ofrecida en Teherán, Ahmadienyad insistió en que "no es más que un juego" y en que el gobierno iraní es "lo suficientemente inteligente como para prestarle atención". "Wikileaks no es una revelación, sino que se está publicando de modo sistemático y programado y no tiene crédito; se parece más a una guerra psicológica y no tendrá el impacto político que ellos quieren" afirmó.


El jefe de la Guardia Revolucionaria abofeteó a Ahmadineyad, según EE UU

El presidente de Irán sorprendió a los clérigos con una propuesta de apertura.- La diplomacia estadounidense asegura que su fuente es de gran fiabilidad

FRANCISCO PEREGIL - Madrid - 29/12/2010


El telegrama fue enviado hacia Washington desde Bakú el pasado febrero. Meses antes, las calles de Teherán venían llenándose de manifestantes en contra de los resultados de las elecciones de junio de 2009, en las que el presidente de Irán, Mahmud Ahmadineyad, venció al reformista Mir-Hosein Musaví. Aquel junio se saldó con 10 muertos en las calles, 100 heridos y decenas de detenidos. Al cabo de varias protestas, en diciembre ya no se pedía la repetición de las elecciones sino el final del sistema. La tensión llegó a tal extremo que el fiscal general del Estado, Gholamhosein Mohseni-Ejei, declaró el 8 de diciembre de 2009: "Se ha acabado la tolerancia. A partir de ahora, no tendremos piedad con nadie que actúe contra la seguridad nacional". Pero las protestas continuaron. Y la represión, también.


El cable emitido desde el país vecino de Azerbaiyán por la Embajada estadounidense de Bakú informaba del alboroto que se formó en una reunión del Consejo Supremo de Seguridad Nacional cuando Ahmadineyad sorprendió al resto de miembros con una "postura sorprendentemente liberal". "[Nuestra] fuente señala que Ahmadineyad afirmó que 'la gente se siente asfixiada' y concluyó que para desactivar la situación podría ser necesario permitir más libertades personales y sociales, incluida una mayor libertad de prensa".

"Según la fuente", continúa el despacho, "las afirmaciones de Ahmadineyad encolerizaron al jefe de la Guardia Revolucionaria, Alí Jafari, quien exclamó: '¡Estás equivocado! (De hecho) ¡Eres tú quien ha creado este caso! ¿Y encima dices que le demos más libertad a la prensa?' La fuente relata que Jafari abofeteó entonces a Ahmadineyad en el rostro, provocando un alboroto y una inmediata llamada para el descanso en un encuentro que nunca llegó a reanudarse. La fuente dice que el Consejo Supremo de Seguridad Nacional no volvió a reunirse durante dos semanas, hasta que el ayatolá Janati [presidente del Consejo de Guardianes] actuó exitosamente como un 'muñidor de paz' entre Jafari y Ahmadineyad. La fuente añadió que en algunos blogs de Irán se había informado sobre el receso en la reunión del Consejo Supremo, pero no de la bofetada que lo había provocado".

Protección para el informante

El consejero Rob Garverick, redactor del informe, pidió protección para la persona que le informó sobre lo acontecido, un personaje que demostró poseer un "amplio espectro de contactos políticos y gubernamentales (con la inclusión de familiares)". "El contacto es conocido por los observadores iraníes durante un año y ha venido informando de forma precisa sobre temas políticos delicados y económicos. Su red de trabajo incluye a individuos que poseen conocimientos sobre las deliberaciones del Consejo Supremo de Seguridad Nacional".

El informante de la embajada estadounidense en Azerbaiyán indicó que tanto el presidente de Irán como el jefe de la Guardia Revolucionaria continuaron alimentando nuevas confrontaciones mediante "maniobras en varios subgrupos".

La Guardia Revolucionaria es un Ejército ideológico paralelo al regular. Alí Jafari, el hombre que supuestamente abofeteó a Ahmadineyad, cuenta con sus propias fuerzas terrestres, aéreas y navales; sus hombres están mejor equipados, reciben mejores salarios que los soldados regulares y él solo está obligado a rendir cuenta ante el líder supremo de la revolución, Alí Jameneí.

Desde que se fundó la República Islámica de Irán en 1979, la figura del líder supremo de la revolución es quien ostenta el poder real. Primero fue el Ayatolá Ruholá Jomeini el verdadero hombre fuerte del país y a su muerte le sucedió Alí Jameneí. A lo largo de 21 años, el sucesor de Jomeini se ha encargado de reforzar el peso de los Guardianes de la Revolución en el país. Fueron los milicianos basiyíes, dependientes de Alí Jafari, quienes sofocaron las revueltas de la oposición a base de golpes y denuncias.

El robo electoral

Otro confidente de la embajada comentó en Bakú a los diplomáticos estadounidenses que las elecciones de junio marcaron un antes y un después en la historia del país. En un despacho remitido a Washington tres meses después de los comicios se señala: "[El informante] explicó que antes de las elecciones muchos iraníes pensaban que, al menos, había algo de democracia en el régimen. (...) Incluso los opositores y los autodeclarados escépticos sentían que un cambio dentro del sistema sería posible. Pero, según la fuente, el descaro del robo en las elecciones y el periodo posterior de cinismo y represión fueron 'una bofetada en el rostro' que destruyeron ese punto de vista".

Otro punto de inflexión en la historia del país, según el citado confidente, fue el momento en el que el líder supremo se pronunció en público a favor de Ahmadineyad el 19 de junio, cuando se cuestionaba el resultado de las elecciones. El ayatolá Jameneí calificó entonces la "victoria" de Ahmadineyad como "divinamente inspirada". Aquel acto hizo saltar por los aires la imagen del líder supremo como "un árbitro independiente y honesto" y pasó a ser considerado "un político intrigante y embustero como tantos", según informó la fuente de los diplomáticos.

El informe sobre la bofetada fue redactado el pasado 11 de febrero. En aquellas fechas, el confidente auguraba que las cosas irían "de mal en peor" en su país. "Opinó que la situación (de protestas e inestabilidad) no podía sostenerse indefinidamente y predijo que los acontecimientos tenderían hacia un mayor desarrollo y una nueva fase".

Cuando le preguntaron que cómo creía él que se encontraría su país el año próximo contestó: "Pregúntenme después del 11 de febrero". El despacho no señala que ese era el día en que se cumplía el 31º aniversario de la revolución islámica y por tanto, el aniversario de las revueltas que provocaron la caída del sah. Pero días antes de la conmemoración el régimen detuvo a decenas de estudiantes y periodistas próximos a la oposición. Y el 11 de febrero las protestas solo se dejaron oír en Internet. El líder supremo declaró: "[Ha sido] una lección para los enemigos internos y una decepción para quienes pretenden representar al pueblo". Vencieron los Guardianes de la Revolución.



LAST

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26/10/2008 free counters

#WikiLeaks EE UU no dio 'luz verde' a Sadam Husein para que invadiera Kuwait


El presidente iraquí, desesperado por la ruina del país tras la guerra con Irán

ÁNGELES ESPINOSA - Madrid - 01/01/2011



¿Dio Estados Unidos luz verde a la invasión iraquí de Kuwait en el verano de 1990? Es lo que sugirieron entonces algunos medios árabes. Se basaban en una filtración iraquí del diálogo que mantuvieron el presidente Sadam Husein y la embajadora norteamericana April Glaspie una semana antes de que las tropas iraquíes cruzaran la frontera del emirato. Los despachos diplomáticos a los que ha tenido acceso EL PAÍS desmienten esa eventualidad. Aunque aparece la frase en la que se apoyó aquella interpretación ("no tomamos partido ante estos asuntos árabes"), se refiere a la delimitación de la frontera y no al enfrentamiento por el precio del petróleo que inflamó el conflicto entre Bagdad y Kuwait. El resumen que Glaspie hace de la audiencia transmite una gran preocupación de Washington por la tensión regional, y refleja a un Sadam desesperado ante la ruina económica en que ha quedado su país tras la guerra con Irán (1980-1988) y que se siente traicionado por sus vecinos (documento 372).




"Irak sufre y Kuwait se comporta de manera mezquina", asegura Sadam

"Ustedes quieren que baje el precio del petróleo", dice el dictador a EE UU

Sadam convoca a la embajadora estadounidense a mediodía del 25 de julio de 1990, un hecho inusual, según explica ella misma en el telegrama que envía a Washington. "Hasta donde alcanza la memoria del actual cuerpo diplomático, Sadam nunca ha convocado a un embajador. Está preocupado", interpreta Glaspie. Mucho más que preocupado si nos atenemos a su relato.

"Irak, subraya el presidente, se encuentra en graves dificultades financieras, con deudas de 40.000 millones de dólares", escribe Glaspie. No es solo cuestión de dinero. Sadam defiende que su país, "cuya victoria en la guerra contra Irán supuso una diferencia histórica para el Mundo Árabe y Occidente, necesita un plan Marshall". Sin embargo, se queja a la embajadora: "Ustedes quieren que baje el precio del petróleo". Y ahí radica la esencia del problema, tal como reveló el propio líder iraquí dos meses antes durante la cumbre árabe de la que fue anfitrión.

Frustración de Sadam

Las notas que esta corresponsal guarda de aquella cita recogen ya la frustración de Sadam ante la falta de solidaridad de sus vecinos kuwaitíes y emiratíes una vez que Bagdad aplacó al Irán revolucionario. Sus principales acreedores, Arabia Saudí y Kuwait, se niegan a perdonarle la deuda. Además, Bagdad acusa a Kuwait de estar extrayendo más crudo del pactado en la OPEC, lo que presiona a la baja el precio del petróleo y daña la economía iraquí. El dirigente iraquí se siente traicionado.

"Irak, que ha tenido cientos de miles de víctimas, está sufriendo, y Kuwait se comporta [de forma] 'mezquina y egoista'", se queja el presidente, que además sospecha que el Gobierno de EE UU está utilizando a Kuwait y Emiratos Árabes Unidos (EAU) como "puntas de lanza" porque le interesa un combustible barato. "Quienes fuerzan los precios del petróleo a la baja están entablando una guerra económica e Irak no puede aceptar semejante violación a su dignidad y prosperidad", advierte Sadam. "Igual que Irak no amenazará a otros, tampoco aceptará ninguna amenaza en su contra", añade dando a entender que se cree víctima de un complot.

Al concluir la guerra entre Irán e Irak, Sadam espera reconocimiento por haber contenido la expansión iraní. Sin embargo, se encuentra con que ahora es su régimen el que provoca recelos entre los árabes.

Toma de posición "flagrante" contra Irak

"Esperamos que el Gobierno de EE UU no nos malinterprete", pide Sadam a Glaspie. "Irak acepta, como dijo el portavoz del Departamento de Estado, que cada país puede elegir a sus amigos. Pero el Gobierno de EE UU sabe que fue Irak, y no el Gobierno de EE UU, el que protegió decisivamente a esos amigos del Gobierno de EE UU durante la guerra, lo cual es comprensible dado que la opinión pública de EE UU (...) hubiera hecho imposible para los estadounidenses aceptar 10.000 muertos en una sola batalla, como hizo Irak".

El presidente iraquí ve el compromiso de Washington con la defensa de sus amigos del golfo Pérsico como "una toma de posición flagrante en contra del Gobierno de Irak". También denuncia que sus "maniobras [militares] con EAU y Kuwait (sic) les animan en sus políticas poco generosas". Se queja de que EE UU dice querer paz, pero le "aprieta las tuercas", y subraya que "Irak tendrá que responder si EE UU sigue usando esos métodos".

"¿Cómo podemos hacerles entender [a Kuwait y EAU] cuánto estamos sufriendo?", se pregunta Sadam. "Créame, lo he intentado todo: hemos despachado enviados, escrito mensajes y pedido [al rey saudí] Fahd que organice una cumbre cuatripartita", trata de convencer a la embajadora. El presidente le recuerda que los iraquíes saben lo que es la guerra y no quieren volver a sufrirla. "No nos empujen a ella, no la conviertan en la única opción con la que podamos proteger nuestra dignidad", casi implora tras haber dejado claro que "Irak sabe que el Gobierno de EE UU puede enviar aviones y cohetes, y dañarle gravemente".

Preocupación estadounidense

Glaspie no parece malinterpretar a Sadam. Le expresa la preocupación de su Gobierno por las agresivas declaraciones de los altos cargos iraquíes. "¿No es razonable que nos preocupemos cuando el presidente y el ministro de Exteriores dicen en público que las acciones kuwaitíes equivalen a una agresión militar, y a continuación nos enteramos del envío a la frontera de numerosas unidades de la Guardia Republicana? ¿No es razonable que preguntemos, con espíritu amigable y no de enfrentamiento, cuáles son sus intenciones?", plantea. Dos días antes, un informe de la CIA ha advertido de que Irak ha desplazado 30.000 tropas a la linde con Kuwait. La V flota estadounidense, con base en el golfo Pérsico, se ha puesto en alerta.

La embajadora asegura en el telegrama haber dejado claro que EE UU nunca podrá "aceptar el arreglo de los conflictos más que por medios pacíficos". La famosa frase fuera de contexto que parece dar luz verde a la invasión solo aparece en una nota final. Sadam menciona el acuerdo de 1961 por el que Irak y Kuwait establecieron "una línea de patrulla" para su frontera pendiente de delimitar. Los kuwaitíes acusan a los iraquíes de haberse adentrado 20 kilómetros más allá. Glaspie, que recuerda que 20 años antes ha estado destinada en el emirato, señala: "Entonces, como ahora, no tomamos partido en estos asuntos árabes".

Si a pesar de la angustia que transmite Sadam, la embajadora no da la señal de alarma sobre el riesgo de una acción a la desesperada es porque el propio líder iraquí le informa de una mediación de Hosni Mubarak. De hecho, Sadam interrumpe la audiencia para atender la llamada urgente del presidente egipcio. Hosni Mubarak ha organizado una reunión entre iraquíes y kuwaitíes en Riad, la capital saudí, tras la cual "el 28, el 29 o el 30 de julio, el príncipe heredero de Kuwait viajará a Bagdad para las negociaciones en serio", escribe Glaspie. "Le he dicho a Mubarak que no pasará nada hasta entonces", cuenta que le dijo Sadam.

La reunión se celebra finalmente en Yeddah el 31 de julio y no consigue desbloquear la crisis. Tampoco el heredero kuwaití viaja a Bagdad. Sadam invade Kuwait durante la noche del 1 al 2 de agosto. Esa mañana la embajada estadounidense no logra comunicar con ninguno de sus interlocutores en el Ministerio de Exteriores iraquí. Ni el titular, Tarek Aziz, ni el vicesecretario Saad Hamdun, responden al teléfono. "Hemos intentado repetidamente desde las 6.30 (...) y se lo estamos recordando cada diez minutos. A las 7.10 nos dicen que ambos están en una reunión", escribe el oficial de comunicaciones Charles Wilson (documento 379) . La Embajada ha formado un equipo de crisis y la prensa iraquí no hace ninguna mención a la invasión, añade el telegrama.


Cable con un mensaje de amistad de Sadam al presidente Bush

La embajadora Glaspie conversa con Sadam Husein una semana antes de la invasión iraquí de Kuwait y narra que le ha transmitido la preocupación estadounidense por las declaraciones amenazantes hacia el emirato

01/01/2011



ID:372
Date:1990-07-25 12:46:00
Origin:90BAGHDAD4237
Source:Embassy Baghdad
Classification:SECRET
Dunno:90KUWAIT20
Destination:O 251246Z JUL 90
FM AMEMBASSY BAGHDAD
TO SECSTATE WASHDC IMMEDIATE 4627
INFO AMEMBASSY ABU DHABI IMMEDIATE
AMEMBASSY CAIRO IMMEDIATE
AMEMBASSY KUWAIT IMMEDIATE
AMEMBASSY RIYADH IMMEDIATE
ARABLEAGUE COLLECTIVE

S E C R E T SECTION 01 OF 05 BAGHDAD 04237

E.O. 12356: DECL:OADR
TAGS: MOPS, PREL, US, KU, IZ
SUBJECT: SADDAM'S MESSAGE OF FRIENDSHIP TO PRESIDENT BUSH

1. SECRET - ENTIRE TEXT.

2. SUMMARY: SADDAM TOLD THE AMBASSADOR JULY 25
THAT MUBARAK HAS ARRANGED FOR KUWAITI AND IRAQI
DELEGATIONS TO MEET IN RIYADH, AND THEN ON
JULY 28, 29 OR 30, THE KUWAITI CROWN PRINCE WILL
COME TO BAGHDAD FOR SERIOUS NEGOTIATIONS. "NOTHING
WILL HAPPEN" BEFORE THEN, SADDAM HAD PROMISED
MUBARAK.

--SADDAM WISHED TO CONVEY AN IMPORTANT MESSAGE TO
PRESIDENT BUSH: IRAQ WANTS FRIENDSHIP, BUT DOES
THE USG? IRAQ SUFFERED 100,000'S OF CASUALTIES
AND IS NOW SO POOR THAT WAR ORPHAN PENSIONS WILL
SOON BE CUT; YET RICH KUWAIT WILL NOT EVEN ACCEPT
OPEC DISCIPLINE. IRAQ IS SICK OF WAR, BUT KUWAIT
HAS IGNORED DIPLOMACY. USG MANEUVERS WITH THE UAE
WILL ENCOURAGE THE UAE AND KUWAIT TO IGNORE
CONVENTIONAL DIPLOMACY. IF IRAQ IS PUBLICLY
HUMILIATED BY THE USG, IT WILL HAVE NO CHOICE
BUT TO "RESPOND," HOWEVER ILLOGICAL AND SELF
DESTRUCTIVE THAT WOULD PROVE.

--ALTHOUGH NOT QUITE EXPLICIT, SADDAM'S MESSAGE
TO US SEEMED TO BE THAT HE WILL MAKE A MAJOR PUSH
TO COOPERATE WITH MUBARAK'S DIPLOMACY, BUT WE MUST
TRY TO UNDERSTAND KUWAITI/UAE "SELFISHNESS" IS
UNBEARABLE. AMBASSADOR MADE CLEAR THAT WE CAN
NEVER EXCUSE SETTLEMENT OF DISPUTES BY OTHER THAN
PEACEFUL MEANS. END SUMMARY.

3. AMBASSADOR WAS SUMMONED BY PRESIDENT
SADDAM HUSAYN AT NOON JULY 25. ALSO PRESENT
WERE FONMIN AZIZ, THE PRESIDENT'S OFFICE
DIRECTOR, TWO NOTETAKERS, AND THE IRAQI
INTERPRETER.

4. SADDAM, WHOSE MANNER WAS CORDIAL,
REASONABLE AND EVEN WARM THROUGHOUT THE ENSUING
TWO HOURS, SAID HE WISHED THE AMBASSADOR TO
CONVEY A MESSAGE TO PRESIDENT BUSH. SADDAM
THEN RECALLED IN DETAIL THE HISTORY OF IRAQ'S
DECISION TO REESTABLISH DIPLOMATIC RELATIONS
AND ITS POSTPONING IMPLEMENTATION OF THAT
DECISION AT THE BEGINNING OF THE WAR, RATHER THAN BE
THOUGHT WEAK AND NEEDY. HE THEN SPOKE ABOUT THE
MANY "BLOWS" OUR RELATIONS HAVE BEEN SUBJECTED TO
SINCE 1984, CHIEF AMONG THEM IRANGATE. IT WAS
AFTER THE FAW VICTORY, SADDAM SAID, THAT IRAQI
MISAPPREHENSIONS ABOUT USG PURPOSES BEGAN TO
SURFACE AGAIN, I.E., SUSPICIONS THAT THE U.S. WAS
NOT HAPPY TO SEE THE WAR END.

5. PICKING HIS WORDS WITH CARE, SADDAM SAID
THAT THERE ARE "SOME CIRCLES" IN THE USG,
INCLUDING IN CIA AND THE STATE DEPARTMENT,
BUT EMPHATICALLY EXCLUDING THE PRESIDENT AND
SECRETARY BAKER, WHO ARE NOT FRIENDLY TOWARD
IRAQ-U.S. RELATIONS. HE THEN LISTED WHAT HE
SEEMED TO REGARD AS FACTS TO SUPPORT THIS
CONCLUSION: "SOME CIRCLES ARE GATHERING
INFORMATION ON WHO MIGHT BE SADDAM HUSAYN'S
SUCCESSOR;" THEY KEPT UP CONTACTS IN THE GULF
WARNING AGAINST IRAQ; THEY WORKED TO ENSURE
NO HELP WOULD GO TO IRAQ (READ EXIM AND CCC).

6. IRAQ, THE PRESIDENT STRESSED, IS IN SERIOUS
FINANCIAL DIFFICULTIES, WITH 40 BILLION USD DEBTS.
IRAQ, WHOSE VICTORY IN THE WAR AGAINST IRAN
MADE AN HISTORIC DIFFERENCE TO THE ARAB WORLD
AND THE WEST, NEEDS A MARSHALL PLAN. BUT "YOU
WANT THE OIL PRICE DOWN," SADDAM CHARGED.

7. RESUMING HIS LIST OF GRIEVANCES WHICH HE
BELIEVED WERE ALL INSPIRED BY
"SOME CIRCLES" IN THE USG, HE RECALLED THE
"USIA CAMPAIGN" AGAINST HIMSELF, AND THE
GENERAL MEDIA ASSAULT ON IRAQ AND ITS PRESIDENT.

8. DESPITE ALL THESE BLOWS, SADDAM SAID, AND
ALTHOUGH "WE WERE SOMEWHAT ANNOYED," WE STILL
HOPED THAT WE COULD DEVELOP A GOOD RELATIONSHIP.
BUT THOSE WHO FORCE OIL PRICES DOWN ARE ENGAGING
IN ECONOMIC WARFARE AND IRAQ CANNOT ACCEPT SUCH
A TRESPASS ON ITS DIGNITY AND PROSPERITY.

9. THE SPEARHEADS (FOR THE USG) HAVE BEEN KUWAIT
AND THE UAE, SADDAM SAID. SADDAM SAID CAREFULLY
THAT JUST AS IRAQ WILL NOT THREATEN OTHERS, IT
WILL ACCEPT NO THREAT AGAINST ITSELF. "WE HOPE
THE USG WILL NOT MISUNDERSTAND:" IRAQ ACCEPTS,
AS THE STATE DEPARTMENT SPOKESMAN SAID, THAT ANY
COUNTRY MAY CHOOSE ITS FRIENDS. BUT THE USG KNOWS
THAT IT WAS IRAQ, NOT THE USG, WHICH DECISIVELY
PROTECTED THOSE USG FRIENDS DURING THE WAR--AND THAT
IS UNDERSTANDABLE SINCE PUBLIC OPINION IN THE USG,
TO SAY NOTHING OF GEOGRAPHY, WOULD HAVE MADE IT
IMPOSSIBLE FOR THE AMERICANS TO ACCEPT 10,000 DEAD
IN A SINGLE BATTLE, AS IRAQ DID.

10. SADDAM ASKED WHAT DOES IT MEAN FOR THE USG
TO ANNOUNCE IT IS COMMITTED TO THE DEFENSE OF
ITS FRIENDS, INDIVIDUALLY AND COLLECTIVELY.
ANSWERING HIS OWN QUESTION, HE SAID THAT TO IRAQ
IT MEANS FLAGRANT BIAS AGAINST THE GOI.

11. COMING TO ONE OF HIS MAIN POINTS, SADDAM
ARGUED THAT USG MANEUVERS WITH THE UAE AND KUWAIT (SIC)
ENCOURAGED THEM IN THEIR UNGENEROUS POLICIES. THE
IRAQI RIGHTS, SADDAM EMPHASIZED, WILL BE RESTORED
ONE BY ONE, THOUGH IT MAY TAKE A MONTH OR MUCH
MORE THAN A YEAR. IRAQ HOPES THE USG WILL BE
IN HARMONY WITH ALL THE PARTIES TO THIS DISPUTE.

12. SADDAM SAID HE UNDERSTANDS THAT THE USG IS
DETERMINED TO KEEP THE OIL FLOWING AND TO
MAINTAIN ITS FRIENDSHIPS IN THE GULF. WHAT HE
CANNOT UNDERSTAND IS WHY WE ENCOURAGE THOSE WHO
ARE DAMAGING IRAQ, WHICH IS WHAT OUR GULF MANEUVERS
WILL DO.

13. SADDAM SAID HE FULLY BELIEVES THE USG WANTS
PEACE, AND THAT IS GOOD. BUT DO NOT, HE ASKED,
USE METHODS WHICH YOU SAY YOU DO NOT LIKE,
METHODS LIKE ARM-TWISTING-

14. AT THIS POINT SADDAM SPOKE AT LENGTH ABOUT
PRIDE OF IRAQIS, WHO BELIEVE IN "LIBERTY OR DEATH."
IRAQ WILL HAVE TO RESPOND IF THE U.S. USES THESE
METHODS. IRAQ KNOWS THE USG CAN SEND PLANES AND
ROCKETS AND HURT IRAQ DEEPLY. SADDAM ASKS THAT
THE USG NOT FORCE IRAQ TO THE POINT OF HUMILIATION
AT WHICH LOGIC MUST BE DISREGARDED. IRAQ DOES NOT
CONSIDER THE U.S. AN ENEMY AND HAS TRIED TO BE
FRIENDS.

15. AS FOR THE INTRA-ARAB DISPUTES, SADDAM SAID
HE IS NOT ASKING THE USG TO TAKE UP ANY PARTICULAR
ROLE SINCE THE SOLUTIONS MUST COME THROUGH ARAB
AND BILATERAL DIPLOMACY.

16. RETURNING TO HIS THEME THAT IRAQ WANTS
DIGNITY AND FREEDOM AS WELL AS FRIENDSHIP WITH THE
U.S., HE CHARGED THAT IN THE LAST YEAR THERE WERE
MANY OFFICIAL STATEMENTS WHICH MADE IT SEEM THAT
THE U.S. DOES NOT WANT TO RECIPROCATE. HOW, FOR
EXAMPLE, SADDAM ASKED,CAN WE INTERPRET THE
INVITATION FOR ARENS TO VISIT AT A TIME OF CRISIS
IN THE GULF? WHY DID THE U.S- DEFENSE MINISTER
MAKE "INFLAMMATORY" STATEMENTS?

17. SADDAM SAID THAT THE IRAQIS KNOW WHAT
WAR IS, WANT NO MORE OF IT--"DO NOT PUSH US TO IT;
DO NOT MAKE IT THE ONLY OPTION LEFT WITH WHICH WE
CAN PROTECT OUR DIGNITY."

18. PRESIDENT BUSH, SADDAM SAID, HAS MADE NO MISTAKE
IN HIS PRESIDENCY VIS-A-VIS THE ARABS. THE DECISION
ON THE PLO DIALOGUE WAS "MISTAKEN," BUT IT WAS
TAKEN UNDER "ZIONIST PRESSURE" AND, SADDAM SAID, IS
PERHAPS A CLEVER TACTIC TO ABSORB THAT PRESSURE.

19. AFTER A SHORT DIVERSION ON THE NEED FOR THE
U.S. TO CONSIDER THE HUMAN RIGHTS OF 200,000
ARABS WITH THE SAME VIGOR AND INTEREST AS THE HUMAN
RIGHTS OF THE ISRAELIS, SADDAM CONCLUDED BY
RESTATING THAT IRAQ WANTS AMERICAN FRIENDSHIP
"ALTHOUGH WE WILL NOT PANT FOR IT, WE WILL DO OUR
PART AS FRIENDS."

20. SADDAM THEN OFFERED AN ANECDOTE TO ILLUSTRATE
HIS POINT. HE HAD TOLD THE IRAQI KURDISH LEADER
IN 1974 THAT HE WAS PREPARED TO GIVE UP HALF OF
THE SHATT AL-ARAB TO IRAN TO OBTAIN ALL OF A
PROSPEROUS IRAQ. THE KURD HAD BET THAT SADDAM WOULD
NOT GIVE HALF THE SHATT--THE KURD WAS WRONG. EVEN
NOW, THE ONLY REAL ISSUE WITH IRAN IS THE SHATT, AND
IF GIVING AWAY HALF OF THE WATERWAY IS THE ONLY
THING STANDING BETWEEN THE CURRENT SITUATION AND
IRAQI PROSPERITY, SADDAM SAID HE WOULD BE GUIDED
BY WHAT HE DID IN 1974.

21. THE AMBASSADOR THANKED SADDAM FOR THE
OPPORTUNITY TO DISCUSS DIRECTLY WITH HIM SOME OF
HIS AND OUR CONCERNS. PRESIDENT BUSH, TOO, WANTS
FRIENDSHIP, AS HE HAD WRITTEN AT THE 'ID AND ON
THE OCCASION OF IRAQ'S NATIONAL DAY. SADDAM
INTERRUPTED TO SAY HE HAD BEEN TOUCHED BY THOSE

22. AMBASSADOR RESUMED HER THEME, RECALLING THAT
THE PRESIDENT HAD INSTRUCTED HER TO BROADEN AND
DEEPEN OUR RELATIONS WITH IRAQ. SADDAM HAD REFERRED
TO "SOME CIRCLES" ANTIPATHETIC TO THAT AIM. SUCH
CIRCLES CERTAINLY EXISTED, BUT THE U.S. ADMINISTRATION
IS INSTRUCTED BY THE PRESIDENT. ON THE OTHER HAND,
THE PRESIDENT DOES NOT CONTROL THE AMERICAN PRESS;
IF HE DID, CRITICISM OF THE ADMINISTRATION WOULD NOT
EXIST. SADDAM AGAIN INTERRUPTED TO SAY HE UNDERSTOOD
THAT. THE AMBASSADOR SAID SHE HAD SEEN THE DIANE
SAWYER SHOW AND THOUGHT THAT IT WAS CHEP AND UNFAIR.
BUT THE AMERICAN PRESS TREATS ALL POLITICIANS
WITHOUT KID GLOVES--THAT IS OUR WAY.

23. WHAT IS IMPORTANT IS THAT THE PRESIDENT HAS
VERY RECENTLY REAFFIRMED HIS DESIRE FOR A BETTER
RELATIONSHIP AND HAS PROVEN THAT BY, FOR EXAMPLE,
OPPOSING SANCTIONS BILLS. HERE SADDAM INTERRUPTED
AGAIN. LAUGHING, HE SAID THERE IS NOTHING LEFT
FOR IRAQ TO BUY IN THE U.S. EVERYTHING IS
PROHIBITED EXCEPT FOR WHEAT, AND NO DOUBT THAT WILL
SOON BE DECLARED A DUAL-USE ITEM- SADDAM SAID, HOWEVER,
HE HAD DECIDED NOT TO RAISE THIS ISSUE, BUT RATHER
CONCENTRATE ON THE FAR MORE IMPORTANT ISSUES AT HAND.

24. AMBASSADOR SAID THERE WERE MANY ISSUES HE
HAD RAISED SHE WOULD LIKE TO COMMENT ON, BUT
SHE WISHED TO USE HER LIMITED TIME WITH THE
PRESIDENT TO STRESS FIRST PRESIDENT BUSH'S DESIRE
FOR FRIENDSHIP AND, SECOND, HIS STRONG DESIRE, SHARED
WE ASSUME BY IRAQ, FOR PEACE AND STABILITY IN THE MID
EAST. IS IT NOT REASONABLE FOR US TO BE CONCERNED
WHEN THE PRESIDENT AND THE FOREIGN MINISTER BOTH
SAY PUBLICLY THAT KUWAITI ACTIONS ARE THE
EQUIVALENT OF MILITARY AGGRESSION, AND THEN WE
LEARN THAT MANY UNITS OF THE REPUBLICAN GUARD
HAVE BEEN SENT TO THE BORDER? IS IT NOT REASONABLE
FOR US TO ASK, IN THE SPIRIT OF FRIENDSHIP, NOT
CONFRONTATION, THE SIMPLE QUESTION: WHAT ARE YOUR
INTENTIONS?

25. SADDAM SAID THAT WAS INDEED A REASONABLE
QUESTION. HE ACKNOWLEDGED THAT WE SHOULD BE
CONCERNED FOR REGIONAL PEACE, IN FACT IT IS OUR
DUTY AS A SUPERPOWER. "BUT HOW CAN WE MAKE THEM
(KUWAIT AND UAE) UNDERSTAND HOW DEEPLY WE ARE
SUFFERING." THE FINANCIAL SITUATION IS SUCH THAT
THE PENSIONS FOR WIDOWS AND ORPHANS WILL HAVE
TO BE CUT. AT THIS POINT, THE INTERPRETER AND
ONE OF THE NOTETAKERS BROKE DOWN AND WEPT.

26. AFTER A PAUSE FOR RECUPERATION, SADDAM SAID,
IN EFFECT, BELIEVE ME I HAVE TRIED EVERYTHING: WE
SENT ENVOYS, WROTE MESSAGES, ASKED FAHD TO
ARRANGE QUADRAPARTITE SUMMIT (IRAQ, SAG, UE,
KUWAIT). FAHD SUGGESTFD OIL MINISTERS INSTEAD AND
WE AGREED TO THE JEDDAH AGREEMENT ALTHOUGH IT WAS
WELL BELOW OUR HOPES. THEN, SADDAM CONTINUED,
TWO DAYS LATER THE KUWAITI OIL MINISTER ANNOUNCED
HE WOULD WANT TO ANNUL THAT AGREEMENT WITHIN TWO
MONTHS. AS FOR THE UAE, SADDAM SAID, I BEGGED
SHAYKH ZAYID TO UNDERSTAND OUR PROBLEMS (WHEN
SADDAM ENTERTAINED HIM IN MOSUL AFTER THE BAGHDAD
SUMMIT), AND ZAYID SAID JUST WAIT UNTIL I GET
BACK TO ABU DHABI. BUT THEN HIS MINISTER OF OIL
MADE "BAD STATEMENTS."

27. AT THIS POINT, SADDAM LEFT THE ROOM TO TAKE
AN URGENT CALL FROM MUBARAK. AFTER HIS RETURN,
THE AMBASSADOR ASKED IF HE COULD TELL HER IF
THERE HAS ANY PROGRESS IN FINDING A PEACEFUL WAY
TO DEFUSE THE DISPUTE. THIS WAS SOMETHING PRESIDENT
BUSH WOULD BE KEENLY INTERESTED TO KNOW. SADDAM
SAID THAT HE HAD JUST LEARNED FROM MUBARAK THE
KUWAITIS HAVE AGREED TO NEGOTIATE. THE KUWAITI
CROWN PRINCE/PRIME MINISTER WOULD MEET IN RIYADH
WITH SADDAM'S NUMBER TWO, IZZAT IBRAHIM, AND THEN
THE KUWAITI WOULD COME TO BAGHDAD ON SATURDAY,
SUNDAY OR, AT THE LATEST, MONDAY, JULY 30.

28. "I TOLD MUBARAK," SADDAM SAID, THAT "NOTHING
WILL HAPPEN UNTIL THE MEETING," AND NOTHING WILL
HAPPEN DURING OR AFTER THE MEETING IF THE KUWAITIS
WILL AT LAST "GIVE US SOME HOPE."

29. THE AMBASSADOR SAID SHE WAS DELIGHTED TO HEAR
THIS GOOD NEWS. SADDAM THEN ASKED HER TO CONVEY
HIS WARM GREETINGS TO PRESIDENT BUSH AND TO
CONVEY HIS MESSAGE TO HIM.

30. NOTE: ON THE BORDER QUESTION, SADDAM REFERRED
TO THE 1961 AGREEMENT AND A "LINE OF PATROL" IT
HAD ESTABLISHED. THE KUWAITIS, HE SAID, HAD TOLD
MUBARAK IRAQ WAS 20 KILOMETERS "IN FRONT" OF THIS
LINE. THE AMBASSADOR SAID THAT SHE HAD SERVED IN
KUWAIT 20 YEARS BEFORE; THEN, AS NOW, WE TOOK NO
POSITION ON THESE ARAB AFFAIRS.

31. COMMENT: IN THE MEMORY QF THE CURRENT
DIPLOMATIC CORPS, SADDAM HAS NEVER SUMMONED AN
AMBASSADOR. HE IS WORRIED.

ACCORDING TO HIS OWN POLITICAL THEORIZING
(U.S. THE SOLE MAJOR POWER IN THE MIDDLE EAST),
HE NEEDS AT A MINIMUM A CORRECT RELATIONSHIP
WITH US FOR OBVIOUS GEOPOLITICAL REASONS,
ESPECIALLY AS LONG AS HE PERCEIVES MORTAL
THREATS FROM ISRAEL AND IRAN. AMBASSADOR
BELIEVES SADDAM SUSPECTS OUR DECISION SUDDENLY
TO UNDERTAKE MANEUVERS WITH ABU DHABI IS A
HARBINGER OF A USG DECISION TO TAKE SIDES.
FURTHER, SADDAM, HIMSELF BEGINNING TO HAVE AN
INKLING OF HOW MUCH HE DOES NOT UNDERSTAND ABOUT
THE U.S., IS APPREHENSIVE THAT WE DO NOT
UNDERSTAND CERTAIN POLITICAL FACTORS WHICH
INHIBIT HIM, SUCH AS:

--HE CANNOT ALLOW HIMSELF TO BE PERCEIVED AS
CAVING IN TO SUPERPOWER BULLYING (AS U/S HAMDUN
FRANKLY WARNED US IN LATE 1988);

--IRAQ, WHICH LOST 100,000'S OF CASUALTIES, IS
SUFFERING AND KUWAIT IS "MISERLY" AND "SELFISH."

32. IT WAS PROGRESS TO HAVE SADDAM ADMIT
THAT THE USG HAS A "RESPONSIBILITY" IN THE
REGION, AND HAS EVERY RIGHT TO EXPECT AN
ANSWER WHEN WE ASK IRAQ'S INTENTIONS. HIS
RESPONSE IN EFFECT THAT HE TRIED VARIOUS
DIPLOMATIC/CHANNELS BEFORE RESORTING TO
UNADULTERATED INTIMIDATION HAS AT LEAST THE
VIRTUE OF FRANKNESS. HIS EMPHASIS THAT HE
WANTS PEACEFUL SETTLEMENT IS SURELY SINCERE
(IRAQIS ARE SICK OF WAR), BUT THE TERMS SOUND
DIFFICULT TO ACHIEVE. SADDAM SEEMS TO WANT
PLEDGES NOW ON OIL PRICES AND PRODUCTION TO
COVER THE NEXT SEVERAL MONTHS.



LAST

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O símbolo olímpico


Achei belo, belíssimo, o símbolo do Rio-2016.

Se for plágio de Matisse, será lamentável.

Se for apenas uma citaçāo, algo absolutamente normal, nāo custava nada ter mencionado.

Mas pode ter sido apenas uma coincidência, uma traição do subconsciente, coisas que acontecem.

Porque é improvável que o artista tenha sido contaminado pelo espírito do COB.


Juca Kfouri é formado em Ciências Sociais pela USP. Desde 2005, é colunista da Folha de S.Paulo e do UOL.

http://www.tatil.com.br/

LAST

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