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domingo, 23 de março de 2008
Fábio Assunção já tem data para incorporar Tom Jobim
sábado, 22 de março de 2008
O vinho do Porto em Eça de Queirós
Dário Moreira de Castro Alves
Rótulo de garrafa de vinho do Porto de Adriano Ramos Pinto, comemorativo do centenário da morte de Eça de Queirós, gentilmente pelo Arquivo Histórico da Adriano Ramos Pinto - Vinhos S. A. |
O vinho do Porto é, de entre os vinhos portugueses de toda categoria, o mais referido na obra de Eça de Queirós.
As referências ao vinho Duque de 1815 são frequentes. Trata-se do «vintage» daquela data, em homenagem ao Duque de Wellington, vencedor de Napoleão em Waterloo. Ainda antes de ser titulado Duque, o Tenente-General Arthur Wellesley teve uma brilhante actuação militar nas Guerras Peninsulares em Portugal e Espanha, tendo enfrentado com êxito o Marechal Soult, no Porto, o General Massena, no Buçaco, além de ter sido protagonista em outros feitos militares. Mereceu do Príncipe Regente D. João, no Brasil, em 1811, o título de Visconde do Vimeiro. Também teve em Portugal o título de Marquês de Torres Vedras.
Em O Crime do Padre Amaro, o cónego Dias abriu uma garrafa, «não do seu famoso ‘duque de 1815’», mas do seu «1847», também um Porto de um grande ano. Mas, no mesmo romance, o abade da Cortegaça, no famoso jantar do meio dia, serviu aos amigos o finíssimo néctar do qual dizia, «depois de o fazer reluzir à luz na transparência dos copos: Disto não se bebe todos os dias».
Algumas situações são verdadeiramente verdadeiramente antológicas, e o vinho do Porto esplende pela expressão de graça e ironia que com tanta frequência e força marcam e matizam a obra de Eça de Queirós.
©2008 Instituto Camões
Sphere: Related Content“Roteiro d´Os Maias e de todas as Bebidas e Comidas no Romance”
Eça gastronómico
Dário Castro Alves publica pela Hugin Editores a presente obra, de título proporcionalmente extenso, aos objectivos traçados: referenciar num roteiro do universo de comidas e bebidas do monumental livro de Eça de Queirós, “Os Maias”.
Em “Roteiro d´Os Maias e de todas as Bebidas e Comidas no Romance” o autor procurou sintetizar o essencial e, por vezes o acessório, de tudo quanto o escritor do século XIX registou naquele romance.
Para caracterizar o esforço de composição da presente obra recorremos às palavras de Dário Castro Alves que afirma na introdução da mesma: “É como se os Maias tivesse sido reescrito com o objectivo de reduzi-lo a cerca de um quarto do total de seu texto. Fiz um esforço por preservar a essência do romance, ficando o mais perto possível do original, especialmente nas referências aos episódios de maior valor, graça e encantamento”. E que fez, concretamente, o autor do presente roteiro? Pegando na obra de Eça e sintetizando-a, classifica as alusões em dois tipos: gastronómicas, assinalando-as a negrito, e enológicas, indicando-as a vermelho. Tendo em consideração que Eça foi o romancista português mais se referiu a comidas e bebidas com mais de 4500 citações no compito geral da sua obra, percebe-se a oportunidade de um volume como aquele agora editado. Em “Os Maias”, como nos diz o autor, “o comer entra de forma abudante na própria fabulação e na composição da história. Poder-se-ia até dizer que, sem o comer, mal se conceberiam certas cenas da narrativa sobre a vida burguesa no Portugal do século XIX, com descrições carregadas de encanto, beleza e arte, ou ironia, mordacidade e sarcasmo”.
Dário Castro Alves, um dos maiores queirosianistas português, tem colaborado, quer no nosso país, quer no Brasil, assiduamente em jornais e revistas e em diversos livros sobre a obra de Eça.
Autor: Jorge Andrade
Autor/a:
Dário Castro Alves
Editora:
Hugin Editores
O Vinho do Porto na Obra de Eça de Queirós
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Este livro, de recolha meticulosa, é mais uma prova do carácter universal e abrangente da obra de Eça de Queirós, ao reunir e esmiuçar tudo o que o escritor, do século XIX, escreveu sobre o vinho fino do Douro. Dário Moreira de Castro Alves, autor de “O Vinho do Porto na Obra de Eça de Queirós”, conduz-nos à região do Douro, que o génio de Eça captou e recriou no espaço de Tormes: o rio e toda a vasta zona, que abrange a sua história, a geografia, a cultura dos povos e lugares por onde passa, os seus recursos e potencialidades, o quotidiano das gentes que dele vivem.
Na obra de Eça de Queirós encontra-se o retrato vivo do país vinhateiro. Com Eça a gastronomia ganha assento na grande literatura e, com ela, as referência ao néctar proveniente do Douro. Ao longo da sua obra são mais de 4.500 as citações gastronómicas e 1.302 menções a bebidas alcoólicas. Como nos diz o autor do presente livro “a grande e abundante colheita de vinhos na obra queirosiana é a dos vinhos de sua época, do seu século, fossem portugueses fosse franceses, espanhóis, alemães, italianos, húngaro e até chineses”. Folheamos a obra de Eça, fluindo os títulos onde o vinho é referênciado: “A Tragédia da Rua das Flores”, “O Crime do Padre Amaro”, “A Relíquia”, apenas para citar alguns.
O título que agora se publica é sem dúvida um bom pretexto para “beber” com imoderação a obra de Eça de Queirós. Sphere: Related Content
Duplos e metades : funções da complementaridade na construção da personagem queirosiana
Rosa Maria Martelo
ResumoDestacando alguns fios da rede de subtis afinidades e desfasamentos em que Eça de Queirós envolve algumas das personagens de O Primo Bazílio e Os Maias, procura-se mostrar que a articulação de personagens como duplos ou como metades, no romance queirosiano, amplia tanto o que cada uma delas por si só significaria quanto o significado global que, através delas, podemos atribuir ao romance em que se integram. Trata-se de uma estratégia de superação, por duas vias diferentes, do princípio monológico que, de acordo com o pensamento bakhtiniano, podemos pressupor como inerente à aplicação do método naturalista, alicerçado em proposições ordenáveis de modo sistémico e aplicáveis com o objectivo de demonstrar uma tese perfilhada pelo autor.
Documento (.pdf)
Para quem gosta do U2 (como eu)
sexta-feira, 21 de março de 2008
Paixão de Cristo
Espetáculo no interior de Pernambuco tenta reviver data cristã
DAYANNE MIKEVIS
Enviada especial da Folha Online a Brejo da Madre de Deus (PE)
Em meio a montanhas e a vegetação do agreste pernambucano, há 40 anos em uma cidade-teatro chamada Nova Jerusalém, em Brejo da Madre de Deus, um espetáculo sobre a Paixão de Cristo quebra a paisagem rural, chegando a trazer até 72 mil pessoas durante seus dias de encenação em 2007.
Na edição deste ano, que se estende até o próximo sábado (22), o papel de Cristo fica com o ator Thiago Lacerda, que se disse emocionado em interpretar pela segunda vez o protagonista da história.
| Divulgação |
| Cena da Última Ceia durante montagem da Paixão de Cristo em Nova Jerusalém; espetáculo é encenado no agreste pernambucano |
No elenco, a atriz Surama de Castro e os atores Floriano Peixoto e Werner Schunemann.
O espetáculo se divide em nove partes e o público se desloca em meio à paisagem semi-árida. Na apresentação para convidados, figuras como o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), estavam presentes.
A apresentação se desenvolve com um grandeza de figurinos e espaços que lembram uma grande ópera nos diversos palcos de madeira espalhados. Para que sejam ouvidos, os atores gravam antes suas falas e apenas as dublam no palco. O resultado não é plenamente satisfatório, mas compreensível devido às distâncias percorridas e elementos interessantes como a entrada de cavalos no palco e outros itens que ajudam no realismo.
Atualmente o espetáculo tem apoio da Globo Nordeste e está no roteiro turístico e em vários pacotes na região, mas nem sempre o espetáculo hoje encabeçado por Robinson Pacheco teve globais no elenco.
A mudança ocorreu no final dos anos 90, quando Fábio Assunção foi chamado para interpretar o primeiro "Jesus famoso" no interior de Pernambuco. Pacheco, presidente Sociedade Teatral de Fazenda Nova, disse que percebeu que o espetáculo precisava se adaptar aos novos tempos e que naquele momento passaria a perder público se continuasse com seu formato tradicional.
A iniciativa de Pacheco deu certo e ele até montou uma pousada temática para os turistas que pernoitam em Nova Jerusalém, cidade-cenário construída por seu pai, Plínio Pacheco.
Plínio Pacheco chegou à fazenda Nova em 1956 e lá já se fazia uma encenação da Paixão de Cristo inspirada em uma apresentação que acontecia na cidade alemã de Oberammergau. A iniciativa era de Epaminondas Mendonça e contava com familiares e amigos.
O pai de Pacheco então resolveu investir na cidade-teatro e em 1968 realizou a primeira apresentação em Nova Jerusalém.
A repórter Dayanne Mikevis viajou a convite do Recife Convention & Visitors Bureau
Paixão de Cristo em Nova Jerusalém Sphere: Related Contentquarta-feira, 19 de março de 2008
Renata Siciliano , Figurinista e Cenógrafa
Minissérie "Os Maias"
A produção no Brasil e em Portugal
A minissérie foi gravada em Portugal de outubro à novembro do ano 2000, contando com a participação de 26 atores do elenco, além de cerca de 95 pessoas da equipe de produção, cuja base foi instalada em um hotel de Lisboa. Aproximadamente 50 portugueses trabalharam nesta fase, dando um suporte local às gravações, para as quais foram utilizados 16 carros para o deslocamento de equipe e material - incluindo três ônibus para o figurino, que também serviram como camarins.
O figurino da minissérie obedeceu ao processo descritivo e detalhista de Eça na apresentação de seus personagens, descrição que se aproxima da poesia ao detalhar objetos, cores, tecidos, movimentos, pedaços de saia, sombrinhas. Com base em consultas nas bibliotecas do Brasil e de Lisboa e em uma ampla pesquisa iconográfica, todas as roupas foram confeccionadas na oficina de costura da TV Globo. Alguns adereços e peças foram comprados em Londres, na Espanha e em Portugal, como os lenços de seda e os hobbies orientais de João da Ega, encontrados em antiquários portugueses. Cerca de 20 óculos originais foram conseguidos em uma loja do Brasil. Optou-se por privilegiar o lado poético e deixar de lado o documental, sob a ótica dos brasileiros que são os realizadores desta história.
Uma das dificuldades foi adaptar as roupas à figuração portuguesa, já que as mulheres de Portugal, até por conta do clima e do tipo de vida que levam, têm peitos grandes e ancas menores. A saída foi abrir as saias, colocar cordões para fazer cinturas mutáveis e usar muitos peitilhos, possibilitando que as roupas fossem remontadas e recosturadas. O figurino, de 2500 quilos de roupa, ocupou um salão do hotel onde a equipe ficou hospedada. As roupas das mulheres de 1850 a 1875 contam com crinolina (armação), blusa de baixo, calçola, botina, corset (espartilho), vestido (de cima, com capa ou xale), luvas, bolsinha, leque, adereços de cabeça (conforme a ocasião: baile, para sair, para a manhã, etc.). Todos os figurinos têm suas variações por ocasião e estação do ano.
2000 - Renata Siciliano, Aderecista de Figurino da Figuração Feminina da Primeira fase da minissérie Os Maias. Figurinista Beth Filipecki. Rede Globo – Central Globo de Produção – CGP. RJ
Por segurança as fotos deste trabalho não poderão ser postadas.
BETH FILIPECKI
Professora da Escola de Belas Artes (UFRJ) e da UNI-Rio.
Figurinista, responsável entre outros trabalhos por:
Teatro: "Olga", “Pérola” , “Trair e coçar é só começar”, “Missa dos quilombos", “A mulher sem pecado", Feliz ano velho".
Cinema: "Brasilia 18%", de Nelson Pereira dos Santos; "Lavoura Arcaica" de Luis Fernando; “A Guerra de Canudos”, de Sérgio Resende; “Negociação mortal”, de Sérgio Taranto; “Chuvas e trovoadas” (curta) de Flavia Alfinito; "O preço da paz" de Paulo Morelli; "A HORA MARCADA”
Novelas: "Cobras e Lagartos", “Renascer”, "Por amor", "Fim do mundo”, "O cravo e a rosa", “Irmãos Coragem”, “Meu Bem Querer”, "Força de um desejo", “Senhora Do Destino” , “Esperança”, "A indomada" e outras.
MInisséries: "Os Maias", "O primo Basílio", "O tempo e o vento", “O quinto dos infernos”
Seriado: "Riacho doce"
Sphere: Related ContentPrêmios: Master de Televisão – conjunto da obra; Melhor Figurino Do Ano - 3º Prêmio Contigo De Novelas; Grande Prêmio De Figurinos Da Abracomp; Melhor Figurino – Programa "O Inspetor Geral" Associação Paulista De Críticos De Arte.


