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sexta-feira, 25 de julho de 2008

Empresa japonesa lança fones de ouvido que funcionam debaixo d'água

25/07/2008 - 15h53

AFP

TÓQUIO, 25 Jul 2008 (AFP) - Uma pequena companhia japonesa lançou no mercado novos fones de ouvido que utilizam os ossos do crânio como meio de transmissão e que podem ser usados na piscina, no mar ou tomando banho.

FONES DE OUVIDO À PROVA D'ÁGUA
Divulgação
"Audio Bone Aqua" transmitem diretamente para o crânio as vibrações da música
Divulgação
Os fones podem ser usados embaixo d'água: piscina, mar ou tomando banho
O "Audio Bone Aqua" é colocado nas orelhas e transmitem diretamente para o crânio as vibrações geradas pela música. Este sinal se propaga assim para o ouvido interno, sem que o tímpano entre em ação.

A percepção dos sons é um pouco diferente da dos fones tradicionais, mas a permanece fiel aos tons originais, principalmente se usada a versão de vibrações amplificadas e de espectro estendido, uma tecnologia patentada pela empresa Morito, criadora do produto.

Com esta técnica, garantem, não há risco de prejudicar o tímpano e muito menos os sons exteriores são prejudicados.

Morito espera vender 30.000 "Audio Bone Aqua" por ano no Japão.

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26/10/2008 free counters

Passageiros são retirados de aeronave em chamas na Índia

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26/10/2008 free counters

Sabores do Paraná


Feira mostra melhores produtos alimentícios de Curitiba





Editorial

Na sua 9ª edição, a feira Sabores do Paraná promete agradar a todos os paladares. O evento reúne 350 agroindústrias familiares do Estado, que comercializam diretamente com o consumidor final produtos de alta qualidade.

Na Sabores do Paraná, o visitante encontra produtos como queijos, vinhos, mel e derivados, embutidos e defumados, derivados de soja e cana-de-açúcar, doces e geléias, pães, biscoitos, sucos e licores.

Além disso, o consumidor confere artesanato rural, flores, produtos orgânicos e praça de alimentação com a culinária rural.

Foto: Divulgação



Informações

Local:Parque Barigüi (INFORMAÇÕES)
Preço(s):R$ 5,00, com bônus de R$ 2,00 para compras.
Data(s):Até 27 de julho de 2008.
Horário(s):Quinta e sexta, 14 às 12h; Sábado, 12h às 22h; Domingo, 12h às 21h.

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26/10/2008 free counters

Animecon 2008


Este ano, Sabrina Sato apresentará o concurso de cosplay, além de autografar e fotografar com os fãs.





Editorial

O Animecon, maior evento de animação e mangá da América Latina, comemora sua 10 edição, este ano no Campus da Universidade Anhembi-Morumbi. O evento conta com a presença de desenhistas profissionais famosos, entre eles, André Vázzios cujo último trabalho foram os cards de dragões que hoje estão nas embalagens dos salgadinhos Elma Chips.

Durante o evento, são ministrados diversos Workshops que ensinam as técnicas para elaboração de Ilustrações estilo mangá e elaboração de quadrinhos, além de outras voltadas à produção de jogos - com o Workshop de Design de Games - curso que será ministrado por professores da Anhembi-Morumbi.

Os shows têm a presença de renomadas bandas que tocam os temas de animes, tokusatsus e j-pop das quais podemos citar a Banda Gaijin Sentai e a premiada Cantora Mary Nishimura vencedora do Brasileirão de Karaokê.

Entre as diversas atrações oferecidas, estão as exclusivas salas para partidas de RPG (Rolling Play Game); torneios de Wii, XBox 360, Pump, Pokémon de Game Boy e Card Game Yu-Gi-Oh. E ainda apresentações de academias de artes marciais; Shows de Taikô (os famosos e tradicionais tambores japoneses), exposições de Ilustrações estilo Mangá, entre outros em comemoração aos 100 anos da imigração.

Foto: divulgação



Informações

Local:Anhembi Morumbi - Bresser (INFORMAÇÕES)
Preço(s):R$ 36,00 (estudantes pagam meia entrada)
Data(s):26 e 27 de julho.
Horário(s):das 11h às 20h.

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26/10/2008 free counters

Hamlet


Wagner Moura , clássico de Shakespeare no Teatro Faap





Editorial

Escrita por William Shakespeare na virada do século 17, a tragédia de Hamlet permanece como a peça mais celebrada em toda a história do Teatro Mundial. Desta vez, o texto volta a ser encenado com o frescor e o despojamento que marcaram sua estréia, há quatro séculos. A partir de 20 de junho, Wagner Moura sobe ao palco do Teatro Faap com o desafio de encarnar o mítico personagem nesta nova montagem do clássico, dirigida por Aderbal Freire-Filho.

Para ser fiel ao universo shakesperiano, Aderbal resolveu fazer uma nova tradução da peça, assinada em parceria com a professora de inglês Barbara Harrington e o próprio Wagner Moura.

A peça se passa no Castelo de Elsinor, na Dinamarca, onde o fantasma do Rei Hamlet aparece para seu filho, o príncipe Hamlet, e exige uma vingança. O espectro diz ter sido envenenado pelo próprio irmão, Claudio, enquanto dormia. Claudio acaba se casando com a Rainha Gertrudes, mãe de Hamlet, roubando de seu pai a um só tempo a vida, a coroa e a mulher. Paralelamente, Hamlet se apaixona pela jovem Ofelia, filha de Polonio, conselheiro de Claudio e Gertrudes, e irmã mais nova de seu amigo Laertes.

Ficha Técnica:
De William Shakespeare
Tradução de Aderbal Freire-Filho com Barbara Harrington e Wagner Moura
Direção de Aderbal Freire-Filho
Com Wagner Moura, Tonico Pereira, Carla Ribas, Georgiana Góes, Caio Junqueira, Cláudio Mendes, Fábio Lago, Felipe Koury, Gillray Coutinho e Marcelo Flores
Cenário: Fernando Mello da Costa e Rostand Albuquerque
Iluminação: Maneco Quinderé
Figurinos: Marcelo Pies
Trilha Sonora: Rodrigo Amarante
Produção Executiva: Nil Caniné
Direção de Produção: Sérgio Martins
Realização: Sérgio Martins & Wagner Moura
Patrocínio: Bradesco PRIME

Foto: divulgação/Sandra Delgado.

Informações

Local:Teatro FAAP (INFORMAÇÕES)
Preço(s):R$ 80,00.
Data(s):de 20 de junho a 28 de setembro de 2008.
Horário(s):Sexta e sábado, 20h; domingo, 18h.
Observações:Duração: 170 minutos. Classificação: 14 anos.


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26/10/2008 free counters

Tim Burton já escolheu a Alice de novo filme


Publicação: quinta, 24 de julho de 2008


O diretor Tim Burton já escolheu quem será a protagonista de seu filme baseado no livro Alice no País das Maravilhas. A atriz será Mia Masikowska, de 18 anos, que atualmente está no elenco da série Em Terapia no papel de Sophie.

O filme da Disney será o primeiro do diretor que irá ser produzido originalmente em 3D. A técnica utilizada será a mesma desenvolvida por Robert Zemeckis para o longa Beowulf, juntamente com o live-action - com atores reais. As filmagens devem começar em novembro.

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26/10/2008 free counters

Imperador e Galileu

TEATRO: DRAMA


Peça discute liberdade religiosa





Editorial

Cristianismo e paganismo, intolerância religiosa e preconceito, as relações sinuosas da Igreja com o Estado. Essas são algumas das polêmicas debatidas em Imperador e Galileu, peça do norueguês Henrik Ibsen (1828-1906), que ganha montagem inédita no Brasil, pelas mãos do diretor Sérgio Ferrara. A peça estréia em 18 de julho, no Sesc Santana, e tem o ator Caco Ciocler como protagonista, no papel do imperador Juliano.

O texto trata da vida do imperador Juliano (século IV d.C), que se tornou figura polêmica ao tentar destituir a igreja católica como religião oficial do império romano e resgatar os cultos pagãos. A peça, traduzida por Fernando Paz e adaptada por Sérgio Ferrara, cobre um período de 12 anos, de 351 a 363 A.D., numa época de conflito entre o Cristianismo e o Helenismo. Na abertura, Juliano tem 19 anos e com o seu meio-irmão Galo, herdeiro do trono, vive sob o período de terror instaurado pelo imperador cristão Constâncio, que tinha mandado assassinar toda a família de ambos. Juliano fora educado como cristão, mas é perseguido pela dúvida. Sob a influência do seu tutor, o filósofo Libânio, vai para Atenas aprender sobre a religião dos pagãos. Porém, também não consegue alívio na adoração dos antigos deuses, ansiando por uma revelação que lhe mostre que caminho seguir.

Quando assumiu o império romano, a primeira coisa que Juliano fez foi tentar extinguir a igreja católica como igreja oficial do Estado. O escândalo foi enorme. Dentre as polêmicas leis que criou, ele decretou que a igreja católica deveria restituir todos os templos pagãos, estava proibida de receber doações em dinheiro e não poderia mais usar o Estado ou sua infra-estrutura, como o transporte, para poder peregrinar. Teria que pagar por isso, bem como conviver com todos os ritos pagãos que o imperador pretendia resgatar. Juliano foi considerado um Anticristo e assassinado aos 32 anos, no deserto, por um criado e amigo cristão. A peça, que se passa no século IV, discute, dentre outros tópicos, a intolerância religiosa presente ainda nos dias de hoje.

Ficha Técnica:
Texto: Henrik Ibsen
Direção e adaptação: Sérgio Ferrara
Elenco: Caco Ciocler, Sylvio Zilber, Abrahão Farc, Nelson Peres, Julio Machado, Joaz Campos, Ronaldo Oliva, Igor Kovalewski, Liza Scavone, Dan Rosseto
Tradução: Fernando Paz
Cenário: Carlos Pedreanez e Leonardo Ceolin
Figurino: Márcia Orsini
Iluminação: Caetano Vilela
Assistência de direção: Joaz Campos
Sonoplastia: Sérgio Ferrara
Fotos: Marcio Scavone
Preparação vocal: Edi Montechi




Informações

Local:SESC Santana (INFORMAÇÕES)
Preço(s):R$ 20,00.
Data(s):De 18 de julho a 24 de agosto de 2008.
Horário(s):Sextas e sábados, 21h; domingos, às 19h30.

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26/10/2008 free counters

Chávez venderá petróleo à Espanha por 100 dólares o barril

MADRI, 26 Jul 2008 (AFP) - A Venezuela venderá à Espanha cerca de 10 mil barris de petróleo diários, a 100 dólares o barril, em troca da importação de material médico e de outros bens, revelou neste sábado o presidente venezuelano, Hugo Chávez.

Os 400 milhões de dólares decorrentes da venda de petróleo serão depositados em uma conta bancária de Madri, e servirão para pagar as importações da Venezuela, disse Chávez em entrevista ao canal estatal TVE.

"É um elemento que pode nos permitir no futuro criar uma nova arquitetura financeira internacional. São ensaios, e acredito que estamos no tempo de inventar medidas de cooperação", estimou Chávez.

"Isto vai nos permitir importar alimentos, equipamento médico e tecnologia eólica, que é de grande interesse para nós".

Chávez destacou que o acordo foi acertado durante sua reunião com o chefe de governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, nesta sexta-feira em Madri.

O barril de petróleo era cotado a 125 dólares na sexta, após atingir os 147 dólares no dia 11 de julho.

A Venezuela vende petróleo a preço reduzido a vários países da América Latina, entre eles Cuba.

Chávez anunciou ainda um acordo para ampliar a presença do grupo hispano-argentino Repsol YPF na rica região petroleira do Orinoco.

"Este petróleo irá para a Espanha, e dou uma boa notícia aos espanhóis: têm garantido por 100 anos o fornecimento de petróleo, porque na Venezuela há petróleo para 200 anos", disse à TVE.

A visita de Chávez à Espanha é a última etapa de seu giro pela Europa, que incluiu ainda Rússia, Bielo-Rússia e Portugal.


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26/10/2008 free counters

"Lista suja" da AMB não inclui processo contra Kassab


Rosanne D'Agostino
Em São Paulo
Processo no Tribunal de Justiça de São Paulo em que o atual prefeito Gilberto Kassab (DEM) consta como co-réu não foi incluído pela AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) em lista divulgada nesta terça (22) contendo candidatos com ações em andamento na Justiça. Apelidada de "lista suja", a relação contém na capital paulista apenas os adversários do candidato à reeleição à prefeitura, Marta Suplicy (PT) e Paulo Maluf (PP).





  • Reprodução

    Panfleto da campanha de Kassab explorou inclusão de Marta Suplicy e Paulo Maluf na "lista suja" da AMB; Alckmin condena atitude

Tucano diz que Kassab errou ao explorar "lista suja"; prefeito fala em transparência

O coordenador da campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) à Prefeitura de São Paulo, deputado Edson Aparecido (PSDB), afirmou nesta sexta-feira considerar um erro a exploração, por parte da campanha à reeleição de Gilberto Kassab (DEM), da lista com candidatos com "ficha suja". Para ele, a estratégia foi um "chute na canela" da candidata do PT, Marta Suplicy.

Reportagem da Folha desta sexta-feira informa que a campanha de Kassab começou a distribuir ontem pelas ruas da cidade um panfleto intitulado "Sujou!", no qual explora a inclusão do nome da adversária Marta Suplicy (PT) na lista de candidatos que respondem a processos, divulgada nesta semana pela AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros).

Reprodução
Campanha de Kassab explora inclusão de Marta em "lista suja" divulgada pela AMB
Campanha de Kassab explora inclusão de Marta em "lista suja"

"As pessoas não querem esse tipo de chute na canela na campanha, querem discutir problemas concretos", afirmou Aparecido. Ele participou na manhã de hoje de caminhada pelas ruas de São Miguel, na zona leste da cidade, ao lado do vice na chapa de Alckmin, o deputado estadual Campos Machado (PTB). O candidato a prefeito está na Colômbia, onde faz uma visita de dois dias a Bogotá.

O coordenador da campanha tucana também aproveitou para rebater a acusação, feita pelo deputado Simão Pedro (PT), de que Kassab seja um "bate-pau" dos tucanos nestas eleições. "A gente jamais faria campanha dessa natureza. O Kassab é candidato dos democratas", disse Aparecido.

O atual prefeito não concorda que a estratégia seja um erro e defende a exploração da lista. "A campanha tem que ser feita com transparência, era uma informação e tem que ser levada com muita transparência", afirmou Kassab durante evento de campanha na zona leste.

Ele negou que sua estratégia de campanha seja atacar seus adversários como forma de subir nas pesquisas de intenções de votos. "Nossa estratégia será apresentar propostas, com transparência", disse Kassab.

Apesar estar apenas em terceiro, com 11% das intenções de votos de acordo com pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (24), Kassab se diz otimista e afirma que deve começar a subir nas pesquisas com o início da propaganda eleitoral gratuita na TV e no rádio. "O que vale neste momento para mim é a excelente avaliação da gestão ."






O processo contra Kassab teve início em 1997, quando ele ainda era secretário de Planejamento do então prefeito Celso Pitta, que também é réu. A ação civil pública foi movida pelo Ministério Público paulista, com origem na 10ª Vara da Fazenda Pública, foi julgada improcedente, mas, segundo o TJ-SP, continua em andamento.

A Promotoria acusou o então prefeito, assessorado por Henrique Ferreira Nunes, assessor chefe de imprensa do gabinete, de ter feito promoção pessoal com dinheiro público ao divulgar um informe publicitário em grandes jornais com o intuito de se defender de denúncias feitas pela CPI de Títulos Públicos. A publicação ocorreu, segundo a ação, com a anuência de Gilberto Kassab e de José Antonio de Freitas, então secretário de Finanças. Todos são réus.

O MP-SP classificou que a atitude atentou contra os princípios da administração pública, por isso, entrou com ação civil pública baseada na Lei 8.429/92 (Lei de Improbidade). Entre as penas está a perda da função pública. Os réus perderam em primeira e segunda instância. Depois, conseguiram vitórias no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e no TJ-SP, que anulou as decisões anteriores, sob o entendimento de que o conteúdo foi apenas informativo, e não uma promoção pessoal. O processo, contudo, não está encerrado e aguarda apreciação de novo recurso pelo TJ. O último andamento no tribunal data desta sexta-feira (25).

Critérios contestados

A AMB anunciou na terça que restringiu a divulgação em seu site aos nomes dos candidatos que respondem a ações penais e por improbidade, desde que o autor seja o Ministério Público. As demais ações não seriam citadas. O processo envolvendo Gilberto Kassab é movido pelo Ministério Público. As informações relativas à ação foram enviadas na quarta (22) pela reportagem para que entidade analisasse os dados.

Nesta quinta (23), a AMB argumentou que seguiu o critério de somente publicar as ações em andamento que estão nos sites dos tribunais especificamente mencionadas como de "improbidade administrativa". Assim, no caso da nomenclatura constar como apenas "ação civil pública", o processo não será inserido. Ainda que a ação possa estar relacionada à improbidade e ser movida pelo Ministério Público, a entidade alega que não irá inserir ação, sob o argumento de que nem sempre essas ações são movidas pelo MP.

Outro lado

A assessoria de imprensa de Gilberto Kassab afirma que "a ação civil pública ajuizada contra Celso Pitta, em que o candidato foi citado como co-réu, foi considerada improcedente pelo TJ-SP em 7 de maio de 2008".

Mais:

Análise: "Não dá mais para votar no escuro", diz Lucia Hippolito

Da Redação
Em São Paulo
A AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) divulgou em seu site (www.amb.com.br) a polêmica lista com os nomes dos candidatos que respondem a processos na Justiça, os chamados "candidatos com ficha suja".

Para a colunista do UOL, Lucia Hippolito, a lista é um excelente serviço para o eleitor. "Um eleitor mais bem informado, é um eleitor que faz melhores escolhas melhores, mais racionais, menos baseadas na desinformação. Não dá mais para votar no escuro, como temos votado neste tempo todo", disse. Veja a íntegra do comentário.




Para o promotor de Justiça da Cidadania da capital Sérgio Turra Sobrane, autor da ação, o critério utilizado pela AMB não é confiável, já que as informações contidas nos sites dos tribunais não têm valor legal e estão incompletas. "A ação de improbidade é uma espécie de ação civil pública e esta ação (contra Kassab) deve, sim, ser incluída na lista", afirma. "Se a AMB não se limitasse à consulta processual ao site do tribunal e olhasse com mais profundidade as decisões tomadas nesse processo, constataria muito facilmente que se trata de uma ação de improbidade movida pelo MP", completou.

O especialista em direito eleitoral Alberto Rollo repudia a publicação de uma lista "seletiva". "Este caso do Kassab só aumenta a minha convicção de que esta lista tem um critério precário, comete uma odiosa discriminação deixando processos de fora. É política. O melhor seria mesmo é que não se publicasse nenhum processo", afirmou.

O site de Kassab, que defendeu a divulgação da lista após o anúncio de que Maluf e Marta estavam nela, até a quarta-feira (23) possuía como manchete os recortes de todas as chamadas publicadas na imprensa sobre a presença dos nomes dos adversários na "lista suja" da capital, inclusive a do UOL desta terça. O TRE-SP determinou a retirada do link do ar indícios de uma "propaganda negativa ou depreciativa".

Polêmica

A lista, que provocou reações de advogados, juristas e candidatos, contém até agora dados relativos aos candidatos a prefeito e vice em todas as capitais brasileiras. Foram analisados 350 candidatos e, destes, 15 estão listados.

Em São Paulo, figuram os nomes de Paulo Maluf (PP) e de sua vice na chapa, Aline Correa (PP). A candidata Marta Suplicy (PT) também foi elencada. Enquanto Maluf afirmou que "juízes não devem se meter em política", Marta classificou a lista de "arbitrária, tendenciosa e leviana". Em todo o país, candidatos citados repudiaram a iniciativa.
  • Jorge Araújo/Folha Imagem

    Jurista Dalmo Dallari alerta para risco de inconstitucionalidade

Leia mais
Presidente do Supremo repudia lista

STF terá que avaliar questão


Em entrevista ao UOL, o jurista Dalmo Dallari alertou que a publicação poderá ser considerada inconstitucional, caso haja dúvida de que apenas uma condenação definitiva (quando não cabe mais recurso) pode macular a "ficha" de um cidadão. O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes, também repudiou a lista, que classificou de "populismo".

O ex-ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Torquato Jardim classificou a atitude da associação de "engajamento público politizado". Já cientistas políticos defenderam a divulgação.

O assunto deve ser decidido pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em ação da própria AMB. A tendência é que o tribunal rejeite a ação, seguindo entendimento já firmado pelo TSE de que os candidatos com processos em andamento podem concorrer às eleições.

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26/10/2008 free counters

Fenômeno na internet, professor da "última aula" morre aos 47 anos

25/07/2008 - 18h35


da Folha de S.Paulo

Morreu nesta sexta-feira (25) o professor norte-americano Randy Pausch, 47, que ganhou fama em razão do vídeo de sua "Última Aula", ministrada poucas semanas após ele ter descoberto possuir um câncer grave. O filme virou "hit inspiracional" na internet.

"Ele morreu hoje", confirmou Alyssa Mayfield, porta-voz da Carnegie Mellon University, a Pensilvânia (EUA), onde ele dava aulas de ciência da computação desde 1997 --a morte ocorreu na casa dele, no sul da Virgínia. Em 18 de setembro do ano passado, na palestra, ele informou que sofria de câncer no pâncreas e que tinha poucos meses de vida.

Reprodução
Randy Pausch, durante "última aula" na Carnegie Mellon, sobre sonhos de criança
Randy Pausch, durante "última aula" na Carnegie Mellon, sobre sonhos de criança

Especialista em realidade virtual, Randy Pausch tornou-se um fenômeno na rede. Cerca de 3,2 milhões de pessoas viram "Última Aula" apenas no YouTube até esta sexta-feira --segundo a Carnegie Mellon, dezenas de milhões de pessoas viram a apresentação de Pausch.

Na Carnegie Mellon, como em outras, o convite para que professores que estejam se afastando dêem uma palestra final é comum. Mas não com o tipo de tema escolhido por Randy: como realizar os sonhos de infância.

Aos 47 anos de idade, Randy estava se despedindo não só da comunidade acadêmica. Ele estava com câncer pancreático, tinha dez tumores no fígado e lhe restavam poucos meses de vida. Mas logo avisou: não falaria sobre a doença, espiritualidade ou religião.

O que vieram a seguir foram histórias sobre futebol americano, Jornada nas Estrelas e parques de diversões, que levavam a platéia às gargalhadas e, também, a algumas reflexões.

Após o sucesso estrondoso na internet, as lições de Randy chegaram agora às livrarias com o livro "A Lição Final"

22/05/2008 - 02h32

da Folha de S.Paulo

Confira trecho do livro "A Lição Final", de Randy Pausch, com Jeffrey Zaslow.

*

Introdução

Estou enfrentando um problema de planejamento.

Embora em geral eu esteja em excelente forma física, tenho dez tumores no fígado e me restam apenas alguns meses de vida.

Sou pai de três crianças e sou casado com a mulher dos meus sonhos. Seria cômodo ficar me lamentando, mas isso não faria bem a eles nem a mim.

Então, como viver esse meu tempo tão limitado?

O óbvio é ficar com minha família e cuidar dela. Enquanto posso, estou com eles todos os instantes e tomo as providências logísticas necessárias para lhes facilitar o caminho na vida sem mim.

O menos óbvio é como ensinar a meus filhos o que eu lhes ensinaria nos próximos vinte anos. Agora eles são jovens demais para essas conversas. Todos nós, pais, desejamos ensinar os filhos a distinguirem o certo do errado, o que consideramos importante e como lidar com os desafios que a vida lhes trará. Também queremos que conheçam histórias de nossas vidas, uma maneira de ensinar-lhes a lidar com suas próprias vidas. Meu desejo de fazer isso me levou a ministrar uma "palestra de despedida" na Carnegie Mellon University.

Essas aulas costumam ser filmadas. Naquele dia eu sabia o que estava fazendo. A pretexto de promover uma palestra acadêmica, tentei me colocar dentro de uma garrafa que um dia aportasse à praia, para meus filhos. Se eu fosse pintor, teria pintado para eles. Se fosse músico, teria composto uma música. Mas, como sou professor, dei uma aula.

Falei da alegria de viver e de quanto eu apreciava a vida mesmo me restando tão pouco tempo. Discorri sobre honestidade, integridade, gratidão e outras coisas que estimo. E me esforcei ao máximo para não ser enfadonho.

Para mim, este livro é um meio de continuar o que iniciei naquele palco. Como o tempo é precioso e pretendo passar a maior parte dele com meus filhos, pedi ajuda a Jeffrey Zaslow. Todos os dias passeio de bicicleta pela vizinhança, um exercício fundamental para minha saúde. Durante 53 desses longos passeios de bicicleta, falei com Jeff pelo fone de ouvido do meu celular. Depois ele passou horas a fio ajudando a transformar minhas histórias suponho que poderíamos denominá-las 53 "aulas" --neste livro.

Desde o início sabíamos que nada substitui um pai vivo. Mas planejar não significa obter soluções perfeitas; significa fazer o melhor possível com recursos limitados. Tanto a palestra de despedida como este livro representam minhas tentativas para fazer exatamente isso.

I

A Palestra de Despedida

1. Um leão ferido ainda tem vontade de rugir

Muitos professores realizam "palestras de despedida". Talvez você já tenha assistido a alguma.

É uma prática comum nas universidades. Pede-se aos professores que avaliem seu legado e discorram sobre assuntos que considerem importantes. E, enquanto eles discursam, os ouvintes não conseguem deixar de se perguntar: que ensinamentos transmitiríamos ao mundo se soubéssemos que se tratava de nossa última oportunidade? Se deixássemos de existir amanhã, o que desejaríamos deixar como herança?

Durante anos a Carnegie Mellon realizou uma série de "palestras de despedida". Mas quando os organizadores solicitaram que eu realizasse a minha, a série foi renomeada "Trajetórias" e pediu-se aos professores convidados que "fizessem reflexões sobre suas trajetórias pessoais e profissionais". A descrição não era das mais atraentes, mas concordei em participar. Minha palestra ficou marcada para setembro.

A essa época, eu já recebera o diagnóstico de câncer no pâncreas, mas estava otimista. Talvez viesse a ser um dos sortudos que sobrevivem.

Enquanto me submetia ao tratamento, os organizadores das palestras continuavam me enviando e-mails: "Que assuntos você vai abordar?", "Por favor, envie-nos um resumo". Há certas formalidades acadêmicas que não podem ser ignoradas, mesmo quando se está ocupado com outras coisas, como por exemplo, tentar não morrer. Em meados de agosto fui informado de que seria preciso imprimir um cartaz para a palestra e que, portanto, eu deveria decidir o tema.

Naquela mesma semana, entretanto, recebi a notícia de que o tratamento mais recente a que eu me submetera não havia funcionado. Restavam-me apenas alguns meses de vida.

Eu sabia que poderia cancelar a palestra. Todos entenderiam. De repente, havia muitas outras coisas por fazer. Eu precisava cuidar de meu próprio sofrimento e da tristeza dos que me amavam. Precisava me dedicar à organização dos assuntos familiares. E, no entanto, apesar de tudo, não conseguia desistir da idéia de fazer a palestra. Sentia-me revigorado ante à expectativa de realizar uma palestra de despedida que fosse, de fato, a última. O que eu diria? Como minhas palavras seriam recebidas? Será que conseguiria chegar ao fim?

Disse para a minha mulher:

-- Se eu desistir, todos vão entender, mas na verdade eu quero fazer essa palestra.

Jai (pronuncia-se "Jei") sempre fora minha maior incentivadora. Quando eu me entusiasmava, ela também se entusiasmava. Mas ela não gostou muito dessa idéia de palestra de despedida. Acabáramos de nos mudar de Pittsburgh para o sudeste da Virgínia de modo que, depois de minha morte, Jai e as crianças ficassem perto da família dela. Ela achava que eu deveria passar meu precioso tempo com nossos filhos, ou arrumando a casa nova, em vez de dedicar horas redigindo a palestra e ainda viajar até Pittsburgh para ministrá-la.

-- Pode me chamar de egoísta --disse Jai, mas eu o quero sempre por perto. Todo o tempo que você dedicar a essa palestra será tempo perdido, tempo que vai ficar longe das crianças e de mim.

Entendi onde ela queria chegar. Desde que adoecera, eu prometera a mim mesmo obedecer a Jai e atender seus desejos. Considerava um dever esforçar-me ao máximo para diminuir o fardo que minha doença impusera à vida dela. Por isso passei muitas horas acordado planejando o futuro da família sem minha presença. Mas, não conseguia me livrar do anseio de realizar a palestra de despedida.

Ao longo de minha carreira acadêmica, eu dera algumas palestras bastante boas. Mas ser considerado o melhor orador do departamento de Ciência da Computação equivale a ser conhecido como "o mais alto dos sete anões". E naquele exato momento percebi que dentro de mim havia algo mais, que, se eu me empenhasse ao máximo, talvez pudesse oferecer aos outros algo de especial. Sabedoria é uma palavra forte, mas talvez seja a melhor.

Jai não estava nada satisfeita. Então, levamos o assunto a Michele Reiss, a psicoterapeuta com quem começáramos a nos consultar meses antes, especialista no auxílio a famílias que enfrentam uma doença terminal.

Jai disse à dra. Reiss:

-- Conheço bem o Randy. Ele é viciado em trabalho. Sei exatamente como ele vai ficar quando estiver organizando a aula. Vai ficar exausto. --E argumentou que a palestra desviaria desnecessariamente minha atenção dos problemas cruciais que estávamos enfrentando em nossas vidas.

Outro assunto aborrecia Jai: para realizar a conferência como previsto, eu precisaria viajar para Pittsburgh na véspera, dia em que Jai completaria 41 anos.

-- É meu último aniversário que nós comemoraremos juntos. E você vai se ausentar exatamente nesse dia? --indagou ela.

Com certeza, a idéia de estar longe de Jai nesse dia me atormentava. E, no entanto, eu não conseguia desistir da idéia da palestra. Passei a considerá-la o último momento de minha carreira, um meio de dizer adeus à minha "família de trabalho". Também me deparei fantasiando que a palestra de despedida equivaleria, em oratória, a um artilheiro de beisebol que se aposentava lançando uma última bola para a arquibancada. Sempre gostei muito da cena final de Um homem fora de série quando Roy Hobbs, o jogador de beisebol envelhecido, supera a dor física e consegue milagrosamente aquele fantástico home run.

A dra. Reiss escutou o que Jai e eu falamos. Disse que via em Jai uma mulher forte e amorosa, que pretendera passar décadas construindo uma vida plena com o marido, educando os filhos até a idade adulta, e que agora nossa vida em comum precisava se restringir a poucos meses. Quanto a mim, a dra. Reiss me considerava um homem ainda despreparado para se recolher inteiramente à vida doméstica e com certeza ainda despreparado para enfrentar a morte.

-- Essa aula será a última vez que muita gente que eu gosto me verá em carne e osso --eu disse, categórico.-- Terei a chance de expor tudo o que é realmente importante para mim, de consolidar a maneira pela qual serei lembrado e de fazer o melhor possível na hora da partida.

Mais de uma vez a dra. Reiss observara Jai e eu sentados no divã de seu consultório amparando um ao outro e com lágrimas nos olhos. Ela nos disse que via um grande respeito entre nós e que freqüentemente ficava emocionada ao extremo com nosso compromisso de encararmos a hora final bem e unidos. Mas achava que não lhe cabia avaliar se eu devia ou não dar a palestra.

-- Vocês terão de decidir isso sozinhos --afirmou, aconselhando-nos a conversar muito para tomarmos a decisão correta para ambos.

Em razão da reticência de Jai, percebi que eu precisaria analisar honestamente minhas motivações. Por que essa palestra era tão importante para mim? Seria um meio de lembrar a mim mesmo e aos outros que eu ainda estava bem vivo? De provar que ainda tinha forças para atuar no palco? Seria eu um amante da ribalta que queria se exibir pela última vez? A resposta foi sim para todas as perguntas.

-- Um leão ferido tem vontade de saber se ainda consegue rugir --disse a Jai.-- É uma questão de dignidade e de auto-estima, que não são exatamente o mesmo que vaidade.

Havia algo mais em jogo. Eu começara a ver a palestra como um veículo que me levaria ao futuro que eu não viveria.

Lembrei a Jai a idade das crianças (5, 2 e 1) e disse:

-- Veja, suponho que Dylan, com 5 anos, crescerá com algumas lembranças minhas. Mas até que ponto se lembrará realmente? O que você e eu lembramos de quando tínhamos 5 anos? Será que Dylan vai se lembrar de que eu brincava com ele, ou daquilo que nós dois ríamos juntos? No máximo serão recordações nebulosas. E quanto a Logan e a Chloe? Talvez não se lembrem de coisa alguma. Nada. Sobretudo Chloe. E posso afirmar que quando as crianças ficarem mais crescidas, passarão pela fase de querer saber ansiosa e insistentemente: "Quem era meu pai?", "Como ele era?" Essa aula poderá lhes servir de resposta.

Prometi a Jai que iria me certificar de que a Carnegie Mellon gravasse a aula.

-- A gente consegue um DVD e você o mostrará às crianças, quando crescerem. Isso os ajudará a saberem quem eu era e a conhecerem as coisas que eu julgava importantes.

Jai me ouviu até o fim e depois fez a pergunta óbvia:

-- Se você quer dizer algo às crianças, ou dar-lhes conselhos, por que não instala simplesmente uma câmera de vídeo em um tripé e grava tudo na sala daqui de casa?

Talvez assim ela garantisse minha presença. Ou talvez não. Assim como a floresta é o hábitat natural do leão, o meu ainda era o campus da universidade, diante dos alunos. Então eu disse a Jai:

-- Uma coisa que aprendi é que quando os pais ensinam algo aos filhos, não faz mal algum haver certa aprovação externa. Se eu conseguir que o público ria e bata palmas na hora certa, talvez isso reforce o que estarei dizendo às crianças.

Jai sorriu para mim, seu artista agonizante, e finalmente aceitou. Sabia que eu andava ansioso para arranjar meios de deixar algum legado para nossos filhos. Pois bem, talvez a palestra fosse um caminho.

E assim, com a aprovação de Jai, eu tinha um desafio pela frente. Como transformar aquela palestra acadêmica em algo que repercutisse em nossos filhos daqui a uma década ou mais?

Uma coisa era certa: eu não queria que a aula se concentrasse em meu câncer. Já remoera o suficiente sobre a saga de minha doença. Não me interessava discursar, por exemplo, sobre minhas percepções da doença, como eu a enfrentara, ou quanto ela me abrira novas perspectivas. Talvez muitos esperassem uma palestra sobre a morte. Mas eu trataria da vida.

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26/10/2008 free counters