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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

FALA QUE EU TE ESCUTO. MAS RESPONDO


segunda-feira, 18 de janeiro de 2010 | 5:01

Respondi ontem, no espaço dos comentários, àquilo que alguns leitores escreveram. Decidi publicar o conjunto aqui. Não dá para fazer sempre, mas, de vez em quando, por que não? Fala que eu te escuto — e respondo, hehe.
*
Carlos disse:
O reconhecimento da contradição entre produção social e apropriação privada é um elemento básico do marxismo. Só quem nunca leu sequer uma única página de Lênin pode acreditar que ele ignore o valor humano-genérico da riqueza produzida pela sociedade capitalista. Lênin está acima dessa crítica que você fez.
REINALDO RESPONDE
“Produção social” é a casa da Noca! A noção de “produção social” é uma aberração civilizacional! Quanto a Lênin, ele realmente estaria acima da crítica se não estivesse na lata do lixo da história. Provavelmente fuzilando os adversários, fossem ele “brancos” ou comunas rebeldes.
Acho sempre comovente quando vejo alguém seduzido por um facínora, que fazia profissão de fé na morte como profilaxia revolucionária. Errou, rapaz! Eu sou a pessoa que conheço que mais leu a obra desse animal, incluindo os marxistas da USP, que jamais leram uma linha porque são preguiçosos e porque, admito, Lênin é um porre. É que eu era muito CDF. Você também não deve ter lido. Tenho a benevolência de achar que, se o sujeito não é um canalha, passa a abominar Lênin tão logo o leia. Bem, mas há a chance de que você o tenha lido e tenha se deixado encantar. Você me entendeu, ou fui muito sutil?
*
AriM disse:
Reinaldo sou admirador, tanto, q penso ser seu amigo. Mas acredito firmemente q a humanidade seria melhor sem a Igreja Católica. Seria possível?
REINALDO RESPONDE
Pergunte às mulheres do antigo mundo helênico, as primeiras a aderir ao cristianismo. Elas o fizeram porque os maridos pararam de obrigá-las a fazer aborto; elas o fizeram porque a fidelidade no casamento dos maridos era mais positiva para a formação das famílias; elas o fizeram porque não se impunha mais sacrifício de crianças. Ou pergunte à própria alta filosofia da Grécia o que teria sido dela sem o neoplatonismo católico para preservá-la. Como saber o que poderia ter sido? O mundo seria melhor se tivessem vigorado as Leis de Esparta? Acho que não. Ou as do Império Persa? Também acho que não. Ou mesmo as de Atenas? Duvido. Ou as dos vários barbarismos? O cristianismo foi a primeira idéia de alcance universal que declarou a igualdade entre todos os homens. Teve desvios lamentáveis, é verdade. Mas seu núcleo é uma aposta na tolerância. A Santa Inquisição foi uma desgraça? Foi, sim. Mas alguma outra idéia influente, inclusive a democracia grega, matou menos? É campeonato macabro? Não! O que me interessa, já que não podemos reviver a história com todos os seus fatores contingentes, é o que restou como núcleo e que construiu uma civilização: TOLERÂNCIA E RESPEITO AO HOMEM.
*
Jaime Munoz disse:
Caro Reinaldo,
Leio diariamente seu blog. Tenho grande admiração pela coragem e inteligencia com que trata os problemas políticos. Concordo com a maior parte do que escreve. O assunto dos crucifixos nas repartições públicas é uma das raras exceções. O fato de eliminar crucifixos das R.Ps. não quer dizer que sejamos marxistas leninistas. Não quer dizer que vamos ser contra os crucifixos fora de repartições. Assim, explodir o Cristo está fora de cogitação. Se insistimos em preservar os crucifixos nas R.P. teríamos que concordar que crentes de outras religiões coloquem seus símbolos nas R.P. Se a moda pega, teríamos um museu de imagens num lugar que, pelo menos em teoria, é de trabalho.
REINALDO RESPONDE
Errado, meu caro! A minha frase geral sobre isso é a seguinte: não respeito religião mais nova do que o uísque que eu bebo. O crucifixo está no Brasil há 509 anos. Nunca escrevi que deva ser uma política lotar repartições com ele. Mas tirá-los do seu sossego é puro ato de preconceito e perseguição. É um absurdo tentarem negar a óbvia influência do cristianismo na nossa cultura e até no nosso ordenamento jurídico. E ele nos fez mais bem do que mal.
*
Paulo Cesar Ferreira disse:
Prezado Reinaldo, de Cristão para Cristão, respeito a sua opção, mas a Igreja Católica
Apostólica RO-MA-NA, criada por Constantino, misturando elementos da religião pagã romana (rituais, estatuas de deuses, etc..), com uma das diversas correntes do cristianismo primitivo, repito, está paro o cristianismo assim como o PT está para a democracia. Falam em nome de Jesus, mas deturpam desde o ínicio, até os dias de hoje, o Evangelho do Cristo. O PT fala em democracia, mas a intenção é destruí-la. Como Cristão, entendo que o uso de símbolos de qualquer religião pelo estado, está errado. Mas, a intenção por trás desta idéia é substituir o culto a Deus, pelo culto ao Partido.
Taí o perigo!
REINALDO RESPONDE
Não sei de que confissão você é, mas acho a sua avaliação do catolicismo ligeira e desinformada. Mas você tem razão. A questão não é essa. Eu nem advoguei o caráter sagrado da Cruz ou algo semelhante. Falei de algo inquestionável: é parte da formação cultural brasileira. Se não pode ser imposto, e não pode, também não pode ser perseguido. E concordo: querem tirar o crucifixo e pôr no lugar a estrela e correlatos.
*
Caio disse:
Os prédios são do Estado. E o Estado é laico. Não acredito que isso ataque a fé pessoal das pessoas. Eu vejo sentido nessa proposta, apesar dos possíveis abusos que podem acontecer, como acontecem na França ou na Turquia.
REINALDO IRONIZA
Sei. Você é a favor de um autoritarismo decoroso, sem exageros.
*
renildo disse:
Por mim podem queimar todo símbolo religioso, começando por aquela desgraça de cristo redentor. Ser evolucionista e agnóstico não é privilégio só dos comunas, e sim dos que não precisam de um deus para se justificar no mundo.
REINALDO OBSERVA
Seu comentário, vênia máxima, é uma boçalidade. Eu o mantenho só para lembrar que o Talibã, no Afeganistão, mandou dinamitar os budas esculpidos na rocha, que estavam lá havia alguns séculos. Entendeu o que eu quis dizer ou quer que eu desenhe? Vou desenhar: o seu agnosticismo, ou seja lá que nome tenha essa estupidez, é igual à religião dos talibãs, que eles dizem ser islamismo…
*
Roberto disse:
Não, Reinaldo.
Sou ateu e cético.
Não sou petista, de esquerda, nada disso: sou apolítico. Anulo meu voto desde os 18 anos, etc.
REINALDO OBSERVA
Seu comentário vai até aqui. O resto, eu cortei. Porque ele não prova o seu ateísmo. Lamento dizer que ele só prova a sua falta de limites e de cuidado com a crença alheia. No caso, você ofende a minha. Mas eu não permitiria ofensa a qualquer outra. Se você quer se referir daquele modo a religiões, procure outro blog. Você não precisa se deixar incomodar neste. É muito simples. No geral, seus comentários, concorde eu com eles ou não, são civilizados. Você passou da conta e deveria ter clareza disso. Na sua idade, recorrer àquela linguagem não é prova de coragem, mas de tolice. Deixe a irresponsabilidade para os moços. Neles, pode ser até engraçado. Para alguém com 48 anos, como eu, ou sei lá com quantos, como você, certo vocabulário cai tão bem quanto a gente andar por aí com o elástico da cueca à mostra.. Lamento o seu tom. E, se quiser saber, lamento que tenha forçado a barra e provocado o meu. Seja mais responsável com o que você, visivelmente, desconhece. Ademais, não precisamos brigar. Basta que a gente não se freqüente. A escolha é sua.
*
Marcelo José Gonçalves disse:
A França acabou com símbolos religiosos e nem por isso virou autoritária…
REINALDO OBSERVA
Depende do que se entenda por “virar autoritária”. Certo pensamento francês é bom de mentira. Tanto que transformou um tirano homicida como Robespierr em herói da democracia.
*
Tchelo disse:
Reinaldo.
Não entendo por que você escreve que foi o primeiro a comentar esse ou aquele assunto. Você é bom, muito bom, mas não precisa ficar escrevendo isso com tanta freqüência, é chato.
REINALDO RESPONDE
É…Como eu disse antes de todo mundo, às vezes, eu sou chato!




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ESCARAVELHOS DO DIABO!!!

Reinaldo Azevedo

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010 | 5:11

Eles podem me odiar à vontade — e, se querem saber, faço desse ódio a limonada que refresca o meu dia. Enquanto eu sei por que os repudio, respiro ar permanentemente fresco. Eles me odeiam porque eu os conheço com a paixão com que um entomologista disseca um escarabeídeo da família dos coprófagos. O Brasil, com o seu pendor para a linguagem direta, assim apelidou o bicho: besouro rola-bosta (iamgem acima). Assim: pego o rola-bosta com luvas, faço cortes longitudinais, descrevo o que vejo. Depois os fatio em laminas muito finas e aponto cada detalhe. Sentindo-se descritos, devidamente caracterizados, eles começam a zunir no esterco: “Reacionário! Reacionário! Você não deixa nem a gente defender uma ditadura em paz!”. E noto a favor dos besouros: eles são utilíssimos à natureza e à pecuária. Estes outros, de que falo, apenas tentam fazer do Brasil a matéria de que precisam para sobreviver e se multiplicar.

Lembram-se daquele texto que escrevi sobre a picaretagem intelectual da transversalidade? Afirmei ali que a dita-cuja é o novo nome das tentações totalitárias. Segundo esse truque, um tema deve atravessar verticalmente todas as áreas da vida e pautar tudo, de ponta a ponta: direitos humanos, meio ambiente, cultura… Usam-se palavras benignas para tentar impor a agenda dos grupelhos. Pois bem: depois da Conferência de Comunicação e da Conferência dos Direitos Humanos, agora eles estão preparando a 2ª Conferência Nacional de Cultura, que vai ocorrer entre 11 e 14 de março. Sabem como se chama um dos textos em que a tentação totalitária volta a mostrar as fuças… Acertaram! “Centralidade e Transversalidade da Cultura.” Viram como sempre sei como são esses besouros por dentro?

E o que diz esse documento? Esta pérola: “A cultura deve relacionar-se com as políticas de ciência e tecnologia e reforçar a premissa de que o desenvolvimento científico tem de incorporar a diversidade cultural do País, com seus múltiplos conhecimentos e técnicas”. Sabe-se lá o que isso significa, mas acredito que os governos, no caso das chuvas, por exemplo, devem apelar ao saber eurocêntrico dos meteorologistas, mas também às intuições do Cacique Cobra Coral e daquelas entidades que se juntaram ao MST, à UNE, à CUT, ao Antonio Candido e ao Chico (Guri Deles) Buarque para rever a Lei da Anistia. Não se dará alerta de tempestades sem considerar o que pensam a Ilê Asé Orisá Osun Dewi e a Ilê Ase Oju Omi Iya Ogunte.

Antes de tomar uma decisão sobre qualquer vacina, será preciso perguntar a opinião da Tupã Oca Do Caboclo Arranca Toco e do Núcleo Caboclo Flecha Dourada. Vamos ser claros, no bom sentido, é claro (no bom sentido de novo): toda a ciência e tecnologia que há por aí não passa de uma canalhice caucasiana, eurocêntrica e baseada na exploração capitalista do homem pelo homem. É preciso inverter essa exploração, de modo que o homem passe a explorar o homem, entenderam?, criando uma ciência e tecnologia negra, uma outra indígena, outra ainda que vá na contramão da heteronormatividade. CHEGA DE MAIORIAS DOMINANDO MINORIAS. CHEGOU A HORA DE INVERTER!

Censura
Vocês podem não acreditar. Mas também os meliantes que debatem a Conferência da Cultura querem CENSURAR OS MEIOS DE COMUNICAÇÃO DE MASSA!!! É… Vocês assistiram àquele filme já ancestral chamado Jurassic Park?

Lembram-se quando aquele monte de velociraptor (acima) atacava uma vítima — ou presa — ao mesmo tempo? Bandos de petralha ficariam nos rondando — nós, os jornalistas, artistas, produtores culturais —, numa competição louca para saber quem tiraria primeiro um naco de carne. Lá viria o bando de raptores do Franklin, em nome da Confecom… Depois, o bando de raptores do Juca Qualquer Coisa, da Confecul — bom nome este que sugiro, né? Em seguida, os raptores do Paulo Vannuchi e da Dilma, em nome dos direitos humanos… Ao fim do repasto, a liberdade de expressão estaria como as vítimas dos raptores: estraçalhada, osso puro… Se eles não conseguem ser úteis como aqueles besouros de hábitos esquisitos, também não se igualam exatamente aos raptores: os bichos andavam sobre duas patas.

Se bem que os raptores da cultura pretendem trabalhar em conjunto, sabem? Querem propor alianças. Vejam que bonitinho:
- aliança com a Confecom:
“O monopólio dos meios de comunicação (mídias) representa uma ameaça à democracia e aos direitos humanos, principalmente no Brasil, onde a televisão e o rádio são os equipamentos de produção e distribuição de bens simbólicos mais disseminados, e por isso cumprem função relevante na vida cultural (…) Tão necessário quanto reatar o vínculo entre cultura e educação é integrar as políticas culturais e de comunicação. Nesse sentido, os fóruns de cultura e de comunicação devem unir-se na luta pela regulamentação dos artigos da Constituição Federal de 1988 relativos ao tema. Entre eles o que obriga as emissoras de rádio e televisão a adaptar sua programação ao princípio da regionalização da produção cultural, artística e jornalística, bem como o que estabelece a preferência que deve ser dada às finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas, à promoção da cultura nacional e regional e à produção independente (art. 221).”

Já na primeira conferência, eles pediam: “Garantir a participação da sociedade civil, através de seus fóruns, na discussão da elaboração da lei geral de comunicação de massa assegurando a descentralização, a universalização, a democratização e o controle da sociedade civil sobre os meios de comunicação e que regule o sistema de concessão e produção de conteúdo”.
Traduzo: fechar a TV Globo e obrigar todo mundo a assistir àquela estrovenga inventada por Franklin Martins e Tereza Cruvinel, cujo resultado, como sabem, tem a cara dela e o espírito democrático dele.

- aliança com o meio ambiente
“A política cultural não está alheia à crise ambiental, que se torna mais grave a cada dia. Mesmo porque essa crise decorre de um componente cultural: o modo de vida consumista, que explora exaustivamente os recursos naturais (…). No Brasil aprendemos pouco com as culturas indígenas; ao contrário, o país ainda está preso ao modelo colonial, extrativista, perdulário e sem compromisso com a preservação dos recursos naturais.”
Nem é o caso de mandar internar porque os hospitais psiquiátricos devem ficar reservados, entendo, àqueles que perderam a razão, não aos que perderam a vergonha. “Modelo extrativista-colonial” no Brasil de hoje? No país que tem a agricultura, a pecuária e a agroindústria entre as mais desenvolvidas do mundo? É a maior boçalidade que li neste ano e certamente uma das maiores em qualquer tempo.

O bonito desse negócio de transversalidade é isto: os iluminados se reúnem para debater a cultura, a comunicação e o meio ambiente, a rebimboca da parafuseta e chegam à conclusão de que é preciso:
- controlar os meios de comunicação;
- controlar o jornalismo;
- mudar o currículo das escolas;
- criar uma instância acima da Justiça;
- acabar com o capitalismo;
- destruir a agricultura e a pecuária…
Realizados tais propósitos, aí viria um reino de paz, justiça e igualdade. O mais interessante é que não chega a ser um modelo inédito… Cuba e a Coréia do Norte, por exemplo, já o aplicam, com os resultados conhecidos. Não citarei a China como exemplo porque, na China comunista, esses valentes seriam executados com um tiro na nuca antes que dessem o primeiro pio. Não é o que quero para eles. Eles é que flertam com o que aquele país tem de pior|, não eu.

Os 14 mil
Dia desses, um bobalhão financiado em dólares — grana da Fundação Ford, que financia petralhas de todas as línguas (nem tão bobo…) — afirmou que o tal documento sobre os supostos direitos humanos era democrático porque debatido por mais de 14 mil pessoas… Santo Deus! O Brasil tem quase 200 milhões de habitantes. Aí um bobalhão achou que tinha me pegado no pulo: “Mas você não vive dizendo que apóia a democracia representativa? E agora?”

Besourão, agora o quê? Alguém votou nesses vagabundos? Eu não votei! Alguém que me lê sabe em que cafofo se esconde esse fantástico grupo que representa 0,007% da população? Com que autoridade eles vêm falar em nome dos brasileiros, chamando a própria demência minoritária de democracia? Que é que há? E se as maiorias de fato também resolverem fazer a sua conferência, tentando impor a sua “legislação”? Bando de fascistóides!!!

Não! Não cometam o erro de pensar que essas pessoas são doentes! Não são! São oportunistas. A “causa” em nome da qual falam virou o seu meio de vida, o seu ganha-pão, o seu emprego. Até aí, vá lá… O problema é que uma boa parcela vive do que arranca dos cofres públicos. O problema é que tentam pegar a democracia e o estado de direito e transformar naquelas bolinhas, que levam para os seus buracos, onde depositam seus ovos, de onde saem novos escarabeídeos coprófagos.

Que babem o seu reacionarismo à vontade. Como já brinquei aqui, podem ir tirando seu ódio do caminho que eu quero passar com o meu humor.

Eu os conheço.
Eu os disseco.
Eu os denuncio.

E eles rolando rolam…




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26/10/2008 free counters

La Wikilengua crea un atlas lingüístico oral


La Wikilengua crea un atlas lingüístico oral  (Imagen: Wikilengua)
  • Permitirá que los hablantes suban sus propias grabaciones en la páginas web para reflejar variedades del castellano.
  • Las diferentes modalidades aparecerán geolocalizadas en un mapa.
  • Además el site admite artículos de usuarios anónimos.
20MINUTOS.ES / EFE. 13.01.2010 - 18.36 h

La Wikilengua ha puesto en marcha un atlas lingüístico oral para recoger las variedades de nuestro idioma en el mundo cuando este sitio.

En el segundo aniversario de esta web interactiva, su coordinador, Javier Bezos, ha asegurado que "lo más novedoso es la puesta en marcha de un atlas oral al que los hablantes de todo el mundo pueden subir grabaciones para reflejar una cierta modalidad de habla".

El atlas registrará las diferentes hablas del castellano gracias a la ayuda de los usuarios El objetivo del atlas oral es permitir que todos los hispanohablantes puedan construir con sus aportaciones un registro de las diferentes hablas del castellano, geolocalizadas en un mapa que usa la tecnología de Google Maps, al que se pueden ir añadiendo nuevas grabaciones de sonido.

Existen, además, otros cambios que se han desarrollado en la Wikilengua, como la edición y creación de artículos por usuarios anónimos, "para que sea un sitio realmente abierto y de la web 2.0".

Dos años después de su presentación, la Wikilengua del español ha superado los 11,3 millones de páginas visitadas por un público procedente de una lista de 180 países encabezada por España, México y Colombia, según los datos de Google Analytics.

Este sitio de internet, por su "carácter abierto y participativo", se consolida también como un instrumento pedagógico de enorme proyección pues es, en sí mismo, un recurso didáctico, ya que estudiantes y profesores participan en su construcción.

La Wikilengua fue creado por la Fundación del Español Urgente (Fundéu BBVA) que cuenta con el apoyo red.es, dependiente de la Secretaria de Estado de Telecomunicaciones y para la Sociedad de la Información (SETSI) junto con el Ministerio de Industria y Comercio (MYTEC) y la Universidad Autónoma de Madrid.



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26/10/2008 free counters

Un nuevo tratamiento podría acabar con el molesto zumbido de los oídos


Un nuevo tratamiento podría acabar con el molesto zumbido de los oídos  (Imagen: ARCHIVO)
  • Millones de personas sufren tinnitus, una dolencia auditiva que produce una especie de pitido que impide una vida normal.
  • No existe cura, sólo fármacos que alivian los síntomas.
  • En ocasiones, se vincula con episodios de depresión o ansiedad.
  • El nuevo tratamiento pretende combatir la hiperactividad nerviosa, uno de los factores que lo producirían.

20MINUTOS.ES. 17.01.2010 - 22.22 h

Aquellos que sufren tinnitus -también conocido como acúfenos- podrían acabar definitivamente con sus molestias tras un reciente descubrimiento médico. Un equipo de expertos estadounidenses ha desarrollado un nuevo tratamiento basado en el fármaco conocido como NST-001. Esta medicina calma la hiperactividad de los nervios auditivos, que se cree sería la principal causa de esta dolencia.

El tinnitus produce una especie de pitido o zumbido, sin causa aparente, que puede ser constante o intermitente. Millones de personas sufren esta molestia, y cerca del 15 % asegura no poder dormir ni permanecer concentrados a causa de ello. En ocasiones, la dolencia ha sido vinculada a episodios de depresión o ansiedad.

La medicina utilizada bloquea el exceso de glutamato, sustancia del cerebro causante de la hiperactividad de las neuronas

Como recogen desde Daily Mail, son numerosos los factores causantes del tinnitus; entre estos, algunos medicamentos. Y es que esta molestia puede producirse como efecto secundario de la toma de algunas sustancias, denominadas ototóxicas. De hecho, se considera que son unas 200 las medicinas que podrían ocasionarlo, entre ellas la aspirina.

Las sustancias ototóxicas ocasionan daños en la estructura del oído interno, y pueden ser la causa de problemas auditivos temporales o permanentes.

Por otro lado, el tinnitus podría ser también el resultado de una hiperactividad de los nervios del oído, que enviarían señales falsas. La razón de ello podría estar en una sustancia química del cerebro, conocida como glutamato, que haría que las neuronas se volvieran hiperactivas. Esta hiperactividad ocasionaría que los pacientes escucharan sonidos que en realidad no existen.

No existe una cura para el tinnitus, tan sólo existen fármacos que alivian sus síntomas. Se cree que la medicina utilizada en este nuevo tratamiento, la NST-001, podría suponer una solución definitiva, ya que bloquea la producción de un exceso de glutamato y, por tanto, la hiperactividad nerviosa.

En un ensayo con animales, el fármaco, introducido directamente en el oído, acabó con los molestos sonidos. En unas primeras pruebas con humanos en Alemania, la mayoría de los pacientes aseguró que la dolencia se había reducido.

Por el momento, el nuevo tratamiento continúa bajo ensayo, en esta ocasión, en un hospital en Francia. Habrá que esperar hasta que los médicos determinen si verdaderamente se ha dado con una fórmula efectiva para combatir esta molestia.




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Algunos bancos vuelven a cobrar comisiones en los donativos solidarios para Haití




Algunos bancos vuelven a cobrar comisiones en los donativos solidarios para Haití  (Imagen: Daniel Aguilar / REUTERS)

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20MINUTOS.ES. 18.01.2010 - 13.24 h

Los llamamientos a la solidaridad y a realizar donaciones para ayudar a los damnificados del terremoto de Haití han hecho efecto y muchas personas están haciendo sus donaciones. Muchos de ellos se han sorprendido al observar que sus donaciones solidarias tenían comisión.

¿Se imaginan que por hacer un micro donativo de 1 euro el banco le cobrara una comisión de 1 €? 20minutos.es ha sido testigo de uno de esos casos y las distintas organizaciones de usuarios y consumidores han recibido bastantes quejas sobre casos similares.

La práctica común es no cobrar comisiones

El asunto ha llegado a oídos del Gobierno y ya se ha asegurado que se hablará con los bancos para solucionarlo. La Asociación Española de Banca ha mandado un comunicado a sus asociados (todos los bancos españoles) recordando que "la práctica habitual" es no cobrar comisiones en este tipo de donativos. No hay ninguna normativa que obligue a ello, pero se trata de un acuerdo de facto.

Fuentes de AEB aseguraban a 20minutos.es que los bancos han cobrado comisiones "por error o por la dificultad de cambiar sus sistemas informáticos" y que muchos bancos ya han anunciado que se repararán esos errores, si se reclaman, eso sí, y otros bancos como BBVA han establecido varias plataformas para poder realizar donaciones sin comisión incluso para los que no sean clientes de la entidad.

Comisiones "sin solución"

De cualquier modo, habrá comisiones que no podrán ser subsanadas: las comisiones que sean porque una particular ha hecho su donativo a una cuenta de una ONG de otro banco. Ya que el banco del cliente "no tiene manera de identificar" si la cuenta a la que va el dinero tiene un fin solidario. Si la cuenta de la ONG en cuestión está alojada en la propia entidad, no tendrá comisión seguro y en ello se escudan algunos bancos.

Las comisiones aportan unos ingresos mínimos a cambio de mala imagenPor ello, ya ha asociaciones de consumidores (como la de Baleares) que está haciendo una lista de entidades recomendadas para hacer los donativos, siguiendo los criterios de cobro de comisiones y que permitan elegir a que ONG se dona el dinero.

Tras el tsunami de 2004 y la campaña solidaria que la siguió, ya se produjeron críticas por estas comisiones ¿no ha mejorado nada el sistema bancario en seis años? "Se ha mejorado el sistema y lo prueba iniciativas como la del BBVA, pero hay cosas que nunca se van a poder solucionar como el traspaso entre cuentas de bancos distintos, antes comentados", aseguran desde AEB.

Esta asociación responde a las críticas afirmando que este asunto aporta "unos ingresos mínimos a cambio de una muy mala imagen; la intención de los bancos es solucionar el problema".

"Reclamar es fácil"

El secretario general de la Asociación de usuarios de bancos, cajas de ahorros y seguros (ADICAE), Fernando Herrero, asegura que la respuesta de los bancos de "devolver a quien reclame" es negativa y demuestra la práctica de los bancos de "aplicar todas las comisiones que se me ocurran y devolver a quién reclame".

La responsabilidad social corporativa de los bancos es ficticiaHerrero anima a los usuarios a reclamar porque es "más fácil de lo que se creen" y comenzar a ser conscientes de que es necesaria una legislación más exigente en este asunto y eliminar la "ley de la selva" que impera.

Igualmente, el secretario general de ADICAE critica que esta respuesta de los bancos de lucrarse en estas circunstancias demuestra que "toda la parafernalia de la responsabilidad social corporativa que hacen gala los bancos y las cajas de ahorro es ficticia y un mero instrumento de marketing. "




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Pitbull ataca a própria dona, que teve a perna amputada, em São Paulo


Plantão | Publicada em 18/01/2010 às

TV Tem

SÃO PAULO - Um pitbull atacou a própria dona, que teve a perna amputada, em Sorocaba, cidade a 97 km da capital paulista. Rosane de Fátima Campos, de 40 anos, ganhou o pitbull há apenas três dias. O animal já era adulto e segundo vizinhos, parecia tranquilo. Ela estava com a irmã e a sobrinha de 4 anos de Rosane, em casa, quando o cachorro avançou sobre a menina. Ao tentar salvá-la, a dona de casa foi atacada pelo animal. Um vizinho ouviu os gritos e correu para ajudar, mas também foi mordido.

A Polícia Militar foi acionada e precisou dar cinco tiros para conter o cachorro, que morreu. A mulher foi levada para o Hospital Regional de Sorocaba e passa bem. Mas o ferimento provocado pelas mordidas foi tão grave, que ela teve que ser operada para amputar a perna esquerda. Os vizinhos estão assustados. O vizinho levou oito pontos na mão esquerda e passa bem.




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26/10/2008 free counters

Fábio Assunção provavelmente não fará a próxima novela de Gilberto Braga





Segundo informações do colunista Flávio Ricco, o ator Fábio Assunção provavelmente não fará a próxima novela das oito, substituta de Passione, que possui a autoria de Gilberto Braga e Ricardo Linhares. Entretanto, o ator já recebeu convite da autora Maria Adelaide Amaral para fazer um dos papéis principais na novela Ti Ti Ti, trama das sete que substituirá Tempos Modernos, atualmente no ar.


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26/10/2008 free counters

Jeff Bridges Deserves An Oscar For “Crazy Heart”


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The main difference between movie stars and actors is that, too often, movie stars make the characters they play fit into their own persona. True actors do the opposite by going under the skin of the characters they inhabit on the silver screen. Great actors, such as Jeff Bridges, make this intense psychological challenge of becoming someone else seem effortless.

In “Crazy Heart”, Jeff Bridges accomplished this magical metamorphosis by embodying Bad Blake a down-on-his-luck hard drinking small time country singer. Jeff Bridges is so much at the top of his game in “Crazy Heart” that we can almost smell the tobacco on his clothes and hair, and get a strong whiff of booze from his breath.

The perfect little gem that is “Crazy Heart” finds Bad Blake at the end of his rope. Bad Blake is barely surviving drifting from one small time gig to the next in his beat up old Suburban. Blake is out of control, fading fast and seems to be about to lose his grip on life. But then he meets a young reporter who sees the talent and even the humor of Blake under the crumbling facade, and despite the obvious wreckage of his life.

“Life is funny and tragic, and the humor in the movie gets you a relief from the downside, but it also sort of sets you up for the next hard moment. It makes it a bit off kilter- you are laughing, and then heartbreak comes. It is like great country music,” said Bridges.

And like great country music, this terrific movie is about raw emotions, heartbreaks and trying to overcome adversity. Jeff Bridges drew his inspiration from several country singers to become Bad Blake on the screen.

“One of the direction that “Crazy Heart” writer/director, Scott Cooper, gave me was to to think of the Highwaymen- Willie Nelson, Waylon Jennings, Johny Cash and Kris Kristofferson- and to think that, in our alternate universe, Bad Blake would have been the fifth Highwayman. All of those guys and other people went into it. Townes Van Zandt, Leonard Cohen, Bob Dylan. There are aspects of myself too. That is where I start with all the parts I do. I look for the places where my character and I overlap. That is always the beginning point,” said Bridges.

An Oscar win is long overdue for Jeff Bridges. During his long career, the 60 years old actor has had four Oscar nominations. One for lead actor in “Starman” (1984), and three for supporting roles in “The Last Picture Show”(1971), “Thunderbolt & Light-Foot”(1974) and “The Contender” (2000).

“Crazy Heart” is based on a novel by Thomas Cobb and was written and directed by first time director Scott Cooper. The small budget movie was shot in just 24 days, but it is likely to become a film classic. It is a throw back to gritty, unpretentious American cinema with rich multidimensional characters, which are not cardboard cutouts like in so many big Hollywood films. “Crazy Heart” oozes with the richness of its characters, it is about life, love, heartbreak and ultimately the triumph of the human spirit over life’s curve balls.




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Globo de Ouro 2010: Jeff Bridges leva o prêmio de melhor ator dramático por 'Crazy heart'


Plantão | Publicada em 18/01/2010 às 01h47m

O Globo

RIO - Jeff Bridges levou o Globo de Ouro de melhor ator dramático pelo papel de um cantor country alcoólatra em 'Crazy heart'. Concorriam ao prêmio Morgan Freeman ("Invictus"), George Clooney ("Amor sem escalas"), Colin Firth ("Direito de amar") e Tobey Maguire ("Entre irmãos").


SOU FÃ DELE!

Fearless

Fearless (br / pt: Sem medo de viver )


Fearless is a 1993 film directed by Peter Weir and written by Rafael Yglesias from his novel of the same name. It was shot entirely in California.

Rosie Perez was nominated for an Academy Award for Best Supporting Actress for her role as Carla Rodrigo. She lost to Anna Paquin for The Piano. Jeff Bridges' role as Max Klein is widely regarded as one of the best performances of his career.[1][2][3] The film's soundtrack features part of the first movement of Henryk Górecki's Symphony No. 3, subtitled Symphony of Sorrowful Songs.

Contents

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[edit] Plot summary

Max Klein is a survivor of a plane crash. Many die, including his business partner. The trauma transforms his entire life. He enters an altered state of consciousness; soon after the crash he even thinks he is dead, and begins rethinking life, death, God, and the afterlife. Existential questions start to preoccupy his life. He moves away from his wife, son, and friends but, encouraged by an airline-contracted psychiatrist, he tries to break the depression and apathy of another survivor, Carla Rodrigo, who lost her baby son during the flight. Eventually Max's increasingly dramatic attempts at pushing the boundaries between life and death succeed in jolting Carla from her uncertain state. However, after parting company with Carla, Max remains preoccupied, which endangers his relationship with his wife and son. Max has another extremely serious near-death experience after eating a strawberry, resulting in a severe allergic reaction. He survives and (it is implied) recovers his emotional connection to his family and the world.

[edit] Cast

[edit] Historical connections

The doomed flight in the movie bears many resemblances with the real-life crash landing of United Airlines Flight 232 in 1989:

  • The plane suffered a failure in the hydraulics system, following an engine explosion.
  • The crew attempted an emergency landing, and many of the passengers and crew survived.
  • A man receives media coverage for saving the life of a small child who is supposed to be a real-life survivor. This child, in real life was Spencer Bailey. In real life, the man was Lt. Colonel Dennis Nielsen.
  • The plane skids into a cornfield.

[edit] References

  1. ^ "100 Essential Male Film Performances: Part 4 - From Page to Screen". http://www.popmatters.com/pm/feature/108825-part-4-from-page-to-screen/.
  2. ^ "A superb Bridges turns in Fearless performances". http://tech.mit.edu/V113/N53/fearless.53a.html.
  3. ^ "5 for the Day: Jeff Bridges". http://www.thehousenextdooronline.com/2008/05/5-for-day-jeff-bridges.html.

[edit] External links


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Lula prepara novo ataque à mídia



Publicada em 17/01/2010 às 23h52m

Martha Beck

BRASÍLIA - O governo Lula não desistiu de aprovar algum tipo de controle de conteúdo dos meios de comunicação no Brasil, como aconteceu recentemente na Argentina e na Venezuela. Depois da discussão do tema na Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) e da criticada abordagem no Programa Nacional de Direitos Humanos, o governo agora prepara uma nova investida para estabelecer o "controle social" dos meios de comunicação. A 2ª Conferência Nacional de Cultura promete trazer à tona, mais uma vez, o debate sobre liberdade dos meios de comunicação no país.

Como revelou ontem o jornal "O Estado de S. Paulo", o texto-base da conferência, que será realizada pelo governo federal em março, defende o papel da mídia como difusora de cultura e educação, mas afirma que "o monopólio dos meios de comunicação representa uma ameaça à democracia e aos direitos humanos, principalmente no Brasil, onde a televisão e o rádio são os meios de produção e distribuição de bens simbólicos mais disseminados".

Na Confecom - da qual, como forma de protesto, as entidades representativas do setor decidiram não participar - discutiu-se até a adoção de auditorias do poder público em empresas de comunicação. Depois, o Programa Nacional de Direitos Humanos propôs a cassação de concessões de empresas que, a critério do governo, violassem os direitos humanos.

O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) informou no domingo o conteúdo do texto-base da 2ª Conferência Nacional de Cultura. Segundo ele, o mercado brasileiro é competitivo e diversificado:

- O Brasil não é um monopólio. Dizer isso é um exagero, um erro. No país há concorrência, diversidade de veículos e de opiniões.

Segundo Miro, tanto o Programa de Direitos Humanos como o texto-base da 2ª Conferência tratam de temas importantes de forma vaga, o que acaba prejudicando a discussão em torno de assuntos mais importantes:

- Será que não estamos nos desviando de assuntos mais relevantes? A população pede ações nas áreas de previdência, saúde e até mesmo de cultura e esporte, mas há uma ausência de soluções - disse.

Segundo Miro, em pleno ano eleitoral o governo evita falar de temas verdadeiramente importantes, como a reforma da Previdência. A oposição ainda tenta encontrar uma maneira de agir sem se contrapor à figura popular do presidente Lula, e também não fala desses assuntos.

- Isso dá no pior dos mundos - disse Miro Teixeira.

O texto-base da 2ª Conferência Nacional de Cultura, divulgado domingo pelo "Estado", afirma que os fóruns de cultura devem se unir para regulamentar o artigo da Constituição que obriga emissoras de rádio e televisão a adaptar sua programação ao princípio da regionalização de produção cultural, artística e jornalística. Segundo Miro, essa parte do documento também causa espanto, pois esta é uma ação que o próprio governo federal já deveria estar pondo em prática.

- O artigo 221 da Constituição (que trata da regionalização da produção cultural) não admite regulamentação. É o próprio governo quem tem que cumprir essa regra na hora de renovar concessões de veículos de comunicação - explicou o deputado.

A secretária de Articulação Institucional do Ministério da Cultura, Silvana Meireles, nega que o texto-base proponha qualquer interferência nos meios de comunicação. Segundo ela, o trecho do documento que fala no monopólio não afirma que é uma prática no país.

- Estamos apenas dizendo que a televisão tem um papel importante no acesso à informação da população brasileira - disse ela.

A secretária também disse que, embora a implementação do conteúdo regional na mídia seja um papel do próprio governo federal, é positivo ressaltar sua importância:

- Não vemos polêmica no texto. Ele foi composto de propostas aprovadas em conferências regionais realizadas em 2.992 municípios, e em nenhum desses lugares houve qualquer controvérsia.




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