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segunda-feira, 29 de junho de 2009

Novo presidente de Honduras responde às ameaças de Chávez

O novo presidente de Honduras, Roberto Micheletti, respondeu às ameaças do presidente venezuelano, Hugo Chávez, e disse que o Exército de seu país está preparado para uma agressão. "Vejo com muita preocupação o que ele (Chávez) diz sem nem sequer uma reflexão (...), que não venha este cavalheiro a nos ameaçar", afirmou.

Chávez havia dito que se Micheletti fosse nomeado em substituição ao presidente destituído, Manuel Zelaya, ele seria "derrubado". Ontem, o Legislativo destituiu Zelaya da Presidência por incorrer em "reiteradas violações" da Constituição, além de outras leis e sentenças judiciais.

Micheletti fez um apelo aos países da América Latina "para que tenham consideração" por seu governo. "Nós não batemos na Constituição da República", disse. "Aqui não se derramou uma gota de sangue", afirmou, ao insistir que o que aconteceu em Honduras foi uma "sucessão constituciona

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26/10/2008 free counters

Presidente interino de Honduras declara toque de recolher


da BBC Brasil

O presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, impôs um toque de recolher nesta madrugada no país, horas depois de ser empossado.

Micheletti, que era Presidente do Congresso, assumiu o cargo máximo do país depois que soldados prenderam o presidente eleito Manuel Zelaya, no domingo, e o enviaram para o exílio na Costa Rica.

O presidente interino disse que Zelaya foi retirado do governo seguindo normas constitucionais e disse que o plano para a realização de eleições presidenciais no dia 29 de novembro serão mantidos.

Micheletti justificou: "Isto é para cumprir uma ordem judicial. A ordem constitucional foi violada. As leis do nosso país estavam sendo permanentemente violadas e é por isso que o Congresso tomou uma decisão depois de ouvir o procurador da República, a Suprema Corte e o que está acontecendo com o Congresso Nacional. Esta é a sequência de eventos que está levando ao conhecimento da comunidade internacional para que perceba que não fizemos absolutamente nada para afetar uma pessoa que foi eleita pelo povo."

"Nós respeitamos, como deve ser, todos os cidadãos que respeitam a Constituição da República e suas leis (...) Nós temos um grande respeito por todos os cidadãos hondurenhos", concluiu o político.

Segundo o Congresso, Micheletti vai governar até 27 de janeiro, quando o mandato de Zelaya deveria terminar.

Plebiscito

A crise política em Honduras que levou à detenção de Zelaya pelo Exército teve origem num enfrentamento do mandatário com os outros poderes estabelecidos do país: o Congresso, o Exército e o Judiciário.

Zelaya queria que as eleições gerais de 29 de novembro --quando seriam eleitos o presidente, congressistas e lideranças municipais-- tivessem mais uma consulta, sobre a possibilidade de se mudar a Constituição do país.

Segundo sua proposta, os eleitores decidiriam nessa consulta se desejavam que se convocasse uma Assembleia Constituinte para reformar a Carta Magna.

Os críticos de Zelaya afirmam que sua intenção era mudar o marco jurídico do país para poder se reeleger, o que é vetado pela atual Constituição.

A ideia de Zelaya era realizar, no domingo passado, um plebiscito sobre a ideia da consulta de 29 de novembro.

O plebiscito deveria ser realizado no domingo, mas ao invés disso o presidente foi detido.

Na Costa Rica, Zelaya disse que foi deposto "em um complô de uma elite voraz, uma elite que só quer manter o país isolado, em um nível extremo de pobreza".

Ele pediu aos hondurenhos que resistam aos que o depuseram, e viajou na noite de domingo para a Nicarágua, onde participaria de um encontro com líderes regionais.

Há notícias de que na capital de Honduras, Tegucigalpa, grupos de partidários de Zelaya levantaram barricadas e soldados se posicionaram em pontos-chaves da cidade.

O Congresso afirmou que aprovou em votação sua retirada do poder por causa de suas "repetidas violações da Constituição e da lei e desrespeito a ordens e decisões das instituições".

Reação internacional

A deposição de Zelaya foi criticada por países-vizinhos, Estados Unidos e Nações Unidas.

A OEA (Organização dos Estados Americanos) convocou uma reunião de emergência e o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu "a restauração dos representantes democraticamente eleitos do país".

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu a Honduras que "respeite o estado de direito" e um representante do Departamento de Estado disse que seu país reconheceu Zelaya como o presidente eleito do país.

A União Europeia pediu "uma volta rápida à normalidade constitucional".

Já o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, culpou "o império ianque", e ameaçou ação militar caso o embaixador venezuelano em Honduras seja atacado.

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26/10/2008 free counters

Dilma contrata laudos que negam autenticidade de ficha



da Folha de S.Paulo

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, encaminhou à Folha dois laudos técnicos, por ela custeados, que apontaram "manipulações tipográficas" e "fabricação digital" em uma ficha reproduzida pela Folha na edição do último dia 5 de abril.

A ficha contém dados e foto de Dilma e lista ações armadas feitas por organizações de esquerda nas quais a ministra militou nos anos 60. Dilma nega ter participado dessas ações.

A imagem foi publicada pela Folha com a seguinte legenda: "Ficha de Dilma após ser presa com crimes atribuídos a ela, mas que ela não cometeu".

O laudo produzido pelos professores do Instituto de Computação da Unicamp (Universidade de Campinas) Siome Klein Goldenstein e Anderson Rocha concluiu: "O objeto deste laudo foi digitalmente fabricado, assim como as demais imagens aqui consideradas. A foto foi recortada e colada de uma outra fonte, o texto foi posteriormente adicionado digitalmente e é improvável que qualquer objeto tenha sido escaneado no Arquivo Público de São Paulo antes das manipulações digitais".

O laudo produzido pelo perito Antonio Nuno de Castro Santa Rosa da Finatec (Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos), ligada à UnB (Universidade de Brasília), chega às mesmas conclusões.

A ministra anexou o laudo da Unicamp em carta ao ombudsman da Folha. "Diante da prova técnica da falsidade do documento, solicito providências no sentido de que seja prestada informação clara e precisa acerca da "ficha" fraudulenta, nas mesmas condições editoriais de publicação da matéria por meio da qual ela foi amplamente divulgada, em 5 de abril de 2009", escreveu Dilma.

Em reportagem publicada no dia 25 de abril, intitulada "Autenticidade de ficha de Dilma não é provada", a Folha reconheceu ter cometido dois erros na reportagem original. O primeiro foi afirmar, na Primeira Página, que a origem da ficha era "o arquivo [do] Dops". Na verdade, o jornal recebera a imagem por e-mail. O segundo foi tratar como verdadeira uma ficha cuja autenticidade não podia ser assegurada, bem como não podia ser descartada.

O jornal também publicou um Erramos com os mesmos esclarecimentos. A ministra se disse insatisfeita, questionou a nova reportagem e decidiu contratar um parecer técnico.

Para a análise, os professores descartaram a imagem da ficha reproduzida pela Folha em sua edição impressa. Captaram na internet cinco imagens "com conteúdo similar ao utilizado pelo jornal Folha de S.Paulo". Dentre elas, escolheram como "objeto do laudo" a imagem divulgada no blog do jornalista Luiz Carlos Azenha, que reproduz artigos que criticam o jornal e questionam a autenticidade da ficha.

Para os peritos, a imagem do blog era a que tinha "a maior riqueza de detalhes". Goldenstein disse à Folha que "todas as imagens são de uma mesma família" e que a qualidade da imagem publicada pelo jornal não é boa o suficiente para "análise nenhuma".

Os professores compararam a imagem com documentos reais que supostamente teriam alguma semelhança (papel, caracteres) com a ficha questionada. Trata-se de cópias de fichas de presos pela ditadura, hoje abrigadas no Arquivo Público paulista. Escolheram as produzidas entre 1967 e 1969.

Contudo, no Erramos e na reportagem publicados no final de abril, a Folha havia explicado que a origem da ficha não era o Arquivo Público. A imagem não é datada --relaciona eventos ocorridos entre 1967 e 1969, mas pode ter sido produzida em data posterior.

Para concluir que a fotografia foi "recortada e colada", os professores compararam a foto de Dilma com fotos que encontraram no mesmo arquivo. A ficha questionada não informa que a foto de Dilma foi obtida naquele arquivo.

Sobre a impressão digital contida na ficha, os peritos apontaram não ser possível nenhuma conclusão, devido à baixa qualidade da imagem.

Crimes negados

Ouvido pela Folha na última quinta-feira, Goldenstein disse que não leu o blog do jornalista em que captou a imagem analisada e tampouco a reportagem original da Folha. "Não estou criticando o que a Folha fez. Vou ser bem sincero, eu nem li a reportagem original da Folha. Não cabe a mim julgar absolutamente nada. Meu papel é analisar essas imagens digitais que estão circulando na internet. O que a ministra me pediu: "É possível verificar, é possível um laudo sobre a autenticidade/origem da imagem? É possível dizer se vieram ou não do Arquivo Público?"."

Doutor em ciência da computação pela Universidade de Pennsylvania (EUA), ele diz que foi o primeiro laudo externo que produziu em sua carreira. A ficha questionada era uma das imagens que ilustrava a reportagem original cujo título foi: "Grupo de Dilma planejou sequestro de Delfim Netto".

Na carta à Folha, Dilma escreveu: "Reitero que jamais fui investigada, denunciada ou processada pelos atos mencionados nesse documento falso e de procedência inidônea, ao qual não se pode emprestar nenhuma credibilidade".

A Folha tem procurado checar a autenticidade da ficha. Foram contatados três peritos de larga experiência na análise de documentos e um especialista em imagens digitais.

Todos disseram que teriam dificuldades em emitir um laudo, pois necessitavam do original da ficha, que nunca esteve em poder da reportagem. Disseram que a análise de uma imagem contida num e-mail não seria suficiente para identificar uma eventual fraude.

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26/10/2008 free counters

Procurador-geral deixa cargo sem a indicação de sucessor

ANDRÉA MICHAEL
da Folha de S.Paulo, em Brasília

Em uma situação inédita há pelo menos 20 anos, o chefe do Ministério Público da União, Antonio Fernando Souza, terminou seu mandato sem ter o sucessor indicado pelo presidente da República, como determina a Constituição.

Na vacância, o cargo será assumido hoje pela subprocuradora-geral da República Deborah Duprat. Ela é vice-presidente do Conselho Superior do Ministério Público Federal e comanda a câmara da Procuradoria Geral da República responsável por questões indígenas e relacionadas à defesa dos interesses de minorias étnicas.

Seu mandato, porém, pode durar pouco. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja hoje à noite para Trípoli (Líbia) e quer deixar o assunto resolvido.

Pela manhã está prevista reunião na qual Lula deve dar seu veredicto entre os dois mais cotados para o cargo: Roberto Gurgel e Wagner Gonçalves, desde maio conhecidos como os preferidos da categoria, segundo votação da ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República).

Ainda que a decisão saia hoje, o novo titular precisa passar por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado e ser aprovado por maioria absoluta dos integrantes da Casa em sessão plenária.

A demora do presidente alimentou o desagrado de Antonio Fernando, que ficou chateado por não passar o cargo ao sucessor. O candidato dele é Gurgel, o primeiro da lista da ANPR. Ele também tem o apoio do presidente do Supremo, Gilmar Mendes, e do ministro Nelson Jobim (Defesa).

A tendência natural seria Lula guiar sua indicação pela votação da ANPR. Mas Gonçalves, o segundo da lista, tem a simpatia de expoentes políticos de peso: a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, e o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho.

O lobby pró-Gonçalves tenta suplantar a disposição de Lula de evitar conflitos desnecessários --neste caso, bastaria seguir a votação da ANPR. Argumenta que não se trata de uma eleição propriamente dita, mas de uma lista indicativa, lembrando sempre a Lula que é só dele a prerrogativa de indicar quem quer que seja.

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26/10/2008 free counters

Familiares de caminhoneiro morto por gripe suína têm a doença, diz secretaria do RS


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da Folha Online

A Secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul confirmou no início da noite deste domingo que cinco familiares do caminhoneiro Vanderlei Vial, 29, morto no início da manhã de hoje devido à gripe suína --gripe A (H1N1)-- em Passo Fundo (RS), foram diagnosticados com o vírus. De acordo com a assessoria da pasta, no entanto, todos passam bem e estão em isolamento domiciliar.

Saiba quais hospitais procurar no Brasil
Saiba mais sobre a gripe suína

De acordo com o Ministério da Saúde, Vial foi o primeiro brasileiro a morrer em decorrência da doença no país. Ele esteve na Argentina por sete dias a trabalho e começou a apresentar os sintomas de febre, tosse e dor muscular no último dia 15, ainda no país vizinho. Voltou ao Brasil no dia 19, quando foi internado.

Lula Marques/Folha Imagem
Apesar da morte, Temporão afirmou que a transmissão do vírus no país ainda é restrita, pois 75% dos casos foram "importados"
Apesar da morte, Temporão afirmou que a transmissão do vírus no país ainda é restrita, pois 75% dos casos foram "importados"

Segundo o vice-diretor médico do hospital São Vicente de Paulo, Júlio Cesar Stobbe, a morte foi causada por uma complicação de pneumonia viral, cuja taxa de mortalidade é elevada, mesmo quando é provocada pelo vírus da gripe comum. O corpo do rapaz foi liberado no início da tarde de hoje para ser enterrado.

Entre os cinco familiares diagnosticados com a gripe suína, está a mulher de Vial. Ela chegou a ficar internada em Passo Fundo, porém, como não apresentava mais os sintomas da doença foi liberada para acompanhar o velório, informou o hospital. O corpo do caminhoneiro será enterrado em Erechim (RS), onde ele morava com a família.

Controle

Em entrevista concedida hoje, o secretário de Saúde do Rio Grande do Sul, Osmar Terra, lamentou a morte do caminhoneiro, mas disse que a situação está sob controle no Estado. "Estamos fazendo a contenção", disse.

O Estado investiga ainda a morte de um engenheiro americano ocorrida na última sexta-feira (26) na cidade gaúcha de Montenegro. Exames preliminares descartaram que a morte esteja relacionada à gripe suína, porém, os exames oficiais para constatar, ou descartar, a doença só devem ficar prontos nesta segunda-feira (29).

O secretário afirmou ainda que pretende recomendar ao Ministério da Saúde que trate o contágio pela gripe como epidemia. Dessa forma, todas as pessoas que tiveram contato com pacientes diagnosticados com doença seriam submetidos a tratamentos médicos.

De acordo com o Ministério da Saúde, foram confirmados 36 novos casos da doença no Brasil. Com isso o total de pessoas infectadas é de 627 no país, sendo 40 no Rio Grande do Sul.

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26/10/2008 free counters

Paciente morto de gripe suína no Rio Grande do Sul era sadio, diz hospital



da Folha Online
da Agência Folha

O caminhoneiro Vanderlei Vial, 29, morto neste domingo em decorrência de uma infecção pelo vírus Influenza A (H1N1) --causador da gripe suína--, em Passo Fundo (RS), era sadio. A conclusão é da direção do Hospital São Vicente de Paulo, onde ele estava internado desde o dia 22.

Segundo o vice-diretor médico da instituição, Julio César Stobbe, a gripe provavelmente evoluiu para uma pneumonia viral causada pelo vírus. "É uma complicação incomum, mas pode ocorrer em razão de qualquer doença viral, entre elas a gripe comum. É um quadro excepcional."

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O corpo do caminhoneiro deve ser enterrado nesta segunda-feira (29) às 10h em um cemitério da cidade de Erechim (RS), sua cidade natal. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, cinco familiares do caminhoneiro foram diagnosticados com o vírus --entre os quais está a mulher dele.

De acordo com o Ministério da Saúde, Vial foi o primeiro brasileiro a morrer em decorrência da doença no país. Ele esteve na Argentina por sete dias a trabalho e começou a apresentar os sintomas de febre, tosse e dor muscular no último dia 15, ainda no país vizinho. Voltou ao Brasil no dia 19, quando foi internado.

Controle

Em entrevista concedida neste domingo, o secretário de Saúde do Rio Grande do Sul, Osmar Terra, lamentou a morte do caminhoneiro, mas disse que a situação está sob controle no Estado. "Estamos fazendo a contenção", disse.

O Estado investiga ainda a morte de um engenheiro americano ocorrida na última sexta-feira (26) na cidade gaúcha de Montenegro. Exames preliminares descartaram que a morte esteja relacionada à gripe suína, porém, os exames oficiais para constatar, ou descartar, a doença só devem ficar prontos nesta segunda-feira (29).

O secretário afirmou ainda que pretende recomendar ao Ministério da Saúde que trate o contágio pela gripe como epidemia. Dessa forma, todas as pessoas que tiveram contato com pacientes diagnosticados com doença seriam submetidos a tratamentos médicos.

De acordo com o Ministério da Saúde, foram confirmados 36 novos casos da doença no Brasil. Com isso o total de pessoas infectadas é de 627 no país, sendo 40 no Rio Grande do Sul. Segundo o mais recente boletim, São Paulo tem 308 casos.

Na América do Sul, a Argentina é o país com o maior número de mortos --26, entre os 1.587 casos. O Chile lidera no número de casos: 6.211, com 12 mortes.

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26/10/2008 free counters

Michael Jackson pesava 51 kg e tinha ingerido comprimidos, diz jornal


Efe


LONDRES - O cantor americano Michael Jackson pesava apenas 51 quilos, tinha comprimidos parcialmente dissolvidos no estômago e apresentava várias costelas quebradas, segundo detalhes da autópsia obtidos pelo jornal sensacionalista The Sun.

O jornal britânico, que se refere ao primeiro exame "post-mortem" realizado no corpo de Michael após sua repentina morte na quinta-feira, 25, afirma nesta segunda-feira, 29, que o cadáver do "rei do pop" era quase um esqueleto e estava muito deteriorado.

Michael, cujos restos foram submetidos no fim de semana passado a uma segunda autópsia solicitada pela família, não havia comido nada e só tinha comprimidos no estômago, aparentemente ingeridos antes da injeção de analgésicos que teria causado a parada cardíaca que matou o cantor.

Como resultado dos esforços para reanimá-lo, o cantor, de 50 anos, apresentava várias costelas fraturadas e quatro marcas de injeções em torno do coração, destinadas a injetar adrenalina no órgão.

Michael estava praticamente careca e usava peruca, indica o jornal britânico. Os legistas também encontraram hematomas nos joelhos e tíbias do cantor, assim como nas costas, que poderiam ser as sequelas de uma recente queda. Além disso, o corpo do "rei do pop" estava cheio de cicatrizes cirúrgicas provocadas por pelo menos 13 operações estéticas.

"A família e os fãs de Michael ficarão horrorizados quando se derem conta do péssimo estado no qual se encontrava", declarou ao jornal uma fonte próxima à estrela.

O "Sun" publicou dados da autópsia depois que o médico pessoal de Michael Jackson, Conrad Murray, ficou livre de suspeita após prestar um interrogatório de três horas à polícia.

A porta-voz de Murray, Miranda Sevcik, disse que o médico respondeu a "todas e cada uma das perguntas" realizadas pelos agentes, que trabalham para esclarecer os motivos da morte do cantor, da qual o médico foi testemunha presencial.

De acordo com o jornal britânico, a família de Michael está preparando um processo multimilionário contra o médico.

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26/10/2008 free counters

Entrevista de Gabrielli irrita até base aliada


Ameaças veladas ao Senado podem inviabilizar acordo para barrar CPI

Vannildo Mendes e Eugênia Lopes, BRASÍLIA


A entrevista do presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, publicada ontem pelo Estado, deixou a bancada do governo em situação embaraçosa e prejudicou o esforço do Palácio do Planalto em evitar - ou adiar - a instalação da CPI, criada pelo Senado, para investigar irregularidades na estatal. Senadores do governo e da oposição ouvidos ontem concordaram que Gabrielli foi inábil e mostrou uma arrogância que prejudica a estratégia de negociação dos governistas na hora mais crucial.

No trecho mais forte da entrevista, o presidente da Petrobrás disse que, na falta de fatos determinados para investigar, senadores estariam apelando para "fatos artificiais" armados em combinação com a imprensa, ou a "coscuvilhices" (mexericos). A seguir fez uma ameaça velada: "Estamos preparados para um vale-tudo". E acrescentou: "O ataque também faz parte da defesa".

A reação veio rápida. "Essa arrogância do Gabrielli esconde medo", disse o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM).

Líder do PTB e vice-líder do governo no Senado, Gim Argello (DF), um dos articuladores do movimento para barrar a CPI, ficou desconsolado com a entrevista. "Não vejo necessidade em bater no Congresso. Não vejo parlamentares com intenção de detonar a Petrobrás", observou. Para o senador, está provado que bater no Congresso "não é o melhor caminho para evitar uma CPI".

Argello deixou claro, todavia, que não vê necessidade de instalação da CPI porque ela, a seu ver, não trará qualquer benefício ao País ou à empresa, que é um orgulho nacional e nesse momento de crise mundial dá significativa contribuição à estabilidade econômica. "A Petrobrás vem dando lucro, puxa para cima o PIB e os investimentos", disse.

A sensação geral, porém, é de que o presidente da Petrobrás vem desde o início atropelando a estratégia do próprio governo. O primeiro erro apontado foi a perambulação de Gabrielli nos gabinetes do Senado, há duas semanas, na presunção de que iria dobrar a oposição. "Agora ele repete o erro com ameaças veladas", criticou o senador Renato Casagrande (PSB-ES), da base aliada.

Para Casagrande, essa não é uma boa estratégia. "O governo tem de administrar a CPI e não partir para a guerra fratricida", disse ele. "A impressão que fica é que há muita denúncia inexplicável e, para se livrar delas, a Petrobrás joga tudo no embate", observou.

"É autoritária a postura de quem combate CPI", atacou o senador Álvaro Dias (PSDB-PR), autor do requerimento de convocação da CPI. Para ele, há muitos "fatos nebulosos" na estatal para serem investigados.

"A entrevista (de Gabrielli) usa a tática da mistificação e tenta amedrontar o Parlamento com a ameaça do vale-tudo." Para Dias, a tática da ameaça pode ter efeito contrário.

As denúncias elencadas na CPI incluem irregularidades em contratos milionários da estatal até manobras contábeis para sonegação de R$ 4 bilhões em impostos. Estão ainda incluídas acusações de beneficiamento a prefeituras e projetos de políticos petistas na destinação de recursos da Petrobrás e fraudes na distribuição de royalties.

A CPI deve requisitar também o relatório de recente sindicância interna mantida sob sigilo pela empresa, além de explicações sobre o empréstimo de R$ 20 bilhões tomados junto à Caixa Econômica Federal, entre outras operações suspeitas.

Para o senador José Agripino Maia (DEM-RN), a Petrobrás não deve se preocupar porque a CPI vai se ater a fatos concretos. "Em vez do vale-tudo, nós queremos o vale a verdade, com os fatos nebulosos passados a limpo", disse. "A base do presidente Lula tem que concordar com a instalação da CPI esta semana para não passar a impressão de que está escondendo a verdade", enfatizou.


FRASES

Arthur Virgílio (AM)

Líder do PSDB

"Essa arrogância do Gabrielli esconde medo"

Gim Argello (DF)
Líder do PTB

"Não vejo necessidade em bater no Congresso. Não vejo parlamentares com intenção de detonar a Petrobrás"


Álvaro Dias
Senador PSDB-PR

"É autoritária a postura de quem combate CPI"

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26/10/2008 free counters

Lula diz que Brasil não reconhece novo governo em Honduras



Presidente afirma que é inaceitável que alguém tome o poder pela "via do golpe", sem eleição livre e direta

Daniela do Canto, do estadao.com.br


SÃO PAULO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou o golpe de Estado em Honduras que derrubou o presidente José Manuel Zelaya. As declarações foram feitas durante o programa de rádio Café com o Presidente, transmitido na manhã desta segunda-feira, 29. "Nós não podemos aceitar ou reconhecer qualquer novo governo que não seja o presidente do Zelaya, porque ele foi eleito diretamente pelo voto, cumprindo as regras da democracia", afirmou. "E nós não podemos aceitar mais, na América Latina, alguém querer resolver o seu problema de poder pela via do golpe, porque nós não podemos aceitar que alguém veja alguma saída para o seu país fora da democracia, fora da eleição livre e direta. E o Zelaya ganhou as eleições.


Lula disse já ter conversado com presidentes de outros países, como El Salvador, Paraguai e Chile, que também criticaram o golpe. Segundo o presidente brasileiro, a retomada da presidência por Zelaya é a única condição para que a relação entre o Brasil e Honduras seja retomada. "É a única condição para que a gente possa estabelecer relações com Honduras. E portanto, se Honduras não rever a posição, vai ficar totalmente ilhado no meio de um contingente enorme de países democráticos".

Itamaraty

O governo brasileiro mobilizou-se desde a manhã de domingo para se opor ao golpe de Estado em Honduras e, especialmente, para pressionar em favor da recondução de José Manuel Zelaya à Presidência hondurenha. Além de emitir uma nota de dura condenação ao episódio, o Itamaraty instruiu o embaixador na Costa Rica, Tadeu Valadares, a apresentar o apoio brasileiro a Zelaya.

A orquestração partiu do próprio ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que se encastelou no Itamaraty desde que recebeu a notícia de Tegucigalpa. Ao chanceler coube a tarefa de montar um esquema capaz de colocar o Brasil no centro do desmantelamento do golpe. Amorim determinou ao embaixador Valadares que deixasse claro a Zelaya a decisão do Brasil de exercer toda a pressão necessária para seu retorno a Honduras.

Também avisou Casaes que a OEA tem de se manter em reunião permanente, até que haja a recuperação da ordem institucional em Honduras. O embaixador brasileiro em Tegucigalpa, Brian Michael Fraser Neele, que não estava no país até a manhã de domingo, recebeu instruções para retornar imediatamente a Honduras. A crise fora acompanhada pelo encarregado de negócios, ministro Francisco Catunda Resende.

Por meio de nota divulgada pelo Itamaraty, o governo brasileiro evitou as expressões "golpe de Estado", para se referir ao movimento militar que derrubou o presidente de Honduras, e "sequestro", ao tratar da forma como Zelaya foi arrancado da residência oficial e conduzido arbitrariamente, em helicóptero, para a Costa Rica. O texto condena de "forma veemente" a retirada de Zelaya do Palácio Presidencial e sua "condução para fora do país" e "conclama" pela sua reposição "imediata e condicional" a suas funções. "Ações militares desse tipo configuram atentado à democracia e não condizem com o desenvolvimento político da região", acentua a nota. "Eventuais questões de ordem constitucional devem ser resolvidas de forma pacífica, pelo diálogo e no marco da institucionalidade democrática."

(Com Denise Chrispim Marin, de O Estado de S. Paulo)

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26/10/2008 free counters

ANA PAULA AROSIO E FABIO ASSUNÇÃO EM MAD MARIA

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26/10/2008 free counters