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domingo, 6 de dezembro de 2009

Justiça de São Paulo rejeita ação de filho de Lula contra revista Veja


Redação Portal IMPRENSA

A 2ª Vara Cível de Pinheiros, em São Paulo, negou ação de indenização por danos morais impetrada por Fábio Luís da Silva, o Lulinha - filho do presidente Lula - contra a Editora Abril e o repórter Alexandre Oltamari, da revista Veja. A decisão foi da juíza Luciana Novakroski de Oliveira e ainda cabe recurso.

Reprodução
Capa da revista
A ação foi movida após publicação de reportagem na revista Veja, intitulada "O Ronaldinho de Lula", em que o repórter compara a atuação do filho do presidente da República na empresa Gamecorp com o desempenho do atacante do Corinthians. A matéria insinuaria que o êxito de Lulinha se deve à filiação e aos contatos propiciados pelo parentesco com o presidente.

"O fundo da reportagem é verdadeiro e aborda assunto de relevante interesse público", argumentou a juíza na decisão. De acordo com a sentença, Lulinha deverá arcar com as despesas processuais do caso, no valor de R$ 20 mil. A informação é do jornal O Estado de S.Paulo.











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26/10/2008 free counters

Patrimônio de Arruda cresceu mais de 1.000%


07:25 | 06 de Dezembro de 2009

Por Rodrigo Rangel

Brasília - Acossado por denúncias de corrupção e filmado recebendo dinheiro vivo no escândalo do "mensalão do DEM", o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, tem hoje um patrimônio que, em apenas sete anos, cresceu 1.060%. Nas declarações apresentadas à Justiça Eleitoral, em 2002 e 2006, a soma dos bens do governador não passava de R$ 600 mil. Agora, o patrimônio real da família Arruda, só em imóveis, em Brasília, acumulou um valor de mais de R$ 7 milhões.

Antes, o governador declarava R$ 598 mil em bens, que incluía apenas um imóvel em Brasília. As demais propriedades, um apartamento, uma casa e um lote, ficavam na cidade mineira de Itajubá, sua terra natal. Uma caminhonete, uma linha telefônica e uma conta com R$ 20 mil, no Banco do Brasil, completavam o patrimônio.

Da posse como governador do DF, em 2007, para cá, a maneira como as aquisições foram feitas levanta suspeita - em pelo menos dois casos, os imóveis foram comprados por terceiros e depois transferidos para filhos de Arruda. O hábito de registrar imóveis em nome dos filhos fez com que as declarações de bens apresentadas à Justiça Eleitoral ficassem modestas diante de seu patrimônio real.

A lista inclui aquisições recentes. Uma delas foi feita neste ano, após a gravação dos vídeos que mostram a farta distribuição de dinheiro do "mensalão do DEM". Em 17 de setembro, ele comprou cinco salas em um prédio comercial com localização nobre em Brasília, em frente ao Banco Central, ao preço de R$ 1,6 milhão. O negócio, registrado em nome do próprio governador, chama a atenção por várias razões.

Quem vendeu as salas foi a Brasal Incorporações e Construções, cujo dono é um correligionário do governador, o deputado federal Osório Adriano (DEM-DF), empresário de sucesso na cidade. De acordo com a escritura, pelas cinco salas, mais seis vagas de garagem, Arruda deu um sinal de R$ 350.000,08 e financiou a diferença direto com a construtora, em 91 prestações, sem juros.

A julgar pelas cifras previstas na escritura, o governador teria de comprometer uma parte considerável de seu salário só para pagar as prestações das salas. São R$ 9.999,98 por mês em prestações, quase dois terços dos R$ 16 mil que Arruda recebe como governador, mais as prestações intermediárias anuais de R$ 49.999,98.

Há mais negócios da família com a construtora do deputado-empresário Osório Adriano. Pouco depois da aquisição feita por Arruda, um de seus filhos comprou uma sala e duas garagens no mesmo prédio, por R$ 519 mil.

No rol de imóveis adquiridos nos últimos anos por Arruda há ainda uma casa em um condomínio do Setor de Mansões Dom Bosco, no Lago Sul de Brasília. A propriedade, avaliada em pelo menos R$ 2 milhões e comprada pelo governador em 2004, estava em nome dos filhos do primeiro casamento. Em outubro do ano passado, foi doada para a atriz Mariane Vicentini, com quem o governador teve um segundo casamento.As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.









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26/10/2008 free counters

Registro de ocorrências policiais fica suspenso em SP

Por AE

São Paulo - O registro de boletins de ocorrência (BO) nos distritos policiais do Estado de São Paulo e na Delegacia Eletrônica, pela internet, não será possível na manhã deste domingo, no período das 6 às 10 horas. De acordo com aviso da Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP), esses serviços serão interrompidos por causa de manutenção na rede de equipamentos da Prodesp (Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo). Os sistemas de identificação civil e criminal, do Instituto de Identificação da Polícia Civil, também terão seu funcionamento afetado.

A manutenção, segundo a Prodesp, é necessária para melhorar a infraestrutura elétrica e da segurança física das informações e para garantir o funcionamento ininterrupto do sistema, em caso de falhas no fornecimento de energia elétrica. Para realizar a manutenção preventiva, será suspenso o fornecimento de energia elétrica ao datacenter da Prodesp, o que afetará os sistemas da Secretaria da Segurança Pública e da Polícia Civil.

O policiamento nas ruas, pela Polícia Militar, não será afetado e o atendimento à população nos distritos policiais será feito pelas equipes de plantão. A data programada para a interrupção foi escolhida pela Prodesp, em acordo com outros órgãos do Estado, de forma a trazer o menor impacto possível.


( É um verdadeiro parto fazer B.O. , parece que o cidadão não tem direito nem de entrar para a estatistica, pois o crime a queixa seja lá o que for nÃO vai ser resolvido mesmo, a pessoa passa horas sendo enrolada pelo escrivão e sei lá mais quem, para obter uma ou duas folhas impressas do B.O. , eles fazem de tudo para voce desistir , a delegacia esta vazia e os funcionarios catando moscas , mas voce fica umas 4 horas para ter a atenção de alguem e ser atendido, quando então começa uma verdadeira luta para obeter o tal pedaço de papael tãããão valioso para quem trabalha na delegacia, eu realmente não compreendo tamanha má vontade em elaborar um B O, deve ter um grande valor não fornecer , pois eles se empenham para que voce desista)










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26/10/2008 free counters

Manifestantes ignoram Justiça e ficam na Câmara do DF

Por Felipe Recondo

Brasília - Os manifestantes que ocupam a Câmara Legislativa do Distrito Federal desde o início da semana ignoraram a decisão da Justiça de reintegração de posse e decidiram permanecer no prédio. Eles dizem que permanecerão no local até a saída, a renúncia ou impeachment do governador do DF, José Roberto Arruda (DEM), e do vice-governador, Paulo Octávio (DEM), e dos deputados investigados pela operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal.

O presidente em exercício da Casa, Cabo Patrício (PT), foi comunicado da decisão após uma assembleia dos manifestantes no plenário da Câmara. O deputado deve se reunir nos próximos dias com integrantes da mesa diretora da Câmara para discutir o que será feito diante do impasse.

Na quarta-feira, os manifestantes chegaram a desocupar o plenário após negociação com a direção da Casa. No mesmo dia, porém, eles retornaram ao plenário depois de lidos os pedidos de abertura de processo de impeachment contra o governador.









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26/10/2008 free counters

Poder, dinheiro, corrupção e...





O governador de Brasília estrela um dos mais repugnantes espetáculos
de corrupção já vistos na história. Sem nenhum pudor, políticos foram
filmados recebendo dinheiro de propina em meias, cuecas, bolsas e até
via Correios. Depois, ainda rezam, agradecendo a Deus a graça alcançada


Diego Escosteguy e Alexandre Oltramari

Celsio Junior/AE
DEPARTAMENTO DA PROPINA
José Roberto Arruda tinha um secretário encarregado exclusivamente de subornar aliados e achacar empresários


No dia 4 de setembro de 2006, no auge da eleição para o governo do Distrito Federal, José Roberto Arruda encaminha-se até o escritório do delegado aposentado Durval Barbosa, então secretário do governo e seu coordenador de campanha. Ele aperta a mão de Durval e lhe dá um tapinha nas costas: "Meu presidente!". Arruda acomoda-se gostosamente no sofá, dá um profundo suspiro e pede um chazinho à secretária. Tira do bolso um papelzinho e diz a Durval: "Queria ver quatro coisinhas com você. Só posso pedir para você porque é algo pessoal". Arruda começa pela corrupção miúda, pedindo a Durval que consiga emprego para o filho dele numa das empresas que mantêm contratos com o governo. Depois abusa um pouquinho mais e recomenda que o delegado "ajude" a empresa de um amigo. Finalmente pergunta sobre o financiamento para a campanha. "Estou medroso com esse troço", diz Arruda. Durval tenta tranquilizá-lo: "A gente só não pode internalizar o dinheiro". Ato contínuo, Durval abre o armário, pega um pacote com 50 000 reais e o entrega a Arruda. "Ah, ótimo", agradece o candidato. Num lapso de 23 minutos e 45 segundos, com o equipamento do ladino Durval e a desfaçatez de Arruda, produziu-se o primeiro capítulo da mais devastadora peça de corrupção já registrada na história do país.

Talvez encantado com o espírito do Natal que se aproxima, Arruda veio a público na semana passada para dizer que, sim, ele recebeu o pacotão de dinheiro que aparece no vídeo - mas que, por nobreza de coração, usou os recursos na compra de panetones para os pobres que habitam a periferia de Brasília. Nem Papai Noel acreditou. A burlesca cena protagonizada por Arruda está num dos trinta vídeos entregues por Durval aos promotores do Ministério Público do Distrito Federal, aos quais VEJA teve acesso na íntegra (assista a uma seleção dos vídeos exclusivos). Ele também forneceu documentos e prestou um minucioso depoimento, expondo as vísceras do esquema de corrupção chefiado por Arruda e pelo empresário Paulo Octávio, vice-governador de Brasília. Até o início da crise, o ex-delegado era secretário de Relações Institucionais - uma espécie de embaixador da corrupção do governo de Brasília. Cabia à turma dele coordenar as fraudes nas licitações do governo, achacar os fornecedores e repassar o butim a Arruda e Paulo Octávio, distribuindo o restante da propina aos deputados da base aliada na Câmara Legislativa do DF. Ou seja, uma versão brasiliense e democrata do mensalão petista.

A colaboração de Durval, que espera com isso receber um perdão judicial, resultou na Operação Caixa de Pandora, deflagrada há uma semana pela Procuradoria-Geral da República e pela Polícia Federal, na qual se apreenderam, nos escritórios da quadrilha, documentos e cerca de 700 000 reais em dinheiro vivo. Os promotores calculam que a quadrilha do panetone tenha desviado dos cofres públicos a formidável soma de 500 milhões de reais - de modo que os pobres de Brasília, graças quem sabe às orações da propina divulgadas por Durval, devem desfrutar um gordo Natal neste ano. Inexiste quantia, contudo, que supere a força simbólica de uma imagem como a do governador Arruda recebendo um bem fornido maço de notas de 100 reais. Não é à toa que as produções de Durval se tornaram hits instantâneos na internet e correram as televisões do mundo: nunca se registrou com tamanha precisão, muito menos de maneira tão límpida e pedagógica, a ilimitada capacidade dos políticos de ignorar os mínimos princípios de dignidade pública. O sentimento de repulsa é inevitável.

Dida Sampaio/AE
IRMANDADE
O presidente do Democratas, deputado Rodrigo Maia (à dir.), em reunião com o deputado ACM Neto (à esq.): relação fraternal com Arruda dificulta expulsão do governador


Essa indignação apareceu graças ao talento dramatúrgico do obstinado Durval. Durante anos, ele gravou com esmero as estripulias cometidas pelos maganos dessa máfia. Além da participação especialíssima de Arruda, o Generoso, aparecem nos filmes deputados, empresários, jornalistas, lobistas, burocratas, assessores. São filmes ricos em elenco - e, sobretudo, em conteúdo. Todos foram rodados nos escritórios do diretor Durval. O enredo é sempre o mesmo. Os personagens procuram o delegado em busca de dinheiro e favores. O final é igualmente previsível. Como se descobriu nos últimos dias, os coadjuvantes sempre dão um jeitinho de sair de lá com dinheiro - seja nas meias, na cueca, na bolsa, no paletó (veja os quadros). Antes de embolsarem o cachê, esses bufões da corrupção combinam negociatas e trocam confidências sobre os esquemas de cada um. Enquanto eles riem, só resta à plateia chorar: toda essa deprimente patuscada é paga com nosso dinheiro.

As gravações demonstram que Durval era o gerente da quadrilha, intermediando negociatas entre a cúpula do governo e as empresas que sobrevivem de contratos públicos. Num dos vídeos inéditos, gravado no dia 14 de outubro deste ano, Geraldo Maciel, assessor de Arruda, encaminha a Durval as determinações do governador. Maciel conta que Arruda ordenou a contratação da Brasif, empresa ligada ao DEM. "Esse pessoal vai assumir os compromissos com você", explica o assessor de Arruda. "Compromissos", na linguagem da quadrilha, significa propina. "Ele (Arruda) é quem decide", responde o delegado. Em seguida, os dois acertam como será direcionada a licitação para contratar a Brasif - e como será o rateio. "O que ficaria livre para ele?", pergunta Maciel, numa referência a Arruda. "Um e duzentos", esclarece Durval. Um milhão, claro.

Pobre Durval. Numa das conversas, Maciel, o assessor de Arruda, desabafou: "Não aguento mais o Leonardo Prudente no meu pé. Ele quer entrar em todas". Prudente é aquele deputado que guardou os maços de dinheiro na meia - e que aparece em outro vídeo, mas neste estocando dinheiro num envelope, pelo menos. Deve ter sido a única vez na qual Prudente foi... prudente. Na operação de busca e apreensão, quando os policiais estiveram em sua casa, o deputado tentou esconder sua fortuna de todas as formas. Prometeu até colaborar - mas os agentes flagraram o caseiro dele correndo na rua com uma sacola abarrotada de dinheiro. "Tudo bem, vou mostrar", anuiu Prudente, revelando aos policiais o esconderijo dos 80 000 reais que guardava em casa - a banheira de hidromassagem.

Os quadrilheiros seguiam um rígido código de conduta - quem se desviasse dele, como o voraz deputado das meias, transformava-se num pária. Nos vídeos, Durval deixava claro quais eram as regras do jogo: "Não pode levar para casa. Isso é uma distorção. Não é democrático. Tem que ajudar os outros". Para a turma do panetone, a comunhão da propina era uma obrigação moral. O publicitário Abdon Bucar, que fez a campanha de Arruda, presta serviços para o DEM e detinha contratos com o governo de Brasília, reclama de 1 milhão de reais que caíram na conta dele - caíram para ser lavados e sair de lá limpinhos. "Meu contador disse que vou ter de arranjar outra nota, que a última deu problema", explica o publicitário. Ele reclama do atraso na parte que lhe é devida. E avisa: "Vou arrochar os caras". Logo depois, cobra "os 750 000 do PFL". Durval, como sempre, ouve a reclamação com paciência e promete resolver. Depois de anos gravando e operando a corrupção, e ameaçado por 32 processos na Justiça, Durval negociou a delação premiada com o Ministério Público, por meio do jornalista Edson Sombra, um amigo dele que afirma guardar mais de uma centena de fitas envolvendo dezenas de autoridades em Brasília.

Paulo de Araújo/CB/D.A Press
DURVAL VÍDEOS
O homem que destruiu a cúpula do governo do DF tem 120 fitas com cenas de corrupção


A implosão do esquema de corrupção montado no governo do DF provocou um abalo sísmico no DEM. Diante das cenas chocantes, os democratas concluíram que a única saída para minimizar o prejuízo eleitoral do partido com o escândalo seria a expulsão imediata do governador. A estratégia, porém, precisou ser alterada após uma reunião na qual Arruda ameaçou revelar segredos que aparentemente não podem ser expostos à luz do sol. "Se vocês radicalizarem comigo, eu radicalizo com vocês", avisou o governador. Nem todo mundo entendeu. Não parece ter sido o caso do presidente do DEM, o deputado Rodrigo Maia, amigo de Arruda e padrinho de algumas nomeações em seu governo. Além da suspeita de que Arruda possa ter colocado sua máquina de desvios a serviço do partido, um detalhe ainda desconhecido liga a cúpula do DEM ao epicentro do tremor. Maia é íntimo do publicitário Paulo César Roxo Ramos, arrecadador informal da campanha de Arruda e acusado por Durval de operar a engrenagem de achaques que funcionava no governo do amigo.

A intimidade de Paulo Roxo com o presidente do partido era tal que no sábado dia 28, assim que foi divulgado o primeiro vídeo da corrupção, o publicitário correu à casa em que Maia vive em Brasília, não por coincidência alugada por outro amigo do presidente do DEM, André Felipe de Oliveira, ex-secretário de Esportes no governo Arruda. Roxo estava preocupado com a reação de Arruda caso o DEM decidisse emparedá-lo. "Você precisa segurar o partido. O desgaste pode ser muito maior se Arruda fizer uma besteira", alertou. Essa proximidade alimenta a suspeita de que a arca clandestina de Brasília pode ter contaminado o caixa nacional do partido. Na semana passada, sob a condição de anonimato, um dirigente do DEM revelou a VEJA que pelo menos oito comitês de candidatos apoiados pelo partido nas últimas eleições municipais receberam dinheiro captado por operadores de Arruda. O deputado José Mendonça, do DEM de Pernambuco, era um dos mais aflitos. Ele pediu insistentemente a deputados e senadores do DEM que poupem Arruda da expulsão.

PROPINA NA SACOLINHA


Em 2006, o deputado José Roberto Arruda, então candidato ao governo de Brasília, aparece no vídeo refestelado no sofá do gabinete de Durval Barbosa, um de seus caixas de campanha, recebendo dinheiro vivo. Apanha os maços sem nenhum constrangimento. Mostra alguma preocupação apenas em sair com as notas.

"Tô nervoso com esse troço (…). Eu tô achando que podia passar lá em casa, porque descer com isso aqui..."

Ganha uma sacolinha de papel para esconder o dinheiro - segundo ele, usado para comprar panetones para os pobres.

PROPINA NA MEIA


Uma das cenas mais acachapantes já vistas na vasta cinebiografia da corrupção foi a do presidente da Câmara Legislativa, Leonardo Prudente, colocando dinheiro nos bolsos do paletó, nas calças e, sem ter mais onde enfiá-lo, apelando até para as meias. Diante de imagens irrefutáveis, o parlamentar do DEM explicou que não havia nada de mais na cena. O dinheiro era para ser usado em sua campanha e foi acondicionado nas roupas daquela maneira grotesca apenas por questão de segurança. Na sua casa, a polícia encontrou 80 000 reais escondidos numa banheira.

- É que eu não uso pasta! - justificou.

PROPINA NA CUECA


Dono de um jornal que faz loas seguidas ao governo, o empresário Alcyr Collaço foi filmado guardando maços de notas nas partes íntimas. Para que tudo coubesse sem desconforto, ele tira até o celular do bolso da frente da calça. Em uma conversa com o ex-secretário Durval Barbosa, o empresário mostra que é bem informado sobre a distribuição da propina:

Durval: O Arruda, ele dá 1 milhão por mês ao Filipelli...

Alcyr: Oitocentos paus. 500 é Filipelli (...) Vai 100 para o Michel, 100 para o Eduardo e 100 para o Henrique Alves, e 100 ia para o Fernando Diniz. Morreu. 800 paus.

PROPINA NA BOLSA


A deputada Eurides Brito mostra que no inseparável acessório feminino cabe sempre mais alguma coisa. Na fila do mensalão, em segundos, a parlamentar entra na sala, tranca a porta, nem se senta e coloca cinco maços de dinheiro na bolsa de couro. Parecia apressada. Em conversa com o ex-secretário, Eurides ainda fala mal do patrão Arruda. Logo depois, com a bolsa estufada, a distrital deixa a sala com a mesma rapidez com que entrou.

PROPINA NO BOLSO


O deputado Junior Brunelli é corregedor da Câmara Legislativa. Caberia a ele fiscalizar a atividade de seus colegas. Em perfeita sintonia com seus pares, ele também aparece sorrateiramente no gabinete de Durval Barbosa, senta-se à sua frente, troca algumas palavras, enquanto recebe um maço de notas. Nem confere - e sequer faz qualquer comentário sobre o dinheiro antes de enfiá-lo no bolso.

PROPINA NA MESA


Representantes de uma empresa que tem contrato com o governo de Brasília entregam a Durval Barbosa uma "encomenda": uma mala preta com 298 000 reais. O dinheiro, segundo eles, era para ser dividido entre os secretários. Eles retiram pacotes de cédulas e os vão empilhando em cima da mesa.

Empresário: Vim trazer aqui uma encomenda.

Durval: Tá certo. (...) Aqui tem quanto?

Empresário: Cem... duzentos... duzentos e cinquenta, duzentos e noventa... e oito.

A ORAÇÃO DA PROPINA


Depois de uma reunião no gabinete de Barbosa, onde embolsavam propina, Leonardo Prudente e Brunelli convocam uma oração para agraceder a "bênção" recebida. Abraçados, os três ouvem a homilia proferida por Brunelli:

"Pai eterno, eu te agradeci por estarmos aqui. Sabemos que somos falhos, somos imperfeitos, mas que o teu sangue nos purifique (...) Somos gratos pela vida do Durval ter sido instrumento de bênção para nossas vidas (...)".

Brunelli é filho do fundador de uma igreja evangélica que vendia lotes no céu.

Como funciona a delação premiada

Everett Collection/Grupo Keystone
SEM SAÍDA
Denzel Washington viveu o traficante Frank Lucas no cinema: delação


A humanidade, como regra, abomina os traidores. No mundo do crime, em que vigoram normas e convenções bem peculiares, a delação quase sempre é sinônimo de pena capital para o envolvido. No mundo civilizado, a delação premiada - instituto jurídico que concede extinção ou diminuição de pena em troca da colaboração com a Justiça - tem sido uma das principais ferramentas para combater o crime organizado. Apesar de prevista na lei brasileira há vinte anos, a delação ainda é pouco aplicada no Brasil. O caso atual, com Durval Barbosa delatando os outros membros de sua quadrilha, pode abrir caminho para o uso mais intensivo desse mecanismo.

Nos Estados Unidos, esse tipo de negociação entre criminoso e Justiça, a plea bargain, foi decisivo para dinamitar as ramificações do narcotráfico na polícia de Nova York, no início da década de 70. A faxina foi possível graças a um acordo de colaboração com o narcotraficante Frank Lucas, um negro de origem pobre que fez fortuna vendendo heroína. A droga chegava à América dentro dos caixões que transportavam os corpos dos soldados mortos na Guerra do Vietnã. Tudo com a cumplicidade de militares americanos. Condenado a setenta anos de prisão, Lucas passou apenas seis anos encarcerado como prêmio por sua ajuda à Justiça. Sua história chegou ao cinema com O Gângster, filme que tem Denzel Washington no papel principal.

A delação premiada também foi decisiva, na década de 80, quando as autoridades italianas travavam um intenso combate contra a máfia. A oferta de perdão ou benefícios a delatores permitiu o desmonte de uma gigantesca estrutura criminosa entranhada no aparelho estatal. Um dos delatores mais conhecidos desse período foi Tommaso Buscetta, o principal colaborador da Operação Mãos Limpas. Além do perdão para seus crimes, Buscetta conseguiu garantia de vida para ele e a família. Suas confissões levaram à prisão perpétua de dezenove mafiosos. Depois disso, Buscetta se escondeu nos Estados Unidos. Ele não foi o único delator que ficou famoso no caso. Em retaliação às investigações, o juiz que comandou o processo, Giovanni Falcone, foi assassinado num atentado a bomba. O mafioso que detonou a dinamite usada para executá-lo também se tornou colaborador da Justiça. Só que ele tentou usar a delação para se vingar de inimigos - e acabou desmascarado. É uma lição que não pode ser esquecida. Se bem usada, a delação é capaz de implodir máfias e punir culpados. Do contrário, pode servir para destruir reputações e perpetuar a injustiça.









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26/10/2008 free counters

Campanha de Arruda no DF financiou 236 candidatos

da Folha Online

Hoje na Folha O escritório político do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM) --investigado por suspeita de caixa dois e pagamento de mensalão para deputados distritais-- financiou campanhas no Distrito Federal em 2006, informa a reportagem de Silvio Navarro e Rubens Valente para a Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

Foram financiados 220 candidatos à Câmara Legislativa do Distrito Federal e 16 à Câmara dos Deputados, num total de R$ 642 mil. A prestação de contas de Arruda omitiu as datas de pagamentos e dados dos CNPJ de quem os recebeu.

Vídeo mostra governador do DF recebendo dinheiro
Maçonaria abre processo para expulsar Arruda, diz revista
Oposição quer "agenda positiva" contra crise no DF

Flagrado em vídeos da Operação Caixa de Pandora da Polícia Federal recebendo maços de dinheiro do seu ex-secretário Durval Barbosa (Relações Institucionais), Arruda alega que as gravações são do período pré-campanha de 2006.

Segundo o promotor eleitoral em São Paulo, Maurício Antônio Ribeiro Lopes, a ausência de datas pode significar ilegalidade.

De acordo com fontes ouvidas pela Folha, o candidato recebia um telefonema dos dirigentes do seu partido e buscava os recursos em mãos, em cheques ou dinheiro vivo, no escritório da campanha de Arruda.

PF ainda procura dinheiro

A Polícia Federal ainda procura R$ 400 mil que teriam sido repassados a Durval Barbosa, ex-secretário do DF e colaborador das investigações.

As notas, que saíram das contas de Durval, foram marcadas pela PF para ajudar na identificação dos supostos envolvidos no suposto pagamento de propina a parlamentares da base aliada na Câmara Legislativa. Segundo as investigações, o dinheiro da propina viria de empresas que prestam serviços ao governo do DF.









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26/10/2008 free counters

Bolívia elege presidente em fase de dependência do Brasil

Cerca de 5,1 milhões de eleitores bolivianos votam, neste domingo, para presidente, vice, deputados e senadores, oportunidade para ratificar ou rejeitar o governo do presidente Evo Morales.

Pesquisas de opinião indicam que Evo seria reeleito, neste primeiro turno, com ampla margem de votos para o segundo candidato, o opositor Manfred Reys Villa, ex-governador de Cochabamba e com formação militar.

A expectativa em relação a um provável segundo mandato de Evo divide opiniões entre analistas ouvidos pela BBC Brasil. Para uns, o possível novo governo seria de "centro". Para outros, ele "não teria como voltar atrás" e aprofundaria suas medidas. Gás Mas eles concordam que a Bolívia hoje, seja qual for o governo eleito, depende "mais ainda" do Brasil do que há quatro anos, quando Evo tomou posse.

"Antes era uma interdependência. Hoje, é a Bolívia que depende do Brasil para manter seu caixa", disse o economista e ex-secretário de energia, Carlos Alberto López.

Ele lembrou que o Brasil reduziu a importação do gás boliviano e que os preços do combustível caíram no mercado internacional.

Segundo a Câmara Boliviana de Hidrocarbonetos, os recursos gerados pelo gás devem encolher US$ 1 bilhão este ano, o que significa um forte impacto nas contas do país.

O analista destacou que a Bolívia deixou de ser "um fornecedor privilegiado" para o Brasil, Argentina e Chile que passaram a buscar alternativas ao gás boliviano. "A Bolívia mostrou que não é um fornecedor confiável", disse.

Lula Para o analista Javier Gomez, do Centro de Estudos para o Desenvolvimento Trabalhista e Agrário (CEDLA, na sigla em espanhol), se reeleito, Evo caminhará para um "governo de centro", mais ligado às políticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Evo sente que tem respaldo de Lula para avançar nas suas políticas e melhorar a estrutura física da Bolívia", afirmou.

Lula apoiou Morales, por exemplo, na crise política desatada com a morte de onze pessoas no departamento (equivalente a Estado) de Pando, em 2008. "Evo não esquece o apoio", disse Gómez.

Para a analista política Jimena Costa, da Universidade Mayor de San Andrés, se eleito, Reys Villa mudaria políticas atuais, como a "ligação intensa" com o presidente venezuelano Hugo Chávez.

Em sua visão, se reeleito, Evo "não poderá mudar o rumo". "Ele fez promessas demais. Não pode retroceder".

Se tiver maioria no Parlamento, o governo poderá aprovar a autonomia territorial e os indígenas poderão reclamar áreas de seus ancestrais. "E aí podem entrar até as regiões com recursos naturais", disse Jimena. Hoje, a Bolívia registra reservas recordes no Banco Central e superávit fiscal, graças a fase da bonança dos preços internacionais.

Neste contexto, os eleitores decidem o destino do país.

A expectativa é de votação tranquila, segundo observadores internacionais.

Será a estréia do regime biométrico para evitar fraudes. Cada cédula, de papel, terá a foto do eleitor, digitais e assinatura que serão ratificadas na hora de votar.








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26/10/2008 free counters

11 US PRESIDENTS BUT ONLY ONE QUEEN !




Queen Elizabeth II with George W Bush



Queen Elizabeth II with Bill Clinton



Queen Elizabeth II with George H Bush



Queen Elizabeth II with Ronald Reagan



Queen Elizabeth II with Jimmy Carter



Queen Elizabeth II with Gerald Ford



Queen Elizabeth II with Richard Nixon



Queen Elizabeth II with Lyndon B Johnson....

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Queen Elizabeth II with John F Kennedy



Queen Elizabeth II with Dwight D Eisenhower



Queen Elizabeth II with Harry S Truman








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26/10/2008 free counters

Requiem for the Dollar


[Cover_Main] Illustration by WSJ; iStockphoto (3)

Ben S. Bernanke doesn't know how lucky he is. Tongue-lashings from Bernie Sanders, the populist senator from Vermont, are one thing. The hangman's noose is another. Section 19 of this country's founding monetary legislation, the Coinage Act of 1792, prescribed the death penalty for any official who fraudulently debased the people's money. Was the massive printing of dollar bills to lift Wall Street (and the rest of us, too) off the rocks last year a kind of fraud? If the U.S. Senate so determines, it may send Mr. Bernanke back home to Princeton. But not even Ron Paul, the Texas Republican sponsor of a bill to subject the Fed to periodic congressional audits, is calling for the Federal Reserve chairman's head.

I wonder, though, just how far we have really come in the past 200-odd years. To give modernity its due, the dollar has cut a swath in the world. There's no greater success story in the long history of money than the common greenback. Of no intrinsic value, collateralized by nothing, it passes from hand to trusting hand the world over. More than half of the $923 billion's worth of currency in circulation is in the possession of foreigners.

Associated Press

President Richard M. Nixon after his Aug. 15, 1971, speech which established that dollars could not be exchanged for gold.

In ancient times, the solidus circulated far and wide. But it was a tangible thing, a gold coin struck by the Byzantine Empire. Between Waterloo and the Great Depression, the pound sterling ruled the roost. But it was convertible into gold—slip your bank notes through a teller's window and the Bank of England would return the appropriate number of gold sovereigns. The dollar is faith-based. There's nothing behind it but Congress.

But now the world is losing faith, as well it might. It's not that the dollar is overvalued—economists at Deutsche Bank estimate it's 20% too cheap against the euro. The problem lies with its management. The greenback is a glorious old brand that's looking more and more like General Motors.

You get the strong impression that Mr. Bernanke fails to appreciate the tenuousness of the situation—fails to understand that the pure paper dollar is a contrivance only 38 years old, brand new, really, and that the experiment may yet come to naught. Indeed, history and mathematics agree that it will certainly come to naught. Paper currencies are wasting assets. In time, they lose all their value. Persistent inflation at even seemingly trifling amounts adds up over the course of half a century. Before you know it, that bill in your wallet won't buy a pack of gum.

For most of this country's history, the dollar was exchangeable into gold or silver. "Sound" money was the kind that rang when you dropped it on a counter. For a long time, the rate of exchange was an ounce of gold for $20.67. Following the Roosevelt devaluation of 1933, the rate of exchange became an ounce of gold for $35. After 1933, only foreign governments and central banks were privileged to swap unwanted paper for gold, and most of these official institutions refrained from asking (after 1946, it seemed inadvisable to antagonize the very superpower that was standing between them and the Soviet Union). By the late 1960s, however, some of these overseas dollar holders, notably France, began to clamor for gold. They were well-advised to do so, dollars being in demonstrable surplus. President Richard Nixon solved that problem in August 1971 by suspending convertibility altogether. From that day to this, in the words of John Exter, Citibanker and monetary critic, a Federal Reserve "note" has been an "IOU nothing."

From the Solidus to the Euro

A guide to currencies through the ages.

Solidus
[Grant_Side] Art Resource, NY

A gold coin introduced around A.D. 310, early in the reign of Emperor Constantine I. In the Byzantine currency system, it was the prime coin against which other coins could be exchanged and was used in international trade and major payrolls. Its use continued into the 11th century, when Constantine IX began debasing it.

Pound sterling
[Grant_side] Getty Images

The U.K. currency is the oldest currency still in use. Its paper form was introduced when the Bank of England was formed in 1694.

Dollar
[Grant_Side] American Numismatic Society

The Coinage Act of 1792 affirmed the dollar as the U.S. currency unit and specified that each was to equal the value of the Spanish milled dollar and was to contain 371 4/16 grains of pure, or 416 grains of standard, silver.

Euro
[Grant_Side] Deutsche Bundesbank/Getty Images

This common currency for 16 European Union countries launched on Jan. 1, 1999, replacing, among others, Italy's lira, Germany's Deutsche mark and France's franc. The euro erased most of Western Europe's monetary borders.

To understand the scrape we are in, it may help, a little, to understand the system we left behind. A proper gold standard was a well-oiled machine. The metal actually moved and, so moving, checked what are politely known today as "imbalances." Say a certain baseball-loving North American country were running a persistent trade deficit. Under the monetary system we don't have and which only a few are yet even talking about instituting, the deficit country would remit to its creditors not pieces of easily duplicable paper but scarce gold bars. Gold was money—is, in fact, still money—and the loss would set in train a series of painful but necessary adjustments in the country that had been watching baseball instead of making things to sell. Interest rates would rise in that deficit country. Its prices would fall, its credit would be curtailed, its exports would increase and its imports decrease. At length, the deficit country would be restored to something like competitive trim. The gold would come sailing back to where it started. As it is today, dollars are piled higher and higher in the vaults of America's Asian creditors. There's no adjustment mechanism, only recriminations and the first suggestion that, from the creditors' point of view, enough is enough.

So in 1971, the last remnants of the gold standard were erased. And a good thing, too, some economists maintain. The high starched collar of a gold standard prolonged the Great Depression, they charge; it would likely have deepened our Great Recession, too. Virtue's the thing for prosperity, they say; in times of trouble, give us the Ben S. Bernanke school of money conjuring. There are many troubles with this notion. For one thing, there is no single gold standard. The version in place in the 1920s, known as the gold-exchange standard, was almost as deeply flawed as the post-1971 paper-dollar system. As for the Great Recession, the Bernanke method itself was a leading cause of our troubles. Constrained by the discipline of a convertible currency, the U.S. would have had to undergo the salutary, unpleasant process described above to cure its trade deficit. But that process of correction would—I am going to speculate—have saved us from the near-death financial experience of 2008. Under a properly functioning gold standard, the U.S. would not have been able to borrow itself to the threshold of the poorhouse.

Anyway, starting in the early 1970s, American monetary policy came to resemble a game of tennis without the net. Relieved of the irksome inhibition of gold convertibility, the Fed could stop worrying about the French. To be sure, it still had Congress to answer to, and the financial markets, as well. But no more could foreigners come calling for the collateral behind the dollar, because there was none. The nets came down on Wall Street, too. As the idea took hold that the Fed could meet any serious crisis by carpeting the nation with dollar bills, bankers and brokers took more risks. New forms of business organization encouraged more borrowing. New inflationary vistas opened.

Not that the architects of the post-1971 game set out to lower the nets. They believed they'd put up new ones. In place of such gold discipline as remained under Bretton Woods—in truth, there wasn't much—markets would be the monetary judges and juries. The late Walter Wriston, onetime chairman of Citicorp, said that the world had traded up. In place of a gold standard, it now had an "information standard." Buyers and sellers of the Treasury's notes and bonds, on the one hand, or of dollars, yen, Deutschemarks, Swiss francs, on the other, would ride herd on the Fed. You'd know when the central bank went too far because bond yields would climb or the dollar exchange rate would fall. Gold would trade like any other commodity, but nobody would pay attention to it.

I check myself a little in arraigning the monetary arrangements that have failed us so miserably these past two years. The lifespan of no monetary system since 1880 has been more than 30 or 40 years, including that of my beloved classical gold standard, which perished in 1914. The pure paper dollar regime has been a long time dying. It was no good portent when the tellers' bars started coming down from neighborhood bank branches. The uncaged teller was a sign that Americans had began to conceive an elevated opinion of the human capacity to manage financial risk. There were other evil omens. In 1970, Wall Street partnerships began to convert to limited liability corporations—Donaldson, Lufkin & Jenrette was the first to make the leap, Goldman Sachs, among the last, in 1999. In a partnership, the owners are on the line for everything they have in case of the firm's bankruptcy. No such sword of Damocles hangs over the top executives of a corporation. The bankers and brokers incorporated because they felt they needed more capital, more scale, more technology—and, of course, more leverage.

In no phase of American monetary history was every banker so courageous and farsighted as Isaias W. Hellman, a progenitor of an institution called Farmers & Merchants Bank and of another called Wells Fargo. Operating in southern California in the late 1880s, Hellman arrived at the conclusion that the Los Angeles real-estate market was a bubble. So deciding—the prices of L.A. business lots had climbed to $5,000 from $500 in one short year—he stopped lending. The bubble burst, and his bank prospered. Safety and soundness was Hellman's motto. He and his depositors risked their money side-by-side. The taxpayers didn't subsidize that transaction, not being a party to it.

In this crisis, of course, with latter-day Hellmans all too scarce in the banking population, the taxpayers have born an unconscionable part of the risk. Wells Fargo itself passed the hat for $25 billion. Hellmans are scarce because the federal government has taken away their franchise. There's no business value in financial safety when the government bails out the unsafe. And by bailing out a scandalously large number of unsafe institutions, the government necessarily puts the dollar at risk. In money, too, the knee bone is connected to the thigh bone. Debased banks mean a debased currency (perhaps causation works in the other direction, too).

Many contended for the hubris prize in the years leading up to the sorrows of 2008, but the Fed beat all comers. Under Mr. Bernanke, as under his predecessor, Alan Greenspan, our central bank preached the doctrine of stability. The Fed would iron out the business cycle, promote full employment, pour oil on the waters of any and every major financial crisis and assure stable prices. In particular, under the intellectual leadership of Mr. Bernanke, the Fed would tolerate no sagging of the price level. It would insist on a decent minimum of inflation. It staked out this position in the face of the economic opening of China and India and the spread of digital technology. To the common-sense observation that these hundreds of millions of willing new hands, and gadgets, might bring down prices at Wal-Mart, the Fed turned a deaf ear. It would save us from "deflation" by generating a sweet taste of inflation (not too much, just enough). And it would perform these feats of macroeconomic management by pushing a single interest rate up or down.

It was implausible enough in the telling and has turned out no better in the doing. Nor is there any mystery why. The Fed's M.O. is price control. It fixes the basic money market interest rate, known as the federal funds rate. To arrive at the proper rate, the monetary mandarins conduct their research, prepare their forecast—and take a wild guess, just like the rest of us. Since December 2008, the Fed has imposed a funds rate of 0% to 0.25%. Since March of 2009, it has bought just over $1 trillion of mortgage-backed securities and $300 billion of Treasurys. It has acquired these assets in the customary central-bank manner, i.e., by conjuring into existence the money to pay for them. Yet—a measure of the nation's lingering problems—the broadly defined money supply isn't growing but dwindling.

The Fed's miniature interest rates find favor with debtors, disfavor with savers (that doughty band). All may agree, however, that the bond market has lost such credibility it once had as a monetary-policy voting machine. Whether or not the Fed is cranking too hard on the dollar printing press is, for professional dealers and investors, a moot point. With the cost of borrowing close to zero, they are happy as clams (that is, they can finance their inventories of Treasurys and mortgage-backed securities at virtually no cost). The U.S. government securities market has been conscripted into the economic-stimulus program.

Neither are the currency markets the founts of objective monetary information they perhaps used to be. The euro trades freely, but the Chinese yuan is under the thumb of the People's Republic. It tells you nothing about the respective monetary policies of the People's Bank and the Fed to observe that it takes 6.831 yuan to make a dollar. It's the exchange rate that Beijing wants.

On the matter of comparative monetary policies, the most expressive market is the one that the Fed isn't overtly manipulating. Though Treasury yields might as well be frozen, the gold price is soaring (it lost altitude on Friday). Why has it taken flight? Not on account of an inflation problem. Gold is appreciating in terms of all paper currencies—or, alternatively, paper currencies are depreciating in terms of gold—because the world is losing faith in the tenets of modern central banking. Correctly, the dollar's vast non-American constituency understands that it counts for nothing in the councils of the Fed and the Treasury. If 0% interest rates suit the U.S. economy, 0% will be the rate imposed. Then, too, gold is hard to find and costly to produce. You can materialize dollars with the tap of a computer key.

Let me interrupt myself to say that I am not now making a bullish investment case for gold (I happen to be bullish, but it's only an opinion). The trouble with 0% interest rates is that they instigate speculation in almost every asset that moves (and when such an immense market as that in Treasury securities isn't allowed to move, the suppressed volatility finds different outlets). By practicing price, or interest-rate, control, the Bank of Bernanke fosters a kind of alternative financial reality. Let the buyer beware—of just about everything.

A proper gold standard promotes balance in the financial and commercial affairs of participating nations. The pure paper system promotes and perpetuates imbalances. Not since 1976 has this country consumed less than it produced (as measured by the international trade balance): a deficit of 32 years and counting. Why has the shortfall persisted for so long? Because the U.S., uniquely, is allowed to pay its bills in the currency that only it may lawfully print. We send it west, to the central banks of our Asian creditors. And they, obligingly, turn right around and invest the dollars in America's own securities. It's as if the money never left home. Stop to ask yourself, American reader: Is any other nation on earth so blessed as we?

There is, however, a rub. The Asian central banks do not acquire their dollars with nothing. Rather, they buy them with the currency that they themselves print. Some of this money they manage to sweep under the rug, or "sterilize," but a good bit of it enters the local payment stream, where it finances today's rowdy Asian bull markets.

A monetary economist from Mars could only scratch his pointy head at our 21st century monetary arrangements. What is a dollar? he might ask. No response. The Martian can't find out because the earthlings don't know. The value of a dollar is undefined. Its relationship to other currencies is similarly contingent. Some exchange rates float, others sink, still others are lashed to the dollar (whatever it is). Discouraged, the visitor zooms home.

Neither would the ghosts of earthly finance know what to make of things if they returned for a briefing from wherever they were spending eternity. Someone would have to tell Alexander Hamilton that his system of coins is defunct, as is, incidentally, the federal sinking fund he devised to retire the public debt (it went out of business in 1960). He might have to hear it more than once to understand, but Congress no longer "coins" money and regulates the value thereof. Rather, it delegates the work to Mr. Bernanke, who, a noted student of the Great Depression, believes that the cure for borrowing too much money is printing more money.

Walter Bagehot, the Victorian English financial journalist, would be in for a jolt, too. It would hardly please him to hear that the Fed had invoked the authority of his name to characterize its helter-skelter interventions of the past year. In a crisis, Bagehot wrote in his 1873 study "Lombard Street," a central bank should lend without stint to solvent institutions at a punitive rate of interest against sound collateral. At least, Bagehot's shade might console itself, the Fed was faithful to the text on one point. It did lend without stint.

If Bagehot's ghost would be chagrined, that of Bagehot's sparring partner, Thomson Hankey, would be exultant. Hankey, a onetime governor of the Bank of England, denounced Bagehot in life. No central bank should stand ready to bail out the imprudent, he maintained. "I cannot conceive of anything more likely to encourage rash and imprudent speculation..., " wrote Hankey in response to Bagehot. "I am no advocate for any legislative enactments to try and make the trading community more prudent."

Hankey believed in the price system. It might pain him to discover that his professional descendants have embraced command and control. "We should have required [banks to hold] more capital, more liquidity," Mr. Bernanke rued in a Senate hearing on Thursday. "We should have required more risk management controls." Roll over, Isaias Hellman.

So our Martian would be mystified and our honored dead distressed. And we, the living? We are none too pleased ourselves. At least, however, being alive, we can begin to set things right. The thing to do, I say, is to restore the nets to the tennis courts of money and finance. Collateralize the dollar—make it exchangeable into something of genuine value. Get the Fed out of the price-fixing business. Replace Ben Bernanke with a latter-day Thomson Hankey. Find—cultivate—battalions of latter-day Hellmans and set them to running free-market banks. There's one more thing: Return to the statute books Section 19 of the 1792 Coinage Act, but substitute life behind bars for the death penalty. It's the 21st century, you know.

James Grant, editor of Grant's Interest Rate Observer, is the author, most recently, of "Mr. Market Miscalculates" (Axios Press).











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